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ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • NOVEMBRO DE 2019 • ANO 7 • Nº 74 • 2.500 EXEMPLARES DISTRIBUIÇÃO GRATUITA www.institutocairbarschutel.org Fechamento autorizado Pode ser aberto pela ECT Remetente: INSTITUTO CAIRBAR SCHUTEL Cx. Postal 2013 – 15997-970 – Matão-SP. A formação para o educador Marcus de Mário aborda a grave questão – veja página 3 Veja fotos do EAC 2019 no site www.institutocairbarschutel.org Três álbuns mostram detalhes dos dois dias do evento em sua 9ª. edição. Foram 860 participantes, de 91 cidades. Que venha a 10ª. edição, em 2020.

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ÓRGÃO MENSAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA PARA TODO O BRASIL • NOVEMBRO DE 2019 • ANO 7 • Nº 74 • 2.500 EXEMPLARES • DISTRIBUIÇÃO GRATUITAwww.institutocairbarschutel.org

Fechamento autorizadoPode ser aberto pela ECT

Remetente: INSTITUTO CAIRBAR SCHUTELCx. Postal 2013 – 15997-970 – Matão-SP.

A formação para o

educadorMarcus de Mário aborda a

grave questão – veja página 3

Veja fotos do EAC 2019 no site www.institutocairbarschutel.orgTrês álbuns mostram detalhes dos dois dias do evento em sua 9ª. edição.Foram 860 participantes, de 91 cidades. Que venha a 10ª. edição, em 2020.

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Novembro de 2019 PÁGINA 2

Editorial

Mudanças

O formato impresso está se despedindo do lei-tor, pelo menos para a

presente publicação. Face aos custos de publicação

e remessa pelo correio, decidi-mos por alterar o formato de divulgação. A próxima edição (dezembro/19) será a última impressa. Depois, assim que nos for possível, voltaremos na forma digital, mas não simplesmente como o leitor está habituado com um jornal de 8 ou 12 pá-ginas, como foi nos últimos anos. Ideia é modernizar com inserções via celular em ocasiões não de� nidas durante a semana ou mês.

O processo será um pouco lento e também será gradual, mas assim que possível daremos notícias pelas redes sociais. Os novos tempos exigem adapta-ções. A nova modalidade dá ganho de tempo e reduz sensi-velmente os custos.

De uma certa forma, causa alguma dor – até pelas magní-ficas experiências vividas com o jornal –, mas parece-nos uma alternativa adequada. Diga-se, porém, que não está descar-tada a hipótese de a publica-ção continuar impressa, ainda que com número reduzido de exemplares.

Aguardemos o tempo. r

Divaldo, emocionante! Vida do médium é retratada com humor e realismo

Redaçã[email protected]

A linda e emocionante his-tória de Divaldo Franco – ainda que compactada e

não concluída, pois não haveria ou-tro jeito, e adaptada para � lme – le-vou às lágrimas em diversos trechos.

A direção é impecável, a se-quência construída toca o coração, os personagens sensibilizam e a produção soube fazer com imen-sa competência. Que maravilha! Vivemos mesmo outros tempos! Quando poderíamos imaginar o Espiritismo falado com tanta naturalidade, como já em outras produções do gênero? Também em Divaldo, o mensageiro da paz, os diálogos foram perfeitos no esclarecimento doutrinário.

Todos nós que o conhecemos de longa data, em suas palestras, entrevistas, seminários e sabemos de sua valorosa obra social educa-tiva – ainda que lá não tenhamos estado fisicamente –, inclusive nas orientações que nunca deixou de oferecer a quem lhe buscasse, despertam enorme sentimento de gratidão e sensibilidade.

Como era de se esperar, sua vida igualmente foi recheada de críticas e ataques gratuitos sempre provenientes de opiniões precipitadas sem pesar o valor do trabalho de um homem que

se dedicou à caridade. Mas isso o fortaleceu e as emocionantes passagens de vida � zeram dele, realmente, “o mensageiro da paz”, quali� cativo muito apropriado ao que signi� ca para todos nós esse ilustre, inesquecível, admirado e querido amigo.

Muitos de nós podemos dizer do signi� cado do amigo Divaldo nas experiências de vida. Mas mes-mo que nunca qualquer contato tivesse com ele, ouvi-lo sempre foi sinônimo de orientação e seguran-ça. Seu trabalho é incomparável, sem desconsiderar outras valorosas personalidades da história brasilei-ra, espíritas ou não.

Nosso desejo é cumprimentar a iniciativa e esforços que culmina-ram com o � lme, no trabalho de tantos pro� ssionais, mas também convidar a você para não deixar de ver o � lme, inclusive convidar também os críticos contumazes para que vejam com imparciali-dade. Bem disseram das emoções do � lme, elas são mesmo reais e despertam um sentimento de va-lorização da vida, incentivando a caridade, mas também despertando a fé operante. Dá vontade de tra-balhar mesmo, de prosseguir nos esforços que todos estamos envol-vidos, considerando sem dúvida a grandeza da Doutrina Espírita. r

Bruno Garcia interpreta Divaldo Franco; abaixo:

Divaldo ao lado de Ghilherme Lobo, seu

intérprete na juventude

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Novembro de 2019PÁGINA 3

A formação do educadorPonto nevrálgico requer atenção

Marcus De [email protected]

Um ponto sensíve l no centro espírita e, por ex-tensão, no movimento

espírita, é a formação ou capacita-ção do educador da infância e ju-ventude, normalmente chamado evangelizador, que é responsável pela formação moral das novas gerações através dos conceitos da existência de Deus, da imortali-dade da alma, da comunicabilida-de entre os planos de vida através da mediunidade e a evolução que se dá pela reencarnação, ou seja, os quatro pilares ou princípios básicos do Espiritismo, tudo isso envolvido pelos ensinos morais de Jesus, nosso Mestre e governador espiritual do planeta. Como se vê, não basta a boa vontade para ser um bom educador espíri-ta, é preciso estudar e se prepa-rar convenientemente.

Tanto a criança quanto o jovem são espíritos reencarnados, trazen-do toda uma bagagem de experi-ências e aprendizados já realizados, assim como desde cedo demons-tram suas tendências de caráter e suas ideias inatas, e o educador espírita não pode negligenciar essas realidades, assim como igualmente não pode esquecer que, estando reencarnado, o espírito obedece ao desenvolvimento do seu corpo e a manifestação do seu psiquismo através do cérebro, o que é estuda-do, por exemplo, pela psicogenética e pelo construtivismo, que embora sejam ramos do conhecimento de ordem materialista, são muito im-

portantes para o melhor trabalho da educação.

Na literatura espírita não fal-tam pesquisadores e autores que se debruçaram sobre os mais variados aspectos da educação do espírito encarnado: Herculano Pires, Pedro de Camargo, Walter Oliveira Alves, Dora Incontri, Walter Barcelos, Heloísa Pires, Dalva Silva Souza, Sandra Borba

entre vários outros, todos com diversos livros publicados e que podem ser encontrados nas me-lhores livrarias ou adquiridos pela internet. Alguns podem não ser tão conhecidos, pois se dedicaram quase que somente à educação, mas devem ser estudados, e de preferência em grupo, em reu-niões dos educadores no centro espírita. Esses grupos de estudo são muito importantes e devem

fazer parte do planejamento de trabalho da educação espírita de crianças e jovens.

Como o tema educação é extenso e profundo, ainda mais com a crença no espírito imortal presentemente encarnado, o cen-tro espírita deve procurar realizar periodicamente encontros, trei-namentos e cursos para melhor quali� cação dos educadores. Para isso deve procurar o apoio de outros centros espíritas através do movimento espírita de seu estado, em sua área regional, pois é a união que faz a força, é a troca de experiências que fortalece esse trabalho essencial da educação ou evangelização espírita.

Muitas vezes a criança e o jo-vem não querem frequentar essas atividades específicas ofertadas pelo centro espírita pelo moti-vo do educador ser o problema, ou seja, nem sempre está bem preparado, não sabe ser criativo, não utiliza uma boa didática, sua metodologia pode não es-tar adequada às necessidades e anseios dos participantes, pode não estar dando espaço su� ciente para participação, assim como os temas podem estar desligados da realidade da vida. O que estamos constatando é que nem sempre o problema está na criança ou no jo-vem, ou em outras palavras, as di� -culdades encontradas nem sempre têm por causa as novas gerações, que muitos acreditam não terem mais jeito, quando na verdade o

verdadeiro educador deve sempre acreditar nos seus educandos, no potencial divino que trazem em si e que depende dos seus esforços para desabrocharem.

A formação, ou capacitação, ou ainda a quali� cação do educador espírita é essencial e não pode ser negligenciada, senão vamos repetir o quadro que hoje encontramos na rede escolar brasileira, seja ela pública ou particular, quando ve-mos professores mal preparados, perdidos e repetindo um modelo de ensino defasado. Não podemos copiar esse modelo vigente nos institutos de educação de nível médio e nas faculdades de peda-gogia. Precisamos fazer diferente, e se não o fizermos estaremos comprometidos com a lei divina, que aguarda nossos esforços em melhor educar, para que as crian-ças e jovens de hoje sejam adultos éticos, solidários e espiritualizados de amanhã. r

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“Tanto a criança quan-to o jovem são espíritos reencarnados, trazendo toda uma bagagem de experiências e aprendiza-dos já realizados, assim como desde cedo de-monstram suas tendências de caráter e suas ideias inatas, e o educador espí-rita não pode negligenciar essas realidades (...)

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Novembro de 2019 PÁGINA 4

A tempo de evitar uma tragédiaNovo romance de Frungilo traz emocionante e oportuna narrativa

Orson Peter Carrara [email protected]

São muito conhecidos os cativantes livros de Wilson Frungilo Jr., do IDE-Ara-

ras-SP. E agora nos apresenta o “Bastou um olhar”, que me pren-deu a atenção desde as primeiras páginas. E já de cara abordando a tentativa de suicídio de uma jovem. Trago da contracapa do livro:

“Numa noite escura e fria da grande cidade, três pessoas se encontram num viaduto, a tem-po de evitar uma tragédia. São elas, Carmen, sua amiga Norma, pertencentes à classe alta da so-ciedade, e um desconhecido que para lá se dirigem, apenas obede-cendo a forte pressentimento de que algo de muito grave poderia estar acontecendo naquele local. Eliana, � lha de Carmem, disposta a pôr � m à própria vida, acaba sendo demovida do malfadado intento num emocionante diálo-go com o rapaz. E esse desfecho faz nascer, de forma natural e espontânea, uma aproximação entre essas três mulheres e o até então desconhecido Maurício. Apesar de não se conhecerem, bastou um olhar, um sorriso, uma palavra, para que uma delas e Maurício percebessem que não

eram totalmente estranhos um ao outro e que inde� nível sen-timento eclodia repentinamente entre ambos. Esse sentimento, a princípio incompreensível e com notável distância a ser superada, é a tônica desta comovente história espírita, intrigante, e por vezes di-vertida, a demonstrar que o amor pode vencer todas as barreiras.”

Realmente a sinopse diz bem do conteúdo da obra. Achei muito oportuno que ela surja agora nes-ses tempos de elevação do número de suicídios, especialmente entre jovens. No estilo sempre agradável do conhecido escritor, inspirado e feliz nas narrativas, o livro deve ser amplamente divulgado, face aos benefícios em favor de tantas almas que ainda se debatem nas aflições decorrentes de tantos fatores que desa� am o equilíbrio da sociedade. r

“Achei muito oportu-no que ela [a obra] surja agora nesses tempos de elevação do número de suicídios, especialmente entre jovens

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Proximidade, união, em AraraquaraEm primeira edição, evento busca agregar instituições

Redaçã[email protected]

Entrevistamos Sérgio San-ches, músico, publicitário, palestrante e integrante do

Grupo Ilumina – promotor do evento – sobre a iniciativa pio-neira na cidade, com a realização do CEARA – Confraternização Espírita de Araraquara, a ocor-rer no sábado 23 de novembro(vide ilustração ao lado). Três respostas compactas trazem ideia de objetivos e norteamentos da realização.

a) Objetivo é agregar as casas espíritas da cidade, buscar proxi-midade, uma união maior como o

próprio tema propõe: “Meus discí-pulos serão conhecidos por muito se amarem”.

b) A ideia da realização surgiu de diálogos continuados pela região, face à privilegiada locali-zação geográfica de Araraquara para atrair também outras cida-

des do estado de SP, mas também pelos benefícios alcançados com tais iniciativas, a exemplo do que vem ocorrendo com o EAC, em Matão-SP.

c) O local comporta 260 luga-res, considerando ser a primeira edição. A estrutura está sendo organizada com imenso zelo e carinho para que tenhamos uma calorosa recepção aos partici-pantes. Com palestrantes muito conhecidos, teremos também lançamentos de livros e CDs. Será, sem dúvida, um dia muito agradável, de vivência espírita. r

Acesse: bit.ly/ceararaquara ou diretamente do seu smartphonepor meio do código QR.

Inscrições e informações

“Objetivo é agregar as casas espíritas da cidade, buscar proximidade, uma união maior como o pró-prio tema propõe

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Novembro de 2019 PÁGINA 6

Saúde preventivaOzonioterapia: a natureza a serviço da saúde

Raul de Mello Franco Jr

Em Mecanismos da Mediuni-dade, publicado em 1959, André Luiz pontua que o

homem, investigando a natureza, convence-se de que vive num reino de ondas cósmicas trans� guradas em luz, eletricidade, calor ou ma-téria. A Terra – magneto de gigan-tescas proporções – condiciona e combina, de múltiplas formas, as forças do átomo. Ondas elétricas, sonoras, caloríficas, luminosas, carregam a inquietação própria da natureza e da matéria em contínua expansão. O homem aprendeu a usar algumas delas, embora siga ignorando tantas outras. Basta examinar os meios tecnológicos hodiernos para constatar o acerto deste postulado. Ondas eletro-magnéticas, em variadas formas, cobrem o globo terrestre com uma teia invisível da qual sequer era possível se cogitar a um sé-culo atrás. O rádio, a televisão, a internet ou o seu aparelho celular valem-se disso.

Antigas ou renovadas tecnolo-gias a serviço da saúde não despre-zam o universo dos raios de luz e

de calor, das ondas e das oscilações eletromagnéticas. Não há um só aparelho a serviço da medicina que prescinda desse padrão vibratório. Das ondas sonoras do batimento cardíaco, colhidas pelo estetoscó-pio do seu médico, às descargas eletromagnéticas do raio X, dos aparelhos de radioterapia ou de um tomógrafo computadorizado de última geração, tudo represen-ta amostras do domínio humano sobre o mar de ondas em que vivemos mergulhados.

A Ozonioterapia está perfei-tamente inserida neste contex-to. Centra-se na recombinação atômica do oxigênio medicinal, produzida por descargas elétricas ambientadas em minúsculas cáp-sulas de um aparelho (gerador de ozônio). É método terapêutico, ao lado da farmacoterapia e das inter-venções cirúrgicas. Delas se difere, porém, pela forma conservadora e respeitosa com que age perante os organismos, espalmando resul-tados que, muitas vezes, jamais poderiam ser alcançados pelos tratamentos convencionais.

A mistura oxigênio-ozônio (dela falamos em edição ante-rior) atua como meio terapêutico dotado de propriedades imuno-moduladoras, anti-in� amatórias, bactericidas, antivirais, fungicidas, analgésicas etc. Este elemento na-tural, biológico, não opera milagres: simplesmente induz o organismo a recolher as forças necessárias para promover a autocura de uma in� nidade de doenças, o que alguns confundem com “panaceia”. Em diversos países do mundo, milha-res de pacientes enfrentam, com a Ozonioterapia, doenças isquêmicas (coração, cérebro, extremidades, retina), doenças virais crônicas, gastrites, doenças ulcerativas, coli-tes, diabetes mellitus, dé� cits imu-nológicos secundários, processos purulentos, doenças da pele, câncer e até mesmo doenças raras. Os mé-todos também guardam aplicação na odontologia, na veterinária, na agricultura, na conservação de alimentos, no tratamento da água para consumo etc.

Os tratamentos com ozônio não dispensam um diagnóstico médico

prévio, indicação terapêutica e aplicação por pro� ssionais treina-dos. Com a ajuda deles, o próprio paciente ou familiar pode receber orientação para usar corretamente um equipamento (gerador de ozô-nio) que hoje, com investimento relativamente baixo, é mesmo possível ter em casa. A terapia caracteriza-se pela simplicidade da sua aplicação, grande e� cácia, boa tolerância, ausência de efeitos colaterais e baixo custo.

Mas atenção: você encontrará vozes dissonantes a respeito de tudo o que foi afirmado aqui. Grandes conglomerados finan-ceiros (notadamente do setor da indústria química e farmacêutica) continuam a combater a Ozonio-terapia que, por óbvio, colide com o � uxo de seus negócios milionários. Repetem um velho padrão: inves-tem mais em publicidade do que em pesquisas. Matérias jornalísti-cas, especialmente encomendadas e veiculadas pela grande mídia, tentam vender o medo e o descré-dito das terapias à base de ozônio. Fique atento! r

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Exortação ao Evangelho!“Felizes sois quando vos injuriarem e vos perseguirem por causa de mim...”

Maroísa [email protected]

No próximo mês de dezembro, circula a última edição impressa do Tribuna do Espiritismo.

Ficará um tempo “fora do ar” para retornar assim que possível, em alguns mese s, com nova plataforma virtual, novo formato na expansão das notí-cias, reportagens e matérias. O esforço em andamento é para

torná-lo mais ágil, para que o leitor o receba no celular, não completo em edição mensal, mas em notícias ou circulação espaçadas durante o mês, em textos, vídeos, reportagens, artes etc. enviadas isoladamente para os que estiverem cadastrados.

Daremos notícias pelas redes sociais. Aguarde.

Tribuna do Espiritismo: versão impressa

A nona e última bem-aventu-rança de Jesus no Sermão do Monte está registrada

em Mateus 5:11-12: “Felizes sois, quando vos injuriarem e vos perse-guirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós.”

Como se pode notar, a maneira como Jesus se expressa nesta exorta-ção difere das demais. Nas anteriores Ele se dirigia a todos, indistinta-mente; nesta última, Ele muda o tratamento para a segunda pessoa do plural, “Vós”, expressando assim uma relação de proximidade com aqueles a quem se dirigia, não apenas aos que o ouviam naquele momento, mas também a todo aquele que viesse a conhecer Seus ensinamentos, tor-nando-se assim um candidato em potencial para a vivência do Evan-gelho, ensinando e exempli� cando.

Há outro detalhe a ser observado nesta última bem-aventurança. Jesus faz uma profecia dirigida para aque-

les que abraçassem o Evangelho: sofreriam perseguições. Essa situa-ção não era novidade para os judeus pois os antigos profetas também foram perseguidos e mortos por aqueles que se sentiram ameaçados pela divulgação das Leis Divinas. A História do Cristianismo mostraria, mais tarde, que as perseguições aos cristãos tiveram início poucos anos depois da morte de Jesus.

Por isso, ao adverti-los, Ele lem-brava as palavras do profeta Isaías (51:7): “Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, povo que tem a minha lei no coração. Não temais a injúria dos homens; não � queis apavorados com os seus insultos.”

Nos primeiros tempos do Cristia-nismo, os cristãos eram mortos nos espetáculos de ferocidade nos circos romanos, aplaudidos pela multidão enlouquecida. Séculos mais tarde, vieram os tribunais da Inquisição, não menos cruéis, impondo o sa-crifício daqueles que eram conside-rados como hereges por manterem � delidade aos ensinos de Jesus. Na atualidade, não há circos romanos

nem tribunais inquisitórios, entre-tanto, as perseguições continuam acontecendo de um modo mais sutil.

Tratando dessa exortação, Allan Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo (cap. 28, item 51) ressalta:

“O tempo das perseguições sangren-tas passou, é verdade, mas se não se mata mais o corpo, tortura-se a alma; é atacada até em seus sentimentos mais íntimos, em suas afeições mais caras...”

Para alcançar a ventura de nos tornarmos apóstolos de Jesus te-mos um longo caminho a percorrer sendo necessário o desenvolvimento de todas as virtudes exaltadas ante-riormente: humildade, mansuetude, con� ança, justeza, compaixão, pure-

za de coração, sendo paci� cadores e justos, dispostos a tudo sofrer por amor a Ele e ao Seu Evangelho!

Ainda não alcançamos tamanha envergadura moral e espiritual, po-rém, mesmo sabendo de nossas li-mitações e fraquezas, Ele nos deixou um roteiro de consolações e esperan-ças, exortando-nos a perseverar pois todo aquele que ouve Sua Palavra e a coloca em prática está apto a ser um colaborador na implantação de Seu Reino aqui na Terra!

Para os que estão a caminho de tão valiosa conquista espiritual, nos padrões do Evangelho, eis a orientação do benfeitor espiritual Emmanuel, no livro Caminho, verdade e vida (cap. 143):

“Se te encontras, pois, a serviço do Cristo na Terra, não te esqueças de per-severar no bem, dentro de todas as horas da vida, convicto de que o mal se faz sentir em derredor, à maneira de legião ameaçadora, exigindo funda serenidade e grande con� ança no Cristo, com traba-lho e vigilância, até à vitória � nal.” r

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Artista ignoradoTemos a certeza plena de que Ele comanda todas as leis que regem o nosso globo e o Universo em que nos movemos

Extraído do portal www.momento.com.br

REMETENTE:Instituto Cairbar Schutel.

Caixa postal 2013 15997-970 - Matão-SPNovembro de 2019

Fechamento autorizadoPode ser aberto pela ECT

É natural e garantido por lei o direito do autor sobre sua criação.

Por isso, os livros, os painéis, os discursos, toda obra de arte traz a assinatura do seu autor.

Quando se contemplam os quadros dos grandes mestres da pintura, buscamos, de imediato a assinatura, a � m de termos certeza da autoria.

Aqueles que nos debruçamos no estudo da Arte, passamos a identi� car os traços característicos de cada um deles.

Assim também na Literatura. Depois de lermos várias obras do mesmo autor, podemos identi� car o estilo.

Não é estranho que todos os dias contemplemos uma grandiosa obra de arte e não reconheçamos o Artista?

Extasiamo-nos com as cores vibrantes de um pôr do sol. En-cantamo-nos com o brilho da lua que, por vezes, parece um imenso lago de prata.

Olhamos para as araucárias esbeltas, com seus braços copados erguidos para o alto, imponentes e � camos a imaginar quanto mais haverão de crescer.

Numa vista aérea, descobri-mos a mata cortada por veias e artérias de águas em recortes pitorescos. Uma pintura digna de um hábil Artista.

Detemo-nos no jardim e a rosa nos oferece a maciez do veludo, exalando perfume, en-quanto a margarida apresenta seu branco imaculado.

As borboletas, trazendo nas asas as pinturas dos impressionistas, dos

cubistas, dos românticos, dançam leves no ar.

O planeta todo em que mora-mos é uma obra impressionante. Cheio de altos e baixos, planícies e montanhas. Zonas de mata verde e desertos ardentes.

Cachoeiras cantantes e file-tes que mal escorrem entre as rochas. Fontes de água fresca e lagos tão grandes que mais pa-recem um oceano.

Águas doces. Águas salgadas.E frutas doces, ácidas, hiper-

-hídricas se apresentam em pro-fusão como fontes inesgotáveis de água, carboidratos, gorduras, sais minerais, vitaminas e outros micronutrientes, distribuídos em um equilíbrio perfeito.

Não é surpreendente que o Autor de tudo isso se mante-nha ignorado? Ao menos por aqueles que não temos olhos de ver, sensibilidade su� ciente para O perceber.

Esse Artista Insuperável, que se esmera em produção diária constante, fornece ainda o ar para que respiremos e todas as demais condições para vivermos sobre esta Terra.

Alguns teimamos em negar que Ele exista, porque não en-contramos a Sua assinatura em lugar algum.

Outros, os que já despertamos e aguçamos a sensibilidade, desco-brimos a Sua assinatura em cada nervura de folha, em cada gota d’água, em cada grão de areia.

Tudo único, inigualável.E esses temos a certeza plena de

que Ele comanda todas as leis que regem o nosso globo e o Universo em que nos movemos.

Ele está atento aos movimentos de rotação e translação da Terra e observa, com Seu olhar, nossa constante viagem pelo Universo, acompanhando o sistema solar.

Uma viagem em velocidade vertiginosa mas que, por estarmos amparados por Essas hábeis mãos, nem percebemos o deslocamento.

Nem nos damos conta de que viajamos tanto...

Porque a� nal, a casa desse Ar-tista é tão imensa que por mais exploremos o espaço sideral, não esgotaremos a sua totalidade.

Importante seria que O desco-bríssemos e tributássemos reverên-cia à sua fenomenal obra. r

“Não é surpreendente que o Autor de tudo isso se mantenha ignorado? Ao menos por aqueles que não temos olhos de ver, sensibilidade suficiente para O perceber