Vitrais decorativos do s©culo xix

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Trabalho apresentado na disciplina Seminário temático Conservação e Restauro em Vitrais. Curso Bacharelado em Conservação e Restauro em Bens Culturais Móveis.

Text of Vitrais decorativos do s©culo xix

  • 1. Ministrio da Educao Universidade federal de Pelotas Instituto de Cincias HumanasCurso de Bacharelado em Conservao e RestauroSeminrio Temtico Vitrais Prof Mariana Wertheimer Willian Morris Edward Burne-JonesLouis Comfort TiffanyJohn La Farge Taciane Silveira Souza Pelotas, abril de 2012.

2. A origem do vitral, segundo historiadores, remota Idade Mdia, ondefragmentos do sculo IX, do rosto de Jesus, foram encontrados na Alemanha. Os vitrais foram muito utilizados neste perodo no s para embelezar os templos,mas com o objetivo de catequizar o povo por meio de cenas, imagens e smbolosrepresentativos dos testamentos, pois naquela poca pouca gente sabia ler. Almde transmitir a sensao de harmonia etrea atravs da luminosidade das cores. A partir do sculo XIX que o vitral foi desvinculado da abordagem religiosa epassou a ser explorado como elemento decorativo, tornando-se grande aliadodaqueles que buscam efeitos mais ricos e uma decorao mais completa. A produo do vitral essencialmente a mesma de sculos atrs, salvo algumasinovaes. O vitral alia tradio e design, atendendo desta forma a diversas asnecessidades decorativas e funcionais, resultando em solues para diferentesambientes. Tcnicas: Tcnica do chumbo-estanhado Tcnica do Chumbo-estanhado com pintura de forno Mosaico em Vidro 3. Chumbo estanhadosem pintura deforno 4. Chumbo estanhado com pintura de forno 5. Chumbo-estanhadocom pintura de forno 2 6. Tcnica do Mosaico 7. Os industriais tinham que reaver o tempo perdido e tentar igualar aInglaterra ao desenvolvimento tcnico-cientfico de outras naes. Nesseprocesso os trabalhadores foram explorados, rebaixados culturalmente ea arte existente era subutilizada. O movimento Pr-Rafaelita, surge poroposio ao moralismo na tentativa de corrigi-lo e instigar a populao aapreciar as artes, propondo temas buclicos. Essa potica de reviver oideal afirma a necessidade de um novo naturalismo, porm o fiocondutor no deveria ser a natureza, e sim a tcnica pictrica residenteem cada artista. 8. Foi um dos incurveis neo-romnticos da sua poca, liderou um revivalismo naInglaterra vitoriana e capitalista, baseado nas Artes e Ofcios da idade medieval,influenciado pelo movimento Pr-Rafaelitas. Foi inspirador-mestre do Arts andCraft Movement. Era pintor de papis de parede, tecidos padronizados e livros,alm de escritor de poesia e fico. Morris nasceu em Walthamstow, prximo a Londres. Sua famlia era rica. Em 1848, iniciou os estudos no Marlborough College, que completou ExeterCollage de Oxford, onde estudou arquitetura, arte e teologia. Foi influenciado porJohn Ruskin e na qual conheceu seus amigos e colaboradores de toda a vida,Dante Gabriel Rossetti, Edward Burne-Jones, Ford Madox Brown e Philip Webb.Ele tambm conheceu a esposa, Jane Burden, uma mulher da classe trabalhadora. 9. Willian Morris teve uma profunda influncia nas arte visuais e no desenhoindustrial dos fins do sculo XIX. Sobre o desenho tipogrfico, Morris propagava: Letters should be designed by artists, not by engineers. (As cartas devem ser concebidas por artistas, e no por engenheiros) Condenou o sistema econmico de seu tempo e refugiou-se na contemplao daIdade Mdia, quando cada homem que fabricava um objeto fazia ao mesmotempo uma obra de arte e instrumento til. O seu conflito trgico da vida era o seu desejo no realizado de criar objetos belosa preos acessveis ou mesmo de graa para as pessoas comuns, enquanto queo resultado na vida era sempre a criao do objetos extremamente caros parauma minoria bvia. O movimento artstico que Morris e os outros tornaram famoso foi a IrmandadePr-Rafaelita. Eles evitavam a manufatura industrial barata de artes decorativas eda arquitetura e favoreciam um retorno ao artesanato, elevando os artesos condio dos artistas. 10. Nos anos seguintes (1857-1862) tornou se pintor profissional. Com suaexperincia em arte e arquitetura foi fundada em 1861, juntamente com DanteGabriel Rossetti, Burne-Jones, Madox Brown e Philip Weeb, Morris, Marshall,Faulkner & Co., uma firma de arquitetura e desenho industrial financiado por ele.Atravs desta empresa, Morris criou como um paradigma do primado do homemsobre a mquina e o trabalho feito em vez de enfrentar a mais altos nveis deexpresso artstica.Cadeira desenvolvida pela Morris, Marshall, Cama com motivos florais e cisnes em bronze e dourado.Faulkner & Co. possui estilo do ImprioBritnico Esse movimento atraiu pessoas de todo o mundo e em 1875 a empresa foirenomeada Morris & Co., com Morris como nico proprietrio. 11. Em 1891 Morris fundou a editora Kelmscott Press em Hammersmith, Londrespara produzir exemplos de design aprimorado de impresso e livros. A natureza do Gtico (The Nature of Gothic) por John Ruskin, impresso por Kelmscott Press.primeira pgina de texto, com ornamentaes.Design de William Morris. Aps a morte de Morris, o movimento das Private Presses (oficinas de impressaparticulares) intensificou-se na Inglaterra. A Essex House Press de Ashbeeadquiriu os bens Albion da oficina da Morris e contratou alguns empregados daKelmoscott Press. 12. Foi um artista e designer Ingls, envolvido no rejuvenescimento da tradio devitrais na Inglaterra. Associado Irmandade Pr-Rafaelita, e em grande parte poratrair os Pr-Rafaelitas no mainstream da arte britnica. O mais importante pintorda segunda gerao Pr-Rafaelita, um homem potico jovem de Birmingham que,como Morris, estava se preparando para uma carreira na Igreja, ele nunca tevequalquer formao arte acadmica e, consequentemente desenvolveu sua prpriaabordagem muito diferente, utilizando modelos medievais como modelo, masrevigorante com um olhar completamente novo e moderno. Estudou na escola Rei Edward, em Birmingham, onde foi um aluno bem sucedidoacademicamente, frequentou as aulas de arte. Edward Jones como era ento,tornou-se um cristo devoto, e em seguida estudou Teologia na Faculdade deExerter, Universidade de Oxford, em 1853, sua inteno era tomar ordens sacras,mas l ele fez amizade como poeta Willian Morris como um resultado de interessemtuo na poesia ele foi influenciado por John Ruskin. 13. Burne-Jones era um indivduo nervoso. Ele combinou uma ascese monacal, umamor mstico da lenda antiga, e um senso de humor negro. Ele tinha umacaracterstica clssica artstica de sofrer um colapso nervoso aps a concluso deuma obra importante. Morris fundou sua empresa famosa, Morris, Marshall, Faulkener & Co., em 1861,Burne-Jones trabalhou como designer de vitrais da Igreja para a empresa,praticamente at o fim de sua vida.Um dos seus ltimos projetos as janelasmagnficas de St. Phillips Catedral, em Brimingham. Burne-Jones viajou para a Itlia em 1859, com John Ruskin, onde viu e admirou osprimeiros pintores renascentistas italianos como Botticelli, da Vince, Michelangeloe Mantegna, cujo trabalho ele teve uma grande inspirao. Foi uns dos primeiros artistas a romper com o tamanho da tela convencional eapresentao de pinturas. Ele ficou fascinado com a composio fortementelinear que convinha a sua tcnica um tanto plana e os desafios de apresentarexagerando os assuntos com o tamanho e as formas de suas telas. Isso s vezessignificava usar campos longos e horizontais, ou em outras vezes usarextremamente alto e estreito, alterou a percepo de perspectiva: profundo oucomprimido. 14. Em 1870 tornou-se gradualmente mais bem-sucedido, apesar de seus patronoseram um crculo fechado de pessoas ricas e sofisticadas. Em 1877, Burne-Jones foi persuadido a expor na galeria do governador, epraticamente durante a noite tornou-se um pintor famoso. Na dcada de 1880,ele at ofuscou Millais & Leighton, sendo considerados como os maiores artistasvivos. Em 1890 sua sade piorou, e a morte de Willian Morris, em 1896, foi golpeesmagador. Burne-Jones morreu de insuficincia cardaca em 1898. Aps a morte de Burne-Jones em 1898, houve uma exposio memorial de suaobra no inverno de 1898 na Galeria Novo. Depois disso, a prxima exposio noera para ser at 1975, uma indicao de como mal arte vitoriana foi considerada,para a maior parte do sculo 20. Em 1998 houve uma grande exposio de Burne-Jones para comemorar o centenrio de sua morte. A exposio viajou para NovaYork, Paris e Birmingham. 15. Sir Tristram weds IsoudeDesigner: Edward Burne-JonesFabricante: Morris and Co.1862Esta janela - nmero 5 da srie - foi originalmente criado para a casa de Walter Bradford Dunlop, um patrono Pr-Rafaelita. 16. Sir Tristram nas madeirasDesigner: Edward Burne-JonesFabricante: Morris and Co.1862Esta janela - nmero 6 da srie - foi originalmente criado para a casa de Walter Bradford Dunlop, um patrono Pr-Rafaelita. 17. A Belle Isoude salvo do suicdio pelo rei MarkDesigner: Edward Burne-JonesFabricante: Morris and Co.1862Esta janela - nmero 7 da srie - foi originalmente criado para a casa de Walter Bradford Dunlop, um patrono Pr-Rafaelita. 18. Tennyson Janela Memorial So LucasDesigner: Sir Edward Burne-Jones Designer: Sir Edward Burne-JonesFabricante: Morris and Co. Fabricante: Morris and Co.1899 Lanercost PrioryConstruo: Igreja de So Bartolomeu Localizao: Lanercost, Cumbria (UK)Localizao: Haslemere (UK) 19. Anjos que aparecem para Pastores Dois painis de DireitoDesigner: Sir Edward Burne-Jones Designer: Sir Edward Burne-Jones e Ford Madox BrownFabricante: Morris and Co. Fabricante: Morris and Co.Lanercost Priory Jesus IgrejaLocalizao: Lanercost, Cumbria (UK) Localizao: Troutbeck, Cumbria (UK) 20. Crucificao ladeado por Maria e Joo Anjos com harpa e chifreDesigner: Sir Edward Burne-JonesDesenhado por Edward Burne-JonesFabricante: Morris and Co.Manufacturado por William Morris & Co.Jesus IgrejaLlandaff Catedral, Llandaff, Cardiff, Pas de Gales.Localizao: Troutbeck, Cumbria (UK) 21. A Janela do Oriente. Igreja daSantssima Trindade, Sloane Street,London SW1. Desenhado porEdward Burne-Jones e fabricadopela William Morris & Co. provvel que William Morrisse projetou a folhagem de fundoem uma das figuras (SoBartolomeu). Os nmerosmostramquarentae oitoApstolos, patriarcas, reis, pr