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  • 1. Captulo V da CLT Art. 154 at Art. 200DA SEGURANA E DA MEDICINA DO TRABALHO(Redao deste Captulo dada pela Lei n 6.514, de 22-12-77, DOU 23-12-77)SEO IDisposies GeraisArt. 154 A observncia, em todos os locais de trabalho, do disposto neste Captulo,no desobriga as empresas do cumprimento de outras disposies que, com relao matria, sejam includas em cdigos de obras ou regulamentos sanitrios dos Estados ouMunicpios em que se situem os respectivos estabelecimentos, bem como daquelasoriundas de convenes coletivas de trabalho.Art. 155 Incumbe ao rgo de mbito nacional competente em matria de segurana emedicina do trabalho:I estabelecer, nos limites de sua competncia, normas sobre a aplicao dos preceitosdeste Captulo, especialmente os referidos no art. 200;II coordenar, orientar, controlar e supervisionar a fiscalizao e as demais atividadesrelacionadas com a segurana e a medicina do trabalho em todo o territrio nacional,inclusive a Campanha Nacional de Preveno de Acidentes do Trabalho;III conhecer, em ltima instncia, dos recursos, voluntrios ou de ofcio, das decisesproferidas pelos Delegados Regionais do Trabalho, em matria de segurana e medicinado trabalho.Art. 156 Compete especialmente s Delegacias Regionais do Trabalho, nos limites desua jurisdio:I promover a fiscalizao do cumprimento das normas de segurana e medicina dotrabalho;II adotar as medidas que se tornem exigveis, em virtude das disposies desteCaptulo, determinando as obras e reparos que, em qualquer local de trabalho, se faamnecessrias;III impor as penalidades cabveis por descumprimento das normas constantes desteCaptulo, nos termos do art. 201.Art. 157 Cabe s empresas:I cumprir e fazer cumprir as normas de segurana e medicina do trabalho;II instruir os empregados, atravs de ordens de servio, quanto s precaues a tomarno sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenas ocupacionais;

2. III adotar as medidas que lhe sejam determinadas pelo rgo regional competente;IV facilitar o exerccio da fiscalizao pela autoridade competente.Art. 158 Cabe aos empregados:I observar as normas de segurana e medicina do trabalho, inclusive as instrues deque trata o item II do artigo anterior;II colaborar com a empresa na aplicao dos dispositivos deste Captulo.Pargrafo nico Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada:a) observncia das instrues expedidas pelo empregador na forma do item II doartigo anterior;b) ao uso dos equipamentos de proteo individual fornecidos pela empresa.Art. 159 Mediante convnio autorizado pelo Ministrio do Trabalho, podero serdelegadas a outros rgos federais, estaduais ou municipais atribuies de fiscalizaoou orientao s empresas quanto ao cumprimento das disposies constantes desteCaptulo.SEO IIDa Inspeo Prvia e do Embargo ou InterdioArt. 160 Nenhum estabelecimento poder iniciar suas atividades sem prvia inspeoe aprovao das respectivas instalaes pela autoridade regional competente em matriade segurana e medicina do trabalho. 1 Nova inspeo dever ser feita quando ocorrer modificao substancial nasinstalaes, inclusive equipamentos, que a empresa fica obrigada a comunicar,prontamente, Delegacia Regional do Trabalho. 2 facultado s empresas solicitar prvia aprovao, pela Delegacia Regional doTrabalho, dos projetos de construo e respectivas instalaes.Art. 161 O Delegado Regional do Trabalho, vista do laudo tcnico do serviocompetente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poder interditarestabelecimento, setor de servio, mquina ou equipamento, ou embargar obra,indicando na deciso, tomada com a brevidade que a ocorrncia exigir, as providnciasque devero ser adotadas para preveno de infortnios de trabalho. 1 As autoridades federais, estaduais e municipais daro imediato apoio s medidasdeterminadas pelo Delegado Regional do Trabalho. 2 A interdio ou embargo podero ser requeridos pelo servio competente daDelegacia Regional do Trabalho e, ainda, por agente da inspeo do trabalho ou porentidade sindical. 3. 3 Da deciso do Delegado Regional do Trabalho podero os interessados recorrer,no prazo de 10 (dez) dias, para o rgo de mbito nacional competente em matria desegurana e medicina do trabalho, ao qual ser facultado dar efeito suspensivo aorecurso. 4 Responder por desobedincia, alm das medidas penais cabveis, quem, apsdeterminada a interdio ou embargo, ordenar ou permitir o funcionamento doestabelecimento ou de um dos seus setores, a utilizao de mquina ou equipamento, ouo prosseguimento de obra, se, em conseqncia, resultarem danos a terceiros. 5 O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso, e aps laudo tcnicodo servio competente, poder levantar a interdio. 6 Durante a paralisao dos servios, em decorrncia da interdio ou embargo, osempregados recebero os salrios como se estivessem em efetivo exerccio.SEO IIIDos rgos de Segurana e de Medicina do Trabalho nas EmpresasArt. 162 As empresas, de acordo com normas a serem expedidas pelo Ministrio doTrabalho, estaro obrigadas a manter servios especializados em segurana e emmedicina do trabalho.Pargrafo nico As normas a que se refere este artigo estabelecero:a) classificao das empresas segundo o nmero mnimo de empregados e a natureza dorisco de suas atividades;b) o nmero mnimo de profissionais especializados exigido de cada empresa, segundoo grupo em que se classifique, na forma da alnea anterior;c) a qualificao exigida para os profissionais em questo e o seu regime de trabalho;d) as demais caractersticas e atribuies dos servios especializados em segurana e emmedicina do trabalho, nas empresas.Art. 163 Ser obrigatria a constituio de Comisso Interna de Preveno deAcidentes CIPA -, de conformidade com instrues expedidas pelo Ministrio doTrabalho, nos estabelecimentos ou locais de obra nelas especificadas.Pargrafo nico O Ministrio do Trabalho regulamentar as atribuies, a composioe o funcionamento das CIPAs.Art. 164 Cada CIPA ser composta de representantes da empresa e dos empregados,de acordo com os critrios que vierem a ser adotados na regulamentao de que trata opargrafo nico do artigo anterior. 1 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, sero por elesdesignados. 4. 2 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, sero eleitos emescrutnio secreto, do qual participem, independentemente de filiao sindical,exclusivamente os empregados interessados. 3 O mandato dos membros eleitos da CIPA ter a durao de 1 (um) ano, permitidauma reeleio. 4 O disposto no pargrafo anterior no se aplicar ao membro suplente que, duranteo seu mandato, tenha participado de menos da metade do nmero da reunies da CIPA. 5 O empregador designar, anualmente, dentre os seus representantes, o Presidenteda CIPA, e os empregados elegero, dentre eles, o Vice-Presidente.Art. 165 Os titulares da representao dos empregados nas ClPAs no podero sofrerdespedida arbitrria, entendendo-se como tal a que no se fundar em motivo disciplinar,tcnico, econmico ou financeiro.Pargrafo nico Ocorrendo a despedida, caber ao empregador, em caso dereclamao Justia do Trabalho, comprovar a existncia de qualquer dos motivosmencionados neste artigo, sob pena de ser condenado a reintegrar o empregado.SEO IVDO EQUIPAMENTO DE PROTEO INDIVIDUALArt. 166 A empresa obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente,equipamento de proteo individual adequado ao risco e em perfeito estado deconservao e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral no ofereamcompleta proteo contra os riscos de acidentes e danos sade dos empregados.Art. 167 O equipamento de proteo s poder ser posto venda ou utilizado com aindicao do Certificado de Aprovao do Ministrio do Trabalho.SEO VDas Medidas Preventivas de Medicina do TrabalhoArt. 168 Ser obrigatrio exame mdico, por conta do empregador, nas condiesestabelecidas neste artigo e nas instrues complementares a serem expedidas peloMinistrio do Trabalho: (Redao dada pela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89)I na admisso; (Redao dada pela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89)II na demisso; (Redao dada pela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89)III periodicamente. (Redao dada pela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89) 1 O Ministrio do Trabalho baixar instrues relativas aos casos em que seroexigveis exames: (Redao dada pela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89) 5. a) por ocasio da demisso; (Redao dada pela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89)b) complementares. (Redao dada pela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89) 2 Outros exames complementares podero ser exigidos, a critrio mdico, paraapurao da capacidade ou aptido fsica e mental do empregado para a funo que devaexercer. (Redao dada pela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89) 3 O Ministrio do Trabalho estabelecer, de acordo com o risco da atividade e otempo de exposio, a periodicidade dos exames mdicos. (Redao dada pela Lei n7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89) 4 O empregador manter, no estabelecimento, o material necessrio prestao deprimeiros socorros mdicos, de acordo com o risco da atividade. (Redao dada pela Lein 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89) 5 O resultado dos exames mdicos, inclusive o exame complementar, sercomunicado ao trabalhador, observados os preceitos da tica mdica. (Redao dadapela Lei n 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89)Art. 169 Ser obrigatria a notificao das doenas profissionais e das produzidas emvirtude de condies especiais de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeita, deconformidade com as instrues expedidas pelo Ministrio do Trabalho.SEO VIDas EdificaesArt. 170 As edificaes devero obedecer aos requisitos tcnicos que garantamperfeita segurana aos que nelas trabalhem.Art. 171 Os locais de trabalho devero ter, no mnimo, 3 (trs) metros de p-direito,assim considerada a altura livre do piso ao teto.Pargrafo nico Poder ser reduzido esse mnimo desde que atendidas as condies deiluminao e conforto trmico compatveis com a natureza do trabalho, sujeitando-se talreduo ao controle do rgo competente em matria de segurana e medicina dotra