of 4 /4
Recife, segunda-feira, 6 de dezembro de 2004 Resolução das provas do Vestibular UPE 2005 de Português, Inglês e Espanhol O MOTIVO É FERA COMO VOCÊ. REDAÇÃO - Tema 1 "O desejo de conhecer e a disposição para o diálogo" O tema reflete a importância das opiniões sobre os fatos, a postura crítica diante do mundo. Reflexões que contribuam para o aprofundamento da discussão sobre os temas postos pela própria vida em sociedade. O verdadeiro poder reside na habilidade de coletar, processar e dispor a informação de tal modo a transformá-la em conhecimento para atingir metas. A verdadeira evolução que hoje é exigida no cenário mundial. Nesse processo, o diálogo, o resgate e a devolução do direito à palavra, a criação de espaços coletivos de discussão revelam-se como elementos fundamentais para superar as limitações da evolução. Assim, o reforço dialógico poderá produzir uma mudança de base nas relações, na estrutura e funcionamento da sociedade. REDAÇÃO - Tema 2 "A intolerância é causadora da violência e das guerras." O tema tece reflexões sobre a necessidade de investir-se na construção de uma CULTURA DA PAZ. O autoritarismo tem gerado, ao longo da história, indivíduos revoltados, incapazes de dialogar e INTOLERANTES em relação ás diferenças individuais. No entanto, as situações não serão resolvidas dessa forma, e sim com estratégias racionais e eficientes que promovam mudanças sociais e ideológicas. Os conflitos são compreendidos como integrantes dos processos humanos, sendo determinante a maneira como são enfrentados e resolvidos. Nesse contexto, a formação humanística transcede os limites dos interesses meramente individuais e cujo fim é conseguir a harmonia de pessoas consigo mesmas, com a natureza e com os outros. Disso tudo decorre a necessidade de propiciar o desenvolvimento da auto-estima, respeito pelo ser, reconhecimento dos direitos e deveres de cidadania. Em outras palavras, a PAZ não é um estado, mas um construção. Texto A O preconceito nosso de cada dia Preconceito, nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas. Preconceito é o outro que tem... Mas, por falar nisso, já observou o leitor como temos o fácil hábito de generalizar sobre tudo e todos? Falamos sobre “mulheres”, a partir de experiências pessoais; conhecemos “os políticos”, após acompanhar a carreira de dois ou três; sabemos tudo sobre os “militares” porque o síndico de nosso prédio é um sargento aposentado; discorremos sobre sogras, advogados, professores, motorista de caminhão, peões de obras, dançarinos, enfim, sobre tudo. Mas discorremos de maneira especial sobre raças e nacionalidades e, por extensão, sobre atributos inerentes a pessoas nascidas em determinados Estados. Afinal, todos sabemos (sabemos?) que os franceses não tomam banho; os mexicanos são preguiçosos; os suíços, pontuais; os italianos, ruidosos; os japoneses, trabalhadores; e por aí afora. Sabemos também que cariocas são folgados; baianos, festeiros; nordestinos, pobres; mineiros, diplomatas etc. Sabemos ainda que o negro não tem o mesmo potencial que o branco, a não ser em algumas atividades bem-definidas como o esporte, a música, a dança e algumas outras que exigem mais do corpo e menos da inteligência. O mecanismo funciona mais ou menos assim: estabelecemos uma expectativa de comportamento coletivo (nacional, regional, racial), mesmo sem conhecermos, pessoalmente, muitos ou mesmo nenhum membro do grupo sobre o qual pontificamos. Não nos detemos em analisar a questão um pouco mais a fundo. Não nos interessa estudar o papel que a escravidão teve na formação histórica de nossos negros. Nada disso. O importante é reproduzir, de forma acrítica e boçal, os preconceitos que nos são passados por piadinhas, por tradição familiar, pela religião, pela necessidade de compensar nossa real inferioridade individual por uma pretensa superioridade coletiva que assumimos ao carimbar o “outro” com a marca de qualquer inferioridade. Temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente para nos referirmos ao “nosso” e ao do “outro”, numa atitude que, mais do que autocondescendência, não passa de preconceito puro. Por exemplo, a nossa, é religião, a do outro é seita; nós temos fervor religioso, eles são fanáticos; nós temos hábitos, eles, vícios; nós cometemos excessos compreensíveis, eles são um caso perdido; e, finalmente, não temos preconceito, apenas opinião formada sobre as coisas. Ou deveríamos ser como esses intelectuais que para afirmar qualquer coisa acham necessário estudar e observar atentamente? Observar, estudar e agir respeitando as diferenças é o que se espera de cidadãos que acreditam na democracia e, de fato, lutam por um mundo mais justo. De nada adianta protestar contra limpezas raciais e discriminação pelo mundo afora, se não ficamos atentos ao preconceito nosso de cada dia. Jaime Pinsky. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 20/5/93. Adaptado 01. Leia o texto A e procure apreender aspectos gerais de sua composição e construção textual. I. A idéia central do texto em análise gira em torno do papel que a escravidão teve na formação histórica de nossas diferenças nacionais. II. A finalidade do texto A é ressaltar a precariedade de fundamentação com que certos tipos e comportamentos sociais são rotulados. III. A forma de composição do texto nos leva a admitir que se trata de um texto narrativo, cuja continuidade é dependente da seqüência dos eventos relatados. IV. O canal de produção do texto respeitou as normas gerais da escrita formal, embora certos fragmentos (o início do texto, por exemplo) se aproximem de usos do oral informal. V. A forma como o texto foi produzido mostra que o autor pretendeu sentir-se alheio ao grupo a quem se dirige. O uso do verbo na primeira pessoa do plural evidencia esse aspecto. A afirmativa é verdadeira nos itens A) II, III e IV apenas. B) II e IV apenas. C) I, II e III apenas. D) I, II, IV e V apenas. E) IV e V apenas. Gabarito: B I - A escravidão aparece apenas como idéia secundária no quarto parágrafo III - O texto não está centrado numa estrutura narrativa (enredo, personagem, foco narrativo, espaço, tempo). Na verdade, trata-se de um texto expositivo-argumentativo, uma vez que o autor defende a tese de que o ser humano é preconceituoso, embora não o admita. Comentários V - O uso do verbo na 1ª pessoa do plural "Não nos detemos em analisar a questão um pouco mais a fundo...' revela que o autor se inclui no grupo ao qual se dirige. 02. Interpretando os efeitos de sentido de alguns fragmentos do texto A, pode-se fazer as considerações abaixo. I. Em “Preconceito, nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas.” (1º parágrafo), pode-se reconhecer a “opinião” do autor; ou seja, neste trecho, ele expressa, literalmente, sua posição pessoal acerca do tema. II. Em “Mas, por falar nisso”(2º parágrafo), o autor indica sua intenção de manter o tópico sobre o qual estava discorrendo no fragmento anterior. III. Em “Afinal, todos sabemos (sabemos?)” (3º parágrafo), o autor explicita sua própria dúvida quanto ao que, taxativamente, havia afirmado. IV. Em “Sabemos ainda que o negro não tem o mesmo potencial que o branco” (3º parágrafo), o autor retoma a percepção consensualmente estereotipada acerca do problema racial. V. Em “Temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente” (5º parágrafo), o autor faz uma enumeração e sugere a inclusão de um item não esperado. Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas. A) II, III, IV e V apenas. B) I, II, IV e V apenas. C) I, IV e V apenas. D) III e V apenas. E) I e IV apenas. Gabarito: A Em "Preconceito nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas", o autor não expressa sua posição pessoal, apenas ironiza o senso-comum. 03. Se prestarmos atenção às relações semânticas estabelecidas por certos conectivos que aparecem no texto A, pode-se afirmar o que segue. I. No fragmento: “mesmo sem conhecermos, pessoalmente, muitos ou mesmo nenhum membro do grupo” (4º parágrafo), o segmento destacado tem um valor de concessão. Poderia ser substituído por ”embora não conheçamos”. II. No fragmento: “o negro não tem o mesmo potencial que o branco” (3º parágrafo), a relação expressa é de comparação. III. No fragmento: “Temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente para nos referirmos ao “nosso” e ao do “outro” (5º parágrafo), a relação expressa é de causalidade. IV. No fragmento: “deveríamos ser como esses intelectuais” (6º parágrafo), a relação expressa pelo conectivo é de conclusão. V. Em “se não ficamos atentos ao preconceito nosso de cada dia.” (6º parágrafo), a relação expressa é de condição. Outro conectivo adequado a este contexto seria 'caso', feitas as devidas alterações. Estão corretas as afirmações que constam na alternativa. A) I e II apenas. B) I, II e V apenas. C) I, III e IV apenas. D) II, III e IV apenas. E) III, IV e V apenas. Gabarito: B III - A relação expressa não é de causalidade, e sim de finalidade. IV - O conectivo "como" estabelece uma relação de comparação, não de conclusão. Texto B Troféu e sonho A mansão, ainda que luxuosa, é de um mau gosto extremo. Não há muito o que ver, mas o dono faz questão de levar os visitantes a uma sala que chama de “meu templo”; ali, em uma espécie de vitrine, iluminado por fortes lâmpadas, está um troféu, uma taça destas que os clubes ganham em campeonatos. E, sem que lhe peçam, ele conta a história dessa taça. Tudo começou quando era um rapaz pobre, morando em uma pequena cidade do interior. Lugar modorrendo, onde nada acontecia. Assim, foi grande a surpresa quando se anunciou a chegada, ali, de um grande time de futebol: nada menos que o Flamengo, do Rio de Janeiro. Notícia que o deixou excitadíssimo porque, em primeiro lugar, era fã de futebol e, mais importante, era um ardoroso torcedor do rubro-negro. Que viria ali para disputar um torneio regional, no qual participavam o time da cidade e mais alguns outros clubes de localidades vizinhas. Na véspera do grande jogo, nem conseguiu dormir. No dia seguinte, foi o primeiro a chegar ao pequeno e precário estádio. Aos poucos as arquibancadas foram se enchendo. Todos miravam-no com irritação. Explicável: ele vestia uma camisa do Flamengo e agitava uma bandeira do clube. Decidira assumir a sua condição de torcedor e o fazia com orgulho. Aplaudiu com entusiasmo o rubro negro, quando este entrou em campo. A partida começou e logo duas coisas ficaram claras; primeiro, que os donos da casa não eram adversários para o Flamengo; segundo, que o time carioca estava com muito azar. Jogador após jogador se lesionava e tinha de ser substituído. Lá pelas tantas, o insólito: mais um lesionado e já não havia reserva no banco. O que gerou um impasse. A partida foi paralisada, enquanto juiz e dirigentes deliberavam. Foi aí conta ele que eu tive uma inspiração. Levantei-me e, da arquibancada, gritei que jogaria pelo Flamengo. Os dirigentes olharam-me com espanto, mas decidiram aceitar a proposta. Rapidamente assinei um contrato e no instante seguinte estava no campo. Apossei-me da bola, driblei um, driblei o segundo, chutei forte no canto esquerdo gol! Gol da vitória! O Flamengo ganhou a taça. Que os dirigentes, em sinal de gratidão, me ofereceram. Esta é a história que o homem conta. Na qual ninguém acredita: todos sabem que comprou a taça por bom dinheiro, de um credor do Flamengo. Mas também ninguém o desmente. Afinal, quem compra um troféu compra junto o sonho que esse troféu representa. Moacyr Scliar. Folha de S. Paulo, 13/10/2003, p. C2. Adaptado. 04. Pela compreensão global do texto B e pela análise de sua construção, fica claro que I. o narrador foi além do simples relato: propõe, no final, uma reflexão sobre as dimensões simbólicas e não-imediatas do fato. II. por mais simples que sejam, as coisas podem assumir um aspecto sagrado: no texto, a expressão “meu templo” indica isso. III. a seqüência de um texto se garante, também, pela retomada de segmentos anteriores: o uso do 'Tudo', no início do segundo parágrafo, e o uso do 'aí', no início do quinto, cumprem essa função coesiva. IV. no quinto parágrafo, o narrador dá a palavra ao personagem principal, embora faltem indicações pronominais que atestem essa estratégia. V. o título do texto tem um apoio explícito no último parágrafo; mas, ao longo do texto, palavras, como 'modorrendo', 'lesionado', 'deliberavam', iam orientando o leitor para a justificação do título. O comentário está correto nos itens A) I e II apenas. B) II e III apenas. C) I, II e III apenas. D) III, IV e V apenas. E) I, III e IV apenas. Gabarito: C IV - O narrador dá a palavra à personagem principal e ratifica essa estratégia com pronomes pessoais. V - Os termos "modorrendo" (desanimado), "lesionado" e "deliberavam" não sugerem valor positivo, estão em desacordo com a justificativa para o título apresentado no último período do texto: "Afinal, quem compra um troféu compra junto o sonho que esse troféu representa." 05. Considerando as normas da concordância verbal, em uso nos textos A e B, pode-se fazer as seguintes análises. I. Em “já observou o leitor como temos o fácil hábito de generalizar” (2º parágrafo do Texto A), o verbo em destaque está no singular, concordando com o termo sujeito 'leitor'. Poderia também ficar no plural, uma vez que o sujeito está posposto ao verbo. II. Em “todos sabemos (sabemos?) que” (3º parágrafo do Texto A), o verbo também poderia estar na 3ª. pessoa do plural, concordando com a forma 'todos'. III. Em “um torneio regional, no qual participavam o time da cidade e mais alguns outros clubes” (2º parágrafo do Texto B), o verbo está no plural, já que o sujeito é composto. Mas, poderia também estar no singular, concordando com o sujeito posposto mais próximo. Comentários Comentários Comentários IV. Em “já não havia reserva no banco.” (4º parágrafo do Texto B), o verbo está no singular; estaria no plural, se o termo 'reserva' estivesse também no plural. V. Em “ninguém o desmente” (6º parágrafo do Texto B), o verbo está no singular; mas, ficaria no plural se o sujeito fosse 'nenhum de nós'. As análises estão corretas nas alternativas A) I, II e III apenas. B) II, III e IV apenas. C) I e V apenas. D) IV e V apenas. E) II e III apenas. Gabarito: E I - F Mesmo posposto, o sujeito continua sendo "leitor", logo o verbo deve permanecer na 3ª pessoa do singular. V - F "Haver", no sentido de "existir", é impessoal, portanto deve permanecer na 3ª pessoa do singular: "já não havia RESERVA no banco". já não havia RESERVAS no banco V - F Nas locuções pronominais (quem de nós, qual de vós quando o etc.) primeiro pronome está no singular, o verbo deve concordar só com ele. Por isso, "nenhum de nós o DESMENTE". 06. Uma análise das diferentes relações de significado entre as palavras leva a se afirmar que I. em “uma pretensa superioridade coletiva” (4º parágrafo do Texto A), o termo sublinhado é sinônimo de 'presumida'. II. em “atributos inerentes” (2º parágrafo do Texto A), um sentido oposto para o termo sublinhado seria 'inertes'. III. um “Lugar modorrendo” (2º parágrafo do Texto B) é, metaforicamente, um 'lugar com modorra', ou seja, 'desanimado'. IV. em “juiz e dirigentes deliberavam” (4º parágrafo do Texto B), o termo sublinhado se associa semanticamente a 'ponderar', 'refletir' e é sinônimo de 'decidiam'. V. em “Lá pelas tantas, o insólito” (4º parágrafo do Texto B), o termo em destaque tem o mesmo sentido de 'inabitual', 'incomum'. O prefixo 'in' é indicação do sentido negativo dessas palavras. As afirmações corretas aparecem nos itens A) I e II apenas. B) II e III apenas. C) III, IV e V apenas. D) I, III, IV e V apenas. E) I, II, IV e V apenas. Gabarito: D II - F INERENTES significa INSEPARÁVEIS. Um sentido oposto a esse termo seria DISSOCIADOS, SEPARÁVEIS. A palavra INERTES, entretanto, denota imobilidade, logo não pode ser o resposta correta. Texto C 07. Tomando como referência o texto C e noções em torno da 'variação lingüística', analise os comentários abaixo. I. A norma que convém a um texto como o texto C é a norma padrão, pois se trata de uma comunicação pública e formal. II. A ampla diversidade da experiência social se reflete na linguagem. Assim é que o vocabulário atualizado no texto C difere daquele de uma situação da conversação coloquial. III. O texto C confirma o princípio de que a comunicação pública e formal deve evitar o uso de termos muito restritos a determinados contextos sociais e regionais. IV. No texto C, a ausência de pronomes de primeira pessoa aponta para um estilo não-pessoal de comunicação. No caso, é a instituição que assume o papel de locutor. V. Um texto escrito em norma não-padrão não seria um texto interpretável. A norma padrão é que garante a inteligibilidade do texto. As afirmações corretas estão presentes nos itens A) I, II e III apenas. B) III e IV apenas. C) II e III apenas. D) I, II, III e IV apenas. E) I, III, IV e V apenas. Gabarito: D V - F A norma-padrão não é condução essencial para a inteligibilidade de um texto e sua conseqüente interpretação. 08. Analise as observações abaixo, que têm como foco aspectos textuais e lingüísticos do texto C. I. O texto, numa perspectiva geral, tem como finalidade principal convencer o público acerca da credibilidade das empresas jornalísticas. II. O segundo e o terceiro parágrafos podem ser vistos como justificativas para o conteúdo do que é enunciado no primeiro. III. No texto, 'material publicitário' e 'material editorial' se equivalem semanticamente. As informações que ambos divulgam merecem o mesmo tratamento. IV. Do ponto de vista textual, a expressão 'Esse procedimento' (no primeiro parágrafo) funciona como um hiperônimo que retoma um segmento anterior do texto. V. Do ponto de vista lingüístico, o sinal indicativo da crase em “representa sério prejuízo à credibilidade dos jornais” (1º parágrafo) é facultativo, não interferindo, portanto, no valor sintático- semântico do enunciado. As afirmações estão corretas em A) II e IV. B) I, II e III. C) II, III e IV. D) IV e V. E) I e V. Gabarito: A Comentários Comentários Comentários Português Literatura Marcos de Andrade, Graça Migliorini, Edvânea Maria, Guilherme Paz, Mário Sérgio, Mônica Soares, Cleonice Rabelo, Cristiane Abreu, Sílvia Oliveira

2005 Upe Dia1 Web

Embed Size (px)

Citation preview

Page 1: 2005 Upe Dia1 Web

Recife, segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

Resolução das provas do Vestibular UPE 2005 de Português, Inglês e Espanhol

O MOTIVO É FERA COMO VOCÊ.

REDAÇÃO - Tema 1"O desejo de conhecer e a disposição para o diálogo"O tema reflete a importância das opiniões sobre os fatos, a postura crítica diante do mundo. Reflexões que contribuam para o aprofundamento da discussão sobre os temas postos pela própria vida em sociedade.O verdadeiro poder reside na habilidade de coletar, processar e dispor a informação de tal modo a transformá-la em conhecimento para atingir metas. A verdadeira evolução que hoje é exigida no cenário mundial.Nesse processo, o diálogo, o resgate e a devolução do direito à palavra, a criação de espaços coletivos de discussão revelam-se como elementos fundamentais para superar as limitações da evolução. Assim, o reforço dialógico poderá produzir uma mudança de base nas relações, na estrutura e funcionamento da sociedade.

REDAÇÃO - Tema 2"A intolerância é causadora da violência e das guerras."O tema tece reflexões sobre a necessidade de investir-se na construção de uma CULTURA DA PAZ.O autoritarismo tem gerado, ao longo da história, indivíduos revoltados, incapazes de dialogar e INTOLERANTES em relação ás diferenças individuais. No entanto, as situações não serão resolvidas dessa forma, e sim com estratégias racionais e eficientes que promovam mudanças sociais e ideológicas.Os conflitos são compreendidos como integrantes dos processos humanos, sendo determinante a maneira como são enfrentados e resolvidos. Nesse contexto, a formação humanística transcede os limites dos interesses meramente individuais e cujo fim é conseguir a harmonia de pessoas consigo mesmas, com a natureza e com os outros.Disso tudo decorre a necessidade de propiciar o desenvolvimento da auto-estima, respeito pelo ser, reconhecimento dos direitos e deveres de cidadania. Em outras palavras, a PAZ não é um estado, mas um construção.

Texto AO preconceito nosso de cada dia

Preconceito, nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas. Preconceito é o outro que tem...Mas, por falar nisso, já observou o leitor como temos o fácil hábito de generalizar sobre tudo e todos? Falamos sobre “mulheres”, a partir de experiências pessoais; conhecemos “os políticos”, após acompanhar a carreira de dois ou três; sabemos tudo sobre os “militares” porque o síndico de nosso prédio é um sargento aposentado; discorremos sobre sogras, advogados, professores, motorista de caminhão, peões de obras, dançarinos, enfim, sobre tudo. Mas discorremos de maneira especial sobre raças e nacionalidades e, por extensão, sobre atributos inerentes a pessoas nascidas em determinados Estados.Afinal, todos sabemos (sabemos?) que os franceses não tomam banho; os mexicanos são preguiçosos; os suíços, pontuais; os italianos, ruidosos; os japoneses, trabalhadores; e por aí afora. Sabemos também que cariocas são folgados; baianos, festeiros; nordestinos, pobres; mineiros, diplomatas etc. Sabemos ainda que o negro não tem o mesmo potencial que o branco, a não ser em algumas atividades bem-definidas como o esporte, a música, a dança e algumas outras que exigem mais do corpo e menos da inteligência.O mecanismo funciona mais ou menos assim: estabelecemos uma expectativa de comportamento coletivo (nacional, regional, racial), mesmo sem conhecermos, pessoalmente, muitos ou mesmo nenhum membro do grupo sobre o qual pontificamos. Não nos detemos em analisar a questão um pouco mais a fundo. Não nos interessa estudar o papel que a escravidão teve na formação histórica de nossos negros. Nada disso. O importante é reproduzir, de forma acrítica e boçal, os preconceitos que nos são passados por piadinhas, por tradição familiar, pela religião, pela necessidade de compensar nossa real inferioridade individual por uma pretensa superioridade coletiva que assumimos ao carimbar o “outro” com a marca de qualquer inferioridade.Temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente para nos referirmos ao “nosso” e ao do “outro”, numa atitude que, mais do que autocondescendência, não passa de preconceito puro. Por exemplo, a nossa, é religião, a do outro é seita; nós temos fervor religioso, eles são fanáticos; nós temos hábitos, eles, vícios; nós cometemos excessos compreensíveis, eles são um caso perdido; e, finalmente, não temos preconceito, apenas opinião formada sobre as coisas.Ou deveríamos ser como esses intelectuais que para afirmar qualquer coisa acham necessário estudar e observar atentamente? Observar, estudar e agir respeitando as diferenças é o que se espera de cidadãos que acreditam na democracia e, de fato, lutam por um mundo mais justo. De nada adianta protestar contra limpezas raciais e discriminação pelo mundo afora, se não ficamos atentos ao preconceito nosso de cada dia.

Jaime Pinsky. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 20/5/93. Adaptado

01. Leia o texto A e procure apreender aspectos gerais de sua composição e construção textual.I. A idéia central do texto em análise gira em torno do papel que a escravidão teve na formação histórica de nossas diferenças nacionais. II. A finalidade do texto A é ressaltar a precariedade de fundamentação com que certos tipos e comportamentos sociais são rotulados. III. A forma de composição do texto nos leva a admitir que se trata de um texto narrativo, cuja continuidade é dependente da seqüência dos eventos relatados.IV. O canal de produção do texto respeitou as normas gerais da escrita formal, embora certos fragmentos (o início do texto, por exemplo) se aproximem de usos do oral informal.V. A forma como o texto foi produzido mostra que o autor pretendeu sentir-se alheio ao grupo a quem se dirige. O uso do verbo na primeira pessoa do plural evidencia esse aspecto.

A afirmativa é verdadeira nos itensA) II, III e IV apenas.B) II e IV apenas.C) I, II e III apenas.D) I, II, IV e V apenas.E) IV e V apenas.Gabarito: B

I - A escravidão aparece apenas como idéia secundária no quarto parágrafoIII - O texto não está centrado numa estrutura narrativa (enredo, personagem, foco narrativo, espaço, tempo). Na verdade, trata-se de um texto expositivo-argumentativo, uma vez que o autor defende a tese de que o ser humano é preconceituoso, embora não o admita.

Comentários

V - O uso do verbo na 1ª pessoa do plural "Não nos detemos em analisar a questão um pouco mais a fundo...' revela que o autor se inclui no grupo ao qual se dirige.

02. Interpretando os efeitos de sentido de alguns fragmentos do texto A, pode-se fazer as considerações abaixo. I. Em “Preconceito, nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas.” (1º parágrafo), pode-se reconhecer a “opinião” do autor; ou seja, neste trecho, ele expressa, literalmente, sua posição pessoal acerca do tema. II. Em “Mas, por falar nisso”(2º parágrafo), o autor indica sua intenção de manter o tópico sobre o qual estava discorrendo no fragmento anterior.III. Em “Afinal, todos sabemos (sabemos?)” (3º parágrafo), o autor explicita sua própria dúvida quanto ao que, taxativamente, havia afirmado.IV. Em “Sabemos ainda que o negro não tem o mesmo potencial que o branco” (3º parágrafo), o autor retoma a percepção consensualmente estereotipada acerca do problema racial.V. Em “Temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente” (5º parágrafo), o autor faz uma enumeração e sugere a inclusão de um item não esperado.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.A) II, III, IV e V apenas.B) I, II, IV e V apenas.C) I, IV e V apenas.D) III e V apenas.E) I e IV apenas.Gabarito: A

Em "Preconceito nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas", o autor não expressa sua posição pessoal, apenas ironiza o senso-comum.

03. Se prestarmos atenção às relações semânticas estabelecidas por certos conectivos que aparecem no texto A, pode-se afirmar o que segue.I. No fragmento: “mesmo sem conhecermos, pessoalmente, muitos ou mesmo nenhum membro do grupo” (4º parágrafo), o segmento destacado tem um valor de concessão. Poderia ser substituído por ”embora não conheçamos”. II. No fragmento: “o negro não tem o mesmo potencial que o branco” (3º parágrafo), a relação expressa é de comparação. III. No fragmento: “Temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente para nos referirmos ao “nosso” e ao do “outro” (5º parágrafo), a relação expressa é de causalidade.IV. No fragmento: “deveríamos ser como esses intelectuais” (6º parágrafo), a relação expressa pelo conectivo é de conclusão. V. Em “se não ficamos atentos ao preconceito nosso de cada dia.” (6º parágrafo), a relação expressa é de condição. Outro conectivo adequado a este contexto seria 'caso', feitas as devidas alterações.

Estão corretas as afirmações que constam na alternativa.A) I e II apenas.B) I, II e V apenas.C) I, III e IV apenas.D) II, III e IV apenas.E) III, IV e V apenas.Gabarito: B

III - A relação expressa não é de causalidade, e sim de finalidade.IV - O conectivo "como" estabelece uma relação de comparação, não de conclusão.

Texto BTroféu e sonhoA mansão, ainda que luxuosa, é de um mau gosto extremo. Não há muito o que ver, mas o dono faz questão de levar os visitantes a uma sala que chama de “meu templo”; ali, em uma espécie de vitrine, iluminado por fortes lâmpadas, está um troféu, uma taça destas que os clubes ganham em campeonatos. E, sem que lhe peçam, ele conta a história dessa taça.Tudo começou quando era um rapaz pobre, morando em uma pequena cidade do interior. Lugar modorrendo, onde nada acontecia. Assim, foi grande a surpresa quando se anunciou a chegada, ali, de um grande time de futebol: nada menos que o Flamengo, do Rio de Janeiro. Notícia que o deixou excitadíssimo porque, em primeiro lugar, era fã de futebol e, mais importante, era um ardoroso torcedor do rubro-negro. Que viria ali para disputar um torneio regional, no qual participavam o time da cidade e mais alguns outros clubes de localidades vizinhas. Na véspera do grande jogo, nem conseguiu dormir. No dia seguinte, foi o primeiro a chegar ao pequeno e precário estádio. Aos poucos as arquibancadas foram se enchendo. Todos miravam-no com irritação. Explicável: ele vestia uma camisa do Flamengo e agitava uma bandeira do clube. Decidira assumir a sua condição de torcedor e o fazia com orgulho. Aplaudiu com entusiasmo o rubro negro, quando este entrou em campo.A partida começou e logo duas coisas ficaram claras; primeiro, que os donos da casa não eram adversários para o Flamengo; segundo, que o time carioca estava com muito azar. Jogador após jogador se lesionava e tinha de ser substituído. Lá pelas tantas, o insólito: mais um lesionado e já não havia reserva no banco. O que gerou um impasse. A partida foi paralisada, enquanto juiz e dirigentes deliberavam.Foi aí conta ele que eu tive uma inspiração. Levantei-me e, da arquibancada, gritei que jogaria pelo Flamengo. Os dirigentes olharam-me com espanto, mas decidiram aceitar a proposta. Rapidamente assinei um contrato e no instante seguinte estava no campo. Apossei-me da bola, driblei um, driblei o segundo, chutei forte no canto esquerdo gol! Gol da vitória! O Flamengo ganhou a taça. Que os dirigentes, em sinal de gratidão, me ofereceram.Esta é a história que o homem conta. Na qual ninguém acredita: todos sabem que comprou a taça por bom dinheiro, de um credor do Flamengo. Mas também ninguém o desmente. Afinal, quem compra um troféu compra junto o sonho que esse troféu representa.

Moacyr Scliar. Folha de S. Paulo, 13/10/2003, p. C2. Adaptado.

04. Pela compreensão global do texto B e pela análise de sua construção, fica claro que I. o narrador foi além do simples relato: propõe, no final, uma reflexão sobre as dimensões simbólicas e não-imediatas do fato.II. por mais simples que sejam, as coisas podem assumir um aspecto sagrado: no texto, a expressão “meu templo” indica isso.III. a seqüência de um texto se garante, também, pela retomada de segmentos anteriores: o uso do 'Tudo', no início do segundo parágrafo, e o uso do 'aí', no início do quinto, cumprem essa função coesiva. IV. no quinto parágrafo, o narrador dá a palavra ao personagem principal, embora faltem indicações pronominais que atestem essa estratégia.V. o título do texto tem um apoio explícito no último parágrafo; mas, ao longo do texto, palavras, como 'modorrendo', 'lesionado', 'deliberavam', iam orientando o leitor para a justificação do título.

O comentário está correto nos itensA) I e II apenas.B) II e III apenas.C) I, II e III apenas.D) III, IV e V apenas.E) I, III e IV apenas. Gabarito: C

IV - O narrador dá a palavra à personagem principal e ratifica essa estratégia com pronomes pessoais.V - Os termos "modorrendo" (desanimado), "lesionado" e "deliberavam" não sugerem valor positivo, estão em desacordo com a justificativa para o título apresentado no último período do texto: "Afinal, quem compra um troféu compra junto o sonho que esse troféu representa."

05. Considerando as normas da concordância verbal, em uso nos textos A e B, pode-se fazer as seguintes análises.I. Em “já observou o leitor como temos o fácil hábito de generalizar” (2º parágrafo do Texto A), o verbo em destaque está no singular, concordando com o termo sujeito 'leitor'. Poderia também ficar no plural, uma vez que o sujeito está posposto ao verbo.II. Em “todos sabemos (sabemos?) que” (3º parágrafo do Texto A), o verbo também poderia estar na 3ª. pessoa do plural, concordando com a forma 'todos'.III. Em “um torneio regional, no qual participavam o time da cidade e mais alguns outros clubes” (2º parágrafo do Texto B), o verbo está no plural, já que o sujeito é composto. Mas, poderia também estar no singular, concordando com o sujeito posposto mais próximo.

Comentários

Comentários

Comentários

IV. Em “já não havia reserva no banco.” (4º parágrafo do Texto B), o verbo está no singular; estaria no plural, se o termo 'reserva' estivesse também no plural.V. Em “ninguém o desmente” (6º parágrafo do Texto B), o verbo está no singular; mas, ficaria no plural se o sujeito fosse 'nenhum de nós'.

As análises estão corretas nas alternativasA) I, II e III apenas.B) II, III e IV apenas.C) I e V apenas.D) IV e V apenas.E) II e III apenas. Gabarito: E

I - F Mesmo posposto, o sujeito continua sendo "leitor", logo o verbo deve permanecer na 3ª pessoa do singular.V - F "Haver", no sentido de "existir", é impessoal, portanto deve permanecer na 3ª pessoa do singular: "já não havia RESERVA no banco". já não havia RESERVAS no bancoV - F Nas locuções pronominais (quem de nós, qual de vós quando o etc.) primeiro pronome está no singular, o verbo deve concordar só com ele. Por isso, "nenhum de nós o DESMENTE".

06. Uma análise das diferentes relações de significado entre as palavras leva a se afirmar que I. em “uma pretensa superioridade coletiva” (4º parágrafo do Texto A), o termo sublinhado é sinônimo de 'presumida'.II. em “atributos inerentes” (2º parágrafo do Texto A), um sentido oposto para o termo sublinhado seria 'inertes'. III. um “Lugar modorrendo” (2º parágrafo do Texto B) é, metaforicamente, um 'lugar com modorra', ou seja, 'desanimado'.IV. em “juiz e dirigentes deliberavam” (4º parágrafo do Texto B), o termo sublinhado se associa semanticamente a 'ponderar', 'refletir' e é sinônimo de 'decidiam'.V. em “Lá pelas tantas, o insólito” (4º parágrafo do Texto B), o termo em destaque tem o mesmo sentido de 'inabitual', 'incomum'. O prefixo 'in' é indicação do sentido negativo dessas palavras.

As afirmações corretas aparecem nos itensA) I e II apenas.B) II e III apenas.C) III, IV e V apenas.D) I, III, IV e V apenas.E) I, II, IV e V apenas.Gabarito: D

II - F INERENTES significa INSEPARÁVEIS. Um sentido oposto a esse termo seria DISSOCIADOS, SEPARÁVEIS. A palavra INERTES, entretanto, denota imobilidade, logo não pode ser o resposta correta.

Texto C

07. Tomando como referência o texto C e noções em torno da 'variação lingüística', analise os comentários abaixo.I. A norma que convém a um texto como o texto C é a norma padrão, pois se trata de uma comunicação pública e formal.II. A ampla diversidade da experiência social se reflete na linguagem. Assim é que o vocabulário atualizado no texto C difere daquele de uma situação da conversação coloquial. III. O texto C confirma o princípio de que a comunicação pública e formal deve evitar o uso de termos muito restritos a determinados contextos sociais e regionais. IV. No texto C, a ausência de pronomes de primeira pessoa aponta para um estilo não-pessoal de comunicação. No caso, é a instituição que assume o papel de locutor.V. Um texto escrito em norma não-padrão não seria um texto interpretável. A norma padrão é que garante a inteligibilidade do texto.

As afirmações corretas estão presentes nos itensA) I, II e III apenas.B) III e IV apenas.C) II e III apenas.D) I, II, III e IV apenas.E) I, III, IV e V apenas.Gabarito: D

V - F A norma-padrão não é condução essencial para a inteligibilidade de um texto e sua conseqüente interpretação.

08. Analise as observações abaixo, que têm como foco aspectos textuais e lingüísticos do texto C.I. O texto, numa perspectiva geral, tem como finalidade principal convencer o público acerca da credibilidade das empresas jornalísticas.II. O segundo e o terceiro parágrafos podem ser vistos como justificativas para o conteúdo do que é enunciado no primeiro.III. No texto, 'material publicitário' e 'material editorial' se equivalem semanticamente. As informações que ambos divulgam merecem o mesmo tratamento.IV. Do ponto de vista textual, a expressão 'Esse procedimento' (no primeiro parágrafo) funciona como um hiperônimo que retoma um segmento anterior do texto.V. Do ponto de vista lingüístico, o sinal indicativo da crase em “representa sério prejuízo à credibilidade dos jornais” (1º parágrafo) é facultativo, não interferindo, portanto, no valor sintático-semântico do enunciado.

As afirmações estão corretas emA) II e IV.B) I, II e III.C) II, III e IV.D) IV e V.E) I e V. Gabarito: A

Comentários

Comentários

Comentários

PortuguêsLiteratura

Marcos de Andrade, Graça Migliorini, Edvânea Maria, Guilherme Paz, Mário Sérgio, Mônica Soares, Cleonice Rabelo, Cristiane Abreu, Sílvia Oliveira

Page 2: 2005 Upe Dia1 Web

Recife, segunda-feira, 6 de dezembro de 20042

O MOTIVO É FERA COMO VOCÊ.

I - F O texto, numa perspectiva geral, tem como finalidade principal ALERTAR AS EMPRESAS JORNALÍSTICAS (e não o PÚBLICO), sobre práticas que podem representar "sério prejuízo à credibilidade dos jornais".III - F No 2º parágrafo, ao afirmar que 'os jornais associados devem "diferenciar de forma identificável pelos leitores, material editorial e material publicitário", o autor deixa claro que essas expressões não se equivalem semanticamente, portanto não merecem o mesmo tratamento.V - F O sinal indicativo da crase é obrigatório, visto que o termo regente(prejuízo) exige preposição A, e o termo regido (credibilidade) admite artigo definido A.

Texto DMeu poema é um tumulto: a fala que nele fala outras vozes arrasta em alarido.

(estamos todos nós cheios de vozes que o mais das vezes mal cabem em nossa voz:

se dizes pêra, acende-se um clarão um rastilho de tardes e açúcares ou se azul disseres,pode ser que se agiteo Egeu em tuas glândulas)(...)tudo isso em tise depositae cala.

Até que de repente um susto ou uma ventania (que o poema dispara) chama esses fósseis à fala. Meu poema é um tumulto, um alarido: basta apurar o ouvido.

Ferreira Gullar. Muitas Vozes. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999.

09. Analise as afirmações abaixo, considerando aspectos globais do poema e da escola literária a que pertence.I. Muitas Vozes é um poema cujo tema central ressalta a dimensão coletiva da criação poética.II. O poema de Ferreira Gullar nega a liberdade formal dos modernistas da primeira fase e prima por uma poesia mais equilibrada e séria.III. Trata-se de um poema épico. As “vozes” que são mencionadas no título e ao longo do poema correspondem, pois, às vozes de uma musa inspiradora.IV. Considerando que o indivíduo singular é formado socialmente, pode-se dizer que o 'eu-lírico' interage com outras vozes, claras ou difusas, a fim de fazer nascer o poema.V. Este poema de Ferreira Gullar é um testemunho contra a idéia de originalidade do poeta. Esta idéia, como se sabe, assumiu grande relevo no Romantismo.

Estão corretas as afirmações que aparecem nos itensA) III e IV apenas.B) I, II e III apenas.C) II, III e IV apenas.D) II, III e V apenas.E) I, IV e V apenas. Gabarito: E

A afirmação I encontra-se correta, pois "Muitas Vozes" é um poema que ressalta a necessidade da criação para o bem social.A afirmação II está incorreta, a partir da tese da negação da liberdade formal. O estilo de Ferreira Gullar é procurar a adaptação do tema para demonstrar a crítica e a irreverência.A III também encontra-se incorreta, pois o poema não tem a intenção histórica e ficcional, mas sim, social, política e solidária.A IV explica adequadamente a intenção do poeta quanto ao poder de interagir as vozes para a conscientização dos seres.A V revela a necessidade do poeta ser original mediante às necessidades sociais do mundo, característica assumida desde o Romantismo.

10. Leia o texto E e observe a imagem de Caravaggio.Texto ENasce o Sol, e não dura mais que um dia,Depois da Luz se segue a noite escura,Em tristes sombras morre a formosura,Em contínuas tristezas a alegria.

Porém, se acaba o Sol, por que nascia?Se é tão formosa a Luz, por que não dura?Como a beleza assim se transfigura?Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,Na formosura não se dê constância,E na alegria sinta-se tristeza.

E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.Começa o mundo enfim pela ignorância.

Gregório de Matos.

Caravaggio

Considerando o poema de Gregório de Matos, a tela de Caravaggio e as características do movimento artístico em que as duas obras estão inseridas, analise as afirmações abaixo. I. Ambas as obras fazem parte do Barroco, movimento artístico que se caracteriza pela tensão e pelo conflito entre elementos opostos, por exemplo: o sagrado e o profano, o eterno e o efêmero.II. Na tela de Caravaggio, pode-se perceber, entre outros elementos, a tensão entre luz e sombra, recurso que também caracteriza a lírica de Gregório de Matos, sobretudo, seus poemas religiosos.III. Gregório de Matos, em sua produção literária, nos deixou, entre outras formas poéticas, muitos sonetos, a exemplo do poema apresentado.IV. O texto E explora as metáforas do sol e da luz, que, no poema, apontam para o tema da efemeridade da vida.V. As questões que aparecem na segunda estrofe tendem mais a reafirmar o tema da primeira estrofe do que, propriamente, trazer novas indagações.

Assinale a alternativa que contempla as afirmações corretas.A) I, II, III e V apenas.

Comentários

Comentários

B) I, II, III e IV apenas.C) II, III, IV e V apenas.D) I, III, IV e V apenas.E) I, II, III, IV e V.Gabarito: E

Nesta questão, todas as afirmações estão corretas porque remetem à explicação adequada do movimento Barroco, tanto no poema lírico de Gregório de Matos Guerra quanto na tela de Caravaggio.As características enfatizam a tese fundamental da tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. A dualidade das cores - claro / escuro; a efemeridade da vida e a temática filosófica - a necessidade de indagar sobre a vida e a tentativa de ligar os pólos existenciais.

Texto F-- Ouve o que te digo, Filipa. Um dia escreverei assim. E as pessoas me lerão e respeitarão, com o respeito com que lemos Gil Vicente. E os inimigos se calarão, e todos me honrarão.Com o passar dos anos ele [Bento Teixeira] se dera conta de que o respeito dos inimigos estava longe, e as honrarias dos outros tão cedo não viriam. Filipa o via sentado, às vezes, à mesa da sala, a pluma na mão, o olhar perdido no vago, a buscar a frase, a palavra que lhe dariam a chave de um soneto, de uma trova. E assim permanecia até altas horas e Filipa o aguardava desperta, sentada no leito, a ler, a escrever trovas, que a ela saíam fáceis, leves. Às vezes se levantava, mostrava a Bento o que acabara de compor. Ele se espantava, e sentia a inveja lhe nascer, e se mortificava: como ter inveja de alguém como Filipa, que fazia tudo tão simplesmente, que escrevia versos como respirava, e que ademais era sua mulher?

Luzilá G. Ferreira, Os Rios Turvos. Rio de Janeiro: Rocco, 1993, p. 24.

11. Com base na obra Rios Turvos, do qual o texto F faz parte, e considerando aspectos de suas principais personagens, Bento Teixeira e Filipa Raposa, analise as afirmações abaixo.I. Ao contar momentos trágicos da relação amorosa entre Bento Teixeira e Filipa Raposa, Rios Turvos pode ser classificado como pertencendo ao gênero literário 'tragédia'.II. A obra tem como tema principal a vida do poeta barroco português, Bento Teixeira, que esteve durante muitos anos no Brasil, onde publicou sua principal obra, Prosopopéia, marco do barroco brasileiro.III. O discurso com que a personagem inicia o fragmento acima recupera dados da realidade vivida pelo escritor Bento Teixeira.IV. Como se percebe no texto F, a personagem Bento Teixeira sentia-se desconfortável por não ter a mesma habilidade que tinha sua esposa, Filipa Raposa, para escrever trovas. V. Filipa Raposa assume na obra um caráter de personagem complexa, pois sua construção psicológica surpreende, constantemente, pela forma como vai rompendo com o estereótipo da mulher submissa.

Estão corretas as seguintes afirmaçõesA) III, IV e V apenas.B) I e III apenas.C) III e IV apenas.D) II e V apenas.E) IV e V apenas.Gabarito: A

A proposição I é falsa porque a obra "Os Rios Turvos", apesar de relatar momentos trágicos da relação amorosa entre Bento Teixeira e Filipa Raposa (Bento assassina a esposa), constitui um romance, o qual mistura ficção e realidade.A proposição II é falsa pelo fato de a obra "Prosopopéia", de Bento Teixeira, ter sido publicada postumamente em Portugal, no ano de 1601.A proposição III é verdadeira porque o discurso da personagem recupera dados da realidade vivida por Bento Teixeira, ou seja, o desejo de ser respeitado, valorizado e reconhecido pelo seu trabalho fazia parte da vida do escritor.A proposição IV é verdadeira, uma vez que Bento Teixeira se sentia realmente incomodado com o fato de Filipa Raposa escrever trovas de forma tão leve e fácil, ao contrário dele, que tinha muita dificuldade para compor: "Às vezes se levantava, mostrava a Bento o que acabara de compor. Ele se espantava, e sentia a inveja lhe nascer..." ,A proposição V é verdadeira, já que Filipa Raposa rompe com o estereótipo da mulher submissa, por comportar-se fora dos padrões da época (séc. XVI). Ela faz questão de esconder suas habilidades. Corajosa, denuncia o marido à Inquisição para vingar-se do ciúme doentio que Bento nutria por ela.

Texto G

LV O VELHO DIÁLOGO DE ADÃO E EVA

Brás Cubas. . . ?Virgília. . . .Brás Cubas. . . . . . . . . . . . .. . . . . .Virgília. . . . . !Brás Cubas. . . . . .Virgília. . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . ? . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . .Brás Cubas. . . . . . . . .Virgília. . . .Brás Cubas. . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . ! . .. . ! . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . !Virgília. . . . . . . . . . . . . ?Brás Cubas. . . . . !Virgília. . . . . !

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. 28ª ed. São Paulo: Ática, 2000, p. 85-86.

12. A leitura do texto G, respaldada também pelo conhecimento do romance em questão, nos autoriza a afirmar que0 0 - Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, apesar de ser considerado um marco do Realismo brasileiro, pode ser visto como um romance moderno. Nessa obra, o autor antecipa algumas das principais características da literatura modernista, como a plasticidade da disposição gráfica, que pode ser vista no capítulo apresentado acima.1 1 - o capítulo LV apresenta traços característicos da estrutura do gênero literário dramático, já que é constituído apenas de um diálogo entre duas personagens, sem a intervenção do narrador.2 2 - Machado de Assis constrói, neste capítulo do romance, um texto quase sem palavras, embora tenha usado pistas que nos permitem inferir como o diálogo se processava.3 3 - neste texto, os sinais de pontuação constituem um recurso muito expressivo para que compreendamos os sentimentos e as oscilações emotivas das personagens.4 4 - o título do capítulo faz menção explícita a personagens alheias ao romance e antecipa que, assim como sempre ocorreu, o homem e a mulher não sabem - nem sequer tentam - interagir.Gabarito: VVVVF

O Bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis, elabora, com genialidade, o romance "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), marco inicial do Realismo no Brasil, obra que rompe definitivamente com os padrões românticos até então em voga. No capítulo LV, o aluno pôde observar a criatividade do autor: os espaços em branco dão ao leitor a oportunidade de ser co-autor da obra, os recursos gráficos apontam para a vanguarda do autor, a pontuação dá pistas sobre o que Brás Cubas e Virgília sentem, a estruturação do capítulo como se fosse um "não-texto" teatral nos dá a dimensão exata da ironia e da modernidade do autor. Essa análise nos permite apontar como verdadeiras as proposições 0-0; 1-1; 2-2; e 3-3. A proposição 4-4, por sua vez, caracteriza-se como falsa, já que "Adão e Eva" apontam para Brás e Virgília amantes; o capítulo nos surge quando os protagonistas mantêm encontros escusos na casa de Dona Plácida. A interação entre as personagens existe, cabe ao leitor desvelar em que nível se dá tal interação.

13. Analise as observações abaixo, tomando como referência a natureza das personagens Brás Cubas e Virgília, no romance Memórias Póstumas de Brás Cubas.0 0 - Virgília, enquanto personagem feminina, assume um comportamento que rompe com os padrões institucionais do matrimônio. 1 1 - No romance, a personagem Virgília não apresenta nenhuma complexidade psicológica; trata-se de uma cortesã que desperta apenas o interesse sexual dos homens.

Comentários

Comentários

Comentários

2 2 - O discurso da obra é organizado obedecendo a uma seqüência cronológica dos fatos, sobretudo em relação à vida da personagem Brás Cuba.3 3 - Brás Cubas narra com verbo em primeira pessoa, mas quem conduz toda a ação do romance é Virgília, compondo o rol das grandes figuras femininas da literatura machadiana.4 4 - Brás Cubas assume, em relação à vida, uma atitude crítica e irônica, como se pode constatar na forma com que finaliza sua narrativa: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.”Gabarito: VFFFV

Quanto ao romance realista "Memórias Póstumas de Brás Cubas", a tese do "defunto-autor", sem as ilusões e as fraudes interiores dos vivos, narra, do túmulo, a sua vida pregressa. Ironicamente, descobre a ausência de grandeza em si e em todas as pessoas.Portanto, a observação (0/0) é correta quando explica a ruptura com os padrões institucionais do matrimônio. Virgília demonstra a traição, as relações adulterinas da existência humana.As observações (1/2/3) são incorretas, pois o romance usa a análise psicanalítica (Freud) para explicar as ações e atitudes de cada personagem. A atenção do autor concentra-se no suceder de movimentos psicológicos.A obra estabelece uma quebra da estrutura linear. Brás Cubas, o narrador, não é apenas um personagem que rememora o passado; é também um narrador que escreve suas memórias (1ªp.s), a despeito de estar morto. O narrador faz de sua vida passada uma narração descontínua.A observação 4 está correta e relata a atitude crítica e irônica de Brás Cubas em relação à vida: o pessimismo e o negativismo existentes na análise dos valores sociais.

Texto HJOÃO GRILO: Esse era um cachorro inteligente. Antes de morrer, olhava para a torre da igreja toda vez que o sino batia. Nesses últimos tempos, já doente para morrer, botava uns olhos bem compridos para os lados daqui, latindo na maior tristeza. Até que meu patrão entendeu, com a minha patroa, é claro, que ele queria ser abençoado pelo padre e morrer como cristão. Mas nem assim ele sossegou. Foi preciso que o patrão prometesse que vinha encomendar a bênção e que, no caso de ele morrer, teria um enterro em latim. Que em troca do enterro acrescentaria no testamento dele dez contos de réis para o padre e três para o sacristão. (p. 63-64).

A COMPADECIDA: Não, João, por que eu iria me zangar? Aquele é o versinho que Canário Pardo escreveu para mim e que eu agradeço. Não deixa de ser uma oração, uma invocação. Tem umas graças, mas isso até a torna alegre e foi coisa de que eu sempre gostei. Quem gosta de tristeza é o diabo. (p.171).

Ariano Suassuna. Auto da Compadecida. 15ª ed. Rio de Janeiro: Agir Editora, 1979.

14. Em 1957, Ariano Suassuna se tornou conhecido no eixo Rio de Janeiro-São Paulo, com a apresentação da peça Auto da Compadecida. Tomando como referência essa obra e, sobretudo, os fragmentos acima, pode-se dizer que0 0 - o Auto se inspira em peças religiosas medievais que tratavam de problemas morais e teológicos de forma alegórica.1 1 - o Auto, em última análise, deixa margem a que se perceba a fragilidade das convicções de alguns segmentos das instituições religiosas.2 2 - apesar de se afiliar ao gênero auto-sacramental, a peça de Suassuna é fortemente marcada pela farsa, o que confere ao texto um caráter mais cômico.3 3 - João Grilo contraria o perfil clássico de um herói e pode ser classificado como um sujeito errante, que alcança seus objetivos por meio da malandragem.4 4 - o desfecho da obra depende da intervenção da Virgem Maria, personagem que participa do enredo desde a apresentação do primeiro conflito. Gabarito: VVVVF

As proposições 0 e 1 são verdadeiras porque o auto é uma composição poética de inspiração medieval, religiosa, sacramental. Seus temas tratavam de problemas morais e teológicos de forma alegórica, ou seja, os personagens representavam pensamentos, idéias, sob forma figurada. Por exemplo, quando percebemos na obra de Ariano Suassuna que os religiosos são subservientes aos poderosos, ou até que o dinheiro fala mais alto do que a ética e o cumprimento das normas sacerdotais, o gênero deixa margem a que se perceba a fragilidade das convicções de alguns segmentos das instituições religiosas.A proposição 2 é verdadeira porque, apesar de se afiliar ao gênero auto-sacramental, a peça de Suassuna é fortemente marcada pela farsa, isto é, o cômico está presente em vários momentos do livro, como, por exemplo, o enterro do cachorro em latim, mencionado no fragmento da prova.A proposição 3 é verdadeira porque João Grilo é um sujeito errante que se utiliza da malandragem para sobreviver, perfil oposto ao do herói clássico, dotado de características nobres.A proposição 4 é falsa porque o desfecho da obra de Ariano Suassuna depende da intervenção da Virgem Maria, no entanto, a personagem só participa do enredo no final da narrativa.

TEXTO I

Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo.Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. A profissão é que me deu qualidades tão ruins.E a desconfiança terrível que me aponta inimigos em toda a parte.A desconfiança é também conseqüência da profissão.

Graciliano Ramos. São Bernardo. São Paulo: Ed. Record, 1991, p. 187.

15. Sobre a estrutura narrativa da obra, da qual o texto acima é um fragmento, pode-se fazer as seguintes considerações.0 0 - O romance São Bernardo pertence ao filão da literatura brasileira intimista, pouco cultivada, mas muito expressiva na década de trinta do século XX.1 1 - O narrador desse romance é Gondim, “parodista de boa índole” e amigo da personagem principal, Paulo Honório.2 2 - O romance começa num tempo presente, com o narrador apresentando os seus propósitos de escrever um livro que registrasse a história de sua vida. Logo depois, volta ao tempo passado, para, no final, retomar o tempo presente.3 3 - Como mostra o fragmento apresentado, a personagem Paulo Honório é caracterizada, sobretudo, a partir de seus atributos físicos.4 4 - O romance, do início ao fim, tem como foco principal a personagem Madalena e destaca a sua incapacidade para adaptar-se à vida na fazenda e à vida conjugal ao lado de Paulo Honório.Gabarito: FFVFF

0 0 - Apesar do viés psicológico ser marcante na obra de Graciliano Ramos, "S. Bernardo" está filiada ao Regionalismo da década de 1930. Mesmo se preocupando com o universo interno das personagens, o meio social é fundamental nesta obra.1 1 - O narrador de "S. Bernardo" é o protagonista Paulo Honório que, como Bentinho, de "D. Casmurro", tenta promover a revisão de sua vida.2 2 - Reconhecer a proposição (1-1) como falsa nos leva a perceber como esta preposição 2-2 está de acordo com o romance. O romance inicia com Paulo Honório apresentando seu interesse em registrar sua vida em um livro, em seguida, há um retorno ao passado para que se conheçam as lembranças do narrador até o retorno ao presente.3 3 - A análise do texto não nos permite observar o narrador do ponto de vista externo, físico. Conhecemo-lo, principalmente, a partir do que pensa, sente, reflete, e isto é, Paulo Honório se caracteriza principalmente por seus atributos psicológicos.4 4 - Quem nos narra a história é Paulo Honório e a história que ele conta é a sua própria. O ponto de vista em primeira pessoa, nesta obra, faz com que o leitor reconheça o próprio narrador como personagem-foco, mesmo que Madalena seja de especial importância, tanto para o narrador quanto para o narrador.

16. Quanto ao contexto histórico-social brasileiro em que esta obra de Graciliano Ramos se insere, analise as observações a seguir.0 0 - A literatura da fase em que São Bernardo foi escrito não dá continuidade às tendências estéticas vanguardistas do Modernismo brasileiro da primeira fase, pois está muito comprometida com as questões existenciais e sociais dos anos 30.1 1 - As décadas de 30 e 40 tornaram-se nacionalmente conhecidas pelo apogeu da poesia, em detrimento da produção romanesca, que se restringiu ao regionalismo e à vida da sociedade rural do Nordeste.2 2 - Os romances da segunda fase do Modernismo são marcados pela retomada do Naturalismo, devido ao estilo documental que adotam no tratamento dos temas sociais e à presença de um ideal romântico de fuga à realidade.3 3 - Pertenceram ao mesmo contexto histórico-social escritores brasileiros, como Raquel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado, Érico Veríssimo.4 4 - No geral, a tônica dos romancistas contemporâneos de Graciliano Ramos foi o engajamento social.Gabarito: VFFVV

A observação 0/0 de Graciliano Ramos é verdadeira, pois a geração de 30 -segunda fase moderna - está comprometida com os problemas sociais e não, com a irreverência da primeira fase.As observações 1 e 2 estão incorretas, uma vez que o regionalismo não se restringiu à vida social rural do Nordeste. Tanto a poesia quanto o romance marcaram as décadas de 30 e 40 e o desenvolvimento literário brasileiro.A geração de 30 liga-se, em termos de linguagem narrativa, à tradição do romance real-naturalismo. A procura da verossimilhança, a linearidade cronológica, a análise psicológica, a tipificação social delimitam os autores de 30.As observações 3 e 4 estão corretas ao demonstrar o engajamento social dos romancistas e o regionalismo específico de Raquel de Queiroz (Ceará); José Lins do Rego (Paraíba), Jorge Amado (Bahia) e Érico Veríssimo (Rio Grande do Sul).

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Page 3: 2005 Upe Dia1 Web

O MOTIVO É FERA COMO VOCÊ.

Recife, segunda-feira, 6 de dezembro de 2004 3

INGLÊS

Choose the correct answer.

01. Barbara wishes she __________ drive herself to work.A) had B) has C) have D) can E) couldGabarito: E

Em sentenças que expressam desejo, devemos utilizar o verbo auxiliar modal no passado.

02. How can I say “@” in English?A) In.B) On.C) At.D) Over.E) Inside.Gabarito: C

Normalmente, não é abordada questão de vocabulário nas provas da UPE. Entretanto, neste ano, temos uma questão deste tipo: em inglês, o símbolo @ é at.

03. Michael couldn't decide __________ CD to by.A) whoB) whenC) thatD) whichE) whyGabarito: D

Utilizamos o pronome relativo "WHICH" para nos referirmos a coisas em geral.

04. __________ mother takes very good care of them.A) Brian's and Andy B) Brian and Andy's C) Theirs D) Bryan E) Brian and AndyGabarito: B

No caso genitivo, quando temos dois possuidores para um "objeto" em comum, apenas o último recebe o 's.

05. You can choose __________ a CD __________ a DVD player.A) or; orB) either; either C) either; or D) or; either E) neither; neitherGabarito: C

Utilizamos "EITHER........OR" quando expressamos uma escolha em relação a duas proposições.

06. Extensive reading is a good way of __________ vocabulary.A) to learnB) learningC) learnedD) learntE) have to learnGabarito: B

Após preposição, todo verbo deve vir no gerúndio.

07. The sentence “Actually, Lindsay fell asleep when she was attending the lecture” in Portuguese isA) Atualmente, Lindsay caiu no sono, quando estava atendendo à palestra.

B) Hoje em dia, Lindsay caiu no sono, quando estava assistindo à conferência.C) De fato, Lindsay pegou no sono, quando estava lendo.D) Realmente Lindsay pegou no sono, quando estava atendendo à conferência.E) Na verdade, Lindsay pegou no sono, quando estava assistindo à conferência.Gabarito: E

Nesta questão, foi utilizada a palavra "ACTUALLY", que é um falso cognato. Significa "na verdade". Além disso, temos, na seqüência da frase, a utilização do tempo verbal passado contínuo.

08. Change the sentence “I may live in Recife” to the direct speech.A) I said I might live in Recife.B) I said I must live in Recife. D) I said I was living in Recife.C) I said I'm living in Recife. E) I said I can live in Recife.Gabarito: A

Apesar do erro no enunciado, que deveria solicitar o discurso indireto, o fera MOTIVO certamente chegou à conclusão de que a resposta correta é a letra A, porque o verbo modal "MAY", quando passado para o discurso indireto, equivale a "MIGHT".

09. The sentence “They gave me a chance” in the passive voice isA) I given a chance.B) I was given a chance. C) I have a new chance. D) They have given me a chance. E) I have given a chance.Gabarito: B

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

A resposta é a letra B, uma vez que o verbo "TO BE" está no mesmo tempo verbal de "GAVE" (passado simples) da sentença na voz ativa.

10. If Margareth had studied, she __________ the exam.A) will has passedB) will passes it D) would have passedC) will pass it E) would have passessGabarito: D

Usamos o 3º condicional para sentenças que expressam arrependimento, marcado, nesta questão, pelo uso do passado perfeito na sentença com "IF".

TEXT IPRIVATE CRAFT SOARS INTO SPACEMOJAVE, California (CNN) The man who became the first person to pilot a privately built craft into space called his flight “almost a religious experience” after his safe landing Monday morning.Test pilot Mike Melvill landed at Mojave Airport, about 80 miles north of Los Angeles, California, after taking the rocket plane SpaceShipOne to an altitude of more than 100 kilometers (62.5 miles) the internationally recognized boundary of space.“Looking from the Earth up there, you know, it's almost a religious experience. It's an awesome thing to see. You can see the curvature of the Earth.SpaceShipOne lifted off early Monday morning in the Mojave Desert, carried by the jet White Knight.As the pair approached 50,000 feet, SpaceShipOne decoupled from the jet. After a brief glide, Melvill ignited the spacecraft's engines and ascended into space at Mach 3, three times the speed of sound.Melvill said once he reached weightlessness, he opened a bag of M&M's in the cockpit, and the candies floated for three minutes while the ship soared high above California.The spacecraft returned safely, but control problems revealed after the flight forced Melville to cut it short and use a backup system to keep SpaceShipOne under control.Melville said trim surfaces on SpaceShipOne movable surfaces on the craft's wings jammed during supersonic flight. The craft rolled 90 degrees twice during its vertical ascent and veered more than 20 miles off course in a few seconds.The flight marks the pinnacle so far of Burt Rutan's vision of affordable, safe, private space travel.Rutan's company, Scaled Composites, built SpaceShipOne with financial backing from Paul Allen, co-founder of Microsoft Corp., for a little more than $ 20 million. Rutan said the flight, which went from a concept in 1995 to reality less than a decade later, was the realization of a long dream. “I'm so proud of that, it brings tears to my eyes,” he said. “That's why we are so good at what we do,” Melvill said. “We cover all the bases.”Adapted from Michael Coren, CNN, Wednesday, July 14, 2004 (http://www.cnn.com/2004/TECH/space/06/21/suborbital.test/index.html)

11. According to the text, what's SpaceShipOne?A) It is a plane that flew over California.B) It is the first aircraft piloted by a man.C) It is a private plane which soared into space sent by NASA.D) It is the first private rocket plane which soared into space.E) It is a craft sent to space by NASA.Gabarito: D

Com base no texto, está claro, na 1ª linha, que o "SPACESHIPONE" foi a primeira nave privada a entrar no espaço.

12. Who piloted the SpaceShipOne?A) Pattie Grace Smith. B) Mike Melvill. C) Paul Allen. D) Michael Coren. E) BurtRutan.Gabarito: B

No segundo parágrafo do texto, fica evidente que Mike Melvill pilotou a nave.

13. What's the international recognized boundary of space?A) 100 kilometers. B) 50,000 feet. C) 90 degrees. D) 20 miles. E) $20 million.Gabarito: A

Temos, também no segundo parágrafo, a indicação, na última linha, da altitude limite do espaço, que é de "100 kilometres".

TEXT IIANGER MOUNTS AS RUSSIA MOURNSBESLAN, Russia (CNN) Russians are observing two days of national mourning as anger mounts over the government´s handling of a school hostage siege that left more than 330 people dead.Nearly every family in the southern Russian town of Beslan was grieving Monday as the grim task of burying the dead continued. About 120 funerals were planned in the town cemetery and adjoining fields, following about 20 on Sunday.Among the first to be buried were Zinaida Kudziyeva, 42, and her 10-year-old daughter, Madina. The two had tried to flee when the first explosions went off and were caught in the crossfire between militants and Russian forces, relatives said.“They couldn't run away. They didn't have time,” The associated Press quoted Irakly Khosulev, a relative from the nearby city of Vladikavkaz, as saying. “Someone should answer for this.”Meanwhile, residents, politicians and even Russian state television raised questions about the massacre.The Interfax news agency said two politicians liberal Irina Khakamada and nationalist Sergei Glazyev have issued separate calls for an independent investigation into the crisis.Vladimir Ryzhkov, an independent member of the Duma, wrote in the Nezavisimaya daily: “(Putin) won the contract (as president) to restore order in the country, to ensure security for people. We see today that the contract has been violated.”Officials appealed for calm in the volatile Caucasus region, which includes Chechnya, Ingushetia and North Ossetia, where the attack took place. Chechen rebels have been fighting Russia for independence for a decade.The official death toll on Monday stood at 335, plus the 30 attackers; the regional health ministry said 326 of the dead had been hostages, and the Emergency Situations Ministry said 156 of the dead were children.Many of the dead had not been identified, with some bodies charred beyond recognition; the ITAR-Tass news agency said Monday that about 60 would need DNA analysis.Putin, the president of Russia, visited the wounded in Beslan over the weekend and made a surprising admission of Russian weakness in the face of terrorists.“We couldn't adequately react,” he told the nation in a weekend televised address. “We showed weakness, and weak people are beaten.”Http://edition.cnn.com/2004/world/europe/09/06/russia.school/index.html

14. According to the text Russians are in mourning. When is a person in mourning?A) When he or she wakes up and says good morning.B) When he or she is in a good mood.C) When he or she is a moody person.D) When he or she is observing two days of national mourning.E) When he or she feels or expresses deep sadness, especially because of someone's death.Gabarito: E

Com base no contexto, vê-se que o substantivo "movening" expressa um sentimento de tristeza pela perda de alguém.

15. How many people died officially?A) 156 of the dead were children. B) 335, plus the 30 attackers. C) 326 of the dead had been hostages.D) Less than 330 people were dead. E) 60 would need DNA analysis.Gabarito: B

Está explícito, no texto, que o número oficial de mortos foi 335, mais os 30 terroristas.

16. Is Russia ready to fight against the terrorists?A) Yes, it is strong enough to fight against the terrorists.B) Yes, it is ready to fight against the terrorists.

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

C) No, it is not ready to fight against the terrorists.D) No, it is not weak in the face of terrorists.E) Yes, Russia couldn't adequately react against the terrorists.Gabarito: C

Com base nas últimas linhas, em que aparece a declaração do presidente russo Puttsin, a Rússia não está preparada para combater os terroristas.

ESPANHOL

Otra forma de viajar (1ª parte)1 En países como Francia o Alemania, ver autocaravanas 2 en los aparcamientos de las estaciones de esquí es algo 3 de lo más normal. Sin embargo, en España sólo ahora los 4 esquiadores se empiezan a dar cuenta de que este tipo de 5 vehículo es ideal para hacer una escapadita blanca. Tanto 6 en alquiler como en propiedad, las autocaravanas 7 empiezan a hacerse un hueco en las vacaciones. 89 Aunque lo más habitual es que la gente que ya tiene una10 autocaravana y la utiliza en verano empiece a sacarla en 11 invierno, ahora son muchos los que optan por la fórmula 12 del alquiler, algo cara, pero siempre mucho más barata 13 que alquilar un apartamento en una zona de esqui.1415 Las autocaravanas, que son autosuficientes, 16 se pueden aparcar en cualquier sitio, incluso en primera 17 línea del parking, lo que permite literalmente 'salir de 18 casa con la botas puestas'.1920 Según algunas de las empresas de alquiler y venta de 21 autocaravanas de Madrid, no hay un usuario tipo de esta 22 clase de vehículos. “Parejas solas, familias con niños, 23 grupos de amigos… Cualquier persona entre los 25 y los 24 60 años puede llevar una”, aseguran. Según el CIS, 25 un 6% de los españoles utiliza caravanas o cámpings 26 para pasar sus vacaciones. El año pasado se vendieron 27 unas 600 caravanas.

El Mundo, 05/08/200401. Hacer una escapadita blanca (5) significa A) practicar la trata de blancas.B) poner en práctica las enseñanzas del cuento “Blancanieves y los siete enanitos”.C) pasar un período de tiempo en la nieve.D) huir blanqueando dinero.E) pintar de blanco una autocaravana.Gabarito: C

A expressão "flacer uma escapadita blanca" se refere, no texto, ao período de férias em que se pode esquiar, podendo o fera associá-la facilmente à época de neve.

02. La acepción más corriente del adjetivo calificativo hueco es “cóncavo”, “vacío”. En el texto aparece, en la línea 7, sustantivado. Hacer un hueco es una expresión idiomática española que significa “correrse en un asiento o arreglar las cosas de manera que quede una plaza para alguien o algo”. Según esto, las autocaravanas empiezan a hacerse un hueco en las vacaciones (6-7) equivale a decir queA) las autocaravanas son huecas en las vacaciones.B) las autocaravanas hacen huecos en las vacaciones.C) las autocaravanas se ahuecan en las vacaciones.D) las autocaravanas comienzan a imponerse en las vacaciones.E) las autocaravanas se hacen a huecos especialmente en las vacaciones.Gabarito: D

Na questão, é solicitada do fera uma expressão equivalente para substituir a idiomática "hacer um hueco", que é o mesmo que "ganhar espaço".Na alternativa D, aparece "las autocaravanas comienzan a 'imporse'"..., isto é, as autocaravanas começam a "tomar seu espaço" nas férias.

03. Parejas solas (22) sonA) hombres solos.B) conjuntos de dos personas. C) mujeres solas. D) familias nucleares con un único hijo.E) familias aisladas. Gabarito: B

A questão requer do fera um conhecimento simples do vocabulário "pereja", que significa "par" ou "casal".

04. La mayor parte de las palabras del texto posee acento de intensidad o prosódico en la penúltima sílaba. Eso demuestra que el español es una lengua de perfil tónicoA) agudo. B) grave. C) esdrújulo. D)segmental. E) sonoro.Gabarito: B

Na questão 4, foi abordado o tema de acentuação e exigida a associação da tonicidade, na penúltima sílaba, com a classificação "grave" que, em português, refere-se às paroxítonas.

05. La cuarta letra de la palabra viajar transcribe el fonema fricativo, velar, sordo /x/, escrito con “j”; pero /x/ puede escribirse también con “g”. ¿Cuál es la única respuesta que contiene este fonema en todas y cada una de sus palabras?A) Sin embargo, baja, grupos, fijan, parejas. B) Aseguran, fijan, parejas, fijan, recoger. C) Algo, fijan, parejas, seguro, fijan. D) Grupo, fijan, parejas, sin embargo.E) Gente, recoger, fijan, baja, parejas.Gabarito:E

O tema "fonética" foi abordado na questão 5, na qual o fera teve de identificar o grupo de palavras que apresentam o mesmo fonema em espanhol para as letras "g" e "j".

06. Los adjetivos calificativos (mesa blanca, niña buena) son nombres que matizan sustantivos, complementándolos semánticamente, mientras que los adjetivos determinativos (algún día, aquel coche) únicamente los sitúan o delimitan. Señala la opción que sólo contenga adjetivos determinativos.A) (Parejas) solas, (año) pasado, ('pero') importante, (vehículo) apto, todo (riesgo), este (tipo), (euros) diarios.B) Este (tipo), (vehículo) ideal, (escapadita) blanca, (lo) habitual, (fórmula) cara, (fórmula) barata.C) Cualquier (sitio), primera (línea), algunas (empresas), todo (riesgo), este (tipo), cada (vez).D) (Año) pasado, ('pero') importante, (vehículo) apto, todo (riesgo), este (tipo), (euros) diarios, cada (vez).E) (Fórmula) cara, (fórmula) barata, (vehículos) autosuficientes, cualquier (sitio), primera (línea).Gabarito:C

A questão 6 solicita do fera o conhecimento morfológico para classificar e diferenciar os adjetivos qualificativos dos determinativos e marcar a opção em que todos os adjetivos em negrito sejam determinativos.

07. Los adverbios, como los adjetivos, se dividen en calificativos (de modo) y determinativos (todos los demás). ¿Qué respuesta contiene adverbios (solamente adverbios) de cualquier tipo?A) (Llevan) además, (llevan) también, (pasar) incluso, aunque (es), según (afirman).B) (Se empiezan a dar cuente) ahora, (permite) literalmente, no (son), más (importante), según (afirman).C) Más (importantes), además (llevan), según (afirman), como (por ejemplo la televisión), (habiendo) inclusive.D) Aunque (es), además (llevan), como (por ejemplo la televisión), no (son), (permite) literalmente.E) No (son), más (importantes), (llevan) también, (se empiezan a dar cuenta) ahora.Gabarito:E

Este quesito solicita a identificação da alternativa que apresente só advérbios, de qualquer tipo. Podemos localizar a resposta na letra E, tendo em vista que, nas outras alternativas, aparecem palavras como: aunque, según, como, etc., que não são advérbios, mas sim, conjunções,

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

Comentários

LínguaEstrangeira

Rogério Machado, Rúbia Aragão, Pablo Vilela, Jannine Lima, Marco Antônio

Page 4: 2005 Upe Dia1 Web

Recife, segunda-feira, 6 de dezembro de 20044

preposições, etc.

08. Los verbos hacer (5) empezar (7) y salir (17) presentan irregularidades en la conjugación de

algunos de sus tiempos. Señala la única alternativa correcta.

A) Hago, empezo, salgo; hacía, empezaba, salía; haré, empezaré, saldré.

B) Hago, empiezo, salgo; hacía, empezaba, salía; haré, empezaré, saldré.

C) Hago, empiezo, salgo; hazía, empezaba, salía; haré, empiezaré, saldré.

D) Hago, empiezo, salgo; hacía, empezaba, saía; haré, empezaré, sairé.

E) Hago, empiezo, salgo; hacía, empiezaba, salía; haceré, empiezaré, saldré.

Gabarito:B

A questão 8 exigiu o conhecimento específico das irregularidades dos verbos "hacer" (fazer),

"empezar" (começar) e "salir" (sair) na primeira pessoa do singular, em três tempos do modo

indicativo: presente, pretérito imperfeito e futuro imperfeito.

09. El sujeto del período Sin embargo, en España, sólo ahora los esquiadores se empiezan a dar

cuenta de que este tipo de vehículo es ideal para hacer una escapadita blanca (3-5) es

A) sin embargo.

B) sólo ahora.

C) los esquiadores.

D) este tipo de vehículo.

E) una escapadita blanca.

Gabarito:C

Por se tratar de um período composto com sujeitos diferentes, o enunciado não especifica de qual

oração ele quer o sujeito, se da principal ou da subordinada. Sem essa informação, o fera teria duas

respostas possíveis, as letras C e D.

10. El año pasado se vendieron unas 600 caravanas (26-27) es una oración simple, enunciativa,

afirmativa, predicativa,

A) pasiva común (analítica), cuyo sujeto paciente es “el año pasado”.

B) pasiva común (sintética), cuyo complemento agente es “unas 600 caravanas”.

C) pasiva refleja (sintética), cuyo sujeto paciente es “unas 600 caravanas”.

D) pasiva común (analítica), cuyo complemento agente es “unas 600 caravanas”.

E) pasiva común (analítica), cuyo sujeto agente es “unas 600 caravanas”.

Gabarito:C

Na questão 10, foi exigida a identificação correta da classificação do tipo de voz passiva apresentada

pela oração simples "El año pasado se vendieran unas 600 caravanas...", formada pela partícula

apassivadora "se" e pelo verbo transitivo vender na 3ª pessoa do plural, constituindo-se, assim, em

uma oração "pasiva refleja" (sintética).

Otra forma de viajar (2ª parte)

30 El 'pero' más importante para este tipo de viaje es que

31 las autocaravanas no son baratas. Un vehículo apto para

32 una pareja puede costar en torno a los 15.000 euros. En

33 el caso de vehículos para más personas y con más

34 equipamiento, el precio sería de 20.000 euros en

35 adelante. A eso hay que añadir los gastos de

36 mantenimiento y el seguro, que puede superar los 3.000

37 euros en el caso del seguro a todo riesgo.

38

39 Por este motivo, son cada vez más los que se decantan

40 por el alquiler, que tiene la ventaja de que no hay que

41 preocuparse por nada más que por recoger el vehículo el

42 día que se quiera salir de viaje. Se pueden encontrar

43 autocaravanas de 6 plazas desde unos 130 euros diarios

44 en temporada baja, 160 si hablamos del verano o la

Comentários

Comentários

Comentários

45 Semana Santa.

46

47 Los vehículos llevan todos los servicios más necesarios:

48 ducha, cuarto de baño, cocina... Pero la lista de

49 elementos opcionales es muy amplia, como por ejemplo,

50 televisión, microondas, muebles de madera, etcétera.

51 Además, para el invierno llevan dos bombonas de

52 propano con las que no sólo funciona el agua caliente o

53 la nevera, sino también un sistema de calefacción que

54 permite pasar la noche caliente inclusive con nieve fuera.

El Mundo, 05/08/2004

11. Las preposiciones propias o esenciales del último párrafo del texto (2ª parte) son:

A) de, como, por, además, dos.

B) por, además, que, incluso.

C) por, para, dos, con, que.

D) de, por, para, con.

E) sino, de, como, con.

Gabarito:D

A questão 11 abordou, de maneira bem simples, o tópico preposição, pedindo ao fera que

identificasse as preposições contidas no último parágrafo do texto (2ª parte).

12. El autor del texto usa profusamente el verbo ser, que se caracteriza por poseer varias raíces (por

eso se llama “polirrizo”). Señala el único conjunto de tiempos del verbo ser que posea alguna forma

incorrecta.

A) Presente de indicativo: soy, eres, es, somos, sois, son.

B) Pretérito imperfecto de indicativo: era, eras, era, éramos, erais, eran.

C) Pretérito perfecto simple de indicativo: fui, fuiste, fue, fuimos, fuisteis, fueron.

D) Futuro de indicativo: seré, serás, será, seremos, seréis, serán.

E) Condicional: seria, serias, seria, seriamos, seriais, serian.

Gabarito:E

A questão 12 solicita um conhecimento específico das conjugações do verbo "ser", pedindo ao fera

que identifique a alternativa incorreta. A resposta é encontrada na alternativa E, na qual o erro

consiste na ausência do acento gráfico (tilde) em todos os " í " do hiato. Ex: sería, serías, etc.

13. La palabra pero (30), transcrita entre comillas, encabeza un período lingüísticamente muy

atrevido, compuesto de una oración subordinada sustantiva de sujeto (“que las autocaravanas no

son baratas”) que se completa con un atributo (“el 'pero' más importante para este tipo de viaje”)

mediante el verbo ser. El 'pero' es A) un sintagma nominal compuesto de un adverbio, su núcleo, y

de un artículo.

B) un sintagma nominal compuesto de una preposición, su núcleo, y de un artículo.

C) un sintagma nominal compuesto de un sustantivo, su núcleo, y de un artículo.

D) un sintagma nominal compuesto de un pronombre, su núcleo, y de un artículo.

E) un sintagma nominal compuesto de una conjunción, su núcleo, y de un artículo.

Gabarito:E

Na questão 13, foi solicitada a identificação dos componentes do sintagma nominal "El 'pero'", que,

morfologicamente, será composto por uma conjunção, núcleo do sintagma, por estar substantivado

por seu determinante, o artigo definido "El".

14. El verbo decantar (39) significa, en su acepción literal, “inclinar suavemente una vasija sobre

otra para que caiga el líquido contenido en la primera sin que salga el poso”. En la oración Por ese

motivo son cada vez más los que se decantan por el alquiler (39-40) quiere decir, en sentido

figurado, que aumenta el número de personas que

A) se desencantan por el alquiler.

B) toman partido por el alquiler.

Comentários

Comentários

Comentários

C) renuncian al alquiler.

D) se decepcionan con el alquiler.

E) descartan el alquiler.

Gabarito:B

Questão simples de interpretação, que exige um pequeno conhecimento do vocabulário para uma

resposta mais precisa. A palavra "alquiler" significa "aluguel", resposta encontrada na letra B,

permitindo inferir que as pessoas cada vez mais "toman partido por el alquiler", ou seja, "preferem o

aluguel de caravanas".

15. Palabras clave son sustantivos que sintetizan un mensaje. Señala el único conjunto de palabras

clave que consiga sintetizar las dos partes del texto.

A) Viaje, autocaravana, vacación, ventaja, gasto.

B) Viaje, autocaravana, descanso, contra, pro.

C) Esquiar, autocaravana, aventura, ventaja, aparcar.

D) Salir, autocaravana, nieve, ventaja, descansar.

E) Utiliza, autocaravana, escapadita, ventaja, familia.

Gabarito:A

Na questão 15, o enunciado pede para sintetizar o conteúdo do texto com palavras-chave. A

alternativa A apresenta o grupo de palavras adequado para responder à questão.

16. ¿Cuál es el único período que condensa acertadamente las dos partes del texto?

A) Las autocaravanas son ideales, pero caras, tanto si se compran como si se alquilan, en verano o

en invierno, pues se trata de vehículos autosuficientes, que se aparcan con facilidad y acogen a

cualquier tipo de usuario.

B) Comprar una autocarvana es muy práctico, tanto para las vacaciones de verano como para las de

invierno, preferible al alquiler por diversos motivos, el más importante: no dependes de nadie para

echarte a la carretera.

C) Para disfrutar de verdad de las vacaciones lo mejor es alquilar un vehículo autosuficiente, que te

permita aparcar en cualquier sitio y salir de su interior con las botas puestas, o sea, una caravana: la

contratas cuando te apetece y te deshaces de ella al final de la temporada.

D) Una caravana es un vehículo autosuficiente, muy práctico para descansar unos días en una

estación de esquí. porque posee un sistema de calefacciión que te permite estar calentito en su

interior aunque nieve fuera.

E) Una autocaravana es un vehículo que ofrece servicios indispensables, pero que también permite

optar por accesorios de lujo, lo que puede transformarla en un transporte ideal para viajar y

descansar, brindando a sus ocupantes la oportunidad de relajarse totalmente.

Gabarito:A

Na última questão, foi pedido ao fera uma interpretação geral, pois ele teria de encontrar o período

que condensava as duas partes do texto.

Comentários

Comentários

Comentários

www.colegiomotivo.com.brRua Padre Carapuceiro, 590 - Boa Viagem - Fone (81) 3325.0418