A medicina do futuro

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MEDICINA DO FUTURO

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  • 1.A Medicina no Sculo XXI:A Medicina no Sculo XXI: o perfil do mdico doo perfil do mdico do futurofuturo Roberto Luiz dAvila Cardiologista Mestre em Neurocincias e Comportamento Professor Adjunto de Medicina da UFSC Vice-Presidente do Conselho Federal de Medicina Membro do Conselho Editorial da Revista Biotica Universidade So Camilo Faculdade de Medicina

2. FUTURO Expectativa de vida em 2020: 120 anos; em 2050: 150 anos Cncer: cura em 15 anos AIDS: cura em 15 anos Cura para a maioria das doenas infecto-contagiosas 3. FUTURO Gentica molecular preveno, diagnstico e tratamento; Nanomedicina; Vitria da IMAGEM sobre os outros mtodos propeduticos; Robtica. 4. A medicina no futuroA medicina no futuro Equipes multiprofissionais integradas Medicina baseada em evidncia Preveno Mudana de hbitos de vida Exigncia de qualidade Racionalizao do uso dos recursos Hospital sem paredes 5. A difcil vida de um obstetra 6. Misso do MdicoMisso do Mdico Curar s vezes, aliviarCurar s vezes, aliviar freqentemente e consolarfreqentemente e consolar sempre.sempre. 7. : Bondade, simpatia, pacincia e interesseBondade, simpatia, pacincia e interesse pessoal.pessoal. :: Conhecimento cientfico, desenvolvimentoConhecimento cientfico, desenvolvimento tecnolgicotecnolgico 19001900 20002000 EVOLUO DA MEDICINA: VARIVEIS DOS MDICOSEVOLUO DA MEDICINA: VARIVEIS DOS MDICOS ? //500 aC500 aC 10001000 // 1800180000 Francisconi 8. Amamos o mdico no pelo seu saber,Amamos o mdico no pelo seu saber, no pelo seu poder, mas pelano pelo seu poder, mas pela solidariedade humana que se revelasolidariedade humana que se revela na sua espera meditativa. E todos osna sua espera meditativa. E todos os seus fracassos (pois no esto, todosseus fracassos (pois no esto, todos eles, condenados a perder a ltimaeles, condenados a perder a ltima batalha?) sero perdoados se, nobatalha?) sero perdoados se, no nosso desamparo, percebermos quenosso desamparo, percebermos que ele silenciosamente, permanece eele silenciosamente, permanece e medita, junto conosco.medita, junto conosco. Rubem AlvesRubem Alves 9. Cenrios eCenrios e perspectivasperspectivas Modelo de assistncia hospitalar, centrado na atividade do mdico; Mdicos j no tem mandato social para avaliar e determinar as aes mdicas; Presena de estruturas intermedirias entre o mdico e o paciente, complicando e deteriorando as suas relaes; Interfaces com outras profisses da rea da sade. 10. TENHO MIL RAZES PARA NO TOMAR REMDIOS. ISTO APENAS EST PERMITIDO A PESSOAS VIGOROSAS E ROBUSTAS QUE CONTAM COM FORAS PARA SUPORTAR OS REMDIOS ALM DA ENFERMIDADE. MOLIRE, O Doente Imaginrio Ato III, Cena III 11. Cenrios e perspectivasCenrios e perspectivas Maior preocupao dos gestores com custos do que com a qualidade da assistncia; Poder de deciso nas mos de polticos, administradores e burocratas; Valorizao da relao dos pagadores com os compradores (planos de sade e empresas, governo e instituies) em detrimento da relao mdico-paciente; 12. Cenrios eCenrios e perspectivasperspectivas Despersonalizao (impessoalidade) do atendimento (relao instituio-cliente); Excesso de escolas mdicas; Formao tcnica e humanista deficiente; tica Mdica violentada; Envelhecimento da populao. 13. O que mudou... Comparando com a pesquisa prvia (Machado, 1996), percebem-se as seguintes mudanas: Mais mulheres mdicas Marcha em direo s cidades do interior Diminuiu porcentagem de mdicos com residncia Porcentagem maior de mdicos estrangeiros no Norte Porcentagem maior de mdicos em congressos 14. O que mudou... Porcentagem maior dos mdicos que tm mltiplas atividades Surgem outras fontes de renda e aumentam os plantonistas Evidenciou-se um achatamento do salrio e das expectativas O PSF percebido como positivo Os convnios so hoje uma realidade A Medicina segue sendo vista com pessimismo 15. Relao Mdico-Paciente Rpida e Insensvel Compreensiva e Genuna Grave e Solene 16. Quem o Paciente? um ser um ser biolgicobiolgico um ser um ser biogrficobiogrfico um ser um ser simblicosimblico 17. 1. Direito a ter um pronturio com todas as informaes prestadas e acesso irrestrito s anotaes efetuadas pelo facultativo, 2. Direito em ser questionado sobre seus sintomas, ser examinado diligentemente e ter todos os meios que a medicina oferece sua disposio, 3. Direito em ter seu pudor respeitado e no ser discriminado sob nenhuma hiptese, 4. Direito em ser acompanhado por familiar ou amigo em qualquer procedimento mdico, 5. Direito aos exames complementares realizados, Direitos dos Pacientes 18. 6. Direito opinies de outros mdicos, 7. Direito de ter um diagnstico e prognstico, e mais que tudo, direito verdade, 8. Direito de consentir ou recusar qualquer procedimento ou tratamento proposto (internaes, cirurgias, etc.), 9. Direito ao segredo sobre sua sade e sua doena, 10. Direito a uma morte digna. Direitos dos Pacientes 19. CONSELHOS DE ESCULPIOCONSELHOS DE ESCULPIO (Annimo grego)(Annimo grego) Universidade de Navarra/Espanha - Departamento de Biotica - Textos clssicos Queres ser mdico, meu filho? Esta Queres ser mdico, meu filho? Esta aspirao de uma alma generosa e de umaspirao de uma alma generosa e de um esprito vido de cincia. Desejas que osesprito vido de cincia. Desejas que os homens te tenham por um deus que aliviahomens te tenham por um deus que alivia seus males e afugenta deles o temor. Porm,seus males e afugenta deles o temor. Porm, tens pensado no que vai ser a tua vida?tens pensado no que vai ser a tua vida? 20. Perfil do mdico a ser formadoPerfil do mdico a ser formado Mdico, com formao generalista,Mdico, com formao generalista, humanista, crtica e reflexiva.humanista, crtica e reflexiva. Capacitado a atuar, pautado emCapacitado a atuar, pautado em princpios ticos, no processo deprincpios ticos, no processo de sade-doena em seus diferentessade-doena em seus diferentes nveis de ateno, com aes denveis de ateno, com aes de promoo, preveno, recuperao epromoo, preveno, recuperao e reabilitao sade, na perspectivareabilitao sade, na perspectiva da integralidade da assistncia, comda integralidade da assistncia, com senso de responsabilidade social esenso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, comocompromisso com a cidadania, como promotor da sade integral do serpromotor da sade integral do ser 21. 1. Formao (cultura) 2. Informao 3. Maturidade Emocional 4. Esprito crtico 5. Dedicao ao paciente 6. Humanista 7. Administrao do tempo 8. Esprito de grupo O mdico doO mdico do FuturoFuturo 22. Conan Doyle OuvirOuvir o que o pacienteo que o paciente dizdiz (A)(A) VerVer o queo que se mostrase mostra (EF)(EF) DecodificarDecodificar o queo que se anunciase anuncia (EF)(EF) InferirInferir o queo que se escondese esconde (EF)(EF) EntenderEntender o que o pacienteo que o paciente conhececonhece (A)(A) EncontrarEncontrar o que o pacienteo que o paciente desconhecedesconhece (A)(A) DesvendarDesvendar o que eleo que ele no quer conhecerno quer conhecer (A)(A) 23. Anamnese X Tecnologia Howard Baker (Southern Illinois Medical School): uma anamnese bem feita por um mdico bem preparado chega ao diagnstico em 90% dos casos. Um estudo alemo (Dsseldorf) mostrou que o uso de exames modernos (ultra- som, ressonncia, tomografia, endoscopia, bipsia, etc.) em detrimento da anamnese e do exame fsico piorou ou, pelo menos, no melhorou, nos ltimos 40 anos, a acuidade diagnstica ( exceo do cncer). 24. Sir William Osler Para que possa ser um bom mdico afastai-o das salas de aula e dos anfiteatros; levai-o para o ambulatrio e para as enfermarias. 25. Aquele que s medicina sabe, nem Medicina sabe. Jos LetamendiJos Letamendi Formao cultural 26. O teor humanstico da prtica da medicina Primeiro Ponto: currculos das escolas Segundo Ponto: reviver a primazia do paciente Terceiro Ponto: reviver a primazia do encontro Quarto Ponto: reviver aQuarto Ponto: reviver a primaziaprimazia dada anamneseanamnese 27. O estudante de MedicinaO estudante de Medicina um idealista no incio do um idealista no incio do curso e um cnico no finalcurso e um cnico no final do curso...do curso... Giovanni Berlinguer 28. Desejos altrustas em estudantes de Medicina Felicidade (34%), dinheiro (32%) eFelicidade (34%), dinheiro (32%) e desejos altrustas (31%).desejos altrustas (31%). No houve variao significativa doNo houve variao significativa do 11 ao 6 ano. ao 6 ano. Desejos altrustas: mulheres (36%)Desejos altrustas: mulheres (36%) e homens (26%)e homens (26%) Felicidade: mulheres (42%) eFelicidade: mulheres (42%) e homens (26%)homens (26%) Desejos sexuais: mulheres (0,8%)Desejos sexuais: mulheres (0,8%) e homens (5%).e homens (5%). BMJ, 319:1593-95,BMJ, 319:1593-95, 29. Expectativa dosExpectativa dos pacientespacientes Confortar, Escutar, Olhar e Tocar: mais do que Ttulos, cursos de especializao e tempo de formado; Boa aparncia do consultrio (no o luxo!); Ateno e bom humor da atendente; Rejeio ao tratamento apressado e impessoal: causas de erro! 30. Uma consulta deve durar uma hora. Por cinqenta minutos ausculte a alma do paciente. Nos outros dez faa de conta que o examina... Maimnides 31. CONSELHOS DE ESCULPIO Pensa bem enquanto tempo. PormPensa bem enquanto tempo. Porm se, indiferente fortuna, aos prazeres,se, indiferente fortuna, aos prazeres, ingratido; se, sabendo que te vers ingratido; se, sabendo que te vers muitas vezes s entre feras humanas,muitas vezes s entre feras humanas, tens a alma o bastante estica paratens a alma o bastante estica para satisfazer-se com o dever cumprido, ousatisfazer-se com o dever cumprido, ou te julgas suficientemente pago com ote julgas suficientemente pago com o agradecimento de uma me que acabaagradecimento de uma me que acaba de dar luz, com um rosto que sorride dar luz, com um rosto que sorri porque a dor se aliviou, com a paz deporque a dor se aliviou, com a paz de um moribundo a quem acompanhas atum moribundo a quem acompanhas at o final;o final; 32. CONS