Africano comentario biblico

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  1. 1. COME AFRICANOUM COMENTRIO EM UM VOLUME ESCRITO POR 70 ERUDITOS AFRICANOS TOKUNBOH ADEYEMOI e d it o r g e r a l PREFACIO DE JOHN R. STOTT E ROBERT K. ABOAGYE-MENSAH
  2. 2. C0MENTM10 BBLICO AFRICANO Editor geral Tokunboh Adeyemo Editores teolgicos Solomon Andria, Issiaka Coulibaly, Tewoldemedhin Habtu, Samuel Ngewa Consultores teolgicos Kwame Bediako, Isabel Apawo Phiri, Yusufu Turaki MC So Paulo
  3. 3. Copyright @ 2006 por ABC Editorial Board, Association of Evangelicals of Africa (AEA) A edio em portugus do Comentrio bblico africano contou com o suporte financeiro das organizaes Langham Partnership International e SIM International. Editora responsvel: Silvia Justino Superviso editorial: Ester Tarrone Assistente editorial: Miriam de Assis Traduo: Heloisa Martins, Jair Rechia, Judson Canto, Susana Klassen, Vanderlei Ortigoza Preparao: Andrea Filatro, Marcos Granconato Reviso: Josemar de Souza, Norma Braga, Tereza Gouveia, Valtair Miranda Diagramao: Triall Composio Editorial Ltda. Coordenao deproduo: Lilian Melo Colaborao: Pamela Moura Este comentrio baseia-se na traduo de Joo Ferreira de Almeida, edio Revista e Atualizada (RA), 2aedio, Copyright @ 1993 por Sociedade Bblica do Brasil (SBB). Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610, de 19/02/1998. expressamente proibida a reproduo total ou parcial deste livro, por quaisquer meios (eletrnicos, mecnicos, fotogrficos, gravao e outros), sem prvia autorizao, por escrito, da editora. DadosInternacionaisde Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileirado Livro, SP, Brasil) Comentrio bblico africano / editor geral Tokunboh Adeyemo. So Paulo: Mundo Cristo, 2010. Ttulo original: Africa Bible Commentary Vrios tradutores Bibliografia ISBN 978-85-7325-554-6 1. Bblia - Comentrios 2. Teologia africana I. Adeyemo, Tokunboh. 09-05001 CDD-220.7096 ndicepara catlogo sistemtico: 1. Comentrio bblico africano 220.7096 Categoria: Referncia Publicado no Brasil com todos os direitos reservados por: Editora Mundo Cristo Rua Antonio Carlos Tacconi, 79, So Paulo, SP, Brasil, CEP 04810-020 Telefone: (11) 2127-4147 Home page: www.mundocristao.com.br Ia edio: fevereiro de 2010 Printed in China
  4. 4. SUMARIO Prefcio do dr. John Stott vii Daniel Tokunboh Adeyemo 1016 Prefcio do dr. Aboagye-Mensah vii Oseias Douglas Carew 1041 Introduo geral viii Joel Yoilah Yilpet 1055 Diretrizes para uso do CBA xi Ams Daniel Bitrus 1061 Abreviaes xii Obadias Augustine Musopole 1069 Colaboradores xiii Jonas Cossi Augustin Ahoga 1073 s Miqueias Yoilah Yilpet 1078 COMENTRIOS Naum CossiAugustin Ahoga 1088 As Escrituras como intrpretes da cultura Habacuque YoussoufDembele 1092 e da tradio Kwame Bediako 3 Sofonias Yoilah Yilpet 1096 Ageu Yoilah Yilpet 1102 Antigo Testamento Zacarias Yoilah Yilpet 1106 Introduo ao Pentateuco Abel Ndjerareou 7 Malaquias Yoilah Yilpet 1122 Gnesis Bamabe Assohoto Samuel Ngewa 9 0 perodo intertestamentrio Samuel Ngewa 1128 xodo Abel Ndjerareou 87 Levtico Felix Chingota 131 Novo Testamento Nmeros Anastasia Boniface-Malle 171 Princpios de interpretao Samuel Ngewa 1131 Deuteronmio Luciano C. Chianeque, Mateus Joe Kapolyo 1133 Samuel Ngewa, 211 Marcos VictorBabajide Cole 1197 Josu David Oginde 257 Lucas PaulJohn Isaak 1231 Juizes Tokunboh Adeyemo 297 Joo Samuel Ngewa 1282 Rute IsabelApawo Phiri 321 Atos dos Apstolos Paul Mumo Kisau 1330 1 e 2Samuel GbileAkanni, Romanos David M. Kasali 1383 Nupanga Weanzana 327 ICorntios Dachollom Datiri 1412 1 e 2Reis Musa Gotom 411 2Corntios Issiaka Coulibaly 1435 1 e 2Crnicas Nupanga Weanzana 469 Glatas Samuel Ngewa 1449 Esdras Nupanga Weanzana 533 Efsios Yusufu Turaki 1461 Neemias Nupanga Weanzana 545 Filipenses Eshetu Abate 1475 Ester Lois Semenye 562 Colossenses Solomon Andria 1485 Introduo literatura ITessalonicenses Rosalie Koudougueret 1495 sapiencial Tewoldemedhin Habtu 573 2Tessalonicenses Rosalie Koudougueret 1501 J Tewoldemedhin Habtu 575 ITimteo Solomon Andria 1506 Salmos Nupanga Weanzana, 2Timteo Solomon Andria 1515 Samuel Ngewa, Tito Solomon Andria 1522 Tewoldemedhin Habtu, Filemom Soro Soungalo 1526 Zamani Kafang 609 Hebreus Tesfaye Kassa 1528 Provrbios Tewoldemedhin Habtu 776 Tiago Solomon Andria 1548 Eclesiastes Tewoldemedhin Habtu 816 lPedro Sicily Mbura Muriithi 1556 Cntico dos Cnticos Tewoldemedhin Habtu 826 2Pedro Tokunboh Adeyemo 1564 Introduo aos profetas Yoilah Yilpet 834 ljoo Samuel Ngewa 1569 Isaas Edouard Kitoko Nsiku 838 2Joo Samuel Ngewa 1577 Jeremias Issiaka Coulibaly 882 3Joo Samuel Ngewa 1578 Lamentaes Issiaka Coulibaly 952 Judas Tokunboh Adeyemo 1579 Ezequiel Tewoldemedhin Habtu 960 Apocalipse Onesimus Ngundu 1583
  5. 5. vi NDICE DE ARTIGOS Jav e outros deuses Abel Ndjerareou 890 Judeus e gentios David Oginde 83 A autoridade e a Bblia Patrick M. Musibi 80 Legalismo SamuelNgewa 1457 A Bblia Yusufu Turaki 747 Liderana Tokunboh Adeyemo 548 A Bblia e a poligamia A educao crist na frica Isabel Apawo Phir 431 Misses nativas Bayo Famonure 1382 Lois Semenye 1517 Mutilao genital feminina Sicily Mbura Murithi 37 A f e a busca de sinais Adama Ouedraogo 305 Novos relacionamentos familiares Soro Soungalo 12 A herana da viva Mae Alice Reggy-Mamo 325 0 antigo Onente Medio M. Douglas Carew 219 A histria de Israel Tewoldemedhin Habtu 209 O conceito de terra D. S. M. Mutonono e A hospitalidade na frica EmilyJ. Choge 392 0 cristo e o meio ambiente M. L. Mautsa 293 A igreja e o Estado Yusufu Turaki 1406 George Kinoti 622 A natureza da iereia Samuel Naewa 1467 0 lugar dos sacrifcios tradicionais Samuel Ngewa 1541 A traduo da Bblia na frica Aloo Osotsi Moiola 1348 0 papel das mulheres na igreja NyamburaJ. Njoroge 1508 A unidade dos crentes Kuzuli Koss 1320 0 papel dos ancestrais Yusufu Turaki 482 Administrao de conflitos Tokunboh Adeyemo 553 0 perodo intertestamentrio Sanuel Ngewa 1128 Adorao e louvor Tokunboh Adeyemo 253 0 sacerdcio na Bblia Felix Chingota 193 Anios. demnios e Orao Bonifes Adoyo 1213 autoridades James Nkansah-Obrempong 1490 Os cristos e a poltica James B. Kantiok 1028 As Escrituras como intrnretes Perseguio Elias M. Githuka 1604 da cultura e da tradio Kwame Bediako 3 Pluralismo religioso Tokunboh Adeyemo 1572 Casamento, divrcio e Poder e responsabilidade Remi Lawanson 1075 novo casamento Samuel Ngewa 1175 Princpios de interpretao Samuel Ngewa 1131 Casamento e lobolo IsabelApawo Phir 828 Profetas e apstolos Adama Ouedraogo 1471 Crianas de rua Solomon Gacece 1270 Questes culturais e Culto nos lares Uzodinma Obed 1370 mensagem bblica Eunice Okorocha 1503 Cura Kingsley Larbi 449 Recompensa e punio Luciano C. Chianeque 880 Democracia Yusufu Turaki 814 Refugiados Celestin Musekura 323 Discipulado Tokunboh Adeyemo 1252 Riqueza e pobreza Stephen Adei 790 Dvidas Stephen Adei 807 Ritos de iniciao Judith A. Milasi 103 Escravido Rubin Pohor 91 Sangue VictorBabajide Cole 141 Estupro IsabelApawo Phir 394 Secularismo e materialismo Yusufu Turaki 821 Famlia e comunidade Soro Soungalo 1205 Sincretismo Lawrence Lasisi 928 Favoritismo Soro Soungalo 1550 Sofrimento Issiaka Coulibaly 589 Feitiaria Samuel Waje Kunhiyop 376 Sonhos Tokunboh Adeyemo 1020 Funerais e ritos de enterro Toe Simfukwe 1497 Tabus Emestina Afriyie 161 Generosidade e solidariedade Solomon Andria 233 Tribalismo, etnicidade e raa Rubin Pohor 318 Guerra RobertAboaaue-Mensah 994 Verdade, justia, reconciliao e paz Yusufu Turaki 903 Heresia teolgica James Nkansah-Obrempong 1593 Vida e doutrina Sanuel Ngewa 1480 HlV/aids Peter Okaalet 681 Violncia Yusufu Turaki 1071 Homossexualidade Yusufu Turaki 1389 Viuvas e orfos Mae Alice Reggy-Mamo 846 Ideias sobre salvao em outras religies Tokunboh Adeyemo 1387 Idolatria Emeka Nwankpa 869 RECURSOS ADICIONAIS Introduo literatura Glossrio 1621 sapiencial Tewoldemedhin Habtu 573 Reis de Israel e Jud 414 Introduo ao pentateuco Abel Ndjerareou 7 Profetas de Israel e Jud 836 Introduo aos profetas Yoilah Yilpet 834 Recursos da web 1627
  6. 6. PREFACIO DO DR. JOHN STOTT A Bblia indispensvel no discipulado pessoal de cada membro da igreja e no ministrio de pregao do pastor. A fim de exercerem seu papel, contudo, as Escrituras preci sam ser compreendidas, da a importncia do Comentrio bblico africano. Nos ltimos tempos, a igreja na Africa tem testemunhado o avano de estudos bblicos srios no mbi to acadmico. Trata-se de um ressurgimento auspicioso no continente que no passado nos deu intrpretes como Agos tinho e Atansio. 0 Comentrio bblico africano um marco editorial e desejo parabenizar os colaboradores e editores pela elaborao de um comentrio fundamentado nas Escri turas, que as interpreta do ponto de vista africano e aborda as questes controversas de modo equilibrado. Tenho a in teno de us-lo para obter maior entendimento da Palavra de Deus sob a tica africana. Alis, espero que conquiste leitores do mundo inteiro para que possamos compreender melhor as dimenses plenas do amor de Cristo (Ef 3:18). John Stott Dezembro de 2005 PREFCIO DO DR. ABOAGYE-MENSAH O crescimento fenomenal da igreja africana traz consigo inmeros desafios. Um deles diz respeito a como manter o crescimento numrico e, ao mesmo tempo, assegurar que a f dos cristos se encontre firmemente fundamentada na palavra revelada e escrita de Deus, as Sagradas Escrituras. Para isso, preciso intensificar o ministrio de ensino na igreja, o que, por sua vez, cria a necessidade de instrumen tos adequados para atender a pastores, seminaristas, te logos, pregadores leigos e professores de educao crist a fim de exercerem suas funes de modo eficaz. O Comen trio bblico africano, escrito por telogos africanos, chegou na hora certa! A singularidade e a relevncia desta obra se devem ao fato de seus autores, telogos africanos comprometidos com o Senhor e com a vida da igreja, terem escrito com base em sua ampla experincia prtica de ensino da Bblia na comunidade crist. Podemos dizer, portanto, que temos em mos um material testado e aprovado que, quando usa do com seriedade, ajudar outros a crescerem em maturi dade crist. Em sua interpretao das Escrituras, os autores conse guiram, ainda, reunir a espiritualidade crist e uma com preenso aprofundada da cultura e religio africana. No obstante, o Comentrio bblico africano tambm ser til para cristos fora do continente africano que desejam enriquecer seu entendimento da Bblia a partir do enfoque de culturas e experincias diversas. Com isso, tambm obtero uma compreenso mais profunda de sua prpria cultura, pois os estudiosos africanos que colaboraram neste comentrio tambm possuem vivncias pessoais e eclesisticas ricas e variadas fora da frica. Desejo expressar minha profunda gratido a todos que contriburam para elaborar este comentrio e recomendo-o a cristos de toda parte que desejam entender a Bblia a fim de coloc-la em prtica e compartilhar sua f. Reverendssimo dr. RobertK. Aboagye-Mensah Bispo presidente Igreja Metodista de Gana Fevereiro de 2006
  7. 7. INTRODUO GERAL Tudo comeou com uma ideia, um pensamento, um concei to. A medida que a ideia crescia, comearam a surgir pos sibilidades, e o pensamento criativo ganhou asas. Como na parbola do semeador, a semente que cai em solo frtil pro duz colheita farta (Mt 13:8). No caso do Comentrio bblico africano (CBA), a colheita foi produzida por uma ideia que comeou a crescer entre vrios lderes de igrejas africanas e alguns colegas de misses estrangeiras trabalhando em nosso continente. A histria do CBA Em setembro de 1994, representantes de igrejas protes tantes ecumnicas e evanglicas se reuniram em Nairbi, Qunia, para a segunda Pan Africa Christian Leadership Assembly (Assembleia Pan-Africana de Liderana Crist; PACLAII). Nessa reunio histrica, lderes cristos identi ficaram a falta de conhecimento bblico e a aplicao equi vocada das Escrituras como os principais pontos fracos da igreja africana. Reconheceram que a igreja na frica tem um quilmetro de extenso no que diz respeito quanti dade, mas apenas um centmetro de profundidade no que diz respeito qualidade. A Bblia precisava ser interpreta da e explicada para o povo em linguagem inteligvel, com metforas coloquiais, formas de raciocnio e nuanas afri canas, bem como aplicaes prticas adequadas ao nosso contexto. Afinal, como disse Agostinho de Hipona, Deus se aproxima do povo quando fala sua linguagem. Inspirados pela conferncia, estudiosos arregaaram as mangas e comearam a produzir diversos livros. Esses volumes, porm, acabaram nas bibliotecas de instituies acadmicas e nas mos de estudantes e professores de teo logia. No supriram as necessidades de milhes de cristos e seus pastores que no tm o privilgio de estudar em se minrios. Dessa realidade, nasceu o sonho dos lderes da Association of Evangelicals in Africa (Associao de Evan glicos na frica; AEA): um comentrio bblico africano a ser elaborado por setenta estudiosos e telogos africanos de ambos os sexos. Francfonos e anglfonos explicariam o texto de todos os sessenta e seis livros da Bblia e apli cariam seus ensinamentos ao contexto africano contem porneo. Nas palavras do prof. Bediako, o livro seria um recurso fundamental para a igreja na frica, para o pensa mento, a ao e os estudos acadmicos cristos. Muitos imaginaram que o projeto nunca sairia do papel. Alm do desafio de obter a cooperao de estudiosos de diferentes tradies eclesisticas e pontos de vista teol gicos, havia uma srie de problemas logsticos desanima- dores resultantes das dificuldades de comunicao num continente to vasto. Seria possvel setenta estudiosos e telogos africanos trabalharem juntos, cumprirem prazos e elaborarem uma obra gigantesca como o CBA a um custo razovel? Uma das poucas organizaes que acreditaram na viabi lidade do projeto e ofereceram apoio logstico e financeiro foi a Serving in Mission (Servindo em Misso; SIM), que fez jus ao seu nome. H mais de um sculo, a SIM exerce o ministrio de implantao de igrejas na frica. No de hoje que seu departamento editorial, sob a direo de Jim Mason, organiza congressos para pastores e distribui li vros para ajud-los no ministrio. ideia de oferecer aos pastores um comentrio bblico escrito inteiramente por estudiosos africanos no foi novidade para eles. 0 Comit Executivo da AEA, os lderes da SIM e ou tros que expressaram interesse no projeto se reuniram no campus da Nairobi Evangelical Graduate School of Theo- logy (Escola de Ensino Superior de Teologia de Nairbi; NEGST), outro projeto da AEA. Quatro dos participantes das reunies realizadas entre 29 e 31 de janeiro de 2001 se tomaram os editores do CBA. Tokunboh Adeyemo (nige riano) , secretrio geral da AEA, foi nomeado editor geral. Samuel Ngewa (queniano), professor da NEGST, assumiu a responsabilidade de editar todos os comentrios do Novo Testamento redigidos em ingls. Tewoldemedhin Habtu (eritreu), tambm professor da NEGST, ficou encarregado de editar os manuscritos referentes ao Antigo Testamento redigidos em ingls. Os manuscritos em francs ficaram sob responsabilidade de Issiaka Coulibaly (costa-marfi- nense), professor da Facult de Thologie Evanglique de lAlliance Chrtienne (Faculdade Evanglica de Teologia da Aliana Crist; FATEAC) na Costa do Marfim. Em 2002, Solomon Andria (malgaxe), outro professor da FATEAC, ingressou na equipe e ficou responsvel pelos comentrios do Novo Testamento redigidos em francs. Dois dos presentes na reunio inicial aceitaram a funo de consultores editoriais: dra. Isabel Phiri (malauiana), pro fessora de teologia na University of KwaZulu-Natal (Univer sidade de KwaZulu-Natal), e dr. Yusufu Turaki (Nigeriano), da International Bible Society, Enugu (Sociedade Bblica Internacional em Enugu, Nigria), e professor do Jos ECWA Theological Seminary (Seminrio Teolgico da Igreja Evan glica da frica Ocidental em Jos, Nigria; JETS). Os representantes da SIM, dr. Jim Plueddemann (esta dunidense) , diretor internacional da SIM nos EUA, e Jim Mason (canadense), consultor de literatura internacional da SIM, Canad, foram convidados a atuar como associados tcnicos. Outro associado tcnico foi Pieter Kwant, diretor da Piquant Agency (Agncia Piquant) em Carlisle, Reino Unido (holands), e diretor do programa internacional da
  8. 8. ix Langham Partnership International (Organizao Interna cional Langham). Outros trs lderes que haviam expressado interesse no projeto enviaram pedidos de desculpa por no poderem comparecer reunio: dr. Dirinda Marini-Bodho, primeiro editor dos manuscritos em francs do Antigo Testamento, dr. Kwame Bediako e dr. Tite Tienou. A primeira reunio serviu para traar diretrizes, descre ver funes e termos de referncia e aprovar oramentos. Uma vez decidido que o CBA incluiria artigos sobre ques tes relevantes para o continente, os presentes fizeram uma relao dessas questes e dos autores que poderiam ser convidados para tratar delas. Dentre as decises mais importantes tomadas nessa reunio, cinco serviram de diretrizes editoriais para o projeto: O CBA deveria ser de leitura fcil para que pastores, estudantes e leigos pudessem us-lo sem dificuldade. 0 CBA deveria ser de autoria e contedo africano e retratar o contexto de nosso continente. Deveria per manecer fiel s Escrituras e, ao mesmo tempo, aplicar os ensinamentos e as verdades bblicas s realidades africanas. Os colaboradores do CBA deveriam ser escolhidos de modo a refletir a diversidade de denominaes e lnguas na frica e incluir homens e mulheres. Eles respeita riam essa diversidade, dentro dos limites estabelecidos pela Declarao de F da AEA. Como parte de seu contrato, seria esperado dos colabo radores do CBA que aceitassem a Declarao de F da AEA como diretriz para seu trabalho. O projeto do CBA seria de propriedade dos africanos e administrado de forma independente ainda que, em ltima anlise, sob a superviso da AEA. Depois dessa reunio, possveis colaboradores foram conta tados, convidados a realizar pesquisas individuais e traba lhar com os textos originais gregos e hebraicos e tambm com tradues da Bblia em sua lngua nativa. Foram or ganizados encontros com esses colaboradores em diferen tes partes do continente. Vrios autores receberam ajuda para obter um perodo sabtico a fim de terem tempo para escrever. Autores da mesma regio foram incentivados a interagir para se encorajarem mutuamente e comentarem o trabalho uns dos outros. Ocontedo do CBA O CBA no um comentrio crtico e acadmico, vers culo por versculo. Antes, traz a exegese de cada seo e explicaes acerca da Bblia como um todo sob a tica de estudiosos africanos que respeitaram a integridade do texto e empregaram provrbios, metforas e histrias de nossas culturas para se comunicarem com cristos africa nos de vilas e cidades de todo o continente. Suas aplica es so ousadas e, ao mesmo tempo, fiis s Escrituras. 0 CBA no fala, portanto, de um Jesus Negro. Isso seria uma distoro ignorante do relato bblico. O CBA fiel ao texto e ao contexto tanto dos tempos da Bblia quanto de nossos dias. O CBA , de fato, uma minibiblioteca que fornece ferra mentas para pastores e professores ensinarem nas igrejas e incentivarem alunos e membros a estudarem a palavra de Deus por sua prpria conta. Os artigos escritos por especialistas sobre temas atuais controversos e proble mticos como pobreza, favoritismo, HIV/aids, refugiados, guerra, poltica e assim por diante so particularmente proveitosos. Aplicaes do CBA Como o CBA pode ser usado? Um dos primeiros itens de minha lista o estudo devocional particular. Como editor geral, tive de analisar e corrigir todos os manuscritos. De pois de concluir essa tarefa, porm, comecei a us-los em minhas devocionais. No caso dos livros mais curtos, pri meiro lia o livro da Bblia inteiro e, depois, o respectivo comentrio. No caso dos livros mais longos, lia de cinco a dez captulos por dia e, em seguida, o comentrio corres pondente. Recomendo incisivamente essa abordagem que tanto enriqueceu minha vida espiritual. Tambm usei trechos do CBA no preparo de sermes e no ministrio de ensino. Ao faz-lo, aprendi uma srie de coisas novas a respeito de povos africanos sobre os quais nada sabia. Antes de ler o comentrio sobre Levtico, por exemplo, no sabia da existncia da tribo iraqw, do norte da Tanznia, um povo de origem semita que possui vrios elementos em comum com os hebreus. Todos os editores do CBA so professores de semin rio e todos eles usaram partes do CBA em suas aulas. Na verdade, alguns alunos da NEGST que interagiram com meu manuscrito sobre 2Pedro enviaram-me comentrios concordando ou discordando de minhas colocaes. As dis cusses foram extremamente proveitosas para o propes- so de compreenso e aplicao da Palavra de Deus. Essa experincia confirma que o CBA ser um livro de consulta de grande utilidade para grupos de estudo e at mesmo para classes de escola dominical nas igrejas. Espero encon trar o CBA em todas as bibliotecas de todos os institutos bblicos, seminrios e universidades, bem como em outras instituies de ensino superior nas diversas regies da fri ca e em outros continentes. Agradecimentos Louvamos a Deus por tudo o que ele tem realizado. Consi deramos importante, tambm, reconhecer as contribuies significativas de indivduos e organizaes sem os quais o CBA no poderia ter sido elaborado. Agradecemos, portan to, a(s), ao(s):
  9. 9. X AEA, pelo patrocnio oficial do CBA e por dar ao conse lho editorial liberdade administrativa e acadmica para trabalhar. SIM, pelo auxlio logstico e financeiro necessrio para completar todos os passos do processo de produo. NEGST, por servir de centro acadmico para o CBA, por providenciar um local para nos reunirmos e por colocar sua biblioteca e outras instalaes disposio de es tudiosos visitantes. Langham Partnership International, por providenciar fundos para que vrios de nossos estudiosos tirassem perodos sabticos a fim de escreverem. Instituies de ensino superior (inclusive UNISA, GIMPA e Biola University) e centros de retiro, que hospedaram estudiosos durante seus perodos sab ticos. Equipes tcnicas na Europa e Canad, que ajudaram nas questes administrativas, reviso, traduo, edi o, composio, localizao dos autores que faltavam e outras tarefas similares. Consultores, por seus conselhos sbios, observaes acadmicas e teolgicas penetrantes e contribuies inestimveis. Editores, por seu conhecimento slido e erudito, com um toque de uno espiritual, bem como por seu servi o abnegado e sacrificial. Sessenta e nove colaboradores que fizeram histria em nossa gerao ao produzirem o primeiro comentrio b blico em volume nico para a igreja da Africa. Zondervan, WordAlive e Oasis, por concordarem em publicar, distribuir e divulgar o CBA. Jim Mason, Pieter Kwant, Isobel Stevenson, Krysia Lear, Maybeth Henderson, Sue Prior e Judy Milasi, por sua competncia para lidar com vrias tarefas do CBA simultaneamente. Todos os indivduos e grupos na frica e ao redor do mundo que apoiaram este projeto com suas oraes. Todos aqueles que contriburam generosamente com recursos para cobrir os inmeros custos decorrentes da produo do CBA. Por fim, gostaria de agradecer ao dr. John Stott, por es-cre- ver o prefcio do CBA, e ao dr. Robert Aboagye-Mensah, bispo presidente da Igreja Metodista de Gana, e a muitos outros que honraram o CBA ao recomend-lo publicamente. Pedimos a Deus que, assim como usou sua Palavra para acender as chamas da Reforma na Europa do sculo XVI, em pregue o CBA para fazer o mesmo na frica de hoje. Amm! Tokunboh Adeyemo, editor geral, Comentrio Bblico Africano Fevereiro de 2006 A VISO Declarao da viso do CBA redigida em janeiro de 2001 O Comentrio bblico africano constitui-se de um nico volume sobre todos os livros da Bblia, escrito e editado por estudiosos africanos. Seu objetivo geral consiste em aplicar a Palavra de Deus de forma relevante s realidades africanas de hoje. voltado, mais especificamente, para lderes cristos de comunidades: pastores, estudantes e lderes leigos que, sob a direo do Esprito Santo, podem colaborar para estabelecer e alimentar uma igreja vigorosa no continente africano. Um comentrio de volume nico sobre toda a Bblia , por natureza, um grande exerccio de condensao e exige disciplina rigorosa para definir os elementos a serem includos ou omitidos. Este volume no se detm, portanto, em detalhes crticos e exegticos. Com base na convico firme e crena na inspirao divina e autoridade das Escrituras Sagradas, procura oferecer ao leitor um guia contextual e de leitura acessvel. Voc tem nas mos o fruto dessa viso!
  10. 10. DIRETRIZES PARA USO DO CBA Para leitores que esto dando os primeiros passos no uso de comentrios bblicos, oferecemos a seguir algumas su gestes sobre como encontrar as informaes que procu ram no Comentrio bblico africano. Preciso de informaes sobre o autor de um livro da Bblia, bem como onde, quando e por que foi escrito. Cada livro comea com uma introduo geral que procura responder a algumas dessas perguntas. possvel encontrar informaes adicionais em artigos introdutrios gerais como a Introduo ao Pentateuco e a Introduo aos profetas. Desejo ter uma viso geral de um livro da Bblia. Leia o comentrio sobre esse livro. Cada comentrio do CBA foi escrito para ser lido como um todo, e no como uma srie de observaes sobre versculos individuais. Preciso de ajuda para preparar um sermo ou estudo bblico. 1. Leia o artigo Princpios de interpretao, que mostra como abordar passagens das Escrituras. 2. Veja o comentrio sobre o livro no qual se encontra a pas sagem que servir de base para seu sermo ou estudo. 3. Veja o esboo do contedo para ter uma ideia de como a passagem em questo se encaixa no contexto mais amplo do livro. 4. Localize no esboo o subttulo da seo onde se encon tra a passagem que voc deseja estudar. 5. Leia a seo correspondente. Pode ser interessante, ainda, ler as sees antes e depois para entender o con texto da passagem. 6. Leia as referncias cruzadas (indicadas por cf. ou cf. tb.) para ver de que maneira outras partes da Bblia esclarecem a passagem em questo. A abordagem usada no comentrio pode sugerir a estrutura para seu sermo ou uma possvel aplicao. Se a passagem tem um tpico central (p. ex., casamento), pode ser pro veitoso ler os artigos do CBA relacionados ao casamento. Todos os artigos esto listados no sumrio. Tenho dvidas sobre um versculo especfico. Por exemplo: por que ICorntios 11:10 diz que as mulheres devem cobrir a cabea por causa dos anjos? 1. Localize no CBA o comentrio sobre o livro em que o versculo se encontra. (Usando o sumrio, encontre ICorntios, ou localize-o diretamente, lembrando que o comentrio segue a mesma seqncia dos livros na Bblia.) 2. Veja a indicao dos captulos no cabealho de cada pgina, exceto na pgina de ttulo dos comentrios. Procure a pgina que inclui o captulo (ICorntios 11) e a referncia que lhe interessa, indicada em negrito (11: 10) no local onde o versculo comentado. 3. As palavras do versculo discutidas no comentrio apa recem em itlico (por causa dos anjos est em itlico, junto a 11:10). Preciso saber o que um livro da Bblia diz a respeito de determinado assunto. Consulte a lista de artigos no sumrio para verificar se algum deles trata do tema em questo. (Se, p. ex., voc deseja mais informaes sobre cura, pode ver o artigo com esse ttulo e tambm artigos relacionados, como HlV/aids, Sofrimento, Feitiaria, 0 papel dos ancestrais e Orao, pois todos podem ser relevantes para as questes de cura e enfermidade. O comentrio usa uma palavra que eu no conheo. Procuramos evitar o uso de vocabulrio tcnico-teolgico, mas no h como evitar algumas palavras, como, por exem plo, apocalptico. Voc encontrar esclarecimentos no glossrio, no final do CBA. Li o comentrio, mas desejo saber mais sobre determi nado livro da Bblia. No final de cada comentrio, o autor indica livros para leitu ra adicional. Voc tambm pode consultar livros da srie de comentrios relacionados na pgina de Abreviaes. Esses comentrios so citados ocasionalmente no CBA e o ttulo aparece na forma abreviada. Se voc tem acesso internet, pode obter mais informaes nos sites relacionados no final do CBA. No entendi a diferena entre referncias como 5:2-4, usadas com frequncia, e apenas 2 4, que aparece so mente algumas vezes. Todas as referncias a versculos so fornecidas com ca ptulo e versculos. Os nmeros separados por travesso (trao mais longo) indicam nmeros de captulos, e no de versculos. Logo, 2 4 indica os captulos dois a quatro do livro em questo.
  11. 11. ABREVIAES Livros da Bblia CBC Cambridge Bible Commentary CBSC Cambridge Bible for Schools and Colleges Antigo Testamento CCC Crossway Classic Commentaries Gn Gnesis Ec Eclesiastes CC Communicators Commentary x xodo Ct Cntico dos Cnticos DSB Daily Study Bible Lv Levtico Is Isaas EBC Expositors Bible Commentary Nm Nmeros Jr Jeremias EC Expositional Commentary Dt Deuteronmio Lm Lamentaes EvBC Eveiymans Bible Commentary Js Josu Ez Ezequiel FOB Focus on the Bible Jz Juizes Dn Daniel HC Hermeneia Commentaries Rt Rute Os Oseias IBC Interpretation Bible Commentary for Teaching and ISm ISamuel J1 Jod Preaching 2Sm 2Samuel Am Ams ICC International Criticai Commentary lRs IReis Ob Obadias ITC International Theological Commentary 2Rs 2Reis Jn Jonas NAC New American Commentary lCr 1Crnicas Mq Miqueias NBC New Bible Commentary 2Cr 2Crnicas Na Naum NIBC New International Bible Commentary Ed Esdras Hc Habacuque NICNT New International Commentary on the New Ne Neemias Sf Sofonias Testament Et Ester Ag Ageu NICOT New International Commentary on the Old J J Zc Zacarias Testament SI Salmos Ml Malaquias NIGTC New International Greek Testament Commentary Pv Provrbios NIVAC PC NIV Application Commentary Preachers Commentary NovoTestamento PNTC Pillar New Testament Commentary Mt Mateus lTm ITimteo SPCK Society for Promoting Christian Knowledge Mc Marcos 2Tm 2Timteo TBC Torch Bible Commentary Lc Lucas Tt Tito TNT Tyndale New Testament Commentaiy Jo Joo Fm Filemom TOT Tyndale Old Testament Commentary At Atos dos Apstolos Hb Hebreus WBC Word Bible Commentaiy Rm Romanos Tg Tiago ICo ICorntios lPe 1Pedro Outras abreviaes 2Co 2Corntios 2Pe 2Pedro a.C. antes de Cristo G1 Glatas IJo ljoo AT Antigo Testamento Ef Efsios 2Jo 2Joo c. cerca (cerca de) Fp Filipenses 3Jo 3Joo cap. captulo Cl Colossenses Jd Judas caps. captulos lTs ITessalonicenses Ap Apocalipse cf. conferir, conforme 2Ts 2Tessalonicenses cp. ct. comparar contraste com Verses e parfrases da Bblia d.C. ed. depois de Cristo edio, editor isto BJ Bblia de Jerusalem i. G. NTLH Nova Traduo na Linguagem de Hoje lit. literal, literalmente NVI Nova Verso Internacional RA Revista e Atualizada (Joo Ferreira de Almeida) LXX NT Septuaginta Novo Testamento RC Revista e Corrigida (Joo Ferreira de Almeida) p. ex. por exemplo tb. tambm Comentrios trad. traduo AB Anchor Bible Commentary Series v. versculo, versculos BNTC Blacks New Testament Commentary vol. volume BST The Bible Speaks Today vols. volumes
  12. 12. COLABORADORES Abate, Eshetu Koyra. Etope. Bacharel em divindade (Associa- tion of Theological Institutions in Eastem Africa) e bacharel em teologia (Mekane Yesus Seminaiy, Addis Ababa, Etipia). Mes tre e doutor em teologia (Concordia Seminaiy, St. Louis, EUA). Foi diretor do Mekane Yesus Seminaiy. Atualmente, consultor de traduo da Bible Society of Ethiopia. Filipenses Aboagye-Mensah, Robert K. Gans. Metodista. Licenciado em teologia (Trinity College, Legon, Gana) e bacharel em teologia (St Johns College, University of Nottingham, Inglaterra). Mestre em educao crist (VIrginia Theological Seminaiy, EUA). Dou tor em filosofia (University of Aberdeen, Esccia). Foi professor no Trinity College, Legon, Gana, e secretrio geral do Cliristian Council em Gana. Atualmente, bispo presidente da Igreja Me todista de Gana. Guerra Adei, Stephen. Gans. Bacharel em cincias (University of Ghana). Mestre em cincias (University of Strathclyde, Esccia) e mestre em teologia (University of South Africa). Doutor em economia (University of Sidney, Austrlia). Foi representante residente do United Nations Development Program (UNDP) na Nambia, economista e chefe do Directorat of UNDP, Africa Bu- reau, Nova York, e secretrio geral da Ghana Missionary Socie ty. Atualmente, reitor do Ghana Institute of Management and Public Administration (GIMPA). Riqueza epobreza; Dvidas Adeyemo, Tokunboh. Nigeriano. Bacharel em teologia (Evan- gelical Church of West Africa [ECWA] Theological Seminary, Nigria). Mestre em divindade e teologia (Talbot School of Theology, Biola University, Califrnia, EUA). Doutor em teo logia (Dalias Theological Seminary, Texas, EUA). Foi secre trio geral da Association of Evangelicals in Africa (por 22 anos). Atualmente, diretor executivo do Centre for Biblical Transformation. Juizes; Daniel; 2Ped.ro;Judas; Adorao e louvor; Liderana; Admi nistrao de conflitos; Sonhos; Discipulado; Ideias sobre salvao em outras religies; Pluralismo religioso Adoyo, Bonifes E. Queniano. Formado em Design (Nairbi University, Qunia). Mestre em divindade (Nairbi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia). Foi gerente de vendas e marketing da Rank Xerox International. Atualmente, bispo da Nairbi Pentecostal Church, ministrio da organizao Christ Is the Answer Ministries, Nairbi, Qunia. Orao Afriyie, Emestina. Ganesa. Presbiteriana. Bacharel em teologia (Gana). Mestre emteologia (Natal). PhD (Natal). Pesquisadora do Akrofi-Christaller Memorial Centre, Akropong-Akuapem, Gana. Tabus Ahoga, Augustin Cossi. Beninense. Mestre em economia (Be- nin National University), teologia (Facult Libre de Thologie Evanglique, Vaux-sur-Seine, Frana) e estudos bblicos (Uni versity of Gloucestershire, Inglaterra). Secretrio do IFES na frica francfona. Professor da Baptist School of Theology em Lom, Togo e no Benin Bible Institute em Cotonou, onde tam bm presidente do conselho administrativo. Jonas; Naum Akanni, Gbile. Nigeriano. Formado em fsica e pedagogia (Uni versity of Ibadan, Nigria). Foi professor do College of Education, Katsina-Ala, Nigria. Atualmente presidente e coordenador da Living Seed House, Gboko, Nigria. 1Samuel Andria (Andriatsimialomananarivo), Solomon. Malgaxe. Forma do em engenharia e eletromecnica (Universit dAntananarivo, Madagascar). Mestre em teologia (Facult Libre de Thologie Evanglique, Vaux-sur-Seine, Frana). Doutor em missiologia (University of South Africa). Atualmente, coordenador de hist ria e teologia na Facult de Thologie Evanglique de 1Alliance Chrtienne (FATEAC), Abidj, Costa do Marfim. Colossenses; 1 e 2Timteo; Tito; Tiago; Generosidade e solida riedade Assohoto, Bamab. Beninense. Batista. Formado em eletrnica (University Polytechnic, Benin). Mestre em teologia (Facult Libre de Thologie Evanglique, Vaux-sur-Seine, Frana). PhD (Strasbourg University Frana). Atualmente diretor do African Research Centre, Cotonou, Benin e coordenador da organizao Faith in Action International. Gnesis Bediako, Kwame. Gans. Presbiteriano. Formado (com hon ras) em francs (University of Ghana, Legon, Gana) e bacharel em teologia (London School of Theology [antigo London Bible College], Inglaterra). Doutor em literatura francesa (Uniyersi: ty of Bordeaux, Frana). Doutor em divindade (University of Aberdeen, Esccia). Foi pastor da Ridge Church, Accr, e pro fessor visitante da University of Edinburgh, Esccia. Atualmen te diretor do Akrofi-Christaller Memorial Centre for Mission Research and Applied Theology. Akropong-Akuapem, Gana. j4sEscrituras como intrpretes da cultura e da tradio
  13. 13. xiv Bitrus, Daniel. Nigeriano. Church of Christ. Bacharel em teolo gia (United Missionary Theological College [UMTC], Ilorin, Ni gria). Mestre em educao crist (Trinity Evangelical Divinity School, Chicago, EUA). Trabalhou com a United Bible Societies e foi secretrio geral da Association of Evangelicals in Africa. Atualmente, pastor da Bukuru Church of Christ na Nigria. Ams Boniface-Malle, Anastasia. Tanzaniana. Ministra luterana or denada. Bacharel em divindade (Makumira Theological College, Tanznia). Mestre em teologia (Wartburg Theological Seminary, Iowa, EUA). Doutora em estudos do AT (Luther Theological Seminary, Minnesota, EUA). Foi professora no Makumira Theo- logical College. Atualmente consultora de traduo da United Bible Societies. Nmeros Carew, M. Douglas. Serra-leons. Bacharel em cincias (Fou- rah Bay College, Serra Leoa). Mestre em divindade (Nairbi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia). PhD (Trinity International University, Illinois, EUA). Foi profes sor do Sierra Leone Bible College. Atualmente vice-chanceler da NEGST. Oseias; Oantigo OrienteMdio Chianeque, Luciano C. Angolano. Formado em Bblia e teolo gia (University of Durban-Westville, frica do Sul). Mestre em religio e transformao social (University of Cape Town, frica do Sul). PhD (University of KwaZulu-Natal, frica do Sul). Foi secretrio geral da Evangelical Congregational Church em An gola. Atualmente, diretor nacional do Alfalit, um projeto de alfabetizao de adultos na Angola. Deuteronmio; Recompensa epunio Chingota, Felix Lack. Malauiano. Formado em francs, histria e filosofia (University of Malawi), bacharel em divindade (St. Pauls United College, Limuru, Qunia). Doutor em estudos b blicos (University of Aberdeen, Esccia). Foi pastor da Presbyte- rian Church of Malawi. Atualmente professor do departamento de teologia e cincias da religio e deo interino da faculdade de cincias humanas do Chancellor College, University of Malawi. Levtico; Osacerdcio naBblia Choge, Emily J. Queniana. Licenciada em artes (Kenyatta Uni versity, Nairbi, Qunia). Mestre em divindade e teologia (Nairo- bi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia). PhD (Fuller Theological Seminary, Califrnia, EUA). Foi vice- diretora do St. Josephs Girls High School, Chepterit, Qunia. Atualmente, professora na Moi University, Eldoret, Qunia e professora em meio perodo da NEGST. A hospitalidade nafrica Cole, Victor Babajide. Nigeriano. Bacharel em teologia (Igba- ja Theological Seminary, Nigria). Mestre em teologia (Dallas Theological Seminary, Texas, EUA). PhD (Michigan State Uni versity, EUA). Foi consultor curricular da African Leadership and Management Academy, Harare, Zimbbue. Atualmente vice-chanceler interino de assuntos acadmicos da Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia. Marcos; Sangue Coulibaly, Issiaka. Costa-marfinense. Mestre em teologia e can didato a PhD em exegese bblica (Facult Libre de Thologie Evanglique, Vaux-sur-Seine, Frana). Atualmente gerente de publicaes em francs da United Bible Societies e professor de estudos do AT na Facult de Thologie Evanglique de 1Alhance Chrtienne [FATEAC], Abidj, Costa do Marfim. Jeremias; Lamentaes; 2Corntios Datiri, Dachollom C. Nigeriano. Bacharel, mestre e doutor em estudos bblicos (University of Sheffield, Inglaterra). Atualmen te pastor da Church of Christ, na Nigria (COCIN), Nassarawa Gwong, Jos, Nigria. Tambm professor em meio perodo no Theological College of Northern Nigria (TCNN), Bukuru, Jos, Nigria. ICorntios Dembele, Youssouf. Malins. Formado em cincias aplicadas (Instituto Superior de Cincias Agropecuarias de la Habana, Cuba). Mestre em teologia (Facult Libre de Thologie Evan glique, Vaux-sur-Seine, Frana). Doutor em teologia bblica e sistemtica (Trinity International University, Illinois, EUA). Foi professor no Reed Bible Institute, Bougouni, Mali. Atualmente consultor de traduo da United Bible Societies e pastor da Evangelical Protestant Church of Mali. Habacuque Famonure, Bayo. Nigeriano. Formado (com honras) emjornalis mo (London School of Joumalism, Frilsham Hermitage, Berks) e ingls (University of Nigria). Doutor em divindade (World Link University, Portland, Oregon, EUA). Membro fundador e presiden te da organizao Calvaiy Ministries (CAPRO); foi secretrio exe cutivo da comisso de misses da Association of Evangelicals in Africa. Atualmente presidente daAgape Missions na Nigria. Misses nativas Gacece, Solomon. Queniano. Presbiteriano. Formado em pe dagogia (Kenyatta University, Qunia) e bacharel em teologia (Presbyterian College, Kikuyu, Qunia) Atualmente coor denador de um programa pra crianas de rua mantido pela St. Andrews Church, Nairbi, e secretrio executivo da comisso de jovens e esportes da Association of Evangelicals in Africa. Crianas de rua Githuka, Elias M. Queniano. Formado em Bblia e teologia (Pan African Christian College, Qunia / ICI University) e est con cluindo o mestrado em liderana crist (Global University). Foi administrador regional do ministrio Misses Portas Abertas
  14. 14. XV com o Irmo Andr, regio leste da frica. Atualmente pastor da Nairbi Pentecostal Church, Valley Road. Perseguio Gotom, Musa. PhD (Claremont). Presidente da organizao TEKAN (Fellowship of Christian Churches in Nigria). Leciona aconselhamento pastoral no Theological College of Northern Nigria. 1 e 2Reis Habtu, Tewoldemedhin. Eritreu. Metodista wesleyano. For mado em administrao de empresas (Addis Ababa University, Etipia). Mestre em divindade (Nairbi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia). PhD (Trinity Interna tional University, Illinois, EUA). Foi pastor da Church of Christ durante mais de dez anos. Atualmente professor de estudos do AT na NEGST. Introduo literatura sapiencial; J; Salmos; Provrbios; Eclesias- tes; Cntico dos Cnticos; Ezequiel; A histria de Israel Isaak, Paul John. Namibiano. Evangelical Lutheran Church. Mestre em cincias da religio (Pacific Lutheran Theological Seminary, Califrnia, EUA), mestre em teologia e PhD (Lutheran School of Theology, Chicago, EUA). Coordenador do departa mento de religio e teologia, University of Namibia. Lucas Kantiok, James B. Nigeriano. Licenciado em estudos sociais (Ahmadu Bello University, Zaria, Nigria). Mestre em psicologia educacional e em treinamento de professores e programas de avaliao (University of Jos, Nigria), mestre em missiologia e doutor em estudos interculturais (Fuller Theological Seminaiy, Califrnia, EUA). Foi professor adjunto na Califrnia Lutheran University. Atualmente professor da Azusa Pacific University, Califrnia, EUA. Os cristos e apoltica Kapolyo, Joe M. Zambiano. Batista. Formado em teologia (Lon don Bible College, Inglaterra). Mestre em antropologia social (University of London, Inglaterra) e em teologia exegese do NT (Aberdeen University, Esccia). Candidato a PhD (University of London). Foi diretor do Theological College of Central Africa, Zmbia, e diretor do Ali Nations Christian College, Inglaterra. Atualmente pastor da Edmonton Baptist Church na regio norte de Londres, Inglaterra. Mateus Kasali, David M. Congols (RDC). Mestre em geografia e pe dagogia (Institut Suprieur Pdagogique de Bukavu). Mestre em divindade e doutor em Novo Testamento (Trinity Evangelical Divinity School, Chicago, EUA). Foi vice-chanceler na Nairbi Evangelical Graduate School of Theology (NEGST), Qunia. Atu almente presidente da Christian Bilingual University of Congo. Romanos Kassa, Tesfaye D. Etope. Formado em medicina (Addis Ababa University, Etipia). Bacharel em teologia (East Africa School of Theology, Nairbi, Qunia). Mestre em divindade (Nairbi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia). Foi mdico na Etipia e pastor da Nairbi Pentecostal Church. Fundou e atualmente dirige a organizao Discipleship Pathway Community International. Hebreus Kinoti, George. Queniano. Formado em zoologia e qumica. Ps- graduado em parasitologia aplicada e entomologia. Doutor em parasitologia (University of London, Inglaterra). Foi professor na Makerere Universtity, Uganda, e Nairbi University, Qunia. Fundador e, atualmente, diretor do African Institute of Scientific Research and Development (AISRED), Nairbi, Qunia. 0 cristo e o meio ambiente Kisau, Paul Mumo. Queniano. Bacharel em teologia (Scott Theological College, Machakos, Qunia). Mestre em divinda de (Nairbi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia). PhD (University of Aberdeen, Esccia). Foi diretor in terino de assuntos acadmicos do Scott Theological College. Atualmente professor assistente na International School of Theology, Qunia. Atos dosApstolos Koss, Kuzuli. Congols. Mestre em teologia (Facult de Tho logie Evanglique de Bangui [FATEB], Repblica Central da frica). Doutor em misses (TrinityInternational University, Illi nois, EUA). Atualmente professor de missiologia na FATEB. A unidade dos crentes Koudougueret, Rosalie. Repblica Central da frica (RCA). Bacharel em Bblia e teologia e mestre em teologia (Facult de Thologie Evanglique de Bangui [FATEB], Repblica Central da frica). Foi coordenadora do programa de treinamento de mulheres, FATEB. Atualmente professora na FATEB. 1 e 2Tessalonicenses Kunhiyop, Samuel Waje. Nigeriano. Bacharel em teologia (Evan gelical Church of West Africa [ECWA] Theological Seminaiy, Ni gria). Mestre em teologia exegtica (Western Baptist Seminaiy, Portland, Oregon, EUA). PhD (Trinity International University, Illinois, EUA). Foi deo de alunos e atualmente reitor e profes sor de teologia e tica no ECWATheological Seminary. Feitiaria Larbi, E. Kingsley. Gans. Bacharel em Bblia e teologia (Pan Africa Christian College, Qunia). Mestre em divindade e teolo gia (Nairbi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST]), Qunia). PhD (University of Edinburgh, Esccia). Foi vice-chan- celer do Central University College, Accra, Gana. Atualmente presidente da Regent University Acra, Gana. Cura
  15. 15. xvi Lasisi, Lawrence Adenyi. Nigeriano. Bacharel em teologia (Christ International Divinity College, Erinmo, Nigria). Mestre em divindade (Acadia University, Wolfville, Nova Scotia, Canad) e em estudos islmicos (Hartford Seminary, Connecticut, EUA). Doutor em estudos interculturais (Fuller Theological Seminary, Califrnia, EUA). Atualmente pastor do Springs of Hope Chris tian Ministries, Califrnia, EUA, e professor adjunto da School of Professional Studies, Hope International University, Fuller- ton, Califrnia. Sincretismo Lawanson, Aderemi (Remi) Tesilimi. Nigeriano. Formado em cincias estatsticas (University of Lagos). Mestre em estudos interculturais e candidato a PhD (Fuller Theological Seminary, Califrnia, EUA). Foi diretor executivo da comisso de inten- dncia e prestao de contas da Association of Evangelicals in Africa. Atualmente encontra-se no Fuller Theological Seminary. Poder e responsabilidade Mautsa, Makoto Lloyd. Zimbabuano. Formado em engenharia mecnica (University of Applied Science, Colnia, Alemanha). Mestre em engenharia agrcola (University of Zimbabwe). Foi engenheiro pesquisador no Instituto de Engenharia Agrcola, Ministrio da Agricultura, Zimbbue. Atualmente gerente de pesquisa, desenvolvimento e manuteno em Hastt, Zimbbue. 0 conceito de terra Milasi, Judith A. Queniana. Formada em ministrio pastoral (Grace College of East Africa, Nairbi), bacharel em Bblia e teologia (East African School of Theology, Qunia). Foi arqui vista do Grace College of East Africa; assistente pessoal do dr. Tokunboh Adeyemo, editor geral do Comentrio bblico africa no. Atualmente assistente pessoal do coordenador do projeto SIM Pastors Book Set, Qunia. Ritos de iniciao Mojola, Aloo Osotsi. Queniano. Anglicano. Bacharel e mestre em cincias humanas (University of Nairbi). Doutor em filosofia (University of Nairbi) e em lingstica e filosofia (University of Frankfurt, Alemanha). Estudou hebraico e geografia bblica em Jerusalm (Jerusalem Bible College, Israel). Foi professor da University of Nairbi, Qunia, e consultor de traduo da United Bible Societies. Atualmente coordenador regional de traduo da frica para a United Bible Societies. A traduo daBblia nafrica Muriithi, Sicily Mbura. Queniana. Bacharel em teologia e di vindade (St Pauls United Theological College, Limuru, Qunia). Mestre em religio e transformao social e PhD (University of KwaZulu-Natal, frica do Sul). Foi pastora da Presbyterian Church of East Africa, Qunia, e capel em escolas de ensino mdio no Qunia. Atualmente professora da Presbyterian Uni versity, Qunia. lPedro; Mutilao genitalfeminina Musekura, Celestin. Ruands. Batista. Bacharel em teologia (Kenya Highlands Bible College). Mestre em divindade (Nairo- bi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia).. Mestre em teologia e candidato a PhD (Dallas Theological Seminary, Texas, EUA). Foi diretor do ministrio de reconcilia o, MAP International. Fundador e, atualmente, presidente da organizao African Leadership Reconciliation Ministries, Nairbi. Refugiados Musibi, Patrick Moses. Queniano. Armed Forces Training Col lege (Lanet, Qunia). Curso para oficiais de logstica (Royal Air Force College, Cranwell, Inglaterra). Atualmente est concluin do o curso superior em economia de desenvolvimento (Pacific Western University, Los Angeles, EUA). Foi major da Fora Area do Qunia. Atua hoje como consultor para o programa Putting Children on the MilitaryAgenda, Nairbi. A autoridade e aBblia Musopole, Augustine. Malauiano. Formado em cincias sociais (Chancellor College, University of Malawi) e bacharel em divin dade (University of London, Inglaterra). Mestre em teologia e filosofia e PhD (Union Theological Seminary, Nova York, EUA). Foi secretrio geral do Malawi Council of Churches. Atualmen te professor assistente na Chang jung Christian University, Taiwan. Obadias Mutonono, Dwight S. M. Zimbabuano. Bacharel em Bblia e teologia (University of South Africa). Mestre em liderana e administrao (African Leadership and Management Acade- my, Zimbbue). Foi controlador de trfego areo nos aero portos de Prince e Harare e pastor administrativo do Faith Ministries. Atualmente diretor administrativo da African Leadership and Management Academy (ALMA) e pastor do Faith Ministries. 0 conceito de terra Ndjerareou, Abel Laoundoye. Chadiano. Bacharel em teolo gia (Facult Libre de Thologie Evanglique, Vaux-sur-Seine, Frana). Mestre em teologia do NT (Trinity Evangelical Divinity School, Chicago, EUA). Doutor em exegese do AT (Dallas Theo logical Seminary, Texas, EUA). Foi diretor da Shalom Evangeli cal School of Theology no Chade. Atualmente diretor da Facul t de Thologie Evanglique de Bangui (FATEB) na Repblica Central da frica. Introduo ao Pentateuco; xodo; Jav e outros deuses Ngewa, Samuel M. Queniano. Bacharel em teologia (Ontario Bible College, Canad). Mestre em divindade (Trinity Interna tional University, Deerfield, Illinois, EUA). Mestre em Novo Testamento e doutor em interpretao bblica (Westminster Theological Seminary, Filadlfia, EUA). Foi professor do Scott Theological College. Atualmente professor de estudos do NT
  16. 16. xvii na Nairbi Evangelical Graduate School of Theology (NEGST), Qunia. Gnesis; Deuteronmio; Salmos; 0 perodo intertestamentrio; Prin cpios de interpretao; Joo; Glatas; 1, 2 e 3Joo; Casamento, divrcio e novo casamento; Legalismo; A natureza da igreja; Vida e doutrina; O lugar dos sacrifcios tradicionais Ngundu, Onesimus. Zimbabuano. Bacharel em teologia (Phila- delphia Biblical University, Pensilvnia, EUA). Mestre em teo logia bblica e lnguas bblicas e doutor em teologia do Novo Testamento (Dallas Theological Seminary, Texas, EUA). Mestre em histria do cristianismo (University of Edinburgh, Esccia). Candidato a doutor em histria da igreja (University of Cam bridge, Inglaterra). Atualmente diretor do Harare Theological College, Zimbbue. Apocalipse Njoroge, Nyambura J. Queniano. Bacharel em divindade (St Pauls United Theological College, Limuru, Qunia). Mestre em cincias humanas (Louisville Theological Seminary, Kentucky, EUA). Doutor em teologia africana e tica social crist (Prin- ceton Theological Seminary, Nova Jersey, EUA). Foi pastor da Igreja Presbiteriana do Qunia. Atualmente secretrio execu tivo do programa ecumnico de educao teolgica do Conselho Mundial de Igrejas, Genebra, Sua. Opapel das mulheres na igreja Nkansah-Obrempong, James. Gans. Bacharel em cincias humanas (Pan Africa Christian College, Qunia). Mestre em divindade e teologia (Nairbi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia). Doutor em teologia (Fuller Theo logical Seminary, Califrnia, EUA). Foi diretor regional (frica) da organizao Misses Portas Abertas. Atualmente profes sor de teologia da NEGST. Anjos, demnios e autoridades; Heresia teolgica Nsiku, Edouard Kitoko. Congols (RDC). Batista. Formado em psicologia pastoral e mestre em Antigo Testamento (Facul dade Teolgica Batista de Braslia, Brasil). PhD (University of KwaZulu-Natal, frica do Sul). Membro da Baptist Community Church of Congo River. Lecionou em vrios seminrios teolgi cos no Brasil e atuou na organizao International Fellowship of Evangelical Students em Moambique. Atualmente consultor de traduo para a United Bible Societies, em Maputo. Isaas Nwankpa, Emeka. Nigeriano. Formado em direito (Ahmadu Bello University, Zaria, Nigria). Exerceu advocacia em Lagos, Nigria. Fundador e presidente da Africa House of Prayer/Inter- cessors for Africa, em Accra, Gema. Idolatria Obed, Uzodinma. Nigeriano. Doutor em educao fsica (Univer sity of Ibadan, Nigria). Foi professor da University of Ibadan. Atualmente coordenador internacional do Apostolic Disci- pleship Movement (ADM) e pastor do GloryTabemacle Ministry, Ibadan, Nigria. Culto nos lares Oginde, David. Queniano. Formado em arquitetura (Universi ty of Nairbi, Qunia). Certificado em estudos bblicos (Trinity Evangelical Divinity School, Chicago, EUA). Cursando mestra do em liderana (Trinity Western University, British Columbia, Canad). Foi secretrio geral da organizao Fellowship of Christian University Students (FOCUS). Atualmente pastor da Nairbi Pentecostal Church, Valley Road. Josu;Judeus e gentios Okaalet, Peter. Ugandense. Anglicano. Mdico cirurgio (Make- rere University, Uganda). Mestre em divindade e teologia (Nairo- bi Evangelical Graduate School of Theology [NEGST], Qunia). Foi ministro da Igreja Anglicana em Uganda e no Qunia. Atual mente professor honorrio no African Leadership Development Institute, Pietermaritzburg, frica do Sul, e diretor africano da MAP International. HlV/aids Okorocha, Eunice Iheoma. Nigeriana. Formada em pedagogia (University of Ibadan, Nigria). Mestre em aconselhamento e orientao pedaggica (Ahmadu Bello University, Zaria, Nig ria). Doutora em educao internacional e aconselhamento inter- cultural (University of Surrey, Inglaterra). Atualmente, ministra com seu marido na Igreja Anglicana da Nigria e trabalha como freelance em programas de conscientizao cultural crist. Questes culturais e mensagem bblica Ouedraogo, Adama. Burquinense. Formado em teologia (1Institut Thologique de Katadji, Costa do Marfim). Foi pre sidente da organizao Action Missionnaire des Assembles de Dieu de Cte dIvoire e pastor da Igreja Assembleia de Deus de Adjame, Abidj, Costa do Marfim. Atualmente pastor da Igreja Evanglica Assembleia de Deus, Riviera II, Costa do Marfim, e professor do Institut Thologique de Katadji et Daloa, Costa do Marfim. A fea busca de sinais; Profetas e apstolos Phiri, Isabel Apawo. Malauiana. Formada em pedagogia (Chan- cellor College, University of Malawi). Mestre em ensino religio so (Lancaster University, Inglaterra). PhD (University of Cape Town, frica do Sul). Foi professora das universidades do Ma- lui e Nambia. Atualmente diretora da Faculdade de Religio e Teologia da University of KwaZulu-Natal, frica do Sul, e coor denadora do Circle of Concemed African Women Theologians. Rute; Estupro; A Bblia e apoligamia; Casamento e lobolo Pohor, Rubin. Costa-marfinense. Formado em histria. Ps-gra duado em antropologia da religio. Doutor em cincias dareligio (cole Pratique des Hautes tudes, Sorbonne, Paris, Frana).
  17. 17. xviii Foi coordenador interino do departamento de antropologia e sociologia da lUniversit de Bouak, Costa do Marfim. Atual mente diretor do 1institut Pastoral Hbron, Costa do Marfim. Escravido; Tribalismo, etnicidade e raa Reggy-Mamo, Mae Alice. Afro-americana. Formada em ingls (Douglass College, Rutgers University, Nova Jersey, EUA). Mes tre em pedagogia (Harvard University, Massachusetts, EUA). Doutora em pedagogia (University of Maryland, EUA). Foi con sultora de alfabetizao para a fricajunto United Bible Socie ties. Atualmente diretora do programa de educao de adultos do Total Grace Christian Centre e professora adjunta no Beulah Heights Bible College, Atlanta, Gergia, EUA. A herana da viva; Vivas e rfos Semenye, Lois Mvuli. Queniana. Presbiteriana. Formada em histria e Bblia (Covenant College, Tennessee, EUA). Mestre em educao (Reformed Theological Seminary, Mississippi, EUA). PhD e doutora em educao (Biola University, Califrnia, EUA). Foi professora da Daystar University, Nairbi, Qunia e diretora administrativa do Christian Leaming Materials Center. Atualmente de de ensino e coordenadora de educao crist da Nairbi International School of Theology. Ester; A educao crist nafrica Simfukwe, Joe M. Zambiano. Batista. Bacharel em teologia (Spurgeons College, Londres, Inglaterra). Ps-graduado em teo logia (Australian College of Theology, Sidney) e candidato a mestre emteologia. Atualmente diretor do Theological College of Central Africa, Ndola, Zmbia. Funerais e ritos de enterro Soungalo, Soro. Costa-marfinense. Bacharel em teologia (Fa cult Libre de Thologie Evanglique, Vaux-sur-Seine, Frana). PhD (Paris). Atualmente pastor da Igreja Batista Evanglica da Costa do Marfim, professor de teologia pastoral da Facult de Thologie Evanglique de 1AUiance Chrtienne (FATEAC, Abidj) e presidente do Evangelical Training Center for Commu- nication in Africa (CEFCA) em Abidj, Costa do Marfim. Filemom; Novos relacionamentosfamiliares; Famlia e comunidade; Favoritismo Turaki, Yusufu. Nigeriano. Evangelical Church of West Africa (ECWA). Bacharel em teologia (IgbajaTheological Seminary, Ni gria). Mestre em teologia e tica (Gordon-Conwell Theological Seminaiy, Massachusetts, EUA). Doutor em tica social (Boston University, Massachusetts, EUA). Foi reitor do ECWA Theologi cal Seminary, Jos, Nigria, secretrio geral da ECWA e secret rio executivo da comisso de tica, paz e justia da Association of Evangelicals in Africa. Atualmente consultor de traduo da International Bible Society. Efsios; Opapel dos ancestrais; A Bblia; Democracia; Secularismo e materialismo; Verdade, justia, reconciliao e paz; Violncia; Ho mossexualidade; A igreja e o Estado Weanzana, Nupanga. Congols (RDC). Evangelical Community Church. Mestre em teologia (Facult de Thologie Evanglique de Bangui [FATEB], Repblica Central da frica). Doutor em estudos do AT (University of Pretria, frica do Sul). Foi vice- presidente da FATEB. Atualmente deo acadmico da FATEB. 2Samuel; 1 e 2Crnicas; Esdras; Neemias; Salmos Yilpet, Yoilah. Nigeriano. Anglicano. Formado (com honras) em qumica (Ahmadu Bello University, Zaria, Nigria). Mestre em divindade e doutor em teologia do AT (Trinity International University, Illinois). Foi pastor assistente da Christ Episcopal Church, Waukegan, Illinois, EUA. Atualmente trabalha no de partamento de cincias da religio da Jos University, Nigria. Introduo aos profetas; Joel; Miqueias; Sofonias; Ageu; Zacarias; Malaquias.
  18. 18. COMENTRIO BBLICO AFRICANO
  19. 19. 3 AS ESCRITURAS COMO INTRPRETES DA CULTURA E DA TRADIO O Comentrio bblico africano busca relacionar as Escrituras s culturas africanas e, com isso, encontrar maneiras pe las quais o evangelho pode ser considerado relevante para essas culturas. importante que, nesse processo, tanto lei tores quanto escritores evitem a simplificao excessiva da natureza dessa relao. O que cultura? A cultura no consiste apenas em msica, dana, artefatos e outros elementos do gnero. Nossa cultura nossa cosmo- viso, ou seja, fundamental para nossa compreenso de quem somos, de onde viemos e para onde estamos indo. Dentro de ns e ao nosso redor, o que nos define e mol da. Quando aceitamos a Cristo como Senhor, entregamos a ele tudo o que h em ns, que se relaciona conosco e est ao nosso redor, aquilo que nos definiu e moldou. Assim, a salvao abrange no apenas a nossa alma, mas tambm a nossa cultura em seu nvel mais profundo. Precisamos permitir que as Escrituras tornem-se intrpretes de quem somos no sentido concreto e especfico de nossa identidade dentro de nossas culturas e tradies. O que so as Escrituras? Porm, reconhecer a centralidade das Escrituras para nossa identidade no significa demonizar nossa cultura tradicional nem aprender a citar determinados versculos e captulos para apoiar certas posies que assumimos devido a nossas origens denominacionais ou tradicionais. A centralidade das Escrituras mais fundamental e sua relevncia ultrapassa em muito esses comportamentos. As Escrituras so um prisma Quando a luz passa por um prisma, revela-se do outro lado como um arco-ris. Semelhantemente, quando nossas cul turas passam pelo prisma das Escrituras, ns as vemos de uma nova maneira, pois elas revelam a luz e a sombra in trnsecas dessas culturas. No somos mais definidos por nossas tradies; antes, permitimos que essas tradies se jam interpretadas pelas Escrituras. As Escrituras so um registro do envolvimento de Deus com a cultura As Escrituras no so apenas um relato da histria e religio de Israel e da igreja primitiva. Tambm registram a relao de Deus com seu povo e com sua cultura, sendo, elas mes mas, fruto desse envolvimento. Assim, as Escrituras servem de parmetro ou modelo para incentivar, identificar e con trolar todos os envolvimentos subsequentes do evangelho com a cultura na relao divina-humana contnua que ca racteriza a nossa f. As Escrituras como mapa As Escrituras so o mapa oficial da nossa jornada de f, uma jornada que comeou antes de crermos em Cristo. Esse mapa nos lembra de que nossa jornada no se iniciou no momento em que o recebemos. Ao olharmos para o mapa das Escrituras, podemos ver de onde viemos e como chegamos onde estamos. Ele tambm aponta para o rumo que devemos tomar a fim de alcanar nosso destino. Os primeiros pregadores do evangelho enfatizaram esse discer nimento ao usarem com frequncia a expresso segundo as Escrituras. Paulo lembra Timteo do papel norteador da Palavra (2Tm 3:16), demonstra seu uso ao relatar parte da histria dos israelitas e conclui: Estas coisas lhes sobre vieram como exemplos e foram escritas para advertncia nossa (1Co 10:1-11). Muitas vezes, os pastores escolhem determinado texto e o usam como ponto de partida para apresentar as prprias ideias; mas no era assim que os apstolos pregavam. Na Bblia, o significado das Escrituras apresentado como um todo e aplicado situao cultural e social concreta dos ouvintes. Precisamos fazer o mesmo para que as Escrituras sejam o mapa que nos conduzir ao nosso destino. As Escrituras so a nossa histria Todas as referncias s Escrituras no Novo Testamento re metem ao Antigo Testamento, apesar de serem dirigidas, em sua maior parte, a gentios de origem cultural distin ta daquela dos judeus. No entanto, ao falar aos gentios de Corinto, Paulo se refere aos nossos pais (IC o 10:1). A histria de Israel havia se transformado na histria ado tiva dos gentios, pois todos aqueles que creem em Cristo se tornam filhos de Abrao (Cl 3:26-29) e so enxertados na oliveira original (Rm 11:7-20). Assim tambm, todos os cristos so escravos que foram libertos (Cl 4:7). Todos ns, com nossas tradies, fomos adotados em Cristo e, portan to, somos transformados com nossas tradies. O Deus de Israel no um Deus tribal, mas sim o Deus que criou toda a humanidade. As Escrituras so a base da nossa identidade A igreja primitiva foi tentada a considerar os cristos gen tios como judeus de segunda categoria, retardatrios. No entanto, no Concilio de Jerusalm (At 15), os apstolos reconheceram que Deus estava fazendo algo novo. Paulo argumenta no mesmo sentido quando escreve como se houvesse, ento, trs categorias de pessoas: judeus, gen tios e algo novo, chamado igreja de Deus (1 Co 10:32; 2Co 5:17; Ef 2:14-18). Nas primeiras dcadas da igreja, alguns escritores cris tos se referiram ao cristianismo como uma terceira raa. A primeira raa era a dos judeus; a segunda, a dos gentios, e a terceira, a dos cristos. A base para essa nova identidade era religiosa, e no tica, nacional, social ou cultural no sentido mais estrito. Tornamo-nos um "reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai" (Ap 1:5-6; 1Pe 2:9-10). As Escrituras so nossa narrativa As Escrituras no so apenas um livro sagrado do qual extramos ensinamentos e princpios bblicos. Tambm so uma narrativa da qual participamos. Quando David Livin- gstone pregou na Africa no sculo dezenove, diz-se que ele sempre se referia Bblia como a mensagem do Deus que vocs conhecem. Em outras palavras, as Escrituras falam a
  20. 20. 4 ns porque falam sobre ns. E falam sobre ns porque faze mos parte do evangelho que pregamos. Paulo possua uma percepo clara desse fato, enfatizando que Deus havia tido misericrdia dele e que, agora, ele era chamado para pre gar a outros (1Co 15:8-11). Os africanos tm uma forte conscincia de sua jornada religiosa pr-crist e devem ficar atentos para essa parti cipao nas Escrituras. Sem dvida, foi o que fez o profe ta liberiano William Wad Harris (1865-1929), o primeiro profeta cristo africano a se distinguir nos tempos moder nos e contribuir de forma expressiva para o crescimento da igreja. Harris se separou de sua etnia grebo e de sua famlia numa converso radical, mas no ficou desprovido de ancestrais nem de uma comunidade. Ele simplesmente trocou seus laos familiares por vnculos baseados na f no Cristo revelado nas Escrituras. Sua espiritualidade era carac terizada por sua participao vital na vida em comunidade, algo inerente cultura africana. Harris no pensava em ter mos daquilo que Moiss fez ou jesus disse na Bblia, mas em como seus novos ancestrais, Moiss, Elias e, de forma suprema, jesus Cristo, interagiam com ele. Foi assim que alcanou tantas pessoas para Cristo. Na cultura africana, as comunidades e os grupos tnicos so constitudos e definidos pela participao numa vida comum. Quando uma libao derramada, a comunidade recita o nome de todos aqueles que esto ausentes, tra tando-os como se estivessem presentes. Fiis tradicionais invocam seus antepassados e acreditam que estes se en contram presentes na cerimnia subsequente. (Ser que temos convico semelhante da presena de jesus quando oramos?) Em termos cristos, participamos de Cristo e, portanto, dos recursos e poderes de toda a comunidade, constituda daqueles que esto unidos a Cristo por meio do Esprito. Essa comunidade inclui tanto os vivos quanto os mortos (Lc 20:33-38). uma comunidade transcendente na qual seus membros humanos experimentam e participam da vida e natureza de Deus (2Pe 1:14). Reunindo as Escrituras e a cultura No devemos nos concentrar em extrair princpios da Bblia e aplic-los cultura. As Escrituras no so um livro que existe independentemente de ns. So o testemunho vivo daquilo que Deus fez e continua a fazer, e ns somos parte desse testemunho. Os personagens das Escrituras so, ao mesmo tempo, nossos contemporneos e antepassados. Suas vitrias e seus fracassos nos ajudam a entender a nossa jornada de f (Rm 11:18). As Escrituras no so apenas algo em que cremos, so algo de que participamos. por isso que as pessoas da Bblia no sero aperfeioadas sem ns (Hb 11:40), nem ns sem elas. A aplicao das Escrituras nossa cultura um processo gradativo de unio de vida. Nossa cultura em particular tocada pela ao de Deus, que constri ao longo da hist ria comunidades constitudas do seu povo, nas quais so mos includos, assim como nossas tradies, nossa histria e cultura especficas. Aos poucos, participaremos de uma semelhana familiar que no medida segundo particulari dades tnicas, mas segundo o prprio Cristo (Ef 4:1 3). As Escrituras e a cultura sao como crculos que vo se apro- N atural A dap tvel ximando gradativamente at se fundirem e terem o mesmo centro, medida que nos reco nhecemos nas Escrituras e que as Escrituras se tornam cada vez mais reconhecveis em nossa narrativa. O processo de reunir o evangelho e a cultura se esten de por vrias geraes. Buscar uma "resposta" definitiva para determinado problema cultural entender equivocadamente o processo pelo qual uma co munidade e um povo passam a se considerar chamados para ingressar no povo de Deus e participar dessa comunidade. Esse processo, tanto no passado como agora, sempre requer o envolvimento de vrias geraes. Todos os esfor os dos cristos de origens diversas no sentido de reunir o evangelho e a cultura so parte essencial da nossa narrativa. Para compreendermos plenamente o impacto do evange lho em seu envolvimento com qualquer ambiente cultural especfico, precisamos conhecer a luta da antiga Israel para aceitar a singularidade e majestade de jav e os lapsos, as apostasias, calamidades, tragdias e os triunfos desse povo. Tambm precisamos saber de que maneira os santurios terrenos africanos de hoje so relacionados aos caminhos de Deus. Precisamos saber como o evangelho foi levado de Alexandria para Axum, da Irlanda para a Inglaterra, do su deste de Gana para seu extremo nordeste. Nenhuma parte da narrativa do povo de Deus independente ou mais im portante do que outra. O evangelho no tem uma cultura de residncia permanente. medida que nos apropriamos das experincias e lutas de um contexto, afunilando-as por nossa leitura e experincia das Escrituras em nossa lngua me, descobrimos que outras narrativas crists esclarecem nossa prpria histria. As Escrituras, a lngua e a cultura A lngua materna das Escrituras tem um lugar fundamental no envolvimento do evangelho com a cultura. Se as pesso as consideram Onyankopon (como Deus chamado pelo povo akan em Cana) o Deus conhecido desde tempos imemoriais seu Salvador, e entendem a vinda do evan gelho como aquilo pelo que estavam esperando, porque Deus continua a garantir que todos os povos o ouviro, cada um em sua prpria lngua, para que se maravilhem com sua majestade e seu amor. Nossa lngua materna a lngua na qual Deus fala com cada um de ns. Ele no fala numa lngua sagrada, mas numa lngua comum, para que possamos ouvi-lo e entender que seu evangelho se refere a ns e que fomos convidados a ingressar numa comunidade constituda de membros de todas as naes, tribos, povos e lnguas (Ap 7:9). Kwame Bediako
  21. 21. 0 ANTIGO TESTAMENTO
  22. 22. 7 INTRODUO AO PENTATEUCO A palavra Pentateuco um termo grego usado pela pri meira vez na Septuaginta, a traduo grega antiga da Bblia. Significa, literalmente, cinco rolos, ou seja, os cinco primeiros livros da Bblia: Gnesis, xodo, Levtico, Nmeros e Deuteronmio. Na Bblia hebraica, esses livros so conhecidos como a Tor, uma palavra que abrange a ideia de ensinamento e lei. Contam a histria do povo de Israel desde seus primrdios at o momento em que estavam prestes a entrar na terra que Deus lhes promete ra. Durante o perodo que esse relato histrico abrange, o povo recebeu a lei no Sinai. Autor Os cinco livros so agrupados sob um nico nome, pois apresentam evidncias claras de terem sido redigidos como um conjunto e, possivelmente, por um nico autor humano. As tradies judaicas e crists afirmam de longa data que esse autor foi Moiss. Vrias passagens do Pen tateuco afirmam que Moiss escreveu a lei e a histria do povo de Israel (x 17:14; 24:4; 34:27; Nm 33:1-2; Dt 31:9). Ao que parece, escritores bblicos posteriores tambm consideraram Moiss o autor da Tor (Js 1:7-8; 2Cr 25:4; 35:12; Ed 6:18; Ne 13:1). At mesmo jesus se referiu ao Pentateuco como Livro de Moiss (Mc 12:26) e Lei de Moiss (Lc 24:44) e afirmou que Moiss [...] escreveu a meu respeito (Jo 5:46-47). Porm, apesar de aceitarmos Moiss como o autor, devemos reconhecer que algumas partes do texto foram reescritas posteriormente de modo a atualizar palavras, nomes de lugares e genealogias. Vemos um exemplo disso na referncia aos reis israelitas em Gnesis 36:21. possvel que essas mudanas tenham sido feitas com fins didticos, para tornar o texto mais compreensvel s geraes seguintes. Alguns comentaristas preferem considerar essas mu danas como evidncias de que os livros da Tor foram escritos depois do tempo de Moiss com base em tradi es orais, mas a discusso dessa questo no produ tiva. Afinal, como acontece com as histrias africanas, o mais importante no o autor. O que importa a exis tncia de uma mensagem relevante para a comunidade. No obstante o seu autor, o Pentateuco apresenta gran de coerncia textual e teolgica. Sua teologia extrema mente relevante para a frica nos dias de hoje. Coerncia A coerncia da redao fica evidente nos fortes elos ob servados entre os cinco livros. Nenhum deles pode ser entendido sem os outros e todos apontam para o Deus nico. O mesmo Deus o Criador (Gn 1:1), o Deus dos patriarcas (Gn 17:1-8; 31:42), o Deus que liberta o povo hebreu do Egito (x 2:24; 3:6,15) e o Deus que estabele ce a sua lei (Lv 1:1; 26:42; Nm 1:1; 32:11; Dt 1:8; 4:32). O livro de Gnesis, em particular, lana os alicerces para a compreenso dos quatro livros seguintes, pois o interesse de Deus por Israel s pode ser explicado em funo de sua promessa a Abrao. A lei em si tambm pode ser compreendida como derivao dos princpios iniciais estabelecidos na criao. Por exemplo, os seres humanos foram incumbidos de exercer domnio sobre a criao de Deus (Gn 1:26-28). Assim, no de surpreender a proibio de se coloca rem na posio ridcula de adorar dolos representando as coisas sobre as quais deveriam exercer domnio (x 20:4). Semelhantemente, a lista extensa de regras em Le vtico no pode ser entendida sem o conceito de pecado e a seriedade de suas conseqncias (Gn 3:1 4:15). As regras podem ser consideradas uma lio prtica ou uma disciplina a ser seguida a fim de evitar o pecado. A terra de Cana, a terra prometida, faz eco ao jardim do den. Uma vez eliminados os antigos habitantes que a contaminaram com sua imoralidade desde os primr dios, a terra se torna smbolo de um novo lugar de har monia entre o povo, seu Criador e a prpria criao (Gn 2:8; 9:24-25; 17:8; Lv 18:3; Nm 33:55; Dt 6:1 -3). Essa coerncia temtica do Pentateuco acompa nhada da coerncia em seu contedo teolgico. Os li vros visam a instruo. Como todo bom mestre, seu autor emprega vrios estilos literrios para comunicar sua mensagem: narrativas, cnticos, poesias, tratados e alianas, um cdigo legal e genealogias. Todos comuni cam a mesma mensagem sobre a natureza de Deus ele soberano, fiel e santo. Na histria do povo hebreu, descrito o aprendizado desse povo sobre a vida em comunho com um Deus soberano e santo, sobre como se beneficiar plenamente das bnos associadas a essa comunho e como ser exemplo para outras naes (Gn 18:18; Dt 7:6,12-13). A soberania de Deus A Tor lana um dos alicerces do monotesmo ao afirmar a supremacia de Deus. Essa supremacia se expressa em seu prprio nome, lav (Eu sou o que sou), que expressa sua natureza eterna (x 3:14-15). Uma vez que os judeus se mostravam relutantes em pronunciar o nome de Deus, ele traduzido com frequncia como S enhor no Antigo Testamento de vrias verses da Bblia. Aquele que no limitado pelo tempo tambm o Criador de todas as coisas e exerce poder supremo sobre sua criao. Esse fato demonstrado na soberania que exerce sobre Fara e os elementos naturais deificados pe los egpcios (x 7:14 10:29).
  23. 23. 8 Cabia ao povo hebreu experimentar a natureza eterna de Deus passando de gerao em gerao o conhecimen to de Deus e seus mandamentos. As comemoraes e o ensino so temas constantes no Pentateuco (x 13:8-9; 20:12; Lv 23; Dt 6:1-9). Devemos observar tais elementos em nossa sociedade cuja tradio , na maior parte, oral, de modo que quando uma pessoa idosa morre, como se perdssemos uma biblioteca. Precisamos transmitir as virtudes de nossa cultura que se mostram concordantes com a natureza de Deus. O comentrio que voc tem em mos um exemplo de como isso pode ser feito. O povo hebreu tambm devia colocar em prtica a autoridade de Deus sobre sua criao. Alm de recusa rem subordinar-se s coisas criadas, tambm no de viam sujeitar-se a outros povos. Como ex-escravos que eram, deviam sujeitar-se somente ao Senhor (x 20:3; Dt 15:12-14). Essa ideia tambm se aplica a ns nos dias de hoje. Muitas vezes, o progresso em nosso continente paralisado pelas foras da natureza, que suportamos em vez de administrar, e por uma reverncia cega a qualquer forma de autoridade humana. A fidelidade de Deus A segunda maior caracterstica de Deus apresentada nes tes livros sua fidelidade, refletida na promessa feita a Abrao (Gn 24:27). Os relatos dos incontveis fracassos dos israelitas no deserto, que constituem grande parte destes livros, do ensejo a que Deus demonstre sua pa cincia (x 32:9-14; 34:6). O povo hebreu chamado a desenvolver um relacionamento de fidelidade semelhante quele que Moiss desfrutava com o Senhor (Nm 12:7; Dt 6:5; 7:7-11). A santidade de Deus A santidade de Deus mostrada ao longo de todo o Pen tateuco. O termo se refere diferena ou distncia en tre Deus e a humanidade pecaminosa (x 15:11; 26:34; 28:36). O povo hebreu foi chamado para ser semelhante ao Senhor quanto santidade (Lv 11:44-45; Dt 7:6), de monstrando um comportamento adequado e obediente s leis de Deus e realizando rituais como smbolo de seu arrependimento. Era a santidade, e no os vnculos com a terra ou a famlia, que distinguia Israel das outras naes (Dt 26:19; 33:8-10). Esse convite a uma reunio fiel em torno de valores que transcendem os laos familiares e t nicos importante para os cristos africanos que desejam viver em comunidades estveis e pacficas. Os primeiros leitores do Pentateuco foram os judeus do AT, mas a mensagem destes cinco livros universal. Ainda hoje fala tanto a judeus quanto a gentios. Para os cristos, seus ensinamentos sobre a inimizade entre a ser pente e a mulher (Gn 3:15), a fidelidade dos patriarcas, a ddiva do primognito (Gn 22:1-19; x 13:12), a oferta pelo pecado (Lv 5:14-15) e a santidade so prefiguraes da pessoa de Cristo, de seu ministrio e da vida que ofe rece aos seguidores fiis (Mt 26:28; jo 1:29; Rm 15:4; 1Co 10:1-4; Cl 1:15; Hb 11:29; 1Pe 2:9-10). Que possa mos ser grandemente beneficiados pelas lies aprendi das pelo povo de Israel. Abel Ndjerareou
  24. 24. GNESIS Gnesis um livro de "comeos", que trata dos primr- dios da criao, das lnguas e de uma nao escolhida. Tambm apresenta um relato das geraes antes do dilvio, acompanhado de detalhes especficos sobre as linhagens (5:1-32; 10:1 -32). A expresso "esta a hist ria de" ocorre em pontos importantes do livro e tradu zida de vrias maneiras, mas significa literalmente "estas so as geraes de" (2:4; 5:1; 6:9; 10:1; 11:10; 11:27; 25:12,19; 36:1; 37:2). Gnesis tambm pode ser descrito como um livro so bre relacionamentos: Ado e Eva, Caim e Abel, os des cendentes de Sete, Abrao e L, Sara e Agar, Jac e Esa, Jos e seus irmos. Acim a de tudo, porm, Gnesis um livro sobre Deus: ele cria (todas as coisas), salva (No, sua famlia e alguns animais), destri (com gua no tempo de No, com fogo em Sodoma e Gomorra), escolhe (Abrao), faz alianas (com No e com Abrao), perdoa (Jac) e protege (Jos). Gnesis e os quatro livros subsequentes (xodo, Lev- tico, Nmeros e Deuteronmio) so considerados pela tradio uma unidade chamada Pentateuco. Acredita-se que todos eles foram escritos por Moiss. Nascido pro vavelmente por volta de 1500 a.C., Moiss viveu 120 anos (Dt 34:7). Durante os primeiros quarenta anos de sua vida, ele desfrutou a posio de neto adotivo de Fa ra (x 2:11; At 7:23). Tudo indica que o Pentateuco foi escrito durante seus ltimos oitenta anos de vida, dos quais ele passou quarenta cuidando das ovelhas de Jetro em Midi e, pela providncia de Deus, familiarizando-se com aquela regio (At 7:30), e os outros quarenta lide rando o povo de Israel. De acordo com alguns estudiosos, vrios escritores redigiram os cinco livros durante um longo perodo, es pecialmente entre cerca de 850 e 550 a.C., e os textos s foram reunidos mais tarde, talvez at no sculo V a.C. No entanto, nenhum dos argumentos em favor desse ponto de vista (p. ex., o uso de nomes diferentes de Deus em sees diferentes) mostrou-se forte o bastante para derrubar a posio tradicional de que Moiss es creveu o Pentateuco. Assim, este comentrio pressupe que o autor Moiss. O livro dividido em duas sees principais: O rela cionamento de Deus com a humanidade em geral (1:1 - 11:9) e seu relacionamento com aqueles que ele esco lheu para ser seu povo especial (11:10-26). Esboo 1:1 11:9 Deus e a humanidade 1:1-31 A criao de todas as coisas 2:1-3 O descanso de Deus 2:4-25 A criao da comunidade humana 3:1 -24 A desobedincia do primeiro casal 3:1 -6 Uma falha na comunidade 3:7-19 Uma nova realidade 3:20-24 Conseqncias imediatas da queda 4:1-16 O mal entre irmos: Caim e Abel 4:175:32 As primeiras genealogias 4:17-24 A linhagem de Caim: a multiplicao do mal 4:25-26 A linhagem de Sete: o substituto de Abel 5:1 -32 A rvore genealgica de Ado a No 6:18:22 O dilvio 6:1-7,11 -13 A causa do dilvio 6:8-10, 14-18 Uma exceo 6:19 7:5 O objetivo do dilvio 7:6-24 Natureza e efeito do dilvio 8:1 -19 Deus finaliza a operao 8:20-22 A adorao de No e o compromisso de Deus 9:1 -17 A aliana de Deus com No 9:18-29 O erro de No 10:1 -32 O repovoamento da terra 10:1 Introduo 10:2-5 Os descendentes de jaf 10:6-20 Os descendentes de Cam 10:21-32 Os descendentes de Sem 11:1-9 A torre de Babel 11:1025:18 Abrao e seus descendentes 11:10-26 Os antepassados de Abro 11:27-32 A mudana de Ur para Har 12:1 -9 Abro obedece ao chamado do Senhor 12:10-20 O Senhor castiga Fara 13:1 -4 Abro volta do Egito 13:5-18 Abro e L se separam 13:5-13 Abro protege os laos de famlia 13:14-18 O Senhor renova a confiana de Abro 14:1-16 Abro intervm em favor de L 14:1 7-24 Abro e os reis 15:1-21 Deus tranqiliza Abro 16:1 -16 A soluo de Sarai para a falta de filhos 17:1 -27 As promessas do Senhor 18:1 -15 Abrao recebe trs visitantes 18:16-33 Abrao roga por L
  25. 25. 10 Gnesis 1 19:1-29 A destruio de Sodoma e Gomorra 19:30-38 L e suas filhas 20:1 -18 Abrao e Abimeleque 21:1-7 Isaque, o filho prometido 21:8-21 Agar e Ismael 21:22-34 O tratado com Abimeleque 22:1 -19 Outra prova de f 22:20-24 Os descendentes de Naor 23:1 -20 A morte e o sepultamento de Sara 24:1-67 O casamento de Isaque 25:1-11 A morte de Abrao 25:12-18 Os descendentes de Ismael 25:1928:9 Isaque 25:19-34 Dois filhos: Jac e Esa 26:1 -33 Isaque e os filisteus 26:34-35 O casamento de Esa 27:1 -29 A bno de Esa concedida a Jac 27:30-40 O desespero de Esa 27:4128:5 Jac foge para Har 28:6-9 Esa aprende uma lio 28:10 36:43 Jac 28:10-22 O Senhor se encontra com Jac 29:1-14o Jac chega a Pad-Ar 29:14b-30 Jac se casa com suas primas 29:31 30:24 O convvio na famlia de Jac 29:31 -35 Os filhos de Jac com Lia 30:1 -8 Os filhos de Jac com Bila 30:9-13 Os filhos de Jac com Zilpa 30:14-21 Mais filhos com Lia 30:22-24 Os filhos de Jac com Raquel 30:25-43 Jac abenoado com rebanhos 31:1-21 Jac parte sem avisar Labo 31:22 32:2 O Senhor protege Jac de Labo 32:3-21 O Senhor protege Jac de Esa 32:22-32 O Senhor muda o nome de Jac 33:1-17 O encontro com Esa 33:18 34:31 Din desonrada 35:1 -15 Jac volta a Betei 35:16-29 A morte de Raquel e Isaque 36:1-43 Os descendentes de Esa 37:150:26 Jos 37:1-11 Jos e seus sonhos 37:12-36 Jos vendido por seus irmos 38:1-30 O pecado de jud 39:1-23 A vitria de Jos sobre a tentao 40:1 -23 Os dois oficiais de Fara 41:1-40 Os sonhos de Fara 41:41-57 Jos administra o Egito 42:1 -38 Jos se encontra com seus irmos 43:1 -15 Os irmos de Jos voltam para o Egito 43:1645:15 Jos se revela 43:16-34 Uma refeio juntos 44:1-34 Benjamim e o copo de prata 45:1 -15 A revelao de Jos 45:16-28 O apoio de Fara 46:1 47:12 Jac se muda para o Egito 46:1 -4 O encontro de Jac com Deus 46:5-27 As pessoas que acompanharam Jac 46:28-30 O reencontro de Jac e Jos 46:3147:12 Fara d boas-vindas 47:13-26 A estratgia de Jos para o futuro 47:2749:28 Os ltimos anos de Jac 47:27-28 A situao de Jac 47:29-31 jac planeja seu sepultamento 48:1-22 Jac abenoa Manasss e Efraim 49:1 -28 Jac abenoa seus filhos 49:2950:14 A morte de Jac 50:15-26 A vida de Jos depois da morte de Jac 50:15-21 Jos tranqiliza seus irmos 50:22-26 A morte de Jos COMENTRIO 1:111:9 Deus e a humanidade 1:1-31 A criao de todas as coisas 0 relato da criao do mundo por Deus define dois pon tos fundamentais que se aplicam ao restante do livro de Gnesis e tambm da Bblia. Em primeiro lugar, o papel de Deus na origem da terra e do cu singular. Eles no existiam antes e no so resultantes de foras impessoais ou de outros seres espirituais. Em segundo lugar, como criao de Deus, o mundo revela seu Criador e est sujeito sua vontade. 0 primeiro versculo de Gnesis pode ser lido como uma declarao resumida de que Deus criou todas as coisas os cus e a terra e tudo o que neles h (1:1). 0 restante do captulo expande a sntese inicial. No entanto, tambm possvel que essas palavras descrevam o primeiro passo da criao, de modo que no princpio pode eqivaler expres so em primeiro lugar. Nesse caso, a primeira coisa que Deus fez foi criar a casca oca (cu e terra) e, no perodo de seis dias, criou o contedo para ench-la. Em vez de formar o universo todo como um produto acabado com um nico gesto grandioso, Deus trabalhou na criao. Este segundo conceito se encaixa com a descrio da terra como semfor ma e vazia (1:2). 0 Esprito de Deus pairava sobre as guas para mant-las sob controle at que fossem colocadas em seu devido lugar. Deus estava controlando o projeto da cria o e, como resultado, tudo aconteceu sob os olhos atentos do Criador e em decorrncia de seu poder.
  26. 26. Gnesis 1 11 Este relato da criao em seis dias (quer estes sejam con siderados literalmente como dias de vinte e quatro horas quer figurativamente como representaes de longos perodos) revela um Deus metdico que criou uma sucesso de coisas diferentes com um propsito definido. Um a um, o Senhor co locou no lugar todos os elementos necessrios para sustentar os seres humanos para os quais ele criou este mundo. Ao lermos este relato, devemos observar que cada es tgio novo da obra de Deus comea com uma forma da ex presso criadora haja (1:3,6,9,14,20,24,26). E cada uma dessas declaraes termina com as palavras e assim se fez (1:7,9,11,15,24,30). Todas as ordens de Deus para que algo viesse a existir, como tambm ordens de reunio e separa o, foram cumpridas. Ele tem o poder de criar e o poder de organizar sua criao. Podemos confiar nesse mesmo poder em nossas circunstncias de vida. O Deus da criao ainda o Deus da histria. Se ouvirmos sua palavra e sujeitarmos nossos planos sua vontade, ele pode ordenar que o conti nente africano seja grandemente exaltado! A primeira coisa que Deus criou da matria-prima do universo foi a luz (1:3-5). Ela foi criada antes de todas as outras coisas pois seria essencial para a sobrevivncia das plantas, animais e seres humanos que estavam por vir. Os corpos celestes ainda no haviam sido criados, mas a luz permitiu que o Criador formasse a estrutura temporal ini cial de sua criao: dia e noite-, tarde e manh. Na segunda fase de sua criao, que se estendeu do se gundo ao quarto dia, Deus providenciou a estrutura ma terial para sustentar os seres vivos. Criou o cu (1:6-8), seguido do mar e da terra seca (1:9). A terra seca seria o mbito central da vida humana e forneceria os ingredientes para essa vida (cf. 2:7). Foi s depois de formar a terra seca que Deus declarou bom aquilo que criou (1:10). Em seguida, essa terra foi abenoada com plantas que forneceriam alimentos para os seres humanos uma vez que estes tivessem sido criados (1:11-13; 29-30). Por fim, os corpos celestes e seus movimentos foram criados especial mente para ajudar os futuros habitantes da terra a organi zar o tempo em estaes, dias e anos (1:14-19). Antes de nos formar, o Criador reuniu tudo o que seria necessrio para nossa sobrevivncia, lembrando-nos de que estava operando para nosso bem, e no nos destinando ao sofri mento (Lm 3:33; Ez 33:11). A criao dos seres vivos segue a mesma seqncia da criao material. No quinto dia, Deus criou os seres que vi vem no mar e no cu (1:20-23) e, no sexto dia, os animais que vivem na terra (1:24-25), culminando o processo, por fim, com os seres humanos. A posio privilegiada dos seres humanos demonstra da pelo fato de nossa criao exigir uma deciso especial, tomada numa grande assembleia, conforme o texto deixa entrever. O pluralfaamos o homem indica a solenidade da deciso e enfatiza que algo novo e importante estava para acontecer (1:26a). Tambm sugere a comunidade do Ser divino que envolve trs pessoas Pai, Filho e Esprito Santo. De acordo com as Escrituras, os seres humanos de am bos os sexos foram feitos imagem de Deus (l:26&-27). Assim, as pessoas so diferentes de outros seres criados como os animais, um fato que tem conseqncias impor tantes para a maneira como vivemos. Em primeiro lugar significa que cada ser humano , de alguma forma, se melhante a seu Criador. Assim, cada ser humano especial e importante. Devemos ser capazes de reconhecer o Criador nos homens e nas mulheres que vemos a nosso redor. Em segundo lugar, significa que no devemos adorar nenhum animal (x 20:4; Rm 1:21-22). Ai da pessoa que se rebaixa ao nvel dos seres irracionais, colocando um animal ou a imagem de um animal no lugar que pertence somente ao Criador! Em terceiro lugar, uma vez que Deus criou tanto nosso corpo quanto nosso esprito, no devemos consider- los separadamente e pensar que podemos ignorar o corpo enquanto vivemos para Deus no esprito. As Escrituras dei xam claro que no devemos maltratar nosso prprio corpo nem o de outros (ICo 6:19-20). Deus abenoou o homem e a mulher e lhes deu uma in cumbncia dupla: multiplicar-se e encher a terra (1:28a), exercer domnio sobre a criao e sujeitar a terra (1:26c,286). Essa misso no era um fardo pesado, mas sim uma ddiva de Deus. Os seres humanos deviam ocupar e desfrutar e no temer a criao. Essa misso indica que todos podemos glorificar a Deus, primeiramente, cui dando de sua criao. importante observar que os homens e as mulheres receberam permisso de exercer domnio sobre as criatu ras vivas, mas no sobre outros seres humanos. Da mesma forma, os homens no receberam autoridade para dominar as mulheres (nem vice-versa). Nossos semelhantes tambm so portadores da imagem do Criador e, portanto, no devem ser dominados, mas sim servidos (J