Interface Gás Natural – Energia Elétrica: o Papel do Gás Natural

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  1. 1. Interface Gs Natural Energia Eltrica: o Papel do Gs Natural Guilherme de Biasi Cordeiro Superintendncia de Comercializao e Movimentao (ANP)
  2. 2. Contexto Energtico Escassez no Brasil, abundncia no mundo Grfico Produo e Preos GN no mundo Crescimento da oferta de GN Preos em queda, inclusive nos mercados de GNL Mundo 3,00 5,00 7,00 9,00 11,00 13,00 2500,00 3000,00 3500,00 4000,00 Produo (BCM) Henry Hub Price (US$/MMBtu) NBP Price (US$/MMBtu) Grfico Oferta/De manda GN Brasil Escassez de oferta de EE, preos em alta, gerao a GN recorde Escassez de oferta de GN, preos em alta Brasil 1,00 3,00 2000,00 2000 2003 2006 2009 2012 Fontes: BP Statistical Review e Boletim Mensal do Gs Natural MME
  3. 3. Caractersticas da IGN no Brasil Principais determinantes Gs nacional: associado ao leo, dependente da PB e incerta no Pr-Sal GNL spot, novos terminais diversificaro a oferta Oferta Contratos de LP e com clusulas de ToP Rede de transporte contratada pela PBTransporte Rede de transporte contratada pela PB PEMAT prev pouca expanso da rede de transporte Transporte Elevadas margens na comercializao Dificuldades para atuar como AP, AI e CL Contratos de compra com prazo mdio de 5 anos Distribuio Previsvel e pouco voltil, com exceo da demanda eltricaDemanda
  4. 4. Caractersticas da Gerao Eltrica a Gs Natural no Brasil Principais determinantes Dependente do regime hidrolgico Voltil e pouco previsvel no CP, porm crescente no LP Demanda de GN Contratos de LP e com inflexibilidade mdia Leiles: competio inter e intraenergtica por contrato mais competitivo Contratos Total: despacho 100% por todo perodo contratual (20- 25 anos) para todos os participantes do leilo Exigncias reduzem a gama de ofertantes de gs natural e de participantes nos LEN Garantia do Abastecimento
  5. 5. Eventos recentes Grfico Gerao a Gs Natural no Brasil Caso Bertin Atrasos, venda e devoluo de Testes de Despacho Simultneo Falhas na gerao a gs natural em Caso OGX Produo aqum do necessrioGrfico de Preos GN no Brasil devoluo de UTEs a gs natural a gs natural em 2004, 2006 e 2007 do necessrio para suprir UTEs contratadas Endurecimento das Regras para Habilitao de UTEs a Gs Natural
  6. 6. Gs Natural para Gerao Trmica Exigncias legais (Portaria MME n21/2008) Imagem Comprovao de reservas para todo o perodo contratual Registro como Autoprodutor ou Consumidor Livre Produo Prpria Imagem Image Registro como Autoprodutor ou Consumidor Livre Entendimento com CDL Contrato internacional de suprimento Termo de uso ou licena prvia de terminal de GNL Importao Termo de compromisso ou contrato preliminar de comercializao com lastro em reservas provadas Comercializao no Brasil Clusulas obrigatrias: - Eficcia; - Volume e prazo; - Penalidades do setor eltrico.
  7. 7. Habilitao de UTEs a Gs Natural Principais entraves Imagem Restries dos Estados para o enquadramento como CL e AP Prazo contratual restringe a gama de potenciais ofertantes e no coincide com prazos dos demais contratos da cadeia do gs Produo Prpria GeralImagem Image coincide com prazos dos demais contratos da cadeia do gs No h acesso obrigatrio aos terminais de GNL Importao Exigncia de prvio registro como comercializador na ANP Comercializao Geral Dificuldades no acesso aos gasodutos de transporte
  8. 8. Leiles para Gerao Trmica a Gs Natural Resultados Imagem Leilo Ano do leilo Vendedor Empreendimento Combustvel Potncia (MW) 12LEN 2011 MPX ENERGIA S.A MARANHO III Gs Natural 499,2 12LEN 2011 PETROBRAS BAIXADA FLUMINENSE Gs Natural 530 20LEN 2014 AME MAU 3 Gs Natural 583 Imagem Image 20LEN 2014 AME MAU 3 Gs Natural 583 20LEN 2014 NOVO TEMPO NOVO TEMPO GNL 1238 20LEN 2014 UTERG RIO GRANDE GNL 1238 21LEN 2015 GPE SERGIPE PORTO DE SERGIPE I GNL 1515,64 Fonte: CCEE
  9. 9. Leiles para Gerao Trmica a Gs Natural Resultados Imagem Pouco desenvolvimento da IGN Projetos de integrados GNL-UTE no litoral (importao) Projetos Gas-to-Wire Imagem ImageIncentivos prticas anti-competitivas Favorecimento integrao vertical e horizontal Petrobras com grande poder de mercado para decidir quem concorre nos leiles Aumento do custo do gs natural Disputa pela oferta de gs Antecipao do esforo exploratrio
  10. 10. Convergncia GN-EE Por onde comear? Gs Natural Definio de uma poltica de mdio e longo prazo para uso do GN Aumento e diversificao da oferta Garantia de livre acesso aos gasodutos de transporte Incluir no PEMAT sinal locacional para a instalao de UTEs Incluir no PEMAT sinal locacional para a instalao de UTEs Energia Eltrica Adaptao das regras lgica da IGN Considerao da estrutura do mercado brasileiro de GN Geral Intensificao do dilogo entre MME, EPE, ANEEL, ANP, ONS Reduo dos incentivos verticalizao e ao aumento do poder de mercado
  11. 11. Iniciativas da ANP Promoo de rodadas com foco em gs natural Regulamentao da estocagem subternea de gs Oferta Reviso das regras de acesso com introduo da Reviso das regras de acesso com introduo da troca operacional Desenvolvimento de metodologia de aferio de capacidade de gasodutos Transporte Aes junto aos Estados para facilitar a atuao como AP e AIDistribuio
  12. 12. Imagem Conjuntura recente deixa o gs a reboque da lgica do setor eltrico Comprovao de reservas por todo o perodo contratual mostrou-se Concluses Concluses e questionamentos Imagem Image Comprovao de reservas por todo o perodo contratual mostrou-se restritiva demais Adoo do horizonte rolante para comprovar a disponibilidade de GN? Como dar maior previsibilidade ao despacho de UTEs a gs natural? Questionamentos
  13. 13. OBRIGADO!N Imagem Guilherme de Biasi Cordeiro Imagem Image Guilherme de Biasi Cordeiro gbiasi@anp.gov.br Superintendncia de Comercializao e Movimentao - ANP