Catalogo exposicao-baixa bmfbovespa

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  • 1. A Histria Poltica do Dinheiro na BM&FBOVESPAColeo Spinola Nomus BrasilianaDe 28 de abril a 26 de agosto de 2011

2. A Histria Poltica do Dinheirona BM&FBOVESPAColeo Spinola Nomus BrasilianaDe 28 de abril a 26 de agosto de 2011 3. A HISTRIA POLTICA DOFoi a partir de uma coleo herdada do pai, dono de um armazm de caf, que o jornalistae escritor Noenio Spinola se tornou um colecionador particular de moedas. Noenio foieditor e correspondente internacional do Jornal do Brasil em Washington, Moscou, Lon-dres e Bruxelas e do jornal O Estado de S. Paulo em Moscou. Trabalhou como diretor de RelaesInstitucionais na Bovespa e diretor de Imprensa e Mdia na BM&F.COLEO SPINOLA NOMUS BRASILIANAO primeiro passo j havia sido dado. Era preciso, ento, continuar esse caminho repleto detradies e descobertas. O acervo ficou adormecido certo tempo. Mas quando precisou cobrira guerra Ir-Iraque, antiga Mesopotmia, Noenio se viu diante do lugar exato onde os meios depagamento comearam, h milhares de anos, com a civilizao babilnica. Era o sinal de queprecisava para abrir o ba, e, dali, tirar inesquecveis histrias. As escolhas para rechear seu acer-vo particular foram dosadas de instinto, faro jornalstico e, muitas vezes, pelo intrigante desafiode reconhecer a histria por meio de deuses, lendas, smbolos e valores prensados no purometal. O resultado dessa experincia so quase 30 anos de aventuras, estudos e uma paixo4 desenfreada para entender a mente humana ao longo de mais de 2.500 anos. imensamenteprazeroso para o Espao Cultural BM&FBOVESPA abrir suas portas para mostrar esta generosaA HISTRIA POLTICA DO DINHEIRO NA BM&FBOVESPAcoleo de moedas na exposio A Histria Poltica do Dinheiro na BM&FBOVESPA ColeoSpinola-Nomus Brasiliana. Na ocasio, brindamos tambm o lanamento oficial do livro Dinhei-ro, Deuses & Poder (2010), em que Noenio detalha o caminho da desmaterializao do dinheirono sculo XXI. O livro se junta a outras obras j publicadas pelo autor como O Futuro do Futuro(1998), Os Pactos Sociais na Espanha (1986), Mariana Adeus (1998) e Dante Alighieri Visita a Co-mdia Paulistana (2000).Entender como o pensamento humano exposto ao dinheiro como valor de troca evoluiu emquase 3.000 anos a histria que no estava escrita. Noenio percebeu que era, ento, precisofaz-la. Usando sua coleo de moedas como esqueleto, a numismtica como cincia, a antro-pologia e a semitica como guias, o livro que inspira esta exposio detalha por meio de fatos,mitos e smbolos como a mente humana aprendeu a transformar valores presentes em ativosfuturos. Mas ainda, mostra como o dinheiro tem, ao longo dos sculos, um valor profano, mastambm um valor sagrado e um valor que corresponde ao imaginrio social de cada poca.Percebe-se, portanto, que a mente humana no mudou nada do ponto de vista lgico; o quemudou mesmo foi o valor dado s coisas. Sculo a sculo, smbolo a partir de smbolo, as hist-rias vo sendo costuradas por meio dessas moedas expostas na mostra, um recorte minuciosofeito do livro.Tudo comea a partir de um Croesus ou Kroisos, moeda de prata datada de 561-546 a.C., batidano reino de Croesus, na Ldia, h mais de 2.500 anos. Ao exibir esse duelo entre um leo e um 4. DINHEIRO NA BM&FBOVESPAtouro, animais mitolgicos, o livro procura pontuar, de maneira detalhada e multidisciplinar,a linha do tempo dos dinheiros at chegar ao brasileirssimo real. O autor destaca a figura dotouro presente desde o tempo das cavernas at tornar-se cone do mercado de aes em WallStreet, sendo, inclusive, associado ao smbolo da ganncia aps a crise do subprime americano.O homem comum e os comerciantes da Ldia intuitivamente atribuam valores de troca a pe-daos de prata e ouro, que viravam meios de pagamento. Reis perceberam que algum podiaCOLEO SPINOLA NOMUS BRASILIANAganhar dinheiro com dinheiro: martelaram smbolos no metal, padronizaram a relao ouro/prata (ratio) e cobraram pela senhoriagem. Nasce a moeda., descreve Noenio para nos mostraro pontap inicial do jogo que vamos assistir.No podemos deixar de destacar, nesta coleo compacta e transportvel, a presena de umMorabetino Alfonsi, em ouro, de 1242 da era de Sfar ou da Espanha (1211 d.C.) em que a cruzaparece rodeada por legendas escritas em rabe, num momento em que a populao nativade Portugal e Espanha recuperava os territrios invadidos pelos exrcitos dos califas e o Isl.Moeda intrigantemente histrica e eterna. 5A HISTRIA POLTICA DO DINHEIRO NA BM&FBOVESPAAo longo da narrativa, Noenio nos faz refletir sobre como a mente humana est aprendendoa lidar com um fenmeno que no existia: a desmaterializao do dinheiro e a arquiteturafinanceira que sempre nos cercou. Longe de tomar partido, mesmo diante de crises globais,vemos a defesa da constncia com que o mercado arbitra o valor entre as coisas em todos ossculos. Da lgica da matemtica aos jogos do poder, os smbolos aqui resgatados revelam umpedao que ficou escondido por tanto tempo da histria com a qual foram criados e servemde estopim para os hbitos, costumes e rituais de um mundo sem muros nem separaes.A BM&FBOVESPA sente-se honrada em ser palco desse movimento que alicera, nestas pgi-nas, a origem do dinheiro na humanidade. E orgulhosamente, mais uma vez, parabeniza seueterno diretor e atualmente motoqueiro apaixonado, Noenio Spinola, pela iniciativa. A histriadesta Bolsa pode ser contada como a prpria histria do desenvolvimento do mercado bra-sileiro. Por outro lado, sempre foi um trao forte da personalidade desta instituio o esforoeducacional para expandir os conhecimentos relacionados aos mercados de aes, derivativose, por que no, na criao de uma cultura de investimento no Pas. O nosso desejo que osvisitantes desta exposio e os leitores do livro possam, cada um deles, utilizar largamentetudo o que aqui aprenderam. E, quem sabe, multiplicar esse conhecimento. J que esta a artehumana: aprender sempre para poder ensinar constantemente.Edemir Pinto | Diretor Presidente 5. COLEO SPINOLA - Desde a antiguidade, o homem procurou registrar seu cotidiano e preservar a memriadas suas tradies e de seu povo de forma bastante peculiar. Pinturas em cavernas eentalhes em pedras contavam histrias que foram passadas de geraes a geraes. No sculo VII a.C., a histria das relaes comerciais entre povos se materializou em pequenos discos de metais preciosos que circulavam de mo em mo e revelavam muito mais do que a cifra que carregavam para obteno de bens ou servios.COLEO SPINOLA NOMUS BRASILIANA Produzidas, em sua maioria, por artistas incgnitos, as moedas resistiram ao do tempo e chegaram s nossas mos repletas de informaes que retratam, de forma pujante, a histria da humanidade. Circulando por todos os povos do planeta, a moeda tornou-se um dos principais meios de comunicao da antiguidade, perpetuando de forma contundente o smbolo do poder aliado face de seus governantes.6 As moedas so como livros que contam as histrias de nossos antepassados e do nosso pre-A HISTRIA POLTICA DO DINHEIRO NA BM&FBOVESPA sente para geraes futuras. Nelas, esto estampadas imagens de reis, rainhas, deuses e seres mitolgicos. Registram fatos histricos e imagens que representam o melhor de seus povos e de suas pocas e so indicadores da economia, da cultura e da tecnologia e sempre foram alvo da cobia pelo poder. A Coleo Spinola Nomus Brasiliana concentra o que h de mais importante dessa mani- festao do dinheiro e das relaes comerciais entre os povos, com uma exibio indita de exemplares rarssimos e de incrvel beleza artstica. Percorrendo uma linha do tempo, o visitante poder conhecer as primeiras experincias do uso da moeda na sia Menor e a consequente difuso por todos os cantos do planeta. A tecnologia empregada na abertura dos cunhos impressiona. Considerando a escassez de recursos em suas respectivas pocas, os artistas driblaram as dificuldades com exmio talento, produzindo verdadeiras obras de arte em minsculos discos metlicos. Mas no s da beleza artstica das moedas que essa exposio se prope. O dinheiro revela bastidores da poltica internacional e registra de forma indelvel a formao de imprios e do poder de seus governantes. 6. NOMUS BRASILIANAUma verdadeira galeria de lderes, heris e eventos. A exposio composta por nove m-dulos e uma linha do tempo onde o visitante visualiza e identifica com facilidade os diversosmomentos da histria poltica do dinheiro com seus respectivos destaques e personalidadesque marcaram poca.Os totens transparentes garantem uma viso completa das moedas (frente e verso) revelandodetalhes do bordo (lateral) e de suas respectivas espessuras. COLEO SPINOLA NOMUS BRASILIANAOs modernos recursos de multimdia proporcionam ao visitante o acesso a todos os detalhesessenciais das peas com imagens ampliadas e fichrio com as principais caractersticas paramelhor compreenso dos fatos.Todas as moedas expostas so originais e certificadas pelas principais autoridades internacionais.O primeiro mdulo trata do perodo que antecede o nascimento da moeda e dos templosbblicos de Abrao. Nele destacam-se as primeiras emisses da Ldia, na sia Menor, da famosa7coruja eternizada na moeda de tica-Athenas e da emisso de Corinto representado pela deu- A HISTRIA POLTICA DO DINHEIRO NA BM&FBOVESPAsa Athena e do lendrio cavalo alado Pgaso.O segundo mdulo apresenta a vasta emisso de moedas das cidades-estado gregas, a com-plexa tecnologia empregada na produo das mais belas sries da antiguidade, com nfasepara a representao deificada de Alexandre III, o Grande da Macednia e das primeiras emis-ses de Roma com destaque ao grande AE AS Grave com a face do deus Janus bifronte.O terceiro mdulo demonstra o poder da moeda como mdia, promovendo de forma con-tundente deuses e mitos do passado e representaes impressionantes das vrias faces deClepatra, da histria do antigo Egito e das emisses na Judeia que antecedem o apogeu doimprio romano.O quarto mdulo registra a face oculta da moeda. Quem era Csar no tempo de Cristo? Des-taque para as moedas bblicas: tribute penny e