Ato medico

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PL7703/2006 do Ato Médico analisada por vários profissionais da medicina da área de patologia. explica em termos leigos o que não se entende lendo diretamente na PL.

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  • 1. AT O M D I C O A LEI DA REGULAMENTAO DA MEDICINA E ADEFESA DOS DIREITOS DO CIDADO SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIAApoio:Associao Brasileira de Laboratrios de Anatomia Patolgica e Citopatologia (ABRALAPAC)Sociedade Brasileira de Citopatologia (SBC) Brasileira de Patologia - 1 Sociedade

2. EXPEDIENTE A LEI DA REGULAMENTAO DA MEDICINA E A DEFESA DOS DIREITOS DO CIDADOCarlos Alberto Fernandes RamosVice-Presidente para Assuntos Profissionais da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP)Artigos Especiais: Roberto Luiz Dvila Presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) Jos Luiz Gomes do Amaral Presidente da Associao Mdica Brasileira (AMB) DIRETORIA EXECUTIVA DA SBP Celso Rubens Vieira e Silva Presidente Leila Maria Cardo Chimelli Vice-Presidente para assuntos AcadmicosCarlos Alberto F. Ramos Vice-Presidente para assuntos Profissionais Sueli Aparecida Maeda Pereira Secretrio Geral Joo Noberto Stvale Tesoureiro Carlos Renato Almeida Melo Secretrio AdjuntoPaulo Srgio Zoppi Tesoureiro Adjunto DIRETORIA EXECUTIVA DA ABRALAPACPaulo Srgio Zoppi Presidente Maria Salete Trigueiro de Arajo Vice-Presidente Sheila Rochlin Secretrio GeralLus Vitor de Lima Salomo TesoureiroTamara Candeia de Mattos Secretrio AdjuntoHerclio Fronza Jnior Tesoureiro Adjunto Publicao, distribuio e informaes:Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) Associao Brasileira de Laboratrios deRua Ambrosina de Macedo, 79 Patologia e Citopatologia (ABRALAPAC)Vila Mariana - CEP 04013-030Rua Padre Machado, 455Vila Mariana CEP 04127-000sbp@sbp.org.brabralapac@abralapac.org.brwww.sbp.org.brwww.abralapac.org.brSo Paulo SP (2009) So Paulo SP (2009) 3. NDICEINTRODUO O ato mdico e a populao5Captulo IObjetivos da lei 6Captulo II Ato mdico e multidisciplinaridade 9Captulo IIIAto mdico e sade 10Captulo IV Atos mdicos no privativos & outros 12Captulo VAtos diagnsticos13Captulo VI Ato mdico e SUS 14Captulo VIIAto mdico e Patologia 16Captulo VIII Ato mdico e Citopatologia 17Captulo IX Ato mdico e o interesse pblico 19Captulo XAto mdico e Biomedicina 20Captulo XI Ato mdico e direo deestabelecimentos de sade21Captulo XIIAto mdico e o ensino da Medicina22Captulo XIII Ato mdico e o exerccio ilegal da Medicina23Captulo XIVArtigo especial: A regulamentao damedicina e o bem estar do cidado25Captulo XV Artigo especial: Falsa polmica27Captulo XVICarta de Bzios dos patologistas brasileiros 29Captulo XVII Os diagnsticos das doenas so atos mdicos 31 4. Introduo - O ato mdico e a populaoIntroduo - O ato mdico e a populaoA populao brasileira compreende o significado da Lei do Ato Mdicopara regulamentao da Medicina?SIM. Desde que os princpios da lei sejam explicados de forma muito clara,e enriquecidos com os exemplos mais prticos e as questes do dia-a-dia.As perguntas adequadas para que o cidado comum possa posicionar-secontra ou a favor do ato mdico devem ser: Com quem uma mulher prefere fazer o seu parto com mdico ouparteira? Com quem uma gestante prefere fazer o pr-natal com mdicoou enfermeira? Quem adoece espera ser atendido por mdico ou outroprofissional? Quem deve prescrever medicamentos para o tratamento dosnossos familiares um mdico ou um farmacutico? Quem deve investigar o diagnstico de uma enfermidade ummdico ou outro profissional? Quem submetido bipsia espera que o seu exame histopatolgicoseja confiado a mdico, farmacutico ou biomdico? Quem aluno em faculdade de medicina quer ter aulas de assuntosmdicos com enfermeiros, bioqumicos ou mdicos? Quem deve operar uma apendicite um mdico, um enfermeiroou um odontlogo?Nessas situaes, obviamente, a resposta de todos ser a mesma. Essediscernimento j est alicerado na mente das pessoas. Todos sabem o queos mdicos fazem e quando so necessrios em suas vidas.Da mesma forma, ningum indicar um mdico para: Obturar dentes Aplicar testes psicolgicos Orientar a reabilitao fisioterpica Manipular frmacosA Lei do Ato Mdico simples assim - ningum pode ser contra. A polmica falsa e no serve ao interesse pblico. Mesmo quem se diz contra, emtodas as situaes previstas pelo texto legal clamar por um mdico para si,para seu amigo ou familiar.A sociedade precisa ter uma lei regulamentando a Medicina parasalvaguardar os interesses do cidado, antes do que para defender osinteresses da classe mdica.Sociedade Brasileira de Patologia - 5 5. Captulo I - Objetivos da leiCaptulo IObjetivos da leiPor que ter uma lei para a regulamentao da Medicina?Atualmente, so 14 as profisses da sade. Excetuando-se a Medicina,que a mais antiga delas, todas as outras j foram regulamentadaspor leis especficas, que definem as suas atribuies e competncias.A sociedade no pode mais esperar que as atribuies dos mdicosbrasileiros continuem fora da leiQual o objetivo da lei para a regulamentao da Medicina?Em sua essncia, o projeto aprovado na Cmara dos Deputados, em20/10/2009 - PL 7703/2006 - sublinha a misso mdica devotada salvaguarda da sade do povo e busca de instrumentospara aperfeioamento do diagnstico, procedimentos teraputicos eprofilticos.Art. 4 So atividades privativas do mdico:I formulao do diagnstico nosolgico e respectiva prescrioteraputica; objetivo da Lei do Ato Mdico: Garantir o direito do cidado de contar com um mdico para ocorreto diagnstico e tratamento de seu problema de sade. Proteger a sociedade do charlatanismo ou exerccio ilegal daMedicina impedindo que pessoas de m f exeram atividadesprivativas dos mdicos Definir as responsabilidades exclusivas dos mdicos, sobre atosque somente so ensinados em faculdades de medicina e nasps-graduaes mdicas. Resguardar o exerccio de prerrogativas mdicas intransferveis,como:o Receitar medicamentoso Internar e dar altas hospitalareso Atestar doenas ou condies de sadeo Emitir laudos diagnsticos (anatomopatolgicos ecitopatolgicos), endoscpicos e de imagemo Realizar procedimentos cirrgicos ou invasivoso Sedar, anestesiaro Realizar percias mdicaso Atestar bito6 - Sociedade Brasileira de Patologia 6. Captulo I - Objetivos da leiQue garantias tem a sociedade de que o exerccio da Medicina serrealizado por um profissional capacitado para tal?O PL 7703/2006 dispe:Art. 2 O objeto da atuao do mdico a sade do ser humano e dascoletividades humanas, em benefcio da qual dever agir com o mximode zelo, com o melhor de sua capacidade profissional e sem discriminaode qualquer natureza.O mdico avaliado e fiscalizado por instncias de controle profissional,como os Conselhos Federal e Regional de Medicina, alm das associaesmdicas.Com a regulamentao da Medicina ficar claro, em lei, as atribuies dos mdicos, ascoisas que s eles fazem e que s eles esto preparados para fazer. Isto no s impedirque outras pessoas exeram atividades tpicas dos mdicos, como tambm exigir dosprprios mdicos maior responsabilidade na execuo de suas funes. (ComissoNacional em Defesa do Ato Mdico).Quem mais se beneficiar com a aprovao da Lei do Ato Mdico?A sociedade brasileira, com uma assistncia sade mais qualificada,promovida pelo trabalho harmonizado das equipes multiprofissionais,em sintonia com os dispositivos estabelecidos em lei.O projeto de lei simplesmente aprova o que a sociedade j sabe e espera dos mdicos(Comisso Nacional em Defesa do Ato Mdico)O atual projeto de lei para Regulamentao da Medicina acabacom a autonomia dos demais profissionais da sade e criminalizavrios cuidados hoje por eles exercidos, prejudicando a populaobeneficiria desses servios?NO. As treze outras profisses da sade: Tm suas competncias estabelecidas nas leis que as regulamentaram anteriormente. Elas so autnomas dentro desses limites. No podem utilizar o PL 7703/2006 para estabelecer novos escopos para as suas atividades. Para manter-se na legalidade, devem assegurar populao assistida que os cuidados oferecidos por seus profissionais esto previstos nas suas prprias leis.Sociedade Brasileira de Patologia - 7 7. Captulo I - Objetivos da leiA aprovao do PL 7703/2006 em nada mudar o status de legalidadedas demais profisses da sade*, conforme os vrios pargrafos doartigo 4: 2 No so privativos dos mdicos os diagnsticos psicolgico,nutricional e socioambiental, e as avaliaes comportamental e dascapacidades mental, sensorial, perceptocognitiva e psicomotora. 6 O disposto neste artigo no se aplica ao exerccio daOdontologia, no mbito de sua rea de atuao. 7 So resguardadas as competncias especficas das profissesde assistente social, bilogo, biomdico, enfermeiro, farmacutico,fisioterapeuta, fonoaudilogo, nutricionista, profissional deeducao fsica, psiclogo, terapeuta ocupacional, tcnico etecnlogo de radiologia, e outras profisses correlatas que vierema ser regulamentadas.*Nas pginas 23 a 24, so apresentadas algumas notcias quedemonstram que as situaes ilegais j so alcanadas pela Justia oudenunciadas pela mdia, independentemente da existncia da Lei doAto Mdico.8 - Sociedade Brasileira de Patologia 8. Captulo II - Ato mdico e multidisciplinaridadeCaptulo IIAto mdico e multidisciplinaridadeA aprovao do PL 7703/2006 pode dificultar o atendimentomultiprofissional dos pacientes pelas equipes de sade?NO. No texto atual do PL 7703/2006, no existe qualquer refernciaque coloque os demais profissionais da sade em posio subalternaaos mdicos. Nenhum profissional ser excludo do sistema de sade.Em relao ao atendimento multidisciplinar, a lei em nada mudaras prticas de atendimento vigentes, seja no SUS seja na atividadeprivada.A aprovao do PL 7703/2006 representa um retrocesso multiprofissionalidade da ateno em sade?NO. Pelo contrrio, o texto aprovado na Cmara dos Deputadosenfatiza que as regulamentaes de cada uma das profisses da sadej tm suas competncias definidas em lei, no podendo haver choqueentre os seus escopos e a Lei do Ato Mdico.Que artigos do PL 7703/2006 resguardam o exerccio autnomodas vrias profisses de sade?O artigo 4 define as atividades privativas dos mdicos, entretanto,ressalva, em vrios pargrafos, os atos que podem ser compartilhadoscom outros profissionais, como tambm as competncias especficas detodas as outras profisses da sa