Vias ocultas

  • View
    95

  • Download
    4

Embed Size (px)

DESCRIPTION

preto velho

Text of Vias ocultas

  • 1. 1
  • 2. Direitos autorais 2013, Cleilson Ian Morais. proibida a utilizao do contedo desta obra no todo ou em parte sem autorizao do autor, sob pena de infrao Lei n 9.610/98, Lei de Direitos Autorais. 2
  • 3. Tnhamos dvidas clssicas/ Muita aflio lgicas / cidas no Prolas timas / Cartas na mo Eram recados/ Pra toda a nao ramos sditos/ Da rebelio Smbolos plcidos/ Cndidos no dolos mnimos/ Mltipla ao Marcelo Jeneci Porque ns? 3
  • 4. 4
  • 5. Sumrio Introduo...........................................................................7 Parte I: Conhecendo a Magia......................................11 Que Magia......................................................................12 Em que a Magia pode me Ajudar.....................................17 Histria Abreviada do Conhecimento Mgico e Ocultista ..........................................................................................19 Diferenciando Ocultismo de Esoterismo..........................21 Magia e Religio: Conciliveis ou Inconciliveis?..........23 Ocultismo e Niilismo........................................................29 As Armadilhas no Caminho..............................................35 As Vias da Iniciao.........................................................41 Parte II: Aprendendo a Magia......................................45 Conhecimentos Bsicos para o Iniciante .........................46 Como Desenvolver a Percepo, Interao e Manipulao Energtica.........................................................................51 Tcnica Bsica de Meditao..................................57 Tcnica de Percepo Energtica Elemental...........61 Tcnica de Percepo Energtica Vegetal...............64 Tcnica de Percepo Energtica Animal e Humana .................................................................................66 Tcnica de Percepo Energtica Espiritual...........69 Tcnica de Autopercepo Energtica: Chacras e Aura.........................................................................72 Ferramentas de Autoconhecimento..............................77 Divinao e Orculos..............................................79 Astrologia e Numerologia ......................................85 5
  • 6. Grimrio Pessoal ou Dirio Mgico .......................87 Palavras Finais ............................................................89 6
  • 7. Introduo Onde apresentamos nossas razes para escrever um manual de iniciao magia e tentamos convencer o leitor l-lo at o fim Quando dois magistas se encontram para falar sobre seu incio na arte oculta, uma questo inevitavelmente costuma ser levantada: a iniciao. Como voc comeou a se interessar por magia? Qual o primeiro material que voc leu? Uma dificuldade comum muito relatada a falta de materiais de iniciao neutros. Se voc decide entrar para uma ordem, ela necessariamente ter seu material para iniciantes, explicando o bsico, porm, tal bsico sempre ir direcionar para o ponto de vista da ordem sobre magia e ocultismo. Se quiser conhecer outros paradigmas, o jovem iniciante ter que ler os materiais bsicos de outras ordens ou sistemas. Sem entender ainda o bsico, o iniciante se v jogado em um mar de paradigmas contraditrios. Uma linha prega a existncia de gnios bons e ruins. Outra trabalha com anjos e demnios. J outra lida com culto aos ancestrais. Outros ainda pregam que magia puramente arte mental, a moldagem completamente livre da realidade pela mente, com a negao de realidade e foras paralelas que possam influenciar em tal moldagem. 7
  • 8. Tais fatos associados ao lanamento recente do meu primeiro livro de ocultismo, o Liber PPP, no qual vrios leitores pediram que fosse detalhado os passos mais bsicos do desenvolvimento mgico, levaram escrita deste novo livro. A proposta no seria criar um caminho para enquadrar o leitor no ponto de vista do autor sobre magia e sim apresentar uma sntese de todos os caminhos j estudados pelo mesmo, enfatizando que tcnicas funcionaram, que tcnicas no funcionaram, onde evoluiu, onde perdeu tempo, dentre outros fatores. Ciente de muitas armadilhas que o iniciante encontra quando decide navegar nos mares do ocultismo e da magia, tenho a inteno de repassar tais conhecimentos que absorvi na prtica. Este livro de divide em 2 partes distintas. A primeira trata basicamente de conceitos de magia, de diferentes de vises de vrios caminhos, minha crtica pessoal a tais vises e o que necessrio para o iniciante tambm experiment-las e tirar a prova dos nove. A segunda trata de iniciao mgica em si, no que consiste, as ferramentas necessrias para se iniciar na magia, com tcnicas especficas e detalhadas. Espero sinceramente que este manual lhe sirva de grande auxlio. Minha maior recompensa saber que estou conseguindo condensar o que aprendi para repassar da forma mais didtica e prtica possvel a quem tal conhecimento possa ser til. O objetivo desta obra o seu sucesso na escolha que fizer. 8
  • 9. Que seu caminho seja longo e frutfero como magista ou estudante de ocultismo. 9
  • 10. 10
  • 11. ParteI:ConhecendoaMagia 11
  • 12. QueMagia Onde definimos magia, mago, Deus, religio, explicamos as foras que sustentam os universos e ensinamos como dar um uma soco na cara da realidade sem ser incriminado por leso corporal Talvez esta seja a questo mais dispensvel deste livro. Se voc o esta lendo, porque j tem seu prprio conceito de magia e est apenas em busca de conhecimentos prticos. Os livros a respeito so cheios de teoria e descrio de experincias msticas para engrandecer seus autores, mas poucos colocam ensinamentos prticos no foco principal. Criar um squito de admiradores pode ser mais tentador do que dar a tais possveis admiradores ferramentas que possam faz-los inclusive superar os autores dos livros no caminho da magia. Porque ento nos propomos a responder a uma questo aparentemente to irrelevante? Por um motivo simples: nem sempre as pessoas tem uma viso clara da magia quando pretendem estud-la ou pratic-la. Quando algo extraordinrio acontece muita gente tem o costume de dizer que parece magia. Magia no senso comum aquilo que vai contra o que esperado da realidade prtica, aquilo que d um coice na realidade instituda. Podemos dizer que trs foras diferentes conjugam-se para equilibrar a realidade: as foras 12
  • 13. exteriores de manuteno do universo, que Deus, os deuses, os padres eternos, o grande arquiteto, ou seja l qual nome voc deseje dar. A fora da realidade consensual, ou seja, o chamado inconsciente coletivo, que uma espcie de fuso da noo de realidade de todos os seres e os paradigmas de realidade individual. Colocando de forma simplificada: A mente suprema, o conjunto dos seres sencientes e as mentes de cada indivduo. Entender estas trs foras essencial para voc no se confundir e fazer um samba do crioulo doido e prejudicar-se ao invs de evoluir na senda mgica. Existem tradies que desprezam alguma das trs foras: algumas religies procuram suprimir, ou at mesmo oprimir os paradigmas individuais, elas pregam que apenas as foras supremas, ou seja, Deus, importam. Ns somos seres miserveis sem qualquer poder cuja nica possibilidade de salvao nos religarmos com tal fora suprema, fora disso, estamos ferrados. A revolta contra tal paradigma criou uma linha oposta, e igualmente malfica, aquela que prega que apenas o paradigma individual conta, sua mente tudo, o que est fora dela no interessa. Alguns usam o velho bordo do Caos nada verdadeiro. Tudo permitido como forma de impor tal linha de pensamento. uma distoro do brocardo catico, que ser analisado mais frente em detalhes. O que interessa neste ponto deixar claro que negar uma fora externa nossa mente que contribui para a sustentao da realidade gera inmeros prejuzos ao caminho do magista, uma vez que lhe tira alguns referenciais indispensveis e nega inclusive o 13
  • 14. carter ascensional da magia. Pensemos, se no existe nada exterior nossa mente que sustenta a realidade, como a realidade era sustentada antes de existirmos? Que mente a sustentava? Se nada, absolutamente nada verdadeiro, se eu decidir