Revisão para av1 2012.1

  • View
    2.681

  • Download
    1

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Revisão Av 1 - Direito Civil

Text of Revisão para av1 2012.1

  • 1. AULA - REVISO PARA AV1 DIREITO CIVIL I PARTE GERAL Rio de Janeiro, xx de xxxxxxxxx de xxxx (caixa alta e baixa)
  • 2. O CDIGO CIVIL - Lei n 10.406, de 10.01.2002 Entrada em vigor: 11 de janeiro de 2003 Tramitao no Congresso: desde 1968 Importncia jurdica e social: representa a consolidao dasmudanas sociais e legislativas surgidas nas ltimas nove dcadas,incorporando outros novos avanos na tcnica jurdica. Segundo Miguel Reale, o Cdigo Civil atual, norteou-se por trsprincpios - socialidade, eticidade e operabilidade adotando, comotcnica legislativa as clusulas gerais, possibilitando a evoluo dopensamento e do comportamento social, sem ofensa seguranajurdica.
  • 3. Fundamentos Principiolgicos do C.C.O cdigo civil tem como fundamentos os princpios da eticidade, dasocialidade e da operabilidade.ETICIDADE no Novo Cdigo Civil visa imprimir eficcia e efetividadeaos princpios constitucionais da valorizao da dignidade humana,da cidadania, da personalidade, da confiana, da probidade, dalealdade, da boa-f, da honestidade nas relaes jurdicas de direitoprivado. Ex. boa-f objetivas nas relaes jurdicas, no realizao eexecuo dos contratosSOCIALIDADE reflete a prevalncia dos valores coletivos sobre osindividuais, sem perda, porm, do valor fundamental da pessoahumana; vem tentar a superao do carter manifestamenteindividualista do Diploma revogado, reflexo mesmo da publicizaodo Direito Civil, admitindo ainda a propriedade pblica dos bens cujaapreenso individual configuraria um risco para o bem comum. Ex.art. 1228, o 1. do CC, estabelece a funo social da propriedade.
  • 4. OPERABILIDADE: Leva em considerao que o direito feitopara ser efetivado, para ser executado. Por essa razo o CdigoCivil de 2002 evitou as complexidades. Diversas soluesnormativas foram tomadas no sentido de possibilitar umacompreenso maior e mais simplificada para sua interpretao eaplicao pelo operador do Direito.Exemplos:distines mais claras entre prescrio e decadncia e os casosem que so aplicadas;diferena objetiva entre associao e sociedade, servindo aprimeira para indicar as entidades de fins no econmicos, e altima para designar as de objetivos econmicos.
  • 5. CLUSULAS GERAIS: tcnica legislativa que constitui na elaborao denormas que no prescrevem uma certa conduta, mas, simplesmente,definem valores e parmetros hermenuticos. Servem assim como pontode referncia interpretativo e oferecem ao intrprete os critrios axiolgicose os limites para a aplicao de demais disposies normativas.Objetivo: possibilitar a evoluo do pensamento e do comportamentosocial, com segurana jurdica. Assim, somente com "flexibilizao" e aomesmo tempo "segurana" teremos um sistema eternamente emconstruo .Funo das clusulas gerais no Cdigo Civil:I dotar o sistema interno do Cdigo Civil de mobilidade, mitigando asregras mais rgidas.II a de atuar de forma a concretizar o que se encontra previsto nosprincpios gerais de direito e nos conceitos legais indeterminados.III a de, tambm, abrandar as desvantagens do estilo excessivamenteabstrato e genrico da lei.
  • 6. Dentre as clusulas gerais adotadas pelo novo cdigo civil encontram-se a daboa-f objetiva, a da funo social do contrato e da funo social dapropriedade;a) BOA-F OBJETIVA: a boa-f de que cuida o Cdigo Civil no art. 422 aboa-f objetiva, que impe certos deveres s partes contratantes, possuindo afuno de fonte de novos deveres especiais de conduta durante o vnculocontratual;b) FUNO SOCIAL DO CONTRATO: a adoo da clusula geral da funosocial do contrato apenas limitou os princpio de pacta sunt servanda e o darelatividade subjetiva, exigindo dos contratantes uma postura mais humana emenos egostica ao entabularem os contratos, de modo que a liberdade decontratar no pode ser exercida desconectada da funo social do contrato;c) FUNO SOCIAL DA PROPRIEDADE: o direito de propriedade somente eticamente vlido se cumprida sua funo social, cristalizando o valorsocioeconmico moradia, para o direito de propriedade urbana, e produo dealimentos, para o direito de propriedade rural.
  • 7. CONSTITUCIONALIZAO DO DIREITO CIVIL Antes do Cdigo Civil de 2002, havia uma verdadeira ciso na estrutura jurdica liberal, o Cdigo Civil representava o centro normativo de direito privado, preocupando-se em regular com inteireza e completude as relaes entre particulares cabendo- lhe o regime das relaes humanas, o espao sagrado e inviolvel da autonomia privada, caberia Constituio apenas se preocupar em regular a dinmica organizacional dos poderes do Estado.A constitucionalizao do Direito privado quer proporcionar umareleitura dos velhos institutos e conceitos do mbito privado,visando concretizao dos valores e preceitos constitucionais.
  • 8. Constitucionalizao do Direito Civil X Publicizao do Direito Privado.A Constitucionalizao do Direito Civil a analise dodireito privado com base nos fundamentosconstitucionalmente estabelecidos. a aplicao dosmandamentos constitucionais no direito privado.A Publicizao do direito privado o processo deinterveno estatal no direito privado, principalmentemediante a legislao infraconstitucional.
  • 9. Pessoas reconhecidas pela ordem jurdica Art. 1 Cdigo Civil - Toda pessoa capaz de direitos e deveres na ordem civil.Pessoa o ente capaz de exercer direitos e submeter-se a deveres narbita jurdica; aquele que poder compor o polo ativo ou passivo narelao jurdica. PESSOA O SUJEITO DE DIREITOA ordem jurdica reconhece duas espcies de pessoas que podem sersujeitos de uma relao jurdica: a pessoa natural (o ser humano, tambm chamado pessoa fsica), PESSOA a pessoa jurdica ou pessoa moral ou pessoa coletiva (agrupamento de pessoas naturais, visando alcanar um interesse comum).
  • 10. A personalidade jurdicaArt. 2 A personalidade civil da pessoa comea do nascimento com vida;mas a lei pe a salvo, desde a concepo, os direitos do nascituro.Personalidade Jurdica o atributo reconhecido a uma pessoa para quepossa atuar no plano jurdico, titularizando relaes diversas, e reclamar aproteo jurdica dedicada a pessoa pelos direitos da personalidade; aaptido genrica para adquirir direitos e contrair obrigaes e deveres naordem civil.Aquisio da personalidade jurdica d-se com o nascimento com vida,quando a criana separada do ventre materno, no importando tenhasido o parto natural, mesmo que no tenha sido cortado o cordoumbilical. necessrio que haja respirado, ainda que tenha perecido emseguida.A comprovao de que tenha ou no respirado feita atravs de examemdico legal denominado Docimasia Hidrosttica de Galeno.Se a criana perecer logo depois de nascer, lavra-se dois assentos, o denascimento e o de bito (LRP, art 3, 2).
  • 11. Relevncia Jurdica da Docimasia hidrosttica de Galeno TEM MUITA IMPORTNCIA NO CAMPO DO DIREITO SUCESSRIONo mbito jurdico a docimasia relevante porque contribui para adeterminao do momento da morte, pois se a pessoa vem luz viva oumorta, as conseqncias jurdicas sero diferentes em cada caso.Por exemplo:Se o pai da criana falecer enquanto sua esposa est grvida: se acriana nascer com vida, esta ter direito sucesso. Caso contrrio (seno nascer com vida), opera-se a sucesso normalmente.Se o beb morrer pouco aps o nascimento: neste caso, a criana farjus a sucesso e, logo em seguida, tambm ser autora de herana.Situao diferente da que ocorreria se a morte fosse intra-uterina.
  • 12. A personalidade jurdica im da personalidade jurdica da pessoa natural: a pessoa natural se extingue com a morte, e, com ela a personalidade jurdica que adquiriu ao nascer com vida. personalidade do indivduo extingue-se com a morte. A das pessoas jurdicas, com a sua dissoluo.C.C.- Art. 6 (primeira parte) A existncia da pessoa naturaltermina com a morte;...
  • 13. A natureza jurdica do nascituroascituro aquele "que h de nascer,(...) o ser humano j concebido, cujonascimento se espera como fato futuro certo", Dicionrio Aurlio.ateria de provaeoria Concepcionista: assegura ao nascituro personalidade, desde a TEORIAS TEORIASconcepo, possuindo, assim, direito personalidade antes mesmo denascer. (afirma que j pessoa)eoria Natalista: a personalidade comea com o nascimento com vida;afirma que o nascituro possui mera expectativa de direito, s fazendo jus personalidade aps o nascimento com vida (art.2, 1 parte do CC/02).doutrina majoritria entende que a disposio do Art 2 a lei pe a salvodesde a concepo os direitos do nascituro, no se refere ao incio dapersonalidade jurdica porque esta s ocorre com o nascimento com vida.
  • 14. A natureza jurdica do embrioEmbrio o feto at nove semanas de gestaoO ordenamento jurdico brasileiro no trata da questo envolvendo o embrioexcedentrio, isto , aquele

Search related