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Desenvolver a caridade

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Text of Desenvolver a caridade

Apresentao do PowerPoint

Transio manual dos SlidesMsica: Our Wedding day-Ernesto CortazarPesquisa e FormataoDesenvolver a Caridade18/10/1514:21:58

HELIOCRUZ

Com base no conto A Caridade Desconhecida, do livro Jesus no Lar, pelo Esprito Neio Lcio. (Momentos de Paz Maria da Luz).Vamos procurar nos sentir nessa reunio, e ouvir Jesus nos dizer essas coisas, como se ns fssemos, e somos, seus discpulos.Nos conta assim o autor:A conversao em casa de Pedro versava, nessa noite, sobre a prtica do bem, com a viva colaborao verbal de todos. Como expressar a compaixo, sem dinheiro? Por que meios incentivar a beneficncia, sem recursos monetrios? Com essas interrogativas, grandes nomes da fortuna material eram invocados e a maioria inclinava-se a admitir que somente os poderosos da Terra se encontravam altura de estimular a piedade ativa, quando o Mestre interferiu, opinando, bondoso:

Um sincero devoto da lei foi exortado por determinaes do Cu ao exerccio beneficncia; entretanto, vivia em pobreza extrema e no podia, de modo algum, retirar a mnima parcela de seu salrio para o socorro aos semelhantes. Em verdade, dava de si mesmo, quanto possvel, em boas palavras e gestos pessoais de conforto e estmulo a quantos se achavam em sofrimento e dificuldade; porm, magoava-lhe o corao a impossibilidade de distribuir agasalho e po com os andrajosos e famintos margem de sua estrada. Rodeado de filhinhos pequeninos, era escravo do lar que lhe absorvia o suor. Reconheceu, todavia, que, se lhe era vedado o esforo na caridade pblica, podia perfeitamente guerrear o mal, em todas as circunstncias de sua marcha pela Terra.

Assim que passou a extinguir, com incessante ateno, todos os pensamentos inferiores que lhe eram sugeridos; quando em contato com pessoas interessadas na maledicncia, retraia-se, corts, e, em respondendo a alguma interpelao direta, recordava essa ou aquela pequena virtude da vtima ausente; se algum, diante dele, dava pasto clera fcil, considerava a ira como enfermidade digna de tratamento e recolhia-se quietude; insultos alheios batiam-lhe no esprito maneira de calhaus em barril de mel, porquanto, alm de no reagir, prosseguia tratando o ofensor com a fraternidade habitual; a calnia no encontrava acesso em sua alma, de vez que toda denncia torpe se perdia, intil, em seu grande silncio.

Reparando ameaas sobre a tranquilidade de algum, tentava desfazer as nuvens da incompreenso, sem alarde, antes que assumissem feio tempestuosa; se alguma sentena condenatria bailava em torno do prximo, mobilizava, espontneo, todas as possibilidades ao seu alcance na defesa delicada e imperceptvel; seu zelo contra a incurso e a extenso do mal era to fortemente minucioso que chegava e retirar detritos e pedras da via pblica, para que no oferecessem perigo aos transeuntes. Adotando essas diretrizes, chegou ao termo da jornada humana, incapaz de atender s sugestes da beneficncia que o mundo conhece. Jamais pudera estender uma tigela de sopa ou ofertar uma pele de carneiro aos irmos necessitados.

Nessa posio, a morte buscou-o ao tribunal divino, onde o servidor humilde compareceu receoso e desalentado. Temia o julgamento das autoridades celestes, quando, de improviso, foi aureolado por brilhante diadema, e, porque indagasse, em lgrimas, a razo do inesperado prmio, foi informado de que a sublime recompensa se referia sua triunfante posio na guerra contra o mal, em que se fizera valoroso empreiteiro. Fixou o Mestre nos aprendizes o olhar percuciente e calmo e concluiu, em tom amigo:Distribuamos o po e a cobertura, ascendamos luz para a ignorncia e intensifiquemos a fraternidade aniquilando a discrdia, mas no nos esqueamos do combate metdico e sereno contra o mal, em esforo dirio, convictos de que, nessa batalha santificante, conquistaremos a divina coroa da caridade desconhecida.

Muitos de ns, esperamos para poder exercer a caridade, aquela caridade que j tomamos conhecimento atravs da Doutrina Esprita, que nos indica que Fora da caridade no h salvao, esperamos muitas vezes recursos, e, de uma certa forma, confundimos o ato de ser caridoso com o ato filantrpico e, realmente, deturpamos um pouco o verdadeiro sentido da caridade. Caridade significa o amor em ao, e no se limita unicamente ao ato de dar bens materiais. Eu diria at que a grande fome do homem, a grande necessidade do homem, da caridade moral, do amparo moral, da ajuda que faz crescer, e no simplesmente da roupa, do agasalho ou da comida. Um prato de comida tem um efeito pequeno; atende s necessidades materiais durante um curto espao de tempo; as lies morais, o exemplo, muitas vezes vivifica dentro daquele a quem desejamos ajudar, e d a ele a oportunidade de crescer.

Ns, espritas, devemos perceber que, alm daquela caridade material, que tambm nos cabe fazer, de maneira a amenizar o sofrimento do nosso semelhante, nos cabe tambm, na experincia do dia a dia, procurar exercitar um outro tipo de caridade, a caridade desconhecida.Essa estria tem umas passagens interessantes como, por exemplo: Quando em contato com pessoas interessadas na maledicncia, retraa-se... Algumas pessoas tm o hbito de falar mal das outras. Sabemos que aquele que muito fala de si, cansa quem ouve, isto , se eu comear a dizer que eu fiz isso, fiz aquilo, as pessoas que estiverem me ouvindo comeam a se afastar. Elas no tm muito interesse quando nos ouvem falar de ns mesmos. Mas, se eu quiser ter uma plateia em torno de mim, basta eu comear a falar mal de algum.

Todos ao meu redor desejam saber o que aconteceu, como aconteceu, dando guarida maledicncia. Pior, pessoas, inclusive, que tm o costume de falar com as outras, tentando diminuir a vtima ausente. E um bom exerccio de caridade desconhecida, que todos ns podemos fazer , toda vez que vierem para ns falar mal de algum, que fulano fez isso, que fulana fez aquilo, vamos ouvir com ateno aquilo que nos dito, conforme fez o personagem da nossa estria e, na primeira oportunidade, vamos evidenciar uma virtude daquela pessoa criticada; , tudo isso se entende, mas, essa pessoa tem virtudes, trabalhadora, abnegada, e deve estar passando por um problema terrvel; e quem de ns pode acus-la de alguma forma?

Essa ao suficiente para estancar qualquer tentativa de continuidade na maledicncia. Essa pessoa poder comear a pensar como que toda vez que ela vai comear a falar mal de algum, a pessoa ouvinte evidencia sempre uma virtude da vtima ausente, no dando guarida maledicncia. Outras aes do nosso personagem do conto, que exercitava a caridade desconhecida, que, muitas vezes, consideramos difcil. Aceitar a calnia ou simplesmente tratar com todo amor e compreenso aquele que nos ofende. Jesus nos ensinou assim. Ainda somos pequenos hoje e, por isso, muitas vezes, camos, reagindo s agresses verbais, s calnias, s injustias. Estamos sempre faltando com a caridade para com o nosso ofensor, pois, se formos capazes de amenizar toda aquela ira com palavras de compreenso, de fraternidade, quebramos todo aquele elo de dio, ...

Combatendo, com muita fora, o mal que ali tentava se instalar. Essa uma caridade diferente; essa uma caridade que ajuda o nosso semelhante a refletir sobre a sua situao, sobre a sua postura frente ao mundo. A verdadeira caridade, aquela caridade moral, que no conhecida por muitos, no na realidade, a oportunidade de distribuir agasalho, mas a luta moral, que todos ns podemos.Essa postura de caridade desconhecida tem muito a ver com o que ns chamamos de as virtudes do homem de bem, e que est l no captulo XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo. O Homem de bem aquele que luta incessantemente contra o mal, onde que ele esteja; dentro de ns, fora de ns, no dando guarida a essas coisas maledicentes.

Muita Paz!

Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

Com estudos comentados de O Livro dos Espritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.Com a pgina Espiritismo para iniciantes, agora revisada e ilustrada.

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