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O professor Rivail As obras didáticas, o ensino intuitivo, o exercício das funções diretivas e educativas.

Módulo II - Aula II - Mansão Espírita

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  • 1. O professor Rivail As obras didticas, o ensino intuitivo, o exerccio das funes diretivas e educativas.

2. Formao acadmica

  • O professor Rivail fez em Lion os seus primeiros estudos e completou em seguida a sua bagagem escolar, naEscola de Pestalozziem Yverdun Sua.
  • Pestalozzi foi um dos pioneiros da pedagogia moderna, influenciando profundamente todas as correntes educacionais.
  • Rivail era um aluno dedicado e se tornou um dos mais eminentes discpulos do mestre. Aos quatorze anos de idade j ensinava aos seus colegas menos adiantados.
  • Muitssimas vezes, quando Pestalozzi era chamado pelos governos, para fundar institutos semelhantes ao de Yverdun, confiava a Denizard Rivail o encargo de substitu-lo na direo da sua escola.

3. 4. Exerccio das funes diretivas e educativas.

  • No incio de 1825 dirige a Escola de Primeiro Grau, primeiro estabelecimento de ensino fundado por ele em Paris.
  • Em 1826 funda um instituto tcnico que funcionou at 1834, o Instituto Rivail.
  • Empregou-se como contabilista em trs casas comerciais.
  • Passou a dedicar-se, juntamente com o Prof. Levy-Alvars, preparao de cursos noturnos para alunos de ambos os sexos.

5. O professor Rivail

  • Rivail era um linguista insigne, conhecia a fundo e falava corretamente, o alemo, o ingls, o italiano, o espanhol e o holands.
  • Membro de vrias sociedades sbias, notadamente da Academia Real de Arras .

6.

  • Como pedagogo, Rivail dedicou-se luta para uma maior democratizao do ensino pblico.
  • Entre 1835 e 1840, manteve em sua residncia, rua de Svres, cursos gratuitos de Qumica, Fsica, Anatomia comparada, Astronomia e outros.
  • Rivail utilizou-se do ensino intuitivo, processo didtico preconizado por Pestalozzi.

7. Ensino intuitivo

  • O ensino intuitivo se funda na substituio do verbalismo e do ensino livresco pela observao, pelas experincias, pelas representaes grficas, etc., operando sobre todas as faculdades da criana.
  • Esse mtodo faz a criana pensar a seu modo, a caminhar com seus prprios ps, e no com os ps do seu mestre; enfim, a criana estimulada em sua iniciativa pessoal.

8. Princpios pedaggicos do ensino intuitivo

  • Cultivar o esprito natural de observao das crianas, dirigindo-lhes a ateno para os objetos que as cercam.
  • Cultivar a inteligncia, observando um comportamento que habilite o aluno a descobrir por si mesmo as regras.
  • Proceder sempre do conhecido para o desconhecido,do simples para o composto.
  • Evitar toda atitude mecnica, levando o aluno a conhecer o fim e a razo de tudo o que faz.
  • Conduzi-lo a apalpar com os dedos e com os olhos todas as verdades.
  • S confiar memria aquilo que j tenha sido apreendido pela inteligncia.

9. As obras didticas.

  • Foi autor de numerosas obras de educao, entre as quais podemos citar:
  • Curso Prtico e Terico de Aritmtica;
  • Curso Completo Terico e Prtico de Aritmtica;
  • Escola de Primeiro Grau;
  • Plano Proposto para a Melhoria da Educao Pblica;); (obra mereceu destaque e prmio nacional.).
  • Os Trs Primeiros Livros de Telmaco;
  • Gramtica Francesa Clssica;
  • Memria sobre a Instruo Pblica;
  • Qual o Sistema de Estudos mais em Harmonia com as Necessidades da poca?;
  • Discurso Pronunciado por Ocasio da Distribuio dos Prmios de 14 de agosto de 1834;
  • Programa dos Estudos segundo o Plano de Instruo de H.L.D. Rivail;
  • Manual dos Exames para os Certificados de Capacidade;

10.

  • Solues dos Exerccios e Problemas do Tratado Completo de Aritmtica;
  • Projeto de Reforma referente aos Exames e aos Educandrios para Mocinhas;
  • Catecismo Gramatical da Lngua Francesa;
  • Gramtica Normal dos Exames;
  • Ditados Normais dos Exames;
  • Ditados da Primeira e da Segunda Idade;
  • Ditados da Primeira e da Segunda Idade, volume dois;
  • Curso de Clculo Mental;
  • Programa dos Cursos Usuais de Fsica, Qumica, Astronomia e Fisiologia;
  • Programa dos Estudos de Instruo Primria;
  • Tratado de Aritmtica

11.

  • Rivail era conhecido pela sua inteligncia, discernimento e ponderao, tornando-se amigo de Victor Hugo, Thephile Gautier, Camille Flammarion e outros conhecidos e ilustres pensadores franceses.
  • Seu nome era conhecido e respeitado e muitas de suas obras foram adotadas pelas universidades da Frana.

12. Bibliografia.

  • INCONTRI, Dora.Para Entender Allan Kardec . So Paulo: Lachtre, 2004.
  • Entendendo o Espiritismo Editora Aliana
  • Revista O Mensageiro 01/07/2000.

13. O MENINO HIPPOLYTE Nome: Data de Nascimento: Cidade onde nasceu: Pai: Me: Educao: Aluno de Pestalozzi, de 1808-1817Hippolyte Lon Denizard Rivail 03 de outubro de 1804 Lio (Frana) Jean-Baptiste Antoine RivailJeanne Louise DuhamelAtuao da famlia: Advocacia, Magistratura, Educao Seu interesse: Estudo das cincias e filosofia 14.

  • Em meados de 1825 dirige a Escola de Primeiro Grau, primeiro estabelecimento de ensino por ele fundado em Paris.
  • Em 1826, ele cria a Instituio Rivail - um instituto tcnico - que funcionou at 1834.
  • Dedicava-se, tambm, na preparao de cursos noturnos para alunos de ambos os sexos.
  • Rivail era poliglota, conhecia a fundo e falava corretamente, o alemo, o ingls, o italiano, o espanhol e o holands.
  • Era membro de vrias sociedades, notadamente da Academia Real de Arras

O PROFESSOR RIVAIL 15.

  • Curso Prtico e Terico de Aritmtica (1823);
  • Curso Completo Terico e Prtico de Aritmtica (1845);
  • Ditados da Primeira e Segunda Idade (1850);
  • Plano Proposto para a Melhoria da Educao Pblica (1828);
  • Gramtica Francesa Clssica (1831);
  • Memria sobre a Instruo Pblica (1831);
  • Qual o Sistema de Estudos mais em Harmonia com as Necessidades da poca? (1831);
  • Catecismo Gramatical da Lngua Francesa (1848);
  • Manual dos Exames para os Certificados de Capacidade (1846).

PRINCIPAIS OBRAS DO PROFESSOR RIVAIL 16.

  • Os primeiros contatos com os fenmenos medinicos das mesas girantes (1854);
  • Os primeiros estudos srios de Espiritismo (1855);
  • Notcias e desempenho da misso (12.06.1856);
  • O nome Allan Kardec (1857);
  • A atuao de Kardec na codificao da Doutrina Esprita (divulgao);
  • A desencarnao (31 de maro de 1869)

KARDEC E A MISSO 17.

  • O Livro dos Espritos (18 de abril de 1857);
  • A Revista Esprita (1 de janeiro de 1858);
  • O que o Espiritismo (julho de 1859);
  • O Livro dos Mdiuns (15 de janeiro de 1861);
  • O Evangelho segundo o Espiritismo (abril de 1864);
  • O Cu e o Inferno (agosto de 1865);
  • A Gnese (16 de janeiro de 1868)
  • Obras Pstumas (1890).

KARDEC E AS OBRAS ESPRITAS 18. A Misso - Os primeiros contatos com os fenmenos medinicos. - Os primeiros estudos srios de Espiritismo. -Notcias e desempenho da misso. 19. FORTIER J sabe da singular propriedade que se acaba de descobrir no magnetismo? Parece que j no so somente as pessoas que se podem magnetizar, mas tambm as mesas, conseguindo-se que elas girem e caminhem a vontade. 20. KARDEC Mas a rigor, isso no me parece radicalmente impossvel, o fluido magntico, que uma espcie de eletricidade, pode perfeitamente atuar sobre os corpos inertes e fazer com que eles se movam. 21. FORTIER Temos uma coisa muito mais extraordinria; no s se consegue que uma mesa se mova, magnetizando-a, como tambm que fale. Interrogada, ela responde. 22. KARDEC Isto agora outra questo. S acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem crebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonmbula. At l, permita que eu no veja no caso mais do que um conto para fazer-nos dormir em p. 23. Kardec Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenmenos, qualquer coisa de srio, como que a revelao de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo. 24. Primeiras observaes: a) Os espritos eram nada mais do que as almas dos Homens. b) Prova de um mundo invisvel, espiritual, atravs da comunicao. c) Individualidade dos Espritos; 25. Kardec Que causas poderiam determinar o meu malogro? Seria a insuficincia das minhas capacidades? 26. Kardec - No; mas, a misso dos reformadores prenhe de escolhos e perigos. Previno-te de que rude a tua, porquanto se trata de abalar e transformar o mundo inteiro. No suponhas que te baste publicar um livro, dois livros, dez livros, para em seguida ficares tranqilamente em casa. Tens que expor a tua pessoa. Suscitars contra ti dios terrveis; inimigos encarniados se conjuraro para tua perda; ver-te-s a braos com a malevolncia, com a calnia, com a traio mesma dos que te parecero os mais dedicados; as tuas melhores instrues sero desprezadas e falseadas; por mais de uma vez sucumbirs sob o peso da fadiga; numa palavra: ters de sustentar uma luta quase contnua, com sacrifcio de teu repouso, da tua tranqilidade, da tua sade e at da tua vida, pois, sem isso, viverias muito mais tempo. Ora bem! No poucos recuam quando, em vez de uma estrada florida, s vem sob os passos urzes, pedras agudas e serpentes. Para tais misses, no basta a inteligncia. Faz-se mister, primeiramente, para agradar a Deus, humildade, modstia e desinteresse, visto que ele abate os orgulhosos, os presunosos e os ambiciosos. Para lutar contra os homens, so indispensveis coragem, perseverana e inabalvel firmeza. Tambm so de necessidade prudncia e tato, a fim de conduzir as coisas de modo conveniente e no lhes comprometer o xito com palavras ou medidas intempestivas. Exigem-se, por fim, devotamento, abnegao e disposio a todos os sacrifcios. Vs, assim, que a tua misso est subordinada a condies que dependem de ti. 27. Kardec - Senhor! Pois que se dignaste lanar os olhos sobre mim para cumprimento dos teus desgnios, faa-se a tua vontade! (...)