Remuneração versão 2012.1

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Remuneração - Slide do prof. Juracy Martins Santana

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  • 1. REMUNERAOESCORO HISTRICO; POLTICA SOCIAL DAIGREJA CATLICA E AS ENCCLICAS PAPAIS;POLTICA SALARIAL DA OIT; POLTICASALARIAL DA CRFB/88; NATUREZA JURDICADO SALRIO;

2. REMUNERAO ETIMOLOGIA: SALRIO (DO LATIM) SALARIUM =SALIS (UTILIDADE USADA PELOS ROMANOS PARA PAGAMENTO AOS DOMSTICOS E SOLDADOS ROMANOS ESCORO HISTRICO O TRABALHO GRATUITO (TRABALHO SERVIL) CORPORAES DE OFCIO (O TRABALHOREMUNERADO DOS OFICIAIS OU COMPANHEIROS AS MANUFATURAS MONOPOLISTAS E O TRABALHOREMUNERADO (PREMBULO DO CAPITALISMO) A INFLUNCIA DA REVOLUO FRANCESA E ALIBERDADE CONTRATUAL SOBRE A FIXAO DOSALRIO 3. POLTICA DE JUSTIA SOCIAL DA IGREJA CATLICAENCCLICA RERUM-NOVARUM - 1891 O trabalho a fonte de onde procede a riqueza das naes (portanto, o Estado deve se preocupar com os trabalhadores de modo a garantir que lhes seja dada uma parte razovel de todos os bens que eles proporcionam sociedade) Que os trabalhadores possam viver custa de menos trabalho e privao (e no se encontrem continuamente a braos com os horrores da misria) O trabalho deve ser capaz de prover a sustentao da prpria vida dos operrios; o salrio no deve ser insuficiente para assegurar a subsistncia do operrio sbrio e honrado. 4. POLTICA DE JUSTIA SOCIAL DA IGREJA CATLICAENCCLICA QUADRAGESIMO ANNO 1931A REGULAMENTAO DO SALRIO DEVE ATENDER:Ao sustento do operrio e da famlia (a fim de queningum receba, como paga do seu trabalho, menos do que onecessrio a uma vida digna e honesta); situao da empresa, (porque seria injusto exigirdos empresrios salrios elevados que no pudessem pagarsem se arruinarem, arruinando consigo os operrios);s exigncias do bem comum (possibilitando aformao de modestos peclios por parte dos trabalhadores,sem acarretar o desemprego e a grande desproporo entre osnveis de remunerao das diversas categorias profissionais) 5. POLTICA DE JUSTIA SOCIALDA IGREJA CATLICAENCCLICA MATER ET MAGISTRA - 1961 A fixao dos salrios no pode ser deixada inteiramente livre-concorrncia, nem ao arbtrio dos poderosos; A fixao dos nveis salariais deve ser feita segundo as normas da justia e da eqidade. Os trabalhadores devem receber um salrio suficiente para que possam levar uma vida humanamente digna; O salrio deve atender convenientemente os encargos de famlia do trabalhador. 6. A POLTICA SALARIAL DA OIT PRINCPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E O SALRIO MNIMO O pagamento aos trabalhadores de um salrio que lhes assegure um nvel de vida conveniente, em relao com sua poca e seu pas. PRINCPIO DA ISONOMIA SALARIAL O princpio do salrio igual, sem distino de sexo, para um trabalho de igual valor 7. CONVENES DA OITRATIFICADAS PELO BRASIL CONVENO N 26 (1928)*(MTODOS DE FIXAO DO SALRIO); CONVENO N 95 (1949)*(MEDIDAS DE PROTEO AO SALRIO) CONVENO N 99 (1951)*(DISPE SOBRE SALRIO MNIMO NO CAMPO) CONVENO N 100 (1951)*(ISONOMIA SALARIAL) CONVENO N 131 (1970/1983)(FIXAO DO SALRIO MNIMO)* TODAS ESTAS CONVENES FORAM RATIFICADAS PELO BRASIL EM 25 DE ABRIL DE 1957 8. MTODO DE FIXAO DO SALRIO MNIMO: CONVENO 131 DA OITART. 2. 1. Os salrios mnimos tero fora de lei e no podero ser diminudos;sua no-aplicao acarretar a aplicao de sanes, penais ou outras,apropriadas contra a pessoa ou as pessoas responsveis. 2. sem prejuzo das disposies do pargrafo 1 acima, a liberdade denegociao coletiva dever ser amplamente respeitadaArt. 3 Os elementos tomados em considerao para determinar o nvel do salrio mnimo devero, na medida do que for possvel e apropriado, respeitadas a prtica e as condies nacionais, abranger:a) as necessidades dos trabalhadores e de sua famlia, tendo em vista o nvel geral dos salrios no pas, o custo de vida; as prestaes de previdncia social e os nveis de vida comparados de outros grupos sociais;b) os fatores de ordem econmica, inclusive as exigncias de desenvolvimento econmico, a produtividade e o interesse que existir de atingir e manter um alto nvel de emprego. 9. MTODO DE FIXAO DO SALRIO MNIMO NA CRFB/88ART. 7, IVSalrio mnimo fixado em lei, nacionalmenteunificado, capaz de atender s necessidadesvitais bsicas dos trabalhadores e s de suafamlia, com moradia, alimentao, educao,sade, lazer, vesturio, higiene, transporte eprevidncia social, com reajustes peridicosque lhe preservem o poder aquisitivo. 10. CONCEITO DE SALRIOCONCEITO LEGAL DE SALRIO (ART. 457 DA CLT)IMPORTNCIA DEVIDA E PAGA DIRETAMENTE PELOEMPREGADOR, COMO CONTRAPRESTAO PELOSERVIO PRESTADO, EM VIRTUDE DA RELAO DEEMPREGO.SALRIO MNIMO (CLT, ART. 76)CONTRAPRESTAO MNIMA DEVIDA E PAGA DIRETAMENTE PELO EMPREGADOR A TODO TRBALHADOR 11. CONCEITO DOUTRINRIORETRIBUIO DEVIDA E PAGA DIRETAMENTE PELOEMPREGADOR AO EMPREGADO, DE FORMAHABITUAL, NO S PELOS SERVIOS PRESTADOS,MAS PELO FATO DE SE ENCONTRAR DISPOSIODAQUELE, POR FORA DO CONTRATO DETRABALHO (BARROS, 2005, p. 704-705)CONJUNTO DE PARCELAS CONTRAPRESATATIVASPAGAS PELO EMPREGADOR AO EMPREGADO EMFUNO DO CONTRATO DE TRABALHO (DELGADO,2003, p. 676)RETRIBUIO Vs. CONTRAPRESTAO:EFEITOS DA INTERRUPO DO CONTRATO 12. CONCEITO DOUTRINRIOPrincipal obrigao do empregador,derivada da celebrao de um contrato detrabalho, representando a contraprestaodireta pelo trabalho prestado ou pelosimples fato de o empregado encontrar-seaguardando ordens do empregador(CAIROJR. 2011, p. 356) 13. CONCEITO DE SALRIOCONVENO DA OIT N 95Art. 1 Para os fins da presente Conveno, otermo salrio significa, qualquer que seja adenominao ou o modo de clculo, aremunerao ou os ganhos suscetveis de seremavaliados em espcie ou fixados por acordo oupela legislao nacional, que so devidos emvirtude de um contrato de aluguel de servios,escrito ou verbal, por um empregador a umtrabalhador, seja por trabalho efetuado, ou peloque dever ser efetuado, seja por serviosprestados ou que devam ser prestados. 14. A POLTICA SALARIAL DACF/88 GARANTIA DE SALRIO MNIMO NACIONALMENTE UNIFICADOPRESERVAO DO PODER AQUISITIVO DO SALRIO MNIMO(REAJUSTE PERIDICO) IRREDUTIBILIDADE SALARIAL GARANTIA DE SALRIO MNIMO PARA QUEM TEMREMUNERAO VARIVEL PISO SALARIAL MNIMO E PROFISSIONAL NO-RETENO DOLOSA SOBRERREMUNERAO EM CASOS ESPECIAIS (ADICIONAIS DEHORAS-EXTRAS, FRIAS, TRABALHO NOTURNO, INSALUBRE,PERIGOSO E PENOSO) DCIMO TERCEIRO SALRIO; PARTICIPAO NOS LUCROS E RESULTADOS DA EMPRESA NO DISCRIMINAO SALARIAL POR MOTIVO DE RAA, COR ... 15. LINEAMENTOS GERAIS: NATUREZA JURDICA DO SALRIOA) O SALRIO COMO PREO DO TRABALHO (HERANA DOLIBERALISMO ECONMICO. A MO-DE-OBRA COMO MERCADORIA);B) O CARTER INDENIZATRIO DO SALRIO (COMPENSAODAS ENERGIAS DESPENDIDAS PELO EMPREGADO. A IDIA DEINDENIZAO EST LIGADA A PERDA OU LESO);C) NATUREZA ALIMENTAR DO SALRIO (O SALRIO TEMOUTRAS FINALIDADES: HABITAO, LAZER, ETC);D) O SALRIO COMO CONTRAPRESTAO PELO SERVIOPRESTADO (O DEVER DE PAGAR SALRIO SUBSISTE EM CASODE INTERRUPO DO CONTRATO: FRIAS, DSR, FERIADOS ...);E) UM DEVER DE RETRIBUIO (O SINALAGMA CINGE OCONTRATO COMO UM TODO E NO PRESTAO PORPRESTAO). 16. PISOS SALARIAIS:CONTRAPRESTAES MNIMASSALRIO MNIMO LEGAL (definido por leifederal, valor mais baixo que se pode pagar aoempregado);a SALRIO PROFISSIONAL (definido por leifederal, valor mais baixo que se pode pagar a umempregado no contexto de determinada profissoregulamentada);t SALRIO NORMATIVO OU CONVENCIONAL(definido em norma coletiva ou sentenanormativa, valor mais baixo que se pode pagar aum empregado pertencente a uma determinadacategoria profissional); 17. SALRIO: CARACTERSTICASA) ESSENCIALIDADE (RATIO ESSENDI DO CONTRATO DE TRABALHO);B) RECIPROCIDADE (DECORRE DA PRESTAO DOTRABALHO IMANENTE RELAO DE EMPREGO);C) CONTINUIDADE OU SUCESSIVIDDE ( PAGO EMFUNO DA CONTINUIDADE DA RELAO JURDICA);D) PERIODICIDADE (SEU PAGAMENTO OBEDECE AINTERVALOS CURTOS E PERIDICOS - PRAZO MXIMO DE UMMS CONTRATO DE ATRABALHO DE TRATO SUCESSIVO);E) CARTER FORFETRIO (MERC DA ALTERIDDE, DEVIDO INDEPENDENTE DO SUCESSO DO NEGCIO);F) INDISPONIBILIDADEG) IRREDUTIBILIDADE 18. DENOMINAES CORRENTES VENCIMENTOS (remunerao dos servidorespblicos e professores CF art. 37, XII); SUBSDIOS (Remunerao dos magistrados emembros do M.P - CF art. 95, III e 128, 5, I, a); HONORRIOS (remunerao dos profissionaisliberais); SOLDO (refere-se contraprestao dos militares); PROVENTOS OU NUMERRIOS (para aposentados); ORDENADO (utilizada quando a atividade requeresforo intelectual); SALRIO (utilizada quando a atividade obreiraconsiste em esforo fsico); 19. OUTRAS DENOMINAES SALRIO-BASE OU NOMINAL (contraprestao fixa, paga peloempregador, despojada de outras parcelas salariais, como,gratificaes, adicionais, etc.); SALRIO ISONMICO (aquele devido aos empregados da mesmafuno art. 461 da CLT); SALRIO SUBSTITUIO (devido ao empregado que realizesubstituio de carter no eventual art. 450 da CLT); SALRIO SUPLETIVO (salrio fixado judicialmente quando noh prova de estipulao de salrio art. 460 da CLT); SALRIO EQITATIVO (devido ao empregado temporrio quesubstitui empregado permanente do tomador de servio - lei6.019/74); SALRIO COMPLESSIVO (expresso cunhada pelajurisprudncia para designar a cumulao, em um mesmomontante, de distintas parcelas salariais, sem, contudo,individualiz-las; 20. DENOMINAES IMPRPRIASa) SALRIO-FAMLIA (benefcio pago pela previdncia, ao trabalhador de baixa renda. A cota por filho, at 14 anos ou invlido, a ambos os pais):SALRIO-DE-CONTRIBUIO SALRIO-FAMLIAat R$ 608,80 R$ 31,22Acima de R$ 608,80 at 915,05 R$ 22,00b) SALRIO-EDUCAO (contribuio social devida pelas empresas,correspondente a 2,5% da folha de pagamento);c) SALRIO-MATERNIDADE (benefcio pago pela previdncia gestante, durante a licena maternidade benefcio cumulativo);d) SALRIO-DE-CONTRIBUIO (base de clculo para contribuioprevidenciria, limitada a um determinado teto. (tabela vigente, a partirde 1 de maro de 2008: SALRIO-DE-CONTRIBUIO ALQUOTA At R$ 1.174,86 8,00 De R$ 1.174,87 a R$ 1.958,109,00 De R$ 1.958,11 at R$ 3.916,20 11,00 21. Tabela progressiva do IRPF At 1.637,11 De 1.637,12 at 2.453,50 alquota 7,5 (deduo: 122,78) De 2.53,51 at 3.271,38alquota 15,0 (deduo: 306,80) De 3.271,39 at 4.087,65 alquota 22,5 (deduo: 552,15) Acima de 4.087,6