Nutri§£o enteral e parenteral

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Aula sobre Nutrição Enteral e Parenteral

Text of Nutri§£o enteral e parenteral

  • Prof. Carlos Magno Carvalho

  • Nutrio Enteral Consiste na administrao de alimentos liquidificados

    ou de nutrientes atravs de solues nutritivas com formulas quimicamente definidas, por infuso direta no estmago ou no intestino delgado, atravs de sondas. Est indicada em pacientes com necessidades nutricionais normais ou aumentadas, cuja ingesto, por via oral, est impedida ou ineficaz, mas que tenham o restante do trato digestivo anatomofuncionalmente aproveitvel.

  • Osmolaridade A osmolaridade o nmero de partculas dissolvidas na soluo.

    Quanto maior o nmero de partculas, maior a osmolaridade. No estmago, dietas com osmolaridade elevada reduzem os movimentos de propulso, dificultando o esvaziamento gstrico, enquanto mais distalmente, no duodeno e jejuno, alimentos hiperosmolares aumentam o peristaltismo e ativam a propulso da dieta. Em algumas situaes so at responsveis pela acelerao do trnsito intestinal e presena de diarria osmtica. A osmolaridade sugerida pela literatura, em nutrio enteral, varia em tono da osmolaridade plasmtica (mOm/L). Assim conforme os miliosmol/litro (mOm/L), as dietas podem ser isotnicas (menor ou igual a 350); moderadamente hipertnicas (350 a 450) e hipertnicas (maior ou igual a 550). Os componentes nutricionais que influenciam a osmolaridade da soluo so principalmente os acares mais simples; os aminocidos cristalinos e, em menor grau, os peptdeos; e o cloreto de sdio (NaCl) Os lpides no influenciam a osmolaridade, pois no formam soluo.

  • Benefcios Aproxima-se mais da alimentao natural, sendo,

    portanto, mais fisiolgica

    Pode receber nutrientes complexos, tais como protenas integrais e fibras

    Estimula a atividade imunolgica intestinal

    Refora a barreira da mucosa intestinal, aumentando a proteo contra a translocao bacteriana

    Tem menor ndice de complicaes

    Tem metodologia mais simples e menor curto

  • Administrao Naso/orogstrica;

    Nasoduodenal;

    Nasojejunal;

    Gastrotomia e jejunostomia (so mais utilizadas para alimentao enteral em longo prazo).

  • Sondas Meio encontrado quando se deseja manter uma

    comunicao entre uma leso ou cavidade e o meio externo para o escoamento de lquidos (pus, sangue, secreo serosa) ou gs. O dreno representa uma porta de entrada para microrganismos e a sua colocao deve ser realizada aps uma avaliao criteriosa, considerando a relao risco x benefcio. Recomenda-se o uso deste com sistema fechado de drenagem, cuidados rigorosos na sua manipulao e a permanncia a mais curta possvel.

    (RABHAE, 2000).

  • Material utilizado:

    Ltex (sonda foley, dreno de Kehr);

    PVC (sonda Levin);

    Poliuretano e Silicone flexveis (cateter enteral, de gastrostomia e foley)

    Kehr Levin Gastrostomia

  • Sonda Foley

  • Sonda Enteral

  • Indicaes

    Quando o paciente no pode comer: Estado de coma Leses do sistema nervoso central Debilidade acentuada Traumatismo bucomaxilofacial Intervenes cirrgicas da boca, faringe, esfago e do

    estmago Obstrues mecnicas e fisiologias do tubo digestivo Anorexia Cncer Ps-operatrio Queimaduras

  • Localizao Gstrica

    Maior Tolerncia a frmulas variadas; Boa aceitao de frmulas hiperosmticas; Progresso mais rpida para alcanar o valor calrico total ideal; Introduo de grandes volumes; Fcil posicionamento da sonda.

    Alto risco de aspirao em paciente s com dificuldades neuromotoras de deglutio; Sada acidental da sonda nasoenteral devido tosse, nuseas ou vmitos.

    VANTAGENS DESVANTAGENS

  • Localizao Enteral

    Menor risco de aspirao; Maior dificuldade de sada acidental da sonda; Permite nutrio enteral quando a alimentao gstrica inconveniente ou inoportuna.

    Risco de aspirao em pacientes que tm mobilidade alterada ou alimentao noite; Desalojamento acidental, podendo causar refluxo gstrico; Requer dietas normo ou hipoosmolares.

    VANTAGENS DESVANTAGENS

  • Administrao Intermitente (at 500 ml a cada 3 a 6 horas)

    Blus (de 100 a 350 ml, no estmago a cada 2 a 6 horas)

    Contnua (50 a 150 ml/hora)

  • Complicaes Eroso da mucosa nasal; Sinusite, faringite; Irritao nasofarngea; Esofagite; Obstruo da sonda; Deslocamento da sonda; Aspirao pulmonar; Complicaes Gastrointestinais: Desconforto, distenso e clica abdominal Nuseas, soluos e vmitos Diarria Infeco intestinal Distrbios hidroeletrolticos Hiperglicemia, glicosria(excreo de glicose pela urina), poliria osmtica

    (aumento do volume urinrio com perda de gua e eletrlitos);

  • Cuidados de Enfermagem Verificar rtulo observando: nome do paciente, composio da soluo e gotejamento; Orientar o paciente; Lavar as mos antes e depois da administrao da dieta; Testar a sonda para verificar a localizao correta; Eleve o decbito do cliente ao administrar dieta por sonda e 30 a 60min aps o trmino da

    alimentao; Fixar a sonda corretamente; Teste o refluxo. Se houver refluxo menor ou igual metade do volume da dieta, despreze

    o refluxo e infunda a dieta. Se houver refluxo maior ou igual metade do volume da dieta, devolva o refluxo e infunda a dieta descontando esse volume. Se houver refluxo maior ou igual ao volume total da dieta, no infunda o refluxo, faa uma pausa;

    Infunda a dieta em uma hora, calculando o gotejamento; Administre a dieta a uma temperatura morna ou temperatura ambiente; Aps o trmino da administrao de dietas, deve-se sempre lavar a sonda com no mnimo

    20 ml de gua filtrada em push ou sob infuso; Em caso de gastrostomia e jejunostomia atentar para os cuidados com as sondas e seus

    respectivos curativos; Manter a insero da sonda limpa e seca trocando a cobertura diariamente e cada vez que

    estiver suja ou molhada, limpando a pele ao redor da sonda com gua e sabo;

  • Nutrio Parenteral

    A nutrio parenteral visa a fornecer, por via parenteral, todos os elementos necessrios demanda nutricional de pacientes com necessidade normal ou aumentada, cuja via digestiva no pode ser utilizada ou ineficaz. A nutrio parenteral pode ser total, isto , quando o paciente nutrido exclusivamente por via parenteral, ou complementar, quando est associada utilizao concomitante da via digestiva.

  • Composio Matria-prima para a sntese protica; gua;

    eletrlitos(sdio, cloro, potssio, clcio, magnsio e fosfato) e outros macrominerais; vitaminas e oligoelementos(ferro, iodo, zinco, cobre, cromo, mangans, selnio, molibdnio e cobalto).

  • Vias Tradicionalmente, o termo nutrio parenteral

    perifrica (NPP) designa a administrao de gua, eletrlitos, protena e substratos calricos atravs de uma via perifrica do paciente. Na nutrio parenteral total(NPT) esto substncias que so administradas atravs do sistema venoso central do paciente. O objetivo de ambas aliviar ou corrigir os sinais, os sintomas e as seqelas da desnutrio.

  • Indicaes Obstrues mecnicas e fisiolgicas do tubo digestivo

    Estenose do esfago, estenose pilrica;

    Obstruo intestinal, semi-obstruo intestinal;

    Intervenes cirrgicas da boca, faringe, esfago e do estmago

    Leses do sistema nervoso central

    Debilidade acentuada

    Quando o paciente no deve comer

    Formas graves de doenas inflamatrias intestinais

    Neoplasias

    Caquexias graves

  • Administrao De modo geral, a via de acesso ao sistema venoso para administrao da terapia so as vias

    perifricas nos membros superiores e centrais (veia subclvia ou a veia jugular interna ou externa).

    A velocidade de infuso das frmulas de alimentao parenteral varia de acordo com as condies clnicas do paciente, A velocidade ideal da infuso de glicose varia de entre 0,5 e 0,75 g/kg/hora.

    Os pacientes devem receber 1000 ml da frmula de alimentao parenteral no primeiro dia. Se estes 1000 ml forem bem tolerados, ou seja, se no surgirem sinais de intolerncia glicose ou outro desequilbrio metablico ou eletroltico, 2000 ml podem ser infundidos no segundo dia. Se for necessrio, mais 1000 ml da frmula podem ser adicionados. Uma regra prtica no aumento da velocidade de infuso at 20 a 50 ml/hora a cada um ou dois dias, conforme a capacidade do paciente de tolerar mais lquido e a sobrecarga de glicose.

    Um fato de extrema importncia que as solues sejam administradas em fluxo contnuo e regular. As oscilaes na velocidade de infuso, freqentemente observadas quando se utiliza o gotejamento livre por queda gravitacional, controlado por pinas mecnicas, so notavelmente indesejveis, dificultando sensivelmente a adaptao metablica do paciente frente ao aumento progressivo do aporte nutricional. As bombas infusoras, disponveis em vrias modalidades, constituem opo bastante recomendvel para o controle seguro e eficaz da infuso contnua e regular das solues nutritivas.

  • Complicaes Como todo mtodo teraputico, a nutrio parenteral no isenta de

    riscos e complicaes. Na verdade, algumas complicaes podem assumir propores desastrosas, e at mesmo fatais, sobretudo se o mtodo for aplicado de maneira inescrupulosa.

    O doente que recebe a nutrio parenteral deve merecer rigorosos cuidados higinicos, incluindo higiene corporal, pronta remoo da sondas e curativos contaminados, manuteno de vestimentas limpas e adequadas para o exame mdico peridico.

    O mximo rigor deve ser observado para com as tcnicas de assepsia e antissepsia, no manuseio do instrumental e frascaria quando do preparo das solues nutritivas finais. A pessoa responsvel por essa tarefa deve estar inteiramente conscientizada quanto gravidade dos riscos de contaminao dessas solues. As solues nutritivas usadas no aporte nutricional podem constituir um excelente meio de cultura de bactrias e fungos