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Portal de ajudas técnicas BRASíLIA 2006 RECURSOS PARA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA Equipamento e material pedagógico especial para educação, capacitação e recreação da pessoa com deficiência física Ministério Da Educação Secretaria De Educação Especial Secretaria de Educação Especial Esplanada dos Ministérios Bloco L, 6º andar - Gabinete [email protected] - www.mec.gov.br

Recursos para Comunicação Alternativa

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Recursos para serem utilizados princialmente para: - Deficiência Múltipla- Paralisia Cerebral

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  • 1. Ministrio Da EducaoSecretaria De Educao EspecialPortal de ajudas tcnicasEquipamento e material pedaggico especial para educao, capacitao e recreao da pessoa com deficincia fsicaSecretaria de Educao Especial Esplanada dos MinistriosBloco L, 6 andar - [email protected] - www.mec.gov.brRECURSOS PARACOMUNICAO ALTERNATIVA BRASLIA2006

2. Presidente da Repblica Federativa do BrasilLUIZ INCIO LULA DA SILVAMinistro da EducaoFERNANDO HADDADSecretrio ExecutivoJOS HENRIQUE PAIM FERNANDESSecretria de Educao EspecialCLAUDIA PEREIRA DUTRA 3. E D U A R D O JOS M ANZINID BORA D ELIBERATOPortal de ajudas tcnicas para educao Eupmnoemtra pdggc epca pr eua,qiaetaeil eaio seil aa dcocpctoerceod pso cmdfccafsc aaiaera a esa o eiini iaR ECURSOS PARA COMUNICAO ALTERNATIVABRASLIA - DF2006 4. To o o d r i o r s r a o . p r i i a a r p o u t t l o p r i l d s e l v ods s iets eevds emtderdo oa u aca et irdesde que citada a fonte.Manzini, Eduardo JosPortal de ajudas tcnicas para educao : equipamento e material pedaggico especial para educao, capacitao e recreao da pessoa com deficincia fsica : recursos para comunicao alternativa. [2. ed.] / Eduardo Jos Manzini, Dbora Deliberato. Braslia : [MEC, SEESP], 2006.5 p : i. 2 . lISBN 85-86738-26-31. Comunicao educativa. 2. Problemas da comunicao. 3. Relao professor-aluno. I. Deliberato, Dbora. II. Brasil. Secretaria de Educao Epca. II Ttl.seil I. uo CDU 37.017.7 5. SU M R I OApresentao ............................................ 1............................................Introduo ............................................... 2..............................................Fundamentao terica .................................... 3 ...................................O processo de desenvolvimento das ajudas tcnicas ........... 8 ..........Banco de idias ........................................... 10.......................................... Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativa .................................. 11 .................................. Tipos de estmulos e estratgias utilizados nos recursos para comunicao alternativa ...................... 19..................... Quantidade de estmulos utilizados nos recursos para comunicao alternativa .............................. 29............................. Participao do usurio na construo do recurso para comunicao alternativa .............................. 33............................. Ambientes e parceiros de comunicao alternativa... 3 .. 9..Concluso ............................................... 42...............................................Referncias .............................................. 43 ..............................................Instituies que podem ajudar no desenvolvimento de ajudastcnicas ................................................. 44 .................................................Ficha tcnica ............................................. 46............................................ 6. APRESENTAOA Secretaria de Educao Especial do Ministrio da Educao,por meio do Programa Nacional de Apoio ao Aluno com DeficinciaFsica, concretiza aes colaborativas junto aos sistemas de ensino como objetivo de promover a incluso de alunos com necessidadeseducacionais especiais.Uma das aes foi a elaborao do Portal de Ajudas Tcnicas,cujo objetivo apoiar a escola e os profissionais da educao paraviabilizar e melhorar sua prtica profissional.Esse portal est se concretizando com a publicao defascculos temticos que atendam s necessidades de alunos eprofessores, disponibilizados na forma impressa e meio digital, viainternet.No Portal de Ajudas Tcnicas para Educao: Recursos paraComunicao Alternativa, os profissionais da educao encontrarorecursos a serem incorporados, recriados e avaliados em situaes deensino e aprendizagem, numa linguagem simples, que apresentaquestes tericas relevantes, por meio de fotos que ilustram aspossibilidades prticas do uso dos recursos para comunicaoalternativa. Esperamos que este material constitua um importantesubsdio de apoio para viabilizar a acessibilidade dos alunos educaoescolar.Claudia Pereira Dutra1Recursos para comunicao alternativa 7. INTRODUO O primeiro fascculo do Portal de Ajudas Tcnicas para Educao trata de recursos pedaggicos adaptados. Este segundo fascculo trata de recursos para comunicao alternativa e tem por finalidade apoiar a escola e contribuir com o profissional da educao no sentido de encontrar solues para maximizar, em situaes educacionais, a comunicao entre o professor e o aluno com necessidades educacionais especiais de comunicao.O objetivo deste trabalho favorecer a eficincia cooperativa entre aluno, professor e famlia no processo educativo tendo como base a importncia do papel da comunicao nesse processo.O pressuposto subjacente aos recursos aqui apresentados o princpio da construo de uma sociedade inclusiva, ou seja, a valorizao da diversidade como agente de transformao da conscincia social. Assim, d-se voz a pessoas com necessidades educacionais especiais de comunicao, de modo a viabilizar a participao social e o exerccio da cidadania.O texto apresenta uma breve fundamentao terica sobre comunicao e comunicao alternativa. Essas questes so ilustradas com exemplos de situaes prticas, vivenciadas no cotidiano escolar de professores e alunos com necessidades educacionais especiais de comunicao.Recursos para comunicao alternativa2 8. FUNDAMENTAO TERICAO que comunicao? A primeira idia que geralmente se tem do conceito decomunicao que nos comunicamos por palavras e pela fala. Por meioda fala manifestamos sensaes, sentimentos, trocamos informaes,enfim, conhecemos o outro e nos deixamos conhecer. Porm, acomunicao entre pessoas bem mais abrangente do que podemosexpressar por meio da fala, ou seja, o ser humano possui recursosverbais e no-verbais que, na interao interpessoal, se misturam ese completam. Assim, ao falarmos, podemos, por exemplo, sorrir,demonstrando agrado, concordar ou discordar por um simples gesto,como balanar a cabea, utilizar gestos para complementar o quefalamos ou, simplesmente, demonstrar interesse ou desinteresse poraquilo que est sendo falado.Um complemento importante na comunicao entre duas oumais pessoas a expresso facial que transmite vrias informaes eestados emocionais, tais como interesse, alegria, tristeza, raiva, medo,nojo, entre outros. Alm das expresses faciais, temos os gestos que so poderosafonte de comunicao. Podemos indicar objetos e pessoas com umsimples apontar, podemos utilizar gestos sociais com significados,simplesmente acenando, como tchau ou oi. Vemos, ento, que a comunicao entre pessoas marcada ecomplementada por vrios elementos comunicativos que permitemcompreender o outro e, tambm, ser compreendido.O que comunicao alternativa? Quem geralmente tem contato com pessoas com deficincianota que algumas delas possuem problemas de fala. Em alguns tiposespecficos de deficincias, como na deficincia mental, podemosencontrar crianas e jovens que apresentam dificuldades para seexpressar ou falar. Em outros tipos de deficincia, como a paralisia 3 Recursos para comunicao alternativa 9. cerebral, encontramos alguns alunos que so extremamente inteligentes, possuem boa compreenso, porm no conseguem articular ou produzir fala. Geralmente, essas dificuldades so conceituadas como problemas de fala e interpretadas como algo que prprio ou inerente quela pessoa. Com base na poltica de incluso, surgem dois questionamentos: e se propicissemos a essas pessoas alguns recursos que lhes dessem condies de se fazerem entender?; e se crissemos adaptaes no meio ambiente escolar e social para promover a interao e os processos de comunicao?. Essas questes tm sido debatidas em vrios pases, tais como Dinamarca, EUA, Canad e Brasil, que tm desenvolvido sistemas alternativos para comunicao. Em educao especial, a expresso comunicao alternativa e/ ou suplementar vem sendo utilizada para designar um conjunto de procedimentos tcnicos e metodolgicos direcionado a pessoas acometidas por alguma doena, deficincia, ou alguma outra situao momentnea que impede a comunicao com as demais pessoas por meio dos recursos usualmente utilizados, mais especificamente a fala.Pensando, ento, na interao entre professor e aluno com necessidades especiais na rea da comunicao, os sistemas alternativos de comunicao so um meio eficaz para garantir a incluso desses alunos. Assim, a criana ou o jovem que esteja impedido de falar poder comunicar-se com outras pessoas e expor suas idias, pensamentos e sentimentos se puder utilizar recursos especialmente desenvolvidos e adaptados para o meio no qual est inserido. Vrios podem ser os sistemas alternativos para comunicao. A criana ou jovem pode usar um tabuleiro de comunicao que contenha smbolos grficos como fotos, figuras, desenhos, letras, palavras e sentenas, e construir sentenas ao apontar para fotos, desenhos ou figuras estampadas, de modo a se fazer entender no ambiente escolar e social. H ainda sistemas que utilizam tecnologia avanada, como os sistemas computadorizados e softwares especficos. Neste texto, trataremos dos recursos compreendidos como baixa tecnologia1 que podero ser utilizados pelos professores de classes comuns ou especiais. 1 compreendida como recursos que podem ser confeccionados a partir de materiais que fazem parte do cotidiano escolar.Recursos para comunicao alternativa 4 10. Ampliando a definio de comunicao alternativaAlguns autores discutem a adequao do termocomunicao alternativa, pois ele traz a idia de que a fala vai sersubstituda. Segundo esses autores, seria melhor adotar o termocomunicao suplementar, ou ainda comunicao ampliada. Essetermo designaria uma comunicao de suporte, ou seja, um apoiosuplementar fala. Nesse sentido, sempre bom lembrar que, aoutilizarmos uma outra forma para comunicao, no queremossubstituir a fala, mas contribuir para que a comunicao ocorra. A comunicao suplementar ou ampliada enfatiza formasalternativas de comunicao visando dois objetivos: promover esuplementar a fala, e garantir uma forma alternativa de comunicaopara um indivduo que no comeou a falar.Ampliando um pouco a definio de comunicao alternativa,podemos encontrar duas subdivises: comunicao apoiada ecomunicao no apoiada.A comunicao apoiada englobaria todas as formas decomunicao que possuem expresso lingstica na forma fsica e forado corpo do usurio, como objetos reais, miniaturas de objetos, pranchasde comunicao com fotografias, fotos e outros smbolos grficos e,ainda, os sistemas computadorizados. Esses so os recursos adaptados.Em decorrncia das dificuldades motoras, certos usurios derecursos de comunicao apoiada vo, tambm, depender de algumpara selecionar e indicar os estmulos necessrios para que sejainterpretado. o caso dos alunos que necessitam de uma outra pessoapara realizar o manuseio do material confeccionado, apontando asfiguras ou as fotos necessrias para estabelecer uma comunicao. Apessoa que auxilia vai indicando uma figura aps a outra at que aescolha seja feita (sistema de varredura na linha e/ou na coluna). Apsa seleo da figura pelo usurio, h necessidade de retomar novasselees. H alunos que conseguem selecionar os estmulos pelo olharou pelo apontar com a lngua, mas no conseguem virar uma pginaou pegar uma prancha temtica. Nessas situaes, tambm, esses alunosnecessitam de auxlio do professor. A comunicao no apoiada englobaria as expresses prpriasdaquela pessoa, tais como os sinais manuais, expressoes faciais, lngua5Recursos para comunicao alternativa 11. de sinais, movimentos corporais, gestos, piscar de olhos para indicar sim ou no. Esses so os recursos da prpria pessoa. As expresses so totalmente produzidas pelos seus usurios, ou seja, ela realizada por meio das aes que o prprio aluno pode produzir, sem o auxlio de outra pessoa ou de equipamentos. Cabe salientar que o uso da escrita, assim como o da lngua de sinais, um recurso importante quando o aluno no tem a possibilidade de falar, pois estabelece uma comunicao face a face (VON TETZCHNER, 1997). Embora sejam possibilidades comunica- tivas importantes, tanto a escrita como a lngua de sinais requerem habilidades motoras e, nesse sentido, nem todos os alunos com deficincia fsica tm possibilidade de utiliz-las. Definindo um sistema de comunicao alternativo Pensando ento em utilizar, desenvolver ou criar meios alternativos para comunicao, devemos optar por aquele que oferea as condies desejveis para o aluno. Para esse delineamento, devemos estabelecer quais os tipos de estmulos que esse sistema dever conter: o sistema utilizar objetos concretos? ele ser composto por fotografias, figuras ou desenhos? ter como base um sistema de smbolos grficos (pictogrficos, ideogrficos ou aleatrios)? o sistema ser combinado? far-se- uso da ortografia? o sistema ser composto por sistemas gestuais?Para fazer esse delineamento, ser necessria uma avaliao do aluno (DELIBERATO & MANZINI, 1997), e tambm da participao do professor, da famlia, do fonoaudilogo e, se possvel, de uma equipe para avaliar as possibilidades do aluno e da situao.Em linhas gerais, para avaliar o aluno e a situao na qual o sistema ser utilizado, deveremos verificar:Recursos para comunicao alternativa 6 12. 1) as habilidades fsicas do usurio: acuidade visual e auditiva; habilidades perceptivas; fatores de fadiga; habilidades motoras tais como preenso manual, flexo e extenso de membros superiores, habilidade para virar pginas;2) as habilidades cognitivas: compreenso, expresso, nvel de escolaridade, fase de alfabetizao;3) o local onde o sistema ser utilizado: casa, escola, comunidade;4) com quem o sistema ser utilizado: pais, professores, amigos, comunidade em geral;5) com qual objetivo o sistema ser utilizado: ensino em sala de aula, comunicao entre amigos.Dessa forma, importantssimo fazer um levantamento dashabilidades j existentes e do potencial do aluno, uma vez que o recursoalternativo de comunicao dar possibilidade ao professor de trabalharaspectos da compreenso e expresso da linguagem do aluno. Tendo em mos os dados dessa avaliao, possvel prepararo recurso a ser utilizado, ou seja, qual ser a forma desse recurso, porexemplo, se ele dever conter um vocabulrio especfico para a sala deaula ou para outra situao, se haver um vocabulrio bsico comfiguras acoplado com letras, ou mesmo com objetos.7Recursos para comunicao alternativa 13. O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTODAS AJUDAS TCNICASO processo apresentado a seguir configura-se como orientao para os profissionais da educao no sentido de encontrarem solues por meio da utilizao de objetos que auxiliem o aprendizado de pessoas com necessidades educacionais especiais.Cada necessidade nica e, portanto, cada caso deve ser estudado com muita ateno. A experimentao deve ser realizada muitas vezes, pois permite observar como a ajuda tcnica desenvolvida est contemplando as necessidades percebidas.1. Entender a situao 7. Acompanhar 2. Geraro uso idias6. Avaliar3. Escolhero uso alternativa5. Construir 4. Representaro objeto a idia Figura 1. Fluxograma para o desenvolvimento de ajudas tcnicas.Recursos para comunicao alternativa 8 14. 1. Entender a situao que envolve o estudanteEscutar seus desejos.Identificar caractersticas fsicas/psicomotoras.Observar a dinmica do estudante no ambiente escolar.Reconhecer o contexto social.2. Gerar idias Conversar com usurios (estudante/famlia/colegas). Buscar solues existentes (famlia/catlogo). Pesquisar materiais que podem ser utilizados. Pesquisar alternativas para confeco do objeto.3. Escolher a alternativa vivelConsiderar as necessidades a serem atendidas (questes do educador/aluno).Considerar a disponibilidade de recursos materiais para a construo do objeto materiais, processo para confeco, custos.4. Representar a idia(por meio de desenhos, modelos, ilustraes)Definir materiais.Definir as dimenses do objeto formas, medidas, peso, textura cor, etc.5. Construir o objeto para experimentaoExperimentar na situao real do uso.6. Avaliar o uso do objetoConsiderar se atendeu o desejo da pessoa no contexto determinado.Verificar se o objeto facilitou a ao do aluno e do educador.7. Acompanhar o usoVerificar se as condies mudam com o passar do tempo e se h necessidade de fazer alguma adaptao no objeto. 9 Recursos para comunicao alternativa 15. BANCO DE IDIASPara ilustrar o uso prtico dos conceitos aqui discutidos,apresentamos o banco de idias sobre recursos para comunicaoalternativa. Esse banco ser composto por cinco temas principais:Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativa: Pastas e fichrios Pranchas com estmulo removveis Prancha temtica Prancha fixa na parede Prancha fixa sobre a carteira Pasta frasal Prancha frasalTipos de estmulos e estratgias utilizados nos recursos para comunicaoalternativa: Objeto concreto e sua representao Miniaturas Smbolos grficos Figura temtica Fotos e figuras de atividade seqencial Smbolos grficos com fundo diferente Misto Gestos Expresses faciaisQuantidade de estmulos utilizados nos recursos para comunicaoalternativa: Estmulo nico Dois estmulos Vrios estmulosParticipao do usurio na construo do recurso para comunicaoalternativa: Seleo dos estmulos Confeco e organizao do recurso Organizao do recursoAmbientes e parceiros de comunicao alternativa: Parceiros de comunicao alternativa Participao da famliaRecursos para comunicao alternativa 10 16. Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativaPASTAS E FICHRIOSVrios tipos de pasta industrializadas podem ser utilizadas comorecursos para comunicao alternativa, tais como, cardpios, fichriosde variados tamanhos e lbuns de fotografias. Esses podem seradaptados s caractersticas fsicas e motoras dos usurios.Figuras 1 e 2: As pastas foramadaptadas com viradores quepossibilitam melhordesempenho motor ediminuem o tempo de seleodos estmulos paracomunicao. Os viradorescoloridos tm a funo defacilitar a discriminao decada folha, e cada cor dovirador representa umacategoria gramatical: laranja(substantivos); verde (verbos);amarelo (pessoas); azul(estados emocionais) e brancaAdaptao: Dbora Deliberato &(tempo, espao e frasesEduardo Jos Manziniinterrogativas e imperativas). Fonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. Escola EstadualBento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP. 11 Recursos para comunicao alternativa 17. Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativaPASTAS E FICHRIOSO formato, tamanho e as adequaes das pastas e dos fichrios devem ser analisadas para cada aluno. Figura 3 (ao lado): A pasta foi confeccionada a partir de folhas de cartolina preta de tamanhos diferentes para facilitar o manuseio da criana no momento de mudar a pgina em busca de outras figuras. Cada pgina traz um virador na cor das categorias semnticas selecionadas. Figura 4 (abaixo): Pastas de tamanhos e formatos diferentes sendo utilizadas Adaptao: Dbora Deliberato &pelos alunos. Eduardo Jos ManziniFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp -Campus de Marlia. Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa12 18. Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativaPRANCHAS COM ESTMULOS REMOVVEIS Pranchas industrializadas podem ser utilizadas como materiais paracomunicao alternativa. Foram adaptados e colados dois velcros(autocolantes) paralelamente, como fossem pautas de um caderno. Sobre osvelcros so fixados as figuras para comunicao alternativa. Atrs de cadafigura tambm colado outro velcro para possibilitar a fixao na prancha.O material que reveste a prancha permite a higienizao. A cor de fundopreta permite melhorar o contraste visual com os estmulos na cor branca.Figura 5 (ao lado): O materialfoi confeccionado com oobjetivo de permitir a troca defiguras para comunicao, comaes motoras do professor oudo aluno. Dessa forma, aprancha permite usar dois oumais estmulos dependendodas caractersticas do aluno ouda comunicao.Figura 6 (abaixo): O aluno pode, por exemplo, escolher uma dasfiguras e indicar se deseja comer ou beber. A indicao, nesse caso,poder ser feita ao olhar em direo as figuras que esto separadas.Para outros alunos, a indicao pode ser feita por meio do apontarcom o dedo ou mesmo com o ato de pegar a figura.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educaoe Sade, Unesp - Campus de Marlia. Escola Estadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP. 13Recursos para comunicao alternativa 19. Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativaPRANCHA TEMTICA A prancha temtica pode se configurar em uma prancha nica ou pode fazer parte de uma pasta comum. A prancha temtica possui figuras que permitem a comunicao sobre um tema nico. Figuras 7 e 8: Neste caso particular, trata-se de uma folha de uma pasta de comunicao, que mede 32 cm de altura por 23 de largura, com fundo em papel carto de cor preta. Verifica- se que o tema em questo se refere aos materiais escolares, como tesoura, cola, lpis, caneta, entre outros. O aluno aponta para as figuras solicitando os materiais ou respondendo s indagaes do professor ou dos demais alunos. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos ManziniFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp -Campus de Marlia. Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa14 20. Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativaPRANCHA FIXA NA PAREDE A prancha fixa na parede tem como objetivo a comunicao com ogrupo. um recurso que auxilia na comunicao entre professor-alunose aluno-aluno. Sua localizao deve prezar o fcil acesso. A altura a serfixada deve favorecer alunos que utilizam cadeira de rodas. O professorpode utilizar esse recurso para fixar as figuras correspondentes aoscontedos desenvolvidos nas atividades de rotina ou daquele diaespecfico.Figuras 9 e 10: Aspranchas podem serconfeccionadas em papelcarto, papelo, madeiraou eucatex. Velcrospodem ser utilizados parafixar figuras ou fotos.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos ManziniFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. 15 Recursos para comunicao alternativa 21. Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativaPRANCHA FIXA SOBRE A CARTEIRA Este tipo de prancha indicado para alunos que apresentam movimentos involuntrios que impedem o uso de pasta comum. Os estmulos de comunicao podem ser trocados de acordo com as necessidades do aluno, professor ou grupo. Figuras 11 e 12: A prancha composta por um fundo preto confeccionado em papel carto exatamente na medida do tampo do mobilirio adaptado. Os estmulos para comunicao so colados sobre o papel carto. Uma placa de acrlico foi colocada sobre o papel carto. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos ManziniFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp -Campus de Marlia. Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa16 22. Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativaPASTA FRASALA pasta frasal possibilita ao usurio comunicar-se por meio daconstruo de sentenas ou frases que deseja emitir sem precisar virarpginas. Todas as figuras e fotos so apresentadas no campo visual paraserem indicadas conforme o contexto de comunicao.Figuras 13 e 14: As fotosapresentam um pranchacomposta por trs partes,como se fosse um cardpio.Na primeira parte, esquerda, so apresentadasas pessoas. Na segunda soapresentadas as figuras querepresentam os verbos. Naparte da direita soapresentados ossubstantivos.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. EscolaEstadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP. 17 Recursos para comunicao alternativa 23. Adaptao do formato dos recursos para comunicao alternativaPRANCHA FRASAL A prancha frasal semelhante pasta frasal, porm a composio dos estmulos de comunicao diferente. O objetivo construir frases ou textos que podem ser utilizados como recursos para a aprendizagem da escrita. Figuras 15 e 16: Os estmulos esto organizados de forma a relatar uma situao. Os estmulos formam frases que compe um texto. A complexidade do texto pode variar de acordo com as possibilidades e necessidades do usurio. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos ManziniFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp -Campus de Marlia. Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa18 24. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaOBJETO CONCRETO E SUA REPRESENTAO Um sistema de comunicao pode ser composto pelo prprio objeto,ou seja, a forma real e mais concreta possvel. Sua representao podeser feita por um outro objeto concreto que se assemelha muito com oreal. Esses objetos so tridimensionais e proporcionam melhor manuseiopara os usurios.Figura 17 (ao lado): Objetoreal, uma ma e uma umcacho de uva, e outro objetoconcreto em plstico, quemuito se parece com o objetoreal.Figura 18 (abaixo): Umama e um cacho de uvaque trazem caractersticasmuito parecidas com asAdaptao: Dbora Deliberatofrutas verdadeiras.Fonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp -Campus de Marlia.19Recursos para comunicao alternativa 25. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaMINIATURASAs miniaturas so formas de representar o objeto real para aqueles alunos que tm dificuldade em utilizar as fotos e figuras. A seleo das miniaturas deve ser cuidadosa no sentido de conter detalhadamente as caractersticas do objeto real. As miniaturas apresentadas foram selecionadas a partir dos objetivos educacionais para aulas de cincia. As miniaturas facilitaram a participao nas atividades escolares e a expresso e comunicao sobre vivncias do tema escolar. Figuras 19 e 20: As miniaturas em plstico apresentadas nas fotos medem aproximadamente 10 cm. Velcros foram colados no lado ou embaixo das miniaturas. O quadro com fixao para velcro pode ser utilizado sobre a carteira ou fixado parede. Adaptao: Dbora Deliberato Fonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp - Campusde Marlia.Recursos para comunicao alternativa20 26. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaMINIATURAS A utilizao de miniaturas deve ser planejada, ou seja, os temasdevem ser escolhidos a partir de objetivos educacionais e do contextosocial. As miniaturas servem para atividades variadas como, por exemplo,discriminao entre objetos, dramatizao de situaes vivenciadas,reconto de histrias. Como so tridimensionais, as miniaturas permitemmelhor visualizao e melhor manuseio do que as figuras e fotos.Figuras 21 e 22: As miniaturasem plstico apresentadas nasfotos so de diversostamanhos, variando de 3 a 10cm. No caso especfico foramutilizadas sobre a carteira (aolado), ou fixadas em um apoioinclinado (abaixo) parafacilitar o campo visual e odirecionamento do olhar,importantes recursos para acomunicao.Adaptao: Dbora Deliberato Fonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. Escola Municipal deEducao InfantilMonteiro Lobato, Marlia, SP. 21Recursos para comunicao alternativa 27. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaSMBOLOS GRFICOS Os smbolos grficos podem ser entendidos com o uso de fotos, figuras e escrita. Em se tratando de fotos ou figuras, seu uso recomendvel quando o aluno identifica a foto ou a figura e a relaciona com o objeto real. Quando utilizamos fotos ou figuras possvel escrever o nome dos objetos representados.Figura 23 (ao lado):Figuras coloridas e empreto e branco queexpressam o tema msica.Figura 24 (abaixo):Tabuleiro com figurasque representam osverbos e que permitemutilizar o tempo presente,o passado ou o futuro.Adaptao: Dbora DeliberatoFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp -Campus de Marlia. EscolaEstadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa22 28. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaFIGURA TEMTICAAs figuras devem ser cuidadosamente selecionadas no sentido demelhor representar o tema proposto. A seleo das figuras deve ter aparticipao do aluno, professor e famlia. Figuras 25 e 26: O tamanho, a distncia, a distribuio e a organizao dos estmulos foram adaptadas para sua melhor utilizao pelo aluno, que aponta as figuras com a mo. Nota- se que cada figura acompanhada do nome do objeto por escrito (MAYER-JONHSON. 1994. Boardmaker).Adaptao: Dbora DeliberatoFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp -Campus de Marlia. Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.23Recursos para comunicao alternativa 29. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativa FOTOS E FIGURAS DE ATIVIDADE SEQENCIALAs fotos e figuras podem ser utilizadas seqencialmente erepresentam uma atividade que foi realizada, ou seja, demonstram aseqncia da atividade desenvolvida. Esse tipo de estratgia utilizadapara facilitar o relato de uma situao vivenciada. Dessa forma, umamaneira de melhor representar a situao apresent-la na seqnciaem que ela ocorreu.Figuras 27 e 28: O tamanho dafoto ou figura pode ser ajustadode acordo com as necessidadesdo aluno. Atrs de cada foto foicolado velcro, o que permitefixar a foto na pasta. A pastafixa na parede apresenta umcompartimento a esquerda queserve para guardar as fotos oufiguras. Na coluna da direita oaluno indica a seqnciadaquilo que deseja relatar. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educaoe Sade, Unesp - Campus de Marlia.Recursos para comunicao alternativa24 30. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaSMBOLOS GRFICOS COM FUNDO DIFERENTE O fundo onde so coladas as figuras, fotos ou fixadas as miniaturas, geralmente, de cor preta. A prpria figura tambm pode ter um fundobranco ou colorido. Essa composio serve para realar o contraste entrefigura-fundo e permite uma melhor visualizao do estmuloapresentado.Figuras 29 e 30: O fundodas figuras tambmpode ser pintado comlpis colorido. Autilizao de cor defundo feita com aparticipao do aluno,pois ele que deveindicar qual o melhortipo de fundo queiremos utilizar (MAYER-JONHSON. 1994.Boardmaker).Adaptao: Dbora Deliberato Fonte: Centro de Estudo de Educaoe Sade, Unesp - Campus de Marlia.Escola Estadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP.25 Recursos para comunicao alternativa 31. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaMISTO O tipo de estmulo a ser apresentado pode ser combinado como, por exemplo, miniatura-figura, miniatura-foto, foto-escrita, figura-escrita, lembrando que essa combinao associa estmulos concretos com abstratos. Assim, os sistemas com smbolos grficos (figuras, fotos, escrita) so mais abstratos do que um sistema composto por objetos ou miniaturas.Figura 31 (ao lado):Utilizao de miniaturascom figuras e escrita. Paraauxlio motor foi utilizadoum suporte inclinado.Figura 32 (abaixo): Oaluno segura a ma paraindicar a figuracorrespondente. O objetivoda atividade foi associar aminiatura com a figuracorrespondente. Adaptao: Dbora DeliberatoFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp -Campus de Marlia. Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa26 32. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaGESTOS O gesto um recurso de comunicao do homem e, na maioria dasvezes, acompanha a fala. A utilizao de gestos, concomitantemente ouno com sons, figuras ou fotos, pode ser estimulada para que o aluno sefaa entender.Figura 33 (ao lado): Oaluno contava que haviavisto uma elefante. Eleutilizou a mo paraindicar a tromba doelefante.Figura 34 (abaixo): Oaluno indicanumericamente onmero de peixes quehavia pescado.Adaptao: Dbora DeliberatoFonte: Projeto desenvolvidono Laboratrio de EducaoEspecial Prof Ernani Vidon,Unesp, Marlia, SP 27Recursos para comunicao alternativa 33. Tipos de estmulos e estratgias utilizadas nos recursos para comunicao alternativaEXPRESSES FACIAIS As expresses faciais devem ser encorajadas no processo de comunicao. Geralmente, as expresses faciais so combinadas com gestos ou com outros comportamentos motores como, por exemplo, apontar para figuras ou fotos. As expresses faciais devem ser interpretadas dentro do contexto comunicativo. A direo do olhar tambm um poderoso recurso que pode substituir o comportamento de apontar, principalmente quando o aluno no tem a possibilidade motora de apontar para estmulos. Figura 35 (ao lado): A expresso facial demonstra interesse por aquilo que est sendo falado. Figura 36 (abaixo): A expresso facial aparece combinada com o comportamento de apontar para os estmulos da pasta. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao eSade, Unesp - Campus de Marlia.Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa 28 34. Quantidade de estmulos utilizados nos recursos para comunicao alternativaESTMULO NICO A quantidade de estmulos deve ser planejada em um sistema de comunicao. O estmulo nico importante para o trabalho com os aspectos de percepo visual, auditiva e sinestsica do prprio objeto. Pode servir tambm para uma interao entre o professor e o aluno. Geralmente utilizamos brinquedos que forneam os estmulos que desejamos utilizar no processo de ensino.Figura 37 (ao lado): Ofantoche utilizado paratrabalhar as funes bsicasno processo de interao:Oi, tudo bem? Voc querconversar comigo?Figura 38 (abaixo):Explorao dos aspectosperceptuais do prprioobjeto pelo aluno. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. Escola Municipal deEducao Infantil Monteiro Lobato, Marlia, SP. 29 Recursos para comunicao alternativa 35. Quantidade de estmulos utilizados nos recursos para comunicao alternativa DOIS ESTMULOSA utilizao de dois estmulos possibilita o trabalho com a discriminao entre caractersticas dos prprios estmulos como, por exemplo, discriminar entre a figura de um cachorro e a de um gato. Uma outra possibilidade da utilizao entre dois estmulos se refere quela situao na qual o aluno deve escolher entre dois estmulos como, por exemplo, sim ou no, quero no quero. Figura 39 (ao lado): Discriminao entre as figuras que representam o dia e a noite. Figura 40 (abaixo): Indicao da resposta sim ou no frente a uma solicitao da professora.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. Escola Municipal deEducao Infantil Monteiro Lobato, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa30 36. Quantidade de estmulos utilizados nos recursos para comunicao alternativaVRIOS ESTMULOS A utilizao de vrios estmulos recomendada quando o aluno j consegue selecionar um estmulo, entre outros, que se refere situao de comunicao. Esses estmulos podem estar contidos, por exemplo, em pranchas temticas ou pranchas frasais.Figura 41 (ao lado):Diferentes estmulosrepresentando osverbos e o tempoverbal.Figura 42 (abaixo):Prancha temtica(MAYER-JONHSON.1994.Boardmaker).Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. EscolaEstadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP. 31 Recursos para comunicao alternativa 37. Quantidade de estmulos utilizados nos recursos para comunicao alternativa VRIOS ESTMULOS Um dos objetivos do sistema de comunicao alternativa incorporar vrios estmulos para criar, para o usurio, a possibilidade de uma comunicao mais abrangente. Porm, devemos tomar cuidado para quantificar os estmulos de acordo com a capacidade e necessidade do usurio. Figuras 43 e 44: Livro adaptado para possibilitar ao aluno recontar uma histria j trabalhada em sala de aula. O livro foi xerocado e, sobre a parte escrita, foi colado um velcro para permitir ao aluno grudar as figuras. Acima de cada desenho, o contedo da histria foi adaptado com frases mais curtas, o que possibilitou trabalhar com o texto do livro. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao eSade, Unesp - Campus de Marlia.Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa32 38. Participao do usurio na construo do recurso para comunicao alternativaSELEO DOS ESTMULOSA maneira de o aluno selecionar os objetos, fotos e ou figurasdepender da alterao motora apresentada. Neste sentido, hpossibilidade de o aluno manusear os recursos de comunicao indicandocom a mo, com os dedos ou mesmo pegando o recurso. Na impossibilidademotora, o aluno pode indicar com o olhar, com a lngua, piscar de olhos ouainda, com a ajuda do prprio professor, que pode realizar a varredura delinhas e colunas at encontrar o estmulo pretendido pelo aluno, que semanifesta por meio de um sorriso ou piscar de olhos.Figura 45 (ao lado): Apasta contm fotos efiguras de objetos epessoas. O aluno indicacom o dedo a figura daqual deseja contar algo oufalar a respeito. Figura 46 (abaixo): Oaluno responde indicandoa foto selecionada.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. Escola EstadualBento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP. 33Recursos para comunicao alternativa 39. Participao do usurio na construo do recurso para comunicao alternativaSELEO DOS ESTMULOS A seleo das figuras nas pranchas temticas pode ser feita pelo aluno ou com auxlio do professor.Figura 47 (ao lado): Aprancha pode sercolocada num suporte demadeira para facilitar ocampo visual do aluno e aindicao da figuraselecionada pode ser feitacom o dedo indicador.Figura 48 (abaixo): Aseleo do estmulodisposto na carteira feitacom o apontar da lnguapara a figura, que Adaptao: Dbora Deliberato & indicada pela professora Eduardo Jos Manzinipara confirmar a escolha. Fonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. EscolaEstadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa 34 40. Participao do usurio na construo do recurso para comunicao alternativaSELEO DOS ESTMULOS A prancha temtica pode ainda ser indicada pela mo. Nesse caso,as figuras devem estar coladas longe uma das outras para evitar trocasde figuras no momento da seleo por parte do aluno.Figura 49 (ao lado):Aluno indicando com amo a figura de umapasta que contmverbos.Figura 50 (abaixo):Aluno retirando a figurano momento de suautilizao.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. EscolaEstadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP. 35Recursos para comunicao alternativa 41. Participao do usurio na construo do recurso para comunicao alternativa SELEO DOS ESTMULOSO sistema de varredura consiste na possibilidade de o professor ou outra pessoa ir indicando as figuras das linhas at o aluno escolher por meio do olhar (piscar) ou mesmo de um sorriso. A varredura poder ser feita pela linha e/ou coluna de figuras e/ou objetos da pasta e/ou das pranchas. Figura 51 (ao lado): Aluna seleciona a a figura utilizando o olhar. Figura 52 (abaixo): Em outra situao, ela responde com um sorriso quando a professora seleciona a figura por meio do sistema de varredura de linhas ou colunas da prancha temtica. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. EscolaEstadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa 36 42. Participao do usurio na construo do recurso para comunicao alternativaCONFECO E ORGANIZAO DO RECURSO A participao do aluno na confeco e organizao do recurso decomunicao pode facilitar o uso do material por parte do alunos emdiferentes situaes.Figura 53 (ao lado): Alunorecortando as fotosregistradas com cmeradigital durante a execuode uma atividade na salade aula. Aps recortar afigura, importante que oaluno, juntamente com oprofessor, possa escolher olocal no qual o materialser fixado.Figura 54 (ao lado): Em momentoposterior, o aluno fixa a foto nopainel da sala de aula.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos ManziniFonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. Escola Estadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP.37Recursos para comunicao alternativa 43. Participao do usurio na construo do recurso para comunicao alternativaORGANIZAO DO RECURSO A aluno pode participar da escolha do local da pasta que a figura trabalhada ser fixada. Esta escolha deve ser realizada com o professor. Figura 55 (ao lado): Aluno colando a foto trabalhada. Figura 56 (abaixo): Construo das pranchas temticas pelo aluno, com a ajuda do professor. A localizao das figuras feita de acordo com o interesse e a facilidade do aluno. Adaptao: Dbora Deliberato & Eduardo Jos ManziniFonte: Centro de Estudo deEducao e Sade, Unesp - Campus de Marlia.Recursos para comunicao alternativa38 44. Ambientes e parceiros de comunicao alternativaPARCEIROS DE COMUNICAO ALTERNATIVAO uso do material de comunicao possibilita maior interao como professor, com os colegas da prpria sala de aula e com os demaisalunos da escola. Dessa forma, o aluno consegue participar de estratgiasdo planejamento curricular e das demais atividades da escola.Figura 57 (ao lado): Utilizaoda pasta de comunicao poralunos e professora.Figura 58 (abaixo): Interaode um aluno no-falante comos demais colegas da sala deaula por meio de pranchatemtica, sendo as figurasfixadas por meio de velcro. Aprancha est fixada em umapoio de madeira paraampliar o campo visual deambos os alunos.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. EscolaEstadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP. 39 Recursos para comunicao alternativa 45. Ambientes e parceiros de comunicao alternativaPARCEIROS DE COMUNICAO ALTERNATIVA Durante um relato de vivncia, o aluno pode utilizar, na escola, a pasta de comunicao que j utiliza em outras situaes.Figura 59 (ao lado):Aluno procurando afigura ou foto em suapasta de comunicaopara poder interagir comoutro aluno, em conjuntocom o professor. Figura 60 (abaixo):Recurso de comunicaoalternativa sendoutilizado durante asatividades do intervalo de Adaptao: Dbora Deliberato &aula. Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp - Campus de Marlia. EscolaEstadual Bento de AbreuSampaio Vidal, Marlia, SP.Recursos para comunicao alternativa40 46. Ambientes e parceiros de comunicao alternativaPARTICIPAO DA FAMLIA A participao da famlia durante o processo de seleo,implementao e utilizao dos recursos de comunicao alternativa e/ou suplementar fundamental para o processo de uso efetivo do recursonas atividades escolares. Figura 61 (ao lado): Participao da me e filho em momentos iniciais da implementao de recursos de comunicao alternativa. Figura 62 (abaixo): Utilizao de uma pasta de comunicao aps alguns anos da implementao dos recursos de comunicao alternativa.Adaptao: Dbora Deliberato &Eduardo Jos Manzini Fonte: Centro de Estudo de Educao eSade, Unesp - Campus de Marlia.Escola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP. 41 Recursos para comunicao alternativa 47. CONCLUSO Podemos concluir que o desenvolvimento de ajudas paracomunicao alternativa um processo do qual participam todos: oaluno, a escola, os professores, pais. Todos podem ser parceirospotenciais para comunicao. Dessa forma, os recursos a seremimplementados necessitam de cooperao de todos os envolvidos nesseprocesso.A aparncia do recurso em si pode ser muito simples, porm, oseu processo de implementao necessita ser pensado, elaborado etestado em situao prtica.Os materiais a serem utilizados para a construo dos recursospara comunicao, como pde ser verificado, podem ser simples e,com criatividade, o professor pode usar muitos daqueles que fazemparte do dia-a-dia escolar ou familiar. Enfim, o respeito s caractersticas individuais dos alunos e obom senso so itens fundamentais para que os recursos de comunicaodem resultados positivos.Lembramos que um recurso s adquire funcionalidade paracomunicar mensagens quando conseguimos identificar aspotencialidades de nossos alunos e adequamos o meio para que essaspotencialidades possam ser expressas. Feito isso, estaremos dando voza nossos alunos, que uma das primeiras formas para a construo deuma sociedade inclusiva.Recursos para comunicao alternativa42 48. REFERNCIAS DELIBERATO, D.; MANZINI, E.J. Comunicao alternativa e aumentativa: delineamento inicial para implementao do Picture Communication System (PCS). Boletim do Coe, Marlia, v. 2, p. 29 - 39, 1997. VON TETZCHENER, S.V.; JESEN, M. H. Augmentative and alternative communication: European perspectives. London: Whurr Publishers Ltd, 1997. MEYER-JOHNSON, R. Guia de smbolos de comunicao pictrica. Porto Alegre: Clik, 1998. 64p. il. SILVEIRA, S.H.S O vampiro Dagoberto. So Paulo: Editora Brasileitura, 2003. (Coleo amiguinhos assustadores).43Recursos para comunicao alternativa 49. INSTITUIES QUE PODEM AUXILIAR NO DESENVOLVIMENTO DE AJUDAS TCNICAS Associao Obras Sociais Irm Dulce Centro de Reabilitao e Preveno de Deficincia Av. Bonfim, n 161 Largo de Roma Salvador /BA CEP: 40.420-000 Tel: (071) 310-1179 Fax:(071) 310-1180 E-mail: Irmadulcecrpd.org.br Escola de Educao Especial Nabil Tacla Rua dos Funcionrios, n 805 Cabral Curitiba/ PR CEP: 80.035-050 Tel: (041) 352-3044 E-mail: nabiltaclaonda.com.br Instituto Helena Antipoff Rua Mata Machado, n15 Maracan Rio de Janeiro/RJ CEP: 20.271-260 Tel: (21) 2569-6806 / 2569-0378 E-mail: smeiha pcrj.gov.br Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro CVI/RJ Rua Marqus de So Vicente, n 225 Gvea Estacionamento da PUC Rio de Janeiro/RJ CEP: 20.271-260 Tel: (21) 2512-1088 E-mail: Lilia cvi.puc-rio.brRecursos para comunicao alternativa44 50. Associao de Assistncia Criana Deficiente AACD Rua Professor Ascendino Reis, n 724 Vila Clementino So Paulo SP CEP: 04027-000 Tel: (11) 5576- 0935 E-mail: [email protected] Home page: www.aacd.org.brUNESP Marlia Av. Higino Muzzi Filho, 737 Campus Universitrio Caixa Postal 420 Marlia SP CEP: 17.525-900 Tel: (14) 3402-1300 Home page: www.marilia.unesp.br45Recursos para comunicao alternativa 51. FICHATCNICACoordenao do documentoMaria Cristina Dmpel de OliveiraMartha Marilene de Freitas SousaEstruturao, organizao e descrio do banco de idiasDbora DeliberatoEduardo Jos ManziniConcepo do PortalAurlio Charo- CEFET-PRConceio Garcia Martins- CEFET-SCEduardo Jos Manzini UNESP-MarliaFernando Augusto Machado- Associao Brasileira de Normastcnicas-ABNTMaria Carmem Fidalgo Santos- Obras Sociais Irm DulceRenata Matos Eyer de Arajo- CVISheila Bastos Salgado- CVIReviso de ContedoMaria Cristina Dmpel de OliveiraMartha Marilene de Freitas SousaReviso de TextoAura Cid Lopes F. F. de BrittoEditorao eletrnica e arte finalEdevaldo Donizeti dos SantosFotosDbora DeliberatoEduardo Jos ManziniRecursos para comunicao alternativa46 52. AgradecimentosInstituto Helena Antipoff/RJAssociao de Assistncia Criana Deficiente - AACD/SPCentro de Vida Independente CVI/RJEscola de Educao Especial Nabil Tacla/PREscola de Educao Especial Ecumncia SubsedeObras Sociais Irm Dulce/BA- Centro de Reabilitao e Preveno deDeficincia(CRPD)Laboratrio de Educao Especial Prof. Ernani Vidon Unesp/MarliaEscola Especial Vivian Maral/PREscola Estadual Bento de Abreu Sampaio Vidal, Marlia, SP.Centro de Estudo de Educao e Sade, Unesp, Marlia, SP. 47 Recursos para comunicao alternativa