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CURSO DE PEÇAS PROCESSUAIS AGU-2007 Prof. José Carlos Machado Júnior [email protected]

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  • CURSO DE

    PEAS PROCESSUAIS

    AGU-2007Prof. Jos Carlos Machado [email protected]

  • CURSO DE

    PEAS PROCESSUAIS

    AGU-2007

    ROTEIRO BSICOAPRESENTAO ............................................................................................................ 1 ANLISE DO EDITAL .................................................................................................... 2 PRIMEIRAS DICAS PARA A PROVA ESCRITA ......................................................... 7 ORIENTAES PARA PEAS ESCRITAS GERAL ................................................. 8 PARECER ....................................................................................................................... 10 MODELO DE PARECER. REDAO OFICIAL DA ANA ..................................... 11 ESQUEMA GERAL DE PEAS JUDICIAIS ................................................................ 13 USO DO VERNCULO E DE ABREVIATURAS ....................................................... 24 DA CONTESTAO ..................................................................................................... 25 DO AGRAVO ................................................................................................................. 29 RECURSO EXTRARDINRIO E ESPECIAL ........................................................... 37 EMBARGOS DE DECLARAO ................................................................................ 49 SUGESTO PARGRAFO INICIAL E FECHO - CONTESTAO ...................... 53 SUGESTO PARGRAFO INICIAL - APELAO ................................................ 55 SUGESTO PARGRAFO INICIAL RECURSO EXTRARDINRIO .............. 56 JEF - RECURSO INOMINADO ..................................................................................... 59 JEF - RECURSO ............................................................................................................ 62 JEF - PEDIDO DE UNIFORMIZAO DE INTERPRETAO ............................... 63 RECURSOS POSSVEIS NO JEF .................................................................................. 66 TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAO REGIMENTO INTERNO .............. 67 RECLAMAO ............................................................................................................. 72 NATUREZA JURDICA DA RECLAMAO ............................................................. 76 DO EMBARGOS EXECUO CONTRA A FAZENDA PBLICA ...................... 77 APLICABILIDADE NO JEF DO ART. 741, P. NICO ............................................... 83 MANDADO DE SEGURANA ..................................................................................... 84 MANDADO DE SEGURANA - SMULAS .............................................................. 88 AO RESCISRIA ...................................................................................................... 92 AO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ................................................. 100 EXEMPLO - PARGRAFOS ADIN COM PEDIDO - MEDIDA CAUTELAR .... 108

  • APRESENTAOPrezado amigo, Prezada amiga,

    As Procuradorias Federais representam uma oportunidade extraordinria de aprendizado, crescimento e realizao pessoal e profissional.

    Fui Procurador Federal por aproximadamente cinco anos. Foi uma experincia notvel! Agradeo por essa experincia profissional (e tambm a da Procuradoria do Municpio de Juiz de Fora), que tanto me auxiliou e auxilia na Magistratura Federal.

    Os concursos pblicos exigem, cada vez mais, dedicao, treinamento e preparo especfico. Esse concurso da AGU no diferente. Mais preparao, dedicao, estratgia e metodologia.

    No desista jamais!Voc ser e ocupar o cargo que quiser!Siga em frente, sempre!

    Nos ltimos 16 anos acompanhei inmeros alunos, candidatos aos cargos mais diversos. Hoje tenho a felicidade de trabalhar com ex-alunos que so Juizes Federais, Procuradores da Repblica, Procuradores Federais, Procuradores da Fazenda, Analistas, Oficiais etc. Alguns passaram muito rapidamente: em menos de dois anos conseguiram o cargo que desejavam, outros demoraram um pouco mais. Em todas as situaes, em todos os casos, h um trao comum, que percebo e identifico sempre: todos eles avanaram sempre; aprenderam com os prprios erros, lamentaram os momentneos insucessos, e prosseguiram!

    conhecido o brocado, utilizado em programas de televiso, em revistas e em campanhas publicitrias: "Nada substitui o talento!".

    Meu amigo, minha amiga, isso est errado!

    Sorte o outro nome para trabalho.Talento o outro nome para esforo.Destino o outro nome para determinao.Nada substitui o trabalho, o esforo e a determinao!

    Vale lembrar o provrbio Chins, adotado como lema de vida por muitas personalidades de sucesso: "Sou uma pessoa com muita sorte: quanto mais trabalho, mais sorte tenho!". Ou essa verso atribuda a Thomas Jefferson: "Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho".

    Espero com esse curso ajud-los, por pouco que seja, a conquistar esse cargo, essa oportunidade, essa experincia!

    Vamos em frente! Vamos juntos!Um grande abrao,

    Jos Carlos Machado JniorBelo Horizonte, julho/2007.

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    ANLISE DO EDITALVAGAS: 404 vagas distribudas nas unidades da Procuradoria Geral Federal.

    REMUNERAO INICIAL: subsdio: R$ 10.497,565 DAS INSCRIES NO CONCURSO PBLICO

    QUADRO DE PROVAS Grupo IDireito Administrativo Direito Constitucional Direito Econmico e Financeiro Direito Tributrio Legislao sobre Ensino Legislao sobre Seguridade Social

    Grupo IIDireito Agrrio Direito Ambiental Direito Civil Direito Comercial Direito do Trabalho e Processual do Trabalho Direito Internacional Pblico Direito Penal e Processual Penal Direito Processual Civil

    PROVAS DISCURSIVAS( P 3 )Grupo I - Parte I - Elaborao de Parecer Grupo I - Parte II - Trs Questes Discursivas

    ( P 4 )Grupo I e II - Parte I - Elaborao de Pea Judicial Grupo I e II - Parte II - Trs Questes Discursivas

    (*) Um item poder abordar mais de uma rea de conhecimento.

    DAS PROVAS DISCURSIVAS

    Cada prova discursiva ter valor mximo de 10,00 pontos e ser composta de duas partes.

    A prova discursiva P2 , cujo objeto so as matrias constantes do Grupo I da prova objetiva, consistir na elaborao de:

    a) parecer sobre institutos jurdicos, com valor mximo de 7,00 pontos;

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    b) trs questes discursivas, com valor mximo de 1,00 ponto cada uma.

    A prova discursiva P3 , cujo objeto so as matrias constantes dos Grupos I e II da prova objetiva, consistir na elaborao de:

    a) pea judicial, com valor mximo de 7,00 pontos;b) trs questes discursivas, com valor mximo de 1,00 ponto cada uma.

    Cada prova discursiva dever ser feita pelo prprio candidato, mo, em letra legvel, com caneta esferogrfica de tinta preta confeccionada em material transparente.

    Nenhuma das folhas de textos definitivos das provas discursivas poder ser assinada, rubricada ou conter, em outro local que no o apropriado, qualquer palavra ou marca que as identifiquem, sob pena de anulao do respectivo texto. A deteco de qualquer marca identificadora no espao destinado transcrio de texto definitivo acarretar a anulao do texto/questo correspondente.

    A avaliao de cada prova discursiva ser feita do seguinte modo:

    Cada texto das provas discursivas ser avaliado quanto ao domnio do contedo - demonstrao de conhecimento jurdico aplicado - e modalidade escrita de Lngua Portuguesa.

    Nos casos de fuga ao tema, de texto definitivo escrito a lpis, de no haver texto ou de identificao em local indevido, o candidato receber nota no texto igual a ZERO.

    Para os textos relativos Parte I (parecer e pea judicial)

    a) A apresentao e a estrutura textuais e o desenvolvimento do tema (domnio do conhecimento jurdico) totalizaro a nota relativa ao domnio do contedo (NC), limitada a 7,00 pontos, em cada prova.

    b) A avaliao do domnio da modalidade escrita totalizar o nmero de erros (NE) do candidato, considerando-se aspectos tais como: acentuao, grafia, morfossintaxe e propriedade vocabular.

    c) Ser computado o nmero total de linhas (TL) efetivamente escritas pelo candidato.

    d) Ser desconsiderado, para efeito de avaliao, qualquer fragmento de texto que for escrito fora do local apropriado e/ou que ultrapassar a extenso mxima de linhas estabelecidas no caderno de provas.

    e) Ser calculada, ento, para cada candidato, a nota na parte I de cada prova discursiva (P2 e P3 ) como sendo igual a NC menos quatro vezes o resultado do quociente NE / TL .

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    NOTA = NC (4 x NE/TL)

    f) Se a nota obtida no item anterior for menor que zero, ento ela ser igual a ZERO.

    Para os textos relativos a Parte II (questes)

    a) Em cada questo, a apresentao textual, a estrutura textual e o desenvolvimento do tema (domnio do conhecimento jurdico) totalizaro a nota relativa ao domnio do contedo (NC), limitada ao valor mximo de 1,00 ponto.

    b) A avaliao do domnio da modalidade escrita de Lngua Portuguesa totalizar o nmero de erros (NE) do candidato, considerando-se os aspectos gramaticais, tais como: acentuao, grafia, morfossintaxe e propriedade vocabular.

    c) Ser desconsiderado, para efeito de avaliao, qualquer fragmento de texto que for escrito fora do local apropriado e/ou que ultrapassar a extenso mxima de linhas estabelecidas no caderno de prova.

    d) Ser calculada, ento, para cada candidato, a nota na questo (NQ), como sendo igual a NC menos o resultado do quociente NE / (2 X TL), em que TL o nmero de linhas efetivamente escritas pelo candidato na resposta questo.

    NOTA = NC (NE / (2 x TL))

    e) Se NQ i , i = 1, 2 ou 3, for menor que zero, ento considerar-se- NQ i = ZERO.

    A nota na parte II de cada prova discursiva (P 2 e P 3 ) ser a soma das notas obtidas nas respectivas questes. A nota em cada prova discursiva ser igual soma das notas obtidas nas partes I e II.

    ANULAO e ELIMINAOAs provas discursivas sero anuladas se o candidato no devolver alguma de suas

    folhas de textos definitivos.

    Ser eliminado do concurso pblico o candidato que obtiver:a) nota inferior a 5,00 pontos em qualquer uma das provas discursivas ; b) pontuao inferior a 12,00 pontos no somatrio das notas referentes s duas provas

    discursivas.

    Sero convocados para a avaliao de ttulos todos os candidatos aprovados nas provas discursivas.

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    Todos os clculos citados neste edital sero considerados at a segunda casa decimal, arredondando-se para o nmero imediatamente superior, se o algarismo da terceira casa decimal for igual ou superior a cinco.

    Ser eliminado do concurso o candidato que, durante a realizao das provas, for surpreendido portando aparelhos eletrnicos, tais como bip, telefone celular, walkman, agenda eletrnica, notebook, palmtop, receptor, gravador, mquina de calcular, mquina fotogrfica, controle de alarme de carro etc., bem como relgio de qualquer espcie, culos escuros ou quaisquer acessrios de chapelaria, tais como chapu, bon, gorro etc. e, ainda, lpis, lapiseira e/ou borracha.

    O CESPE/UnB recomenda que o candidato no leve nenhum dos objetos citados no subitem anterior no dia de realizao das provas.

    O CESPE/UnB no ficar responsvel pela guarda de quaisquer dos objetos supracitados.

    Ter suas provas anuladas e ser automaticamente eliminado do concurso pblico o candidato que, durante a sua realizao:

    e) fizer anotao de informaes relativas s suas respostas no comprovante de inscrio ou em qualquer outro meio, que no os permitidos;

    O prazo de validade do concurso ser de um ano a contar da data de homologao do resultado final, podendo ser prorrogado por igual perodo, a critrio do Advogado-Geral da Unio.

    EXEMPLOS DE PONTUAO

    I) Parecer: NC = 5 NE = 5 TL = 60Questo 1: NC = 1 NE = 2 TL = 20Questo 2 NC = 0,8 NE = 1 TL = 20Questo 3 NC = 0,5 NE = 2 TL = 20

    Nota Parecer = 5 (4 X 0,0833) => 4,67Nota Questo 1 = 1 (2 / 40) => 0,95Nota Questo 2 = 0,8 (2 / 40) => 0,78Nota Questo 3 = 0,5 (2 / 40) => 0,45TOTAL => 6,83

    II)Parecer: NC = 5 NE = 5 TL = 50Questo 1: NC = 1 NE = 2 TL = 15Questo 2 NC = 0,8 NE = 1 TL = 15

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    Questo 3 NC = 0,5 NE = 2 TL = 15

    Nota Parecer => 4,60Nota Questo 1 = 1 (2 / 40) => 0,94Nota Questo 2 = 0,8 (2 / 40) => 0,77Nota Questo 3 = 0,5 (2 / 40) => 0,43TOTAL => 6,80

    OBS: Com a alterao da frmula para clculo da nota, os NE nmero de erros - adquiriram mais peso proporcional do que o nmero de linhas.

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    PRIMEIRAS DICAS PARA A PROVA ESCRITA

    1. Tente escrever pargrafos pequenos, utilizando, sempre que possvel, os termos e expresses

    contidas nos textos legais.

    2. No caso de prova sem consulta a legislao, faa sempre referncia legislao

    (Constituio Federal, Cdigo de Processo Civil, Cdigo Civil) e aos princpios que

    orientam a resposta ou o raciocnio exposto.

    3. Se necessrio e possvel faa, ao final do parecer, uma sntese. A sntese poder igualmente

    ser feita ao final um conjunto de pargrafos que tratem do mesmo tema.

    4. Quando estiver em dvida quanto grafia de determinada palavra, utilize uma expresso

    equivalente (exatamente conforme a piada: na dvida altere o dia da reunio de sexta-feira

    para sbado!)

    5. Escreva apenas com o vernculo. No utilize expresses latinas, giras.

    6. Naum use internets (vc naum ta tc! : )

    7. Leia e releia o que voc escreveu. Se no entendeu na primeira leitura, se no foi

    completamente claro, se lhe pareceu truncado qualquer pargrafo, reescreva de modo mais

    simples e de modo mais direto.

    8. ROTEIRO : Elabore um roteiro antes de comear a responder. Enumere os temas que ir

    abordar, os argumentos principais, os princpios que poder citar, as controvrsias existentes

    e a sua resposta ou concluso. O roteiro pode ser por pargrafo ou por temas. Mas, ateno

    para no gastar muito tempo na elaborao do roteiro. Gaste de cinco a dez minutos,

    dependendo da extenso da questo.

    9. RECORR A. H muitos exemplos de candidatos que foram classificados aps recursos

    quanto correo gramatical. Lembre-se que a banca no composta por professores de

    portugus e que o nosso idioma repleto de regras e de excees e de muitas discordncias

    entre os gramticos.

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    ORIENTAES PARA PEAS ESCRITAS GERAL

    CLAREZA, PRECISO, COERNCIA, CONCISO E CONSISTNCIA

    CLAREZA: 1 - do uso de palavras e expresses em seu sentido comum, salvo quando o assunto for de

    natureza tcnica, hiptese em que se empregaro a nomenclatura e a terminologia prprias da

    rea;

    2 - da construo de oraes na ordem direta, evitando preciosismos, neologismos,

    intercalaes excessivas, jargo tcnico, lugares comuns, modismos e termos coloquiais;

    3 - do uso do tempo verbal, de maneira uniforme, em todo o texto;

    4 - do emprego dos sinais de pontuao de forma judiciosa, evitando os abusos estilsticos.

    PRECISO:

    complementa a clareza e que se caracteriza pela:

    1 - articulao da linguagem comum ou tcnica para a perfeita compreenso da idia veiculada

    no texto;

    2 - manifestao do pensamento ou da idia com as mesmas palavras, evitando o emprego de

    sinonmia com propsito meramente estilstico;

    3 - escolha de expresso ou palavra que no confira duplo sentido ao texto;

    4 - escolha de termos que tenham, sempre que possvel, o mesmo sentido ou significado em

    todo o territrio nacional ou na maior parte dele, evitando o emprego de expresses regionais

    ou locais.COERNCIA:

    Implica a exposio de idias bem elaboradas, que tratam do mesmo tema do incio ao fim do

    texto em seqncia lgica e ordenada. Vale dizer, o texto deve conter apenas as idias

    pertinentes ao assunto proposto.

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    CONCISO

    Alcanada quando se apresenta a idia com o mnimo de palavras possvel, o que importa no

    uso de frases breves, na eliminao dos vocbulos desnecessrios e na substituio de palavras

    e termos longos por outros mais curtos;

    CONSISTNCIA

    Decorrente do emprego do mesmo padro e do mesmo estilo na redao do texto, o que evita a

    contradio ou dubiedade entre as idias expostas.

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    PARECER

    1. Noo geral :

    Parecer uma opinio fundamentada, um juzo de valor motivado.

    2. Objetivos:

    Orientar a Administrao Pblica; informar as opes vlidas para uma conduta ou

    procedimento pretendido; interpretar dispositivos legais na ausncia de atos administrativos

    normativos ou ordinatrios.

    3. Formatao : Para fins da prova pode-se utilizar a seguinte formatao:

    referncia, assunto, endereamento, histrico/fatos; fundamentos; concluso, fecho.

    * O padro da AGU inclui uma ementa. Se houver facilidade ou se a questo exigir deve ser

    redigida de modo simples e objetivo.Neste caso a formatao ser a seguinte:

    referncia, assunto, ementa, endereamento, histrico/fatos; fundamentos; concluso, fecho.

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    MODELO DE PARECER. REDAO OFICIAL DA ANA

    MODELO DE PARECER (MANUAL DE REDAO OFICIAL DA ANA)(ME= 3 cm; MD= 1,5 cm; MS= 2cm; MI= 2 cm)

    PARECER n 809/2004-XXXX

    Processo n 02501.001452/2004-25

    (1,5 cm)

    Pedido de outorga de direito de uso de recursos hdricos. Captao de gua. Reservatrio da Usina Hidreltrica de Porto Colmbia. Irrigao. Anlise de sua regularidade e legalidade. Deferimento. Prazo de cinco anos.

    (1,5 cm)

    1 (2,5 cm) Trata-se de processo encaminhado a esta ..................................., para anlise da

    regularidade e legalidade do pedido de outorga de direito de uso de recursos hdricos para captao de

    gua do Reservatrio da Usina Hidreltrica de Porto Colmbia, localizado no Rio Grande, por

    Francisco Antnio Pugliesi, com a finalidade de irrigao para o cultivo de feijo e milho, utilizando o

    mtodo de asperso por piv central, em uma rea de 45,90 ha (quarenta e cinco hectares e noventa

    ares), na propriedade denominada Fazenda Barra do Sapuca ou Prata, localizada no Municpio de

    Miguelpolis, Estado de So Paulo.

    2 Em cumprimento ao disposto no art. 8 da Lei n 9.984, de 17 de julho de 2000,

    verifica-se que foi cumprida a exigncia legal com a publicao do pedido no Dirio Oficial da Unio,

    de 2 de agosto de 2004 (fls. 28) e em jornal de grande circulao, Dirio Oficial do Estado de So

    Paulo, de 31 de julho de 2004 (fls. 29).

    3. No requerimento observa-se o cumprimento das obrigaes insertas no art. 16 da

    Resoluo n 16, de 8 de maio de 2001, do Conselho Nacional de Recursos Hdricos CNRH.

    4. s fls. 22/24 consta a Nota Tcnica n 405/SOC, datada de 11 de agosto de 2004,

    da lavra do Especialista em Recursos Hdricos, que procedeu anlise dos requisitos tcnicos exigidos

    para o deferimento do pleito, considerando a legislao pertinente, e recomendou a sua aprovao pelo

    prazo de cinco anos, o que foi ratificado pelo Superintendente de Outorga e Cobrana (fls. 27).

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 12

    5. Vale assinalar que vrias condicionantes para a concesso do ato administrativo da

    outorga, muito embora previstas em lei, envolvem aspectos tcnicos, sob os quais no tem este rgo

    condies de opinar.

    6. Por esta razo, e tendo em vista a documentao apresentada, bem como o

    resultado da anlise do pedido, consubstanciado na Nota Tcnica acima mencionada, a qual foi

    atestada por profissional qualificado desta Agncia, conclui-se que a proposta, incluindo a minuta de

    Resoluo acostada aos autos, encontra-se em condies de ser aprovada.

    (1,5 cm)

    o parecer. Encaminhe-se Secretaria-Geral.

    Braslia-DF, 19 de outubro de 2004.

    (2,5 cm )

    (Nome em maisculas)

    (cargo do signatrio com iniciais em maisculas)

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    ESQUEMA GERAL DE PEAS JUDICIAIS

    1. Endereamento destinatrio do recurso 1. O enunciado da questo indicar qual o destinatria da pea judicial.

    2. Observaes:

    i. Apelao : dirigida ao juiz, embora contenha, por praxe, contenha tambm

    uma segunda parte, endereada ao tribunal competente.

    Art. 514. A apelao, interposta por petio dirigida ao juiz, conter:

    I - os nomes e a qualificao das partes;

    II - os fundamentos de fato e de direito;

    III - o pedido de nova deciso.

    ii. Agravo : dirigido ao juiz ou ao tribunal, caso seja agravo retido ou de

    instrumento.

    Art. 524. O agravo de instrumento ser dirigido diretamente ao tribunal competente, atravs de petio com os seguintes requisitos:

    I - a exposio do fato e do direito;

    II - as razes do pedido de reforma da deciso;

    III - o nome e o endereo completo dos advogados, constantes do processo.

    Embargos de declarao: Art. 536. Os embargos sero opostos, no prazo

    de 5 (cinco) dias, em petio dirigida ao juiz ou relator, com indicao

    do ponto obscuro, contraditrio ou omisso, no estando sujeitos a

    preparo.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 14

    2. Identificao partes do processo 1. O enunciado da questo indicar quem so as partes no processo.

    2. Normalmente as linhas para a prova escrita so numeradas e limitadas. Prefira se

    for este o caso identificar partes e nmero do processo no prprio texto,

    normalmente no primeiro pargrafo aps o endereamento.

    3. Ateno para o nmero do processo no caracterizar identificao indevida

    (exemplo: no. de um celular ou RG). Melhor simplesmente utilizar a expresso

    processo no , exceto se no enunciado foi citado um determinado nmero.

    3. Objeto ou finalidade da pea : finalidade deve estar clara. D preferncia por uma redao que permita inserir o nome da pea judicial:

    O Municpio de Belo Horizonte, pelo procurador que esta

    subscreve, vem presena de V. Ex.a, nos autos do processo

    em epgrafe, no se conformando com a sentena de fls.,

    interpor recurso de apelao, com fundamento no artigo 513

    e seguintes do Cdigo de Processo Civil, consubstanciado

    nas razes em anexo.

    4. Fundamentao legal da pea 1. No sendo possvel consultar a legislao, cite apenas o nome ou nmero da lei:

    cdigo de processo civil, constituio federal etc.

    Instrumento de mandato: mencione a existncia e juntada.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 15

    5. Fatos ou histrico:

    Postulou a parte autora a condenao do INSS a pagar

    R$ 2.000,00 de indenizao pelo dano moral que alega ter

    sofrido por ter sido supostamente preterida na nomeao para

    o cargo de procurador do municpio.

    6. Fundamentos jurdicos dos pedidos contidos na pea

    7. Pedidos

    Por todo o exposto, requer o agravante a

    reforma da deciso que impediu a reteno das

    contribuies correntes do municpio agravado.

    Requer, finalmente, a intimao do

    agravado para responder.

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    8. Outros pedidos : dependendo do enunciado da questo ou da pea a ser elaborada pode ser necessrio mencionar custas, honorrios, juros de mora , correo monetria, a condenao da parte contrria nos nus da sucumbncia e a produo de provas.

    Na improvvel hiptese de condenao, requer o ru, desde j, a manifestao expressa sobre a matria prequestionada, evitando-se a interposio de embargos declaratrios e requer, obedecido o lapso prescricional, que seja a verba honorria fixada com respeito ao art. 20, 4, do CPC, e que os juros sejam fixados taxa legal de 0,5% (meio por cento) ao ms a partir da citao; a iseno de custas processuais.

    OBSERVAES - CUSTASLei n 9.289, de 4 de julho de 1996. Art. 4 So isentos de pagamento de custas :I - a Unio, os Estados, os Municpios, os Territrios

    Federais, o Distrito Federal e as respectivas autarquias e fundaes;

    Pargrafo nico. A iseno prevista neste artigo no alcana as entidades fiscalizadoras do exerccio profissional, nem exime as pessoas jurdicas referidas no inciso I da obrigao de reembolsar as despesas judiciais feitas pela parte vencedora.

    Cdigo de Processo CivilArt. 511. ......... 1 So dispensados de preparo os recursos interpostos

    pelo Ministrio Pblico, pela Unio, pelos Estados e Municpios e respectivas autarquias, e pelos que gozam de iseno legal.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 17

    DESPESAS - OBSERVAOCPC Art. 27Art. 27. As despesas dos atos processuais, efetuados a requerimento do Ministrio Pblico ou da Fazenda Pblica, sero pagas a final pelo vencido.STJ - RECURSO ESPECIAL. FAZENDA PBLICA. INSS.CUSTAS E DESPESAS PROCESSUAIS. ART. 27 DO CPC.

    I - A Fazenda Pblica est dispensada do prvio depsito de custas e despesas processuais, que sero pagas ao final pela parte vencida, a teor do disposto no art. 27 do CPC.

    II - A disposio do art. 27 do CPC no trata de iseno do pagamento de custas ou despesas processuais, mas de dispensa Fazenda Pblica de efetu-lo antecipadamente.Recurso especial provido.(REsp 897.042/PI, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 03.04.2007, DJ 14.05.2007 p. 396)TRIBUTRIO PROCESSUAL CIVIL CUSTAS PROCESSUAIS E DESPESAS PROCESSUAIS DIFERENA OFICIAL DE JUSTIA EXECUO FISCAL RECOLHIMENTO APENAS POR OCASIO DA REALIZAO DA DILIGNCIA.

    1. A querela cinge-se a averiguar qual o momento em que devem ser apresentadas pela exeqente, na execuo fiscal, as despesas com as diligncias do meirinho. Ora, ".. a citao postal constitui-se ato processual cujo valor est abrangido nas custas processuais, e no se confunde com despesas processuais, as quais se referem ao custeio de atos no abrangidos pela atividade cartorial, como o caso dos honorrios de perito e diligncias promovidas por Oficial de Justia." (EREsp 453792/RS, Rel. Min. JOS DELGADO).

    2. Custas e despesas processuais so institutos diversos, pode-se inferir que as segundas, por absoluta ausncia de previso legal, no necessitam ser apresentadas por oportunidade da propositura da ao. As custas processuais sim que precisam ser ofertadas no momento de ajuizamento da ao, sob pena de atrao da cominao inserta no art. 257 do CPC.

    3. Nesta senda, percebe-se que somente quando da imperiosidade de realizao da citao por oficial de justia que se torna cabvel o adimplemento das despesas processuais correlativas.

    4. Sustente-se que no se afasta a incidncia da Smula 190 desta Corte, assim vazada: "na execuo fiscal, processada perante a justia estadual, cumpre Fazenda Pblica antecipar o numerrio destinado ao custeio dasdespesas com o transporte dos oficiais de justia.". Apenas, tem-se que tal antecipao no ocorre por oportunidade da propositura da ao, mas, na verdade, no momento em que surge a determinao para realizao do ato empreendido pelo meirinho do juzo.

    Recurso especial provido. (REsp 867.427/GO, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 01.03.2007, DJ 12.03.2007 p. 212)

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    OBSERVAES HONORRIOSCdigo de Processo CivilArt. 20...... 3 Os honorrios sero fixados entre o mnimo de dez por cento (10%) e o mximo de vinte por cento (20%) sobre o valor da condenao, atendidosa) o grau de zelo do profissional;b) o lugar de prestao do servio; c) a natureza e importncia da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu servio.

    4o Nas causas de pequeno valor, nas de valor inestimvel, naquelas em que no houver condenao ou for vencida a Fazenda Pblica, e nas execues, embargadas ou no, os honorrios sero fixados consoante apreciao eqitativa do juiz, atendidas as normas das alneas a, b e c do pargrafo anterior.

    PROCESSUAL CIVIL. HONORRIOS ADVOCATCIOS. FAZENDA PBLICA. ART. 20, 3 E 4 DO CPC. VALOR FIXADO EM PERCENTUAL INFERIOR AO DO ART. 20, 3 DO CPC. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. DECISO MONOCRTICA. POSSIBILIDADE DO RELATOR NEGAR SEGUIMENTO AO RECURSO COM BASE NO ART. 557, DO CPC. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.

    I - Consoante jurisprudncia do Superior Tribunal de Justia, na ao condenatria contra a Fazenda Pblica, cujo pedido tenha sido julgado procedente, os honorrios advocatcios devem ser calculados nos termos do art. 20, 4 do Cdigo de Processo Civil, devendo ser observadas as regras previstas nas alneas do pargrafo 3 do referido dispositivo, podendo, inclusive, ser fixado em percentual inferior ao estipulado neste pargrafo. Precedentes.

    II - Nos termos do artigo 557 do Cdigo de Processo Civil, o relator poder negar seguimento a recurso manifestamente inadmissvel, improcedente, prejudicado ou em confronto com jurisprudncia dominante no respectivo tribunal.

    III - Agravo interno desprovido. (AgRg no REsp 869.523/PR, Rel. Ministro GILSON DIPP, QUINTA TURMA, julgado em 22.05.2007, DJ 29.06.2007 p. 705)

    Smula 111 do STJOs honorrios advocatcios, nas aes previdencirias, no incidem sobre as prestaes vencidas aps a sentena.

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    OBSERVAES - JUROSCdigo CivilArt. 405. Contam-se os juros de mora desde a citao inicialArt. 406. Quando os juros moratrios no forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada, ou quando provierem de determinao da lei, sero fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos Fazenda Nacional.

    Lei n 9.494, de 10 de setembro de 1997 Art. 1o-F. Os juros de mora, nas condenaes impostas Fazenda Pblica para pagamento de verbas remuneratrias devidas a servidores e empregados pblicos, no podero ultrapassar o percentual de seis por cento ao ano. (NR) (Artigo includo pela Medida provisria n 2.180-35, de 24.8.2001)

    SMULA: 39 da TNUNas aes contra a Fazenda Pblica, que versem sobre pagamento de diferenas decorrentes de reajuste nos vencimentos de servidores pblicos, ajuizadas aps 24/08/2001, os juros de mora devem ser fixados em 6% (seis por cento) ao ano (art. 1-F da Lei 9.494/97).

    Enunciado 20 do Egrgio Conselho da Justia FederalEnunciado 20 - Art. 406: a taxa de juros moratrios a que se refere o art. 406 a do art. 161, 1, do Cdigo Tributrio Nacional, ou seja, 1% (um por cento) ao ms.

    Smula: 188 do STJOs juros moratrios, na repetio do indbito tributrio, so devidos a partir do transito em julgado da sentena.

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    OBSERVAES CORREO MONETRIA

    1) Smula 14 do STJ Arbitrados os honorrios advocatcios em percentual sobre o valor da causa, a correo monetria incide a partir do respectivo ajuizamento.

    2) Smula 43 do STJ Incide correo monetria sobre dvida por ato ilcito a partir da data do efetivo prejuzo.

    Pedido de deferimento: A pea um requerimento. O pedido

    final de deferimento, com a expresso usual: Nestes termos,

    pede deferimento no imposio legal ou lgica, uma vez

    que j h pedidos expressos na pea. Contudo, por cautela, a

    praxe deve ser seguida tambm na prova.

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    OBSERVAES PRERROGATIVAS PROCESSUAIS

    1) Intimao e notificao pessoal

    Procuradores Federais sero intimados e notificados pessoalmente, nos termos do art. 17 da Lei n. 10.910, de 15 de julho de 2004.(publicado no DOU Seo 1 No 136-A, Edio Extra, sexta-feira, 16 de julho de 2004)

    Art. 17. Nos processos em que atuem em razo das atribuies de seus cargos, os ocupantes dos cargos das carreiras de Procurador Federal e de Procurador do Banco Central do Brasil sero intimados e notificados pessoalmente.

    Lei Complementar 73, de 10 de fevereiro de 1993Art. 38. As intimaes e notificaes so feitas nas pessoas

    do Advogado da Unio ou do Procurador da Fazenda Nacional que oficie nos respectivos autos.

    2) Custas* ver observao acima *

    3) Preparo de recursos

    Art. 511. .........

    1 So dispensados de preparo os recursos interpostos pelo

    Ministrio Pblico, pela Unio, pelos Estados e Municpios e

    respectivas autarquias, e pelos que gozam de iseno legal.

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    4) Autenticaes de cpias reprogrficas:

    De igual modo, ainda desobrigado de autenticar as cpias reprogrficas de quaisquer documentos que apresente em juzo, de acordo com o artigo 24 da Lei no. 10.522, de 19 de julho de 2002:

    Art. 24. As pessoas jurdicas de direito pblico so dispensadas de autenticar as cpias reprogrficas de quaisquer documentos que apresentem em juzo.

    5) Mandato legal: Lei 9.469, de 10 de julho de 1997Art. 9 A representao judicial das autarquias e fundaes pblicas por seus procuradores ou advogados, ocupantes de cargos efetivos dos respectivos quadros, independe da apresentao do instrumento de mandato.

    Lei Complementar 73, de 10 de fevereiro de 1993Art. 17 - Aos rgos jurdicos das autarquias e das fundaes pblicas compete:I - a sua representao judicial e extrajudicial;

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    6) Citao - Unio

    LEI COMPLEMENTAR N 73, DE 10 DE FEVEREIRO DE 1993

    Art. 35. A Unio citada nas causas em que seja interessada, na condio de autora, r, assistente, oponente, recorrente ou recorrida, na pessoa:I- do Advogado-Geral da Unio, privativamente, nas hipteses de competncia do Supremo Tribunal Federal;II - do Procurador-Geral da Unio, nas hipteses de competncia dos tribunais superiores;III - do Procurador-Regional da Unio, nas hipteses de competncia dos demais tribunais;IV - do Procurador-Chefe ou do Procurador-Seccional da Unio, nas hipteses de competncia dos juzos de primeiro grau.

    Art. 36. Nas causas de que trata o art. 12, a Unio ser citada na pessoa:I - (Vetado);II - do Procurador-Regional da Fazenda Nacional, nas hipteses de competncia dos demais tribunais;III - do Procurador-Chefe ou do Procurador-Seccional da Fazenda Nacional nas hipteses de competncia dos juzos de primeiro grau.

    Art. 37. Em caso de ausncia das autoridades referidas nos arts. 35 e 36, a citao se dar na pessoa do substituto eventual.

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    USO DO VERNCULO E DE ABREVIATURAS

    CPC

    Art. 156. Em todos os atos e termos do processo obrigatrio o uso do vernculo.

    Art. 169. Os atos e termos do processo sero datilografados ou escritos com tinta escura e indelvel, assinando-os as pessoas que neles intervieram. Quando estas no puderem ou no quiserem firm-los, o escrivo certificar, nos autos, a ocorrncia.Pargrafo nico. vedado usar abreviaturas.

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    DA CONTESTAO

    CONTESTAO REQUISITOS

    CPC Art. 300-301

    CONTESTAO - REQUISITOSREQUISITO PARA PETIOALEGAR TODA MATRIA DE DEFESARAZES DE FATO E DE DIREITOESPECIFICAR PROVAS QUE PRETENDE PRODUZIRArt. 300. Compete ao ru alegar, na contestao, toda a matria de defesa, expondo as razes de fato e de direito, com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.

    PRELIMINARREQUISITO PARA PETIO ANTES DO MRITOArt. 301. Compete-lhe, porm, antes de discutir o mrito, alegar:I - inexistncia ou nulidade da citao;II - incompetncia absoluta; III - inpcia da petio inicial;IV - perempo; V - litispendncia; Vl - coisa julgada; VII - conexo; Vlll - incapacidade da parte, defeito de representao ou falta de autorizao; IX - conveno de arbitragem;X - carncia de ao; Xl - falta de cauo ou de outra prestao, que a lei exige como preliminar.

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    CPC Art. 300-301

    MANIFESTAO SOBRE TODOS OS FATOS NARRADOSREQUISITO PARA PETIO MANIFESTAO PRECISAArt. 302. Cabe tambm ao ru manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petio inicial.

    Presumem-se verdadeiros os fatos no impugnados, salvo:I - se no for admissvel, a seu respeito, a confisso;II - se a petio inicial no estiver acompanhada do instrumento pblico que a lei considerar da substncia do ato;III - se estiverem em contradio com a defesa, considerada em seu conjunto.Pargrafo nico. Esta regra, quanto ao nus da impugnao especificada dos fatos, no se aplica ao advogado dativo, ao curador especial e ao rgo do Ministrio Pblico.

    DIREITOS INDISPONVEIS FAZENDA PBLICAArt. 351. No vale como confisso a admisso, em juzo, de fatos relativos a direitos indisponveis.

    RESOLUO DE MRITO DECADNCIA E PRESCRIOArt. 269. Haver resoluo de mrito: I - quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor;II - quando o ru reconhecer a procedncia do pedido;III - quando as partes transigirem; IV - quando o juiz pronunciar a decadncia ou a prescrio; V - quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ao.

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    DA APELAO

    APELAO REQUISITOS

    CPC Art. 513-514-515

    Art. 513. Da sentena caber apelao (arts. 267 e 269).

    REQUISITOS PARA PETIOArt. 514. A apelao, interposta por petio dirigida ao juiz, conter:

    I - os nomes e a qualificao das partes;II - os fundamentos de fato e de direito;III - o pedido de nova deciso.

    APELAO EFEITO DEVOLUTIVOArt. 515. A apelao devolver ao tribunal o conhecimento da matria impugnada. 1o Sero, porm, objeto de apreciao e julgamento pelo tribunal todas as questes suscitadas e discutidas no processo, ainda que a sentena no as tenha julgado por inteiro. 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, a apelao devolver ao tribunal o conhecimento dos demais. 3o Nos casos de extino do processo sem julgamento do mrito (art. 267), o tribunal pode julgar desde logo a lide, se a causa versar questo exclusivamente de direito e estiver em condies de imediato julgamento. 4o Constatando a ocorrncia de nulidade sanvel, o tribunal poder determinar a realizao ou renovao do ato processual, intimadas as partes; cumprida a diligncia, sempre que possvel prosseguir o julgamento da apelao.

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    CPC Art. 516-517 - 523

    DEVOLUO QUESTES ANTERIORES A SENTEAArt. 516. Ficam tambm submetidas ao tribunal as questes anteriores sentena, ainda no decididas.

    DEVOLUO QUESTES DE FATO Art. 517. As questes de fato, no propostas no juzo inferior, podero ser suscitadas na apelao, se a parte provar que deixou de faz-lo por motivo de fora maior.

    AGRAVO RETIDO PRELIMINARREQUISITO PARA PETIOArt. 523. Na modalidade de agravo retido o agravante requerer que o tribunal dele conhea, preliminarmente, por ocasio do julgamento da apelao.

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    DO AGRAVO

    DO AGRAVO

    CPC ART. 522

    Art. 522. Das decises interlocutrias caber agravo, no prazo de 10 (dez) dias, na forma retida, salvo quando se tratar de

    1) deciso suscetvel de causar parte leso grave e de difcil reparao,

    2) bem como nos casos de inadmisso da apelao

    3) e nos relativos aos efeitos em que a apelao recebida, quando ser admitida a sua interposio por instrumento.

    Pargrafo nico. O agravo retido independe de preparo.

    => O agravo de instrumento DEPENDE de PREPARO, => A FAZENDA PBLICA DISPENSADA DE PREPARO

    Art. 511..... 1o So dispensados de preparo os recursos interpostos pelo Ministrio Pblico, pela Unio, pelos Estados e Municpios e respectivas autarquias, e pelos que gozam de iseno legal.

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    CPC ART. 523

    REQUISITO - APELAO

    Art. 523. Na modalidade de agravo retido o agravante requerer que o tribunal dele conhea, preliminarmente, por ocasio do julgamento da apelao.

    1o No se conhecer do agravo se a parte no requerer expressamente, nas razes ou na resposta da apelao, sua apreciao pelo Tribunal.

    REQUISITO PARA PROVAPEDIDO DE INTIMAO DO AGRAVADO 10 DIAS

    2o Interposto o agravo, e ouvido o agravado no prazo de 10 (dez) dias, o juiz poder reformar sua deciso.

    3o Das decises interlocutrias proferidas na audincia de instruo e julgamento caber agravo na forma retida, devendo ser interposto oral e imediatamente, bem como constar do respectivo termo (art. 457), nele expostas sucintamente as razes do agravante.

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    CPC ART. 524-525

    PETIO DO AGRAVO DE INTRUMENTOREQUISITOS PARA A PROVA (4)Art. 524. O agravo de instrumento ser dirigido diretamente ao tribunal competente, atravs de petio com os seguintes requisitos:I - a exposio do fato e do direito; II - as razes do pedido de reforma da deciso;III -o nome e o endereo completo dos advogados, constantes do processo

    INSTRUO DO AGRAVO REQUISITOS PARA PROVAArt. 525. A petio de agravo de instrumento ser instruda:I -obrigatoriamente, com cpias da deciso agravada, dacertido da respectiva intimao e das procuraes outorgadas aos advogados do agravante e do agravado;II -facultativamente, com outras peas que o agravanteentender teis.

    1o Acompanhar a petio o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte de retorno, quando devidos,conforme tabela que ser publicada pelos tribunais.

    2o No prazo do recurso, a petio ser protocolada no tribunal, ou postada no correio sob registro com aviso de recebimento, ou, ainda, interposta por outra forma prevista na lei local.

    => O Procurador Federal exerce mandato legal!

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    CPC ART. 526

    COMPROVANTE DE INTERPOSIO DO AGRAVO

    Art. 526. O agravante, no prazo de 3 (trs) dias, requerer juntada, aos autos do processo de cpia da petio do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposio, assim como a relao dos documentos que instruram o recurso.

    Pargrafo nico. O no cumprimento do disposto neste artigo, desde que argido e provado pelo agravado, importa inadmissibilidade do agravo

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    CPC ART. 527

    Art. 527. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribudo incontinenti, o relator: I -negar-lhe- seguimento, liminarmente, nos casos do art. 557; II -converter o agravo de instrumento em agravo retido, salvo quando se tratar de deciso suscetvel de causar parte leso grave e de difcil reparao, bem como nos casos de inadmisso da apelao e nos relativos aos efeitos em que a apelao recebida, mandando remeter os autos ao juiz da causa;

    REQUISITO PARA PROVA III -poder atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir, em antecipao de tutela, total ou parcialmente, a pretenso recursal, comunicando ao juiz sua deciso;

    IV -poder requisitar informaes ao juiz da causa, que as prestar no prazo de 10 (dez) dias;

    REQUISITO PARA PROVA V -mandar intimar o agravado, na mesma oportunidade, por ofcio dirigido ao seu advogado, sob registro e com aviso de recebimento, para que responda no prazo de 10 (dez) dias (art. 525, 2o), facultando-lhe juntar a documentao que entender conveniente, sendo que, nas comarcas sede de tribunal e naquelas em que o expediente forense for divulgado no dirio oficial, a intimao far-se- mediante publicao no rgo oficial;

    REQUISITO PARA PROVA VI -ultimadas as providncias referidas nos incisos I a V, mandar ouvir o Ministrio Pblico, se for o caso, para que se pronuncie no prazo de 10 (dez) dias.

    Pargrafo nico. A deciso liminar, proferida nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo, somente passvel de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o prprio relator a reconsiderar.

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    CPC ART. 528

    Art. 528. Em prazo no superior a 30 (trinta) dias da intimao do agravado, o relator pedir dia para julgamento.

    Art. 529. Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a deciso, o relator considerar prejudicado o agravo

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    AGRAVO DE INSTRUMENTOREQUISITOS DA PETIO PARA A PROVA

    1) dirigido diretamente ao tribunal competente Presidente do Tribunal

    2)exposio dos fatos e do direito3)razes do pedido de reforma da deciso4) nome e endereo completo dos advogados5)pedido de reforma da deciso6)meno a cpias da deciso agravada7)meno a certido da respectiva intimao8)meno a procurao outorgada a outra parte 9) meno que o procurador federal tem mandato legal10)meno a iseno de custas e preparo11)meno que requerer a juntada ao processo no prazo de 3

    dias de cpia da petio do agravo e do comprovante de interposio

    12)pedido de efeito suspensivo em antecipao de tutela total13)requerimento para que se requisite informaes ao juiz da

    causa14)pedido de intimao do agravado15)pedido de oitiva do MP

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    RECURSO EXTRARDINRIO E ESPECIAL

    CONSTITUIO FEDERALART. 102

    Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituio, cabendo-lhe: III - julgar, mediante recurso extraordinrio, as causas decididas em nica ou ltima instncia, quando a deciso recorrida:

    RECURSO EXTRAORDINRIO - HIPTESES a) contrariar dispositivo desta Constituio; b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; c) julgar vlida lei ou ato de governo local contestado em face desta

    Constituio. d) julgar vlida lei local contestada em face de lei federal. (EC-45)

    1. A argio de descumprimento de preceito fundamental, decorrente desta Constituio, ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei. 2 As decises definitivas de mrito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas aes diretas de inconstitucionalidade e nas aes declaratrias de constitucionalidade produziro eficcia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais rgos do Poder Judicirio e administrao pblica direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.

    REPERCUSSO GERAL

    3 No recurso extraordinrio o recorrente dever demonstrar a repercusso geral das questes constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admisso do recurso, somente podendo recus-lo pela manifestao de dois teros de seus membros. (EC-45)

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    CPC alteraes da Lei n 11.341, de 2006

    Seo IIDo Recurso Extraordinrio e do Recurso Especial

    CPC ART. 541

    ENDEREAMENTO: (VICE-)PRESIDENTE TRIBUNAL RECORRIDOPETIES DISTINTAS Art. 541. O recurso extraordinrio e o recurso especial, nos casos previstos na Constituio Federal, sero interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, em peties distintas, que contero:

    REQUISITOS DA PETIO I - a exposio do fato e do direito; Il - a demonstrao do cabimento do recurso interposto; III - as razes do pedido de reforma da deciso recorrida.

    PROVA DA DIVERGNCIA JURISPRUDENCIAL Pargrafo nico. Quando o recurso fundar-se em dissdio jurisprudencial, o recorrente far a prova da divergncia mediante certido, cpia autenticada ou

    pela citao do repositrio de jurisprudncia, oficial ou credenciado, inclusive em mdia eletrnica, em que tiver sido publicada a deciso divergente, ou ainda pela reproduo de julgado disponvel na Internet, com indicao da respectiva fonte,

    mencionando, em qualquer caso, as circunstncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. (Redao dada pela Lei n 11.341, de 2006)

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    CPC ART. 542

    INTIMAO DO RECORRIDO REQUISITO PARA PETIO Art. 542. Recebida a petio pela secretaria do tribunal, ser intimado o recorrido, abrindo-se-lhe vista, para apresentar contra-razes.

    ADMISSO DO RECURSO - REQUISITO PARA PETIO 1o Findo esse prazo, sero os autos conclusos para admisso ou no do recurso, no prazo de 15 (quinze) dias, em deciso fundamentada.

    EFEITO DEVOLUTIVO - REQUISITO PARA PETIO 2o Os recursos extraordinrio e especial sero recebidos no efeito devolutivo

    RECURSO EXTRAORDINRIO OU ESPECIAL RETIDO 3o O recurso extraordinrio, ou o recurso especial, quando interpostos contra deciso interlocutria em processo de conhecimento, cautelar, ou embargos execuo ficar retido nos autos e somente ser processado se o reiterar a parte, no prazo para a interposio do recurso contra a deciso final, ou para as contra-razes.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 39

    CPC ART. 543

    REMESSA AO STJ - AMBOS OS RECURSOS Art. 543. Admitidos ambos os recursos, os autos sero remetidos ao Superior Tribunal de Justia.

    REMESSAO AO STF PELO STJ SE NO PREJUDICADO 1o Concludo o julgamento do recurso especial, sero os autos remetidos ao Supremo Tribunal Federal, para apreciao do recurso extraordinrio, se este no estiver prejudicado.

    AO STF => SE RECURSO EXTRAORDINRIO PREJUDICIAL 2o Na hiptese de o relator do recurso especial considerar que o recurso extraordinrio prejudicial quele, em deciso irrecorrvel sobrestar o seu julgamento e remeter os autos ao Supremo Tribunal Federal, para o julgamento do recurso extraordinrio.

    DEVOLUO AO STJ => NO CONSIDERADO PREJUDICIAL 3o No caso do pargrafo anterior, se o relator do recurso extraordinrio, em deciso irrecorrvel, no o considerar prejudicial, devolver os autos ao Superior

    Tribunal de Justia, para o julgamento do recurso especial.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 40

    CPC ART. 543-A

    SEM REPERCUSSO GERAL: NO CONHECIMENTO Art. 543-A. O Supremo Tribunal Federal, em deciso irrecorrvel, no conhecer do recurso extraordinrio, quando a questo constitucional nele versada no oferecer repercusso geral, nos termos deste artigo. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    CARACTERIZAO DA REPERCUSSO GERAL REQUISITO PARA PETIO

    1o Para efeito da repercusso geral, ser considerada a existncia, ou no, de questes relevantes do ponto de vista

    econmico, poltico, social ou jurdico, que

    ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    PRELIMINAR PARA APRECIAO EXCLUSIVA - STFREPERCUSSO GERAL PRELIMINAR DO RECURSO

    2o O recorrente dever demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciao exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existncia da repercusso geral. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

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    CPC ART. 543-A - 3

    REPERCUSSO GERAL - CRITRIO OBJETIVODECISO CONTRRIA A SMULA OUJURISPRUDNCIA DOMINANTEREQUISITO PARA PETIO

    3o Haver repercusso geral sempre que o recurso impugnar deciso contrria a smula ou jurisprudncia dominante do Tribunal. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    4o Se a Turma decidir pela existncia da repercusso geral por, no mnimo, 4 (quatro) votos, ficar dispensada a remessa do recurso ao Plenrio. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    5o Negada a existncia da repercusso geral, a deciso valer para todos os recursos sobre matria idntica, que sero indeferidos liminarmente, salvo reviso

    da tese, tudo nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

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    CPC ART. 543-A - 6

    REPERCUSSO GERAL MANIFESTAO DE TERCEIROS

    6o O Relator poder admitir, na anlise da repercusso geral, a manifestao de terceiros, subscrita por procurador habilitado, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    7o A Smula da deciso sobre a repercusso geral constar de ata, que ser publicada no Dirio Oficial e valer como acrdo. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    Observao Petio MANIFESTAO DE TERCEIROS

    1) Petio dirigida ao relator do RE ...Excelentssimo Senhor Ministro Relator do Recurso Especial nmero XYXY

    2) Manifestao sobre a repercusso geral3) Procurador habilitado por instrumento ou legalmente (AGU)

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 43

    CPC ART. 543-B

    Art. 543-B. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idntica controvrsia, a anlise da repercusso geral ser processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    1o Caber ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvrsia e encaminh-los ao Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais at o pronunciamento definitivo da Corte. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    2o Negada a existncia de repercusso geral, os recursos sobrestados considerar-se-o automaticamente no admitidos. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006). 3o Julgado o mrito do recurso extraordinrio, os recursos sobrestados sero apreciados pelos Tribunais, Turmas de Uniformizao ou Turmas Recursais, que podero declar-los prejudicados ou retratar-se. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006). 4o Mantida a deciso e admitido o recurso, poder o Supremo Tribunal Federal, nos termos do Regimento Interno, cassar ou reformar, liminarmente, o acrdo contrrio orientao firmada. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

    5o O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal dispor sobre as atribuies dos Ministros, das Turmas e de outros rgos, na anlise da

    repercusso geral. (Includo pela Lei n 11.418, de 2006).

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 44

    CPC ART. 544

    AGRAVO DE INSTRUMENTO NO ADMITIDO O RECURSO Art. 544. No admitido o recurso extraordinrio ou o recurso especial, caber agravo de instrumento, no prazo de 10 (dez) dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justia, conforme o caso.

    INSTRUO DO AGRAVO DE INSTRUMENTOREQUISITO PARA PETIO 1o O agravo de instrumento ser instrudo com as peas apresentadas pelas partes, devendo constar obrigatoriamente, sob pena de no conhecimento, cpias do

    acrdo recorrido, da certido da respectiva intimao, da petio de interposio do recurso denegado, das contra-razes, da deciso agravada, da certido da respectiva intimao e das procuraes outorgadas aos advogados do agravante e do agravado.

    As cpias das peas do processo podero ser declaradas autnticas pelo prprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 45

    CPC ART. 544 - 2

    ENDEREAMENTO:PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE ORIGEMINDEPENDE DE CUSTAS E DESPESAS POSTAISINTIMAO DO AGRAVADOREQUISITO PARA PETIO 2o A petio de agravo ser dirigida presidncia do tribunal de origem, no dependendo do pagamento de custas e despesas postais. O agravado ser intimado, de imediato, para no prazo de 10 (dez) dias oferecer resposta, podendo instru-la com cpias das peas que entender conveniente. Em seguida, subir o agravo ao tribunal superior, onde ser processado na forma regimental.

    3o Poder o relator, se o acrdo recorrido estiver em confronto com a smula ou jurisprudncia dominante do Superior Tribunal de Justia, conhecer do agravo para dar provimento ao prprio recurso especial; poder ainda, se o instrumento contiver os elementos necessrios ao julgamento do mrito, determinar sua converso, observando-se, da em diante, o procedimento relativo ao recurso especial.

    4o O disposto no pargrafo anterior aplica-se tambm ao agravo de instrumento contra denegao de recurso extraordinrio, salvo quando, na mesma causa, houver recurso especial admitido e que deva ser julgado em primeiro lugar.

    Art. 545. Da deciso do relator que no admitir o agravo de instrumento, negar-lhe provimento ou reformar o acrdo recorrido, caber agravo no prazo de cinco dias, ao rgo competente para o julgamento do recurso, observado o disposto nos 1o e 2o do art. 557.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 46

    CPC ART. 546

    EMBARGOS DE DIVERGNCIA *

    Art. 546. embargvel a deciso da turma que: I - em recurso especial, divergir do julgamento de outra turma, da seo ou do rgo especial;Il - em recurso extraordinrio, divergir do julgamento da outra turma ou do plenrio.

    Pargrafo nico. Observar-se-, no recurso de embargos, o procedimento estabelecido no regimento interno.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 47

    RECURSO EXTRAORDINRIO E ESPECIALREQUISITOS DA PETIO PARA A PROVA

    1. peties distinta no redija 2 recursos em uma petio!

    2. endereamento ao Presidente ou vice do tribunal recorrido

    3. exposio do fato e do direito;

    4. mencionar que atendido o requisito do prequestionamento (*)

    5. (RE) em preliminar exclusiva: caracterizar a repercusso geral:

    econmica, poltica, social ou jurdica que ultrapassam os interesses

    subjetivos da causa.

    6. (RE) preliminar exclusiva objetiva depende da questo quando

    contraria smula ou jurisprudncia dominante do STF, conforme for

    recurso extraordinrio ou especial.

    7. demonstrao do cabimento do recurso interposto (RE);

    - contrariar dispositivo da Constituio, declarar a

    inconstitucionalidade de tratado ou lei federal, julgar vlida lei ou ato de

    governo local contestado em face da Constituio ou julgar vlida lei

    local contestada em face de lei federal;

    8. as razes do pedido de reforma da deciso recorrida.

    9. prova da divergncia se for o caso conforme enunciado da questo.

    10.requerer intimao do recorrido.

    11. fecho : efeito devolutivo, admisso do recurso e remessa ao STJ ou STF

    12. retido nos autos : apenas se interposto contra deciso interlocutria.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 48

    EMBARGOS DE DECLARAO

    CPC ART. 535 - 536

    EMBARGOS DE DECLARAO CABIMENTO

    Art. 535. Cabem embargos de declarao quando:I - houver, na sentena ou no acrdo, obscuridade ou contradio;II - for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal.

    EMBARGOS DE DECLARAO REQUISITOS

    PRAZO DE 5 DIAS PRAZO EM DOBROPETIO DIRIGIDA AO JUIZ OU RELATORINDICAO DO PONTO OBSCURO, CONTRADITRIO OU OMISSONO ESTO SUJEITOS A PREPARO *REQUISITOS PARA PETIO

    Art. 536. Os embargos sero opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petio dirigida ao juiz ou relator, com indicao do ponto obscuro,

    contraditrio ou omisso, no estando sujeitos a preparo.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 49

    CPC ART. 537 538

    EMBARGOS DE DECLARAO

    PRAZO PARA JULGAMENTOArt. 537. O juiz julgar os embargos em 5 (cinco) dias; nos tribunais, o

    relator apresentar os embargos em mesa na sesso subseqente, proferindo voto.

    EMBARGOS DE DECLARAO

    EFEITO INTERRUPTIVOREQUISITO PARA PETIO

    Art. 538. Os embargos de declarao interrompem o prazo para a interposio de outros recursos, por qualquer das partes.

    EMBARGOS DE DECLARAO

    MANIFESTAMENTO PROTELATRIOS - MULTA

    Pargrafo nico. Quando manifestamente protelatrios os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que o so, condenar o embargante a pagar ao embargado multa no excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Na reiterao de embargos protelatrios, a multa elevada a at 10% (dez por cento), ficando condicionada a interposio de qualquer outro recurso ao depsito do valor respectivo.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 50

    Juizados Especiais Federais Lei n 9.099/95 Lei n 10.259/01

    EMBARGOS DE DECLARAOAPLICAO DA LEI n 9.099/95Lei n 10.259/01Art. 1 So institudos os Juizados Especiais Cveis e Criminais da Justia Federal, aos quais se aplica, no que no conflitar com esta Lei, o disposto na Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995.

    EMBARGOS DE DECLARAO CABIMENTOOBSCURIDADE, CONTRADIO, OMISSO OU DVIDALei n 9.099, de 26 de setembro de 1995.Art. 48. Cabero embargos de declarao quando, na sentena ou acrdo, houver obscuridade, contradio, omisso ou dvida.Pargrafo nico. Os erros materiais podem ser corrigidos de ofcio.

    EMBARGOS DE DECLARAO INTERPOSIOPRAZO COMUMQUESTO PARA PROVALei n 9.099, de 26 de setembro de 1995.Art. 49. Os embargos de declarao sero interpostos por escrito ou oral-mente, no prazo de cinco dias, contados da cincia da deciso.

    Lei n 10.259/01VEDA PRAZO DIFERENCIADOArt. 9 No haver prazo diferenciado para a prtica de qualquer ato processual pelas pessoas jurdicas de direito pblico, inclusive a interposio de recursos, devendo a citao para audincia de conciliao ser efetuada com antecedncia mnima de trinta dias.

    EMBARGOS DE DECLARAO EFEITO SUSPENSIVOREQUISITO PARA PETIOLei n 9.099, de 26 de setembro de 1995.Art. 50. Quando interpostos contra sentena, os embargos de declarao sus-pendero o prazo para recurso.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 51

    EMBARGOS DE DECLARAOREQUISITOS PARA A PROVA

    N Requisito Lei/Art ObsEMBARGOS DECLARATRIOS GERAL

    1 Petio dirigida ao Juiz/Relator

    CPC, 536

    2 Meno a tempestividade 5 dias -

    CPC, 536 Prazo em dobro para recorrer

    3 Indicao da obscuridade e/ou contradio e/ou omisso

    CPC, 536 Depende do enunciado

    4 Meno a interrupo do prazo de outros recursos

    CPC, 538

    5 Requerimento para que seja sanada o(s) ponto(s) indicados no item 3.

    Decorrncia Lgica

    APENAS JUIZADO ESPECIAL FEDERAL6 Indicao da obscuridade

    e/ou contradio e/ou omisso e/ou dvida

    Lei 9.099/95, art. 48

    7 Pode ser interposto por escrito ou oralmente

    Lei 9.099/95, art. 49

    Oral apenas como questo de prova. Deve ser atermado.

    8 Prazo de 5 dias, sem contagem em dobro.

    L.9.099/95, art. 49 c/c art. 9 da L. 10.259/01

    No h prazo diferenciado no Juizado Especial Federal

    9 Meno ao efeito suspensivo Lei 9.099/95, art. 50

    Efeito suspensivo quando interposto da sentena

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 52

    SUGESTO PARGRAFO INICIAL E FECHO - CONTESTAO

    CONSTESTAO

    Excelentssimo Senhor Doutor Juiz Federal da 3 Vara Federal Cvel de Braslia da Seo Judiciria do Distrito Federal

    O Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal, com sede em Braslia, atravs do seu procurador, com mandato por fora de lei, nos autos nmero xxxx, em que autor Pedro lvares Cabral, brasileiro, casado, navegador, residente na rua r, no nmero xx, no bairro b, na cidade de c, vem presena de Vossa Excelncia, tempestivamente, apresentar a sua contestao, requerendo desde j que seja julgado improcedente o pedido inicial pelas razes que abaixo declina.

    Preliminarmente deve ser extinto o processo sem julgamento do mrito uma vez que....

    Da Seo Judiciria do Distrito Federal

    Excelentssimo Senhor Doutor Juiz Federal da 3 Vara Federal de Braslia

    O Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal, isento de custas e de preparo nos termos da lei, com sede em Braslia, atravs do seu procurador, constitudo por expressa previso legal, nos autos nmero xxxx, em que autor Pedro lvares Cabral, de nacionalidade nacionalidade, estado civil estado civil, profisso profisso, residente na rua rua, no nmero xx, no bairro bairro, na cidade de cidade, tempestivamente apresentar a sua contestao, requerendo que seja julgado improcedente o pedido inicial pelas razes que se seguem.

    Preliminarmente deve ser extinto o processo sem julgamento do mrito uma vez que....

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 53

    CONTESTAO FECHO

    Requer a produo da prova pericial e o depoimento pessoal do autor.Pelo exposto, requer a parte r que seja extinto o processo sem

    julgamento do mrito ou que seja julgado improcedente o pedido, com a condenao do autor ao pagamento de custas e honorrios advocatcios. Requer ainda, em homenagem ao princpio da eventualidade, que caso seja sucumbente, que seja reconhecida a prescrio qinqenal sobre parcelas devidas, que os honorrios advocatcios da parte autora sejam fixados com modicidade, que a correo monetria observe os ndices legais e que os juros de mora sejam fixados aps a condenao, em percentual legal. Requer ainda, a sua iseno ao pagamente de custas, conforme previso legal.

    Pede deferimento.Cidadedaprova, datadaprova.Procurador FederalMatrcula XXXXOAB YYY

    Requer a produo da prova pericial, documental e o depoimento pessoal do autor.

    Pelo todo o exposto, requer o ru que sejam acolhidas a preliminares e julgado extinto o processo sem julgamento do mrito.

    Se houver apreciao do mrito, requer o ru que seja julgado improcedente o pedido, com a condenao do autor ao pagamento de custas e honorrios advocatcios.

    Requer ainda, em homenagem ao princpio da eventualidade, que caso seja sucumbente, que seja reconhecida a prescrio qinqenal sobre parcelas devidas, que os honorrios advocatcios da parte autora sejam fixados com modicidade, em percentual no superior a cinco por cento, que a correo monetria observe os ndices legais e que os juros de mora sejam fixados aps a condenao, em percentual no superior a seis por cento ao ms. Requer ainda, a sua iseno ao pagamente de custas, conforme previso legal.

    Pede deferimento.Cidadedaprova, datadaprova.Procurador Federal

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 54

    SUGESTO PARGRAFO INICIAL - APELAO

    APELAO

    Excelentssimo Senhor Doutor Juiz Federal da 3 Vara Federal de Braslia

    O Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal, com sede em Braslia, isento de custas e de preparo nos termos da lei, atravs do seu procurador, constitudo por mandato legal, em face da sentena proferida nos autos nmero xxxx, em que autor Pedro lvares Cabral, de nacionalidade nacionalidade, estado civil estado civil, profisso profisso, residente na rua rua, no nmero xx, no bairro bairro, na cidade de cidade, vem, tempestivamente, presena de Vossa Excelncia apresentar a sua apelao, requerendo desde j que seja essa recebida nos efeitos devolutivo e suspensivo e que, aps a intimao do apelado, seja remetida ao tribunal competente, para que nova deciso seja proferida.

    Pede Deferimento.Egrgio Tribunal Regional Federal, a deciso apelada merece ser

    reformada, pois no observou....

    Da Seo Judiciria do Distrito Federal

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 55

    SUGESTO PARGRAFO INICIAL RECURSO EXTRARDINRIO

    RECURSO EXTRAORDINRIO

    Excelentssimo Senhor Desembargador Federal Presidente do Tribunal Regional Federal da 1 Regio

    O Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal, com sede em Braslia, isento de custas e de preparo nos termos da lei, atravs do seu procurador, constitudo por mandato legal, em face do acrdo proferido nos autos nmero xxxx, em que autor Pedro lvares Cabral, de nacionalidade nacionalidade, estado civil estado civil, profisso profisso, residente na rua rua, no nmero xx, no bairro bairro, na cidade de cidade, vem, tempestivamente, presena de Vossa Excelncia apresentar recurso extraordinrio, requerendo que este seja recebido no efeito devolutivo e que aps a intimao do recorrido, seja o recurso admitido e remetido ao Supremo Tribunal Federal.

    Egrgio Supremo Tribunal Federal, presente o prequestionamento na deciso recorrida, preliminarmente...

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 56

    RECURSO EXTRAORDINRIOPEDIDO DE LIMINAR

    Excelentssimo Senhor Juiz Federal Presidente da Turma Recursal da Seo Judiciria de Goiis

    O Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal, com sede em Braslia, isento de custas e de preparo nos termos da lei, atravs do seu procurador, constitudo por mandato legal, em face do acrdo proferido nos autos nmero xxxx, em que autor Pedro lvares Cabral, de nacionalidade nacionalidade, estado civil estado civil, profisso profisso, residente na rua rua, no nmero xx, no bairro bairro, na cidade de cidade, vem presena de Vossa Excelncia tempestivamente apresentar recurso extraordinrio com pedido de liminar, requerendo que aps a intimao do recorrido, seja o recurso admitido e remetido ao Supremo Tribunal Federal para que seja a deciso recorrida reformada.

    Pede deferimento.Egrgio Supremo Tribunal Federal, presente o prequestionamento na deciso recorrida,

    preliminarmente o recorrente demonstra a existncia da repercusso geral pela existncia de questo relevante do ponto de vista jurdico e econmico, uma vez que a deciso recorrida determinou o pagamento de (....).

    Impe-se de outro lado o deferimento de liminar para sobrestar todos os processos nos quais a mesma controvrsia jurdica dos presentes autos esteja em discusso, nos termos da Lei nmero 10.259/01, a denominada Lei dos Juizados Especiais Federais (....).

    LEI No 10.259, DE 12 DE JULHO DE 2001.Art. 14. .... 4o Quando a orientao acolhida pela Turma de Uniformizao, em questes de direito material, contrariar

    smula ou jurisprudncia dominante no Superior Tribunal de Justia -STJ, a parte interessada poder provocar a manifestao deste, que dirimir a divergncia.

    5o No caso do 4o, presente a plausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio de dano de difcil reparao, poder o relator conceder, de ofcio ou a requerimento do interessado, medida liminar determinando a suspenso dos processos nos quais a controvrsia esteja estabelecida.

    RE-QO 519394 / PB PARABAQUESTO DE ORDEM NO RECURSO EXTRAORDINRIORelator(a): Min. GILMAR MENDESJulgamento: 28/02/2007 rgo Julgador: Tribunal Pleno Parte(s) RECTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : FLODOALDO CARNEIRO DA SILVA RECDO.(A/S) : ADILES MOTA SILVEIRA ADV.(A/S) : JEAN CMARA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)

    EMENTARecurso Extraordinrio. 2. Efeito suspensivo. 3. Deciso monocrtica concessiva. Referendum do Plenrio. 4. Existncia de plausibilidade jurdica da pretenso e ocorrncia do periculum in mora. 5. Cautelar, em questo de ordem, referendada. Deciso O Tribunal, por maioria, referendou a deciso de acordo com o voto do Ministro-Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurlio, que negava o referendo. Votou a Presidente, Ministra Ellen Gracie. Plenrio, 28.02.2007.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 57

    RECURSO EXTRAORDINRIO MODELO COM PREQUESTIONAMENTO

    Excelentssimo Senhor Desembargador Federal Presidente do Tribunal Regional Federal da 1 RegioO Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal, com sede em Braslia, isento de custas e

    de preparo nos termos da lei, atravs do seu procurador, constitudo por mandato legal, em face do acrdo proferido nos autos nmero xxxx, em que autor Pedro lvares Cabral, de nacionalidade nacionalidade, estado civil estado civil, profisso profisso, residente na rua rua, no nmero xx, no bairro bairro, na cidade de cidade, tempestivamente apresenta recurso extraordinrio com pedido de liminar, requerendo que aps a intimao do recorrido, seja o recurso admitido e remetido ao Supremo Tribunal Federal para que seja a deciso recorrida reformada.

    Pede deferimento.Egrgio Supremo Tribunal Federal, presente o prequestionamento na deciso recorrida, prelimi-

    narmente o recorrente demonstra a existncia da repercusso geral pela existncia de questo relevante do ponto de vista jurdico e econmico, uma vez que a deciso ora atacada determinou o pagamento de (....).

    Impe-se de outro lado o deferimento de liminar para sobrestar todos os processos nos quais a mesma controvrsia jurdica dos presentes autos esteja em discusso, nos termos da Lei nmero 10.259/01, a denominada Lei dos Juizados Especiais Federais (....).

    Excelentssimo Senhor Desembargador Federal Presidente do Tribunal Regional Federal da 1 RegioO Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal, com sede em Braslia, isento de custas e

    de preparo nos termos da lei, atravs do seu procurador, constitudo por mandato legal, em face do acrdo proferido nos autos nmero xxxx, em que autor Pedro lvares Cabral, de nacionalidade nacionalidade, estado civil estado civil, profisso profisso, residente na rua rua, no nmero xx, no bairro bairro, na cidade de cidade, ajuza tempestivamente recurso extraordinrio com pedido de liminar, requerendo que aps a intimao do recorrido, seja o recurso admitido e remetido ao Supremo Tribunal Federal para que seja a reformada a deciso recorrida..

    Pede deferimento.Egrgio Supremo Tribunal Federal, uma vez que atendido o pressuposto do prequestionamento,

    preliminarmente o recorrente demonstra a existncia da repercusso geral pela existncia de questo relevante do ponto de vista jurdico e econmico, uma vez que a deciso ora atacada determinou o pagamento de (....).

    Impe-se de outro lado o deferimento de liminar para sobrestar todos os processos nos quais a mesma controvrsia jurdica dos presentes autos esteja em discusso, nos termos da Lei nmero 10.259/01, a denominada Lei dos Juizados Especiais Federais (....).

    STF RECURSO EXTRAORDINRIO

    SMULA: 282 inadmissvel o recurso extraordinrio, quando no ventilada, na deciso recorrida, a questo federal suscitada.

    SMULA: 356O ponto omisso da deciso, sobre o qual no foram opostos embargos declaratrios, no pode ser ob-jeto de recurso extraordinrio, por faltar o requisito do prequestionamento.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 58

    JEF - RECURSO INOMINADO

    Juizados Especiais Cveis e CriminaisJuizados Especiais Federais

    Lei n 9.099/95 Lei n 10.259/01

    RECURSO DE SENTENA DEFINITIVARECURSO INOMINADO

    Lei no 10.259, de 12 de julho de 2001Art. 5 Exceto nos casos do art. 4o, somente ser admitido recurso de sentena definitiva.

    Lei n 10.259/01 APLICAO DA LEI N 9.099/95Art. 1 So institudos os Juizados Especiais Cveis e Criminais da Justia Federal, aos quais se aplica, no que no conflitar com esta Lei, o disposto na Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995.

    RECURSO INOMINADO REQUISITOS PRAZOREQUISITO PARA PETIO

    Lei n 9.099/95Art. 42. O recurso ser interposto no prazo de dez dias, contados da ci-ncia da sentena, por petio escrita, da qual constaro as razes e o pedido do recorrente.

    Lei n 10.259/01 - VEDA PRAZO DIFERENCIADO - NO H REEXAME NECESSRIOArt. 9 No haver prazo diferenciado para a prtica de qualquer ato processual pelas pessoas jurdicas de direito pblico, inclusive a interposio de recursos, devendo a citao para audincia de conciliao ser efetuada com antecedncia mnima de trinta dias.Art. 13. Nas causas de que trata esta Lei, no haver reexame necessrio.

    RECURSO INOMINADO EFEITOSREQUISITO PARA PETIO

    Lei n 9.099/95Art. 43. O recurso ter somente efeito devolutivo, podendo o Juiz dar-lhe efeito suspensivo, para evitar dano irreparvel para a parte

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 59

    .Juizados Especiais Cveis e CriminaisJuizados Especiais Federais

    Lei n 9.099/95 Lei n 10.259/01

    RECURSO INOMINADORGO JULGADOR - TURMA RECURSALREQUISITO PARA PETIO

    Lei n 9.099/95Art. 41. Da sentena, excetuada a homologatria de conciliao ou laudo ar-bitral, caber recurso para o prprio Juizado. 1 O recurso ser julgado por uma turma composta por trs Juzes togados, em exerccio no primeiro grau de jurisdio, reunidos na sede do Juizado.

    RECURSO INOMINADO REPRESENTAO POR ADVOGADOQUESTO PARA PROVA

    Lei n 9.099/95Art. 41. 2 No recurso, as partes sero obrigatoriamente representadas por ad-vogado.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 60

    RECURSO INOMINADOREQUISITOS PARA A PROVA

    N Requisito Lei/Art Obs1 Petio dirigida ao Juiz Lei 9.099/95, art. 42 e 43 Para juzo de

    admissibilidade e declarao dos efeitos

    2 Meno a tempestividade 10 dias

    Lei 9.099/95, art. 43 No h contagem especial de prazo.

    3 Requerer efeitos devolutivo e suspensivo

    Lei 9.099/95, art. 43

    4 Pedido de remessa para a Turma Recursal - destinatrio das razes

    Lei 9.099/95, art. 41 Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seo Judiciria de Braslia / Minas Gerais / Bahia ...

    5 Razes e pedido do recorrente

    Lei 9.099/95, art. 42 Depende do enunciado

    6 Pedido de nova deciso CPC Decorrncia lgica 7 Demais requisitos da

    apelao

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 61

    JEF - RECURSO

    Juizados Especiais FederaisLei n 10.259/01

    RECURSO DE MEDIDAS CAUTELARES E ANTECIPATRIASLei no 10.259, de 12 de julho de 2001Art. 4 O Juiz poder, de ofcio ou a requerimento das partes, deferir medidas cautelares no curso do processo, para evitar dano de difcil reparao.

    Art. 5 Exceto nos casos do art. 4o, somente ser admitido re-curso de sentena definitiva.

    OBSERVAO Recurso contra o deferimento de medidas cautelares:No tem denominao ou rito prprio. Utiliza-se subsidiariamente o rito do agravo de instrumento, dirigindo-se o recurso diretamente ao Presidente da Turma Recursal. Com pedido liminar de reforma da deciso recorrida, concesso de efeito suspensivo. Pode-se tambm enderear o recurso ao juiz monocrtico com o pedido para que seja processado o recurso e remetido a Turma Recursal.No h exigncia lgica para informar o endereo de advogados, pois no JEF.

  • Curso de Peas Processuais AGU/2007 Jos Carlos Machado Jnior 62

    JEF - PEDIDO DE UNIFORMIZAO DE INTERPRETAO

    Juizados Especiais Federais - Lei n 10.259/01 Art. 14

    PEDIDO DE UNIFORMIZAO DE INTERPRETAO DE LEI FEDERAL

    PEDIDO DE UNIFORMIZAO CABIMENTODIVERGNCIA ENTRE TURMAS RECURSAISREQUISITO PARA PETIO OBJETO

    Art. 14. Caber pedido de uniformizao de interpretao de lei federal quando houver divergncia entre decises sobre questes de direito ma-terial proferidas por Turmas Recursais na interpretao da lei.

    ORGO JULGADORREUNIO CONJUNTA DAS TURMAS

    1o O pedido fundado em divergncia entre Turmas da mesma Regio ser julgado em reunio conjunta das Turmas em conflito, sob a presi-dncia do Juiz Coordenador.

    ORGO JULGADORTURMA (NACIONAL) DE UNIFORMIZAOREQUISITOS PARA PETIO - OBJETO

    2o O pedido fundado em divergncia entre decises de turmas de diferentes regies ou da proferida em contrariedade a smula ou jurisprudncia dominante do STJ ser julgado por Turma de Uniformizao, integrada por juzes de Turmas Recursais, sob a presidncia do Coordenador da Justia Federal. 3o A reunio de juzes domiciliados em cidades diversas ser feita pela via eletrnica.

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    Juizados Especiais Federais - Lei n 10.259/01 Art. 14

    RECURSO DA DECISO DA TNURECURSO AO STJ PEDIDO DE UNIFORMIZAO REQUISITOS PARA PETIO - OBJETO 4o Quando a orientao acolhida pela Turma de Uniformizao, em questes de direito material, contrariar smula ou jurisprudncia dominante no Superior Tribunal de Justia -STJ, a parte interessada poder provocar a manifestao deste, que dirimir a divergncia.

    ORGO JULGADOR - STJ POSSIBILIDADEMEDIDA LIMINAR SUSPENSOREQUISITOS PARA PETIO 5o No caso do 4o, presente a plausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio de dano de difcil reparao, poder o relator conceder, de ofcio ou a requerimento do interessado, medida liminar determinando a suspenso dos processos nos quais a controvrsia esteja estabelecida.

    Juizados Especiais Federais - Lei n 10.259/01 Art. 14

    ORGO JULGADOR - STJ POSSIBILIDADESUSPENSO DE PEDIDOS SEMELHANTES

    6o Eventuais pedidos de uniformizao idnticos, recebidos subseqentemente em quaisquer Turmas Recursais, ficaro retidos nos autos, aguardando-se pronunciamento do Superior Tribunal de Justia.

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    Juizados Especiais Federais - Lei n 10.259/01 Art. 14

    ORGO JULGADOR - STJ POSSIBILIDADEPEDIDO DE INFORMAES E MPREQUISITOS PARA PETIO OITIVA DO MP PRAZO

    7o Se necessrio, o relator pedir informaes ao Presidente da Turma Recursal ou Coordenador da Turma de Uniformizao e ouvir o Ministrio Pblico, no prazo de cinco dias. Eventuais interessados, ainda que no sejam partes no processo, podero se manifestar, no prazo de trinta dias.

    RGO JULGADOR - STJ POSSIBILIDADERITO

    8o Decorridos os prazos referidos no 7o, o relator incluir o pedido em pauta na Seo, com preferncia sobre todos os demais feitos, ressalvados os processos com rus presos, os habeas corpus e os mandados de segurana.

    9o Publicado o acrdo respectivo, os pedidos retidos referidos no 6o sero apre-ciados pelas Turmas Recursais, que podero exercer juzo de retratao ou declar-los prejudicados, se veicularem tese no acolhida pelo Superior Tribunal de Justia.

    10. Os Tribunais Regionais, o Superior Tribunal de Justia e o Supremo Tribunal Federal, no mbito de suas competncias, expediro normas regulamentando a compo-sio dos rgos e os procedimentos a serem adotados para o processamento e o julga-mento do pedido de uniformizao e do recurso extraordinrio.

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    RECURSOS POSSVEIS NO JEF

    1 Recurso da sentena (recurso inominado).2 Recurso contra deciso que defere medida cautelar.3 Embargos de declarao opostos aos seus acrdos4 Mandado de Segurana contra ato de juiz de Juizado

    Especial Federal e de Turma Recursal Especial Federal e de Turma Recursal

    5 Pedido de Uniformizao de Jurisprudncia TRU (Turma Regional de Uniformizao)

    6 Pedido de Uniformizao de Jurisprudncia TNU (Turma Nacional de Uniformizao)

    7 Agravo de instrumento quando no admitido o Recurso Extraordinrio

    8 Incidente de Uniformizao ao STJ (no cabe Recurso Especial)

    9 Recurso Extraordinrio ao STF

    - DISCUSSO: AGRAVO DE INSTRUMENTO

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    TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAO REGIMENTO INTERNO

    TNU REGIMENTO RECURSOS RITOCJF - RESOLUO N 390, DE 17 DE SETEMBRO DE 2004

    COMPOSIO - PRESIDNCIAArt. 1 A Turma Nacional de Uniformizao de Jurisprudncia dos Jui-zados Especiais Federais, presidida pelo Coordenador-Geral da Justia Federal, compe-se de dez juzes federais, sendo dois de cada regio.

    COMPETNCIA JULGAR INCIDENTE DE UNIFORMIZAO DE INTERPRETAO DE LEI FEDERALREQUISITO PARA PROVADIVERGNCIA ENTRE DECISES - TURMAS RECURSAIS - S-MULA - JURISPRUDNCIA DO STJ

    Art. 2 Compete Turma Nacional julgar o incidente de uniformizao de interpretao de lei federal em questes de direito material fundado em divergncia entre decises de turmas recursais de diferentes regies ou em contrariedade smula ou jurisprudncia dominante do Superior Tribunal de Justia.

    TURMA REGIONAL DE UNIFORMIZAO POSSIBILIDADEQUESTO PARA PROVA

    1 O incidente de uniformizao poder ser suscitado de deciso de Turma Regional de Uniformizao.

    MP OFICIA O SUBPROCURADOR GERAL DA REPBLICA

    Art. 4 Junto Turma Nacional oficiar o Subprocurador-Geral da Re-pblica designado pelo Procurador-Geral da Repblica.

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    TNU REGIMENTO RECURSOS RITOCJF - RESOLUO N 390, DE 17 DE SETEMBRO DE 2004

    ATRIBUIES DO PRESIDENTE DA TNUArt. 5 So atribuies do presidente da Turma Nacional de Uniformiza-o: .... IV determinar a devoluo, mesmo antes da distribuio eletrnica, dos feitos que versarem sobre questo j julgada, bem como sobrestar os que tratarem de questo sob apreciao da Turma Nacional de Uni-formizao ou em vias de lhe ser submetida. Retornando o