Apresenta§£o - Dr. Denis Borges Barbosa

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A Lei da Inovação

Text of Apresenta§£o - Dr. Denis Borges Barbosa

  • Lei de Inovao

    O que interessa s

    empresas

    Denis Borges Barbosa

  • Denis Borges Barbosa

    http://denisbarbosa.addr.com

    Direito da Inovao, BARBOSA, D.B. (Org)

  • Para que uma Lei de

    Inovao?

  • Para que uma Lei de

    Inovao? A lei federal e paulista de inovao tm por

    propsito:

    a) possibilitar o uso do potencial de criao das instituioes pblicas, especialmente universidades e centros de pesquisa, pelo setor econmico, numa via de mo dupla.

    b) facilitar a mobilidade dos servidores pblicos, professores e pesquisadores, da Administrao para a iniciativa privada e para outros rgos de pesquisa.

    c) para tais fins, alterar a legislao de pessoal, a de licitaes, e prever certos subsdios e incentivos fiscais.

  • Finalidades

    Art. 1o Esta Lei estabelece (a) medidas de incentivo (b) inovao e (c) pesquisa cientfica e tecnolgica (d) no ambiente produtivo, com vistas (e) capacitao e (f) ao alcance da autonomia tecnolgica e (g) ao desenvolvimento industrial do Pas, nos termos dos arts. 218 e 219 da Constituio.

  • Finalidades

    Art. 218 - O Estado promover e incentivar o desenvolvimento cientfico, a pesquisa e a capacitao tecnolgicas.

    1 - A pesquisa cientfica bsica receber tratamento prioritrio do Estado, tendo em vista o bem pblico e o progresso das cincias.

    2 - A pesquisa tecnolgica voltar-se- preponderantemente para a soluo dos problemas brasileiros e para o desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional.

    3 - O Estado apoiar a formao de recursos humanos nas reas de cincia, pesquisa e tecnologia, e conceder aos que delas se ocupem meios e condies especiais de trabalho.

    4 - A lei apoiar e estimular as empresas que invistam em pesquisa, criao de tecnologia adequada ao Pas, formao e aperfeioamento de seus recursos humanos e que pratiquem sistemas de remunerao que assegurem ao empregado, desvinculada do salrio, participao nos ganhos econmicos resultantes da produtividade de seu trabalho.

    5 - facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita oramentria a entidades pblicas de fomento ao ensino e pesquisa cientfica e tecnolgica.

  • Finalidades

    Art. 219 - O mercado interno integra o patrimnio nacional e ser incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e scio-econmico, o bem-estar da populao e a autonomia tecnolgica do Pas, nos termos de lei federal.

  • Finalidades

    Art. 27. Na aplicao do disposto neste Decreto sero observadas as seguintes diretrizes:

    I - priorizar, nas regies menos desenvolvidas do Pas e na Amaznia, aes que visem dotar a pesquisa e o sistema produtivo regional de maiores recursos humanos e capacitao tecnolgica;

    II - atender a programas e projetos de estmulo inovao na indstria de defesa nacional e que ampliem a explorao e o desenvolvimento da Zona Econmica Exclusiva (ZEE) e da Plataforma Continental;

    III - assegurar tratamento favorecido a empresas de pequeno porte; e

    IV - dar tratamento preferencial, na aquisio de bens e servios pelo Poder Pblico, s empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no Pas.

  • Definies

    I - agncia de fomento: rgo ou instituio de natureza pblica ou privada que tenha entre os seus objetivos o financiamento de aes que visem a estimular e promover o desenvolvimento da cincia, da tecnologia e da inovao;

    criao: inveno, modelo de utilidade, desenho industrial, programa de computador, topografia de circuito integrado, nova cultivar ou cultivar essencialmente derivada e qualquer outro desenvolvimento tecnolgico que acarrete ou possa acarretar o surgimento de novo produto, processo ou aperfeioamento incremental, obtida por um ou mais criadores;

  • Definies

    criador: pesquisador que seja inventor, obtentor ou autor de criao;

    inovao: introduo de novidade (b) ou aperfeioamento no ambiente produtivo ou (c) social (d) que resulte em novos produtos, processos ou servios;

    Instituio Cientfica e Tecnolgica - ICT: rgo ou entidade da administrao pblica [***] que tenha por misso institucional, dentre outras, executar atividades de pesquisa bsica ou aplicada de carter cientfico ou tecnolgico;

    VI - ncleo de inovao tecnolgica: ncleo ou rgo constitudo por uma ou mais ICT com a finalidade de gerir sua poltica de inovao;

  • Definies

    VII - instituio de apoio: instituies criadas sob o amparo da Lei no 8.958, de 20 de dezembro de 1994, com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e extenso e de desenvolvimento institucional, cientfico e tecnolgico;

    VIII - pesquisador pblico: ocupante de cargo efetivo, cargo militar ou emprego pblico que realize pesquisa bsica ou aplicada de carter cientfico ou tecnolgico; e

    IX - inventor independente: pessoa fsica, no ocupante de cargo efetivo, cargo militar ou emprego pblico, que seja inventor, obtentor ou autor de criao.

  • Aliancas Estratgicas

  • AMBIENTES

    ESPECIALIZADOS E

    COOPERATIVOS possibilitar o uso do potencial de criao das instituioes

    pblicas, especialmente universidades e centros de pesquisa, pelo setor econmico, numa via de mo dupla

    Mecanismo de interveno estatal com base: 218 4 - A lei apoiar e estimular as empresas que

    invistam em pesquisa, criao de tecnologia adequada ao Pas, formao e aperfeioamento de seus recursos humanos e que pratiquem sistemas de remunerao que assegurem ao empregado, desvinculada do salrio, participao nos ganhos econmicos resultantes da produtividade de seu trabalho.

    Art. 219 - O mercado interno integra o patrimnio nacional e ser incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e scio-econmico, o bem-estar da populao e a autonomia tecnolgica do Pas, nos termos de lei federal.

  • AMBIENTES

    ESPECIALIZADOS E

    COOPERATIVOS Art. 3o (a) A Unio, (b) os Estados, o Distrito

    Federal, os Municpios e as respectivas agncias de fomento(d) podero estimular e (e) apoiar a constituio de alianas estratgicas e (f) o desenvolvimento de projetos de cooperao (g) que objetivem a gerao de produtos e processos inovadores.

    envolvendo (h) empresas nacionais, (i) ICT e (j) [organizaes de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa e desenvolvimento],

  • AMBIENTES

    ESPECIALIZADOS E

    COOPERATIVOS Pargrafo nico. O apoio

    previsto neste artigo poder contemplar (a) as redes e os projetos internacionais de pesquisa tecnolgica, bem como (b) aes de empreendedorismo tecnolgico e ( c) de criao de ambientes de inovao, (d) inclusive incubadoras e parques tecnolgicos.

  • AMBIENTES

    ESPECIALIZADOS E

    COOPERATIVOS Notem que no campo publicista, s

    permitido fazer aquilo que a lei d poderes aos entes pblicos.

    Aqui um apoderamento que se d aos entes polticos e s agncias de fomento para estimular a constituio de alianas estratgicas.

    O dispositivo ainda diz que o apoio previsto neste artigo poder contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnolgica, bem como aes de empreendedorismo tecnolgico e de criao de ambiente de inovao, o que inclui incubadoras e parques tecnolgicos.

  • AMBIENTES

    ESPECIALIZADOS E

    COOPERATIVOS Qual a eficcia deste dispositivo? Eu no consigo ver

    grande eficcia real, mas existe um dado de legitimao explcita que nunca de se desprezar. Agora, se passar esse dispositivo, haver o apoderamento da Unio e de suas agncias de fomento para realizar tais alianas estratgicas.

    Eu tenho por mim de que esse dispositivo incuo quanto aos Estados e Municpios, eis que no vejo que esta Lei de Inovao, por si s, constitua uma norma nacional capaz de facultar a mudana do regime administrativo ou do apoderamento das constituies estaduais e leis orgnicas municipais.

    Isso a fica como um ndice de boa vontade para os Estados e Municpios, mas eu tenho certeza de que haver uma grande tendncia de se entender que os Estados e Municpios estaro apoderados por este dispositivo.

  • AMBIENTES

    ESPECIALIZADOS E

    COOPERATIVOS Art. 4o As ICT podero, (a) mediante

    remunerao e (b) por prazo determinado, nos termos de contrato ou (d) convnio:

    I - compartilhar seus laboratrios, equipamentos, instrumentos, materiais e demais instalaes com microempresas e empresas de pequeno porte em atividades voltadas inovao tecnolgica, para a consecuo de atividades de incubao, sem prejuzo de sua atividade finalstica;

    II - permitir a utilizao de seus laboratrios, equipamentos, instrumentos, materiais e demais instalaes existentes em suas prprias dependncias por empresas nacionais e organizaes de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, desde que tal permisso no interfira diretamente na sua atividade-fim, nem com ela conflite.

  • AMBIENTES

    ESPECIALIZADOS E

    COOPERATIVOS Pargrafo nico. A permisso e o

    compartilhamento de que tratam os incisos I e II do caput deste artigo obedecero s (a) prioridades, critrios e requisitos aprovados e divulgados (b) pelo rgo mximo da ICT, observadas as respectivas disponibilidades e (d) assegurada a igualdade de oportunidades s empresas e organizaes (e) interessadas.

  • AMBIENTES

    ESPECIALIZADOS E

    COOPERATIVOS Observem o trecho: assegurada a igualdade de

    oportunidade. Rompe aqui, como em toda a parte, o princpio da impessoalidade do art. 37 da Constituio, e este princpio vai exsurgir em vrios dispositivos do projeto de lei. A regra que no se pode es