Jornal digital 29-03-17

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Text of Jornal digital 29-03-17

  • Correio do Sul ANO XXVI EDIO N 5.135 R$ 2,00QUARTA-FEIRA, 29 DE MARO DE 2017

    www.grupocorreiodosul.com.br

    25 18

    Chuvas Isoladas - Muitas nuvens com curtos perodos de sol e chuvas em algumas reas.

    Previso para hoje Extremo Sul Catarinense

    - CASAL SE FAZ DE AMIGO E FURTA R$ 7 MIL- HOMEM PRESO COM 120 PEDRAS DE CRACK - LOTRICA ASSALTADA NO CENTRO DE TURVO - FAMLIA MANTIDA REFM DURANTE ASSALTO

    PROCURADORA FEDERAL COBRA RECUPERAO DO RIO ARARANGU

    PRESERVAO

    NA POLCIA

    Pag 3

    Pagina 5Pioneira

    GISLAINE CUNHA A PRIMEIRA MULHER A ADMINISTRAR SOMBRIO

  • Agncia Regional no mais necessria

    Sem sintoniaPessoal da Prefeitura de Nova Veneza pa-rece no ter entendido muito bem posio da Amesc em relao a possibilidade do Consrcio Intermunicipal de Sade, o CIS/Amesc, vir administrar o Hospital So Mar-cos, que fica sediado naquele municpio. Junto a imprensa de Cricima a notcia que tem circulado d conta de que o CIS/Amesc j teria aceitado a proposta, bastando para isto que o Governo do Estado se compro-meta a firmar contrato com o So Marcos. O deputado Dia Guglielme (PSDB) j foi at mesmo colocado no circuito, de modo a convencer o governo estadual a manter a contratualizao com o hospital. Por sua vez, o CIS/Amesc quer muito mais que isto. Alis, o que o CIS/Amesc quer aquilo que a Prefeitura de Nova Veneza no consegue garantir nem para si. Se conseguisse no estaria vindo aqui em nossa regio oferecer mais uma bomba.

    ConfiantePrefeito de So Joo do Sul, Moacir Tei-xeira (PSD), diz estar confiante quanto a possibilidade de ser revertido o projeto da ANTT que prev a instalao de um posto de pedgio no KM 458 da BR 101, em seu municpio. De acordo com ele, aps a Audincia Pblica realizada em So Joo, na sexta-feira passada, vrios contatos passaram a ser feitos em Braslia, muitos deles dando conta de que possvel que o pedgio seja instalado em Torres (RS). A mobilizao dos deputados federais e senadores catarinenses na Capital Federal tem sido fundamental para que o projeto possa ser reestudado. Afora isto, de acordo com Moacir, aps a Audincia Pblica os tcnicos do Ministrio dos Transportes que vieram explanar o projeto se mani-festaram reticentes quanto a instalao do pedgio em So Joo do Sul. Em suma, disseram que onde a instalao comeou com problemas, terminou com problemas. Em funo disto, ressaltou que o projeto poder ser revisto.

    ADVOCACIA EMPRESARIALFONE: (48) 3533-0145

    Nunca entendi porque os comunistas no gostam de Jesus Cristo. Ele foi o primeiro comunista a existir. Repartiu o po, repartiu os peixes. Queria que todos fossem iguais.

    Fidel Castro (1926/2016)Ex-presidente de Cuba

    Em que pese a viso futu-rista do ento governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), as Agncias de Desenvolvi-mento Regional, as antigas SDRs, j no tm mais utilidade prtica. Diga-se de passagem, elas s existem ainda por fora da presso do PMDB catarinen-se, que, numa espcie de homenagem a Luiz Henrique, ainda usa todo seu lobby junto ao governador Raimundo Colombo (PSD) para mant-las de p.

    O fato que as atuais Agncias Regionais nem de longe lembram o papel original das SDRs. O irnico da histria que nem mesmo as SDRs chegaram alguma vez a lembrar seu verdadeiro papel, que era o de des-centralizar o poder governamental catarinense, fortalecendo as regies do Estado. Desde o incio da implantao do projeto de descentralizao houve uma srie de boicotes. O principal vinha do prprio pessoal de Luiz Hen-rique, inconformado em ter que abrir mo do poder na Capital do Estado. Do outro lado da moeda, a oposio, que foi chamada a dialogar sobre os destinos dos recursos do Governo do Estado, atravs dos Conselhos de Desenvolvimento Regional, sim-plesmente esvaziava as assembleias dos debates. Por conta destes, e de uma srie de outros desencontros, as SDRs acabaram sucumbindo, virando, meramente, um sinnimo de cabide de empregos, at se chegar ao ponto de serem transformadas em Agncias, o que, de fato, ajudou bastante a enxugar

    seu quadro funcional.Todavia, independente de serem

    Secretarias ou Agncias Regionais, o fato que este rgo j no atende mais s necessidades pelas quais responsvel. Neste momento, isto est bem claro em nossa regio.

    Em princpio, a ADR um rgo do Governo do Estado, instalado em nossa regio, para buscar as solues para os problemas regionais. Tam-bm um rgo de representao governamental. Acontece que nem de longe temos visto estas atuaes aqui no Extremo Sul. As sete escolas estaduais interditadas na Comarca de Sombrio dias ainda continuam sem aula, por falta de uma proposio para a soluo do problema. Uma Audin-cia Pblica realizada em So Joo do Sul para discutir a instalao de um posto de pedgio em nossa regio no contou com a participao de nenhum representante da ADR. A estrada esta-dual Sombrio-Jacinto continua com a mesma buracada de sempre.

    No fim das contas, a impresso que se tem que nossa regio estaria melhor sem a ADR. que, ao menos, saberamos em que porta deveramos bater. Hoje o pessoal de Florianpolis diz que tudo precisa ser inciado pela ADR, s que esta no transforma nos-sas necessidades em solues, o que s faz aumentar o sentimento de im-potncia diante dos fatos. Na verdade, a impresso que se tem que, sem a ADR, estaramos bem melhor, ou, no mnimo, mais encaminhados.

    ConfirmadoPMDB Nacional confirmou que o suplente de deputado federal Edinho Bez (PMDB) vai mesmo assumir a Secretaria Nacional de Habitao. provvel que a nomeao se d em maio. Depois que o deputado elei-to Csar Souza (PSD) voltou para a Cmara Federal, Edinho foi escalado para assumir como Secretrio de Assuntos Legislativos do Ministrio da Justia. Nitidamente, o cargo meramente pr-forme, e objetiva no deixar o lder peemedebista desguar-necido. A confirmao por parte da cpula do PMDB Nacional, dando conta de que Edinho vai mesmo comandar a Secretaria Nacional de Habitao, que ligada ao Ministrio das Cidades, j comeou a surtir reflexos no Sul do Estado, onde ele tem sua base eleitoral mais consolidada. O assdio de prefeitos a Edinho, visando encaminhamento de projetos para a rea que ele comandar, j comeou.

    Novas nomeaesPor falar em So Joo do Sul, prefei-tura do municpio ainda est atuando sem a nomeao de trs secretrios. O motivo, bvio, a falta de recursos. De acordo com o prefeito Moacir Teixeira (PSD), no entanto, a partir de abril as nomeaes devero comear a acontecer, pois a demanda de servios est muito acumulada. As secretarias que ainda no possuem titulares so as de Obras, Agricultura e tambm de Esportes, res-ponsvel pela realizao do Campeonato Municipal de Futebol de Campo, um dos mais disputados de nossa regio. A indicao dos responsveis por cada uma destas pastas so, respectivamente, PT, PMDB e PP, partidos que estiveram unidos no pleito de 2016 em prol da can-didatura de Moacir, que alcanou 73% dos votos dos eleitores locais, o maior percentual de toda regio. Os nomes indicados pelos partidos, no entanto, pas-sam pelo crivo do prefeito, que precisa concordar com eles.

    Rolando Christian CoelhoRolando Christian CoelhoJornal Correio do Sul

    Quarta-Feira, 29 de Maro de 2017

    rolando_coelho@hotmail.com (48) 99945.6787

    POLTICA

  • 3Geral

    Gislaine Fontoura

    Ararangu

    Jornal Correio do SulQuarta-Feira, 29 de Maro de 2017

    Margem do Ararangu precisa ser recuperada

    Novela sobre a recuperao da mata ciliar do rio e fim dos trapiches se estende por anos

    MPF Insiste

    Na ltima sexta--feira, a Polcia Mi l i t a r Am-biental de Maracaj partici-pou de uma reunio com o Ministrio Pblico Federal (MPF), em Cricima, onde tambm estiveram presentes Luiz Leme, representante da Fundao Ambiental do Mu-nicpio de Ararangu (Fama) e o procurador da prefeitura de Ararangu, Dick Roberto Daniel, para tratar sobre a determinao do MPF, que culminou com a retirada dos trapiches pesqueiros da margem do Rio Ararangu, em 2014.

    Conforme explicou o tenente Joo Hlio Schneider, comandante da PM Am-biental de Maracaj, estado

    e municpio de Ararangu foram condenados em pro-cesso judicial, a recuperar a mata ciliar, s margens do Rio Ararangu. Os trapiches e barcos pesqueiros, por es-tarem inseridos nesta rea de recuperao, que tam-bm rea de Preservao Permanente, foram tratados no Projeto de Recuperao Ambiental.

    Segundo o tenente a rea de recuperao ser demar-cada, isolada e o municpio fixar placas, informando que o local trata-se de uma rea de recuperao ambiental e que no permitido nenhum tipo de trnsito e atividade na rea. Por lei, no permitido nenhum tipo de atividade, que no tenha relao com a recuperao, em toda a rea, asseverou a autoridade policial.

    Um projeto j foi feito e nele constam todas as medi-das que devero ser tomadas para a recuperao da rea afetada. Conforme o tenen-te Schneider, normalmente envolve isolamento da rea, cientificao e recuperao ambiental, que pode ser fei-ta com plantio de mudas ou apenas deixando a terra intocvel, para que a natu-reza se recupere. Se houver vegetao extica em algum ponto da margem do rio, ela ser substituda por vegetao nativa.

    A PM Ambiental fiscali-za o isolamento da rea e se encontrar alguma atividade no local, o responsvel ser autuado em processo adminis-trativo, que pode gerar multa e tambm em processo criminal. No necessrio que o espao esteja sinalizado com placas, para que os policiais possam exercer seu trabalho. Vamos dar toda divulgao, passar fa-zendo esta orientao e vamos continuar fiscalizando, mesmo que a placa seja destruda ou retirada, a rea no perde seu carter de recuperao e a PM Ambiental pode autuar, declarou o tenente.

    Conforme Schneider, os trapiches e embarcaes con-tinuam proibidos, mesmo assim, na ltima sexta-feira, foram encontrados um trapi-che e algumas embarcaes atracadas junto a valos que do acesso ao Rio Ararangu, todos no distrito de Herclio Luz. Oito autuaes foram registradas e repassada