O Pai das Luzes

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O Pai das Luzes - Série BereshitAuthor: Eliy Wellington Barbosa da SilvaAs questões quanto a existência de Deus ou a veracidade da Bíblia não são para serem discutidas como meras inquietações filosóficas. Pois o fim do homem não é crer em Deus, mas conhece-Lo. Nossa ligação com Deus não é uma economia de bens ou valores, mas de vida e morte. Não diz respeito à inteligência do homem, mas sim a sua existência: Se Deus não existe, por que estamos aqui?“Deixem de enganar-se a si mesmos. Se você pensa que tem sabedoria acima do normal, conforme avaliação pelos padrões deste mundo, faria melhor se pusesse tudo de lado e se tornasse um tolo, antes de permitir que isso o afastasse da verdadeira sabedoria do alto. A sabedoria deste mundo é loucura para Deus. Tal como o livro de Jó afirma, Deus usa a própria inteligência do homem para apanhá-lo; ele tropeça na sua própria ‘sabedoria’ e cai. E, de igual modo, no livro dos Salmos, nos é dito que o Senhor conhece muitíssimo bem como a mente humana raciocina e quão louca e fútil ela é” (I Co 3.18-20 – Versão Linguagem de Hoje).

Text of O Pai das Luzes

  • 1. O PAI DAS LUZES SRIE BERESHIT ELIY WELLINGTON BARBOSA DA SILVA
  • 2. Copyright 2005 por Eliy Wellington Barbosa da Silva Todos os direitos reservados. Direitos exclusivos deste e-book para FONTE DE GUAS VIVAS C o o r d e n a o E d i t o r i a l Eliy Barbosa R e v i s o Fonte de guas Vivas P r o j e t o e D i a g r a m a o Fonte de guas Vivas A p r o v a o f i n a l Pastores Clenilson Barbosa da Silva & Marck Stefania Martini Ministrio Fonte de guas Vivas Rua So Paulo 241 Centro Jaguapit PR 86.610-000
  • 3. SUMRIO !! O nico e Verdadeiro Deus 05 1 PARTE !! A Existncia de Deus 07 !! Pertinentes e Convincentes 10 !! Histrico, Necessrio e Verdadeiro 14 !! Espontaneidade do Ser 19 !! Derradeira Realidade 23 !! Conscincia Lcida 27 2 PARTE !! O Conhecimento de Deus 32 !! A Busca pela Verdade 37 !! A Revelao de Deus 43
  • 4. O NICO E VERDADEIRO DEUS Vivemos na escurido de nossa imaginao: Quem esse Deus que recusamos aceitar? FOI O FSICO Albert Einstein quem escreveu que a religiosidade do sbio consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, que revelam uma inteligncia to superior que o pensamento e o engenho humano no consegue desvendar. Como fcil extasiar-se e perder-se diante da natureza e de suas leis perfeitas! Mas alm das aparncias que nos encantam e surpreendem existe um tesouro mais precioso, esperando por ser descoberto, a Sabedoria Superior que tudo criou.1 A natureza, a criao possui um valor e uma beleza que so inteiramente dignos de serem apreciados em si mesmo, pois conforme a definio de Emlio Conde (1901- [O Pai das Luzes] 1971) a natureza oculta mistrios indevassveis de indescritvel beleza e de fora no calculvel.2 1 Assim, fixamos os olhos, no naquilo que se v, mas no que no se v, pois o que se v transitrio, mas o que no se v eterno (II Corntios 4.18 NVI). 2 Conde, Emlio. Nos Domnios da F. Rio de Janeiro/RJ. CPAD. Pg. 28. 1 Edio.
  • 5. O profeta Isaas revelou que nenhum dos planos de Deus podem ser frustrados e realiza tudo quanto deseja.3 Pois Deus um Deus de propsitos, que vo alm dos planos e das vontades humanas.4 Mesmo quando estudamos a criao, temos que considerar o propsito de Deus que convergir em Cristo tudo que existe no cu e na terra (Efsios 1.9-10). Pois Ele a raiz e a causa de todas as coisas. O maior mandamento continua sendo o amor incondicional Deus (Mateus 22.37). E o que mais justificaria nossa existncia se no fosse uma profunda adorao a Deus e um amor por Suas Verdades? [O Pai das Luzes] 3 Eu fao conhecer o fim desde o princpio, e desde antigamente. O que ainda no aconteceu. Eu digo: Meu plano se realizar, eu farei toda minha vontade (Isaas 46.10 Alfalit). 4 Muitos so os planos do corao do homem, mas o propsito do Senhor que permanecer (Provrbios 19.21 ECA).
  • 6. A EXISTNCIA DE DEUS 1 PARTE Deus Deus, fosse desolada toda a Terra. Deus Deus, estivessem mortos todos os homens. (Petter Dass, 1647-1707) Deus existe? Quem Deus? O que Deus? Onde Ele est? Afirmar que Deus existe pode ser verdadeiro, mas na filosofia essa declarao no evidente em si mesma, pois no possui valor demonstrativo. Sozinha nenhuma pessoa consegue encontrar respostas para estas questes, pois Deus uma realidade que no pode ser observada. A existncia ilimitada de Deus em si mesmo, independe de tempo, massa e espao. Deus Aquele que tem, Ele s, a imortalidade, e habita na luz inacessvel; a quem nenhum homem viu nem pode ver (I Timteo 6.16). Mesmo que essa pessoa busque respostas na [O Pai das Luzes] cincia, ela ficar frustrada. A cincia no pode trabalhar diretamente com coisas comuns, como a cor e o som. E v-se obrigada a expressar tais qualidades mediante termos quantitativos. Mas qualidades no so quantidades. (...) A cincia incapaz de estudar elementos que no possam ser pesados ou medidos, como a alma humana. E nem pode tratar com ocorrncias mpares, como os milagres, pois estes so uma manifestao distinta e
  • 7. separada, da graa e do poder de Deus. Logo, o milagre no pode ser repetido para anlise em laboratrio . 5 Se a cincia no consegue lidar totalmente com coisas que pertencem ao mundo natural, o que poderia se dizer dos milagres, que pertencem ao mundo sobrenatural. Pois o que so os milagres se no incrveis rupturas das leis naturais? A existncia de Deus se ope a qualquer tese, verificao fsica, ambiente controlado ou situao cientificamente verificvel. Ento, qual a diferena entre um Deus transcendente e um inexistente ou imaginrio? A diferena est nos olhos de quem v e isto depende da revelao proposicional (o que dizem a respeito de Deus) e da revelao existencial (a experincia individual de cada criatura com Deus). Aquele que est preso escravido do amor s coisas temporais considera Deus inexistente, pois Ele no corresponde quilo que ele ama. Porm, aquele que se orienta pelo amor s coisas celestiais, v em todas as coisas temporais, o Deus transcendente revelado nas Escrituras. Pois Deus vive e Vivo no poder de nossa f. impossvel mensurar plenamente o valor ou a importncia do mundo que nos apresentado. Este valor est sempre condicionado ao uso ou mesmo a finalidade que se atribui criao. E Cristo nos fez o audacioso desafio de acreditar, confiar e valorizar, aquilo que no se v, mas que em sua excelncia transcende em tudo o que [O Pai das Luzes] se v. E invisibilidade no sinnimo de inexistncia, pois at mesmo as criaes de Deus que so mensurveis, continuam em sua maioria absoluta irreproduzveis e excedem o entendimento humano. O homem no somente desconhece Deus, como tambm nega a Sua existncia tentando disfarar aquilo que : um completo ignorante. 5 William W. Menzies & Stanley M. Horton. Doutrinas Bblicas - Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro/RJ. CPAD. Pg. 20. 2 Edio. 1996
  • 8. 3 Tu me perguntaste como me atrevi a pr em dvida a Tua sabedoria, visto que sou to ignorante. que falei de coisas que eu no compreendia, coisas que eram maravilhosas demais para mim e que eu no podia entender. (J 42.3 Nova Traduo na Linguagem de Hoje) Pode se ver o vento? Mas quando ele destruir sua casa voc saber que por ali ele passou. [O Pai das Luzes]
  • 9. PERTINENTES E CONVINCENTES Por causa de seu orgulho, o mpio no investiga; todas as suas cogitaes so: No h Deus. (Salmo 10.4) Ser que necessrio acreditar que existam verdades reveladas e inacessveis ao conhecimento natural? Em geral existem cinco percepes diferentes de Deus, as quais no perturbam e nem inquietam a humanidade, como se fossem verses diferentes da mesma realidade: :: monotesta (um Deus); :: politesta (vrios deuses); :: atesta (sem Deus); :: pantesta (Deus se identifica com a criao); :: desmo (Deus existe, mas est totalmente [O Pai das Luzes] separado da criao). A palavra portuguesa Deus derivada do latim Deo, Dii, e aplicada ao ser supremo de muitas religies e de diferentes tradies. Mas desde a mais simples crena at aos mais sofisticados sistemas filosficos, a concepo original de Deus sofreu muitas mudanas atravs dos sculos. Pois quando se fala de Deus, todos os conceitos sempre incluem algo material. Mas Deus no aspecto bblico no um conceito comum, mas especfico. O ideal sempre usar a definio
  • 10. que melhor se harmonize com o sentido que utilizado na Bblia. Com isso podemos fugir a interminveis disputas conceituais e terminolgicas. As diversas concepes de Deus esto baseadas nas percepes individuais e coletivas. Pois o conhecimento de Deus est fundamentado na intuio, deduo e mesmo induo. Este conhecimento o resultado da concepo de mundo que cada um constitui. Durante sculos discutiu-se a relao do homem com o mundo por meio da percepo. Estas vises se resumiam em idealismo (o pensamento forma o mundo, tudo no passaria de noes do esprito pensante) e o materialismo (a matria concedida para a percepo, s coisas realmente existem). Para alguns tudo o que existe faz parte de uma nica realidade, as coisas esto to relacionadas que tudo ao redor faz parte do homem. Nicolau de Cusa (1401- 1464) em De docta ignorantia afirmava que quodlibet in quolibet, ou seja, neste mundo tudo est em todos. Para outros, o individualismo