Sondagem Indstria da Constru§£o | Dezembro 2011

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O mês de dezembro/2011 apresentou queda no nível de atividade da indústria da construção em comparação a novembro. Essa retração se deu de forma mais intensa entre as pequenas empresas e nos setores Obras de infraestrutura e Serviços especializados.

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  • 1. SONDAGEM INDSTRIA DA CONSTRUOInformativo da Confederao Nacional da IndstriaAno 2 Nmero 12 Dezembro de 2011 www.cni.org.brDestaquesAno de 2011 termina comAnliSE EcOnmicAAtividade da construo queda na atividadedesaquece em 2011Pg. 02 O ms de dezembro apresentou queda no nvel de atividade da indstria daconstruo em comparao a novembro. Essa retrao se deu de forma maisnvEl DE AtiviDADEintensa entre as pequenas empresas e nos setores Obras de infraestrutura eAtividade mantm-se abaixo do Servios especializados.usualPg. 03 Alm de retrair, o nvel de atividade situou-se abaixo do usual para o ms dedezembro, mostrando desaquecimento. Esse desempenho negativo tambm seEmPREGO traduziu na reduo do quadro de empregados, principalmente entre as pequenasnmero de empregados cai pelo empresas.segundo ms consecutivoPg. 05 J a situao financeira das empresas mostrou sensvel melhora no quartotrimestre, principalmente entre as grandes. Aps uma avaliao insatisfatria dosSituAO finAncEiRA empresrios das grandes empresas no terceiro trimestre, a percepo agora deSituao financeira das satisfao com a margem de lucro e a situao financeira. O acesso ao crditoempresas melhora no quartopassou a ser considerado fcil tambm por esses empresrios.trimestrePg. 06 Para os prximos seis meses a expectativa de expanso, principalmente entre asgrandes empresas e as do setor Servios especializados.PRinciPAiS PROBlEmASfalta de trabalhadorEvoluo do nvel de atividadequalificado o destaque entreem dezembroos principais problemasPg. 07 Queda 47,6 AumentoEXPEctAtivAS0 10 20 304050 60708090100Empresrios das grandesempresas esto maisotimistas Nvel de atividade efetivo em relao ao usualPg. 08 em dezembroAnliSE SEtORiAlQueda49,1 AumentoAtividade da construo deedifcios retrai menos que osoutros setores0 10 203040 5060708090 100Pg. 10

2. Sondagem IndStrIa da ConStruoAno 2, n.12, dezembro de 2011AnliSE EcOnmicAAtividade da construo desaquece em 2011Os dados consolidados de 2011 confirmam o desempenho aqum do observado no ano anterior pelaindstria da construo. O primeiro semestre, ainda impulsionado pelo forte desempenho de 2010,comeou a traar o que seria a tnica da construo no ano: atividade relativamente estvel, mas abaixodo usual esperado para cada ms.Os ltimos seis meses de 2011 foram de desacelerao da indstria da construo. O nvel de atividadeno cresce desde julho e encontra-se abaixo do usual desde agosto, contrastando com o fim de 2010.A piora no quadro foi mais fortemente sentida pelas empresas de menor porte, que apresentaram nvelde atividade abaixo do usual durante todo o ano. Esse desaquecimento tambm se traduziu em reduono quadro de empregados: o ltimo ms em que houve aumento foi em julho.Esse novo cenrio no foi exclusivo de um ou outro setor da indstria da construo. Os trs setores(construo de edifcios, Obras de infraestrutura e Servios especializados) registram queda no nvelde atividade. contudo, o desempenho no ano foi menos favorvel ao setor Obras de infraestrutura, queregistra nvel de atividade abaixo do usual desde fevereiro.A notcia positiva que a expectativa para os prximos seis meses otimista. todos os indicadoresde expectativa apontam para crescimento. Essa percepo substancialmente mais forte entre osempresrios das grandes empresas, mostrando que a volta ao crescimento da atividade deve se iniciarpor essas empresas.Embora o setor Obras de infraestrutura tenha apresentado pior desempenho que o setor construo deedifcios, os empresrios desse setor esto mais otimistas para os prximos seis meses. Esse contrasteindica que o incio de 2011 tende a ser favorvel construo de edifcios, mas a recuperao dosetor Obras de infraestrutura deve ser mais intensa. J o setor Servios especializados, que dependediretamente do desempenho dos outros dois setores, o mais otimista dos trs. 2 3. Sondagem IndStrIa da ConStruoAno 2, n.12, dezembro de 2011 nvEl DE AtiviDADEAtividade mantm-se abaixo do usualEvoluo do nvel de atividadeMensal Queda47,6 AumentoDez 2011 O nvel de atividade da indstria da construo caiu em dezembro com relao a novembro. O indicador do nvel de atividade situou-se em49,3Nov 2011 47,6 pontos, abaixo da linha divisria dos 50 pontos. Essa queda foi mais intensa entre as pequenas empresas: indicador de 45,3 pontos.50,3Out 2011 050100 Evoluo do nvel de atividade 55,855,8 56,0 54,953,953,853,8 53,853,253,053,1 52,4 51,0 51,0Aumento 50,5 50,250,150,3Queda 49,9 49,0 49,348,0 47,647,2 jan/10abr/10jul/10 out/10jan/11 abr/11 jul/11 out/11dez/11Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam aumento. 3 4. Sondagem IndStrIa da ConStruo Ano 2, n.12, dezembro de 2011nvEl DE AtiviDADENvel de atividade efetivo em relao ao usualMensal Abaixo 49,1 AcimaDez 2011A indstria da construo terminou o ano de 2011 desaquecida.Dezembro foi o quinto ms consecutivo em que o indicador do nvel de 47,2Nov 2011atividade efetivo em relao ao usual situou-se abaixo dos 50 pontos.Esse desaquecimento foi tambm mais sentido pelas pequenas 48,5 empresas, que apresentaram indicador abaixo dos 50 pontos em todoOut 2011 050 100o ano de 2011.Evoluo do nvel de atividade efetivo em relao ao usual55,6 55,455,054,3 52,954,350,9 Acima 51,6 49,1 50,048,5 Abaixo 49,547,245,7 jan/10 abr/10jul/10 out/10jan/11abr/11 jul/11 out/11 dez/11Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam atividade acima do usual. 4 5. Sondagem IndStrIa da ConStruo Ano 2, n.12, dezembro de 2011EmPREGOnmero de empregados cai pelo segundoms consecutivoEvoluo do nmero de empregadosMensal Queda 48,0AumentoDez 2011 O nmero de empregados caiu em dezembro, repetindo o movimento de novembro. O indicador do nmero de empregados em relao ao49,2Nov 2011 ms anterior situou-se em 48 pontos, abaixo da linha divisria dos 50 pontos.50,4Out 2011 0 50 100Evoluo do nmero de empregados 52,651,951,5 51,2Aumento50,4 50,4 Queda49,5 49,949,549,2 47,848,0 jan/11 fev/11mar/11 abr/11 mai/11jun/11 jul/11 ago/11set/11out/11 nov/11dez/11Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam aumento.5 6. Sondagem IndStrIa da ConStruoAno 2, n.12, dezembro de 2011SituAO finAncEiRASituao financeira das empresas melhorano quarto trimestreQuarto trimestre de 2011Margem de lucro operacional A margem de lucro foi considerada praticamente satisfatria pelosTrimestralempresrios no quarto trimestre, com indicador de 49,7 pontos. EsseRuim49,7Boaresultado mostra melhora no desempenho em comparao com oterceiro trimestre, quando o indicador situou-se em 46,3 pontos. Essa050100melhora se deu em funo das grandes empresas, que passaram deuma situao de insatisfeitos para mais que satisfeitos.Situao financeiraTrimestralA situao financeira foi avaliada como mais que satisfatria pelosempresrios da indstria da construo. O indicador situou-se em 52,1Ruim52,1Boapontos, acima da linha divisria. Essa percepo comum a todos os050100portes, sendo mais intensa entre os empresrios das grandes empresas.Acesso ao crdito O acesso ao crdito continua sendo considerado difcil pelosTrimestralempresrios, com indicador em 49,2 pontos. Os empresrios das49,2grandes empresas, contudo, avaliaram o acesso ao crdito como fcilDifcilFcilno quarto trimestre.050100Acesso ao crdito e satisfao com a margem de lucro operacional e com a situao financeira60,055,050,045,040,0IV-09 I-10IIIIIIV I-11II III IV Lucro Operacional Situao Financeira Acesso ao CrditoLinha divisriaIndicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam satisfao com o lucro e a situao financeira ou facilidade no acesso ao crdito.6 7. Sondagem IndStrIa da ConStruo Ano 2, n.12, dezembro de 2011PRinciPAiS PROBlEmASfalta de trabalhador qualificado odestaque entre os principais problemas Principais problemas enfrentados pelaindstria da construo no 4 trimestre de 2011 (%)64,6O item falta de trabalhador qualificado voltou a crescerFalta de trabalhador 68,1qualificadoem participao entre os principais problemas no quarto 51,6trimestre. Elevada carga tributria 31,9Entre as grandes empresas, esse item foi assinalado por 33,9Alto custo da mo de obra27,768,1%, 19,3 pontos percentuais (p.p.) maior que no terceiro 22,4trimestre. como comparao, esse item recebeu mais que oCompetio acirrada de12,8 mercadodobro de assinalaes que elevada carga tributria (31,9%),20,8que ocupa o segundo lugar.Taxas de juros elevadas 25,5 20,3Em contrapartida, o item alto custo da mo de obra perdeuCondies climticas21,3participao, apesar de continuar a ser o terceiro principal 19,3problema independente do porte da empresa. Entre asFalta de demanda 19,1pequenas empresas, esse item passou de 36,6% das 18,8Falta de capital de giroassinalaes no terceiro trimestre para 33,9% no quarto 17,0trimestre.16,7Inadimplncia dos clientes 21,3cabe destacar o forte crescimento do item taxas de juros 11,5elevadas entre as grandes empresas. O item passou de Licenciamento ambiental 14,917,1% de assinalaes no terceiro trimestre para 25,5% no10,9 Alto custo da matria-primaquarto, alcanando o quarto lugar como principal problema6,4entre essas empresas.6,8Grandes Disponibilidade de terrenos 0,0PequenasJ a competio acirrada do mercado, que detinha 22% de 6,2Falta de matria-primaassinalaes, caiu para 12,8%, ocupando apenas o dcimo0,0lugar entre as grandes empresas. 6,2 Falta de financiamento de longo prazo10,65,2Outros2,1 3,6 Falta de equipamentos de apoio 2,1 7 8. Sondagem IndStrIa da ConStruo Ano 2, n.12, dezembro de 2011EXPEctAtivASEmpresrios das grandes empresas esto mais otimistasNvel de atividadeMensal Queda59,4AumentoJan 2012O indicador de expectativa do nvel de atividade para os prximos seismeses em janeiro aponta para expanso, situando-se em 59,4 pontos, 58,3acima da linha divisria de 50 pontos. O indicador mostra mais otimismoDez 2011se comparado a novembro, mas os pequenos e grandes empresrios56,1caminham em sentido oposto: enquanto os grandes aumentaram oNov 2011 050 100otimismo, os pequenos diminuram.Novos empreendimentos e serviosMensal Queda 59,1 AumentoJan 2012H expectativa de aumento de