Periodo critico de controlo de infestantes feijao vulgar

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  • Determinao do Perodo Crtico de Controlo de Infestantes na Cultura do Feijo Vulgar (Phaseolus vulgaris L.)

    Projecto Final de Licenciatura em Engenharia Agronmica David Mboane i

    RESUMO

    Com o objectivo de determinar o perodo crtico de controlo das infestantes na cultura de feijo

    vulgar (Phaseolus vulgaris L.) foi conduzido, em condies de regadio, um ensaio na Estao

    Agrria de Chkw na poca fresca da campanha agrcola 2004/05.

    O delineamento experimental usado foi o de blocos completos casualizados, com quatro

    repeties e oito tratamentos. Os tratamentos foram caracterizados em dois grupos: no grupo 1 -

    quatro graus de competio da cultura com as infestantes: durante todo ciclo, durante os

    primeiros 10, 20 e 30 dias aps a emergncia da cultura de feijo vulgar; no grupo 2 - quatro

    graus de controlo das infestantes: durante todo ciclo, at os 10, 20 e 30 dias aps a emergncia da

    cultura de feijo vulgar.

    A composio e a dinmica populacional da comunidade infestante foram avaliadas por meio de

    parmetros fitossociolgicos baseados na frequncia, abundncia, biomassa, densidade e altura

    das espcies amostradas. Na cultura foram avaliados: a biomassa, a altura, o peso do gro e o

    peso de 100 sementes.

    Dois perodos crticos foram definidos: um aceitando uma perda de rendimento de 5% e outro de

    10% sobre o rendimento mximo. Para uma perda aceitvel de rendimento na ordem dos 10 e

    5%, respectivamente, o perodo crtico de controlo de infestantes ocorreu dos 3 aos 36 e dos 0 aos

    44 DDE da cultura. O rendimento (peso do gro) mdio obtido nas parcelas livres de infestao

    foi de 1.8 ton/ha, tendo se reduzido, em cerca de 45%, devido a presena das infestantes nas

    parcelas no sachadas. Os altos rendimentos obtidos deveram-se, principalmente, ao acmulo da

    biomassa pela cultura, nas parcelas com pouca infestao.

    A comunidade infestante foi composta por 10 espcies; sob ponto de vista de ndice de

    importncia relativa (IVI), destacaram-se as espcies Parthenium hysterophorus (IVI=88.3) e

    Argemone mexicana (IVI=51.5). A biomassa e a altura das infestantes tiveram maior efeito na

    reduo dos rendimentos em relao ao parmetro densidade das infestantes.

    Palavras-chave: Perodo crtico, Phaseolus vulgaris, Infestantes.

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    DEDICATRIA

    Dedico este trabalho aos meus pais por me terem criado, pelo carinho, amor e compreenso.

    E ofereo-o aos meus amados irmos e sobrinhos para que se inspirem nele na concretizao dos

    seus sonhos.

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    AGRADECIMENTOS

    Agradeo Deus Trindade, pelo dom da vida e da sabedoria que me concedeu dos meus pais:

    Julio Fenias Mboane e Ecineta Moiss Machava Mboane; e pelas graas que Ele me concede em

    todos os dias da minha vida.

    Especial apreo ao meu supervisor, Doutor Rafael Abel Massinga, que com pacincia, zelo e

    profissionalismo orientou-me na elaborao deste trabalho.

    Agradeo direco, corpo docente e CTA da FAEF por terem tornado possvel a minha

    formao nesta instituio de mxima sapincia (UEM).

    Agradeo a todos profissionais do Programa de Leguminosas de Gro, do IIAM em particular ao

    Doutor Manuel Amane; aos tcnicos da Estao Agrria de Chkw, especialmente aos senhores

    Rui Nota e Alpio que acompanharam os trabalhos de campo.

    Obrigado mano Mboane Jr. (Julinho) pelo apoio material e moral nos momentos difceis da

    minha formao. Aos meus irmos Adrito, Fenias, Dulcy e a toda famlia Mboane e Machava,

    pelo carinho, afecto e por um dia terem acreditado no meu triunfo acadmico. No queria me

    esquecer de enderear os meus agradecimentos ao meu tio Jos Fenias (bito) pelo grande

    contributo prestado na alocao de recursos financeiros e materiais durante os quatro anos de

    formao acadmica superior - que Deus o tenha na Sua glria.

    Os meus agradecimentos so extensivos aos meus amigos especialmente ao Gildo, Vnia, Aura,

    Gorette, Ilda, Mapisse, Silvestre, Azarias, Idalina, Hortncia, Constncia, Elias, Valrio, Valter,

    Vitorino, Dcio, Pires, Bambo, entre outros; pelo amor, inspirao, conselhos e por me terem

    feito crescer em muitos aspectos da vida. Aos meus colegas de batalha em especial:

    Nhamucho, Jone, Ndeve, Jamine, Pinho, Madabula, De Magalhes, Gado, Felicidade, Lizy,

    Dique, Cossa e a toda turma T1 e NI (2001), por terem sabido sofrer comigo nos momentos de

    stress.

    A estes e a todos demais que directa ou indirectamente contriburam para que este trabalho, que

    culmina com o meu sucesso acadmico, fosse uma realidade aceitem de corao o meu sincero:

    Obrigado!!!

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    NDICE

    RESUMO ................................................................................................................... i

    DEDICATRIA.......................................................................................................ii

    AGRADECIMENTOS............................................................................................iii

    LISTA DE TABELAS.............................................................................................vi

    LISTA DE FIGURAS ............................................................................................vii

    LISTA DE ANEXOS.............................................................................................viii

    LISTA DE ABREVIATURAS ...............................................................................ix

    I. INTRODUO.....................................................................................................1

    1.1. Problema de estudo........................................................................................................... 2 1.2. Objectivos........................................................................................................................... 3

    II. REVISO DE LITERATURA ..........................................................................4

    2.1. Origem e importncia do feijo vulgar................................................................4

    2.2. Crescimento e desenvolvimento do feijo vulgar......................................................... 4 2.3. Adaptao Edafo-Climtica do feijo vulgar................................................................. 5

    2.3.1. Temperatura................................................................................................................... 5 2.3.2. gua .............................................................................................................................. 5 2.3.4. Solos .............................................................................................................................. 6

    2.4. Produo mundial do feijo vulgar................................................................................. 6 2.5. Produo e zonas de cultivo do feijo vulgar em Moambique.................................. 6 2.6. Principais factores que afectam a produo do feijo vulgar....................................... 7 2.6. Competio infestante-cultura......................................................................................... 8 2.7. Infestantes do feijo vulgar.............................................................................................. 8 2.8. Perodo crtico de controlo de infestantes...................................................................... 9 2.9. Mtodos de controlo (maneio) das infestantes............................................................ 10 2.10. Fitossociologia............................................................................................................... 11

    III. MATERIAIS E MTODOS...........................................................................12

    3.1. Descrio da rea do estudo........................................................................................... 12 3.2. Desenho experimental do ensaio................................................................................... 12 3.3. Descrio dos tratamentos.............................................................................................. 12 3.4. Montagem e conduo do ensaio................................................................................. 13

    3.4.1. Materiais de campo e de laboratrio .......................................................................... 13 3.4.2. Material gentico ......................................................................................................... 13 3.4.3. Prticas culturais.......................................................................................................... 14

    3.5. Medies e observaes de infestantes......................................................................... 14

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