Contact dezembro 2010

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Text of Contact dezembro 2010

  • 1. NDICE PALAVRA DO PROVINCIAL Captulo Provincial na perspectiva do Sexnio............................... 04 O sentido do captulo numa provncia................................................ 05 Evangelizar de modo novo a partir da urbanidade....................... 07 Congregao do Santssimo Redentor 278 anos............................. 12 Redentoristas propagam a Me do Perptuo Socorro no interior do Pr.................................................................................................. 14 Dia de Ao de Graas................................................................................16 Visita Missionria aos colgios de Curitiba....................................... 18 Setores Misso que inicia no corao de cada Cristo.............. 21 ENTREVISTAS Padre Geral: Michel Brehl............................... 24 Padre Provincial: Joaquim Parron...............28 Redentoristas evangelizam na festa do Rocio..................................31 A gotinha que salva......................................................................................34 JUMIRE no Hallel.......................................................................................... 36 Convivncia Vocacional.............................................................................37 Redentoristas celebram 80 anos de Ms e Pr..................................... 39 Nossa Senhora da Guia Lageado......................................................... 41 Misso dos Postulantes no Lageado..................................................... 44 DATAS IMPORTANTES............................................................................45 4

2. PALAVRA DO PROVINCIAL CAPTULO PROVINCIAL NA PERSPECTIVA DO SEXNIOAnunciar o Evangelho de modo sempre novo... A partir do dia 3 de janeiro de 2011 ns entraremos em Captulo Provincial. O Captulo um evento que renova uma Provncia e traz novos elementos para Vida Apostlica Redentorista, de modo especial no esprito da converso. O tema destesexnio est| enraizado na linha da converso: Anunciar o Evangelho de modosempre novo (S. Clemente), renovada esperana, coraes renovados, estruturasrenovadas para a misso. Deste modo, o Captulo um evento para escutar a vozdo Senhor que se revela em Sua Palavra e nas partilhas dos irmos.Vrias comisses foram organizadas para produzirem documentos para oOitavo Captulo de Campo Grande, no entanto, todos os confrades so motivadosa tambm participarem enviando sugestes e rezando pelo xito deste evento. Nesta primeira sesso do Oitavo Captulo Provncial, a partir do dia 3 dejaneiro, vrias comisses estaro apresentando propostas iluminadas a partir dotema do sexnio. Neste sentido escreve o Padre Geral, Brehl: Estamos certos deque a Congregao est sendo chamada a responder sempre mais generosamentee radicalmente ao seu chamado converso contnua. A converso nos chama devolta ao nosso primeiro amor (Cfr. Ap. 2,4) a manter nossos olhar fixo em Jesus(Hb 12, 2). (Brehl, Mensagem do XXIV Cap. Geral). Que o Esprito do Senhor dirijaos trabalhos dos capitulares na busca de revitalizar a nossa vocao no anuncioda copiosa redeno!Pe. Joaquim Parron, C.Ss.R.Provincial 5 3. O SENTIDO DO CAPTULO NUMA PROVNCIA Um evento para escutar a voz do SenhorO Captulo Provincial vai realizar-se entre os dias 3 a 5 de janeiro de2011. No entanto, nem sempre temos uma compreenso adequada do Captulo,seja Geral ou Provincial, pois muitos pensam que estes encontros ficam apenasem torno de questes legislativas e passageiras. Mas de fato, o Captulo numaProvncia um evento para escutar a voz do Senhor para levar os congregados aperceberem mais profundamente o amor de Deus e assim revitalizar a VidaConsagrada, se colocando a servio do Reino. Assim, o Captulo no interessaapenas aos capitulares, mas a todos de uma Provncia, pois um acontecimentoque abre uma pgina de esperana na vida de todos os congregados.Na perspectiva dos Atos dos Apstolos, 2, 42, eram assduos ao ensinodos apstolos, e { unio fraterna, { frao do po e de oraes, o Captulo aunio fraterna dos confrades na busca de prescrutar a vontade de Deus. OCaptulo, numa perspectiva de converso, tem o objetivo de fortalecer a VidaApostlica Redentorista a partir da confiana no amor de Deus. Tambm o temado sexnio est muito nesta linha de converso: Anunciar o Evangelho de modosempre novo (S. Clemente)....Escreveu o Prefeito da Congregao para os Religiosos:6 4. Um Captulo no uma simples reunio de estudo, um encontro superficial ouuma reviso transitria de vida. Um Captulo essencialmente uma celebraopascal. Por isso mesmo, antes de tudo, uma celebrao penitencial que tendepara viver fortemente duas coisas: uma sincera atitude de converso, e umabusca profunda e dolorosa dos caminhos do Senhor. Os caminhos do Senhor necessrio ir descobrindo-os todos os dias na dor e na esperana. Porque umacelebrao penitencial, um Captulo sempre feito na alegria e na sinceridade dacaridade fraterna.1Nesta linha, o Captulo tem muito a ver com o processo de renovao econverso numa Provncia, de modo especial agora em sintonia com o tema dosexnio. A atitude de converso leva os confrades a se colocarem no caminho dodiscipulado mission|rio com entusiasmo e perseverana. As vezes o caminho doSenhor tambm doloroso, pois a vida do discpulo missionrio feita deressurreio, mas tambm de morte. E morte, especialmente para as coisas que jpassaram, isto o pecado. A atuao dos capitulares tambm assume uma nova postura, pois elesesto ali no para fazer suas vontades, mas a vontade de Deus manifestada nacomunidade provincial. Assim afirma Pirnio: a primeira condio para elegerum bom capitular, no a sua inteligncia, mas a sua elementar capacidade deconverso. Um Captulo mede-se no pela profundeza ou a beleza dos seusdocumentos, mas pela sua capacidade de transformar a inteligncia e o coraode todos.2 O esprito de converso parte integrante do processo capitular. Quem preside o Captulo? Embora tenha-se o presidente e osmoderadores do Captulo, de fato quem preside este evento a Palavra doSenhor: O Captulo antes de tudo, um modo escutar a Palavra de Deus e de arealizar (Lc 11,29). Mas de a escutarmos juntos, para depois realiz|-lacomunitariamente. Quem deve presidir sempre um Captulo a Palavra de Deus,1Cardeal Eduardo F. Pirnio, Prefeito da Sagrada Congregao para os Religiosos e InstitutosSeculares. Este texto foi publicado em Osservatore Romano, Edio portuguesa, em 5 desetembro de 1976, pginas 6/7.2Ibid.7 5. isto , Cristo. Ento o Captulo ser| irresistvel 3 Abertura Palavra e aos irmoscapitulares fundamenta as decises do Captulo.A partir deste prisma, o Captulo torna-se um evento que revitaliza aComunidade Provincial, pois estar| buscando escutar a vontade de Deus para aProvncia. Tudo isto no quer dizer que no possa haver opinies diferentes ediversidades nas propostas, mas o esprito de busca da fraternidade e davivncia do amor de Deus presente na vida dos irmos. Rezemos para que estaPrimeira Sesso do Oitavo Captulo abra mais uma pagina de esperana erenovao na vida de todos os congregados da Provncia de Campo Grande! Assimseja!Pe. Joaquim Parron C.Ss.R.EVANGELIZAR DE MODO NOVO A PARTIR DA URBANIDADENosso Captulo Geral de 2009 estipulou para o sexnio o desafio deAnunciar o Evangelho de modo sempre novo. Para isso, importante refletir novasperspectivas pastorais. Nesses novos tempos, a configurao da realidade mudoue, na realidade urbana, precisamos reconfigurar tambm a nossa aoevangelizadora. Desse modo, preciso nos perguntar sobre como evangelizar apartir desses lugares e suscitar discpulos missionrios que evangelizem essarealidade.A Realidade AtualDesde as ultimas dcadas o Brasil tem experimentado uma realidadetipicamente urbana. Segundo dados do IBGE, a populao rural em 1940 eraestimada em 69% contra 31% da urbana. No ano 2000 a populao rural baixoupara 19% e a urbana subiu para 81%. O novo censo deve revelar nmeros ainda3Ibid. 8 6. mais contundentes. Tais dados mostram que em poucas dcadas a configuraodemogrfica mudou assustadoramente no pas. O pas se tornou mais urbano,conglomerando diversas culturas, etnias e ambientes distintos em espaos muitoprximos.As transformaes provindas dessa mobilidade do campo para a cidade possibilitaram a mentalidade urbana brasileira. importante deixar claro que oser urbano no pode ser visto como configurao espacial territorial de cidade,sim como uma cultura, um modo de vida e de visibilidade no mundo. Por essacultura urbana nascem as transformaes dos valores, hbitos e pensamento,influenciando o social, poltico, econmico e religioso. Nessas mudanas drsticascabe-nos, como Igreja, perguntar sobre o tipo e o modo de evangelizao maisprpria para os grandes centros urbanos. Desse modo, evangelizar na cidade evangelizar a cultura urbana.Ruralidade x Urbanidade No mundo rural h uma sacralidade bem exposta, pois Deus quem d ofruto, a verdura, manda a chuva, abenoa as colheitas e os animais. Deledependem as coisas. Revelando-se a imagem de um Deus providente, que mereceser louvado, amado, lembrado e honrado, pois dele dependem muitas coisas. Asamizades so mantidas na base da partilha e das trocas: mata-se um boi e este partilhado com todos, sendo sempre uma prtica recproca. H reunies devizinhos para conversar sobre os problemas da regio, do clima, das desavenasentre vizinhos ou familiares, etc. A festa de casamento ou a morte de algum sempre motivo de encontros e celebraes comunitrias. A visita entre famlias sempre motivo de alegria e de muita conversa. Exerce-se a solidariedade e oreconhecimento humano. A construo de uma casa, galpo ou um roado a serterminado em tempo urgente motivo de solidariedade de todos os vizinhos eparentes. Uma vida bem marcada pela comunitariedade, solidariedade,fraternidade e proximidade. Um mundo quase todo feito de includos, visveis eidentificados.Na cultura urbana Deus perde seu lugar de providente para umamentalidade econmica e de sobrevivncia familiar individual. Cada famliafecha-se em seu mundo e no se preocupa