Conversão e santificação do subconsciente - livro

  • View
    7

  • Download
    0

Embed Size (px)

Transcript

  • 2

    A474a Alves, Silvio Dutra Converso e santificao do subconsciente / Silvio Dutra Alves. Rio de Janeiro, 2017. 92p.; 14,8x21cm

    1. Teologia. 2. Vida Crist. 3. Converso. 4. Santificao. I. Ttulo.

    CDD 230.227

  • 3

    O sangue de Jesus nos justificou do pecado, mas dependemos do lavar renovador dirio do

    Esprito Santo, uma vez que fomos submetidos

    ao seu lavar regenerador na converso.

    Como temos ainda um velho homem habitando

    em ns, que muitas vezes se levanta numa

    ousadia no santa, que na verdade um esprito

    de independncia orgulhoso, obstinado,

    desobediente, presunoso; ele somente pode

    ser quebrado pelas humilhaes que nos so

    impostas pelas provaes que Deus reserva

    para ns, s quais Tiago chama de tentaes,

    porque na verdade, configuram uma parte das

    diversas provaes que nos so administradas

    pelo Senhor em Sua infinita sabedoria, para que

    aprendamos a ser mansos, quietos, humildes e

    desconfiados de nossas prprias habilidades,

    especialmente no que se refere s coisas que

    so espirituais, celestiais e divinas.

    Pensamos ter o que no temos.

    Pensamos ser o que no somos.

    E, quando pensvamos estar atingindo os

    arcanos da santidade celestial, como sendo

  • 4

    arrebatados ao terceiro cu, julgando

    incorretamente, que enquanto no corpo seria

    possvel manter permanentemente um grau

    elevadssimo de santificao, veio o espinho na

    carne, um mensageiro de Satans para nos

    esbofetear, para o nosso prprio bem, de

    maneira a no ficarmos ensoberbecidos com a

    obra de santificao que o Esprito Santo tem

    produzido em nossas vidas.

    Isto pode vir na forma de pensamentos de

    derrota, de pensamentos vexatrios, ou de

    reaes no crists; ento conhecemos pela

    graa de Deus, que no somos ainda os anjos

    que seremos no cu, e desta forma podemos ser

    mais teis em Suas mos para interceder pelos

    pecadores, lhes pregar e ensinar o evangelho de

    Cristo com humildade e mansido.

    Convm que se diga, que tanto nos

    pensamentos ou nos sonhos involuntrios que

    temos e sejam pecaminosos, no entanto no caso

    dos crentes no os tornam em nenhuma

    condio, culpados diante de Deus, porque de

    tudo isso foram absolvidos por meio do

    sacrifcio de Jesus.

  • 5

    Os pensamentos voluntrios pecaminosos

    podem seguramente impedir a comunho com

    Deus; o que no o caso dos pensamentos

    involuntrios e sonhos pecaminosos.

    No cremos que seja dado ao diabo livre acesso

    ao nosso subconsciente enquanto dormimos,

    gerando sonhos e pesadelos que ofendam a

    justia e a santidade de Deus. Mas, no

    desconhecido que os demnios podem insuflar

    pensamentos pecaminosos quando no os

    desejamos, em estado consciente, e neste caso

    no so postos em nossa conta, de modo que

    cheguem a atrapalhar a comunho com Deus.

    Esta guerra complexa, e a maioria dos crentes

    no tm sequer conhecimento das muitas

    estratgias envolvidas na batalha espiritual que

    ocorre em seu prprio esprito, alma e corpo, os

    quais, a propsito devem ser inteiramente

    santificados.

    Assim, muitos se sentem condenados e

    culpados por sentimentos e pensamentos a que

    no deram origem, seno por sugesto maligna

    do Inimigo de suas almas, importando que

    continuassem, uma vez repreendidos tais

  • 6

    sentimentos e pensamentos, em comunho com

    o Senhor na realizao dos deveres que lhes so

    ordenados, na prtica do bem.

    Nisto se aprende tambm a no se confiar em si

    mesmo, mas na graa de Jesus e Sua obra de

    justificao pelo sangue derramado na cruz.

    Quanto a pensamentos voluntrios

    pecaminosos, estes devem ser confessados e

    insistir em orao at que se seja libertado

    deles, no importando quantas vezes sejam

    necessrias para se orar por libertao. Isto

    tambm se aplica aos pensamentos

    pecaminosos involuntrios, que no sejam de

    origem satnica, mas em muitos casos,

    decorrentes de prticas pecaminosas passadas

    que vez por outra surgem na mente, e h grande

    dificuldade de serem evitadas, pois como

    dissemos, eles surgem sem terem sido

    invocados ou desejados de forma consciente.

    Deus, em Sua grande misericrdia e amor

    possui um controle total sobre os pensamentos,

    sonhos e reaes do subconsciente que nos

    aterrorizam, e sobre os quais no temos

    qualquer controle prprio para evit-los.

  • 7

    Devemos confiar inteiramente nEle e na Sua

    graa, para que no tempo oportuno recebamos

    alvio e descanso destas provaes, que como

    quaisquer outras sempre chegam a um fim,

    ainda que seja por um determinado perodo,

    pois est na soberania do Senhor, se

    necessitaremos ou no ser ainda submetidos no

    futuro, a novas provaes do mesmo carter.

    Em todo o caso, se permanecermos fiis ao

    Senhor e Sua vontade de modo consciente,

    tudo estar agindo para o nosso prprio bem, e

    todas as provaes vencidas por meio da f em

    Jesus somente contribuiro para aperfeioar a

    nossa f, e nos amadurecer espiritualmente

    fazendo com que aprendamos a perseverana,

    a experincia e a esperana.

    Em todas estas tribulaes da alma ou do

    esprito temos motivo de nos gloriarmos nelas

    e no Senhor, porque estas cruzes esto nos

    ensinando a conhecer a excessiva malignidade

    do pecado, a valorizarmos a santidade do

    Senhor e a ansiarmos por ela.

    Queremos ser revestidos do que imortal, a

    ponto de desejar deixar o nosso tabernculo

  • 8

    terreno, para que sejamos inteiramente

    absorvidos pela vida que est escondida em

    Cristo Jesus.

    Enquanto no corpo gememos, mas vem a hora

    em que j no haver mais lgrima, gemido e

    clamor, porque assim como Ele,

    tambm seremos, a saber, inteiramente santos.

    Apesar da plenitude da perfeio da santificao

    ser alcanada somente no porvir, entretanto

    imperioso que se busque a perfeio

    (maturidade) da santificao do homem total.

    Quando a Bblia se refere ao homem total

    (esprito, alma e corpo), a tambm est includo

    o subconsciente, que portanto tambm deve ser

    santificado progressivamente pelo poder do

    Esprito Santo de Deus, medida que crescemos

    e somos fortalecidos no homem interior,

    mediante a prtica da Palavra de Deus, cujos

    preceitos vo sendo implantados mais e mais

    em nosso ser, medida da nossa consagrao.

    E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo;

    e todo o vosso esprito, e alma, e corpo, sejam

    plenamente conservados irrepreensveis para a

  • 9

    vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. (1

    Tessalonicenses 5.23)

    Antes de tudo deve ser entendido, que a

    converso e santificao operadas pelo Esprito

    Santo, por meio da f em Jesus Cristo abrangem

    o homem total (corpo, alma e esprito,

    incluindo-se o subconsciente).

    Na converso a Cristo, indubitavelmente, o

    subconsciente e o consciente regenerados e

    renovados, por meio do poder do Esprito Santo

    permanecem debaixo do Seu poder e controle

    de maneira efetiva e eficaz, mas isto somente

    realizado quando andamos no Esprito.

    Se antes da converso, tanto o consciente

    quanto o inconsciente eram governados pela

    natureza pecaminosa no regenerada pelo

    Esprito Santo, exercendo completo domnio

    sobre a vontade, os pensamentos, os afetos e as

    aes, a partir da converso a graa passa a

    reinar onde antes reinava o pecado como senhor

    absoluto, e ento todo um conflito passa a ser

    estabelecido no interior do crente, entre o que

    a Bblia chama de velha criatura ou velho

    homem, e a nova criatura ou novo homem.

  • 10

    Como a antiga natureza permanece no crente

    mesmo depois da converso em que recebe

    uma nova natureza, -lhe ordenado que pela

    consagrao ao Senhor, se despoje progressiva

    e continuamente do velho homem, e de igual

    modo se revista do novo.

    Assim, onde um deve crescer e aumentar, o

    outro deve enfraquecer e diminuir.

    Todavia, no se trata de haver duas

    personalidades no crente, quando se fala em

    velho e novo homem habitando nele, mas de

    duas influncias distintas operando na mesma

    pessoa, sendo que uma est sujeita ao

    cooperativa com a graa de Deus (nova), e a

    outra se lhe ope (velha).

    Esta influncia, tanto do velho homem, quanto

    do novo se encontram atuando em todas as

    partes do corpo, da alma e do esprito, e em

    todas as suas faculdades: afetos, vontade,

    razo, pensamentos, o consciente, e

    subconsciente, os quais so faculdades da alma;

    em todos os membros do corpo; e nas

    faculdades do esprito sobre o qual atuam as

  • 11

    obras da carne (velho homem) ou o fruto do

    Esprito (novo homem).

    Podemos identificar isto de modo prtico, pelas

    manifestaes tanto do nosso consciente,

    quanto do nosso subconsciente.

    Quando o crente se encontra em estado de

    viglia, estando com suas faculdades bem

    despertadas para a vontade de Deus e

    sujeitadas operao do Esprito Santo, ele

    pode e deve vence