Apresentação do PowerPoint - Carapicuíba · especial foco na sensibilização e capacitação da...

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Curso Introdutório ACS

•Saúde do Trabalhador •Saúde do Homem •Saúde Bucal

Janeiro/2019

Trabalho formal x Trabalho informal

Trabalhador informal: trabalha por conta própria, não possui carteira assinada e não

conta com a proteção trabalhista e nem com a cobertura do Seguro de Acidente de

Trabalho (SAT).

Trabalhador formal: possui contrato formal de trabalho com o empregador (carteira de

trabalho assinada) e conta com a proteção de seus direitos, garantida pelos Ministérios

do Trabalho e Emprego e da Previdência Social.

O QUE É SAÚDE DO TRABALHADOR?

A saúde dos trabalhadores depende de um conjunto de fatores que determinam a qualidade de vida, entre eles: condições adequadas de alimentação, moradia; educação, transporte, lazer e acesso aos bens e serviços essenciais que contribuem para a saúde. A garantia de trabalho saudável que não gere adoecimento ou morte é também direito básico dos trabalhadores. Os acidentes e as doenças relacionadas ao trabalho resultam das condições de vida e da exposição do trabalhador a fatores de risco ou perigos presentes nos locais de trabalho.

Principais leis e atos normativos que regulamentam o desenvolvimento de ações de saúde do trabalhador no SUS

Atos Normativos Referências à Saúde do Trabalhador

Constituição

Federal de 1988

Define que o SUS deve executar as ações de vigilância sanitária,

epidemiológica e de saúde do trabalhador.

Lei Orgânica da

Saúde (n. 8080/90)

Inclui a execução de ações de Saúde do Trabalhador no SUS.

Define a Saúde do Trabalhador como sendo um conjunto de atividades

que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e sanitária

,à promoção e à proteção da saúde dos trabalhadores, assim como à

recuperação e à reabilitação da saúde daqueles submetidos aos riscos e

agravos advindos de suas condições de trabalho.

Pacto pela Saúde Estabelece a Saúde do Trabalhador como prioridade no Pacto pela Vida.

Entendendo as relações Trabalho-Saúde-Doença

• O trabalho é muito importante na vida das pessoas. Ele possibilita o acesso à renda, ou seja, ao

dinheiro de que precisamos para suprir as necessidades básicas de alimentação, de moradia, lazer e outros bens e serviços que garantem uma vida com boa qualidade.

• Mas, infelizmente, dependendo das condições nas quais o trabalho é feito, ele também pode

causar sofrimento, adoecimento e até provocar a morte do trabalhador. É importante lembrar que a situação de desempregado também pode contribuir para o adoecimento do trabalhador.

• O trabalho pode ser fonte de alegrias, realizações, prazer. Mas, muitas vezes, dependendo das

condições nas quais o trabalho é feito, ele também pode causar sofrimento, adoecimento e até mesmo a morte do trabalhador.

A saúde do trabalhador na Atenção Básica De acordo com o Ministério da Saúde, a equipe de saúde da atenção básica tem por objetivos identificar e registrar:

• A população economicamente ativa; • As atividades produtivas existentes na área, assim como os

riscos potenciais de prejuízo à saúde do trabalhador, da população e do meio ambiente;

A saúde do trabalhador na Atenção Básica • Os indivíduos que são trabalhadores nas famílias, dividindo

por sexo e faixa etária; • A existência e predominância de trabalho precoce (criança

e adolescentes menores de 16 anos) • A ocorrência e prevalência de acidentes e/ou doenças

relacionadas ao trabalho.

Frente a tudo isso a Unidade de Saúde deve: • Atuar em educação e prevenção em Saúde do trabalhador,

promovendo atividades educativas, orientando a população e as famílias a respeito dos agravos em saúde relacionados ao trabalho, a conduta a ser tomada em casos de acidentes ou doenças do trabalho;

• Identificar, notificar e acompanhar os pacientes que apresentam qualquer tipo de agravo relacionado ao trabalho, encaminhando aos serviços de maior complexidade quando necessário;

Riscos Psicossociais Ex. Jornadas de trabalho longa; metas a bater; assédio moral, etc Efeitos sobre a saúde: depressão, distúrbio do sono, desmotivação. Prof. Atingidos: Trabalhadores de teleatendimento, profissionais de saúde, bancários, etc.

Trabalho Precoce A criança ou adolescente que esteja desenvolvendo qualquer Atividade produtiva no mercado formal ou informal de maneira a prejudicar a sua vida social, familiar e escolar representa uma situação de alerta epidemiológico em Saúde do Trabalhador. Essas crianças têm direitos assegurados, portanto se encontrarem casos de trabalho precoce, o ACS deve levar o caso à sua Equipe e esta levar ao conhecimento do Conselho Tutelar, para que a solução para estes casos sejam encontradas.

Normas Regulamentadoras (NR) As Normas Regulamentadoras são normas instituídas pelo Ministério do Trabalho e têm por objetivo estabelecer diretrizes para a implementação de medidas para a proteção e prevenção à saúde do trabalhador. Existem 36 Normas Regulamentadoras, cada um dispõe da regulamentação de um tópico ou diretriz, para cada tipo de atividade desenvolvida dentro das empresas. Ex. NR32-Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde.

O papel do agente comunitário na saúde do trabalhador

Identificar e notificar à equipe de saúde a existência de: • Trabalhadores em situação de risco; • Trabalho precoce; • Trabalhadores acidentados; • Trabalhadores adoentados pelo trabalho; • Orientar a família a respeito do dia e local onde procurar assistência; • Promover educação em saúde no interior dos domicílios a respeito da

prevenção de acidentes e de agravos à saúde; • Planejar e participar das atividades educativas em Saúde do Trabalhador.

População Feminina

108,1 milhões

População Total do Brasil

209,3 milhões

de pessoas

População Masculina 101,2 milhões

População alvo:

20 a 59 anos

55 milhões = 26,5 % do total e

54,3% da população masculina

Fonte: IBGE, 2010 - Censo Demográfico

Principais doenças que acometem os homens

Doenças cardiovasculares (infarto, AVC, insuficiência cardíaca).

Fatores de risco: hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes, tabagismo e obesidade).

Neoplasias (Cânceres em geral).

Especialmente os cânceres de próstata, pois ainda existe muito preconceito à realização do exame de toque (prevenção).

O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum nos homens.

Doenças do aparelho respiratório: Efisema pulmonar, câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, tuberculose.

Principal fator de risco: tabagismo.

Homem acessa o sistema de saúde por meio da atenção especializada, já com o problema de saúde instalado e evoluindo de maneira insatisfatória.

Consequências:

♂Agravo da morbidade;

♂Maior sofrimento;

♂Menor possibilidade de resolução;

♂Maior ônus para o Sistema Único de Saúde.

Conclusão: Muitas doenças poderiam ser evitadas se os homens procurassem os serviços de saúde com mais regularidade pela porta de entrada do SUS, que é a APS/Estratégia Saúde da Família.

EM QUE MOMENTO OS HOMENS PROCURAM OS SERVIÇOS DE SAÚDE

♂Têm medo de descobrir doenças;

♂Acham que nunca vão adoecer e por isso não se cuidam; ♂ Não procuram os serviços de saúde e não seguem os tratamentos recomendados; ♂ Estão mais expostos aos acidentes de trânsito e de trabalho;

♂Apresentam vulnerabilidades específicas que contribuem para uma maior suscetibilidade à infecção de DST/Aids; ♂ Utilizam álcool e outras drogas em maior quantidade; ♂ Estão envolvidos na maioria das situações de violência;

♂ Não praticam atividade física com regularidade.

ASPECTOS SÓCIO-CULTURAIS

Distribuição (%) dos óbitos segundo sexo e idade. Brasil, 2010

Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) - MS.

0,0

2,0

4,0

6,0

8,0

10,0

12,0

14,0

16,0

< 1 1 a 4 5 a 9 10 a 14 15 a 19 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 a 69 70 a 79 > 80

Óbitos (%)

Idade (anos)

Masc % Fem %

Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) - MS.

Principais causas de mortalidade na população masculina de 20 a 59 anos. Brasil, 2010

Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) - MS.

Óbitos por causas externas na população de 20 a 59 anos. Brasil, 2010.

PORTARIA Nº 1.944, DE 27 DE AGOSTO DE 2009. DIRETRIZ Promover ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos sócio-culturais e político-econômicos, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão de Estados e Municípios.

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL

À SAÚDE DO HOMEM - PNAISH

1. Criar estratégias para sensibilizar e atrair por meio de ações ampliadas (em diferentes espaços da comunidade, onde os homens estão) e da reconfiguração de estruturas e práticas da ESF/APS, com especial foco na sensibilização e capacitação da equipe de saúde;

2. Definir estratégias contextualizadas com base no reconhecimento da diversidade (idade, condição sócio-econômica, local de moradia, diferenças regionais e de raça/etnia, deficiência física e/ou mental, orientação sexual e identidades de gênero, entre outras;

3. Desenvolver campanhas sobre a importância dos homens cuidarem da saúde, tendo como público alvo, homens, mulheres e profissionais de saúde.

LINHAS DE AÇÃO

4. Incluir os homens como sujeitos nos programas de saúde /direitos sexuais e reprodutivos, especialmente no que se refere às ações de contracepção, pré-natal e puericultura e cuidados familiares;

5. Promover articulação entre os diferentes níveis de atenção, especialmente entre a emergência e a atenção primária, para que possam receber, além de atendimento humanizado em pronto-socorros, a garantia de continuidade da assistência (a partir da concepção de linhas de cuidado);

6. Apoiar ações e atividades de promoção de saúde para facilitar o acesso da população masculina aos serviços de saúde;

LINHAS DE AÇÃO

Em média os homens vivem 7,3 anos a menos que as mulheres Segundo o IBGE: em 2013, a expectativa de vida da população masculina chegou a 71,3 anos, enquanto a feminina atingiu 78,6. Os homens adultos adoecem mais de doenças do coração, infarto, AVC, cânceres, colesterol elevado e pressão alta.

A cada 5 pessoas que morrem entre A cada 3 mortes de adultos,

20 e 30 anos, 4 são homens* 2 são de homens*

Em média os homens vivem 7,3 anos a menos que as mulheres

Os homens morrem mais que mulheres

Não procuram os serviços de saúde

Quando procuram os serviços de saúde não

seguem os tratamentos recomendados

Acham que nunca vão adoecer e por isso não

se cuidam

Geralmente têm medo de descobrir doenças

Estão mais expostos aos acidentes de trânsito e

de trabalho

Utilizam álcool e outras drogas com maior

frequência

Não praticam atividade física com regularidade

Estão envolvidos na maioria das situações de

violência

Não se alimentam adequadamente

Estão mais susceptíveis a infecção de IST/AIDS .

Papel do Agente Comunitário na Promoção de Saúde do Homem

Elo entre a comunidade e

as equipes de saúde.

Um agente de mudanças!

Agente de promoção da saúde!

Um vigilante de saúde das famílias!

Papel do Agente Comunitário na Promoção de Saúde do Homem

• Manter o cadastro atualizado da população masculina do território, através das fichas do e-SUS AB;

• Efetuar uma busca ativa de homens para a realização de pelo menos uma

consulta por ano;

• Estimular a equipe a criar horários alternativos de atendimento (noturno, final de semana, início da manhã...);

• Criar rodas de conversas com os homens da comunidade, buscando estimular que eles falem de seus problemas em potenciais, de como se relacionam com saúde, doença e vida, criando um ambiente de acolhimento, afetividade e promoção da saúde;

Papel do Agente Comunitário na Promoção de Saúde do Homem

• Aproveitar as situações em que o homem chega à UBS como acompanhante, na sala de espera ou mesmo do lado de fora da UBS, para abordá-lo sobre seus cuidados com a saúde, informando às atividades que a UBS oferece;

• Aproveitar as visitas domiciliares para aprofundar questões acerca da saúde desse homem, fazendo perguntas diretamente a ele;

• Realizar ações de educação em saúde nos locais que os homens costumam

frequentar (espaços com grande contingentes masculinos): canteiro de obras, bares, campos de futebol, clubes de dança regional, salões de jogos, etc.

Papel do Agente Comunitário na Promoção de Saúde do Homem

• Verificar se a carteira de vacinação está em dia e estimular o homem a comparecer nas ações de imunização;

• Convidar os homens para ações e para atividades educativas voltadas para o planejamento reprodutivo;

• Estimular a participação paterna no pré-natal, no parto, no puerpério e no crescimento e no desenvolvimento da criança a partir de rodas de conversa sobre o que é ser pai, conversando com os homens sobre como seus pais eram e como eles desejam exercer sua paternidade hoje (Querem ser iguais aos seus pais? Diferentes? Por quê?);

• Ações educativas para a prevenção de violências e acidentes, e uso de álcool e outras drogas voltadas para a população masculina;

Novembro azul

O Novembro Azul é uma campanha mundial de combate ao câncer de próstata e conscientização da importância de exames regulares e diagnóstico precoce.

Saúde Bucal

• A boca é o órgão responsável pela nossa alimentação, pela fala, beijo, paladar e sorriso. Então muito além de ser um órgão necessário para a nossa sobrevivência, é também um instrumento fundamental para o processo de socialização. Problemas na boca podem gerar dor, infecção, dificuldade para comer e falar, atrapalhando na nutrição e na relação com a sociedade, o que influencia na qualidade de vida das pessoas.

A Boca

II CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE BUCAL Brasília, DF, 25-27 set. 1993

“A saúde bucal é parte integrante e inseparável da saúde geral do indivíduo e está relacionada diretamente com as condições de saneamento, alimentação, moradia, trabalho, educação, renda,

transporte, lazer, liberdade, acesso e posse da terra, aos serviços de saúde e à informação.”

• “A Saúde Bucal é parte integrante e inseparável da Saúde Geral, já que uma não existe sem a outra, estando diretamente relacionadas às condições de alimentação, moradia, trabalho, renda, meio ambiente, transporte, lazer, liberdade, acesso aos serviços de Saúde e à informação”. (COSTA, 2004)

• O marco oficial da inclusão da Equipe de Saúde Bucal (ESB) no PSF se deu através da edição da Portaria MS nº 1.444, de 28 de dezembro de 2.000, na qual o Ministério da Saúde reconhece “a necessidade de ampliação do acesso da população brasileira às ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal e a necessidade de melhorar os índices epidemiológicos”

• “Não existe saúde da boca, saúde do coração, saúde do pulmão, etc. isoladamente. Existe saúde, se há uma harmonia, um equilíbrio no todo que é o organismo, ou existe doença, quando ocorre um desequilíbrio nessa harmonia, qualquer que seja a parte do corpo que tenha sido afetada”. (COSTA 2004)

Principais problemas de saúde bucal no Brasil

Importância do flúor na prevenção da cárie

Importância do flúor na prevenção da cárie

O flúor é uma substância que deixa a superfície do dente (esmalte) mais forte, protegendo-a contra os ataques ácidos da placa bacteriana que provocam as cáries.

Atributos do ACS

• Perfil de educador: perspectiva de resgatar a

autonomia e a capacidade do autocuidado do

indivíduo com o qual se relaciona;

• Atuação intersetorial: considerando a sua

responsabilidade de escuta das necessidades população;

• Acolhimento: trazendo para os serviços de

saúde as demandas da comunidade, no sentido

de traduzir as necessidades para gerar novas ações;

AÇÕES POSSÍVEIS DE SEREM REALIZADAS PELO ACS

Promover o auto exame para detecção precoce do câncer bucal

Identificar anormalidades

Informar sobre maus hábitos

Identificar situações de urgência

Orientar sobre métodos preventivos

Orientar a procurar profissional habilitado

Orientar uma dieta balanceada

Orientar a higiene bucal (3X/dia)

OBRIGADA!

Secretaria de Saúde Coordenação de Saúde Bucal Tel. (11) 4164-5500 ramal: 5424 email: coord.odonto@carapicuiba.sp.gov.br | ouvidoriasaude@carapicuiba.sp.gov.br Endereço: Av. Pres. Vargas, 280 - Vila Caldas, Carapicuíba– SP