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Análise Jurídica Dos Direitos Dos Deficientes

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Direito cadeirantes

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Anlise jurdica dos direitos dos deficientes.A eficcia da legislao brasileira na garantia dos direitos dos surdosNilza Eline Munguba MatiasPublicado em08/2014. Elaborado em05/2014.Pgina 1 de 1Voc gostou?0votos ASSUNTOS: PESSOAS COM DEFICINCIA DIREITO DA PESSOA COM DEFICINCIA IGUALDADE IGUALDADE DIREITOS FUNDAMENTAIS (DIREITO CONSTITUCIONAL)Busca mapear as legislaes existentes no ordenamento jurdico brasileiro, enfatizando a importncia que a Constituio Federal de 1988 teve ao introduzir os princpios constitucionais, garantindo assim os direitos das pessoas com deficincia auditiva.Neste captulo realizado estudo sobre a evoluo das legislaes no tocante as garantias dos direitos dos deficientes, pois atravs da abordagem analisado o seu alcance e quais as suas finalidades, enfatizando a relevncia dos princpios constitucionais na construo de uma sociedade justa.Atravs deste estudo, possvel analisar elementos que quando unidos facilitam o entendimento acerca dos diferentes tratamentos que os deficientes devem receber, identificando os avanos ocorridos ao longo dos anos nas diversas reas de alcance dentro da sociedade.Para compreender os motivos que levaram a criao das leis em defesa da minoria social, preciso analisar o contexto social em que vivamos antes da Constituio Federal de 1988 e as mudanas que ocorreram aps a Constituio, na qual impulsionou as inovaes no ordenamento jurdico brasileiro.Aborda-se a importncia das normas existentes, analisando de fato a eficcia na sua aplicao, pois mesmo positivada no ordenamento jurdico, a execuo falha, criando uma desigualdade de tratamento, impossibilitando que o cidado exera seus direitos fundamentais.2.1. AVANOS HISTRICOS NA PROTEO DOS DIREITOS DOS DEFICIENTESA histria dos deficientes marcada por discriminao e desrespeito, em toda a humanidade, at que chegou um momento que o Estado teve que intervir nas relaes sociais, utilizando de mecanismos para proteo das pessoas com deficincia.Na leitura do pensamento de Madruga (2013), foi possvel concluir um avano histrico no ordenamento jurdico brasileiro, pois a partir do estudo realizado verifica-se uma crescente evoluo no Brasil. Atravs da anlise realizada possvel destacar as legislaes existentes no Brasil. A proteo a esse grupo surge com a Constituio Federal de 1969, certo que surgiu dando uma forma pejorativa s pessoas com deficincia, denominando-os excepcionais. O termo portador de deficincia surgiu com a inovadora Constituio de 1988, sendo a Carta Magna social e inclusiva, fazendo nascerem direitos antes no conhecidos, existindo assim um enorme avano constitucional.O estudo enfatiza que em 1989 foi publicada a Lei 7.853/89, nascendo assim o apoio s pessoas portadoras de deficincia, instituindo tambm Coordenadoria Nacional para Integrao da Pessoa Portadora de Deficincia CORDE. Essa lei inovou o ordenamento jurdico trazendo integrao social, tutelando os interesses coletivos e difusos dessas pessoas, disciplinando tambm os crimes e a atuao do Ministrio Publico em relao a esse grupo de pessoas (MADRUGA, 2013).No ano de 1999 surge a Poltica Nacional para a Integrao das Pessoas Portadoras de Deficincia, atravs do Decreto n.3.298, o qual regulamentou a Lei n.7.853/89. O Decreto n.3.956/2001 foi institudo no Brasil para ratificar a Conveno Interamericana sobre os Direitos das Pessoas com Deficincia, para que assim seja possvel a eliminao em seu territrio nacional de todas as formas de discriminao. O conceito de deficiente foi novamente classificado em 2004 atravs do Decreto n. 5.296, onde tambm acrescentou o ordenamento jurdico brasileiro regulamentando a Lei que trata a prioridade do atendimento das pessoas deficientes (Lei n. 10.048/2000) e a Lei que estabelece normas para promoo de acessibilidade das pessoas deficientes (Lei n.10.098/2000) (MADRUGA, 2013).Em 2006 foi aprovada na Assembleia Geral da ONU a Conveno Internacional de Deficincia, tendo a mesma o status de norma constitucional, que trata sobre o direito sade, educao, emprego, proteo social e incluso social (MADRUGA, 2013).De acordo com o pensamento de Madruga (2013), o Estado cumpre o seu papel de instituir as normas e leis, pois respeita os princpios constitucionais, mas o problema maior a sua aplicao, pois nem sempre o que determinado pelo o Estado cumprido pela sociedade.2.2. Proteo constitucionalA atual Carta Magna trouxe ao pas normas e princpios fundamentais para garantir a equidade e a isonomia entre os cidados, entre os portadores de deficincia, como os surdos, e os demais cidados. As garantias so conquistas da evoluo da sociedade civil em busca da incluso social. Pretende-se, portanto, estudar a importncia que a Constituio possui para o pas, atravs da anlise da normatividade atual.TEXTOS RELACIONADOS Direitos humanos e democracia no Estado Novo Ativismo judicial e poltica pblica de educao: caso do TJSP Poltica nacional de cincia, tecnologia e inovao: regulao e impacto Igualdade na educao: a arte de amargar a vida de nossos filhos Unificao de carreiras na AGU: desmistificao2.2.1. A dignidade humana e os direitos fundamentais da pessoa com deficinciaO princpio da dignidade da pessoa humana uma norma constitucional que decorre da Constituio Federal de 1988, portanto, tal norma deve ser respeitada por todos, sem exceo. A pessoa com deficincia um ser humano, devendo assim ser respeitado como tal. Sabe-se que no adianta existir leis e normas em defesa das pessoas com deficincia se a prpria sociedade no muda o seu modo de pensar e agir. Ainda so identificados preconceitos, dificultando assim o exerccio deste princpio.Art. 5 CF/88: Todos so iguais perante a lei, sem distino de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pas a inviolabilidade do direito vida, liberdade, igualdade, segurana e propriedade, nos termos seguintes:I - homens e mulheres so iguais em direitos e obrigaes, nos termos desta Constituio;II - ningum ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa seno em virtude de lei;III - ningum ser submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;IV - livre a manifestao do pensamento, sendo vedado o anonimato;V - assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, alm da indenizao por dano material, moral ou imagem;VI - inviolvel a liberdade de conscincia e de crena, sendo assegurado o livre exerccio dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteo aos locais de culto e a suas liturgias;VII - assegurada, nos termos da lei, a prestao de assistncia religiosa nas entidades civis e militares de internao coletiva;VIII - ningum ser privado de direitos por motivo de crena religiosa ou de convico filosfica ou poltica, salvo se as invocar para eximir-se de obrigao legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestao alternativa, fixada em lei;IX - livre a expresso da atividade intelectual, artstica, cientfica e de comunicao, independentemente de censura ou licena;X - so inviolveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenizao pelo dano material ou moral decorrente de sua violao; [...].AConstituio da Repblica Federativa do Brasil de 1988prev os chamados Princpios Fundamentais, onde no texto da Constituio h princpios e normas que devem ser obedecidos; seu maior objetivo atingir o respeito dignidade humana. O princpio da Igualdade tem como fundamento possuir uma sociedade justa, procurando visar no bem- estar de todos, no existindo assim preconceito entre seus cidados, com normas constitucionais aplicadas na prtica da sociedade, onde todos os seres humanos tem o direito ao tratamento igual perante a lei, sendo o ordenamento jurdico aplicado para todos da sociedade.A realidade da sociedade brasileira infelizmente no condiz com as normas estabelecidas na legislao, pois os princpios da dignidade da pessoa humana e da igualdade deveriam sempre ser respeitados. Ressalta-se o artigo 1 da constituio de 1988:Art. 1 CF/88: A Repblica Federativa do Brasil, formada pela unio indissolvel dos Estados e Municpios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrtico de Direito e tem como fundamentos:I - a soberania;II - a cidadania;III - a dignidade da pessoa humana;IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;V - o pluralismo poltico.Pargrafo nico. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituio.O princpio da igualdade foi reconhecido atravs da Constituio Federal de 1988, sendo fundamental para a concretizao do Estado de Direito. Existem bases que sustentam esse princpio, uma das suas bases essenciais, buscando o exerccio de um direito igual para todos os cidados, onde o Estado dever intervir de maneira igualitria em todas as situaes.Apesar de existir um grande nmero de legislao no ordenamento, percebe-se que no satisfatrio o resultado na prtica, pois no basta apenas existirem normas e imposies; o grande destaque para a soluo do problema so as Politicas Pblicas. Essas polticas tem como finalidade instituir e executar os direitos constitucionais, pois aspessoas com deficincia brasileiras precisam da proteo estatal para que efetivamente seus direitos sejam executados.A ONU, em 1948, proclamou a Declarao Universal dos Direitos Humanos, com nfase no valor da vida humana, no respeito liberdade e na dignidade:Art. 1 Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. So dotados de razo e conscincia e devem agir em relao uns aos outros com esprito de fraternidade.Art. 3 Todo ser humano tem direito vida, liberdade e segurana pessoal.Art. 7 Todos so iguais perante a lei e tm direito, sem qualquer distino, a igual proteo da lei. Todos tm direito a igual proteo contra qualquer discriminao que viole a presente Declarao e contra qualquer incitamento a tal discriminao(PIOVESAN, 2012, p.40).Na prtica esses princpios so feridos, ocasionando por tanto uma desigualdade e descriminao com a minoria da populao brasileira. O ser humano tem uma qualida