O+precioso+sangue+de+cristo+ +charles+haddon+spurgeon

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1. Encontre mais e-books no site: www.ebooksgospel.com.br Digitalizado por: L.D. _______________ -E.G.- 2. Este livro foi digitalizado com o intuito de disponibilizar literaturas edificantes todos aqueles que no tem condies financeiras ou no tem boas literaturas ao seu alcance. Muitos se perdem por falta de conhecimento como diz a Bblia, e s vezes por que muitos cobram muito caro para compartilhar este conhecimento. Estou disponibilizando esta obra na rede para que voc atravs de um meio de comunicao to verstil tenha acesso ao mesmo. Espero que esta obra lhe traga edificao para sua vida espiritual. Se voc gostar deste livro e for abenoado por ele, eu lhe recomendo comprar esta obra impressa para abenoar o autor. Esta uma obra voluntria, e caso encontre alguns erros ortogrficos e queira nos ajudar nesta obra, faa a correo e nos envie. Grato! _______________ 3. O PRECIOSO SANGUE DE CRISTO "...no foi com coisas corruptveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados... mas com o precioso sangue de Cristo..." (I Ped. 1:18-19). Desde o princpio o sangue tem sido considerado por Deus como algo muito precioso. Ele delimitou esta fonte de vitalidade com as mais solenes sanes. O Senhor assim ordenou a No e a seus descendentes: "A carne, porm, com sua vida, isto , com seu sangue, no comereis" (Gn. 9:4). O homem tinha "tudo o que se move sobre a terra" (Gn. 9:3) para lhe servir de alimento, porm, de modo algum, poderia comer o sangue com a carne. Os animais sufocados deviam ser considerados imprprios para serem ingeridos, visto que Deus no queria que o homem se familiarizasse com o sangue, comendo-o ou bebendo-o de nenhuma forma. Desse modo, mesmo o sangue de touros e bodes tinha algo de sagrado que lhe foi conferido pelos decretos de Deus. Quanto ao sangue do homem, lembremo-nos de como Deus ameaador: "Certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como tambm da mo do homem, sim, da mo do prximo de cada um requererei a vida do homem. Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue ser 4. derramado; porque Deus fez o homem conforme a Sua imagem" (Gn. 9:5). verdade que o primeiro homicida no teve seu sangue derramado pelo homem, mas por outro lado, o crime era algo novo e a penalidade ainda no havia sido estabelecida e proclamada, e por isso o caso foi claramente excepcional e nico; e mais, provavelmente a sentena de Caim foi muito mais terrvel do que se ele tivesse sido morto naquele instante. Foi-lhe permitido dar vazo a sua iniqidade, ser um fugitivo e vagabundo sobre a face da terra, para ento receber a terrvel herana da ira, a qual foi, sem dvida, grandemente acrescentada pela sua vida de pecado. Sob a dispensao teocrtica, na qual Deus era o Rei e governava Israel, o homicdio era punido da maneira mais exemplar, e nunca havia nenhuma tolerncia ou desculpa aceitvel. Olho por olho, dente por dente, vida por vida, era a inflexvel e inexorvel lei. Est expressamente escrito: "no tomareis expiao pela vida do homicida que culpado de morte: antes certamente morrer". Mesmo nos casos onde a vida era tirada acidentalmente ou por uma fatalidade, o ocorrido no era tolerado. O assassino fugia imediatamente para a cidade de refgio, onde, aps ter seu caso devidamente processado, era-lhe permitido residir; mas no havia segurana para ele em lugar algum at a morte do sumo sacerdote. A lei geral para todos 5. os casos era: "Assim, no profanareis a terra em que estais; porque o sangue faz profanar a terra: nenhuma expiao se far pela terra por causa do sangue que se derramar nela, seno com o sangue daquele que o derramou. No contaminareis pois, a terra na qual vs habitareis, no meio da qual eu habitarei, pois eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel". (Num. 35:33-34). Est claro, portanto, que o sangue sempre foi precioso aos olhos de Deus, e Ele quer que o seja tambm aos nossos. Ora, se em casos comuns o tirar a vida to importante, podero imaginar o que est no corao de Deus quando Ele diz: "preciosa vista do Senhor a morte dos seus santos"? (Sal. 116:15). Se a morte de um rebelde importante, o que dizer da morte de um filho? Se Ele no contempla o derramamento do sangue de Seus prprios inimigos e daqueles que O ofenderam sem proclamar vingana, o que vocs pensam sobre Seus eleitos, a respeito dos quais Ele diz: "Precioso o sangue destes aos meus olhos"? Ele no os vingaria ainda que demore em faz-lo? A meretriz de Roma cuja taa foi cheia com o sangue dos santos, permanecer muito tempo sem punio? Os mrtires do Piedmont e dos Alpes, e da nossa Smithfield, e das montanhas da Esccia no tero de Deus a vingana devida por tudo o que sofreram, e pelo sangue que derramaram na defesa de Sua causa? 6. Eu os tenho trazido do animal para o homem, e do homem para os homens escolhidos de Deus, os mrtires. Tenho ainda outro lance para lhes apresentar: o maior de todos eles - o do sangue de Jesus Cristo. Aqui o poder da expresso poderia falhar em transmitir-lhes a idia da preciosidade! Eis uma Pessoa inocente, sem nenhuma contaminao ou imperfeio; uma Pessoa digna, que magnificou a lei e tornou-a honrosa - uma Pessoa que serviu tanto a Deus como ao homem, mesmo at a morte. E no somente isto, mas aqui temos uma Pessoa divina - to divina que em Atos dos Apstolos Paulo chama Seu sangue de "o sangue de Deus". Coloquemos inocncia, mrito, dignidade, posio e at mesmo deidade numa escala e ento imaginemos quo inestimvel o valor do sangue vertido por Jesus Cristo. Anjos devem ter presenciado aquele inigualvel derramamento de sangue com admirao e espanto, e mesmo o prprio Deus viu o que nunca antes havia sido visto na criao ou na providncia; Ele viu a Si mesmo muito mais gloriosamente apresentando do que o faz todo o universo. Aproximemo-nos do texto para tentar demonstrar a preciosidade do sangue de Cristo. Vamos limitar-nos a enumerar algumas propriedades desse sangue precioso. Enquanto estudava este assunto, senti que teria tantos itens que alguns de vocs comparariam meu sermo aos ossos secos da viso de Ezequiel. Eles eram muitos e 7. estavam realmente muito secos; mas creio que o Esprito Santo descer sobre os ossos do meu sermo, os quais, ainda que secos, sero agitados e cheios de vida, e vocs vo admirar o extraordinariamente grande exrcito de pensamentos de amor e benevolncia de Deus para com Seu povo, expresso no sacrifcio do Seu prprio Filho amado. O precioso sangue de Cristo til ao povo de Deus de muitas maneiras. Pretendemos falar a respeito de doze delas. Afinal, a verdadeira preciosidade de algo vai depender de sua utilidade para ns em tempos de aflies e provas. Um saco de prolas seria para ns muito mais precioso do que um saco de migalhas de po, porm, vocs devem ter ouvido a histria do homem no deserto que, j cambaleando, quase morto, tropeou num saco e abrindo-o esperanoso de que pudesse ser a mochila de algum viajante com alguma comida, encontrou nele apenas prolas! Quanto mais valioso teria sido para ele se se tratasse de pedaos de po! Eu digo, na hora da necessidade e do perigo, o uso que podemos fazer de alguma coisa constitui sua verdadeira preciosidade. Isto pode no estar de acordo com a poltica econmica, mas est de acordo com o bom senso. 8. 1. O precioso sangue de Cristo tem um PODER REDENTOR Ele redime da lei. Todos ns estvamos sob a lei, que diz: "Faa isto, e viva". ramos escravos dela; Cristo pagou o preo do resgate e a lei no mais o nosso mestre tirano. Estamos completamente livres dela. A lei tem uma terrvel maldio: qualquer que violar um de seus preceitos deve morrer. "Cristo nos redimiu da maldio da lei, tendo sido feito maldio em nosso lugar" (Gal. 3:13). Pelo temor de sua maldio, a lei infligia um contnuo pavor queles que estavam debaixo dela; eles sabiam que a tinham desobedecido, e permaneciam todo o tempo de suas vidas sujeitos escravido, temendo que a morte e a destruio viessem sobre eles a qualquer momento. Ns, porm, no estamos sob a lei, mas sob a graa, e conseqentemente "no recebemos o esprito da servido novamente para temer, mas recebemos o esprito de adoo pelo qual clamamos: Aba, Pai" (Rom. 8:15). Ns no tememos a lei agora; seus piores troves no podem nos atingir porque no so proferidos contra ns! Seus mais tremendos raios no podem nos tocar, porque estamos protegidos sob a cruz de Cristo, onde o trovo perde seu terror e o raio sua fria. Agora lemos a lei de Deus com prazer; ns a vemos como na arca, coberta com o propiciatrio, e no trovejando tempestuosamente 9. como se procedesse do monte Sinai. Feliz o homem que conhece a completa redeno da escravido lei, de sua maldio, de sua penalidade e do seu terror. Meus irmos, a vida de um judeu poderia ser considerada feliz se comparada dos gentios, porm era a perfeita escravido quando a comparamos com a sua vida e a minha. Ele estava cercado por centenas de mandamentos e proibies, suas formalidades e cerimnias eram muitas, e seus detalhes minuciosamente arranjados. Ele estava sempre em perigo de se tornar impuro. Se se sentasse numa cama ou num banco poderia se contaminar, se bebesse gua de uma vasilha ou mesmo se tocasse as paredes de uma casa, onde antes um homem leproso tivesse tambm tocado, ele Ficaria contaminado. Milhares de pecados por ignorncia eram como muitas armadilhas preparadas em seu caminho; ele deveria viver perpetuamente temendo, se no quisesse ser cortado do povo de Deus. Quando ele fazia o melhor no seu dia-a-dia, sabia que ainda no terminara; nenhum judeu poderia considerar sua obra terminada. O novilho fora oferecido mas ele deveria trazer outro; o cordeiro fora imolado pela manh, mas outro deveria ser oferecido tarde e outro amanh, e ainda outro no dia seguinte. A Pscoa celebrada com ritos sagrados, isto deveria se repetir da mesma maneira a cada ano. O sumo sacerdote havia entrado alm do 10. vu uma vez, mas deveria entrar l novamente; a coisa nunca terminava, pelo contrrio, estava sempre recomeando. Ele nunca estava prximo de um fim. "A lei nun