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ALVENARIA ESTRUTURAL GENERALIDADES MATERIAIS MODULAÇÃO

ALVENARIA ESTRUTURAL · • nbr 15961-2 - alvenaria estrutural –blocos de concreto - parte 2:EXECUÇÃOECONTROLE DE OBRAS • NBR 15812-1- ALVENARIA ESTRUTURAL –BLOCOS CERÂMICOS

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  • ALVENARIA ESTRUTURAL

    GENERALIDADES

    MATERIAIS

    MODULAÇÃO

  • GENERALIDADES

  • ALVENARIA ESTRUTURAL

    Processo construtivo em que as paredes de alvenaria e as lajes

    enrijecedoras funcionam estruturalmente em substituição aos pilares e

    vigas. Neste processo construtivo, as paredes constituem-se ao mesmo

    tempo nos subsistemas estrutura e vedação.

  • HISTÓRICO

    Pirâmides do Egito

    Construída a aproximadamente

    2600 anos a.C. A maior delas

    mede 147 m de altura e foram

    utilizados, aproximadamente,

    2,3 milhões de blocos, com

    peso médio de 25 kN.

  • HISTÓRICO

    Farol de Alexandria

    Construído a aproximadamente

    280 anos a.C, em mármore

    branco, com 134 m de altura,

    altura equivalente a um prédio

    de 45 pavimentos.

  • HISTÓRICO

    Coliseo

    O Coliseu, em Roma, do ano

    70 d.C., fez uso de cimento

    natural para erguer seus 50 m

    de altura e 500 m de

    circunferência, podendo

    abrigar 50.000 pessoas.

  • HISTÓRICO

    Catedral de Reims

    É um grande exemplo de

    catedral gótica. Construída

    entre 1211 a 1300 d.C possui

    interior amplo, com arcos que

    sustentam o teto sendo

    apoiados em pilares esbeltos,

    contraventados por arcos

    externos

  • HISTÓRICO

    Edifìcio Monadnock

    Construído em 1889 a 1891,

    possui 16 pavimentos e 65 m

    de altura. As paredes na base

    têm 1,80 m de espessura.

  • HISTÓRICO

    Hotel Excalibur em Las Vegas

    Construído em 1990 é um dos

    maiores prédios em alvenaria

    estrutural do mundo, tendo

    quatro torres de 28

    pavimentos, com paredes de

    29 cm nos primeiros 5 andares

    e 19 cm nos demais.

  • HISTÓRICO

    Primeiros edifícios residenciais no

    Brasil

    • Foram construídos em 1966, emSão Paulo com blocos de concreto

    e tinham apenas 4 pavimentos.

    • Em 1972 foi construído ocondomínio Central Parque da

    Lapa com quatro blocos com 12

    pavimentos em alvenaria armada

    de blocos de concreto.

  • PRINCÍPIOS BÁSICOS

    ■ Transmissão de ações atravésde tensões de compressão;

    ■ Resistir às cargas verticais(peso próprio da estrutura eàs cargas de ocupação);

    ■ Resistir as cargas laterais(ação do vento e/ou dodesaprumo).

    As alvenarias são os elementos“portantes” das cargas até asfundações.

  • VANTAGENS

    ■ Mão de obra qualificada;

    ■ Limpeza do canteiro de obras;

    ■ Redução nas armaduras;

    ■ Redução das formas;

    ■ Redução dos resíduos;

    ■ Otimização no tempo de execução;

    ■ Necessidade de integração e compatibilização com instalações

    prediais;

    ■ Redução do número de profissionais no canteiro de obras.

  • DESVANTAGENS

    ■ Não permite improvisações, condicionando a arquitetura;

    ■ Inibe a destinação dos edifícios (uso e ocupação);

    ■ Restringe a possibilidade de modificações;

    ■ Vãos livres limitados e vãos em balanço não indicados;

    ■ Não permite paredes e conjuntos muito esbeltos.

  • PRINCIPAIS PARÂMETROS A SEREMCONSIDERADOS PARA ADOÇÃO DO SISTEMA

    ■ Altura da edificação;

    ■ Arranjo arquitetônico;

    ■ Tipo de uso

  • NORMAS

    • NBR 15961-1 - ALVENARIA ESTRUTURAL – BLOCOS DE CONCRETO -PARTE 1: PROJETO

    • NBR 15961-2 - ALVENARIA ESTRUTURAL – BLOCOS DE CONCRETO - PARTE2: EXECUÇÃO E CONTROLE DE OBRAS

    • NBR 15812-1- ALVENARIA ESTRUTURAL – BLOCOS CERÂMICOS - PARTE 1:PROJETOS

    • NBR 15812-2 - ALVENARIA ESTRUTURAL – BLOCOS CERÂMICOS - PARTE 2:EXECUÇÃO E CONTROLE DE OBRAS

  • TIPOS DE ALVENARIASELEMENTOS DE ALVENARIA ARMADA

    Elementos de alvenaria nos quais são utilizadas armaduras passivas que são consideradas para

    resistir aos esforços solicitantes;

    ELEMENTOS DE ALVENARIA NÃO ARMADA

    Elementos de alvenaria nos quais a armadura é desconsiderada para resistir esforços

    solicitantes.

    ELEMENTOS DE ALVENARIA PROTENDIDA

    Elementos de alvenaria nos quais são utilizadas armaduras ativas.

  • Paredes

    Paredes como elementos estruturais:

    As paredes são os elementos estruturais da alvenaria (comprimento maior que cinco vezes

    a espessura).

    Classificação das paredes:

    Paredes de vedação - São aquelas que resistem apenas ao próprio peso e que exercem a

    função de separar ambientes internos ou de fechar o externo. Sobre elas não incide nenhuma

    responsabilidade estrutural.

    Paredes estruturais - A função destas consiste em resistir ao seu peso próprio e a todas as

    cargas verticais e laterais, permanentes e/ou acidentais [eventuais], aplicadas sobre elas.

    17

  • Paredes de contraventamento - Suportam também cargas horizontais, originárias

    especialmente da ação dos ventos, paralelas ao plano delas.

    Paredes enrijecedoras

    Enrijecerem as paredes estruturais,

    proporcionando maior resistência

    às cargas laterais e contra a flambagem.

    18

  • 19

  • 20

    Forma do Prédio

    Quanto mais rígida (robusta) é uma edificação, maior sua capacidade de resistir a esforços

    horizontais, principalmente a ação do vento que causa tração na alvenaria.

    Abaixo são exemplificados os efeitos da forma na rigidez aos deslocamentos, em que, quanto

    maior a altura menor será a rigidez aos deslocamentos horizontais.

    Sob o aspecto da

    rigidez a forma cúbica

    é a ideal.

    Efeitos da forma e altura na rigidez do prédio, comprimento (C), altura (H)

    e largura (L).

  • 21

    Forma em planta

    A figura abaixo apresenta formas em planta baixa comparando-as ao círculo, mais eficiente de

    todas as formas, por apresentar a maior área para um mesmo perímetro.

    A utilização de formas simétricas com áreas equivalentes pode reduzir os esforços torcionais

    indesejáveis na alvenaria. Observe que o comprimento total das paredes externas é a

    mesma em todas as plantas baixas.

  • Arranjo apropriado das paredes

    Os pavimentos devem ser divididos em peças de dimensões não muito grandes,

    repetindo-se o mesmo arranjo arquitetônico em todos os pavimentos.

    Numa edificação, nem todas as paredes precisam ser definidas como

    estruturais.

    A escolha adequada (número, disposição, etc) das paredes que terão função

    estrutural faz com que uma parede atue como elemento enrijecedor e

    estabilizador de outra.

    Distribuições de paredes muito assimétricas podem originar tensões de torção

    diante de cargas laterais (aptos muito diferentes no mesmo pavto).

    As lajes podem ser usadas para aplicar as cargas verticais nas paredes, amarrar

    a estrutura e distribuir as cargas horizontais.

    22

  • Escadas, poços de elevadores e de condução de dutos podem ser utilizados

    para produzir rigidez lateral.

    A forma e a distribuição das paredes estruturais de um edifício dependerá da

    função a que ele se destina e das condições do local da obra: solos, ventos,

    etc.

    23

  • 24

    Quando o centro de massa (CM)

    coincidir com o centro de torção (CT), o

    sistema estrutural é considerado

    simétrico.

    O CM é definido, em cada pavimento,

    pelo conjunto de lajes e paredes.

    O CT é o centro de rigidez somente das

    paredes estruturais que resistem à ação

    do vento.

    Procure distribuir as paredes resistentes

    por toda a área da planta, caso

    contrário os carregamentos podem

    concentrar-se em determinada região

    do edifício, deslocando o centro de

    massa e gerando rotações que podem

    levar ao surgimento de fissurações de

    separação da edificação.

  • 25

    Comprimento e altura total das paredes.

    Segundo Gallegos (1988), em cada direção (horizontal e transversal) de um edifício

    estruturalmente otimizado deve ter, no mínimo, em metros lineares de paredes

    estruturais (ou de contraventamento), 4,2% da área total construída.

    Esse comprimentos totais devem ser aproximadamente iguais em cada uma das

    direções analisadas.

    Por exemplo, para um edifício de 8 pvtos e 300m2 de área construída por pavto, deve

    ter, no mínimo, em cada direção, 100,8 metros lineares de parede.

    A relação entre a altura total no prédio e seu comprimento deve respeitar certos limites,

    indicados na figura abaixo:

  • DEFINIÇÕES NORMATIVAS

  • DEFINIÇÕES NORMATIVAS

  • DEFINIÇÕES NORMATIVAS

  • DEFINIÇÕES NORMATIVAS

  • DEFINIÇÕES NORMATIVAS

  • DEFINIÇÕES NORMATIVAS

  • DEFINIÇÕES NORMATIVAS

  • INTERAÇÃO ENTRE PAREDES

    ■ Carregamento localizado sobre uma

    parte do comprimento da parede

    tende a haver um espalhamento

    segundo um ângulo de 45°;

    ■ Isso também ocorre em cantos e

    bordas sem a existência de juntas a

    prumo;

    ■ Somente haverá espalhamento da

    carga através de um canto se nesse

    ponto puderem se desenvolver

    forças de interação.

  • INTERAÇÃO ENTRE PAREDES

    ■ Uma parede com aberturas é considerada como uma sequência de

    paredes independentes;

    ■ Nesse caso, costuma haver forças de interação entre esses diferentes

    elementos e, portanto, haverá espalhamento e uniformização de

    cargas.

  • IMPORTÂNCIA DA UNIFORMIZAÇÃO DE CARGAS■ As cargas atuantes sobre as paredes podem apresentar valores

    diferentes. Exemplo: as paredes internas tendem a receber mais

    cargas que as paredes internas;

    ■ Não é recomendável que, para um determinado pavimento, sejam

    utilizadas resistências diferentes para os blocos;

    ■ A parede mais carregada acaba definindo a resistência dos blocos a

    serem utilizados.

    ■ Também pode-se utilizar pontos grauteados. Entretanto, o

    grauteamento não é uma solução para ser utilizada de modo

    extensivo, devido ao custo e às dificuldades de execução;

  • IMPORTÂNCIA DA UNIFORMIZAÇÃO DE CARGAS

    Maior uniformização

    de cargas

    Maiores benefícios para

    economia

    Redução das resistências dos blocos

  • INFLUÊNCIA DO PROCESSO CONSTRUTIVO

    Providências construtivas que contribuem para a existência de

    forças de interação elevadas:

    a) Amarração das paredes em cantos e bordas sem juntas a

    prumo;

    b) Existência de cintas sob a laje do pavimento e à meia

    altura;

    c) Pavimento em laje maciça.

  • INFLUÊNCIA DO PROCESSO CONSTRUTIVO

    Quanto às aberturas: detalhes construtivos que colaboram no

    aumento das forças de interação:

    a) Existência de vergas;

    b) Existência de contravergas.

  • PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DA CARGA VERTICAL

    PAREDES ISOLADAS

    ■ Considera-se cada parede como um elemento

    independente;

    ■ Para encontrar a carga numa parede, num determinado

    nível, basta somar todas as cargas atuantes nessa parede

    nos pavimentos que estão acima do nível considerado.

  • PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DA CARGA VERTICALPAREDES ISOLADAS

    Pontos positivos

    ■ Simples e seguro: a falta de uniformização da carga leva a adoção deblocos mais resistentes;

    Pontos negativos

    ■ Economia penalizada: blocos mais resistentes são mais caros;

    ■ Esta consideração pode causar uma estimativa errada das açõessobre estruturas complementares, como pilotis e fundações emconcreto armado;

    Recomendação

    ■ Procedimento utilizado para edificações de altura relativamentepequena

  • PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DA CARGA VERTICAL

    GRUPOS ISOLADOS DE PAREDES

    ■ Um grupo é um conjunto de paredes que são supostas

    totalmente solidárias;

    ■ Geralmente os limites dos grupos são as aberturas, portas

    e janelas.

  • PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DA CARGA VERTICAL

    GRUPOS ISOLADOS DE PAREDES

    ■ A carga de cada parede é determinada e somada às demais do grupo, e

    a carga total é distribuída no comprimento total de paredes do grupo,

    havendo, assim, uma uniformização das cargas das paredes nesse

    grupo.

    ■ Esse procedimento é considerado simples, usualmente seguro, bastante

    racional e econômico.

    ■ Resulta blocos com resistências inferiores ao procedimento das paredes

    isoladas.

    ■ É considerado adequado a edificações de qualquer altura, desde que

    realmente ocorra a interação nos cantos e bordas.

  • PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DA CARGA VERTICAL

    GRUPOS DE PAREDES COM INTERAÇÃO

    ■ Os grupos interagem entre si, ao se considerarem as forças de interação

    existentes nas aberturas.

    ■ Devem ser definidos quais os grupos que interagem, definindo-se uma

    “taxa de interação”, que representa quanto da diferença de cargas entre

    os grupos que interagem deve ser uniformizada em cada nível

    (pavimento).

    ■ É um procedimento que exige bastante experiência do projetista, e o

    que possibilita blocos de menor resistência.

    ■ É adequado para edificações de qualquer altura.

  • PROCEDIMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DA CARGA VERTICAL

    MODELAGEM TRIDIMENSIONAL EM ELEMENTOS FINITOS

    ■ A estrutura é discretizada em elementos de membrana ou chapa, com

    os carregamentos ao nível de cada pavimento.

    ■ Procedimento interessante, que apresenta: dificuldades na montagem

    dos dados e na interpretação dos resultados, e definição de elementos

    que possam representar o material alvenaria.

    ■ Não é aplicado ainda em projetos, necessitando de mais pesquisas.

  • ESFORÇOS SOLICITANTES – AÇÕES NA

    ALVENARIA

    46

  • Esforços de Compressão (peso próprio alv. + cargas das lajes) fig. a;

    Esforços de flexão (o vento origina forças horizontais) fig b;

    Esforços de Cisalhamento (forças horizontais que atuam sobre as

    paredes externas são transmitidos pelas lajes, para às paredes

    internas transversais) fig. c.

    Estas, sucessivamente, transmitem os esforços para os andares

    inferiores até chegarem à fundação do edifício.

    (a) (b) (c)47

  • 48

    Método das linhas de ruptura

    ou charneiras plásticas.

  • MATERIAISBlocos

    Argamassa

    Graute

    Armadura

    Prisma

  • Entender o comportamento estrutural das paredes de

    alvenaria em função dos materiais utilizados é de

    fundamental importância, tanto na etapa de projeto

    quanto na de execução.

    A especificação incorreta dos mesmos pode levar à

    ocorrência de patologias ou, mesmo, de colapso da

    estrutura.

    Da mesma forma, também a falta de cuidado no processo

    de construção, seja pelo uso de unidades inadequadas,

    seja pela mistura incorreta das argamassas e grautes,

    pode causar danos à estrutura.

    50

  • Unidades de alvenaria (blocos)

    Podemos dividir quanto à natureza do material:

    Cerâmico - unidades fabricadas a partir de uma mistura

    de argila, normalmente moldadas por extrusão.

    Concreto - unidades produzidas a partir de uma mistura de cimento, areia e brita,

    moldadas por vibro-prensagem.

    Sílico-calcário – mistura de cal e areia quartzosa, moldadas por prensagem e

    curadas por vapor a alta pressão.

    51

  • Quanto à função:

    Vedação - furos na horizontal e resistem apenas às cargas

    devidas ao peso próprio e a pequenas cargas de ocupação.

    Estruturais - furos na vertical e que têm a finalidade de resistir a cargas

    verticais, bem como a seu peso próprio.

    Bloco canaleta - É utilizado para a

    confecção de vergas e contravergas

    pré-moldadas e para vigas de

    cintamento.

    Bloco J - É utilizado para cintamento

    de paredes externas e concretagem

    de lajes moldadas in loco.

    Formatos específicos:

    52

  • Quanto às dimensões

    Dimensões reais são as efetivadas pela fabricação.

    Dimensões nominais são as reais, acrescidas de 1 (um) cm para a argamassa

    e as especificadas pelo fabricante.

    53

  • Blocos de Concreto

    Os blocos de concreto são unidades de alvenaria fabricadas a partir de uma

    mistura de cimento, agregados (areia e brita) e água. A mistura é introduzida

    em máquina de moldar, onde, através de uma combinação de pressão e

    vibração, se produz os blocos.

    54

  • Blocos de Concreto

    A cura destes é produzida comumente com algum tipo

    de aquecimento, no intuito de acelerá-la.

    Os processos de fabricação e cura dos blocos devem

    assegurar a obtenção de um concreto suficientemente

    compacto (slump = zero) e homogêneo.

    São fabricados vários tipos e tamanhos de blocos, com

    diferentes funções, os quais seguem as modulações de

    15 cm ou de 20 cm, conforme a malha modular definida

    no projeto.

    55

  • 56

  • 57

  • Família M15

    58

  • Família M20

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  • Bloco Canaleta U

    Os Blocos Canaleta são utilizados na Alvenaria Estrutural, substituindo verga e

    contra-verga de janelas e o cintamento da alvenaria em forma de “J” ou “U” de

    acordo com a laje a ser aplicada.

    60

  • 61

  • 62

  • Bloco Canaleta J

    63

  • 64

  • Os blocos de concreto para alvenaria estrutural devem apresentar as

    seguintes propriedades:

    Aspecto

    Os blocos devem apresentar aspecto homogêneo, ser compactos, ter arestas

    vivas e ser livres de trincas ou outras imperfeições que possam prejudicar o seu

    assentamento, ou as características de mecânica e de durabilidade da

    edificação.

    Dimensões

    Os blocos de concreto devem atender às dimensões estabelecidas no contrato

    entre fornecedor e comprador. Caso isto não ocorra, poderão ficar

    comprometidas tanto a modulação prevista na fase de projeto, quanto a

    racionalização do processo construtivo.

    Pequenos desvios dimensionais podem ser aceitos,

    desde que estejam dentro dos limites estabelecidos

    pela NBR 6136, que serão mostrados na tabela ao

    lado.

    65

  • Absorção de água

    A absorção de água dos blocos está indiretamente relacionada com a sua

    densidade.

    Quanto mais denso for o bloco, menor será a taxa de absorção.

    A densidade e a absorção de água afetam a construção, o isolamento

    térmico e acústico, a porosidade, a pintura, a aparência e a qualidade da

    argamassa requerida.

    Para o assentamento de unidades com alta absorção de água, é necessário

    utilizar argamassa com maior retenção de água. Dessa forma, evita- se a

    perda de trabalhabilidade decorrente da absorção de água pelos blocos.

    Resistência à compressão

    É a principal característica da unidade para uso em alvenaria estrutural. A

    resistência deve atingir os requisitos mínimos da Norma especifica, bem como

    as exigências do projeto estrutural.

    A NBR 6136 divide os blocos de concreto em classes de resistência mínima à

    compressão, conforme mostra a tabela.

    66

  • Para uso estrutural, os blocos de concreto devem apresentar resistência

    mínima de 3,0 MPa, conforme especificação da Norma.

    Porém, o mercado não utiliza resitência menor que 4,5 MPa como

    estrutural.

    A resistência à compressão dos blocos de concreto é função do grau de

    compactação, do consumo de cimento e da resistência mecânica dos

    agregados utilizados na fabricação dos mesmos.

    O grau de compactação, por sua vez, depende da granulometria dos

    agregados, da umidade da mistura e das condições de moldagem.

    67

  • 68

  • Unidades cerâmicasO ingrediente básico das unidades cerâmicas é a argila. A argila é

    composta de sílica, silicato de alumínio e variadas quantidades de óxidos

    ferrosos. A argila pode ser calcária ou não calcária.

    No primeiro caso, a argila, quando cozida, produz um bloco ou tijolo de cor

    amarelada. A não calcária contém de 2 a 10% de óxido de ferro e feldspato e

    produz uma unidade de variados tons vermelhos dependendo da quantia do

    óxido de ferro.

    Propriedades da argila:

    Plasticidade quando misturada com água (para ser moldada);

    Resistência à tração para manter o formato depois de moldada;

    Deve ser capaz de fundir as partículas quando queimada a altas

    temperaturas.

    70

  • Propriedades dos blocos de Vedação e Estrutural:

    Resistência à compressão;

    Precisão Dimensional;

    Índice de Absorção.

    A resistência do bloco (Mpa) depende dos materiais utilizados na sua

    fabricação, do processo de produção, das dimensões e geometrias dos

    blocos, assim como do processo de queima.

    72

  • Todas as propriedades físicas dos materiais cerâmicos são influenciadas pela composição

    da matéria prima usada e pelo processo de fabricação.

    Os blocos e os tijolos cerâmicos para alvenaria estrutural devem

    apresentar as seguintes propriedades:

    Aspecto - As falhas visualmente perceptíveis, que têm reflexos na

    capacidade resistente das paredes, são quebras, trincamentos e

    deformações.

    NBR 15270

    73

  • Dimensão – Com a uniforme dimensional do

    bloco conseguimos:

    Maior a produtividade da mão de obra;

    Garante a modulação da alvenaria;

    Eliminar o desperdício com quebras.

    Esquadro e planeza - Os processos de extrusão,

    corte e cozimento dos produtos cerâmicos podem

    gerar :

    Distorções nas faces dos mesmos;

    Desvios em relação ao esquadro;

    Falta de planeza das faces das unidades;

    Dificuldade no assentamento;

    Dificuldade de aderência da argamassa;

    Diminuem a produtividade;

    Influem na capacidade portante da parede.

    74

  • Os blocos não devem apresentar defeitos sistemáticos, tais como trincas,

    quebras, superfícies irregulares ou deformações que impeçam seu emprego na

    função especificada. Na tabela abaixo são apresentadas as tolerâncias

    máximas de fabricação da média dos blocos.

    75

  • Resistência à compressão

    É uma das principais características da unidade para uso em alvenaria

    estrutural.

    A presença de fissuras pode acarretar o

    aparecimento de áreas de concentração de

    tensões, provocando a ruptura prematura da peça.

    A NBR 15270 determina que o Bloco de

    Vedação tenha uma resistência mínima de 1,5

    Mpa, e o Bloco Cerâmico Estrutural tenha uma

    resistência mínima de 3,0 Mpa.

    76

  • 77

  • Absorção de água

    A absorção de água é definida como o peso de água, expresso como uma

    percentagem do peso seco do tijolo, que é absorvida durante a imersão em

    água num determinado período de tempo. Esse tempo é normalmente de 5

    horas em água fervente ou de 24 horas em água fria.

    O cálculo da absorção é feito através desta fórmula:

    Esta propriedade está relacionada à permeabilidade da parede à água de

    chuva. A absorção de água não deve ser inferior a 8% nem superior a

    22%.

    78

  • 79

  • 80

  • Argamassa

    A argamassa é material composto por um ou mais aglomerantes(cimento e

    cal), por um agregado miúdo (areia) e água suficiente para produzir uma

    mistura plástica de boa trabalhabilidade.

    A argamassa é o elemento de ligação das unidades de alvenaria em uma

    estrutura única.

    Principal função estrutural da argamassa:

    É a transferência uniforme das tensões entre os tijolos e os blocos,

    compensando as irregularidades e as variações dimensionais dos mesmos.

    Deve unir solidariamente as

    unidades de alvenaria e ajudá-las a

    resistirem aos esforços laterais.

    Ajuda a combater o cisalhamento e a

    flexão.

    81

  • Cal - Por sua capacidade de retenção de

    água acarretará em menor módulo de

    deformação longitudinal, permitindo sem

    danos, maiores movimentações da

    alvenaria, seja por recalque ou por variação

    térmica.

    Propriedades das argamassas

    Trabalhabilidade é a propriedade mais importante da argamassa no

    estado fresco. Argamassa de boa trabalhabilidade pode ser

    espalhada facilmente sobre a superfície do bloco e penetra-lhe nos

    poros, assegurando a extensão da penetração da argamassa na

    unidade de alvenaria.

    Retentividade é a capacidade de retenção de água pela argamassa,

    no estado fresco, em oposição às forças de sucção do bloco e de

    evaporação. A sucção do bloco é necessária para promover o

    contato com o cimento.

    82

  • Aderência é uma das propriedades mais importantes das argamassas no

    estado endurecido.

    É uma combinação do grau de contato entre a argamassa e a unidade e da

    adesão da pasta de cimento à superfície do bloco ou do tijolo.

    Resistência à compressão. Uma grande resistência à compressão da

    argamassa não é necessariamente sinônimo de melhor solução estrutural.

    A argamassa não deve exceder a resistência dos blocos da parede, de

    maneira que as fissuras que venham a ocorrer, devido a expansões térmicas

    ou a outros movimentos da parede, ocorram na junta.

    83

  • Importante: Os fatores que influenciam o grau de contato e a adesão:

    trabalhabilidade da argamassa;

    retentividade;

    taxa de absorção inicial do bloco;

    mão-de-obra;

    quantidade de cimento na mistura;

    a textura da superfície do bloco;

    o conteúdo de umidade do bloco;

    a temperatura e a umidade relativa.

    84

  • 85

  • 86

  • Graute

    Função:

    Solidarização da armadura com os blocos;

    Aumento da capacidade portante.

    Composição :

    cimento;

    agregado miúdo;

    agregado graúdo;

    água;

    cal ou outra adição destinada a conferir trabalhabilidade e retenção de água

    de hidratação à mistura.

    Concreto com agregado graúdo com 100% passando na peneira de 12,5mm.

    87

  • Portanto, a resistência à compressão do graute não deverá ser inferior à

    resistência à compressão do bloco referida à área líquida.

    Levando-se em conta que a área bruta do bloco é aproximadamente o dobro de

    sua área líquida, temos que:

    Estes grautes devem ser fluidos de modo a ter

    um abatimento (SLUMP) variando entre 17 e

    23 cm.

    88

    15 MPa

  • Armaduras

    As armaduras têm como funções principais:

    Travamento das alvenarias;

    Aumentar a resistência à compressão das alvenarias;

    Resistir a esforços de tração, quando existirem.

    Os aços utilizados em alvenaria estrutural armada devem ter as mesmas

    características daqueles usados no concreto armado convencional, e devem

    ser totalmente envolvidos pelo graute de maneira a obter uma estrutura

    monolítica.

    O diâmetro máximo das armaduras utilizadas deverá ser tal que permita

    garantir os cobrimentos mínimos de 2,0cm para armadura na vertical e

    1,5cm para armadura utilizada na horizontal.

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  • 91

    Define-se, de uma maneira geral, prisma como conjunto composto pela

    justaposição de dois ou mais blocos, unidos através de juntas de

    argamassas com 1 cm de espessura, destinados ao ensaio de compressão

    axial.

    Os ensaios com prismas e pequenas paredes são a base para o projeto

    estrutural, uma vez que ensaios das unidades componentes da alvenaria

    não apresentam boa correlação com aqueles sob condições de utilização

    das estruturas.

    Outro cuidado que se deve tomar ao analisar os resultados de ensaios de

    prismas e utiliza-los no cálculo estrutural, está relacionado às características

    geométricas do prisma com relação à estrutura real.

    Considerando todos estes fatores, a melhor maneira de se estimar valores

    para as alvenarias seriam ensaios em escalas reais, entretanto estes testes

    são de difícil preparação, onerosos, além de exigir uma estrutura laboratorial

    sofisticada.

    Prismas

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    Várias pesquisas têm sido desenvolvidas para avaliar a influência do índice de esbeltez

    (influência da altura e geometria do prisma) na resistência à compressão.

    Os ensaios com prismas apresentam a vantagem de serem mais rápidos e

    econômicos do que os ensaios de paredes, além de não exigirem estrutura

    laboratorial muito sofisticada quanto estas, entretanto não se obtém o real

    comportamento da alvenaria.

    Pode se fazer uma analogia com o concreto: o prisma é o corpo de prova para ensaio de

    compressão, assim como o cilindro é usado para ensaiar o concreto à compressão.

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  • 95

    Maior espessura da junta → menor a resistência;

    Menor altura do bloco → menor a resistência;

    A resistência da alvenaria pode ser maior que a resistência da

    argamassa – estado de tensões;

    Aumento da resistência da argamassa não implica em aumento

    significativo da resistência da alvenaria;

    Aumento da resistência do bloco implica em aumento da

    resistência da alvenaria, pois há aumento da resistência à tração

    também.

    IMPORTANTE:

  • MODULAÇÃO

  • Modulação

    Coordenação modular é a técnica que permite relacionar as medidas de projeto com as

    medidas modulares por meio de um reticulado especial modular de referência.

    O arquiteto deve conhecer as dimensões das unidades que serão utilizadas na

    construção e trabalhar sobre uma malha modular com medidas baseadas no tamanho

    do componente a ser usado (múltiplos de 5 cm).

    A coordenação modular pode representar acréscimos de produtividade de cerca de

    10%.

    O uso adequado da modulação garante:

    Evita cortes e outros trabalhos de ajuste no canteiro que representariam perda de

    tempo;

    Evita desperdício de material e mão-de-obra;

    Permite a compatibilização dos projetos arquitetônicos, estruturais e de instalações.

    98

  • Durante a execução da obra devem ser tomadas medidas para garantir juntas com

    tolerâncias adequadas à modulação adotada.

    A modulação deve ocorrer tanto na vertical quanto na horizontal.

    Esta é obtida mediante o traçado de um reticulado de referência com um módulo

    básico escolhido (dimensões do bloco, mais espessura de juntas, cabendo salientar

    que usualmente os módulos são de 15 cm ou 20 cm mais 1 cm).

    As alturas e larguras das paredes devem ser múltiplas do módulo básico.

    A posição dos blocos no reticulado deve ser tal, que duas faces deles sempre

    tangenciem as linhas tracejadas.

    Segundo a experiência de vários projetos e projetistas, a modulação ideal é aquela

    em que o módulo é igual à espessura da parede, não sendo necessária a criação de

    blocos especiais para ajustes nas amarrações.

    99

  • A coordenação modular deve ser compatibilizada com os vãos de portas e janelas,

    tendo em vista as dimensões externas de marcos e janelas, bem como a

    necessidade de juntas entre estes e a alvenaria.

    Conforme o tipo de janela (madeira, ferro ou alumínio), deve ser estudada a fixação e

    estabelecidas as folgas necessárias, para consideração na coordenação modular.

    Na prática, entretanto, diversos parâmetros construtivos obrigam a acomodar

    algumas dimensões. A espessura das lajes, por exemplo, é determinada por um

    dimensionamento econômico, que raramente coincide com o do módulo.

    Nessas condições, a preocupação de modulação vertical se restringirá à medida de

    piso a teto, tomando-se o cuidado de utilizar uma espessura de laje que seja

    constante em todo o pavimento, a fim de se obter um único nível de respaldo na

    última fiada e um único nível de saída para a primeira fiada do andar superior.

    100

  • Em muitos projetos são utilizadas mais de uma espessura de parede e outros tipos

    de blocos. Muitos erros acontecem nesses casos.

    Assim, deve-se ter o cuidado de dispor o layout em planta de tal maneira, que os

    comprimentos individuais de cada painel de parede fiquem modulados entre as

    paredes ortogonais que as limitam.

    Além das peças-padrão descritas, existem inúmeros modelos para aplicações

    mais específicas, tais como: bloco canaleta estrutural, meia canaleta estrutural,

    bloco hidráulico estrutural, bloco especial o estrutural.

    101

  • COORDENAÇÃO MODULAR HORIZONTAL

    Comece a lançar o projeto pelos encontros em .L. e em .T., utilizando ou não os

    blocos especiais que se façam necessários.

    Escolha os

    blocos

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  • Em seguida, feche os vãos das alvenarias. Preocupe-se em utilizar ao máximo o

    bloco B29 quando o módulo é 29, e o bloco B39, quando modular com a família 39.

    Lance os vãos das esquadrias e os shafts e avalie as compensações necessárias

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  • Falha na amarração horizontal

    A amarração mínima é de 1/3 do comprimento do bloco.

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  • A modulação vertical raramente provoca mudanças significativas no arranjo

    arquitetônico.

    Existem basicamente duas formas de se realizar essa modulação. A principal e

    mais usada, apresentada na figura abaixo, é aquela em que a distância modular é

    aplicada de piso a teto.

    Assim, paredes de extremidades terminarão com um bloco J que tem uma das

    suas laterais com uma altura maior que a convencional, de modo a acomodar a

    altura da laje. Já as paredes internas terão sua última fiada composta por blocos

    canaleta comuns.

    COORDENAÇÃO MODULAR VERTICAL

    Em casos em que não se pretenda ou não se possa utilizar blocos J, mesmo nas

    paredes externas poderão ser utilizados apenas blocos canaleta convencionais,

    realizando-se a concretagem da laje com uma fôrma auxiliar convenientemente

    posicionada

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  • ESCANTILHÃO

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  • MODULACÃO COM BLOCO CERÂMICO – FAMÍLIA 29

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    Exemplo

    Faça a modulação da 1º e 2 fiada da planta abaixo para a família 39 de concreto e

    29 cerâmico.

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