A prova testemunhal no Código de Processo Civil

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Trabalho de Curso

Text of A prova testemunhal no Código de Processo Civil

  • 1. FACULDADE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE CURSO DE DIREITO ASPECTOS DA PROVA TESTEMUNHAL NO ATUAL CDIGO DE PROCESSO CIVIL BRASILEIRO SO PAULO 2014
  • 2. EDMILSON ELPDIO DOS SANTOS GLEIDSON FRAIA JOS RENILSON DE C. SILVA MARGARETH DELUCA THAIS DA S. FARIA VANESSA DAIANA GONALVES ASPECTOS DA PROVA TESTEMUNHAL NO ATUAL CDIGO DE PROCESSO CIVIL BRASILEIRO Trabalho Interdisciplinar Orientado, apresentado como requisito parcial para obteno de nota no Curso de Bacharel em Direito, pela Faculdade Carlos Drummond de Andrade. Orientador: Prof: Anlia Roma Caracelli Feliciano de Oliveira. SO PAULO 2014
  • 3. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Art. Artigo Arts. Artigos N - Nmero CPC Cdigo de Processo Civil C.C Cdigo Civil Ed. edio P. pgina Prof. Professor (a) 1 - Primeiro 2 - Segundo STJ Supremo Tribunal de Justia TJ Tribunal de justia P.ex. por exemplo - Pargrafo CPP- Cdigo de Processo Penal CP- Cdigo Penal
  • 4. No h fatos eternos, como no h verdades absolutas. Friedrich Nietzsche
  • 5. SUMRIO 1 INTRODUO ..........................................................................................................................6 2 CONCEITO ................................................................................................................................9 2.1 ESPCIES DE PROVA TESTEMUNHAL ...........................................................................................9 2.2 DA ADMISSIBILIDADE E VALOR DA PROVA TESTEMUNHAL ..............................................10 2.3 RESTRIES A OUVIDA DE TESTEMUNHAS .......................................................................13 2.4 DA POSSIBILIDADE DE OUVIR TESTEMUNHAS SUSPEITAS E IMPEDIDAS ....................................16 2.5 A CONTRADITA .........................................................................................................................16 2.6 DIREITOS E DEVERES DAS TESTEMUNHAS ........................................................................18 3 DA PRODUO DA PROVA TESTEMUNHAL .................................................................21 3.1 REQUERIMENTO DA PROVA .....................................................................................................21 3.2 ARROLAMENTO DAS TESTEMUNHAS .........................................................................................21 3.3 SUBSTITUIO DAS TESTEMUNHAS ...........................................................................................22 3.4 NMERO DE TESTEMUNHAS .....................................................................................................22 3.5 ACAREAO .............................................................................................................................23 3.6 INTIMAO DAS TESTEMUNHAS ...............................................................................................24 3.7 INQUIRIO DAS TESTEMUNHAS ..............................................................................................25 4 DO FALSO TESTEMUNHO ..................................................................................................28 4.1 DA PARTICIPAO DO ADVOGADO NO CRIME DE FALSO TESTEMUNHO .........................................31 4.2 DE O CNJUGE RESPONDER AO PENAL DE FALSO TESTEMUNHO ............................................35 5 PSICOLOGIA DO TESTEMUNHO .....................................................................................37 5.1 PSICOLOGIA DA PERCEPO NOS ACONTECIMENTOS ................................................................38 5.2 TESTEMUNHO OBTIDO POR RELATO ESPONTNEO E POR INTERROGATRIO ..............................39 5.3 ESTUDO DIRIGIDO SOBRE A CAPACIDADE DO TESTEMUNHO ......................................................40 6 CONSIDERAES FINAIS ..................................................................................................41 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ......................................................................................42 ANEXOS ......................................................................................................................................46
  • 6. 6 1 INTRODUO Provar defender a verdade, a prova atravs do testemunho tem como fundamento a palavra humana, e devido a algumas condutas sociais, inmeras inverdades j produziram efeitos em tribunais, levando juzes a terem seus julgamentos distorcidos da realidade por testemunhos de carter oratrio excelente e sem nenhum senso moral. Nos sistemas jurdicos atuais. Os principais meios de comprovao atravs de provas so: documental, pericial e testemunhal. A prova testemunhal, a mais emblemtica de todas, nela que os Magistrados devem ponderar com prudncia, a fim de evitar que a mentira prevalea sobre a verdade. Na antiguidade atravs de estudos histricos, percebe-se que as civilizaes tiveram grandes preocupaes com as testemunhas, pois a prova testemunhal foi um dos principais meios de comprovao utilizada pelos antigos da poca. A testemunha na histria do direito resgata a essncia do tempo trazendo seu legado de forma linear at os dias atuais no ordenamento jurdico. Em uma breve histria da prova, desde o princpio, os homens j julgavam os seus semelhantes, recorrendo a Tribunais, sendo ali o local onde as testemunhas que presenciaram os fatos eram ouvidas. Por muitos sculos a Testemunha foi o principal meio de prova adotado nos processos judiciais, como prova temos manuscritos antigos e obras milenares como a Bblia e o Cdigo de Hamurabi. O Cdigo de Hamurabi visava que as testemunhas eram necessrias para provar a perda de algum objeto1 , a compra de algum bem2 , e prestar testemunho sempre que solicitadas pelo juiz. 1 Se algum perder algo e encontrar este objeto na posse de outro: se a pessoa em cuja posse estiver o objeto disser " um mercador vendeu isto para mim, eu paguei por este objeto na frente de testemunhas" e se o proprietrio disse" eu trarei testemunhas para que conhecem minha propriedade" , ento o comprador dever trazer o mercador de quem comprou o objeto e as testemunhas que o viram fazer isto, e o proprietrio dever trazer testemunhas que possam identificar sua propriedade. O juiz deve examinar os testemunhos dos dois lados, inclusive o das testemunhas. Se o mercador for considerado pelas provas ser um ladro, ele dever ser condenado morte. O dono do artigo perdido recebe ento sua propriedade e aquele que a comprou recebe o dinheiro pago por ela das posses do mercador Disponvel em: http://www.odireito.com/impressao.asp?ConteudoId=659&SecaoID=2&SubSecao=1&SubSecaoID=48 Acessado em: 13/05/2014.
  • 7. 7 J no o Cdigo de Manu, uma testemunha no poderia de forma alguma ficar calada. Tal ato equivalia a falso testemunho devendo as testemunhas sempre serem idneas3 . O Direito Hebreu um direito religioso dado por Deus ao seu povo, e desde o princpio imutvel, s Deus o pode modificar. Sua fonte a Bblia cujo livro sagrado e nele contm a "Lei" revelada por Deus aos Israelitas. Naquela poca o testemunho de uma nica pessoa no era valido em casos especficos, sendo necessria a presena de duas ou mais testemunhas para comprovao dos fatos4 . O falso testemunho era tratado de forma impiedosa podendo a falsa testemunha sofrer duras sanes5 . As mulheres sofriam a despeito de relativa inferioridade jurdica em relao aos homens, em especial no tocante aos aspectos de aquisio de propriedade e casamento, tinham tambm os seus testemunhos invlidos. Era rigorosa a escolha das testemunhas e muitas de carter duvidoso no podiam testemunhar quem tivesse interesse pecunirio na causa, assim como os que sofriam com fome ou sede, o homem dependente e o mal afamado etc. No Imprio Romano, a prova testemunhal ganhou um novo impulso, no aceitando as testemunhas infames, como prostitutas e gladiadores6 . 2 Se o comprador no apresenta o vendedor e as testemunhas perante as quais ele comprou, mas, o proprietrio do objeto perdido apresenta um testemunho que reconhece o objeto, ento o comprador o ladro e morrer. O proprietrio retoma o objeto perdido Disponvel em: http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/hamurabi.htm Acessado em: 13/05/2014. Se as testemunhas do vendedor no esto presentes, o juiz dever fixar-lhes um termo de seis meses; se, em seis meses, as suas testemunhas no comparecerem, ele um malvado e suporta a pena desse processo. Disponvel em: http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/hamurabi.htm Acessado em: 13/05/2014. 3 preciso ou no vir ao tribunal ou falar segundo a verdade: o homem que nada diz, ou profere uma mentira, igualmente culpado (GONALVES ANTONIO, 2008, p. 75). Devem-se escolher como testemunhas, para as causas, em todas as classes, homens dignos de confiana, conhecendo todos os seus deveres, isentos de cobia, e rejeitar aqueles cujo carter oposto a isso Disponvel em: http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/manu2.htm Acessado em: 13/04/2014. 4 Uma nica testemunha no suficiente contra algum, em qualquer caso de iniqidade ou de pecado que haja cometido. A causa ser estabelecida pelo depoimento pessoal de duas ou trs testemunhas. Disponvel em: http://b