Levantamento safra café Conab - maio 2011

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    07-Nov-2014

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<ul><li> 1. Safra 2011 Safra 2010/2011 Segunda EstimativaTerceiro Levantamento Maio/2011 Janeiro/2011 </li> <li> 2. Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento Secretaria de Produo e Agroenergia SPAE Departamento do Caf DCAF Companhia Nacional de Abastecimento CONAB Diretoria de Poltica Agrcola e Informaes DIPAI Superintendncia de Informaes do Agronegcio SUINF Superintendncia de Gesto da Oferta SUGOF Responsveis Tcnicos SILVIO ISOPO PORTO AIRTON CAMARGO PACHECO DA SILVA CARLOS ROBERTO BESTTTI Gerncia de Levantamento e Avaliao de Safra GEASA ELEDON PEREIRA DE OLIVEIRA FRANCISCO DAS CHAGAS COSTA JOS CAVALCANTE DE NEGREIROS JUAREZ BATISTA DE OLIVEIRA MARIA BEATRIZ ARAJO DE ALMEIDA ROBERTO ALVES DE ANDRADE Colaborao:Superintendncias de Minas Gerais, Esprito Santo, So Paulo, Paran, Bahia, Rondnia, Rio de Janeiro, Par e Mato Grosso. Projeto Visual Grfico THAS LORENZINI Ficha Catalogrfica: ADELINA MARIA RODRIGUES CRB 1/1739 633.61 C212 Acompanhamento da Safra Brasileira Caf Safra 2011 segunda estimativa, maio/2011 / Companhia Nacional de Abastecimento. - Braslia: Conab, 2011 1. Caf. 2. Safra. I. Companhia Nacional de Abastecimento. II. Ttulo. </li> <li> 3. Safra 2010/2011Terceiro Levantamento Janeiro/2011 </li> <li> 4. SUMRIORESUMO EXECUTIVO ....................................................................................................51. INTRODUO.................................................................................................................62. PRODUO.....................................................................................................................73. REA CULTIVADA...........................................................................................................74. SITUAO CLIMTICA...................................................................................................85. AVALIAO POR ESTADO.............................................................................................8 5.1. Minas Gerais ..............................................................................................................8 5.2. Esprito Santo............................................................................................................12 5.3. So Paulo.................................................................................................................12 5.4. Paran......................................................................................................................17 5.5. Bahia........................................................................................................................17 5.6. Rondnia.................................................................................................................186. TABELAS E GRFICOS DOS RESULTADOS OBTIDOS NO LEVANTAMENTO...... 19 </li> <li> 5. RESUMO EXECUTIVO A segunda estimativa de produo de caf (arbica e conilon) para 2011, indicaque o Pas dever colher 43,54 milhes de sacas de 60 quilos do produto beneficiado,com reduo de 9,5%, quando comparada com a produo obtida na temporada anterior. A rea total estimada de 2.282,1 mil hectares, ou seja 0,31% inferior cultivadana safra passada. A produo de caf em 2011 representa o ano de baixa bienalidade. As condies climticas foi uma das variveis observadas que esto contribuindopara que esta safra seja a maior produo, quando considerados os anos de baixabienalidade, superando o volume obtido em 2009, quando a produo atingiu 39,47milhes de sacas. Importante comentar que em determinadas regies de Minas Gerais a adoo demedidas tcnicas tem influenciado a inverso da bienalidade, ou seja, a reduo daoscilao da produo de uma safra para outra. Pode-se destacar a adoo de formasistemtica de manejo diferenciado com diversos tipos de poda, novos tipos de manejo erenovao gradual das lavouras tem minimizado a sazonalidade das safras de caf. No Esprito Santo, o Programa de Renovao e Revigoramento do Cafproporciona um menor efeito da bienalidade, mesmo em ano de safra brasileira maisbaixa. O programa orienta a substituio de lavouras envelhecidas e depauperadas, porlavouras adensadas, com variedades com maior potencial produtivo, que associadas outras tecnologias, tm proporcionado a incremento de produtividade e produo muitoexpressivos. Em So Paulo pode-se destacar que os preos atuais podem contribuir nareverso da longa tendncia de reduo de rea cultivada no Estado e caso sejamintensificados os esforos desenvolvidos para a melhoria da qualidade da bebida, a regiono Sudoeste de Ourinhos/Avar, poder se firmar como um dos polos mais dinmicos dacafeicultura paulista. Na Bahia, as condies climticas e a entrada de novas lavouras do caf conilonaumentaram a safra do produto em relao ao perodo anterior de baixa bienalidade. Nos ltimos anos tem-se constatado aumento significativo da rea em formao noEstado do Paran. A justificativa se ampara no processo de podas com objetivo derenovar o potencial de produo, zerando assim a produo no ano seguinte e elevando,substancialmente, as produtividades posteriores, popularmente denominado de safra </li> <li> 6. zero ou safra 100. Em Rondnia, os baixos ndices pluviomtricos e problemas estruturais (sistema decultivo, solo, custos crdito etc) refletiram na baixa produtividade e na qualidade do caftornando os produtores pouco competitivos em nvel nacional. As tabelas e grficos elaborados e disponveis no final do trabalho tem informaesda da estimativa de produo de caf para 2011.1 INTRODUO O levantamento da safra nacional de caf realizado pela Conab e pelas seguintesinstituies parceiras:- Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de So Paulo-SAA/CATI/IEA (SP);- Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistncia Tcnica e Extenso Rural Incaper (ES);- Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrcola S/A EBDA (BA);- Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paran - SEAB -Departamento de Economia Rural Deral (PR);- Associao de Assistncia Tcnica, Extenso Rural do Estado de Rondnia Emater(RO). Foram consultados tambm escritrios e tcnicos do Instituto Brasileiro deGeografia e Estatstica IBGE, no somente para obter estatsticas dos demais Estadoscom menores propores de produo, como, principalmente, compatibilizar os nmerosglobais dos Estados de maior produo, com o objetivo de que os nmeros globais seaproximem ao mximo. O trabalho conjunto agrega e rene interesses mtuos, aproveitando oconhecimento local dos tcnicos dessas instituies, que ao longo dos anos realizam estaatividade de avaliao das safras cafeeiras com muita dedicao, aos quais, naoportunidade, a Conab registra os seus agradecimentos, cujo apoios tem sido decisivopara a qualidade e credibilidade das informaes divulgadas. As informaes disponibilizadas neste relatrio se referem aos trabalhos realizadosno perodo entre 03 e 29 de abril, quando foram visitados os municpios dos principaisEstados produtores (Minas Gerais, Esprito Santo, So Paulo, Bahia, Paran, Rondnia eRio de Janeiro), que correspondem a 98% da produo nacional. Foram realizadas entrevistas e aplicao de questionrios junto a informantespreviamente selecionados. </li> <li> 7. As boas condies climticas, a melhoria no manejo, as alteraes no processo depoda e renovao do caf, favoreceram o desenvolvimento da cultura e, considerando osanos de baixa bienalidade, como o caso desta safra, o volume estimado pode serconsiderado o maior desde o incio do levantamento pela Conab.2 - PRODUO A primeira estimativa de produo de caf (arbica e conilon) para a safra 2011,indica que o Pas dever colher 43,54 milhes de sacas de 60 quilos do produtobeneficiado. O resultado representa uma reduo de 9,5%, quando comparada com a produoobtida na temporada anterior. Essa reduo se deve ao ano de baixa bienalidade. A maior reduo se dar na produo de caf arbica, com queda de 12,6%(reduo de 4,64 milhes de sacas). Para a produo do robusta (conilon), a previsoaponta crescimento de 0,8%, correspondendo a 90,7 mil sacas. A produo do caf arbica representa 73,9% (32,18 milhes de sacas) daproduo do Pas, e tem como maior produtor o Estado de Minas Gerais, com 67,9%(21,85 milhes de sacas) de caf beneficiado. O robusta participa da produo nacional com 26,1% de caf beneficiado. OEstado do Esprito Santo se destaca como o maior produtor dessa espcie, com 71,2%(8,1 milhes de sacas) de caf beneficiado.3 - REA CULTIVADA A rea total estimada de 2.282,1 mil hectares, ou seja, 0,31% inferior a cultivadana safra passada. A rea em produo totalizada em 2.057,8 mil hectares, inferior em 0,9% safra2010, enquanto que a rea de caf em formao, ou seja, aquela que ainda no entrou noprocesso produtivo, apresenta crescimento de 6,0% em comparao com a safrapassada.4. CONDIES CLIMTICAS Em janeiro e fevereiro choveu pouco no nordeste de Minas Gerais, no centro-sul esul da Bahia e em todo o Esprito Santo, o que diminuiu a umidade disponvel para agranao dos frutos nas reas sem irrigao. Em maro, as chuvas voltaram a ocorrernessas regies, mas de forma menos intensa na Bahia. </li> <li> 8. Durante esse perodo (janeiro a maro), as chuvas foram suficientes nas demaisregies produtoras do pas, tanto para a granao dos frutos quanto para o crescimentodas lavouras. Mas causaram prejuzos por granizo em algumas reas do sul de Minas.Em abril, a diminuio natural no ndice de chuvas favoreceu a maturao e o incio dacolheita em praticamente todas as regies, com exceo do sul da Bahia, onde asprecipitaes foram mais intensas. As chuvas ocorreram prximas da mdia em MinasGerais, So Paulo e Paran, e acima no Esprito Santo e no Sul da Bahia. A previso climtica para o prximo trimestre indica uma maior probabilidade daschuvas ocorrerem dentro da mdia nos estados do Sudeste, no Cerrado e PlanaltoBaiano e em Rondnia, o que significa uma diminuio gradativa no ndice de chuvas. Dessa forma, assim como no Paran, a maturao e a colheita dos frutos serfavorecida. No entanto, o desenvolvimento das frutas tardias estar sujeito aos estresseshdricos do perodo de seca, cuja durao ainda imprevisvel. J no Atlntico Baiano a previso das chuvas ocorrerem acima da mdia, o quepoder atrapalhar a colheita e a secagem dos gros.5- AVALIAO POR ESTADO5.1- MINAS GERAIS Condies climticas favorveis a partir de meados do ms de outubro de 2010 perodo ps florada, aliado ao incremento dos tratos culturais, alm de promover ovingamento das flores e frutos, propiciaram o bom desenvolvimento vegetativo e produtivodos cafezais. O veranico de aproximadamente trinta dias ocorrido em todo o Estado durante osmeses de janeiro e fevereiro, no afetou de forma significativa as lavouras, por no tercoincidido com o perodo crtico de granao dos frutos. Entretanto, nas regies maisbaixas e quentes, existem registros isolados de danos em lavouras recm plantadas ounaquelas mal nutridas. De maneira geral, as lavouras se encontram bem vestidas, aparentando bomaspecto vegetativo, sanitrio e nutricional. Em que pese ser ano de baixa produtividade,as lavouras apresentam boa carga produtiva, com bom desenvolvimento dos frutos ematurao uniforme, sinalizando expectativas favorveis para a produtividade e qualidadeda bebida na safra a ser colhida. Tal condio reflete o regime favorvel de chuvas apartir do ms de outubro e a retomada dos tratos culturais das lavouras, incentivados pelarecuperao dos preos de comercializao do caf. A grande maioria dos produtores </li> <li> 9. realizaram as trs adubaes recomendadas e os controles fitossanitrios previstos. Noh relatos de pragas ou doenas fora da normalidade.ESTIMATIVA DE PRODUO SAFRA 2011 MINAS GERAIS A produo de Minas Gerais est estimada em 22.124.041 sacas de caf na safra2011, com variao percentual de 3,35%. A produtividade mdia do Estado atingiu 22,18sacas de caf por hectare. Em comparao com a safra anterior, a estimativa sinalizauma reduo da produo cafeeira em 12,05%. Este decrscimo se deve basicamente bienalidade negativa da cultura, em que pese a tendncia de inverso da bienalidadefisiolgica dos cafezais nas regies da Zona da Mata, Jequitinhonha, Norte de Minas,Centro Sul e Serra da Mantiqueira, refletindo a frustrao da produo na safra 2010, emrazo das adversidades climticas ocorridas ao longo da fase produtiva das lavouras,bem como as condies climticas favorveis cafeicultura a partir do ms de outubro de2010.PRODUO DE CAF NAS REGIES PRODUTORAS DO ESTADO DE MINASGERAIS Tradicionalmente a CONAB divulga o resultado da safra de caf em Minas Geraispara trs regies distintas, denominadas Sul de Minas, Cerrado e Zona da Mata comoindicativo de tendncia para a produo do Estado, com vistas sua utilizao emanlises conjunturais e planejamentos estratgicos por parte da cadeia produtiva do caf.Entretanto, para a segunda previso da safra mineira de caf em 2011, alm daestimativa de produo das regies da Zona da Mata e Cerrado, tornou-se necessria asubdiviso da regio Sul de Minas em trs sub-regies de produo, visando abordar osdiversos comportamentos produtivos das lavouras, como segue:Sul de Minas - Regio da Serra da Mantiqueira A cultura do caf no Sul de Minas Gerais, mais precisamente na regio da Serra daMantiqueira e imediaes, encontra-se em incio de maturao. As condies climticasna regio tm sido consideradas bastantes favorveis para a granao, o que temresultado em frutos bastante grados. Espera-se que nesta safra haja um maiorrendimento no momento do beneficiamento, estimando-se algo em torno de 450 litrospara se fazer um saco beneficiado. Outro fato importante a maturao mais uniformedos frutos que certamente proporcionar uma bebida de melhor qualidade em relao safra passada. Estes fatores positivos aliados aos bons preos que vm sendo pagospelo produto, tm servido de estmulo aos cafeicultores, levando-os a uma maiordedicao s suas lavouras. Ist...</li></ul>