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Interpretação Bíblica Básica

Omar interpretação bíblica básica

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Text of Omar interpretação bíblica básica

  • Interpretao Bblica Bsica

  • 1. Hermenutica e ExegeseToda interpretao bblica tem 2 palavras-chave:Hermenutica (hrmeneia; hrmeneu; hrmeneutes): princpios, teoria.

    Definio do Dicionrio Houaiss:Cincia, tcnica que tem por objetivo a interpretao de textos religiosos ou filosficos.Interpretao dos textos, do sentido das palavras.Teoria, cincia voltada interpretao dos signos e de seu valor simblico.

    Etimologia: arte de interpretar, relativo interpretao, prprio para fazer compreender, arte de descobrir o sentido exato de um texto, interpretao do que simblico.

  • 1. Hermenutica e ExegeseToda interpretao bblica tem 2 palavras-chave:Exegese (exgesis; exgeomai): exposio e explicao prtica do texto.

    Definio do Dicionrio Houaiss:Comentrio ou dissertao que tem por objetivo esclarecer ou interpretar minuciosamente um texto ou uma palavra. Interpretao de obra literria, artstica etc.

    Etimologia: exposio de fatos histricos, interpretao, comentrio, interpretao de um sonho, traduo, conduzir, guiar, dirigir, governar, conduzir passo a passo ou at o fim, expor em detalhe, explicar, interpretar, marchar na frente, conduzir, guiar.

  • 1. Hermenutica e ExegeseHermenutica X Exegese

    Hermenutica como um livro de receitas, com regras de como fazer um bolo; exegese a preparao do bolo; exposio a entrega do bolo para algum comer. Roy B. Zuck

    Perigo!!!

  • A importncia da interpretao exataQual a importncia de querermos obter o conhecimento correto da palavra de Deus?Literalmente falando sabemos que nos ltimos dias estamos passando por uma situao difcil no que diz respeito ao ensinamento ou interpretao da palavra de Deus

  • 2. Abismo da InterpretaoPensemos se realmente levamos em considerao os fatores agrupados no abismo quando lemos a Bblia:TempoIdiomaCosmovisoLiteraturaGeografia

  • O que Hermenutica?A Hermenutica a cincia que nos encima as leis e os mtodos para a interpretao correta das escrituras Devemos ter muito cuidado com a Hermenutica Geral

  • Hermenutica Qual a RegraExegese Aplicar a RegraO QUE SEGNIFICA ESSA GRANDE PONTE E ESSE GRANDE ABISMO?

  • Captulo 2 - O interprete bblico

    Atos 8:26-4026 - E o anjo do SENHOR falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalm para Gaza, que est deserta.27 - E levantou-se, e foi; e eis que um homem etope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalm para adorao,28 - Regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaas.29 - E disse o Esprito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro.30 - E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaas, e disse: Entendes tu o que ls?31 - E ele disse: Como poderei entender, se algum no me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.32 - E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como est mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim no abriu a sua boca.33 - Na sua humilhao foi tirado o seu julgamento; E quem contar a sua gerao? Porque a sua vida tirada da terra.34 - E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro?35 - Ento Filipe, abrindo a sua boca, e comeando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.36 - E, indo eles caminhando, chegaram ao p de alguma gua, e disse o eunuco: Eis aqui gua; que impede que eu seja batizado?37 - E disse Filipe: lcito, se crs de todo o corao. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo o Filho de Deus.38 - E mandou parar o carro, e desceram ambos gua, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou.39 - E, quando saram da gua, o Esprito do Senhor arrebatou a Filipe, e no o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho.40 - E Filipe se achou em Azoto e, indo passando, anunciava o evangelho em todas as cidades, at que chegou a Cesaria.

  • O objetivo dessa aula mostrar como o interprete bblico deve permitir ser usado por Deus e o que necessrio que nele se encontre para que o Esprito possa usa-loA questo no s querer ser usado por Deus para essa grande obra, mais como que est a nossa vida espiritual perante Deus para que Ele possa nos usar?

  • Qual deve ser o perfil de um interprete bblico?A quatro caractersticas que um interprete deve ter

    1 Ser regenerado pelo Esprito2 Ser obediente as escrituras3 Ser orientado pelo esprito4 Ser diligente em seu estudo

  • Comearemos pela regeneraoI Corintios 2:1111 - Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, seno o esprito do homem, que nele est? Assim tambm ningum sabe as coisas de Deus, seno o Esprito de Deus.Isso nos leva a entender que impossvel vislumbrar qualquer coisa que se passa no corao de Deus, ento eu poderia dar razo a todos que interpretam a bblia de acordo com o que pensam.I Corintios 2:1212 - Mas ns no recebemos o esprito do mundo, mas o Esprito que provm de Deus, para que pudssemos conhecer o que nos dado gratuitamente por Deus. por isso que o interprete bblico precisa ser regenerado pelo Esprito, porque o interprete no regenerado est limitado ao seu prprio entendimento sobre as coisa que so de DeusVoc quer ser um interprete limitado ou completo?

  • O interprete no regenerado no aceita as coisas do Esprito!I Corintios 2:1414 - Ora, o homem natural no compreende as coisas do Esprito de Deus, porque lhe parecem loucura; e no pode entend-las, porque elas se discernem espiritualmente.Se voc se diz espiritual, voc teria coragem e preparo para responder a qualquer um que venha a colocar em duvida as escrituras sagradas e negar tudo que estar escrito na bblia? Voc est preparado para isso?O interprete espiritual entende que, o que est escrito nas escrituras real, pois a defesa que ele faz das escrituras no passional e irracional, a muitos crentes que diz que a f uma coisa inexplicvel mas olha o que diz I Pedro 3:1515 - Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos coraes; e estai sempre preparados para responder com mansido e temor a qualquer que vos pedir a razo da esperana que h em vs,

  • 2. Abismo da InterpretaoTodo texto bblico foi escrito por algum (Paulo, Salomo, Davi, Joo, Lucas, Isaas, etc.) para ouvintes especficos, que se encontravam num contexto histrico e geogrfico especfico e com um objetivo especfico.

    O contedo da Bblia foi afetado e influenciado pelo meio cultural em que cada autor humano escreveu.

    Dada a existncia de um abismo cultural entre nossa era e os tempos bblicos - e como o nosso objetivo na interpretao bblica descobrir o sentido original das Escrituras - imperativo que nos familiarizemos com a cultura e os costumes de ento.

  • 2. Abismo da InterpretaoA. O abismo cronolgico (tempo)

    Os 5 primeiros livros de Moiss (Pentateuco) foram compostos aproximadamente 1.400 anos a.C. J o Apocalipse, ltimo livro da bblia, foi escrito por Joo 90 anos d.C.

    H um imenso abismo temporal que nos separa dos autores bblicos.

    Isso gera um grande desafio de voltar no tempo para, de alguma forma, nos comunicarmos com eles e entender o significado do que escreveram.

  • Viagens no tempo registradas na Bblia?A Bblia um livro cheio de histrias e personagens misteriosos. Entre eles, destacamos Melquisedeque. Ele aparece do nada, para depois desaparecer sbita e misteriosamente.Hebreus 7:1-31 - PORQUE este Melquisedeque, que era rei de Salm, sacerdote do Deus Altssimo, e que saiu ao encontro de Abrao quando ele regressava da matana dos reis, e o abenoou;2 - A quem tambm Abrao deu o dzimo de tudo, e primeiramente , por interpretao, rei de justia, e depois tambm rei de Salm, que rei de paz;

    3 - Sem pai, sem me, sem genealogia, no tendo princpio de dias nem fim de vida,mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.1 No tem Genealogia2 Sem princpio de dias, nem fim de vida 3 Semelhante a Cristo4 Sacerdote EternoGn 14: 18-20Gnesis 14:18-19; Sl 16.219 - E abenoou-o, e disse: Bendito seja Abro pelo Deus Altssimo, o Possuidor dos cus e da terra;20 - E bendito seja o Deus Altssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mos. E Abro deu-lhe o dzimo de tudo.18 - E Melquisedeque, rei de Salm, trouxe po e vinho; e era este sacerdote do Deus Altssimo.Hb 7: 1-10

  • As Escrituras sempre relataram a genealogia de seus personagens, demonstrando com isso, que eram seres reais, que viveram em determinada poca da Histria, e no seres msticos. Porm, Melquisedeque aparece do nada, sem pai, sem me, sem genealogia, no tendo princpio de dias, nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus. Como se no bastasse, lemos que ele permanece sacerdote para sempre. O escritor de Hebreus nos leva a considerar quo grande era este, a quem at o patriarca Abrao deu o dzimo. E aqui, sem contradio alguma, o menor abenoado pelo maior. E ele arremata, afirmando que Melquisedeque aquele de quem se testifica que vive.

    Ora, diante de todas essas evidncias, que alternativa temos, seno admitir que Melquisedeque ningum menos que o prprio Cristo? Alguns telogos afirmam que Melquisedeque seria uma espcie de Teofania, uma manifestao de Cristo pr-encarnado. Ora, se isso fosse verdade, Melquisedeque no surgiria como um ser humano, de carne e osso, e sim, como um esprito.Creio que Melquisedeque era o prprio Jesus, em carne e osso, trazendo conSigo o DNA de Maria, Sua me terrena. Aquele corpo que segurava o po e o vinho oferecidos a Abrao, era o mesmo que segurou o po e o vinho na noite da Santa Ceia. Como isso seria possvel se todavia Jesus no havia encarnado? Ora, Jesus no encarnou mais de uma vez. Foi na Plenitude dos tempos que Ele Se fez carne, e habitou entre ns. Apesar disso, afirmo que foi com Cristo que o patriarca Abrao se encontrou naquele dia. Isso testificado pelo prprio Jesus, ao declarar: Vosso pai Abrao exultou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se. "Abrao, vosso Pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. "(Jo 8.56)

  • Diante dessa afirmao nos perguntamos, quando Abrao viu Jesus? Existem passagens bblicas muito interessantes de serem analisadas.

    Mas antes de analisarmos temos que aprender o significado de TEOFANIA.Teofania a manifestao de Deus em algum lugar, acontecimento ou pessoa. uma figura da encarnao do Senhor -Bblia Apologtica de Estudo (ICP)

    I - A TOCHA;H uma tipologia muito interessante:"E sucedeu que posto o sol, houve muita escurido, e eis um forno de fumaa, e umatocha de fogo, que passou aquelas metades. (ARA)" (Gn 15.17)

    Prestaram ateno na tocha? Isso uma figura de carter messinico, ou seja, representa Jesus. Tanto que naquele dia o senhor fez uma aliana com Abrao. Vamos considerar que oVerbo era Deus.(Jo 1.1)

    II - OS TRS VARES;"Depois apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais de Manre, estando ele assentado porta da tenda, no dia de calor.E levantou os seus olhos, e eis trs vares em p junto a ele. (ARA)"(Gn 18.1-2)

    Trata-se de mais uma manifestao teofnica, pois Abrao disseMeu Senhor.(Gn 18.3)

  • 2. Abismo da InterpretaoB. O abismo geogrfico

    Vivemos hoje no ocidente, na Amrica, j chamada de o novo mundo. Isso significa que estamos a milhares de quilmetros de distncia dos locais onde a Bblia foi composta.

    O contexto geogrfico que vivemos determina grandemente nossa forma de enxergar o mundo, sendo que acultura se adapta ao ambiente em que se desenvolve.

    Salmo 42 verso 1: Como a cora anseia pelas guas correntes, minha alma anseia por ti Senhor. Somente uma pessoa que j caminhou em um deserto poderia entender a fora desta poesia.

  • 2. Abismo da InterpretaoC. O abismo dos costumes

    de vital importncia conhecermos os costumes dos povos dos tempos bblicos.

    Como disse Zuck:

    Quando abrimos a Bblia como se estivssemos entrando num pas estranho. Da mesma forma que ficamos confusos com a maneira de agir das pessoas de outros pases, podemos ficar confusos com o que lemos na Bblia.

  • 2. Abismo da InterpretaoC. O abismo dos costumes

    Poltica: Por que Boaz foi at a porta da cidade falar com os ancios sobre o terreno de Noemi (Rt 4:1)?

    Religio: Qual a razo de Deus ter lanado as 10 pragas sobre o Egito? Por que ele enviou justamente aquelas pragas em vez de outras (xodo captulos 8 11)?

    Leis: Em Colossenses 1:15 a expresso o primognito de toda a criao significa que Cristo no eterno, mas que foi criado?

    Agricultura: Por que Jesus amaldioou a figueira se nem era poca de figos (Mc 11:12-14)?Negcios comerciais tipicamente aconteciam s portas da cidade. Ento era natural Boaz falar com o outro remidor mais prximo naquele local, na presena dos ancies da comunidade, para fins de julgamento pulblico. As 10 pragas do Egito e sua relao com as divindades pags egpcias

    1. Como se pode aceitar que Jesus amaldioasse uma figueira, fazendo-a secar, s por ela no ter frutos, se nem sequer era a estao dos figos?

    Em que sentido Jesus "o primognito de toda a criao"?

  • 2. Abismo da InterpretaoD. O abismo dos idiomas

    A bblia foi escrita primordialmente em hebraico e grego, com alguns trechos em aramaico.

    Os manuscritos originais do Antigo Testamento foram escritos em hebraico somente com consoantes (ganharam vogais somente 900 d.C.).

    O exemplo usado por Zuck, representando em portugus o problema, a sequncia de letras TCH. Podemos ler TOCHA, TACHO, TACHA.

  • 2. Abismo da InterpretaoD. O abismo dos idiomas

    EXEMPLO Origem da traduo JEOV

    YHWH ou

    ADONAI ou

    O QUE EXISTE Nome cuja pronncia perdeu-seSENHORAdaptao dos judeus que evitavam pronunciar YHWHY E H O W A H

    YHWH + vogais de ADONAI

  • 3. Nem tudo alegoriaGrande perigo!!!O que facilita uma interpretao bblica livre da Eisegese a busca pela interpretao inicial mais literal possvel.

    O problema que a mentalidade brasileira, influenciada pela cultura grega, tem uma facilidade imensa para a alegorizao excessiva dos textos bblicos.

    Quem nunca ouviu a frase?A bblia tem vrias interpretaes, que podem ser verdade dependendo da pessoa que l!

    Isso parece super espiritual, porm, um erro gravssimo. Com certeza existem algumas passagens bblicas que podem ter mais de uma interpretao plausvel, no entanto, a grande maioria dos textos no tem mais de uma possibilidade de interpretao.

  • 3. Nem tudo alegoriaOs gneros literrios

    A Bblia um livro rico em gneros literrios. Temos Lei (Pentateuco), Histricos (Juzes, Samuel, Reis, etc.), Narrativas, Poesias (Salmos, Cantares, Lamentaes), Provrbios, Profecias (Isaas, Jeremias, etc.), Evangelhos (Mateus, Lucas, etc.), Cartas (Romanos, Hebreus, etc.) e Apocalipse.

    Dentro de cada estilo, temos figuras de linguagens e textos literais, com ideias diretas. Isso precisa ser observado antes de fazer uma interpretao, pois nem tudo figura de linguagem.

  • 4. Passos bsicos de interpretao bblicaIntroduoA chave para a boa exegese a habilidade de fazer perguntas certas para o texto a fim de captar o significado pretendido pelo autor.

    Existem duas categorias bsicas de perguntas que devemos fazer para o texto: Por que o autor disse isso? e O que foi que o autor quis dizer no texto?Por que - temos que entender o contexto histrico-cultural do que foi escrito.

    Que o autor quis dizer - temos que entender o significado de suas palavras e o relacionamento das palavras do autor com o contexto histrico-cultural (Por que) dos seus leitores.

  • 4. Passos bsicos de interpretao bblicaPasso 1 Estudo do contexto histrico geralPerguntas-chave: Quem o autor? Quem so os destinatrios? Qual o relacionamento entre ambos? Onde os destinatrios vivem? Quais so suas circunstncias no momento? Que situao histrica levou composio do documento? Qual o propsito do autor? Qual a preocupao do autor?

    Pesquise em materiais secundrios: Manuais bblicos, Bblias de estudo, dicionrios bblicos, livros de Arqueologia Bblica, introdues ao Antigo Testamento, introdues ao Novo Testamento, comentrios bblicos, lxicos, etc., so fontes indispensveis de pesquisa.

    Leia o livro todo de uma s vez e faa um esboo tentando responder s perguntas-chave. No h o que substitua esse passo.

  • 4. Passos bsicos de interpretao bblicaPasso 2 Confirme os limites da passagemVerifique se voc escolheu para a exegese uma unidade genuna e completa. Mesmo que voc faa a exegese de uma s frase, ela deve ter um lugar no seu prprio pargrafo.

    Leia toda a passagem em vrias tradues e anote principais diferenas (ex. Almeida Corrigida, Almeida Atualizada, Almeida Sc. 21, NVI, Bblia na Linguagem de Hoje, etc.). Veja quais diferenas so apenas sinnimos ou questes de gosto do tradutor e quais diferenas realmente mudam o sentido da passagem.

    Analise a estrutura das frases e as relaes sintticas. fundamental que desde o incio da exegese voc tenha uma boa noo do fluxo do argumento (ou narrativa) e que reconhea as estruturas bsicas e a sintaxe de cada frase.

  • 4. Passos bsicos de interpretao bblicaPasso 2 Confirme os limites da passagemExerccio Colossenses 3:1-4

    Fluxograma de frases da passagemFluxo do argumentoPortanto,Ligao com passagem anterior...j que vocs ressuscitaram com Cristo,Base das exortaes...procurem as coisas que so do alto,Exortao 1...onde Cristo est assentado direita de Deus.Expanso da exortao 1Mantenham o pensamento nas coisas do alto,Exortao 2...e no nas coisas terrenas.Contraste da exortao 2Pois vocs morreram,Razo 1 das exortaes...e agora a sua vida est escondida com Cristo em Deus.Especificao da razo 1Quando Cristo, que a sua vida, for manifestado,Base da concluso...ento vocs tambm sero manifestados com ele em glria.Concluso

  • 4. Passos bsicos de interpretao bblicaPasso 3 Determine a ideia central da passagem

    O que a ideia central? Pensamento ou conceito organizador da passagem, que no necessariamente o tema da passagem. A ideia central normalmente apresentada como uma sentena representando a ideia bsica do texto.

    EXEMPLO Mateus 28:18-20

    Possibilidade de ideia central do texto: A Misso, segundo Jesus Cristo, tem como base sua autoridade absoluta, consiste em reproduzir o que somos: discpulos; no tem prazo de validade antes da consumao; tem como garantia a presena do comissionador.

  • 4. Passos bsicos de interpretao bblicaPasso 4 Considere contextos bblicos e teolgicos amplosRena todas as suas descobertas e ligue com o contexto mais amplo. Comece a focalizar na ligao, ou mensagem, de sua passagem, voc logo desejar encaixar tudo isso nos contextos bblicos e teolgicos mais amplos.

    Comece a perguntar: Como a passagem funciona dogmaticamente na seo, no livro, na diviso, no Testamento, na Bblia? Como ela e seus elementos se comparam com outras passagens que tratam dos mesmos tipos de questes? Que outros elementos nas escrituras a ajudam a se tornar compreensvel? O que se perderia, ou como a mensagem do contexto (captulo, livro, Bblia) seria incompleta se essa passagem no existisse? O que a passagem contm que contribui para a soluo de questes doutrinrias, ou que fortalece solues oferecidas em outros lugares da Bblia?

  • Passo 1 Estudo do contexto histrico geralAutor: A autoria do Apstolo Pedro bem defendida, somente questionam que o grego idiomtico da carta extrapole a competncia de Pedro. Talvez contou com ajuda de Silvano (5:12).Destinatrios: Cristos judeus e gentlicos fora da Palestina.Relacionamento entre ambos: Possivelmente estiveram juntos no dia de Pentecostes, tendo sido dispersos por perseguies.Onde os destinatrios vivem: Espalhados por boa parte da sia Menor Ponto, Galcia, Capadcia, Bitnia (1:1).Circunstncias e situao histrica: Perseguio dos cristos (4:14-16; 5:8-9) que pode ter se desenvolvido nos tempos de Nero (54-68 d.C.). Segundo a tradio, Pedro foi martirizado no final desse perodo.Propsito do autor: Encorajamento e testemunho da graa de Deus para os que estavam longe de sua terra (5:12).5. Exerccio 1Pedro 3:18-20

  • Passo 1 Esboo do Livro

    Saudao (1:1-2)Louvor a Deus por sua graa e salvao (1:3-12)Exortao santidade de vida (1:13 5:11)Exigncia de santidade (1:13 2:3)Posio dos crentes (2:4-12)Uma casa espiritual (2:4-8)Um povo escolhido (2:9-10) Forasteiros e estrangeiros (2:11-12)Submisso autoridade (2:13 3:7)Submisso aos governantes (2:13-17)Submisso aos senhores (2:18-20)O exemplo de Cristo na submisso (2:21-25)Submisso das esposas (3:1-6)Os deveres dos maridos (3:7)5. Exerccio 1Pedro 3:18-20

  • Deveres de todos (3:8-17) - CONTEXTO INICIAL Exemplo de Cristo (3:18 4:6) NOSSO TRECHO DE ESTUDOConduta diante do fim de todas as coisas (4:7-11)Conduta dos que sofrem por Cristo (4:12-19)Conduta dos presbteros (5:1-4)Conduta dos jovens (5:5-11)O propsito da Carta (5:12)Saudaes Finais (5:13-14)5. Exerccio 1Pedro 3:18-20

  • Passo 2 Confirme os limites da passagemO mais correto seria fazer a exegese de 3:17 a 4:6, vamos, ao menos, at o 3:22:

    O fato de no haver concluso prova que a ideia central no acabou5. Exerccio 1Pedro 3:18-20

    Fluxograma de frases da passagemFluxo do argumentoPois tambm Cristo sofreu pelos pecados uma vez...Base da exortao em 3:17 (o exemplo de Cristo)...o justo pelos injustos,Autoridade da exortao...Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo EspritoPreparao para o comentrio explicativo de Pedro...no qual Ele tambm foi e pregou aos espritos em prisoComentrio de Pedro...que h muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de No, enquanto a Arca era const.Detalhamento do comentrio...Nela apenas alguma pessoas, a saber, oito, foram salvas...Detalhamento do comentrio...e isso representado pelo batismo que agora salva vocs no a remoo da sujeira do corpo, mas o compromisso...Figura de linguagem para fortalecer o argumento...por meio da ressurreio de Jesus Cristo, que subiu aos cus e est direita de Deus; a Ele esto sujeitos os anjos...Autoridade do argumento

  • Passo 3 Determine a ideia central da passagem

    Exemplo de IC:

    Temos deveres com Deus, mesmo em tempos de dificuldade, a exemplo de Jesus, que sendo Deus, humilhou-se e submeteu-se, sendo obediente mesmo em tempos de aflio. Assim como Cristo foi honrado de forma mxima por Deus, seremos honrados por fazer a vontade de Deus de forma agradvel a Ele e no aos homens.5. Exerccio 1Pedro 3:18-20

  • Passo 4 Considere contextos bblicos e teolgicos amplosv17 Argumento: melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus...No mundo teremos aflies (Jo 16:33), mas devemos seguir o exemplo de Cristo (Fl 2:5-11) e tentarmos ser perfeitos como Deus o (Mt 5:48).

    v18 Devemos estas prontos a sofrer pela prtica do bem, assim como Jesus.

    v19 e 20a. Pedro se interessa em detalhar o assunto e usar algumas figuras para fortalecer seu argumento.Este um dos versculos de mais difcil interpretao da bblia, mas vale ressaltar que no o cerne da ideia que est sendo desenvolvida, mas sim um detalhe. No deve ser o centro da anlise exegtica, como muitos fazem.

    Continua...5. Exerccio 1Pedro 3:18-20

  • Passo 4 Considere contextos bblicos e teolgicos amplosv19 e 20a. Possibilidades de interpretao:Alguns entendem que No era uma figura de Cristo no AT, tendo servido de exemplo gerao mpia da poca, em obedincia ao mandamento de Deus, mesmo em situaes adversas da construo da Arca.Outros pensam que Cristo, entre sua morte e ressurreio, foi at priso em que os anjos cados esto, encarnado e ali pregou aos anjos cados uma mensagem de vitria pela ressurreio a ocorrer.Outros dizem que Jesus, tambm entre sua morte e ressurreio, foi ao lugar dos mortos e pregou aos espritos mpios da poca de No, podendo ter proclamado o evangelho a eles.

    v20b. Tendo No perseverado em obedecer a Deus colheu o fruto de ter sua vida e famlia salva, pela perseverana.

    v21 O dilvio simboliza o batismo, pois a gua trouxe o juzo e o fim do dilvio representou a ressurreio da nova vida.5. Exerccio 1Pedro 3:18-20

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