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Vanguardas europeias 2016

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Text of Vanguardas europeias 2016

  • rea: Linguagem, cdigos e suas tecnologias Lngua Portuguesa Ensino Mdio - 3 Srie AS VARGUARDAS EUROPEIAS

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  • A Europa estava em clima de contentamento diante dos progressos industriais, dos avanos tecnolgicos, das descobertas cientficas e mdicas, como: eletricidade, telefone, rdio, telgrafo, vacina anti-rbica, os tipos sanguneos, cinema, Raio-X, submarino, produo do fsforo. Ao mesmo tempo, a disputa pelos mercados financeiros (fornecedores e compradores) ocasionou a I Guerra Mundial.

  • O clima estava propcio para o surgimento das novas concepes artsticas sobre a realidade. Surgiram inmeras tendncias na arte, principalmente manifestos advindos do contraste social: de um lado a burguesia eufrica pela emergente economia industrial e, de outro lado, a marginalizao e descontentamento da classe proletria e a intensificao do desemprego (especialmente aps a queda da bolsa de Nova Iorque em 1929).

  • Com a diminuio das exportaes para a Europa, as indstrias norte-americanas comearam a aumentar os estoques de produtos, pois j no conseguiam mais vender como antes. Grande parte destas empresas possuam aes na Bolsa de Valores de Nova York e milhes denorte-americanostinham investimentos nestas aes.

  • Em outubro de 1929, percebendo a desvalorizao das aes de muitas empresas, houve uma correria de investidores que pretendiam vender suas aes. O efeito foi devastador, pois as aes se desvalorizaram fortemente em poucos dias. Pessoas muito ricas passaram, da noite para o dia, para a classe pobre. O nmero de falncias de empresas foi enorme e o desemprego atingiu quase 30% dos trabalhadores.

  • O Brasil, por sua vez, passou de escravocrata para mo de obra livre, da Monarquia para Repblica.

  • Voc sabe o que so asvanguardas europeias?

  • Chamamos de vanguardas europeias o conjunto de tendncias artsticas vindas de diferentes pases europeus

    principal objetivo: levar para a arte o sentimento de liberdade criadora, a subjetividade e at mesmo certo irracionalismo, sobretudo em um contexto em que as correntes filosficas de cunho positivista influenciavam toda produo artstica da poca.

  • Os movimentos de vanguarda emergiram nas duas primeiras dcadas do sculo XX e provocaram uma ruptura com a tradio cultural do sculo XIX, influenciando no apenas as artes plsticas, mas tambm outras manifestaes artsticas, entre elas a literatura.

  • Do francsavant-garde, a palavravanguardasignifica o que marcha na frente. As correntes de vanguarda, embora apresentassem propostas especficas, pregavam um mesmo ideal: era preciso derrubar a tradio por meio de prticas inovadoras, capazes de subverter o senso comum e captar as tendncias do futuro.

  • Essas propostas, incompreendidas poca em virtude, principalmente, do contexto conservador no qual estavam inseridas, adquiriram importncia histrica e influenciaram o trabalho de vrios artistas no mundo. No Brasil, as vanguardas estiveram intrinsecamente relacionadas com a primeira gerao do Modernismo, uma vez que seus representantes (presentes na literatura, na arquitetura, nas artes plsticas ou na msica), contagiados pelo sentimento de renovao, observaram a necessidade de alinhar o pensamento artstico brasileiro s vanguardas que surgiram na Frana no incio do sculo XX.

  • As principais correntes de vanguarda foram:

  • Entende-se VANGUARDA como um movimento que discute um conhecimento ideolgico na arte. As Vanguardas europeias anunciavam e deliberavam uma subverso radical da cultura e dos costumes sociais.

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  • A palavra VANGUARDA deriva do francs AVANT-GARDE, termo militar que designa aqueles que, em campanha, vo frente da unidade.A partir do incio do sc. XX, passou a ser empregada para designar aqueles que, no campo da arte e das ideias, estavam frente de seu tempo.

    As Vanguardas surgem, no incio do sculo XX, atravessando a I Guerra Mundial e finda com o incio da II Guerra Mundial, momento em que as produes artsticas cessam diante do terror nazista.

  • O FUTURISMOA ARTE DA DESTRUIO

  • O Manifesto Futurista, de autoria do poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti (1876 - 1944), publicado em Paris em 1909.PROPOSTAS: o Futurismo propunha a ruptura com o passado. Mais que isso: destruir o passado. Exaltavam: a velocidade, o progresso; a coragem, a audcia e a revolta; o soco e a bofetada; a guerra nica higiene do mundo; pregava a demolio de bibliotecas e museus, alm de combater o moralismo, o feminismo e todas as covardias oportunistas e utilitrias.

    Imagem: Marinetti / Public Domain

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  • Outras caractersticasSubstantivo duplo;Abolio de adjetivos e advrbios;Sinais de pontuao substitudos por sinais da matemtica e notas musicais;Destruio da sintaxe e disposio das palavras em liberdade;Disposio das palavras em liberdade.

  • Em 1912, surge um Manifesto Tcnico da Literatura Futurista, propondo a destruio da sintaxe, eliminando os adjetivos, advrbios. Usar os substantivos como nascem. Trocar sinais de pontuao por smbolos matemticos e notas musicais. relevante salientar a total identificao entre o movimento e seu lder, a ponto de virarem sinnimos FUTURISMO/MARINETTI e, a partir de 1919, as evidentes afinidades do movimento com Fascismo de Mussolini.

  • ODE TRIUNFAL (lvares de Campos) dolorosa luz das grandes lmpadas elctricas da fbricaTenho febre e escrevo.Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. rodas, engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!Forte espasmo retido dos maquinismos em fria!Em fria fora e dentro de mim,Por todos os meus nervos dissecados fora,Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!Tenho os lbios secos, grandes rudos modernos,De vos ouvir demasiadamente de perto,E arde-me a cabea de vos querer cantar com um excessoDe expresso de todas as minhas sensaes,Com um excesso contemporneo de vs, mquinas! (...)

  • Unique form of continuity in spaceUmberto Boccioni1913Imagem: Unique form of continuity in space / Boccioni / Wmpearl / Public DomainBoccioni

  • A rua entra na casa (1911)

    Umberto Boccioni, Imagem: A rua entra na casa / Boccioni / Public Domain

  • O EXPRESSIONISMOA EXPRESSO DA DOR HUMANA

  • Na Frana e na Alemanha, no incio do sculo XX, surge um grupo de pintores chamados expressionistas, na Alemanha, e fauvistas, na Frana.O objetivo era expor a subjetividade do mundo interior do artista, e isto implicava no distanciamento da beleza, seja pela caricatura (resultado da distoro da imagem), seja pela expresso do sofrimento humano como pobreza, violncia, paixo, viso da morte e outros sofrimentos humanos.

  • O MORCEGOAugusto dos Anjos

    Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:Na bruta ardncia orgnica da sede,Morde-me a goela gneo e escaldante molho.

    Vou mandar levantar outra parede- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolhoE olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,Circularmente sobre a minha rede!

  • Pego de um pau. Esforos fao. ChegoA toc-lo. Minhalma se concentra.Que ventre produziu to feio parto?!

    A Conscincia Humana este morcego!Por mais que a gente faa, noite, ele entraImperceptivelmente em nosso quarto!

  • O GRITOEdvard MunchImagem: O grito, 1893 / Edvard Munch / Acervo da galeria nacional, Oslo, Noruega / http://en.wikipedia.org/wiki/File:The_Scream.jpg

  • Os retirantes PortinariImagem: Os retirantes (1944)/ Candido Portinari / Museu de Arte de So Paulo / http://www.portinari.org.br/

  • O CUBISMO

    A REALIDADE EM FORMAS GEOMTRICAS

    A arte uma mentira que nos faz perceber a verdade

    Pablo Picasso

    Imagem: Picasso em 1962 / Revista Vea y Lea, Argentina / Public Domain

  • O Cubismo nasceu das experincias de Pablo Picasso e Georges Braque em 1907. A pintura cubista, valorizando as formas geomtricas (cones, esferas, cilindros, etc.), objetivava revelar o objeto em seus variados ngulos.

  • Na literatura, o Cubismo viveu seu primeiro momento com um manifesto-sntese assinado por Guillaume Apollinaire e publicado em 1913 e, neste caso, buscava-se aproximar, ao mximo, as vrias manifestaes artsticas (pintura, msica, literatura, escultura), ressaltando a importncia dos espaos em branco e em preto da folha de papel e da impresso tipogrfica. Propunha ainda as palavras em liberdade, inveno de palavras e a destruio da sintaxe j condenada pelo uso.

  • Imagem: Poema de Guillaume Apollinaire (1908) / Public DomainPoema concreto de Guillaume Apollinaire 1908

  • Os trs msicosPablo PicassoLNGUA PORTUGUESA - 3 ano10. AS VANGUARDAS EUROPEIASImagem: Os trs msicos, 1921 / Pablo Picasso / New York Museum of Modern Arthttp://www.pablo-ruiz-picasso.net/work-120.php

  • Les demoiselles davignon

    PicassoLNGUA PORTUGUESA - 3 ano10. AS VANGUARDAS EUROPEIASLes Demoiselles d'Avignon, 1907 / Pablo Picasso / New York Museum of New Yorkhttp://www.pablo-ruiz-picasso.net/work-56.php

  • O DADASMOA arte que no arte, mas arte...Imagem: Poster for dada matinee , 1923 / Theo van Doesburg / Public Domain

  • Em 1916, em plena guerra, quando tudo fazia supor uma vitria alem, um grupo de refugiados em Zurique, na Sua, inicia o mais radical movimento de Vanguarda Europeia: o Dadasmo. Este movimento foi iniciado por TRISTAN TZARA, em seu manifesto DAD, em 1918.

  • Embora a palavra DADA em francs signifique cavalo de madeira, sua utilizao marca o non-sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na fala de um beb). Para reforar esta ideia, foi estabelecido o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente, desta forma, abrindo-se uma pgina de um