Biologia Tipos De CâNcer

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Câncer

Projeto Técnico Científico

marciobredariol@gmail.com

O que é o Câncer?

• Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

• Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ouneoplasias malignas. Por outro lado, umtumor benigno significa simplesmente umamassa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelhamao seu tecido original, raramente constituindoum risco de vida.

• Os diferentes tipos de câncer correspondemaos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de umtipo de célula. Se o câncer tem início emtecidos epiteliais como pele ou mucosas ele édenominado carcinoma. Se começa emtecidos conjuntivos como osso, músculo oucartilagem é chamado de sarcoma.

• Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãosvizinhos ou distantes (metástases).

O que causa o câncer?

• As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Essesfatores causais podem interagir de váriasformas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

• As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Essesfatores causais podem interagir de váriasformas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

• De todos os casos, 80% a 90% dos cânceresestão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposiçãoexcessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, tais como algunscomponentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

• O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade àtransformação maligna. Isso, somado ao fatode as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüentenesses indivíduos. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatoresatuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

• O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoadesenvolver câncer de pulmão é diretamenteproporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vemfumando.

Pulmão de não fumante Pulmão de fumante

www.guia.heu.nom.br/vicio.htm

Fatores de risco de natureza ambiental

• Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer(80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco.

• Entende-se por ambiente o meio em geral(água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).

• As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podemdeterminar diferentes tipos de câncer.

TabagismoHábitos Alimentares

AlcoolismoHábitos SexuaisMedicamentos

Fatores OcupacionaisRadiação solar

Hereditariedade

• São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fatorgenético exercer um importante papel naoncogênese. Um exemplo são os indivíduosportadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar destetumor.

• Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocíticaé rara em orientais, e o sarcoma de Ewing émuito raro em negros.

Como surge o câncer?

• As células que constituem os animais sãoformadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa da célula; o citoplasma, que constitui o corpo da célula; e o núcleo, que contem os cromossomas que por sua vez são compostos de genes.

• Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa'memória química' - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informaçõespara o funcionamento da célula.

• Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutaçãogenética. As células cujo material genético foialterado passam a receber instruçõeserradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais.

• Quando ativados, os protooncogenestransformam-se em oncogenes, responsáveispela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes sãodenominadas cancerosas.

Tipos de Câncer ser tratados em aula

• Mama – Mama

• Ginecológico – Cólo de Útero e Ovário

• Urológicos – Pênis, Próstata e Testículo

O Câncer de Mama

• O câncer de mama é provavelmente o maistemido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitospsicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária suaincidência cresce rápida e progressivamente.

• Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países emdesenvolvimento. Segundo a OrganizaçãoMundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

• No Brasil, o câncer de mama é o que maiscausa mortes entre as mulheres. De acordocom a Estimativa de Incidência de Câncer no

Brasil para 2006, o câncer de mama será o segundo mais incidente, com 48.930 casos.

Sintomas

• Os sintomas do câncer de mama palpávelsão o nódulo ou tumor no seio, acompanhadoou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou umaspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis naaxila.

Fatores de Risco

• História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau(mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama.

• A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeiramenstruação), a menopausa tardia (instalada após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituemtambém fatores de risco para o câncer de mama.

• Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagenselevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

• A ingestão regular de álcool, mesmo que emquantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assimcomo a exposição a radiações ionizantes emidade inferior a 35 anos.

Detecção Precoce

• As formas mais eficazes para detecçãoprecoce do câncer de mama são o exameclínico da mama e a mamografia.

O Exame Clínico das Mamas

• Quando realizado por um médico ouenfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de

Mama.

• A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.

http://www.cancerdemama.org.br/exclinico.htm

A Mamografia

• A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).

• É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhorcapacidade de diagnóstico. O desconfortoprovocado é discreto e suportável.

• Estudos sobre a efetividade da mamografiasempre utilizam o exame clínico como exameadicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégiaisolada de rastreamento.

http://www.pacientesonline.com.ar/medicina/imagenes_medicina/mamografia.jpg

• A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecidomamário (mulheres mais jovens apresentammamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e éigualmente dependente da qualidade do exame.

• Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidadeem mulheres convidadas para rastreamentomamográfico com mulheres não submetidasa nenhuma intervenção são favoráveis aouso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama.

• As conclusões de estudos de meta-análisedemonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidadeem mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

O auto-exame das mamas

• O INCA (Instituto Nacional do Câncer) nãoestimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher façaparte das ações de educação para a saúdeque contemplem o conhecimento do própriocorpo.

• As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesõesbenignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.

• Portanto, o exame das mamas realizado pelaprópria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essaatividade.

O Câncer de Colo do Útero

• De acordo com a Estimativa de Incidência de

Câncer no Brasil para o ano de 2006 ocâncer de colo do útero é a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, sendo superado pelo câncer de pele (não-melanoma) e pelo câncer de mama. É a quarta causa de morte por câncer emmulheres. Para o ano de 2006, deverãoocorrer 19.260 novos casos de câncer do colo do útero.

Fatores de Risco

• Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero, sendo quealguns dos principais estão associadosàs baixas condições sócio-econômicas, aoinício precoce da atividade sexual, àmultiplicidade de parceiros sexuais, ao tabagismo (diretamente relacionados àquantidade de cigarros fumados), à higiene íntima inadequada e ao uso prolongado de contraceptivos orais.

• Estudos recentes mostram ainda que o vírusdo papiloma humano (HPV) tem papel importante no desenvolvimentoda neoplasia das células cervicais e na suatransformação em células cancerosas. Este vírus está presente em mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero.

Estratégias de Prevenção

• A prevenção primária do câncer do colo do útero pode ser realizada através do uso de preservativos durante a relaçãosexual. A prática do sexo seguro é uma das formas de evitar o contágio peloHPV, vírus que tem um papel importante nodesenvolvimento de lesões precursoras e do câncer.

• A principal estratégia utilizada para detecção precoce da lesão precursora e diagnóstico precoce do câncer (prevenção secundária) no Brasil é através da realização do exame preventivo do câncer do colo do útero (conhecido popularmente como exame de Papanicolaou). O exame pode ser realizado nos postos ou unidades de saúde que tenham profissionais da saúde capacitados para realizá-los.

• É fundamental que os serviços de saúdeorientem sobre o que é e qual a importânciado exame preventivo, pois a sua realizaçãoperiódica permite reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco. O INCA tem realizado diversas campanhas educativas, voltadas para a população e para os profissionais da saúde, para incentivar o exame preventivo.

O exame preventivo

• O exame preventivo do câncer do colo do útero (exame de Papanicolaou) consiste nacoleta de material citológico do colo do útero, sendo coletada uma amostra da parte externa (ectocérvice) e outra da parte interna (endocérvice).

• Para a coleta do material, é introduzido umespéculo vaginal e procede-se à escamaçãoou esfoliação da superfície externa e interna do colo através de uma espátula de madeirae de uma escovinha endocervical.

• Mulheres grávidas também podem realizar o exame. Neste caso, são coletadas amostrasdo fundo-de-saco vaginal posterior e da ectocérvice, mas não da endocérvice, para não estimular contrações uterinas.

O exame de Papanicolau consiste em colher células ao níveldo colo do útero para exame citológico. Usa-se uma espátula,conforme gravura acima. Este exame permite o diagnóstico pre-coce do câncer do colo do útero.

www.cirurgiaoncologica.com.br/cancer.htm

• A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores ao exame. Alémdisto, exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença de sangue pode alterar o resultado.

Quem e quando fazer o exame preventivo

• Toda mulher que tem ou já teve atividadesexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente se estiver na faixaetária dos 25 aos 59 anos de idade.

• Inicialmente, um exame deve ser feito a cadaano e, caso dois exames seguidos (em umintervalo de 1 ano) apresentarem resultado normal, o exame pode passar a ser feito a cada três anos.

Vacina

• Recentemente foi liberada uma vacina para o HPV. No momento está em estudo no Ministério da Saúde o uso pelo SUS. Éimportante enfatizar que esta vacina nãoprotege contra todos os subtipos do HPV. Sendo assim, o exame preventivo devecontinuar a ser feito mesmo em mulheresvacinadas. Saiba mais sobre HPV.

Sintomas

• Existe uma fase pré-clínica (sem sintomas) do câncer do colo do útero, emque a detecção de possíveis lesõesprecursoras é através da realizaçãoperiódica do exame preventivo. Conforme a doença progride, os principais sintomas do câncer do colo do útero são sangramentovaginal, corrimento e dor.

Tratamento

• O tratamento adequado para cada caso deve ser avaliado e orientado por ummédico.

Câncer de Ovário

• O câncer de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. Cerca de 3/4 dos tumores malignos de ovárioapresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico inicial. É o câncerginecológico de maior letalidade, embora sejamenos freqüente que o câncer de colo do útero.

Fatores de Risco

• Fatores hormonais, ambientais e genéticos estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário. Cerca de 90% dos cânceres de ovário são esporádicos, isto é, não apresentam fator de risco reconhecido. Cerca de 10% dos cânceres de ovárioapresentam um componente genético oufamiliar. História familiar é o fator de risco isolado mais importante.

• A presença de cistos no ovário, bastante comum entre as mulheres, não deve ser motivo para pânico. O perigo só existe quando eles são maiores que 10cm e possuem áreas sólidas e líquidas. Nessecaso, quando detectado o cisto, a cirurgia é o tratamento indicado.

Prevenção

• As mulheres devem estar atentas aos fatoresde risco e consultar regularmente o seumédico, principalmente as mulheres acima de 50 anos. O chamado exame preventivo ginecológico (Papanicolaou) não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero.

Tratamento

• Diversas modalidades terapêuticas podemser oferecidas (cirurgia, radioterapia e quimioterapia). A escolha vai depender principalmente do tipo histológico do tumor, do estagiamento clínico e/ou cirúrgico do tumor, da idade e das condições clínicas do paciente e se o tumor é inicial ou recorrente. Se a doença for detectada no início -especialmente nas mulheres mais jovens - épossível remover somente o ovário afetado.

Câncer de Pênis

• O pênis é o órgão sexual masculino. Em suaextremidade existe uma região maisvolumosa chamada glande ("cabeça" do pênis), que é coberta por uma pele fina e elástica, denominada prepúcio.

O câncer que atinge o pênis está muito ligado às condições de higiene íntima do indivíduo, sendo o estreitamento do prepúcio (fimose) um fator predisponente.

Epidemiologia

• O câncer de pênis é um tumor raro, commaior incidência em indivíduos a partir dos 50 anos de idade, muito embora tumores malignos do pênis possam ser encontrados em indivíduos jovens. Está relacionado àsbaixas condições sócio-econômicas e de instrução, à má higiene íntima e a indivíduosnão circuncidados.

• No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo maisfreqüente nas regiões Norte e Nordeste do que nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiõesde maior incidência, o câncer de pênissupera os casos de câncer de próstata e de bexiga.

http://www.circinfo.net/images/penile_cancer.jpg

http://www.tidsskriftet.no/lts-img/2002/fig200212010.jpg

• A manifestação clinica mais comum do câncer de pênis é caracterizada por umaferida ou úlcera persistente, ou ainda por uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de uma destas manifestações, associadas àpresença de uma secreção branca(esmegma) pode ser um sinal de câncer no pênis. neste caso, um especialista deveráser consultado.

Sintomas

• Além da tumoração no pênis, é possível a presença de gânglios inguinais (íngua navirilha), o que pode ser um sinal agravante naprogressão da doença (metástases).

Fatores de Risco

• Homens que não foram operados de fimosepossuem maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer. A fimose ocorre quandoa pele de prepúcio é muito estreita ou poucoelástica, o que impede a exposição da glande ("cabeça" do pênis), dificultando assim uma limpeza adequada.

• Outro fator de risco é a prática sexual comdiferentes parceiros sem o uso de camisinha. A utilização do preservativo é imprescindívelem qualquer relação sexual, pois ela diminuia chance de contágio de doençassexualmente transmissíveis, como o vírusHPV (papilomavírus humano), por exemplo. Alguns estudos científicos sugerem a associação entre infecção pelo HPV e câncerde pênis.

Prevenção

• Para prevenir o câncer de pênis é necessáriouma limpeza diária com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar àscrianças desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticadostodos os dias.

• A cirurgia de fimose é uma operação simples e rápida, que não necessita de internação. Esta operação, chamada circuncisão, é normalmente realizada na infância.

• Tanto o homem circuncidado como o não-circuncidado reduzem as chances de desenvolver este tipo de câncer com bonshábitos de higiene.

Detecção Precoce

• Quando detectado inicialmente, o câncer de pênis possui tratamento e é facilmentecurado. É importante, ao fazer a higiene íntima, realizar o auto-exame do pênis.

• Ao realizar o auto-exame, os homens devemestar atentos à:

• perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas;• feridas e caroços no pênis que nãodesapareceram após tratamento médico, e que apresentem secreções e mau cheiro;• tumoração no pênis e/ou na virilha (íngua);• inflamações de longo período comvermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose.

Ao observar qualquer um destes sinais, énecessário procurar um médico imediatamente.

Diagnóstico

• Cerca de mais da metade dos pacientes comcâncer de pênis demoram mais de um ano para procurar assistência médica, após o aparecimento das lesões iniciais. Quandodiagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura.

• Todas as lesões ou tumorações penianas, independente da presença da fimose, deverão ser avaliadas por um médico: principalmente aquelas de evolução lenta e que não responderam aostratamentos convencionais. Estas lesõesdeverão ser biopsiadas ( retirada de umfragmento) para análise , quando será dado o diagnóstico final.

Tratamento

• O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gângliosinguinais. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem ser oferecidas. A cirurgia é o tratamento mais freqüentementerealizado para controle local da doença.

• O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento local da doença e a posterior amputação do pênis, que trazem conseqüências físicas, sexuais e psicológicas ao homem. Por isso, quantomais cedo for iniciado o tratamento, maioressão as chances de cura.

Câncer de Próstata

• O câncer de próstata é a segunda causa de óbitos por câncer em homens, sendo superado apenas pelo de pulmão. Para 2006, estima-se a ocorrência de 47.280 casos novos para este tipo de câncer.

O aumento observado nas taxas de incidência pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento naexpectativa de vida do brasileiro.

• Na maioria dos casos, o tumor apresenta umcrescimento lento, de longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ e acometendo homens acima de 50 anos de idade.

• Assim como em outros cânceres, a idade éum fator de risco importante, ganhando umsignificado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após a idade de 50 anos.

Fatores de risco

• História familiar de pai ou irmão com câncerda próstata antes dos 60 anos de idade pode aumentar o risco de câncer em 3 a 10 vezesem relação à população em geral, podendorefletir tanto fatores hereditários quantohábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

• A influência que a dieta pode exercer sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ouatravés de quais mecanismos estes poderiamestar influenciando o desenvolvimento do câncer da próstata. Contudo, já estácomprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, não só pode ajudar a diminuiro risco de câncer, como também de outrasdoenças crônicas não transmissíveis.

Sintomas• O Câncer da próstata em sua fase inicial tem

uma evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quandoapresentam, são semelhantes aocrescimento benigno da próstata (dificuldademiccional, freqüência urinária aumentada durante o dia ou a noite). Uma fase avançadada doença pode ser caracterizada por umquadro de dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, como infecçõesgeneralizadas ou insuficiência renal.

Diagnóstico

• O diagnóstico do câncer de próstata é feito pelo exame clínico (toque retal) e pela dosagem do antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), que podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ouprostática transretal, se disponível). Esta ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biópsiaprostática transretal.

http://www.centrodeterapias.com.br/imagens/toqueretal.jpg

Tratamento• O tratamento do câncer da próstata depende do

estagiamento clínico. Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo umaobservação vigilante (em algumas situaçõesespeciais) podem ser oferecidos. Para doençalocalmente avançada, radioterapia ou cirurgiaem combinação com tratamento hormonal têmsido utilizados. Para doença metastática, o tratamento de eleição é hormonioterapia.

• A escolha do tratamento mais adequado deveser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seumédico.

Câncer de Testículo

• Os testículos fazem parte do órgãoreprodutivo masculino e são responsáveispela produção dos espermatozóides. O câncer de testículo é um tumor menos freqüente, mas com o agravante de ter maiorincidência em pessoas jovens em idadeprodutiva. A criptorquidia (testículo que nãodesce para a bolsa escrotal) é um fatorimportante que influi no aparecimento destetipo de tumor.

• Dentre os tumores malignos do homem, 5% ocorrem nos testículos. O câncer de testículo atinge principalmente homens entre 15 e 50 anos de idade, sendo considerado raro. Suaincidência é de três a cinco casos para cada grupo de 100 mil indivíduos.

Epidemiologia

• Quando comparado com outros cânceres que atingem o homem, como o de próstata, o câncer de testículo apresenta baixo índice de mortalidade. O fato de ter maior incidênciaem pessoas jovens e sexualmente ativaspossibilita a chance do câncer de testículo ser confundido ou até mesmo mascarado por orquiepididimites, que são inflamações dos testículos e dos epidídimos, geralmentetransmitidas sexualmente.

• Se após a administração de medicamentos não houver melhora do inchaço ou sintoma, é recomendável procurar o médico novamente. O câncer de testículo éfacilmente curado quando detectado precocemente.

Sintomas• O sintoma mais comum é o aparecimento de

um nódulo duro, geralmente indolor, aproximadamente do tamanho de umaervilha. Mas, ao apalpar qualquer massa que não tenha sido verificada anteriormente, ummédico deve ser procurado imediatamente, de preferência um urologista. A alteraçãoencontrada pode se tratar somente de umainfecção, porém, no caso de um tumor, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.

• Deve-se ficar atento à alterações como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, dor imprecisa no abdômen inferior, sangue na urina e aumento ou sensibilidadedos mamilos.

Fatores de Risco

• Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de testículo são: histórico familiar deste tumor, lesões e traumas na bolsa escrotal e a criptorquidia. Na infância, é importante o exame do pediatra para verificar se ocorreunormalmente a descida dos testículos para a bolsa escrotal.

Prevenção

• O auto-exame dos testículos é um hábito salutar e muito importante na prevençãodeste tipo de câncer e deve ser realizado mensalmente.

Detecção Precoce

• Atualmente, o câncer de testículo éconsiderado um dos mais curáveis, principalmente quando detectado em estágioinicial. A presença de nodulações ouendurecimentos testiculares deverão ser avaliada por um médico especialista. O exame físico é o melhor meio de detecçãoprecoce, visto que a presença de massatesticular é a queixa mais freqüente.

Diagnóstico• Se por um lado é uma doença agressiva com

alto índice de duplicação das células tumorais (que podem levar à rápida evoluçãoda patologia), por outro lado é de fácil diagnóstico e um dos tumores com maioríndice de cura, visto ser altamente responsivo aos quimioterápicos disponíveis no momento. O câncer do testículo possui marcadores tumorais sangüíneos (alfa-feto proteína e beta-HCG) que podem ajudar no diagnóstico e no acompanhamento futuro da doença.

Tratamento

• O tratamento inicial é sempre cirúrgico e ocorre através de um pequeno corte no abdome, quando se expõe o testículo e a biópsia é realizada. O resultado do material retirado é feito no momento da cirurgia. Nos casos de positividade para câncer, éprocedida a retirada do testículo que nãoafeta a função sexual ou reprodutiva do paciente, caso tenha o outro testículo normal.

• A complementação do tratamento dependeráda pesquisa, que será realizada para identificar a presença ou a possibilidade de disseminação da doença para outros órgãos. O tratamento posterior poderá ser cirúrgico, radioterápico, quimioterápico ou através de controle clínico.

Bibliografia

www.inca.gov.br

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