Revista Reformador Maio 2001

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Indicação do curso de atendente fraterno. Ler a matéria Da Satisfação das necessidades à Felicidade.

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  • 1. REFORMADOR Revista de Espiritismo Cristo Fundada em 21-1-1883 por Augusto Elias da Silva Ano 119 / Maio, 2001 / N 2.066 ISSN 1413-1749 Propriedade e orientao da www.febrasil.org.br feb@febrasil.org.br FEDERAO ESPRITA BRASILEIRA Deus, Cristo e Caridade Direo e Redao Rua Souza Valente, 17 20941-040 Rio RJ Brasil Editorial Unio e Trabalho Verdade e Liberdade Juvanir Borges de Souza A Virgem Judas Isgorogota A Reencarnao no Velho Testamento Javert Lacerda Santos Mezinha, Deixa-me Voltar!... Mrio Frigri Vingana Roosevelt Pinto Sampaio Mes no Alm-Tmulo Ismael Ramos das Neves Srdidos Pores Joanna de ngelis O Blefe da Morte Mauro Paiva Fonseca O Primeiro Janeiro Richard Simonetti No Dia do Trabalho Passos Lrio Esflorando o Evangelho Contristao Emmanuel Da Satisfao das Necessidades Felicidade Nadja do Couto Valle A FEB e o Esperanto Democracia Lingstica Affonso Soares Encontro de Espritas-Esperantistas Ser que o Aborto Diminui a Criminalidade? Jos Yosan dos S. Fonseca Administrao Iaponan Albuquerque da Silva Reclassificao da Literatura Esprita no Sistema Dewey de Classificao F Washington Borges de Souza A FEB tem Novo Presidente FEB/CFN Conselho Federativo Nacional Smula da Reunio Ordinria de 2000 Retificando... Federao Esprita Brasileira Administrao Seara Esprita Assinatura de Reformador - Edio Impressa Seja Scio da FEB Nota: No ms de maio comemora-se o Dia das Mes. Por isso, Maternidade o tema de nossa capa, como homenagem a Maria de Nazar Me de Jesus e a todas as Mes, atravs das seguintes matrias: A Virgem, poesia em que o autor ressalta o amor de Jesus por Maria, sua Me; o poema intitulado Mezi- nha, deixa-me voltar!..., sobre a me que chora e clama pelo filhinho desencarnado, e repele o seu retorno ao ventre materno por meio do aborto; e o artigo Mes no Alm-Tmulo, acerca do amor que as mes desencarnadas continuam a dedicar aos seus filhos da retaguarda material.
  • 2. Editorial Unio e Trabalho Os Espritos Superiores que trouxeram a Doutrina Esprita com que Allan Kardec ilumina a Nova Era atravs de suas obras bsicas, destacaram sempre que essa mensagem veio para a Humanidade inteira, e trabalham no sentido de que os seus ensinos alcancem todos os homens, pois atravs do seu conheci- mento e da sua vivncia, teremos todos melhores condies para sair do crculo de dor, ignorncia, violncia e sofrimento que ainda caracterizam a nossa socie- dade. , sem dvida, um trabalho de vulto, que reclama dedicao, coragem e perseverana, j que natural que haja obstculos e dificuldades na sua execu- o. Somos, os espritas encarnados, convidados a participar dessa grande obra de regenerao humana. Nessa tarefa, podemos e devemos estabelecer estratgias, elaborar programas, fazer planejamentos, montar planos de ao e realizar treinamentos. Todavia, se no construirmos entre ns os laos da unio sincera e fraternal, que expressam o esforo honesto de colocar em prtica os princpios cristos que nos norteiam, marcados pela humildade e pela dedica- o, por certo todo esse trabalho ser em vo, pois no alcanaremos o nosso desiderato. A tarefa que nos cabe realizar, em conjunto, a de tornar a Doutrina Esp- rita cada vez mais conhecida e melhor praticada. obra para muitas reencarna- es, que reclama perseverana e continuidade ininterrupta. tarefa aparente- mente complexa, mas que se torna simples quando a executamos de conformi- dade com os princpios de amor que Jesus exemplificou para todos ns. Estar nessa tarefa , sem dvida, uma manifestao de f dos Amigos Espirituais na nossa capacidade de vencer nossos prprios desafios. A difuso da Doutrina Esprita no tarefa restrita a uma nica pessoa ou instituio. trabalho para todos aqueles que, beneficiados pelo seu conheci- mento, sentem-se no dever de estud-la, pratic-la e divulg-la para que seus benefcios alcancem os que dela sentem necessidade. trabalho para os dis- postos a enfrentar os desafios da indiferena, do desinteresse e da rejeio e para os interessados em romper as prprias limitaes, em enfrentar as prprias falhas e fazer valer o propsito do autoburilamento. Para isto, todavia, indis- pensvel a unio de todos, voluntria e consciente, em condies de igualdade, orientando sua ao dentro dos princpios doutrinrios que norteiam a Codifica- o. Unio e trabalho o que o Mundo espera dos voluntrios espritas na sua tarefa de colocar a mensagem consoladora ao alcance de todos. Unio e traba- lho o que Jesus espera de todos ns, no atendimento aos carentes de luz e aos sedentos de paz. l
  • 3. Verdade e Liberdade JUVANIR BORGES DE SOUZA H uma correlao perfeita entre a Verdade e a Liberdade, quando se procura o conceito mais profundo que cada um dos termos encerra. Por isso tem significao especial o ensino do Cristo, subordinando a liberdade ao conhe- cimento da verdade: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertar. Mas, o que a verdade? Essa mesma pergunta fez Pilatos a Jesus, quando de seu julgamento, e o Mestre perma- neceu silencioso. De que adiantaria a resposta se os homens da poca, inclusive o governador romano da Judia, no estavam em condies de compreend-la? Era necessrio que decorressem muitos sculos, que a Humanidade progredisse intelec- tual e moralmente, que viesse a complementao dos ensinos do Mestre atravs do Consolador para que o homem tivesse condies de reformular a pergunta e obter resposta satisfatria. A verdade absoluta una, compreendendo todos os princpios estabelecidos pelo Criador na ordem fsica e na ordem moral-espiritual. Sua amplitude , pois, infinita. Mas a verdade, na sua forma relativa, vai sendo conhecida pelo homem na medida da sua evoluo. Verdades denominadas cientficas, no campo fsico, so descobertas rela- tivas matria. Ocorre que o homem, o cientista, no af de tudo saber, domina- do pelo orgulho, julga ter descoberto verdades eternas. Entretanto, novas pes- quisas demonstram que a verdade anterior substituda por outra. Na Fsica, na Biologia, na Medicina, comum os conhecimentos serem substitudos por ou- tros, numa sucesso de verdades provisrias. No campo moral-espiritual, a grande fonte da Verdade Jesus, o Cristo de Deus, que se tem feito ouvir em todas as pocas, desde tempos imemoriais, atravs de missionrios e mensageiros enviados a este Orbe sob sua orientao de Governador Espiritual da Terra. Seus ensinos diretos, por ocasio de sua presena pessoal na Terra, retifi- caram conceitos anteriores e ratificaram outros, trazidos por seus emissrios. O Filho de Deus fez-se ouvir depois de sua passagem pela Terra, atravs de seus apstolos e de seu Evangelho, chegado aos nossos dias. Com o Consolador a Doutrina dos Espritos , o Esprito de Verdade re- tifica as incorrees interpretativas dos homens, atravs de muitos sculos, e deixa Humanidade novos aspectos da Verdade, a serem compreendidos pro- gressivamente, na medida em que os homens, despertos, possam entend-los. Assim, quanto mais se eleva intelectual e moralmente, mais ntida se apre- senta a verdade percepo do Esprito imortal. Na Doutrina dos Espritos, uma avalancha de revelaes, de explicaes, de demonstraes e de dedues lgicas, trazidas pelas Vozes do Cu, recolo- cam muitas coisas no seu verdadeiro sentido, como adverte o Esprito de Verda- de no Prefcio de O Evangelho segundo o Espiritismo. De outro lado, as cincias do Mundo, cultivadas por Espritos a elas dedi- cados, tornam possvel o avano do conhecimento no que se refere materiali- dade. So aspectos diferenciados da Verdade, pondo mostra princpios da or-
  • 4. dem moral e da ordem fsica que conduzem a Humanidade ao prprio aperfei- oamento. a lei do progresso em funcionamento, lento mas inexorvel. ... Tudo o que verdadeiro bom. A Verdade no se pode contrapor ao Amor e Justia, j que procedem da mesma fonte Superior o Criador de todas as coisas, o Legislador Divino. Aquele que persistir na busca da Verdade ser libertado do erro, do peca- do, da mentira, da iluso, da ignorncia, do mal. O caminho para a busca da verdade que liberta no fcil. Entretanto, to- dos ns, Espritos imperfeitos que habitamos mundos inferiores, como a Terra, temos a perspectiva do aperfeioamento, vale dizer, do progresso individual e coletivo. Os meios para essa busca so o trabalho til constante, a perseverana no bem, a prtica cada vez mais ampla do amor e da justia, nas suas acepes mais elevadas e abrangentes. O Criador dotou-nos de todos os requisitos para a evoluo individual: inte- ligncia, razo, vontade, livre-arbtrio, discernimento entre o bem e o mal atravs da conscincia. A cada um cabe o dever de utilizar esses dons no sentido do bem e do progresso. Acontece que, no uso do livre-arbtrio, inmeros Espritos agem em sentido contrrio ao do seu prprio progresso. Da a necessidade das retificaes dos erros, o que demanda tempo e su- cessivas reencarnaes em mundos materiais como a Terra. A sujeio ao erro equipara-se escravido ao mal. A Verdade libertadora. ... Liberdade tem significaes diversas no mundo que habitamos. Pode significar transfern