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A recuperação paralela na perspectiva dos A recuperação paralela na perspectiva dos níveis de competência da níveis de competência da níveis de competência da níveis de competência da área. área. Professora Professora América Marinho América Marinho Professora Professora América Marinho América Marinho Apresentação utilizada como material de apoio no evento “Orientação Técnica sobre Apresentação utilizada como material de apoio no evento “Orientação Técnica sobre a recuperação paralela” realizado nos dias 23, 24 e 25 de julho de 2008. a recuperação paralela” realizado nos dias 23, 24 e 25 de julho de 2008.

Recuperação paralela

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A recuperação paralela na perspectiva dos A recuperação paralela na perspectiva dos níveis de competência da níveis de competência da níveis de competência da níveis de competência da

área.área.

Professora Professora América MarinhoAmérica MarinhoProfessora Professora América MarinhoAmérica Marinho

Apresentação utilizada como material de apoio no evento “Orientação Técnica sobre Apresentação utilizada como material de apoio no evento “Orientação Técnica sobre p ç p çp ç p ça recuperação paralela” realizado nos dias 23, 24 e 25 de julho de 2008.a recuperação paralela” realizado nos dias 23, 24 e 25 de julho de 2008.

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“[...] Menino quando entra na escola não d id d ld d deve ser considerado como um soldado que depois vai ser cabo, sargento, q p , g ,tenente, capitão. Aprendizado não é maratona Menino não tem que tirar maratona. Menino não tem que tirar primeiro lugar. Quando um tira primeiro lugar humilha os outros vinte e nove da lugar humilha os outros vinte e nove da turma. Menino não é foca que, quando

d aprende uma coisa – que tem que aprender! -, ganha uma sardinha. Nem é apr n r! , gan a uma ar n a. N m elefante, que, quando se equilibra sobre uma bola ganha um amendoim [ ] uma bola, ganha um amendoim. [...]

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“[...] Menino quando entra na escola não d id d ld d deve ser considerado como um soldado que depois vai ser cabo, sargento, q p , g ,tenente, capitão. Aprendizado não é maratona Menino não tem que tirar maratona. Menino não tem que tirar primeiro lugar. Quando um tira primeiro lugar humilha os outros vinte e nove da lugar humilha os outros vinte e nove da turma. Menino não é foca que, quando

d aprende uma coisa – que tem que aprender! -, ganha uma sardinha. Nem é apr n r! , gan a uma ar n a. N m elefante, que, quando se equilibra sobre uma bola ganha um amendoim [ ] uma bola, ganha um amendoim. [...]

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Menino não tem que passar de ano. Quem passa de ano é o Tempo Menino Quem passa de ano é o Tempo. Menino tem que ser avaliado, percebido,

i d i l d i orientado, estimulado, menino tem que ser amado. [...] Cada criança ser amado. [...] Cada criança conseguirá .... em tempos diferentes ... El s ã s ã t t s! S ã Elas não serão repetentes! Serão apenas diferentes umas das outras.”p

ZIRALDO, P. A.. O Áspite - há um jeito prá tudo. Ed. Melhoramentos. São Paulo, 2005

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T d s sã c p z s d T d s sã c p z s d Todos são capazes de Todos são capazes de aprender portanto é dever aprender portanto é dever aprender, portanto é dever aprender, portanto é dever da escola ensinar a todos!da escola ensinar a todos!

Recuperação paralela é direito; Recuperação paralela é direito; não é castigo!não é castigo!

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•• Para ensinar a todos é preciso aprender Para ensinar a todos é preciso aprender a lidar com a diversidade. a lidar com a diversidade.

•• A recuperação paralela pode contribuir A recuperação paralela pode contribuir para o desenvolvimento de ações para o desenvolvimento de ações para o desenvolvimento de ações para o desenvolvimento de ações docentes que contemplem todos os docentes que contemplem todos os l d f d l d f d alunos em suas diferenças de alunos em suas diferenças de

aprendizagem, possibilitando, por meio aprendizagem, possibilitando, por meio p g , p , pp g , p , pde um trabalho diversificado, que todos de um trabalho diversificado, que todos aprendamaprendamaprendam.aprendam.

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O l ã d l i d O l ã d l i d •• Os alunos não podem ser selecionados Os alunos não podem ser selecionados para a Recuperação paralela com base para a Recuperação paralela com base p p pp p pem comportamento indisciplinado ou em em comportamento indisciplinado ou em palpites. palpites. palpites. palpites.

É áÉ á áá•• É preciso selecionáÉ preciso selecioná--los e organizálos e organizá--los em los em turmas mediante critérios bem turmas mediante critérios bem objetivos, tais como o domínio das objetivos, tais como o domínio das habilidades elencadas pelo SARESPhabilidades elencadas pelo SARESPhabilidades elencadas pelo SARESP.habilidades elencadas pelo SARESP.

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Para aprender a falar (uma ou mais plínguas) é indispensável a integração a um grupo que utilize essa língua na a um grupo que utilize essa língua na prática.

Para aprender a ler e a escrever com significado isto é para ser letrado significado, isto é, para ser letrado, vale o mesmo pressuposto, ou seja, só é possível tornar-se leitor e escritor em um ambiente onde se escritor em um ambiente onde se vivam intensamente atos de leitura e escrita verdadeiros.

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Muitas vezes, os sujeitos são capazes decomportamentos escolares letrados, mascomportam ntos sco ar s tra os, massão incapazes de lidar com usoscotidianos da escrita em contextos nãocotidianos da escrita em contextos nãoescolares: comprar e ler o jornal parai f s s b tinformar-se sobre o que acontece nomundo, sentir prazer ao ler um romance,escrever uma carta de reclamação parauma empresa, preencher um formuláriop , p fao solicitar um emprego etc.

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• O termo “letramento” surgiu, na década de g ,1980, pela necessidade de um conceito que se referisse aos aspectos sócio-históricos e

l i d d i culturais dos usos da escrita. • Letramento, é o que as pessoas fazem com as

h bilid d d l i i habilidades de leitura e escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as necessidades valores e se relacionam com as necessidades, valores e práticas sociais.

• Uma pessoa pode ser analfabeta mas letrada • Uma pessoa pode ser analfabeta, mas letrada. Ex.:quando recorre a outra que sabe ler, para que leia ou escreva uma cartaque leia ou escreva uma carta.

• Uma pessoa pode ser alfabetizada e iletrada, por ter participação restrita em práticas de por ter participação restrita em práticas de leitura e escrita.

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A escola é um importante espaço m mp p çde letramento.

ÉÉ imprescindível que a escola desenvolva capacidades de leitura desenvolva capacidades de leitura e produção de textos que possibilitem aos cidadãos a melhor participação possível em melhor participação possível em situações de fala e escuta, de leitura e produção de textos com diferentes finalidades reaisdiferentes finalidades reais.

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A aprendizagem da leitura e da p gescrita, incluindo a alfabetização implica a alfabetização, implica a constituição de sentido, bem constituição de sentido, bem como uma forma de interação

P com o outro: Para quem eu escrevo e por quê? Com que escrevo e por quê? Com que finalidade eu leio?

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A competência em leitura e escrita não nasce t t A li it ã d espontaneamente. A explicitação dos

mecanismos de produção de sentido do texto contribui decisivamente para melhorar o contribui decisivamente para melhorar o desempenho do aluno.

O leitor faz uma leitura mais significativa O leitor faz uma leitura mais significativa quando sabe de antemão o que buscar.

Não basta apenas recomendar que o texto seja Não basta apenas recomendar que o texto seja lido muitas vezes, é preciso mostrar para onde a atenção deve ser dirigida, apontando, p. ex., a atenção deve ser dirigida, apontando, p. ex., os elementos contextualizadores: o título, os subtítulos, a fonte, a seção/capítulo de onde ç pforam retirados, dados sobre o autor, época, imagens etc.

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O papel do professor é de suma p p pimportância para que ocorra a aprendizagem. Ele deve ser ao mesmo p gtempo coordenador, participante e interventor.

O professor-interventor, aqui, é aquele que atento a cada aluno ou grupo sabe que, atento a cada aluno ou grupo, sabe quais são seus avanços e dificuldades e planeja situações que requeiram planeja situações que requeiram elaboração, aplicação e reorganização do conhecimento para que ocorra a conhecimento, para que ocorra a apropriação pelos alunos.

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A tarefa de ensinar é de todos os A tarefa de ensinar é de todos os A tarefa de ensinar é de todos os A tarefa de ensinar é de todos os professoresprofessores. É. É o trabalho conjunto dos educadores que vai garantir a ampliação educadores que vai garantir a ampliação do acesso dos alunos ao mundo letrado.

Para ensinar é preciso partir do que o Para ensinar é preciso partir do que o aluno já sabe. Se o aluno chega ao 5º ano aluno já sabe. Se o aluno chega ao 5º ano aluno já sabe. Se o aluno chega ao 5 ano aluno já sabe. Se o aluno chega ao 5 ano sem saber ler ou escrever, é o professor sem saber ler ou escrever, é o professor do 5º ano que deve ensinádo 5º ano que deve ensiná lo Não lo Não do 5 ano que deve ensinádo 5 ano que deve ensiná--lo. Não lo. Não adianta ficar procurando culpados e adianta ficar procurando culpados e

b t d ã di t l ó i b t d ã di t l ó i sobretudo não adianta culpar o próprio sobretudo não adianta culpar o próprio aluno ou a família.aluno ou a família.

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Compartilhar o texto e as impressões Compartilhar o texto e as impressões por ele causadas, em pequenos ou

d ili li grandes grupos, auxilia e amplia a compreensão de leitura, pelo p , pconfronto das diferentes hipóteses surgidassurgidas.

Textos de teor exclusivamente Textos de teor exclusivamente escolar, desvinculados da realidade, m n d l b m m f m ã em nada colaboram com a formação

do leitor.

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A exploração mecânica do vocabulário do texto feita vocabulário do texto, feita antes da leitura, ao contrário do

ã l d que se pensava, não leva a nada, uma vez que as palavras estão q pfora de seu contexto.

O aluno pode e deve inferir o O aluno pode e deve inferir o significado do que não conhece

l t tpelo contexto.

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As áreas do conhecimento e o ensino da As áreas do conhecimento e o ensino da leitura e da escritaleitura e da escrita

Em Língua Portuguesa Em Língua Portuguesa g gg gContato com diferentes gêneros discursivos

para apreender suas características e p pdesenvolver capacidades de leitura e produção desses gêneros.

Leitura e escrita de diferentes gêneros com a função social que eles têm fora da escola.

Análise lingüística, de modo que os alunos se apropriem desses conhecimentos e possam ler d i dif i õ e produzir textos em diferentes situações,

com clareza, coesão e correção gramatical (e ortográfica) ortográfica).

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Nas demais áreasNas demais áreas

Leitura e escrita como instrumento para a paprendizagem de conteúdos de cada área. A exploração de um texto para apreender os p ç p pconteúdos das áreas.

Os conteúdos das áreas — conceitos, ,habilidades, valores e procedimentos que elas desenvolvem — concorrem para a ampliação do p p çletramento, tornando o sujeito mais apto a compreender diferentes gêneros discursivos, a p gutilizar diferentes suportes textuais.

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Gêneros discursivos mais comuns: Gêneros discursivos mais comuns: cultura literária ficcional cultura literária ficcional -- NARRARNARRAR

•• Criação da uma intriga ou enredo no domínio Criação da uma intriga ou enredo no domínio d í ild í il t ilh t d t ilh t d do verossímil:do verossímil: conto maravilhoso; conto de conto maravilhoso; conto de fadas; fábula; lenda; narrativa de aventura; fadas; fábula; lenda; narrativa de aventura; narrativa de ficção científica; narrativa de narrativa de ficção científica; narrativa de narrativa de ficção científica; narrativa de narrativa de ficção científica; narrativa de enigma; narrativa mítica; sketch ou história enigma; narrativa mítica; sketch ou história engraçada; biografia romanceada; romance; engraçada; biografia romanceada; romance; engraçada; biografia romanceada; romance; engraçada; biografia romanceada; romance; romance histórico; novela fantástica; conto; romance histórico; novela fantástica; conto; paródia; adivinha; piada...paródia; adivinha; piada...p pp p

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Gêneros discursivos mais comuns: Gêneros discursivos mais comuns: ddocumentação e memorização das ações ocumentação e memorização das ações ddocumentação e memorização das ações ocumentação e memorização das ações

humanashumanas -- RELATARRELATAR

•• Representação pelo discurso de experiências Representação pelo discurso de experiências p ç p pp ç p pvividas, situadas no tempovividas, situadas no tempo:: relatos de relatos de experiência vivida; relatos de viagem; diário experiência vivida; relatos de viagem; diário p gp gíntimo; testemunho; anedota; autobiografia; íntimo; testemunho; anedota; autobiografia; curriculum vitae; notícia; reportagem; crônica curriculum vitae; notícia; reportagem; crônica p gp gmundana; crônica esportiva; relato histórico; mundana; crônica esportiva; relato histórico; ensaio ou perfil biográfico; biografias...ensaio ou perfil biográfico; biografias...p g gp g g

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Gêneros discursivos mais comuns: Gêneros discursivos mais comuns: ddiscussão de problemas sociais controversos iscussão de problemas sociais controversos ––ddiscussão de problemas sociais controversos iscussão de problemas sociais controversos

ARGUMENTARARGUMENTAR

•• Sustentação, refutação e negociação de Sustentação, refutação e negociação de ç ç g çç ç g çtomadas de posição: tomadas de posição: textos de opinião; textos de opinião; diálogo argumentativo; carta de leitor; carta diálogo argumentativo; carta de leitor; carta g gg gde reclamação; carta de solicitação; de reclamação; carta de solicitação; deliberação informal; debate regrado; deliberação informal; debate regrado; ggeditorial; requerimento; discurso de defesa editorial; requerimento; discurso de defesa (advocacia); ensaio; resenhas críticas...(advocacia); ensaio; resenhas críticas...

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Gêneros discursivos mais comuns: Gêneros discursivos mais comuns: ttransmissão e construção de saberes ransmissão e construção de saberes –– EXPOREXPOR

•• Apresentação textual de diferentes formas Apresentação textual de diferentes formas •• Apresentação textual de diferentes formas Apresentação textual de diferentes formas dos saberes: dos saberes: texto expositivo; conferência; texto expositivo; conferência; artigo enciclopédico; verbete de dicionário; artigo enciclopédico; verbete de dicionário; artigo enciclopédico; verbete de dicionário; artigo enciclopédico; verbete de dicionário; entrevista de especialista; texto explicativo; entrevista de especialista; texto explicativo; tomada de notas; resumos de textos tomada de notas; resumos de textos ;;expositivos e explicativos; resenhas; relatório expositivos e explicativos; resenhas; relatório cientifico; relato de experiências cientifico; relato de experiências ( íf )( íf )(científicas)...(científicas)...

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Gêneros discursivos mais comuns: Gêneros discursivos mais comuns: iinstruções e prescrições nstruções e prescrições iinstruções e prescrições nstruções e prescrições

DESCREVER AÇÕESDESCREVER AÇÕES

R l ã ú d R l ã ú d •• Regulação mútua de comportamentos: Regulação mútua de comportamentos: iinstruções de uso; instruções de nstruções de uso; instruções de ç çç çmontagem; receita; regulamento; regras montagem; receita; regulamento; regras de jogo; consignas e comandas diversas; de jogo; consignas e comandas diversas; de jogo; consignas e comandas diversas; de jogo; consignas e comandas diversas; textos prescritivos...textos prescritivos...

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Capacidades de leituraCapacidades de leituraA t d t t t ãA t d t t t ãAntes de se ter o texto em mãos:Antes de se ter o texto em mãos:Definir finalidades de leitura: saber com que objetivo se Definir finalidades de leitura: saber com que objetivo se

vai ler vai ler –– por prazer, para conhecer determinado por prazer, para conhecer determinado p p , pp p , passunto, para atualizarassunto, para atualizar--se, para comunicar algo, para se, para comunicar algo, para executar uma ação, para viver ou reviver uma executar uma ação, para viver ou reviver uma experiência pouco ou bem conhecida etc.experiência pouco ou bem conhecida etc.exper ênc a pouco ou bem conhec da etc.exper ênc a pouco ou bem conhec da etc.

Recuperar o contexto de produção: quem é o autor, que Recuperar o contexto de produção: quem é o autor, que posição social ocupa(ou), em que época vive(eu), em posição social ocupa(ou), em que época vive(eu), em que situação escreveu com que finalidade onde seu que situação escreveu com que finalidade onde seu que situação escreveu, com que finalidade, onde seu que situação escreveu, com que finalidade, onde seu texto circula, a quem se destina, de onde foi retirado texto circula, a quem se destina, de onde foi retirado etc.etc.

L li f t d lt (bibli t L li f t d lt (bibli t Localizar e acessar fontes de consulta (bibliotecas, Localizar e acessar fontes de consulta (bibliotecas, Internet, programas de rádio e TV, museus etc.).Internet, programas de rádio e TV, museus etc.).

Utilizar fichários impressos ou Internet para localizar Utilizar fichários impressos ou Internet para localizar f mp pf mp pobras, autores, assuntos etc.; consultar índices.obras, autores, assuntos etc.; consultar índices.

Localizar uma matéria dentro do jornal. Localizar uma matéria dentro do jornal. Avaliar criticamente as fontes (saber se são confiáveis) Avaliar criticamente as fontes (saber se são confiáveis) Avaliar criticamente as fontes (saber se são confiáveis). Avaliar criticamente as fontes (saber se são confiáveis).

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Na leitura de qualquer gêneroNa leitura de qualquer gênero▪▪ Reconhecer características do gênero. Reconhecer características do gênero. Reconhecer características do gênero. Reconhecer características do gênero. ▪▪ IIdentificar a finalidade do texto.dentificar a finalidade do texto.▪▪ Identificar a intencionalidade do autor. Identificar a intencionalidade do autor. RR h f it d tid ( ti d h f it d tid ( ti d ▪▪ RReconhecer efeitos de sentido (a partir de recursos econhecer efeitos de sentido (a partir de recursos estilísticos, semânticos, gráficos, sonoros, estilísticos, semânticos, gráficos, sonoros, morfossintáticos etc.).morfossintáticos etc.).LL li i f õ lí it li i f õ lí it ▪▪ LLocalizar informações explícitas; ocalizar informações explícitas; ▪▪ inferir sentido de uma palavra pelo contexto. inferir sentido de uma palavra pelo contexto. ▪▪ Fazer inferências globais; identificar temas ou idéias Fazer inferências globais; identificar temas ou idéias F f g ; f mF f g ; f m

centrais.centrais.▪▪ Estabelecer relações entre partes de um texto.Estabelecer relações entre partes de um texto.▪▪ Identificar seqüência de acontecimentos (narrativas Identificar seqüência de acontecimentos (narrativas ▪▪ Identificar seqüência de acontecimentos (narrativas, Identificar seqüência de acontecimentos (narrativas,

notícias, relatos).notícias, relatos).▪▪ Distinguir causa e conseqüência. Distinguir causa e conseqüência.

R l i t xt m h im t s d tidi R l i t xt m h im t s d tidi ▪▪ Relacionar texto com conhecimentos do cotidiano ou Relacionar texto com conhecimentos do cotidiano ou especializado; avaliar criticamente um texto.especializado; avaliar criticamente um texto.

▪▪ Relacionar temas e conteúdos abordados em diferentes Relacionar temas e conteúdos abordados em diferentes t t (i t t t lid d )t t (i t t t lid d )textos (intertextualidade).textos (intertextualidade).

▪▪ Relacionar diferentes versões de um mesmo tema ou Relacionar diferentes versões de um mesmo tema ou assunto (interdiscursividade).assunto (interdiscursividade).

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Na leitura de determinado gêneroNa leitura de determinado gênero

▪▪ Identificar conflito gerador do enredo (romance, novela, crônica, Identificar conflito gerador do enredo (romance, novela, crônica, contos de fadas etc.). contos de fadas etc.).

▪▪ Distinguir definição e exemplo (textos didáticos, verbetes, Distinguir definição e exemplo (textos didáticos, verbetes, artigos científicos, teses acadêmicas etc.). artigos científicos, teses acadêmicas etc.).

▪▪ Reconhecer posições distintas sobre um mesmo tema (artigos de Reconhecer posições distintas sobre um mesmo tema (artigos de ▪▪ Reconhecer posições distintas sobre um mesmo tema (artigos de Reconhecer posições distintas sobre um mesmo tema (artigos de opinião, debate, editorial, teses acadêmicas etc.). opinião, debate, editorial, teses acadêmicas etc.).

▪▪ Distinguir fato e opinião (reportagem, artigos de opinião, teses Distinguir fato e opinião (reportagem, artigos de opinião, teses ))etc.).etc.).

▪▪ EEstabelecer relação entre tese e argumento (artigos de opinião, stabelecer relação entre tese e argumento (artigos de opinião, editorial teses acadêmicas debate etc )editorial teses acadêmicas debate etc )editorial, teses acadêmicas, debate etc.).editorial, teses acadêmicas, debate etc.).

▪▪ IIdentificar ordem seqüencial de procedimentos (experimentos, dentificar ordem seqüencial de procedimentos (experimentos, regra de jogo; instruções de montagem, receitas culinárias etc.).regra de jogo; instruções de montagem, receitas culinárias etc.).

l l ▪▪ RRelacionar texto escrito com imagens, imagens em movimento, elacionar texto escrito com imagens, imagens em movimento, diagramas, gráficos, mapas, sons, números etc. (percepção de diagramas, gráficos, mapas, sons, números etc. (percepção de outras linguagens).outras linguagens).g g )g g )

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Capacidades de Produção de texto e de Capacidades de Produção de texto e de Análise lingüísticaAnálise lingüísticaAnálise lingüísticaAnálise lingüística

•• Produzir textos dos gêneros mais utilizados na Produzir textos dos gêneros mais utilizados na sociedadesociedadesociedade.sociedade.–– Planejar a produção em função de:Planejar a produção em função de:

•• finalidade;finalidade;finalidade;finalidade;•• a quem se destina;a quem se destina;•• gênero e características desse gênero;gênero e características desse gênero;gênero e características desse gênero;gênero e características desse gênero;•• o que já se sabe sobre o assunto e o que é o que já se sabe sobre o assunto e o que é

preciso pesquisar;preciso pesquisar;•• completude (começo, meio e fim)completude (começo, meio e fim)•• coerência e coesão.coerência e coesão.

P d d d í P d d d í –– Produzir um texto de acordo as características Produzir um texto de acordo as características lingüísticos e textuais (marcas) do gênero.lingüísticos e textuais (marcas) do gênero.

–– Revisar e reescreverRevisar e reescrever–– Revisar e reescrever.Revisar e reescrever.–– Divulgar.Divulgar.

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Escrever assume significado quando o objetivo não é apenas cumprir um objetivo não é apenas cumprir um dever escolar para obter nota.

O gosto pela escrita é reforçado quando o escritor sabe de antemão quando o escritor sabe de antemão que suas produções serão lidas por ut s nã só p l p f ss outros, e não só pelo professor.

Isso implica a divulgação dos textos mp g çescritos.

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Capacidades de análise Capacidades de análise pplingüística (1)lingüística (1)

•• Dominar aspectos de organização Dominar aspectos de organização textual e marcas do gênero: textual e marcas do gênero: gg–– paragrafação;paragrafação;–– pontuação; pontuação; –– pontuação; pontuação; –– uso de discurso direto e indireto e uso de discurso direto e indireto e

t ã d tt ã d tpontuação correspondente;pontuação correspondente;–– uso eixos coesivos e conectivos;uso eixos coesivos e conectivos;–– uso de expressões (pronomes) de uso de expressões (pronomes) de

tratamento.tratamento.

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Capacidades de análise Capacidades de análise pplingüística (2)lingüística (2)

D i t f i tátiD i t f i táti•• Dominar aspectos morfossintáticos:Dominar aspectos morfossintáticos:–– concordância verboconcordância verbo--nominal;nominal;–– colocação pronominal;colocação pronominal;–– regência verbal;regência verbal;g ;g ;–– conjugação verbal.conjugação verbal.

•• Dominar aspectos ortográficos:Dominar aspectos ortográficos:Dominar aspectos ortográficos:Dominar aspectos ortográficos:–– situações passíveis de regras (algumas);situações passíveis de regras (algumas);

õ bit á iõ bit á i–– convenções arbitrárias;convenções arbitrárias;–– consulta ao dicionário e à gramática.consulta ao dicionário e à gramática.

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Escrita não é produto que se finalize em á átempo restrito. Planejá-la, revisá-la e

reescrevê-la a partir de rascunhos plevará à melhor qualidade dos textos finaisfinais.

O respeito pelo nível de compreensão do i outro precisa estar presente entre

professor e aluno e entre aluno e aluno: pprimeiro porque gerar significado exige esforço; segundo porque se o erro for esforço; segundo porque, se o erro for proibido ou ridicularizado, hipóteses não serão formuladas prejudicando a serão formuladas, prejudicando a compreensão.

Page 33: Recuperação paralela

Aprimoramento dos textos dos alunosAprimoramento dos textos dos alunosQuanto à organização discursiva:Quanto à organização discursiva:

Seleção do texto a ser trabalhado coletivamente.C ã áfi i l l fCorreção ortográfica e gramatical pelo professor.Visualização do texto (lousa, cartaz...)Levantamento e registro das hipóteses de solução.Análise e seleção das hipótesesAnálise e seleção das hipóteses.Reescrita coletiva do texto.C ã d t t it i i i lComparação do texto reescrito com o inicial.Cópia do texto reescrito.Reescrita individual dos textos com problemas semelhantes. .

Leitura e divulgação dos textosLeitura e divulgação dos textos

Page 34: Recuperação paralela

Aprimoramento dos textos dos alunosAprimoramento dos textos dos alunosQuanto aos aspectos gramaticais

Seleção de um problema gramaticalSeleção de um problema gramaticalSeleção de um problema gramatical.Seleção de um problema gramatical.Escolha dos trechos a serem trabalhados.Escolha dos trechos a serem trabalhados.Visualização dos trechos (lousa, cartaz, ...).Visualização dos trechos (lousa, cartaz, ...).Levantamento e registro das hipóteses de solução.Levantamento e registro das hipóteses de solução.g p çg p çPesquisa e orientação para solução do problema.Pesquisa e orientação para solução do problema.Reescrita coletiva dos trechosReescrita coletiva dos trechosReescrita coletiva dos trechos.Reescrita coletiva dos trechos.Sistematização da questão gramatical.Sistematização da questão gramatical.Registro da sistematização.Registro da sistematização.Reescrita individual dos trechos com problemas Reescrita individual dos trechos com problemas ppsemelhantes.semelhantes.

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Concepção de letramentoConcepção de letramentopçpç

Matriz teóricaMatriz teóricaVisão sócio-histórica e cultural do sujeito que

Matriz teóricaMatriz teóricaj q

aprende e da língua como objeto de conhecimento.

•• Lev Semyonovitch Vygotsky (1896Lev Semyonovitch Vygotsky (1896--1934) 1934) 1934) 1934)

•• Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1895Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1895--Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1895Mikhail Mikhailovich Bakhtin (18951975)1975)

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Bakhtin - linguagem resulta de um esforço histórico Bakhtin - linguagem resulta de um esforço histórico coletivo de caráter dialógico e interacional. O sujeito é um agente dentro do processo discursivo, j g pcapaz de modificar o discurso social. Quando nos comunicamos, nas mais diversas situações, utilizamos essas formas que possuem utilizamos essas formas, que possuem características próprias e relativamente estáveis. Essas características configuram diferentes ê di i d d fi id gêneros discursivos que podem ser definidos por

três aspectos básicos coexistentes: • seus temas - o que é dizível ou pode se tornar seus temas o que é dizível ou pode se tornar

dizível, por meio do gênero); • sua construção composicional - forma particular p p

dos textos pertencentes ao gênero; • seu estilo - seleção feita pelo autor de recursos

da língua de vocabulário e gramaticais tendo em da língua – de vocabulário e gramaticais, tendo em vista o gênero.

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VygotskyVygotsky - teoria sociopsicológica da relação entre t l li t l d i i pensamento e palavra; linguagem tem papel decisivo

na constituição da subjetividade e das funções psicológicas superiores:

• controle consciente do comportamento, atenção e lembrança voluntárias • atenção e lembrança voluntárias,

• memorização ativa, • pensamento abstrato, pensamento abstrato, • raciocínio dedutivo • capacidade de planejamento.

Ensino tem papel decisivo para a aprendizagem e para o desenvolvimento.A escola tem responsabilidade na formação das A escola tem responsabilidade na formação das

funções superiores e na apropriação dos conhecimentos sistematizados, mas, para isso, o ensino deve fazer nexo com o repertório cultural ensino deve fazer nexo com o repertório cultural dos alunos.