1982 Introdução às Ciências Exatas e da Terra. MOSCATI ...· Coordenador de Engenharias RUY CARLOS

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Universidade de So Paulo

1982

Introduo s Cincias Exatas e da Terra. MOSCATI, Giorgio. "Introduo s Cincias Exatas e da Terra". In: MOSCATI, Giorgio; LERNER,

Eugnio; MAGALHES, Luiz Edmundo de; VIEIRA, Ruy Carlos de Camargo; VIANA, Jos de

Alencar Carneiro; SILVA, Alberto Carvalho da; VELHO, Gilberto Cardoso Alves; VERSIANI, Flvio

Rabelo. Avaliao & Perspectivas. Braslia: CNPq/Coordenao Editorial, v. 2, p. 15-19, 1982.http://www.producao.usp.br/handle/BDPI/47559

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Biblioteca Digital da Produo Intelectual - BDPI

Departamento de Fsica Experimental - IF/FEP Livros e Captulos de Livros - IF/FEP

http://www.producao.usp.brhttp://www.producao.usp.br/handle/BDPI/47559

AVALIACAO PERSPECTIVAS

1111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111 SBI/IFUSP 305M81021976

1982

Volume 2/Cincias Exatas e da Terra

1. Astronom ia 2. Computao 3 . Estat(stica

4. F (sica 5. Geocincias

- 6 . Matemtica 7. Oceanografia

8 . Qu(mica

g~''/.lft~{/:g 1A/jfgfftlo~1gsENVOLVIMENTO Coordenao Editorial Brasi1a 1983

s-u+- 2.. YA c~ -.~ )' /~.- c:._~ I

( \ { \ . \ .: ., \ , - . Presidente da Repblica JOO BAPTISTA DE FIGUEIREDO

Ministro de Planejamento ANTNIO DELFIM NETTO

Secretrio Geral JOS FLVIO PCORA

Presidente do CNPq LYNALDOCAVALCANTIDEALBUOUEROUE Diretores JOS DE ANCHIETA MOURA F JOS DUARTE DE ARAJO LUIZ CARLOS TAVARES ROBERTO LEAL LOBO E SILVA FI LHO

Superintendente de Desenvolvimento Cientfico MANUEL MARCOS MACIEL FORMIGA

Coordenador Geral de Avaliao & Perspectivas 1982 GIORGIO MOSCA TI

Coordenador de Cincias Exatas e da Terra EUGNIO LERNER

Coordenador de Cincias Biolgicas LUIZ EDMUNDO DE MAGALHES

Coordenador de Engenharias RUY CARLOS DE CAMARGO VIEIRA

Coordenador de Cincias Agrrias JOSI: DE ALENCAR CARNEIRO VIANA

Coordenador de Cincias da Sade ALBERTO CARVALHO DA SILVA

Coordenador de Cincias Humanas e Sociais GILBERTO CARDOSO ALVES VELHO

Coordenador de Cincias Sociais Aplicadas FLVIO RABELO VERSIANI

Secretrio de Apoio YASHIRO YAMAMOTO

Superintendncia de Desenvolvimento Cientfico Av. W/3 Norte- Quadra 511 -Bloco A 70750- Braslia- DF Fone: (061) 274-1155- ramais 396 e 442

CNPq

Avaliao & Perspectivas. Braslia, CNPq/ Coordenao Editorial, 1983.

8. v.

1. Desenvolvimento cientfir:o- Braslia 2. Pesquisa cientfica -Brasil I. Ttulo

CDU 001 .89 (81)

G 4 SUMARIO GERAL

APRESENTAO GERAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 INTRODUO S CINCIAS EXATAS E DA TERRA . . . . . . . . . . . . 15 1. ASTRONOMIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 2. COMPUTAO.. ...... . ............................ 59 3. ESTAT(STICA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107 4. FfSICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 5. GEOCI ~NCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207 6. MATEMTICA ............. . ... . ... .. . . .. . .. . ....... . 243 7. OCEANOGRAFIA .. . . . .. ' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 289 8. QU(MICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 337 ANEXO 1 ... .. . .. . . . . . . . ......... . .... .. .. . ...... . . . 415 ANEXO 2 ... .. . . ... . . .. . . .' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 421

INTRODUO S CINCIAS EXATAS E DA TERRA*

o 111 PBDCT foi elaborado como um roteiro para a atuao do governo na rea de cincia e tecnologia para b perodo de 80/85 e representa o detalhamento do captulo I V do 111 PN D. Dentro desse enquadramento, feita a seleo de progra mas e atividades prioritrias, cuja implementao se consubstancia atr

Matemtica- professor Carlos Augusto lsnard (IMPA) Oceanografia - professor Clovis Teixeira ( USP) Qumica- professor Walter Baptist Mors (UFRJ)

Aos redatores foram dados meios para convidarem um certo nmero de pessoas da comunidade que os pudessem assessorar nos diversos setores de suas subreas. Na preparao dos documentos os redatores se valeram, alm das reunies com seus assessores, de informaes obtidas diretamente por visitas a instituies e centros de pesquisa ou por intermdio de questionrios, entrevistas etc, assim como de dados fornecidos pela Capes, CNPq, Fapesp e Finep.

As verses preliminares dos documentos foram submetidas apreciao dos Co-mits Assessores, assim como em alguns casos, como o da Fsica, apresentados para discusso durante a XXXIV Reunio Anual da SBPC. As verses finais fo-ram analisadas e ratificadas pelos Comits Assessores das reas correspondentes. Deste modo, os documentos refletem um posicionamento da comunidade cient-fica transmitido atravs do estilo pessoal dos redatores, que procuram expressar estas posies de uma maneira clara, objetiva e precisa.

Analisando o contedo dos textos fica claro que em todas essas subreas existe uma srie de deficincias comuns e que, se as autoridades competentes no toma-rem as devidas providncias, os objetivos contidos no 111 PBDCT dificilmente se-ro alcanados.

O que se segue um apanhado de pontos comuns a todas as subreas. Anlises mais detalhadas so apresentadas nos textos dos documentos. Posies e proble-mas especificas se encontram na Sinopse de cada uma das subreas.

Embora pequena, em termos absolutos, a comunidade de Cincias Exatas e da Terra conta com alguns grupos de tima qualidade, consolidados graas aos pro-gramas de bolsas e auxlios extra-institucionais. Das oito subreas, trs possuem algumas centenas de pesquisadores com doutoramento (Fsica, Qumica e Mate-mtica). As outras cinco ainda no atingiram uma centena de doutores.

O crescimento do nmero de pesquisadores, nos ltimos anos, tem sido aproxi-madamente linear, a pequenas taxas, o que insatisfatrio frente s necessidades extrapoladas das universidades e centros de pesquisas. O nmero de doutores em cada subrea considerada muito inferior, em termos absolutos e relativos, do correspondente nos palses desenvolvidos cientfica e tecnologicamente. A forma-o de recursos humanos continua sendo o objetivo prioritrio em todas as sub-reas. Existe necessidade premente de permitir a absoro do pessoal formado. A poltica governamental de proibir contrataes tem sido prejudicial ao desenvol-vimento cientfico-tecnolgico do pas; pesquisadores recm-doutorados no exte-rior e no pas so obrigados a recorrerem a bolsas provisrias do CNPq para po-derem trabalhar nas instituies de pesquisas. A proibio da absoro desses pesquisadores no s desestimula a volta dos mesmos ao pas, como tambm au-

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ncia de pessoal qualificado nos diversos setores de desenvolvimento menta a car .. cienttico-tecnologlco.

. timentos em Cincias Exatas e da Terra, deflacionadas. se mantiveram Os 1.nvems ente constantes. O tipo de auxlio conced ido (anual ou bienal) pelos r-pratlca 1 - 1 ' d ' 1 _ f ' anceiros no favorecem um p ane)amento mstltuCiona a me 10 e ongo gaos m . . d 'd 1 A comunidade centf1ca tem, SIStematicamente, sem ser aten 1 a, so ICI pr~zo . os rgos financiadores, auxlio por quatro anos, acompanhamento e ava-~t ~a dos projetos. Este tipo de financiamento daria uma maior estabilidade aos

aaoos de pesquisa e possibilidade de planejamento mais elaborado de planos de grup d d - d d trabalho, aquisio ot1m1za a e e~u1par:nentos e est ruturaao e_qua r~ .c1e~t1 f tcnico e administrativo. O mvest1mento agregado ao Brasil em c1enc1a e t~~~ologia atinge o ~vel de 0,~% do _PIB, em con~raste com o _valor tpico de 2% dos paises desenvolvidos. Esse mvest1mento , aval1ado per cap1ta, nos coloca em posio de grande inferioridade em relao queles palses.

Constata-se na formulao oramentria das instituies de pesquisa, a de ficln cia de recursos alocados aos programas de manuteno e modernizao dos equi -pamentos de pesquisa. Projetos so em muitos c~sos desa~elerados e at_ lnt:r rompidos devido a falta de verbas para manutenao de eqUipamentos. Os orgaos financiadores devem colocar nfase ou mesmo criar programas especiais de apoio infra-estrutura das instituies para que seja assegurada a continuidade dos pro-jetos, no que d iz respeito ao funcionamento de equipamentos e disponibilidade

de servios .

No foi constatado nenhum progresso no estabelecimento de uma carreira tcni-ca nos quadros universitrios. , carreira tcnica, como a de pesquisador e de pro-fessor universitrio, crucial para a viabilidade de qualquer programa mais ambi-cioso em cincia e tecnologia. H muito que se tem proposto a criao de uma carreira para os tcnicos, porm, sem nenhum resultado concreto. A carreira de tcnico deve ser estabelecida c~m escala salarial compatvel com o mercado de trabalho.

Foi reconhecida pelo CNPq a importncia dos grupos de pesquisas emergentes e definida uma poltica de apoio especfico. Se faz necessrio garantir aos grupos selecionados um apoio continuo, no s pelo CNPq como tambm pelos outros rgos financiadores. A comunidade cientfica deve participar da seleo desses grupos e colaborar com os rgos financiadores para elaborar um programa espe-cial, destinado aos grupos de pesquisa de bom nvel dos centros menores.

opinio unnime da comunidade cientfica brasileira a necessidade de se tomar aes no sentido de fortalecer ao mximo o desenvolvimento de instrumentao cientfica nacional. O desenvolvimento autnomo, dentro das instituies de pes-quisa, de tcnicas de automatizao de controle e aquisio de dados de suma importncia para a atividade experimental e tem tido srios obstculos devido ao excessivo zelo d