Livro mapas conceituais e diagramas

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  • 1. 1 Mapas Conceituais e Diagramas V Marco Antonio Moreira Instituto de Fsica Universidade Federal do Rio Grande do Sul 2006

2. 2 FICHA CATALOGRFICA 3. 3 APRESENTAO 4. 4 5. 5 SUMRIO MAPAS CONCEITUAIS Resumo & abstract.......................................................................................................................9 O que so mapas conceituais.......................................................................................................9 Um modelo para mapeamento conceitual..................................................................................10 Uso de mapas conceituais..........................................................................................................16 Mapas conceituais como instrumentos didticos.......................................................................16 Mapas conceituais como instrumentos de avaliao..................................................................17 Mapas conceituais como recurso para anlise do contedo.......................................................26 Concluso Negociando significados....................................................................................26 Referncias.................................................................................................................................30 Apndice 1.................................................................................................................................33 Apndice 2.................................................................................................................................43 Ps-escrito 1...............................................................................................................................44 Ps-escrito 2..............................................................................................................................48 DIAGRAMAS V Resumo & Abstract....................................................................................................................61 Introduo O V epistemolgico de Gowin ou diagrama V...................................................62 O V epistemolgico na anlise do currculo............................................................................64 O V epistemolgico na avaliao da aprendizagem.................................................................68 O V epistemolgico como instrumento de ensino e aprendizagem.........................................72 Concluso...................................................................................................................................73 Referncias.................................................................................................................................73 Apndice 1 Exemplos adicionais em Fsica............................................................................76 Apndice 2 Ps-escrito............................................................................................................81 Apndice 3 Procedimentos para ensinar diagramas V............................................................87 Apndice 4 Exemplos adicionais em outras reas de conhecimento......................................92 Apndice 5 Adaptao do V de Gowin para a modelagem e simulao computacionais aplicadas ao ensino.....................................................................................................................96 6. 6 7. 7 Mapas Conceituais 8. 8 9. 9 MAPAS CONCEITUAIS1 (Concept maps) Marco Antonio Moreira Instituto de Fsica, UFRGS Caixa Postal 15051, Campus 91501-970 Porto Alegre, RS www.if.ufrgs.br/~moreira Resumo Mapas conceituais so apresentados como instrumentos potencialmente teis no ensino, na avaliao da aprendizagem e na anlise do contedo curricular. So oferecidos vrios exemplos de mapas conceituais, usados na instruo em Fsica, enfocando estas trs reas. Ao final, os mapas conceituais so discutidos do ponto de vista da troca de significados e so dados exemplos adicionais em outras reas de conhecimento. Alm disso, distingue-se entre mapas conceituais, entendidos como mapas de conceitos, e outros tipos de diagramas. Abstract Concept maps are proposed as tools for teaching, evaluation, and content analysis. Several examples of concept maps used in physics instruction, focusing on these three areas, are given. At the end, concept maps are discussed from the point of view of exchanging meanings, and additional examples in other areas of knowledge are provided. In addition, a distinction is made between concept maps, understood as maps of concepts, and other types of diagrams. O que so mapas conceituais2 De uma maneira ampla, mapas conceituais so apenas diagramas que indicam relaes entre conceitos. Mais especificamente, podem ser interpretados como diagramas hierrquicos que procuram refletir a organizao conceitual de um corpo de conhecimento ou de parte dele. Ou seja, sua existncia deriva da estrutura conceitual de um conhecimento. 1 Trabalho utilizado em um "workshop" sobre mapas conceituais oferecido no Segundo Congresso Internacional sobre Investigao em Didtica das Cincias & das Matemticas, Valncia, Espanha, 23 a 25 de setembro de 1987. Adaptado de uma conferncia proferida na Terceira Reunio Nacional de Educao em Fsica, Crdoba, Argentina, 5 a 8 de outubro de 1983. Publicado em CONTACTOS, Mxico, 3(2):38-57, 1988, em Monografias do Grupo de Ensino, Srie Enfoques Didticos, N 2, 1991 e na Srie Textos de Apoio ao Professor de Fsica, N 3, 1992. Revisado, atualizado e ampliado em 2006. 2 Extrado do trabalho "Mapas conceituais como instrumentos para promover a diferenciao conceitual progressiva e a reconciliao integrativa", de M. A. Moreira, publicado em Cincia e Cultura, 32(4):474-479, 1980. 10. 10 Em princpio, esses diagramas podem ter uma, duas ou mais dimenses. Mapas unidimensionais so apenas listas de conceitos que tendem a apresentar uma organizao linear vertical. Embora simples, tais mapas do apenas uma viso grosseira da estrutura conceitual, por exemplo, de uma disciplina ou subdisciplina. Mapas bidimensionais tiram partido tambm da dimenso horizontal, permitindo, portanto, uma representao mais completa das relaes entre os conceitos, por exemplo, de uma disciplina. Obviamente, mapas com mais dimenses permitiriam uma representao ainda melhor dessas relaes e possibilitariam a incluso de outros fatores que afetam a estrutura conceitual de uma disciplina. Todavia, mapas bidimensionais so mais simples e mais familiares. Alm disso, mapas com mais de trs dimenses j seriam abstraes matemticas, de limitada utilidade para fins instrucionais, ao invs de representaes concretas de estruturas conceituais. Assim sendo, daqui para frente mapas conceituais devem ser entendidos como diagramas bidimensionais que procuram mostrar relaes hierrquicas entre conceitos de um corpo de conhecimento e que derivam sua existncia da prpria estrutura conceitual desse corpo de conhecimento. Mapas conceituais podem ser traados para toda uma disciplina, para uma subdisciplina, para um tpico especfico de uma disciplina e assim por diante. Existem vrias maneiras de traar um mapa conceitual, ou seja, h diferentes modos de representar uma hierarquia conceitual em um diagrama. Alm disso, mapas conceituais traados por diferentes especialistas em uma mesma rea de conhecimento, provavelmente, refletiro pequenas diferenas de compreenso e interpretao das relaes entre conceitos-chave dessa rea. O ponto importante que um mapa conceitual deve ser sempre visto como "um mapa conceitual", no como "o mapa conceitual" de um determinado conjunto de conceitos. Isto , qualquer mapa conceitual deve ser visto apenas como uma das possveis representaes de uma certa estrutura conceitual. Um modelo para mapeamento conceitual A figura l mostra um modelo simplificado para fazer um mapa conceitual, tomando como base o princpio ausubeliano (Ausubel, 1980) da diferenciao conceitual progressiva. Neste modelo,os conceitos mais gerais e inclusivos aparecem na parte superior do mapa. Prosseguindo, de cima para baixo no eixo vertical, outros conceitos aparecem em ordem descendente de generalidade e inclusividade at que, ao p do mapa, chega-se aos conceitos mais especficos. Exemplos tambm podem aparecer na base do mapa. Linhas que conectam conceitos sugerem relaes entre os mesmos, inclusive relaes horizontais. Este modelo prope uma hierarquia vertical, de cima para baixo, indicando relaes de subordinao entre conceitos. Conceitos que englobam outros conceitos aparecem no topo, conceitos que so englobados por vrios outros aparecem na base do mapa. Conceitos com aproximadamente o mesmo nvel de generalidade e inclusividade aparecem na mesma posio vertical. O fato de que diferentes conceitos possam aparecer na mesma posio vertical d ao mapa sua dimenso horizontal. Ou seja, no eixo das abcissas os conceitos so colocados de tal forma que fiquem mais prximos aqueles que se constituem em diferenciao imediata de um mesmo conceito superordenado, enquanto os que o diferenciam mais remotamente ficam mais afastados na dimenso horizontal.Na prtica, se d prioridade ao 11. 11 ordenamento hierrquico vertical; por esta razo, nem sempre possvel mostrar as relaes horizontais desejadas. Assim, o eixo horizontal deve ser interpretado como menos estruturado, enquanto que o vertical deve refletir bem o grau de inclusividade dos conceitos (Rowell, 1978). Conceitos superordenados; muito gerais e inclusivos Conceitos subordinados; intermedirios Conceitos especficos, pouco inclusivos; exemplos Figura 1. Um modelo para mapeamento conceitual segundo a teoria de Ausubel. As figuras 2, 3, 4 e 5 mostram mapas conceituais construdos de acordo com o modelo proposto. A figura 2 um mapa para "foras"; o conceito geral de fora est no topo do mapa, diferentes tipos de foras esto em um nvel intermedirio e exemplos especficos de foras esto ao p do mapa (Moreira, 1977, 1979) . A