RESUMO DE DENTÍSTICA

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  • APOSTILA DE DENTSTICA II

    Rayssa Mendona Vitorino 8 SEMESTRE

  • DENTSTICA II

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    INTERRELAO DENTSTICA-PERIODONTIA-OCLUSO

    o O sistema estomatogntico funciona como um conjunto de estruturas, a perda de funo de

    uma delas causa danos s demais, levando a um desarranjo do sistema.

    o Diagnstico Plano de tratamento:

    - Anamnese

    - Exame fsico

    - Exame clnico

    - Exames complementares

    o Plano de tratamento:

    - A doena e as alteraes manifestam-se de maneira particular em cada indivduo.

    - O diagnstico complexo e individualizado.

    - O tratamento deve objetivar a sade e equilbrio do sistema estomatogntico,

    atuando nos nveis: Preventivo, interceptador e restaurador.

    o Diagnstico periodontal:

    - Tecido periodontal:

    Periodonto de proteo Gengiva marginal e inserida

    Periodonto de sustentao Osso alveolar e ligamento periodontal

    o Interrelao: Periodontia X Dentstica:

    - Localizao das margens cervicais das restauraes (0,5cm aqum da margem).

    - Contornos axiais de coroas.

    - Manuteno do ponto de contato (Evitar que o processo mastigatrio leve injrias ao

    tecido no-queratinizado, entre os dentes, e inicie uma inflamao).

    - Acabamento e polimento (Causa proteo e evita que o material seja oxidado;

    Dificulta proliferao de placa bacteriana).

    - Resposta dos tecidos periodontais como resultado dos preparos realizados.

    o Princpios biolgicos e Localizao da margem cervical:

    - Margem supra-gengival (LOCALIZAO IDEAL): Facilita a execuo do preparo,

    acabamento, polimento e adaptao; Facilidade de higienizao na interface dente-

    restaurao.

    - Margem subgengival: Dificulta a visualizao na adaptao, acabamento do preparo

    e restaurao; Dificulta a higienizao na interface dente-restaurao pelo paciente.

    o Distncias biolgicas: uma entidade

    anatmica que representa unio entre tecidos

    gengivais e as superfcies dentais, ou seja, a

    unio dento-gengival.

    o Procedimentos que invadam as distncias

    biolgicas causaro mudanas no periodonto

    como sangramento e inflamao constante,

    recesses gengivais alm de perdas de

    insero e do nvel sseo.

    o Consequncias da invaso do espao biolgico:

    - Inflamao gengival persistente:

    Aumento da papila e edema localizado

  • DENTSTICA II

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    - Dor sob a forma de sensibilidade gengival

    - Recesso gengival

    - Formao de bolsa, reabsoro ssea/mobilidade

    o Agentes irritantes associados s restauraes:

    - Presena de biofilme microbiano

    - Unio dente/restaurao incorreta

    - Produtos txicos liberados pelo material restaurador (Monmeros, metais, etc)

    - Traumas oclusais (Excessos de material)

    o Agentes irritantes associados ao tecido periodontal:

    - Excesso de restauraes

    - Margens subgengivais

    - Perda de espao

    - Invaso do espao biolgico

    - Traumas de ocluso

    o Previamente aos procedimentos restauradores:

    - Remoo dos irritantes locais

    - Instruo sobre higiene oral

    - Ajuste oclusal

    - Procedimentos cirrgicos

    - Pequenos movimentos ortodnticos

    o Alternativas:

    - Cirrgicas: Gengivectomia; Cunha proximal e distal; Cirurgias a retalho com ou sem

    osteotomia.

    - Ortodnticas: Extruso ortodntica induzida por expor as bordas da raiz para uma

    posio mais favorvel.

    - Aumento de Coroa Clnica: Restabelecer o espao biolgico; Permitir o isolamento

    do campo operatrio; Realizado em reas no-estticas.

    - Fraturas de esmalte e dentina: Conduta clnica para uma colagem de fragmento

    Analisar se o dente est bem condicionado, hidratado e limpo, as condies clnicas

    do remanescente, o tempo fator principal e importante para proliferao de

    bactrias causando injrias pulpares e edemasiamento do periodonto. Quando a

    fratura invade o espao biolgico, faz tracionamento ortodntico ou aumento de

    coroa clnica, dependendo do elemento dentrio, devido esttica.

    - Cunha distal: Remoo do tecido com a preservao de quantidade suficiente de

    mucosa ceratinizada no ltimo elemento do arco

    - Extruso dentria:

    Extruso imediata: Em um nico momento, com auxlio do frceps e faz um

    pequeno avulsionamento.

    Extruso mediata: Lenta e rpida; Esse tratamento ortodntico.

    Recuperao do espao biolgico: Violao do espao dento-gengival por

    meio de crie, fratura, reabsores radiculares, perfuraes radiculares

    iatrogncias Eliminao de bolsas periodontais; Recobrimento radicular de

    recesses em dentes portadores de prtese; Correo de mordidas abertas;

    Aumento da espessura do septo sseo interproximal de razes muito prximas.

  • DENTSTICA II

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    o Contornos axiais H as papilas gengivais, vestibular e lingual, ligadas entre si por um

    tecido no-queratinizado chamado col. O que protege esse col o ponto de contato entre

    os dentes; Assim, em restauraes indiretas deve estar atento para o contorno axial, pois ou

    vai estar sem contato ou com contato excessivo (Em condies anormais), devendo ficar

    atento quanto a isso:

    - Contorno IDEAL: Deve-se tentar devolver a forma do elemento dentrio dentro dos

    conhecimentos da anatomia. Assim, haver um correto controle da placa e proteo

    dos tecidos gengivais.

    - Subcontorno: A falta de reconstruo da convexidade do tero cervical; menos

    prejudicial do que o sobrecontorno; Os sulcos gengivo-marginais expostos ao

    traumatismo alimentar pode causar gengivite marginal.

    - Sobrecontorno: A constrio excessiva da curvatura do dente; Demasiada

    proteo ao tecido gengival o que impedir o estmulo dos alimentos e a ao de

    auto-limpeza normais; O tecido comea a ficar fino e a inflamar associado ao

    acmulo de placa; Procedimentos de higiene oral so incapazes de controlar a placa

    com consequente instalao de gengivite; Assim favorece o acmulo de placa

    gerando a inflamao, necessitando de um acabamento e polimento deixando as

    superfcies mais lisas.

    o Manuteno do ponto de contato (Retirar a cunha de madeira em uma restaurao de

    amlgama pela vestibular ou lingual, j a resina composta est polimerizada, ento no tem

    que obedecer a uma direo certa):

    - As faces proximais dos dentes devem sempre conservar o seu contorno natural para

    se relacionarem atravs das reas de contato, a fim de manter o espao necessrio

    para o alojamento da papila interdental.

    - A funo da cunha de madeira, e vantagem, compensar a espessura da matriz.

    - Essas superfcies proximais so planas e convexas, onde a papila preenche a base

    das ameias e o espao interdentrio.

    - A falta do ponto de contato leva a um trauma alimentar direto, e j o excesso, causa

    reteno.

    - Em dentes anteriores, os pontos de contato so localizados no tero incisal das

    faces proximais.

    - Em dentes posteriores, os pontos de contato so localizados no 1/3 oclusal das

    paredes proximais (Mesial e distal) e metade vestibular do dente, no sentido

    vestbulo-lingual, abaixo do vrtice das cristas marginais, como forma de proteger a

    papila da impactao do alimento; Isso implica numa direo da cunha de madeira

    que deve ser lnguo-vestibular.

    - Importncia do uso do sistema matriz-cunhas e matrizes bem adaptadas.

    - Matrizes universais: Pr-fabricadas ou sistema porta-matriz.

    - Cunha de madeira: Devolve anatomia do contato.

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    o Contatos oclusais:

    - Foras oclusais:

    Ligamento periodontal: Foras ao longo eixo do dente; Intensidade normal

    (Situao de trauma de ocluso)

    Osso periodontal: Nenhum dano aos tecidos de suporte (Tecidos de

    suporte dos dentes sofrem danos reversveis ou no)

    o Trauma de ocluso:

    - Contato prematuro e ajuste at ser obtido estabilidade (Ponta de cspide ocluindo

    na fossa do antagonista).

    - Checar contatos oclusais com papel carbono.

    - Gera a abfrao.

    DIMENSO SENSIBILIDADE TRATAMENTO

    Leso de profundidade

    inferior a 1mm

    Sim Remoo do fator etiolgico,

    dessensibilizao e proservao.

    Leso de profundidade

    inferior a 1mm

    No Remoo do fator etiolgico e

    proservao.

    Leso de profundidade

    superior a 1mm

    Sim Remoo do fator etiolgico,

    dessensibilizao, restaurao e

    proservao.

    Leso de profundidade

    superior a 1mm

    No Remoo do fator etiolgico,

    restaurao e proservao.

    o Checa-se a ocluso aps restauraes, procurando que ela seja mutualmente protegida:

    - Em RC e MIH buscando pela ORC (Posio em que o cndilo coincide com a

    mxima intercuspidao), porm isso quase impossvel.

    - Movimentos de lateralidade, verificando os lados de balanceio e trabalho em

    protruso com a guia incisal, desocluindo os anteriores.

    - Caso se verifique algum contato prematuro ou interferncia, deve-se fazer o ajuste

    imediato (Feito com pontas velhas para que no tenha muito desgaste, e tambm

    com discos abrasivos, sendo como primeira escolha este ltimo)

    o Contato clinicamente aceitvel:

    - Que ele seja puntiforme

    - Prximo ao centro do elemento dentrio

    - Mesma intensidade de cor dos dentes vizinhos

    - No deve ser percebido pelo paciente (Esse o critrio que devemos usar, ps-

    restaurao para fazer o ajuste oclusal).

    - Marcar com carbono todo o hemiarco de anterior para posterior (Contatos em todos

    os elementos dentrios)

    - O ponto de contato deve ser estvel, ou seja, no de