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Página 1 de 26 EXERCÍCIOS DE ÉTICA 1. (Unimontes 2012) As ideias de Aristóteles são até hoje parte importante da cultura ocidental. A obra desse filósofo é vastíssima e compreende uma centena de volumes. Das obras abaixo, assinale a alternativa que indica obras de Aristóteles. a) República, Ética a Eudemo, Organon, De Anima. b) Ética a Nicomaco, Ética a Eudemo, Leviatã, De Anima. c) Ética a Nicomaco, Utopia, Organon, De Anima. d) Ética a Nicomaco, Ética a Eudemo, Organon, De Anima. 2. (Uel 2012) Leia o texto a seguir. No ethos (ética), está presente a razão profunda da physis (natureza) que se manifesta no finalismo do bem. Por outro lado, ele rompe a sucessão do mesmo que caracteriza a physis como domínio da necessidade, com o advento do diferente no espaço da liberdade aberto pela práxis. Embora, enquanto autodeterminação da práxis, o ethos se eleve sobre a physis, ele reinstaura, de alguma maneira, a necessidade de a natureza fixar-se na constância do hábito. (Adaptado de: VAZ, Henrique C. Lima. Escritos de Filosofia II. Ética e Cultura. 3ª edição. São Paulo: Loyola. Coleção Filosofia - 8, 2000, p.11-12.) Com base no texto, é correto afirmar que a noção de physis, tal como empregada por Aristóteles, compreende: a) A disposição da ação humana, que ordena a natureza. b) A finalidade ordenadora, que é inerente à própria natureza. c) A ordem da natureza, que determina o hábito das ações humanas. d) A origem da virtude articulada, segundo a necessidade da natureza. e) A razão matemática, que assegura ordem à natureza. 3. (Ufpa 2012) Tendemos a concordar que a distribuição isonômica do que cabe a cada um no estado de direito é o que permite, do ponto de vista formal e legal, dar estabilidade às várias modalidades de organizações instituídas no interior de uma sociedade. Isso leva Aristóteles a afirmar que a justiça é “uma virtude completa, porém não em absoluto e sim em relação ao nosso próximo” ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 332. De acordo com essa caracterização, é correto dizer que a função própria e universal atribuída à justiça, no estado de direito, é a) conceber e aplicar, de forma incondicional, ideias racionais com poder normativo positivo e irrestrito. b) instituir um ideal de liberdade moral que não existiria se não fossem os mecanismos contidos nos sistemas jurídicos. c) determinar, para as relações sociais, critérios legais tão universais e independentes que possam valer por si mesmos. d) promover, por meio de leis gerais, a reciprocidade entre as necessidades do Estado e as de cada cidadão individualmente. e) estabelecer a regência na relação mútua entre os homens, na medida em que isso seja possível por meio de leis. 4. (Unimontes 2012) O pensamento de Nietzsche (1844 - 1900) orienta-se no sentido de recuperar as forças inconscientes, vitais, instintivas, subjugadas pela razão durante séculos. Para tanto, critica Sócrates por ter encaminhado, pela primeira vez, a reflexão moral em direção ao controle racional das paixões. Nietzsche faz uma crítica à tradição moral desenvolvida pelo ocidente. Marque a alternativa que indica as obras que melhor representam a crítica nietzscheana. a) Para além do bem e do mal, Genealogia da moral, Crepúsculo dos ídolos. b) Para além do bem e do mal, Genealogia da moral, República. c) Leviatã, Genealogia da moral, Crepúsculo dos ídolos.

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    EXERCCIOS DE TICA 1. (Unimontes 2012) As ideias de Aristteles so at hoje parte importante da cultura ocidental. A obra desse filsofo vastssima e compreende uma centena de volumes. Das obras abaixo, assinale a alternativa que indica obras de Aristteles. a) Repblica, tica a Eudemo, Organon, De Anima. b) tica a Nicomaco, tica a Eudemo, Leviat, De Anima. c) tica a Nicomaco, Utopia, Organon, De Anima. d) tica a Nicomaco, tica a Eudemo, Organon, De Anima. 2. (Uel 2012) Leia o texto a seguir. No ethos (tica), est presente a razo profunda da physis (natureza) que se manifesta no finalismo do bem. Por outro lado, ele rompe a sucesso do mesmo que caracteriza a physis como domnio da necessidade, com o advento do diferente no espao da liberdade aberto pela prxis. Embora, enquanto autodeterminao da prxis, o ethos se eleve sobre a physis, ele reinstaura, de alguma maneira, a necessidade de a natureza fixar-se na constncia do hbito.

    (Adaptado de: VAZ, Henrique C. Lima. Escritos de Filosofia II. tica e Cultura. 3 edio. So Paulo: Loyola. Coleo Filosofia - 8, 2000, p.11-12.)

    Com base no texto, correto afirmar que a noo de physis, tal como empregada por Aristteles, compreende: a) A disposio da ao humana, que ordena a natureza. b) A finalidade ordenadora, que inerente prpria natureza. c) A ordem da natureza, que determina o hbito das aes humanas. d) A origem da virtude articulada, segundo a necessidade da natureza. e) A razo matemtica, que assegura ordem natureza. 3. (Ufpa 2012) Tendemos a concordar que a distribuio isonmica do que cabe a cada um no estado de direito o que permite, do ponto de vista formal e legal, dar estabilidade s vrias modalidades de organizaes institudas no interior de uma sociedade. Isso leva Aristteles a afirmar que a justia uma virtude completa, porm no em absoluto e sim em relao ao nosso prximo

    ARISTTELES. tica a Nicmaco. So Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 332. De acordo com essa caracterizao, correto dizer que a funo prpria e universal atribuda justia, no estado de direito, a) conceber e aplicar, de forma incondicional, ideias racionais com poder normativo positivo e

    irrestrito. b) instituir um ideal de liberdade moral que no existiria se no fossem os mecanismos

    contidos nos sistemas jurdicos. c) determinar, para as relaes sociais, critrios legais to universais e independentes que

    possam valer por si mesmos. d) promover, por meio de leis gerais, a reciprocidade entre as necessidades do Estado e as de

    cada cidado individualmente. e) estabelecer a regncia na relao mtua entre os homens, na medida em que isso seja

    possvel por meio de leis. 4. (Unimontes 2012) O pensamento de Nietzsche (1844 - 1900) orienta-se no sentido de recuperar as foras inconscientes, vitais, instintivas, subjugadas pela razo durante sculos. Para tanto, critica Scrates por ter encaminhado, pela primeira vez, a reflexo moral em direo ao controle racional das paixes. Nietzsche faz uma crtica tradio moral desenvolvida pelo ocidente. Marque a alternativa que indica as obras que melhor representam a crtica nietzscheana. a) Para alm do bem e do mal, Genealogia da moral, Crepsculo dos dolos. b) Para alm do bem e do mal, Genealogia da moral, Repblica. c) Leviat, Genealogia da moral, Crepsculo dos dolos.

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    d) Microfsica do poder, Genealogia da moral, Crepsculo dos dolos. 5. (Ufsj 2012) Com relao aos quatro grandes erros para Nietzsche, CORRETO afirmar que eles representam a) a fora moral instintiva, portanto, natural, da qual se investe toda a cultura e que promove

    toda a efervescncia positiva e ideal no esprito humano. b) erros que corrompem a razo, a ponto de incutirem nos homens o esprito servil imerso

    numa realidade distorcida e opressora que no permite a esses homens a emancipao de seus atos.

    c) a demasiada humanidade revestida de substancial fortaleza embutida no esprito por meio da vontade como instinto e valorizao de toda a cultura.

    d) a necessidade humana demasiada humana de buscar a superao de todas as anomalias morais e fixar-se num lugar onde a felicidade seja possvel e comungue com a prpria virtude do bom e do bem.

    6. (Uem 2012) No texto O existencialismo um humanismo, Jean-Paul Sartre argumenta contra as acusaes feitas ao existencialismo e declara: O homem no apenas tal como ele se concebe, mas como ele se quer, e como ele se concebe depois da existncia, o homem nada mais do que aquilo que ele faz de si mesmo. Tal o primeiro princpio do existencialismo.

    (SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo um humanismo. In: Antologia de textos filosficos. MARAL, Jairo (org.). Curitiba: SEED-PR, 2009, p.620).

    Sobre a filosofia de Sartre, assinale o que for correto. 01) Ao expressar o primeiro princpio do existencialismo, Jean-Paul Sartre defende a filosofia

    existencialista das acusaes dos comunistas, que a consideravam contemplativa e subjetivista.

    02) Jean-Paul Sartre defende-se dos crticos que alegam ser sua filosofia existencialista desumana, declarando que seus princpios filosficos se fundamentam no humanismo cristo.

    04) A tica sartreana individualista, pois considera que o homem, para ser livre, deve agir sempre no sentido de alcanar objetivos que atendam estritamente a seus interesses.

    08) Jean-Paul Sartre considera que h dois tipos de existencialismo, ou seja, um existencialismo cristo e outro ateu; ambos tm o pressuposto de que a existncia precede essncia.

    16) Para Jean-Paul Sartre, o homem est condenado a ser livre. Condenado porque no se criou a si mesmo, e, todavia, livre, pois, uma vez lanado no mundo, ele responsvel por tudo o que faz.

    7. (Uema 2012) Kant definiu a Esttica como sendo cincia. E completando, Alexander Brumgarten a definiu como sendo a teoria do belo e das suas manifestaes atravs da arte. Como cincia e teoria do belo, a Esttica pretende alcanar um tipo especfico de conhecimento que aquele captado a) pela lgica. b) pela razo. c) pela alma. d) pelos sentidos. e) pela emoo. 8. (Uncisal 2012) A biotica uma tica aplicada que trata de conflitos e controvrsias morais no mbito das Cincias da Vida e da Sade, envolvendo valores e prticas. Suas reflexes abordam temas que atingem a vida de forma irreversvel.

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    As opes a seguir apresentam temas tratados pela Biotica, exceto: a) polticas pblicas na rea de sade e combate mortalidade infantil. b) aborto e clonagem. c) eutansia e uso de rgo de animais em seres humanos. d) fertilizao artificial e conservao do corpo humano aps a morte. e) produo de transgnicos e engenharia gentica humana. 9. (Uem 2012) A reflexo sobre a tica apresenta, na antiguidade clssica, trs caractersticas principais: a) a fuso do sujeito moral com o sujeito poltico, pois s enquanto cidado ou membro de uma comunidade poltica pode-se pensar a moralidade; b) a discusso de princpios ticos metafsicos, pois a moral fundamenta-se a partir de conceitos que descrevem uma interrogao sobre a essncia do ser (o que virtude, o que a felicidade, o que a verdade, etc.); c) a separao entre o domnio privado e o domnio pblico. A partir dessa reflexo sobre a tica na antiguidade grega, assinale o que for correto. 01) A fundao platnica da cidade ideal, em A Repblica, d-se sob o signo de uma

    moralidade subjetiva, isto , relativa boa vontade dos indivduos, seja qual for sua classe social ou poltica.

    02) Por ser precursor do pensamento poltico democrtico, Plato defende os interesses dos escravos, dos metecos, das mulheres e das crianas.

    04) Na tica a Nicmaco, Aristteles defende os princpios de uma tica relativista, j que, ao defender o justo meio, acaba por defender a medida individual de cada sujeito.

    08) A tica, na cidade-Estado grega, acompanha seu fundamento poltico, razo pela qual a violncia no condenada na esfera privada e proibida na esfera pblica.

    16) Para Aristteles, as amizades de um homem dependem da pessoa que se , resultando, se ele for um homem justo e correto, no coroamento de todos os bens: a felicidade. Por isso, a filosofia moral de Aristteles uma eudemonia (do grego: boa vida, vida feliz).

    10. (Ueg 2012) Uma moral racional se posiciona criticamente em relao a todas as orientaes da ao, sejam elas naturais, autoevidentes, institucionalizadas ou ancoradas em motivos atravs de padres de socializao. No momento em que uma alternativa de ao e seu pano de fundo normativo so expostos ao olhar crtico dessa moral, entra em cena a problematizao. A moral da razo especializada em questes de justia e aborda em princpio tudo luz forte e restrita da universalidade. (HABERMAS, Jrgen. Direito e democracia: entre facticidade e validade. v. I. Trad. Flvio Beno

    Siebeneichler. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 149.)

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre a moral em Habermas, correto afirmar: a) A formao racional de normas de ao ocorre independentemente da efetivao de

    discursos e da autonomia pblica.

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    b) O discurso moral se estende a todas as normas de aes passveis de serem justificadas sob o ponto de vista da razo.

    c) A validade universal das normas pauta-se no contedo dos valores, costumes e tradies praticados no interior das comunidades locais.

    d) A positivao da lei contida nos cdigos, mesmo sem o consentimento da participao popular, garante a soluo moral de conflitos de ao.

    e) Os parmetros de justia para a avaliao crtica de normas pautam-se no princpio do direito divino.

    11. (Uem 2012) O que so valores? Valorar uma experincia fundamentalmente humana que se encontra no centro de toda escolha de vida. Fazer um plano de ao nada mais do que dar prioridade a certos valores positivos (seja do ponto de vista moral, utilitrio, religioso etc.) e evitar os valores negativos, que so prejudiciais, tais como a mentira, a preguia, a injustia etc. O objetivo de qualquer valorao , sem dvida, orientar a ao prtica.

    (ARANHA, M.; MARTINS, M. Temas de filosofia. 3. ed. rev. So Paulo: Moderna, 2005, p. 198.)

    Sobre os juzos de valor, assinale o que for correto. 01) Ao relacionar os valores ao prtica, a axiologia (filosofia dos valores) no pretende

    dizer o que so as coisas, mas como nos comportamos diante delas. 02) determinante para a valorao a passagem do ser ao dever ser, isto , a considerao

    dos princpios da ao humana a partir das ideias da razo. 04) Os juzos de valores morais transformam-se em juzos de gosto, ao analisar-se uma obra

    de arte, pois pertencem ao campo dos juzos de conhecimento. 08) O valor moral apenas se sustenta quando recebe uma fundamentao divina, sem a qual

    ele perde a noo de bem e mal, justo e injusto, certo e errado etc. 16) A dignidade humana um valor, independente do fato de o homem poder ser considerado,

    em determinado momento, bandido, mercenrio, traidor. 12. (Unioeste 2012) A excelncia moral, ento, uma disposio da alma relacionada com a escolha de aes e emoes, disposio esta consistente num meio-termo (o meio-termo relativo a ns) determinado pela razo (a razo graas qual um homem dotado de discernimento o determinaria).

    Aristteles Sobre o pensamento tico de Aristteles e o texto acima, seguem as seguintes afirmativas: I. A virtude uma paixo consistente num meio-termo entre dois extremos. II. A ao virtuosa, por estar relacionada com a escolha, praticada de modo involuntrio e

    inconsciente. III. A virtude uma disposio da alma relacionada com escolha e discernimento. IV. A virtude um meio-termo absoluto, determinado pela razo. V. A virtude um extremo determinado pela razo e pelas paixes de um homem dotado de

    discernimento. Das afirmativas feitas acima a) somente a afirmao I est correta. b) somente a afirmao III est correta. c) as afirmaes II e III esto corretas. d) as afirmaes III e IV esto corretas. e) as afirmaes IV e V esto corretas. 13. (Upe 2012) Desde suas origens entre os filsofos da antiga Grcia, a tica um tipo de saber normativo, isto , um saber que pretende orientar as aes dos seres humanos. A moral tambm um saber, que oferece orientaes para a ao. Com relao a esse assunto, correto afirmar que a(o) a) palavra tica procede do latim que significa maneira de se comportar regulada pelo uso,

    pelo costume.

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    b) tica ou Filosofia Moral a parte da Esttica que se ocupa com a intuio a respeito das noes e dos princpios que fundamentam a vida moral.

    c) palavra tica procede do grego, que significava originariamente morada, mas, posteriormente, passou a significar o carter, o modo de ser, que uma pessoa ou um grupo vai adquirindo ao longo da vida.

    d) termo moral procede do grego; em sentido bem amplo, a moral o conjunto das regras de conduta admitidas, em determinada poca, por um grupo de homens.

    e) tica um conjunto de normas, aceitas livre e conscientemente, que regulam o comportamento individual e social dos homens. Trata da prtica real das pessoas que se expressam por costumes.

    14. (Ufsm 2012) Tolstoi apelava para a moral por achar bvio que o fato de gostarmos de uma obra de arte ou a apreciarmos de um jeito ou de outro era uma questo exclusivamente subjetiva. Qualquer tentativa de prescrever padres objetivos de gosto est condenada ao fracasso. Mas havia um modo de julgar objetivamente uma obra de arte: quanto ao seu contedo moral. Assim, por exemplo, ao avaliar se um romance bom ou ruim, estamos apenas manifestando as nossas opinies. Mas quando indagamos se o romance transmite uma mensagem moralmente virtuosa, podemos chegar a uma concluso com que todos os julgadores sensatos podem concordar. Esse argumento importante, porque tem consequncias para a subveno pblica da arte. Tolstoi achava injustificvel subvencionar as artes se o valor delas estava apenas no prazer que proporcionavam. Por que subsidiar alguns prazeres, como a pera e a dana, e no outros, como a bebida? Considere as seguintes afirmativas: I. Segundo o texto, o contedo moral de uma obra de arte uma questo objetiva. II. Segundo o texto, o contedo esttico de uma obra de arte no uma questo subjetiva. III. Segundo o texto, o Estado deve subvencionar a bebida. Est(o) correta(s) a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e II. e) apenas II e III. 15. (Uema 2012) O campo tico constitudo pelos valores e pelas obrigaes que formam o contedo das condutas morais, isto , as virtudes. Essas so realizadas pelo sujeito moral, principal constituinte da existncia tica. Para que o sujeito tico possa existir, faz-se necessrio o preenchimento das seguintes condies: I. Ser consciente de si e dos outros, isto , ser capaz de refletir e de reconhecer a existncia

    dos outros como sujeitos ticos iguais entre si. II. Ser consciente de si, isto , ser capaz de refletir e de reconhecer sua existncia como ser

    tico. III. Ser dotado de virtude, isto , de capacidade para controlar e orientar desejos, impulsos,

    tendncias, sentimentos (para que estejam em conformidade com a conscincia); e da capacidade para deliberar e decidir entre vrias alternativas possveis.

    IV. Ser responsvel, isto , reconhecer-se como autor da ao, avaliar os efeitos e consequncias dela sobre si e sobre os outros, assumi-la, bem como s suas consequncias, respondendo por elas.

    V. O sujeito da ao moral deve assumir aquelas aes que devem, de certa forma, viabilizar suas necessidades e desprezar as aes que no venham a atender aos seus interesses, mesmo que estas aes possam atender ao interesse coletivo.

    Esto corretas apenas a) II, III, e IV. b) I, II e IV. c) I, III e IV. d) I, II e V.

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    e) I, III e V. 16. (Ufpa 2012) No contexto da cultura ocidental e na histria do pensamento poltico e filosfico, as consideraes sobre a necessidade de valores morais prvios na organizao do Estado e das instituies sociais sempre foi um tema fundamental devido importncia, para esse tipo de questo, dos conceitos de bem e de mal, indispensveis vida em comum. Diante desse fato da histria do pensamento poltico e filosfico, a afirmao de Espinosa, segundo a qual Se os homens nascessem livres, no formariam nenhum conceito de bem e de mal, enquanto permanecessem livres (ESPINOSA, 1983, p. 264), quer dizer o seguinte: a) O homem , por instinto, moralmente livre, fato que condiciona sua ideia de tica social. b) Assim como o indivduo anterior sociedade, a liberdade moral antecede noes como

    bem e mal. c) Os valores morais que servem de base para nossa socializao so to naturais quanto

    nossos direitos. d) No poderamos falar de bem e de mal se no nos colocssemos alm da liberdade natural. e) No h nenhum vnculo necessrio entre viver livre e saber o que so bem e mal. 17. (Ufsm 2012) O filsofo gans Kwame Appiah escreveu o seguinte: Em nossa vida privada somos moralmente livres para ter preferncias 'estticas' entre as pessoas, mas, como nosso tratamento delas levanta questes morais, no podemos fazer distines arbitrrias. Usar a raa em si como uma distino moralmente relevante parece-nos obviamente arbitrrio. Sem caractersticas morais associadas, por que haveria a raa de fornecer uma base melhor do que a cor do cabelo, a altura ou o timbre da voz? E, quando duas pessoas compartilham todas as propriedades moralmente relevantes para uma ao que devamos praticar, seria um erro uma incapacidade de aplicar a injuno kantiana de universalizar nossos juzos morais usar os meros fatos da raa como base para trat-las de maneira diferenciada. Considere as seguintes afirmativas: I. A injuno kantiana de que trata o texto no o imperativo categrico, mas o imperativo

    hipottico. II. Segundo Appiah, preferncias 'estticas' podem constituir a base das distines morais. III. Segundo Appiah, usar as raas em si como fundamento de distines morais no

    admissvel. a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e II. e) apenas II e III. 18. (Uel 2012) Elaborada nos anos de 1980, em um contexto de preocupaes com o meio ambiente e o risco nuclear, a tica do Discurso buscou reorientar as teorias deontolgicas que a antecederam. Um exemplo est contido no texto a seguir. De maior gravidade so as consequncias que um conceito restrito de moral comporta para as questes da tica do meio ambiente. O modelo antropocntrico parece trazer uma espcie de cegueira s teorias do tipo kantiano, no que diz respeito s questes da responsabilidade moral do homem pelo seu meio ambiente.

    (HABERMAS, Jrgen. Comentrios tica do Discurso. Trad. de Gilda Lopes Encarnao. Lisboa: Instituto Piaget, 1999, p.212.)

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre a tica do Discurso, correto afirmar que a tica a) abrange as aes isoladas das pessoas visando adequar-se s mudanas climticas e s

    catstrofes naturais.

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    b) corresponde maneira como o homem deseja construir e realizar plenamente a sua existncia no planeta.

    c) compreende a atitude conservacionista que o sistema econmico adota em relao ao ambiente.

    d) implica a instrumentalizao dos recursos tecnolgicos em benefcio da reduo da poluio.

    e) refere-se atitude de retorno do homem vida natural, observando as leis da natureza e sua regularidade.

    19. (Unicentro 2012) O sujeito tico procede a um descentramento, tornando-se capaz de superar o narcisismo infantil, e move-se na direo do outro, reconhecendo sua igual humanidade.

    ARANHA, Maria Lcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando introduo Filosofia. So Paulo: Moderna, 4. ed., 2009.

    Com base nessa afirmativa, que expressa uma atitude de um sujeito tico, correto afirmar: a) Respeitar aos outros condio de no moralidade. b) Promover discriminao e preconceito tarefa de um sujeito tico. c) A submisso e o temor so marcas de uma educao para a autonomia. d) Incentivar a violncia em qualquer nvel uma marca de um sujeito tico. e) Considerar o outro como tambm um sujeito de direitos fundamental para a convivncia

    democrtica e cidad. 20. (Uncisal 2012) A tica e a Moral so diferentes, porm intrinsecamente interligadas. As reflexes ticas exercem significativa influncia sobre as prticas morais, assim como estas servem de matria s reflexes ticas. A prtica moral relativa, mas as reflexes ticas tendem a ser universais. Com relao tica e Moral, assinale a opo correta. a) Sem a tica a Moral ficaria obsoleta, caduca, ultrapassada. b) Sendo universais os princpios ticos perdem o sentido medida que se relacionam com os

    valores propagados pelas diferentes culturas. c) Os princpios ticos, em qualquer situao, so expresses do individualismo e do

    relativismo. d) A Declarao Universal dos Direitos Humanos um exemplo de prticas morais. e) Independentemente do momento histrico a Moral nica, absoluta e imutvel. 21. (Unisc 2012) Apresentados os enunciados abaixo, qual deles melhor caracteriza o tema da tica filosfica? a) A tica filosfica estuda a maneira como as pessoas agem dentro de uma determinada

    sociedade. b) A tica filosfica consiste em um conjunto de normas relativas vida sexual das pessoas. c) A tica filosfica o estudo das normas que regem o exerccio de uma determinada

    profisso. d) A tica filosfica um discurso racional e argumentativo cujo objetivo fundamentar

    critrios para avaliar as aes humanas, seja para louv-las ou para censur-las. e) A tica filosfica consiste na explicao das normas de comportamento que se encontram

    na Bblia. 22. (Uem 2012) O filsofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) diz no Contrato Social: A passagem do estado natural ao estado civil produz no homem uma mudana notvel, substituindo em sua conduta o instinto pela justia, e conferindo s suas aes a moralidade que anteriormente lhes faltava. [...] O que o homem perde pelo contrato social a liberdade natural e um direito ilimitado a tudo que o tenta e pode alcanar; o que ganha a liberdade civil e a propriedade de tudo o que possui.

    (ROUSSEAU, Jean-Jacques. Contrato Social. In: Antologia de textos filosficos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 606-607.)

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    A partir desse trecho, que reproduz uma concepo clssica da filosofia poltica contratualista, correto afirmar que: 01) A opo pelo contrato social ocorre porque no h garantias jurdicas no estado natural. 02) O estado natural pautado por condutas instintivas porque no h limitaes cvicas ou

    legais. 04) O contrato social garante mais liberdade civil porque os homens agem moralmente. 08) A liberdade civil no uma conquista para os homens porque eles perdem seu maior bem,

    a liberdade instintiva. 16) O estado natural inseguro e injusto porque no h homens moralmente corretos. 23. (Unesp 2012) Leia o trecho da entrevista com um mdico epidemiologista. Folha No contraditrio um epidemiologista questionar o conceito de risco? Luis David Castiel Tem tambm um lado opressivo que me incomoda. Uma dimenso moralista, que rotula as pessoas que se expem ao risco como displicentes e que, portanto, merecem ser punidas [pela doena], se acontecer o evento ao qual esto se expondo. Estamos merc dessa prescrio constante que a gente tem que seguir. Na hora em que voc traz para perto a ameaa, tem que fazer uma gesto cotidiana dela. No h como, voc teria que controlar todos os riscos possveis e os impossveis de se imaginar. a riscofobia. Folha H um meio do caminho entre a fobia e o autocuidado? Luis David Castiel A pessoa tem que puxar o freio de emergncia quando achar necessrio, decidir at que ponto vai conseguir acompanhar todos os ditames da sade. () Na sade, a vigilncia constante, o excesso de exames criou uma nova categoria: a pessoa no est doente, mas no saudvel. Est sob risco.

    (Folha de S.Paulo, 11.04.2011. Adaptado.) Assinale a alternativa que contempla adequadamente a opinio do mdico, sob o ponto de vista filosfico. a) Para o mdico Luis Castiel, os imperativos da cincia, se adotados como norma absoluta na

    avaliao dos comportamentos individuais, podem causar sofrimento emocional. b) Para o mdico, os comportamentos individuais devem ser submetidos a padres cientficos

    de controle. c) A riscofobia abordada na entrevista decorre da displicncia dos indivduos em atenderem

    aos ditames da sade e da boa forma. d) Na entrevista, o mdico defende a autonomia individual como padro absoluto para a

    avaliao de comportamentos de risco. e) Para o mdico, a gesto cotidiana dos riscos depende diretamente da vigilncia constante

    no campo da sade. 24. (Upe 2012) Que representa a Filosofia? uma das raras possibilidades de existncia criadora. Seu dever inicial tornar as coisas mais refletidas, mais profundas (Heidegger, Martin). Nessa perspectiva, correto afirmar que a Filosofia a) uma atividade de crtica e de anlise dos valores de uma dada sociedade, na perspectiva

    de reorientao dos sentidos/significados da vida e do mundo. b) comea dizendo sim s crenas e aos preconceitos do senso comum e, portanto, comea

    dizendo que sabemos o que imaginvamos saber. c) no se distingue da cincia pelo modo como aborda seu objeto em todos os setores do

    conhecimento e da ao. d) a impossibilidade da transcendncia humana, ou seja, a capacidade que s o homem tem

    de superar a situao dada e no escolhida. e) sempre se confronta com o poder, e sua investigao fica alheia tica e poltica. TEXTO PARA A PRXIMA QUESTO:

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    25. (Uel 2012) Leia o texto a seguir. Os homens sempre tiveram de escolher entre submeter-se natureza ou submeter a natureza ao eu. (ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialtica do Esclarecimento: fragmentos filosficos.

    Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985. p.43.) Com base no texto, correto afirmar que a anlise de Adorno e Horkheimer estabeleceu a ideia de que o homem I. interage com a natureza de maneira pacfica, assimilando a de forma idlica. II. age com astcia diante dos fenmenos naturais, ao forjar uma relao de instrumentalidade

    com a natureza. III. esclarecido e com pleno domnio da natureza promove a sua autoconscincia. IV. apreende a natureza visando control-la, o que resulta na submisso dela. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II so corretas. b) Somente as afirmativas II e IV so corretas. c) Somente as afirmativas III e IV so corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III so corretas. e) Somente as afirmativas I, III e IV so corretas. 26. (Uenp 2011) Mario Quintana, no poema As coisas, traduziu o sentimento comum dos primeiros filsofos da seguinte maneira: O encanto sobrenatural que h nas coisas da Natureza! [...] se nelas algo te d encanto ou medo, no me digas que seja feia ou m, , acaso, singular. Os primeiros filsofos da antiguidade clssica grega se preocupavam com: a) Cosmologia, estudando a origem do Cosmos, contrapondo a tradio mitolgica das

    narrativas cosmognicas e teognicas. b) Poltica, discutindo as formas de organizao da polis e estabelecendo as regras da

    democracia. c) tica, desenvolvendo uma filosofia dos valores e da vida virtuosa. d) Epistemologia, procurando estabelecer as origens e limites do conhecimento verdadeiro. e) Ontologia, construindo uma teoria do ser e do substrato da realidade. 27. (Unesp 2011) O Iluminismo a sada do homem de um estado de menoridade que deve ser imputado a ele prprio. Menoridade a incapacidade de servir-se do prprio intelecto sem

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    a guia de outro. Imputvel a si prprios esta menoridade se a causa dela no depende de um defeito da inteligncia, mas da falta de deciso e da coragem de servir-se do prprio intelecto sem ser guiado por outro. Sapere aude! Tem a coragem de servires de tua prpria inteligncia!

    (Immanuel Kant, 1784.) Esse texto do filsofo Kant considerado uma das mais sintticas e adequadas definies acerca do Iluminismo. Justifique essa importncia comentando o significado do termo menoridade, bem como os fatores sociais que produzem essa condio, no campo da religio e da poltica. 28. (Ufsj 2011) Nietzsche estampa a sua inconformidade e indignao quanto ao homem que se deixa levar pelos valores morais e religiosos institudos. Assinale a alternativa que CORRETAMENTE corrobora essa afirmao. a) Hoje no desejamos o gado moral nem a ventura gorda da conscincia. b) O verme se retrai quando pisado. Isso indica sabedoria. Dessa forma ele reduz a chance

    de ser pisado de novo. Na linguagem da moral: a humildade. c) fora de querer buscar as origens nos tornamos caranguejos. O historiador olha para trs

    e acaba crendo para trs. d) H um dio contra a mentira e a dissimulao que procede duma sensvel noo de honra;

    h outro dio semelhante por covardia, j que a mentira interdita pela lei divina. Ser covarde demais para mentir....

    29. (Ufsj 2011) A ideia do martelo de Nietzsche entendida como a) argumento construdo com a clara inteno de fomentar o debate e a defesa privilegiada dos

    valores e da moral crist. b) instrumento metafrico de destruio de todos os dolos, de todas as crenas estabelecidas,

    de todas as convenes e valores transcendentais fundamentados na moral e na religio crist, bem como na filosofia metafsica socrtico-platnica.

    c) uma normalizao para todo e qualquer embate moral e sistemtico no mbito das relaes do Homem com o mundo no qual ele est inserido.

    d) uma afirmao da derrogao do universo racional e religioso no qual estava mergulhada a natureza humana do sculo XVIII.

    30. (Ufsj 2011) No debate do problema acerca do significado de transcendncia, CORRETO afirmar que, para Sartre, ela: a) um elemento constitutivo do Homem que se d no sentido de superao. b) ocorre no campo da esttica e da faculdade do juzo. c) compreendida no mbito do sentido em que Deus transcendente. d) permite aos homens se aproximarem dos aspectos teolgicos e teologais inerentes

    existncia humana. 31. (Uel 2011) Leia o texto a seguir. Habermas distingue entre racionalidade instrumental e racionalidade comunicativa. A racionalidade comunicativa ocorre quando os seres humanos recorrem linguagem com o intuito de alcanar o entendimento no coagido sobre algo, por exemplo, decidir sobre a maneira correta de agir (ao moral). A racionalidade instrumental, por sua vez, ocorre quando os seres humanos utilizam as coisas do mundo, ou at mesmo outras pessoas, como meio para se alcanar um fim (raciocnio meio e fim). Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria da ao comunicativa de Habermas, correto afirmar: a) Contar uma mentira para outra pessoa buscando obter algo que desejamos e que sabemos

    que no receberamos se dissssemos a verdade um exemplo de racionalidade comunicativa.

    b) Realizar um debate entre os alunos de turma da faculdade buscando decidir democraticamente a melhor maneira de arrecadar fundos para o baile de formatura um exemplo de racionalidade instrumental.

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    c) Um adolescente que diz para seu pai que vai dormir na casa de um amigo, mas, na verdade, vai para uma festa com amigos, um exemplo de racionalidade comunicativa.

    d) Algum que decide economizar dinheiro durante vrios anos a fim de fazer uma viagem para os Estados Unidos da Amrica um exemplo de racionalidade instrumental.

    e) Um grupo de amigos que se rene para decidir democraticamente o que iro fazer com o dinheiro que ganharam em um bolo da Mega Sena um exemplo de racionalidade instrumental.

    32. (Uel 2011) Leia o texto a seguir. Plato, em A Repblica, tem como objetivo principal investigar a natureza da justia, inerente alma, que, por sua vez, manifesta-se como prottipo do Estado ideal. Os fundamentos do pensamento tico-poltico de Plato decorrem de uma correlao estrutural com constituio tripartite da alma humana. Assim, concebe uma organizao social ideal que permite assegurar a justia. Com base neste contexto, o foco da crtica s narrativas poticas, nos livros II e III, recai sobre a cidade e o tema fundamental da educao dos governantes. No Livro X, na perspectiva da defesa de seu projeto tico-poltico para a cidade fundamentada em um logos crtico e reflexivo que redimensiona o papel da poesia, o foco desta crtica se desloca para o indivduo ressaltando a relao com a alma, compreendida em trs partes separadas, segundo Plato: a racional, a apetitiva e a irascvel. Com base no texto e na crtica de Plato ao carter mimtico das narrativas poticas e sua relao com a alma humana, correto afirmar: a) A parte racional da alma humana, considerada superior e responsvel pela capacidade de

    pensar, elevada pela natureza mimtica da poesia contemplao do Bem. b) O uso da mmesis nas narrativas poticas para controlar e dominar a parte irascvel da alma

    considerado excelente prtica propedutica na formao tica do cidado. c) A poesia imitativa, reconhecida como fonte de racionalidade e sabedoria, deve ser

    incorporada ao Estado ideal que se pretende fundar. d) O elemento mimtico cultivado pela poesia justamente aquele que estimula, na alma

    humana, os elementos irracionais: os instintos e as paixes. e) A reflexividade crtica presente nos elementos mimticos das narrativas poticas permite ao

    indivduo alcanar a viso das coisas como realmente so. 33. (Unioeste 2011) O utilitarismo um tipo de teoria teleolgica (de telos que, em grego, significa fim) ou consequencialista porque sustenta que a qualidade de um ato/regra de ao funo das consequncias produzidas pelo ato/regra em questo. O utilitarismo de atos estatui que uma ao correta se sua realizao d origem a estados de coisas pelo menos to bons quanto aqueles que teriam resultados de cursos alternativos de ao. O utilitarismo de regras ensina que so corretas as aes que se conformam a regras de cuja observncia geral resulta um estado de coisas pelo menos to bom quanto o resultante de regras alternativas. (...) Para o consequencialismo, o bem logicamente anterior ao correto, no sentido de que nenhum critrio de correo pode ser estabelecido antes que uma concepo de bem tenha sido delineada. (...) Para o utilitarismo, o bem a utilidade ...

    M. C. M. de Carvalho. Com base no texto, seguem as seguintes afirmativas: I. Na concepo moral utilitarista, necessrio, nos juzos morais, levar em considerao as

    consequncias resultantes das aes praticadas. II. Para o utilitarismo de regras, so consideradas boas as aes conforme a regras cuja

    observncia resulta num estado de coisas to bom, ou melhor, do que o estado de coisas resultante de regras alternativas.

    III. Na concepo tica utilitarista, o princpio fundamental o princpio da utilidade. IV. Na concepo tica utilitarista, nenhum critrio de correo no agir moral pode ser

    estabelecido com base numa determinada concepo de bem. V. H, em termos morais, apenas, uma nica concepo utilitarista, por esta ser uma

    concepo moral deontolgica.

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    Assinale a alternativa correta. a) Apenas I e IV esto corretas. b) Apenas II e IV esto corretas. c) Apenas IV e V esto incorretas. d) Apenas III e IV esto corretas. e) Todas as afirmativas esto incorretas. 34. (Ufmg 2011) Leia este trecho: Promovem-se com urgncia pesquisas para encontrar tcnicas de aumentar a capacidade de mensurao dos valores sociais. Empregaramos melhor um pouco desse esforo se tentssemos aprender ou reaprender, talvez a pensar com inteligncia sobre a incomensurabilidade dos valores que no so mensurveis.

    WILLIAMS, Bernard. Moral: uma introduo tica. So Paulo: Martins Fontes, 2005. p. 150. Com base na leitura desse trecho e considerando outros elementos presentes no texto, explique o tipo de distoro que pode resultar do pressuposto utilitarista de que todo valor pode, em ltima instncia, ser medido e comparado, a fim de entrar em um clculo de consequncias a ser realizado 35. (Enem 2011) O brasileiro tem noo clara dos comportamentos ticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupo, revela pesquisa. Se o pas fosse resultado dos padres morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinvia do que com Bruzundanga (corrompida nao fictcia de Lima Barreto)

    FRAGA, P. Ningum inocente. Folha de S. Paulo. 4 out. 2009 (adaptado). O distanciamento entre reconhecer e cumprir efetivamente o que moral constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais so a) decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utpicas. b) parmetros idealizados, cujo cumprimento destitudo de obrigao. c) amplas e vo alm da capacidade de o indivduo conseguir cumpri-las integralmente. d) criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei qual deve se submeter. e) cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as normas jurdicas. 36. (Ufsj 2011) Os homens so frequentemente governados por seus deveres, abstendo-se de determinadas aes porque as julgam injustas, sendo impelidos a outras porque julgam tratar-se de uma obrigao. Com esse argumento, Hume quer demonstrar que a) as regras morais so, por conseguinte, concluses da razo humana. b) a moral, porque deriva-se da razo, tem influncia direta sobre as aes e os fatos. c) a moral uma filosofia prtica e supe-se que influencie paixes e aes humanas e vai

    alm dos juzos calmos e impassveis do entendimento. d) h, nos homens, uma necessidade e uma emergncia que os impele ao exerccio prtico da

    razo. 37. (Unesp 2011) Renata, 11, combinava com uma amiga viajar em julho para a Disney. Questionada pela me, que no sabia de excurso nenhuma, a menina pegou uma pasta com preos do pacote turstico e uma foto com os dizeres: Se eu no for para a Disney vou ser um pateta. A agncia de turismo e a escola afirmam que no pretendiam constranger ningum e que a placa do Pateta era apenas uma brincadeira. Para um promotor da rea do consumidor, o caso ilustra bem os abusos na publicidade infantil. J temos problemas srios de bullying nas escolas. Essa empresa est criando uma situao propcia para isso.

    (Folha de S.Paulo, 20.04.2010. Adaptado.) Acerca dessa notcia, podemos afirmar que:

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    a) Em nossa sociedade, os campos da publicidade e da pedagogia so esferas separadas, no suscitando questes de natureza tica.

    b) Para o promotor citado na reportagem, o caso em questo provoca problemas de natureza exclusivamente jurdica.

    c) Uma das questes ticas envolvidas diz respeito exposio precoce das crianas manipulao do desejo, exercida pela publicidade.

    d) O pblico-alvo dessa campanha publicitria constitui-se de indivduos dotados de conscincia autnoma.

    e) Para o promotor citado na reportagem, o caso em questo no apresenta repercusses de natureza psicolgica.

    38. (Ufsm 2011) O uso de fontes alternativas de energia, como a energia solar, est cada vez mais difundido no mundo contemporneo. Isso se deve, em boa medida, ao conhecimento adquirido nas ltimas dcadas de que o uso excessivo de combustveis fsseis (por exemplo, o carvo) na produo de energia tem contribudo significativamente para o chamado "efeito estufa". A principal consequncia desse efeito o aumento da temperatura mdia da Terra. Dado o conhecimento que temos hoje das decorrncias negativas do efeito estufa, pode-se dizer que, em uma tica de tipo aristotlica, o uso de energias alternativas constitui um _____________; em uma tica de tipo kantiana, por sua vez, o uso de energias alternativas constitui um _________; em uma tica de tipo utilitarista, o uso de energias alternativas constitui um ____________. Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas. a) comportamento virtuoso - dever moral - comportamento que conduz o maior nmero de

    pessoas felicidade maior b) comportamento virtuoso - comportamento que conduz o maior nmero de pessoas

    felicidade maior - dever moral c) dever moral - comportamento virtuoso - comportamento que conduz o maior nmero de

    pessoas felicidade maior d) dever moral - comportamento que conduz o maior nmero de pessoas felicidade maior

    dever moral e) comportamento que conduz o maior nmero de pessoas felicidade maior - dever moral -

    comportamento virtuoso 39. (Ueg 2011) Nos ltimos tempos, alguns crimes hediondos chocaram a opinio pblica brasileira. Casos como o da menina Isabela Nardone, o assassinato do casal Richtofen e, recentemente, o caso Elisa Samudio despertam asociedade para a discusso dos valores e da moral. A filosofia sempre teve como um dos pontos de sua reflexo a Moral. A Moral a filosofia do agir humano e livre. Ela tem como mxima buscar o bem e evitar o mal. Na prtica, este princpio pode ser facilmente confundido com o hedonismo que busca o prazer e evita a dor. Segundo Aristteles, o fim ltimo do homem a felicidade, e esta resulta do desenvolvimento harmnico das tendncias de um ser, do exerccio da atividade que o especifica. A moral peripattica , pois, um a) eudemonismo. b) hedonismo. c) relativismo. d) liberalismo. 40. (Uem-pas 2011) O filsofo Jean-Paul Sartre (1905-1980) afirma que o homem pode agir de boa-f ou de m-f no que diz respeito justificativa de suas aes. Sartre define a boa-f da seguinte maneira: Quando declaro que a liberdade, atravs de cada situao concreta, no pode ter outro objetivo seno o de querer-se a si prpria, quero dizer que, se alguma vez o homem reconhecer que est estabelecendo valores, em seu desamparo, ele no poder mais desejar outra coisa a no ser a liberdade como fundamento de todos os valores. Isso no significa que ele a deseja abstratamente. Mas, simplesmente, que os atos dos homens de boa-f possuem como derradeiro significado a procura da liberdade enquanto tal. (SARTRE, J-P. O existencialismo um humanismo. So Paulo: Abril Cultural, 1987, p. 19). Sobre o existencialismo, assinale o que for correto.

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    01) O homem age livremente quando ele escolhe o princpio de sua ao entre valores pr-existentes.

    02) possvel que o homem escolha agir de m-f, mas, ao faz-lo, a ao incoerente com o princpio da liberdade.

    04) medida que o homem reconhece que ele mesmo inventa seus valores, o homem age de boa-f.

    08) Sartre define seu pensamento moral como um sistema normativo de regras de conduta universais.

    16) O engajamento a uma situao concreta determina o contedo da escolha do homem, mas no determina como ele deve agir.

    41. (Uel 2011) Leia o texto a seguir. A virtude , pois, uma disposio de carter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto , a mediania relativa a ns, a qual determinada por um princpio racional prprio do homem dotado de sabedoria prtica.

    (Aristteles. tica a Nicmaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. So Paulo: Abril Cultural, 1973. Livro II, p. 273.)

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre a situada tica em Aristteles, pode-se dizer que a virtude tica a) reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta. b) implica na escolha do que conveniente no excesso e do que prazeroso na falta. c) consiste na eleio de um dos extremos como o mais adequado, isto , ou o excesso ou a

    falta. d) pauta-se na escolha do que mais satisfatrio em razo de preferncias pragmticas. e) baseia-se no que mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza que nos

    torna mais perfeitos. 42. (Uel 2011) Leia o texto a seguir. Na Primeira Seco da Fundamentao da Metafsica dos Costumes, Kant analisa dois conceitos fundamentais de sua teoria moral: o conceito de vontade boa e o de imperativo categrico. Esses dois conceitos traduzem as duas condies bsicas do dever: o seu aspecto objetivo, a lei moral, e o seu aspecto subjetivo, o acatamento da lei pela subjetividade livre, como condio necessria e suficiente da ao.

    (DUTRA, D. V. Kant e Habermas: a reformulao discursiva da moral kantiana. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002. p. 29.)

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria moral kantiana, correto afirmar: a) A vontade boa, enquanto condio do dever, consiste em respeitar a lei moral, tendo como

    motivo da ao a simples conformidade lei. b) O imperativo categrico incorre na contingncia de um querer arbitrrio cuja intencionalidade

    determina subjetivamente o valor moral da ao. c) Para que possa ser qualificada do ponto de vista moral, uma ao deve ter como condio

    necessria e suficiente uma vontade condicionada por interesses e inclinaes sensveis. d) A razo capaz de guiar a vontade como meio para a satisfao de todas as necessidades

    e assim realizar seu verdadeiro destino prtico: a felicidade. e) A razo, quando se torna livre das condies subjetivas que a coagem, , em si,

    necessariamente conforme a vontade e somente por ela suficientemente determinada. 43. (Uem 2011) Toda cultura e cada sociedade institui uma moral, isto , valores concernentes ao bem e ao mal, ao permitido e ao proibido e conduta correta e incorreta, vlidos para todos os seus membros

    (CHAUI, Marilena. Convite filosofia. 13 ed. So Paulo: tica, 2005, p.310).

    Sobre a moral, assinale o que for correto.

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    01) A tica nasce quando se passa a indagar o que so, de onde vm e o que valem os costumes, pois a tica no pode ser dissociada da filosofia moral.

    02) Santo Agostinho rompe com a concepo moral da religio maniquesta ao defender que o mal no tem uma entidade, mas a ausncia do bem.

    04) A tica hegeliana fundamenta-se no princpio rousseauniano da bondade natural dos homens, segundo o qual a sociedade que a corrompe.

    08) Immanuel Kant afirma que o homem um ser vido de prazeres insaciveis, em nome dos quais ele rouba e mata. Para Kant, no existe bondade natural, pois a natureza do homem egosta, ambiciosa, agressiva e cruel.

    16) Pode-se afirmar, com base nos textos de Plato e de Aristteles, que, no Ocidente, a tica inicia-se com Scrates.

    44. (Ueg 2011) Conhecimento a relao que se estabelece entre o sujeito cognoscente e um objeto. Na Grcia antiga no havia fragmentao do conhecimento, e pensar sobre um assunto envolvia a totalidade dos outros. Os filsofos gregos da antiguidade se preocupavam basicamente com os problemas do ser e do no ser, da permanncia e do movimento, da unidade e da multiplicidade das ideias e das coisas. J para o pensador medieval, o problema principal era a conciliao entre f e razo. No Renascimento, surgem as seguintes grandes modificaes: a) a unio entre f e razo, o fidesmo e o positivismo. b) a unio entre f e razo, o teocentrismo e o interesse pela moral. c) a valorizao da f em detrimento da razo, o cosmocentrismo e o fidesmo. d) a separao entre f e razo, o antropocentrismo e o interesse pelo saber ativo. 45. (Unesp 2011) Em 40 anos, nunca vi algum se curar com a fora do pensamento. Para mim, se Maom no for montanha, a montanha vir a Maom to improvvel quanto o Everest aparecer na janela da minha casa. A f nas propriedades curativas da assim chamada energia mental tem razes seculares. Quantos catlicos foram canonizados porque lhes foi atribudo o poder espiritual de curar cegueiras, paraplegias, hansenase e at esterilidade feminina? Quantos pastores evanglicos convencem milhes de fiis a pagar-lhes os dzimos ao realizar faanhas semelhantes diante das cmeras de TV? Por que a energia emanada do pensamento positivo serve apenas para curar doenas, jamais para fazer um carro andar dez metros ou um avio levantar voo sem combustvel? No passado, a hansenase foi considerada apangio dos mpios; a tuberculose, consequncia da vida desregrada; a AIDS, maldio divina para castigar os promscuos. Coube cincia demonstrar que duas bactrias e um vrus indiferentes s virtudes dos hospedeiros eram os agentes etiolgicos dessas enfermidades. Acreditar na fora milagrosa do pensamento pode servir ao sonho humano de dominar a morte. Mas, atribuir a ela tal poder um desrespeito aos doentes graves e memria dos que j se foram.

    (Drauzio Varella. Folha de S.Paulo, 09.06.2007. Adaptado.) O pensamento do autor, sob o ponto de vista filosfico, pode ser corretamente caracterizado como a) compatvel com os pressupostos mecanicistas e cartesianos da cincia. b) uma viso para a qual a f na fora milagrosa do pensamento apresenta a propriedade de

    curar doenas. c) uma viso holstica, de acordo com a qual a mobilizao das energias mentais pode

    influenciar positivamente organismos enfermos e possibilitar a restituio da sade. d) uma viso ctica no que se refere ao progresso da cincia. e) compatvel com concepes teolgicas emitidas por lderes religiosos catlicos e

    evanglicos. 46. (Uncisal 2011) A cincia moderna compara a natureza e o prprio homem a uma mquina, um conjunto de mecanismos cujas leis precisam ser descobertas. As explicaes passam a ser baseadas em um esquema mecnico, cujo modelo preferido o relgio.

    (M. L. A. Aranha, M. H. P. Martins, Filosofando)

    A respeito dessa definio, pode-se afirmar que

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    a) se trata de uma concepo mecanicista da natureza representada pelo filsofo Descartes. b) se trata de uma concepo metafsica da natureza, consagrada por Plato. c) a definio transcendental e foi primeiramente formulada por Kant. d) se trata de uma concepo dialtica, consagrada por Hegel. e) a concepo existencial, pertinente ao pensamento de Sartre. 47. (Uem 2011) A publicao de A Origem das Espcies, em 1859, por Charles Darwin, d origem a muitas polmicas no apenas com a cincia, mas tambm com a religio da poca, em virtude de seu teor revolucionrio. Sobre a teoria evolucionista de Charles Darwin, assinale o que for correto. 01) A teoria evolucionista de Charles Darwin contestava a concepo criacionista sobre a

    origem da diversidade das espcies. A religio considerava o evolucionismo uma teoria hertica.

    02) Charles Darwin, ao declarar-se ateu, rejeita a religio e manifesta um confesso anticlericalismo, motivo pelo qual excomungado da Igreja.

    04) A teoria da evoluo de Charles Darwin, ao instituir um novo paradigma na Biologia, acabou influenciando outras cincias, como, por exemplo, as Cincias Sociais, representando um momento importante no processo de secularizao do pensamento e do saber.

    08) Charles Darwin desprezou a filosofia aristotlica por consider-la uma mera especulao abstrata e teolgica que ignorava o estudo da natureza.

    16) Charles Darwin costumava apresentar como prova de sua teoria da seleo natural e da luta pela sobrevivncia o confronto entre o poder espiritual e o poder temporal, que opunha a Igreja crist aos governos monrquicos.

    48. (Unesp 2011) Parece notcia velha, mas a cincia e o ensino da cincia continuam sob ataque. No portal www.brasilescola.com h um texto de Rainer Sousa, da Equipe Brasil Escola, que discute a origem do homem. No final, o texto diz: sendo um tema polmico e inacabado, a origem do homem ainda ser uma questo capaz de se desdobrar em outros debates. Cabe a cada um adotar, por critrios pessoais, a corrente explicativa que lhe parece plausvel. Critrios pessoais para decidir sobre a origem do homem? A religio como corrente explicativa sobre um tema cientfico, amplamente discutido e comprovado, dos fsseis anlise gentica? Como possvel essa afirmao de um educador, em pleno sculo 21, num portal que leva o nome do nosso pas e se dedica ao ensino?

    (Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo, 13.02.2011. Adaptado.) O pensamento de Marcelo Gleiser expresso por meio de uma a) perspectiva conciliatria entre religio e cincia acerca da origem do homem. b) abordagem do conflito entre criacionismo e evolucionismo sob um ponto de vista liberal,

    defendendo a liberdade individual para escolher qual adotar. c) pressuposio de que a teoria da evoluo das espcies de Charles Darwin anacrnica e,

    portanto, inapropriada para explicar a origem do homem. d) crtica da posio adotada pela Equipe Brasil Escola, por seu teor de irracionalismo. e) pressuposio segundo a qual, no que tange origem do homem, os critrios subjetivos

    devem prevalecer sobre os critrios empricos. 49. (Uem-pas 2011) O filsofo alemo Nietzsche (1844-1900) procurou investigar a origem de nossos preconceitos morais atravs de uma anlise da linguagem, como forma de criticar as tradies filosfica e religiosa ocidentais. Nietzsche afirma: As diferentes lnguas, coladas lado a lado, mostram que nas palavras nunca importa a verdade, nunca uma expresso adequada: pois seno no haveria tantas lnguas. A coisa em si (tal seria justamente a verdade pura sem consequncias) tambm para o formador da linguagem inteiramente incaptvel e nem sequer algo que vale a pena. Ele designa apenas as relaes das coisas aos homens e toma em auxlio para exprimi-las as mais audaciosas metforas (NIETZSCHE, F. Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral. In: Antologia de textos filosficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 533). Sobre o pensamento de Nietzsche, assinale o que for correto. 01) Para Nietzsche, o homem que vive em sociedade supe que possui a verdade porque

    esquece a origem subjetiva da linguagem.

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    02) Na atividade artstica, o intelecto se encontra livre para enganar e dissimular, sem causar prejuzo aos homens.

    04) A linguagem uma expresso imperfeita das verdades que o conhecimento puro capaz de alcanar.

    08) Um conceito universal uma abstrao que esconde as diferenas individuais entre as coisas as quais nomeia.

    16) A palavra tem origem em uma vivncia primitiva e individual. 50. (Uem 2011) Diferenciam-se, na Filosofia, os juzos de conhecimento e os juzos de valor. Os primeiros qualificam os seres em suas propriedades objetivas, enquanto os segundos revelam as relaes estabelecidas entre os seres a partir de um sujeito que julga. Sobre os juzos de conhecimento e os juzos de valor, assinale o que for correto. 01) Uma proposio do tipo A caneta azul um juzo de conhecimento. Uma proposio do

    tipo A caneta ruim, pois falha muito um juzo de valor. 02) A temtica dos valores considera, de maneira notvel, os juzos morais (realidade do dever

    ser) e os juzos estticos (realidade dos sentimentos em relao aos objetos belos). 04) Enquanto a moral o conjunto de regras de conduta admitidas em determinada poca por

    um grupo de pessoas, a tica a parte da Filosofia que se ocupa da reflexo sobre a moral.

    08) Juzos de conhecimento, assim como juzos de gosto, so relativos vontade dos indivduos e no podem encontrar, por isso, fundamento racional que lhes d estatuto universal e coletivo.

    16) Para o existencialismo, os juzos morais so indiscutveis, razo pela qual se devem aceitar os padres de conduta sem julgamento pessoal ou segundo as particularidades dos indivduos.

    51. (Unesp 2011) A felicidade, para voc, pode ser uma vida casta; para outro, pode ser um casamento monogmico; para outro ainda, pode ser uma orgia promscua. H os que querem simplicidade e os que preferem o luxo. Em matria de felicidade, os governos podem oferecer as melhores condies possveis para que cada indivduo persiga seu projeto. Mas o melhor governo o que no prefere nenhuma das diferentes felicidades que seus sujeitos procuram. No coisa simples. Nosso governo oferece uma iseno fiscal s igrejas, as quais, certamente, so cruciais na procura da felicidade de muitos. Mas as escolas de dana de salo ou os clubes sadomasoquistas tambm so significativos na busca da felicidade de vrios cidados. Ser que um governo deve favorecer a ideia de felicidade compartilhada pela maioria? Considere: os governos totalitrios (laicos ou religiosos) sempre sabem qual a felicidade certa para seus sujeitos. Juram que querem o bem dos cidados e garantem a felicidade como um direito social claro, a mesma felicidade para todos. isso que voc quer?

    (Contardo Calligaris. Folha de S.Paulo, 10/06/2010. Adaptado.) Sobre esse texto, correto afirmar que: a) Ao discorrer sobre a felicidade, o autor elege como foco a autonomia do indivduo. b) A felicidade assunto pblico e por isso pode e deve ser orientada por critrios objetivos

    definidos pelo Estado. c) O critrio moral e religioso o mais adequado para reger o comportamento dos indivduos. d) O bem-estar e a felicidade pessoal no devem ser assuntos restritos ao livre arbtrio

    individual. e) Para o autor, a busca da felicidade no deve se subordinar ao relativismo das escolhas. 52. (Ufpa 2011) Em minha opinio, o voto livre deve ser defendido por razes filosficas. (...) Ao tornar o voto obrigatrio, de algum modo reduzido o grau de liberdade que existe por trs da deciso espontnea do cidado de ir seo eleitoral e escolher um candidato. Podemos afirmar que o voto obrigatrio, constrangido pela lei, no moral se comparado ao sufrgio livre, resultado da deliberao de um sujeito autnomo. E, para Kant, h uma identidade entre ser livre e ser moral.

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    (Disponvel em http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u356288.shtml. Texto

    adaptado) O autor do texto se manifesta contrrio ao voto obrigatrio e justifica sua posio tendo por base a tica kantiana. Do ponto de vista de Kant, o individuo ao votar constrangido pela lei no age moralmente porque a) a ao praticada no foi livre, na medida em que uma ao verdadeiramente livre deve visar

    felicidade do indivduo e no ao interesse do Estado. b) forado, sem aprovao de sua vontade, a praticar um ato cujo mbil no o princpio do

    dever moral. c) o seu voto no foi fruto de uma escolha consciente, mas sim motivado por ideologias

    partidrias. d) sua ao foi praticada por imposies do Estado e favorece candidatos desonestos, que

    podem comprar votos. e) agiu por imposio da lei jurdica e no da lei moral, que requer que sua escolha esteja

    comprometida com interesses externos ao sujeito. 53. (Uem 2011) A liberdade , entre todos os bens, o maior e o mais difcil de ser exercido, devido complexidade de sua natureza, que se relaciona com a tica, com a Filosofia poltica, com a Filosofia existencialista etc. Sobre os diferentes usos do conceito de liberdade, assinale o que for correto. 01) Para Guilherme de Ockham, o poder tirnico contrrio liberdade concedida por Deus, e

    devemos, por isso, submeter at mesmo a Igreja e o papa ao direito natural e divino. 02) Para Hannah Arendt, a liberdade no representa um ente de razo ou um direito divino,

    mas um fato poltico genuno, razo pela qual o ser da poltica a liberdade, e seu campo de experincia, a ao humana.

    04) O pensamento liberal defende, majoritariamente, a interveno do Estado, da religio e das cincias na vida do cidado, pois a ingerncia do Estado e das instituies aumenta, segundo o liberalismo, o bem-estar e a liberdade dos indivduos.

    08) Para Etienne de La Botie, a liberdade espontnea e intransfervel, razo pela qual o cidado jamais perde, mesmo sob o jugo da escravido, da ditadura e do despotismo, a conscincia de ser livre.

    16) Para Sartre, a liberdade no depende de um projeto existencial, pois o existencialismo uma crtica razo prtica em nome da razo terica, que racional e a priori.

    54. (Uncisal 2011) Recentes avanos nas pesquisas com clulas-tronco embrionrias tm proporcionado grande entusiasmo aos pesquisadores quanto perspectiva de sucesso no tratamento de algumas enfermidades, a exemplo da doena de Parkinson, doena de Alzheimer e do diabetes melitus tipo 1. Simultaneamente, resultados promissores nesse campo da rea biomdica tambm tm concorrido para proporcionar acirrados debates ticos, sempre presentes quando do advento de novas tecnologias. O principal desafio tico no tocante obteno das clulas-tronco embrionrias para uso teraputico cinge-se origem delas. De onde obt-las? De material procedente de abortos? De pr-embries criopreservados? O estatuto do embrio o mesmo, seja no tero, seja in vitro? Qualquer que seja a fonte, inicia-se sempre a discusso tica sobre o estatuto moral do embrio. Indaga-se: qual o grau de respeito que se deve ter para com o embrio?

    (http://www.portalbioetica.com.br/adm/artigos/celulastronco_sergio.pdf. Adaptado)

    Acerca das pesquisas com clulas-tronco embrionrias, pode-se afirmar que a) se trata de um tema de natureza transdiciplinar, envolvendo debates que se situam em

    reas como biologia, medicina, filosofia e direito. b) a pesquisa com clulas-tronco uma rea especificamente mdica com parmetros

    consolidados e estatuto legal claramente definido. c) por referir-se questo da origem da vida, o tema envolve debates que se restringem

    esfera religiosa.

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    d) sob o ponto de vista tico, existem critrios absolutos mediante os quais os conflitos podem ser resolvidos.

    e) as questes suscitadas pela pesquisa com clulas-tronco so de natureza exclusivamente jurdica.

    55. (Uel 2006) Se a pobreza questo de direitos e conquista de cidadania, o que parece hoje estar em jogo a possibilidade de que, neste pas, se d a construo democrtica de uma noo de bem pblico, de interesse pblico e de responsabilidade pblica que tenham como medida os direitos de todos. Sabemos muito bem que esse o n cego da tradio brasileira, construda em uma histria regida por um privativismo selvagem que faz da vontade privada a medida de todas as coisas, recusa a alteridade e obstrui, por isso mesmo, a dimenso tica da vida social pela obliterao de um sentido de responsabilidade pblica e obrigao social. Sabemos tambm que o pouco que, nessa histria, o pas foi capaz de construir est se erodindo por conta de uma crise do Estado, que desestrutura as referncias nas quais, durante dcadas, para o bem ou para o mal, se projetaram esperanas de progresso.

    (TELLES, Vera da Silva. Pobreza, movimentos sociais e cultura poltica. In: DINIZ, E; LOPES, J; PRANDI, S.L. (Orgs.) O Brasil no Rastro da Crise. So Paulo: HUCITEC, 1994. p. 226.)

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre cidadania, correto afirmar: a) A crise do Estado favorece a efetivao da cidadania, por desestimular o privativismo e

    acentuar o carter pblico das instituies. b) A tradio brasileira favorece a construo da cidadania, visto que esta, como igualdade de

    direitos, sobreps-se socialmente. c) A cidadania um artefato humano e, como tal, precisa ser construda e assegurada por

    quaisquer meios que os indivduos julgarem vlidos. d) No Brasil, a pobreza, enquanto evidncia da desigualdade social, tem sido abordada por

    meio da consolidada noo de responsabilidade pblica. e) A falta de aes pblicas que respeitem os direitos de todos constitui o que denominado

    de n cego da tradio brasileira. 56. (Ufu 2003) Sobre o etnocentrismo, considere as assertivas abaixo. I. um dos fenmenos que d origem e sustentao aos preconceitos. Trata-se de uma atitude

    cultural condicionada, baseada em fundamentos psicolgicos slidos e profundos de rejeio ao outro, culturalmente diverso.

    II. Consiste em repudiar as manifestaes culturais (religiosas, morais, estticas, sociais e outras) que mais se afastam daquelas com as quais nos identificamos. Da, a tendncia que nos leva a menosprezar condutas culturalmente diversas das nossas.

    III. Consiste em um fenmeno praticamente universal, pois possvel perceber atitudes etnocntricas em todas as sociedades, medida que cada uma tem, em sua cultura particular, valores prprios que induzem rejeio de valores diferentes.

    IV. um fenmeno histrico muito particular das sociedades ocidentais, que s se desenvolveu no perodo do colonialismo, quando os europeus tiveram contato com africanos, sociedades indgenas da Amrica e aborgenes australianos.

    Marque a alternativa correta. a) I, II e IV so corretas. b) I, II e III so corretas. c) II, III e IV so corretas. d) III e IV so corretas. 57. (Ufu 2002) No recente episdio de atentados terroristas s cidades de New York e Washington, nos EUA, os veculos da imprensa brasileira fizeram ampla cobertura atravs de matrias oriundas de agncias internacionais de notcias e de seus correspondentes externos. Se tomarmos as caractersticas de produo seriada, prprias dos produtos da indstria cultural, podemos elaborar algumas proposies de ordem sociolgica para investigao da abordagem do episdio pelos agentes da mdia.

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    Considerando a leitura do texto acima, analise as proposies abaixo e, em seguida, marque a alternativa correta. I. As diversas fontes noticiosas nacionais e internacionais refletem tambm a presena de

    sujeitos, aes e interesses polticos diversos e, por isso, os contedos veiculados na imprensa oferecem opes para desvendar e apresentar os fatos segundo verses e opinies diversas, apesar das caractersticas dominantes da indstria cultural.

    II. Diante da gravidade que o episdio pode ter para o contexto das relaes internacionais, a imprensa buscou fontes noticiosas diversas em todas as naes e sujeitos sociais envolvidos, evitando a repetio e a espetacularizao do episdio, bem como a formao de opinies e tomada de posies polticas divergentes.

    III. Mesmo diante da profuso de fontes noticiosas sobre o episdio, certas tendncias homogeneizadoras da indstria cultural prevaleceram, diferentemente do que ocorreu na Europa, em funo dos interesses ligados ao mercado comum europeu.

    IV. As alternativas anteriores no so passveis de formulao para investigao sociolgica, uma vez que a imprensa um fenmeno muito complexo da indstria cultural e os contedos que essa imprensa veicula devem ser objetos de estudo apenas da Cincia Poltica, cujos mtodos so mais eficazes na abordagem desse tema.

    a) As alternativas I e II so corretas. b) Apenas a alternativa I correta. c) As alternativas I, II e III so corretas. d) As alternativas II, III e IV so corretas. 58. (Ufu 2002) Interprete o texto abaixo. A produo empresarial da arte popular qualquer que seja a orientao ideolgica e poltica de seus responsveis retira-lhe duas dimenses fundamentais. Alterando data, local de apresentao e a prpria organizao do grupo artstico, ela transforma em produto terminal, evento isolado ou coisa, aquilo que, em seu contexto de ocorrncia, o ponto culminante de um processo que parte de um grupo social e a ele retorna, sendo indissocivel da vida desse grupo. Os gestos, movimentos e palavras, em que pese todo o aperfeioamento tcnico possvel, tendem a perder o seu significado primordial. Eles deixam de ser signos de uma determinada cultura para se tornarem representaes que outros fazem dela. Atravs de um esforo realizado, em geral, em nome da esttica e da didtica, enxugam-se os eventos artsticos denominados populares de caractersticas consideradas inadequadas ou desnecessrias, sob o pretexto de revelar-lhes mais claramente a estrutura subjacente.

    ARANTES, Antonio Augusto. O que cultura popular. Coleo Primeiros Passos n. 36. So Paulo: Brasiliense, 1990, pp. 19-20.

    Identifique a(s) afirmao(es) teoricamente pertinente(s) e, a partir dela(s), analise os eventos artsticos das culturas populares. A seguir, marque a alternativa correta. I. O autor argumenta que os sujeitos da produo e da gesto dos eventos artsticos populares

    deixam de ser os sujeitos de criao da arte neles contida, ocorrendo, desse modo, uma alterao no processo e nos sentidos particulares que os engendrou.

    II. Ao argumentar que a produo empresarial da arte popular transforma os eventos populares em coisas, o autor quer mostrar a fragilidade simblica da arte popular, demonstrando o seu desaparecimento inevitvel.

    III. Os argumentos do autor so improcedentes, pois o folclore manteve inalterados os sentidos dos rituais das culturas populares, graas alma simples, romntica e lrica do povo brasileiro, sem distino de sexo, idade, classe, etnia, religio.

    IV. O autor no claro quanto posio sociolgica dos sujeitos da produo, da gesto e da criao da arte popular. Muitas empresas podem produzir, administrar e criar arte popular, se tm a mesma identidade do povo brasileiro.

    a) I e IV so pertinentes. b) I e II so pertinentes. c) I e III so pertinentes. d) Apenas I pertinente.

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    59. (Ufu 2000) "Em A tica protestante e o esprito do capitalismo, Weber comea investigando os princpios ticos que esto na base do capitalismo, constituindo o que ele denomina o seu esprito. E tais princpios so encontrados na teologia protestante, mais especificamente na teologia calvinista. A partir da formula sua hiptese bsica de trabalho, segundo a qual a vivncia espiritual da doutrina e da conduta religiosa exigida pelo protestantismo teria organizado uma maneira de agir religiosa com afinidade maneira de agir econmica, necessria para a realizao de um lucro sistemtico e racional."

    CATANI, Afrnio Mendes. O Que Capitalismo. Coleo Primeiros Passos, So Paulo, Brasiliense, 1980.

    Tomando como base o texto acima, desenvolva a concepo do trabalho no protestantismo, procurando demonstrar como essa concepo gerou condutas adequadas ao capitalismo. 60. (Ufu 1999) So fatores que hoje introduzem mudanas no mundo do trabalho. I. O uso intensivo de novas tecnologias, como robs e computadores, e a revoluo na

    comunicao, com as redes computadorizadas. II. Uma acirrada competio comercial entre pases de industrializao emergente, como Brasil,

    Mxico, China e os chamados Tigres Asiticos ( Coria do Sul, Hong Kong, Taiwan). III. A busca, em qualquer parte do globo, de mo de obra barata, de mercado de matria prima,

    pelas empresas multinacionais, decidindo onde, como e quando produzir. IV. A diminuio do desemprego, nos pases desenvolvidos e em desenvolvimento, como parte

    do cenrio globalizado. Selecione a alternativa correta: a) II, III e IV esto corretas. b) I, II e III esto corretas. c) I, III e IV esto corretas. d) II e IV esto corretas.

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    GABARITO TICA Resposta da questo 1: [D] Resposta da questo 2: [B] Resposta da questo 3: [E] Resposta da questo 4: [A] Resposta da questo 5: [B] Resposta da questo 6: 01 + 08 + 16 = 25. Resposta da questo 7: [D] Resposta da questo 8: [A] Resposta da questo 9: 08 + 16 = 24. Resposta da questo 10: [B] Resposta da questo 11: 01 + 02 + 16 = 19. Resposta da questo 12: [B] Resposta da questo 13: [C] Resposta da questo 14: [A] Resposta da questo 15: [C] Resposta da questo 16: [D] Resposta da questo 17: [C] Resposta da questo 18: [B] Resposta da questo 19: [E]

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    Resposta da questo 20: [A] Resposta da questo 21: [D] Resposta da questo 22: 01 + 02 + 04 = 07. Resposta da questo 23: [A] Resposta da questo 24: [A] Resposta da questo 25: [B] Resposta da questo 26: [A] Resposta da questo 27: [Questo Terica Possvel Gabarito] Ao definir a menoridade como a incapacidade de servir-se do prprio intelecto sem a guia de outro, Kant est fazendo uma crtica ao modo restritivo pelo qual o pensamento humano estava condicionado at aquele perodo, isto , at o Iluminismo. Esta restrio ao livre pensamento era levado a cabo sobretudo pelas instituies religiosas, isto e de modo geral -, pela Igreja, que no deixava espao para outras interpretaes do mundo e de seus fenmenos. , portanto, justamente contra esta tutela, esta menoridade, este ser guiado por outro, que Kant e o movimento Iluminista se rebelam, influenciando a mentalidade da poca e criando condies para as revolues burguesas - como a francesa, por exemplo -, determinando a queda dos regimes absolutistas baseados na religio e apoiados pela Igreja - em prol do estabelecimento de um Estado laico, governado pelo prprio povo. Resposta da questo 28: [A] Resposta da questo 29: [B] Resposta da questo 30: [A] Resposta da questo 31: [D] Resposta da questo 32: [D] Resposta da questo 33: [C] Resposta da questo 34: [Questo Terica Possvel Gabarito] Williams sugere que a necessidade de uma reflexo que seja inteiramente capaz de aperfeioar valores que no envolvem a quantificao monetria.

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    Resposta da questo 35: [D] Resposta da questo 36: [C] Resposta da questo 37: [C] Resposta da questo 38: [A] Resposta da questo 39: [A] Resposta da questo 40: 02 + 04 + 16 = 22. Resposta da questo 41: [A] Resposta da questo 42: [A] Resposta da questo 43: 01 + 02 + 08 + 16 = 27. Resposta da questo 44: [D] Resposta da questo 45: [A] Resposta da questo 46: [A] Resposta da questo 47: 01 + 04 = 05. Resposta da questo 48: [B] Resposta da questo 49: 01 + 02 + 08 + 16 = 27. Resposta da questo 50: 01 + 02 + 04 = 07.

    Resposta da questo 51: [A] Resposta da questo 52: [B]

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    Resposta da questo 53: 01 + 02 = 03. Resposta da questo 54: [A] Resposta da questo 55: [E] Resposta da questo 56: [B]

    Resposta da questo 57: [B] Resposta da questo 58: [D] Resposta da questo 59: [Questo Terica Possvel Gabarito] A concepo protestante do trabalho a qual Weber faz referncia relaciona o trabalho com a atividade asctica e a doutrina da predestinao. Sendo assim, o homem que trabalha e que encontra a prosperidade justamente o homem escolhido por Deus para a vida eterna. Alm disso, tal doutrina deixa de condenar a usura, como fazia a tica catlica. o conjunto dessas aes que est relacionada com o esprito do capitalismo nascente no perodo. Resposta da questo 60: [B]

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