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GOVERNO DO Balanço Geral do Estado 2015 VOLUME II

Balanço Geral do Estado 2015 VOLUME II · 2018. 5. 10. · Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social Gen. Jeannot Jansen da Silva Filho Polícia Militar do Pará

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GOVERNO DO

Balanço Geral do Estado 2015 VOLUME II

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Governo do Estado do Pará Secretaria de Estado da Fazenda Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

BALANÇO GERAL DO ESTADO

EXERCÍCIO DE 2015

VOLUME II

Belém / Pa

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Governo do Estado do Pará Secretaria de Estado da Fazenda Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

GOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁ Simão Robison Oliveira Jatene

VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DO PARÁ

José da Cruz Marinho

SECRETÁRIO DE ESTADO DA FAZENDA Nilo Emanoel Rendeiro de Noronha

SECRETÁRIA ADJUNTA DO TESOURO DE ESTADO DA FAZENDA

Adélia Maria da Silva Macedo

PARÁ. Secretaria de Estado da Fazenda.

Balanço Geral do Estado 2015. Belém: SEFA, 2016

292 p., Volume II

1 - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – Prestação de Contas do Governo do Estado. I. Título.

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Governo do Estado do Pará Secretaria de Estado da Fazenda Relação de Autoridades em 31 de dezembro de 2015 Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

Governador do Estado do Pará Simão Robison Oliveira Jatene Vice-Governador do Estado do Pará José da Cruz Marinho Assembléia Legislativa do Estado do Pará Deputado Márcio Desidério Teixeira Miranda Tribunal de Contas do Estado do Pará Luis da Cunha Teixeira Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará Sebastião Cezar Leão Colares Tribunal de Justiça do Estado do Pará Des. Constantino Augusto Guerreiro Justiça Militar do Estado Manuel Carlos de Jesus Maria Ministério Público do Estado do Pará Marcos Antônio Ferreira das Neves Ministério Público de Contas do Estado do Pará Antônio Maria Filgueiras Cavalcante Ministério Público de Contas dos Municípios do Estado do Pará Elisabeth Massoud Salame da Silva Defensoria Pública do Estado do Pará Luís Carlos de Aguiar Portela Casa Civil da Governadoria do Estado José Megale Filho

Núcleo de Articulação e Cidadania Daniele Salim Khayat Núcleo de Acompanhamento e Monitoramento da Gestão Justiniano de Queiroz Netto Núcleo de Apoio aos Povos Indígenas, Comunidades Negras e Remanescentes de Quilombos Maria Adelina Guglioti Braglia

Núcleo de Relações com os Municípios e Entidades de Classe Jair Carlos Pinto Costa Núcleo de Representação do Estado do Pará no Distrito Federal Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior Núcleo de Relações Institucionais Fabrício Pereira da Gama

Casa Militar da Governadoria do Estado Ten. Cel. PM César Maurício de Abreu Mello Procurador-Geral do Estado Antônio Saboia de Mello Neto Auditor-Geral do Estado Roberto Paulo Amoras Fundação PROPAZ Jorge Antônio Santos Bittencourt Secretaria de Estado de Administração Alice Viana Soares Monteiro

Imprensa Oficial do Estado Luis Cláudio Rocha Lima Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará Iris Ayres de Azevedo Gama Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará Allan Gomes Moreira Escola de Governança Pública do Estado do Pará Ruy Martini Santos Filho

Secretaria de Estado da Fazenda Nilo Emanoel Rendeiro de Noronha

Banco do Estado do Pará Augusto Sérgio Amorim Costa

Junta Comercial do Estado do Pará Cilene Moreira Sabino Oliveira

Secretaria de Estado de Planejamento José Alberto da Silva Colares Secretaria de Estado de Saúde Pública Vitor Manuel Jesus Mateus

Hospital Ophir Loyola Luiz Cláudio Lopes Chaves Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará Rosangela Brandão Monteiro Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará Ana Suely Leite Saraiva Fundação Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar Vianna Ana Lydia Ledo de Castro Ribeiro Cabeça

Secretaria de Estado de Transportes Kleber Ferreira de Menezes

Companhia de Portos e Hidrovias do Estado do Pará Abraão Benassuly Neto Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos Andrei Gustavo Leite Viana de Castro

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca Hildegardo de Figueiredo Nunes

Instituto de Terras do Pará Daniel Nunes Lopes Núcleo de Gerenciamento do Pará Rural Frederico Aníbal da Costa Monteiro Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará Luciano Guedes Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará Paulo Amazonas Pedroso

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Governo do Estado do Pará Secretaria de Estado da Fazenda Relação de Autoridades em 31 de dezembro de 2015 Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade Luiz Fernandes Rocha

Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará Thiago Valente Novaes Núcleo Executor do Programa Municípios Verdes Armindo Felipe Zagalo Neto

Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social Gen. Jeannot Jansen da Silva Filho

Polícia Militar do Pará Cel. PM Roberto Luiz de Freitas Campos

Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará Cel. BM Zanelli Antonio Melo Nascimento

Polícia Civil do Estado do Pará Rilmar Firmino de Sousa Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” Orlando Salgado Gouvêa Departamento de Trânsito do Estado do Pará Andréa Yared de Oliveira Hass

Secretaria de Estado de Cultura Paulo Roberto Chaves Fernandes

Fundação Cultural do Estado do Pará Dina Maria César de Oliveira Fundação Carlos Gomes Paulo José Campos de Melo

Secretaria de Estado de Comunicação Daniel Nardin Tavares

Fundação Paraense de Radiodifusão Adelaide Oliveira de Lima Pontes

Secretaria de Estado de Educação Ana Cláudia Serruya Hage

Universidade do Estado do Pará Juarez Antônio Simões Quaresma

Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda Heitor Márcio Pinheiro Santos

Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará Simão Pedro Martins Bastos Núcleo Gerenciamento do Programa de Microcrédito – CREDCIDADÃO Maria Alves dos Santos

Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos Michel Mendes Durans da Silva

Sistema Penitenciário do Estado do Pará Ten. Cel. André Luiz de Almeida e Cunha

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia Adnan Demachki

Companhia de Gás do Pará Cláudio Luciano da Rocha Conde Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará Olavo Rogério Bastos das Neves Instituto de Metrologia do Estado do Pará Jorge Otávio Bahia de Rezende

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas Noêmia de Sousa Jacob

Companhia de Saneamento do Pará Luciano Lopes Dias Companhia de Habitação do Estado do Pará Lucilene Bastos Farinha Silva Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano César Meira

Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica Alex Bolonha Fiúza de Mello

Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará Eduardo José Monteiro da Costa Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará Theo Carlos Flexa Ribeiro Pires

Secretaria de Estado de Esporte e Lazer Renilce Conceição do Espírito Santo Nicodermos Lobo Secretaria de Estado de Turismo Adenauer Marinho de Oliveira Góes Centrais de Abastecimento do Pará Bianca Amaral Piedade Pamplona Ribeiro Secretaria Extraordinária de Estado para Coordenação do Programa Municípios Verdes Justiniano de Queiroz Netto Secretaria Extraordinária de Estado de Integração de Políticas Sociais Izabela Jatene de Souza

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Governo do Estado do Pará Secretaria de Estado da Fazenda Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

EQUIPE TÉCNICA DA SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA RESPONSÁVEL

PELA ELABORAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS DE 2015

SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA Nilo Emanoel Rendeiro de Noronha - Secretário

Adélia Maria da Silva Macedo Secretária Adjunta do Tesouro

DIRETORIA DE GESTÃO CONTÁBIL E FISCAL

Hélio Santos de Oliveira Goes – Diretor

CÉLULA DE CONTABILIDADE Silvio Gomes da Costa – Coordenador

EQUIPE TÉCNICA

Antônio Guilherme Gomes dos Santos Auta Letícia Savino Dias

Claudia Sebastiana Nobre de Carvalho Daniela Cristina Araújo Fragoso Mônica Helena Soares Pereira

Rosilene do Socorro Garcia Aranha

CÉLULA FISCAL Rosana Maria da Motta Alcântara – Coordenadora

EQUIPE TÉCNICA

Francinete Almeida de Oliveira Hortense Maria Pinheiro Teixeira

Rosana Richa Salame

CÉLULA DO SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ESTADUAL

Wagner Yuichi Capelli – Coordenador

EQUIPE TÉCNICA Ana Maria de Oliveira Pinto Luis Carlos Alves Monteiro

DIRETORIA DO TESOURO ESTADUAL Celiana Maria de Azevedo Chaves – Diretora

Deuzarina da Silva Oliveira – Coordenadora Alba Nazaré Pinto do Carmo – Coordenadora

DIRETORIA DE ARRECADAÇÃO E INFORMAÇÕES

FAZENDÁRIAS Edna de Nazaré Cardoso Farage – Diretora

Aida Maria Peixoto Silva – Coordenadora Aldaléa Lúcia Cravo Carneiro – Técnica

DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO

Antônia Iranete Gadelha Staack – Diretora

DIRETORIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Claudia dos Santos Brito – Diretora

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Ana Marcia Souza Pantoja

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Governo do Estado do Pará Secretaria de Estado da Fazenda Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL QUE COLABORARAM NA

ELABORAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS DE 2015

AUDITORIA GERAL DO ESTADO Roberto Paulo Amoras – Auditor

Adilson Vasconcellos Jesus

Auditor Adjunto

SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO José Alberto da Silva Colares – Secretário

Maria Cristina Maués da Costa

Secretária Adjunta de Planejamento e Orçamento

Ana Regina Travassos da Rosa Moreira Bastos Secretária Adjunta de Recursos Especiais

SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO TÉCNICA E TECNOLÓGICA

Alex Bolonha Fiúza de Mello – Secretário

FUNDAÇÃO AMAZÔNIA DE AMPARO A ESTUDOS E PESQUISAS DO PARÁ

Eduardo José Monteiro da Costa – Presidente

DIRETORIA DE ESTUDOS E PESQUISAS SOCIOECONÔMICAS E ANÁLISES CONJUNTURAIS Geovana Raiol Pires - Diretora

EMPRESA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO ESTADO DO PARÁ Theo Carlos Flexa Ribeiro Pires - Presidente

DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS

Odlaniger Lourenço Damaceno Monteiro – Diretor

EQUIPE TÉCNICA Antonio Nilo de Barros Filho – Gerente

Gilberto Teixeira Lopes – Analista Edivaldo Carvalho Santana – Analista Alcides Gomes de Moraes – Analista

Ricardo Barros Pereira – Analista Ronaldo Luiz de Souza Olivier – DBA/DTC

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SUMÁRIO Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

VOLUME II

Fls. I - RELATÓRIO ANUAL DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO

I. APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................................................................................... 11 II. HISTÓRICO .............................................................................................................................................................................................................. 12 III. COMPETÊNCIA INSTITUCIONAL DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO ......................................................................................... 16 IV. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA AGE ..................................................................................................................................................... 23 V. RECURSOS HUMANOS ......................................................................................................................................................................................... 25

1. QUADRO DE PESSOAL ....................................................................................................................................................................................................................................25 2. DESPESAS COM PESSOAL ..............................................................................................................................................................................................................................26 3. CAPACITAÇÃO .................................................................................................................................................................................................................................................27

VI. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ........................................................................................................................................................................ 28 1. AÇÕES DE CONTROLE .................................................................................................................................................................................................................................28

1.1 AVALIÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS PREVISTAS NO PLANO PLURIANUAL, A EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS DE GOVERNO E DOS ORÇAMENTOS DO ESTADO ................................................................................................................................................................................................................................................................................... 28

1.2 COMPROVAR A LEGALIDADE E AVALIAR OS RESULTADOS, QUANTO À EFICÁCIA E EFICIÊNCIA, DA GESTÃO ORÇAMENTÁRIA, FINANCEIRA E PATRIMONIAL NOS ÓRGÃOS E ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL, BEM COMO DA APLICAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS POR ENTIDADES DE DIREITO PRIVADO.... 50

1.3 EXERCER O CONTROLE DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO, AVAIS E GARANTIAS, BEM COMO DOS DIREITOS E HAVERES DO ESTADO ..................................................... 58 1.4 APOIAR O CONTROLE EXTERNO NO EXERCÍCIO DE SUA MISSÃO INSTITUCIONAL ............................................................................................................................................. 75

2. AÇÕES ORIENTATIVAS ................................................................................................................................................................................................................................77 3. AÇÕES PREVENTIVAS ..................................................................................................................................................................................................................................79

3.1 AÇÕES DA FUNÇÃO DE OUVIDORIA .................................................................................................................................................................................................................................... 79 3.2 AÇÕES DA FUNÇÃO DE CONTROLADORIA......................................................................................................................................................................................................................... 93 3.3 AÇÕES DA FUNÇÃO DE CORREGEDORIA .......................................................................................................................................................................................................................... 131 3.4 AÇÕES DE TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL ....................................................................................................................................................................................................... 133

4. AÇÕES DE CAPACITAÇÃO ........................................................................................................................................................................................................................139 5. AÇÕES INSTITUCIONAIS/NORMATIVAS ...............................................................................................................................................................................................141

VII. MONITORAMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DO TCE, EXARADAS NO PARECER PRÉVIO CONCLUSIVO DAS CONTAS DO GOVERNO DO ESTADO, PERTINENTES AO EXERCÍCIO 2015 .............................................................................................................. 177

VIII. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA ........................................................................................................................................... 187 IX. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................................................................................. 188 ANEXO I ............................................................................................................................................................................................................................ 197 ANEXO II........................................................................................................................................................................................................................... 215

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Governo do Estado do Pará Secretaria de Estado da Fazenda

SUMÁRIO Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

II - RELATÓRIO DO MAPA DE EXCLUSÃO SOCIAL

Apresentação .................................................................................................................................................................................................. 237 1. Expectativa de Vida ........................................................................................................................................................................... 239

Expectativa de vida em anos ao nascer ............................................................................................................................................... 239 2. Renda .................................................................................................................................................................................................. 242

Produto Interno Bruto – Ótica da Renda ............................................................................................................................................. 242 Produto Interno Bruto Per Capita ....................................................................................................................................................... 242 Índice de Concentração – Coeficiente de Gini .................................................................................................................................... 246

3. Desemprego ........................................................................................................................................................................................ 253 4. Educação ............................................................................................................................................................................................. 257 5. Saúde ................................................................................................................................................................................................... 261

Leitos Hospitalares por 1.000 habitantes ............................................................................................................................................. 263 Agentes Comunitários de Saúde para cada 1.000 habitantes .............................................................................................................. 265 Taxa de Mortalidade Infantil ............................................................................................................................................................... 268

6. Saneamento Básico ............................................................................................................................................................................ 272 Abastecimento de Água ....................................................................................................................................................................... 272 Esgotamento Sanitário ......................................................................................................................................................................... 274 Coleta de Lixo ..................................................................................................................................................................................... 274

7. Habitação ............................................................................................................................................................................................ 276 8. População em Situação de Risco nas Ruas ...................................................................................................................................... 280 9. Segurança ........................................................................................................................................................................................... 281

Número de ocorrências policiais per capita ......................................................................................................................................... 281 10. Inclusão Digital .................................................................................................................................................................................. 289

Proporção de domicílios com acesso à internet ................................................................................................................................... 289 Referencial Bibliográfico .............................................................................................................................................................................. 291

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

I - RELATÓRIO ANUAL SISTEMA DE CONTROLE INTERNO

EXERCÍCIO 2015

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

I – APRESENTAÇÃO:

Com o objetivo de cumprir com a sua Missão Institucional, este Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual desempenha suas atividades consubstanciadas na persecução de resultados satisfatórios quanto à Gestão dos recursos públicos, o planejamento e o atendimento das diversas Ações de Governo, além do efetivo fomento da Participação e Controle Social, todos em consonância com os princípios da Administração Pública, especialmente no que concerne à legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e transparência dos Atos públicos.

A Constituição do Estado em seu Art. 16, Inciso I, estabelece que:

“Art.16. O Controle Externo, a cargo da Assembleia Legislativa, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado, ao qual compete:

I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador, mediante parecer prévio, que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;” (grifo nosso)

A Lei Complementar Nº 081/2012, de 26 de abril de 2012, no Título III – Atividades do Controle Externo, Capítulo I – Apreciação das Contas do Governo do Estado, § 1º do Art. 30, disciplina o Relatório Anual do Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual como peça componente da Prestação de Contas Anual do Governo do Estado, eis que:

“Art. 30. Ao Tribunal de Contas do Estado compete, na forma prevista no Regimento Interno, apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado, mediante parecer prévio a ser elaborado em sessenta dias, a contar de seu recebimento.

§1º. A prestação de contas consiste no Balanço Geral do Estado e no Relatório do Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo sobre a execução dos orçamentos e avaliação da situação da gestão administrativa, nos seus aspectos contábil, financeiro, orçamentário, operacional e patrimonial.” (Grifo nosso).

Assim, em cumprimento às disposições legais, a Auditoria Geral do Estado – AGE emite o presente Relatório Anual do Sistema de Controle Interno sobre as Contas Anuais do Governo do Estado do Pará, referente ao Exercício 2015, com análises e considerações norteadas nos mandamentos constitucionais e nas obrigações normativas e legais sobre o assunto.

Este Relatório constitui peça obrigatória a integrar a Prestação de Contas Anual do Chefe do Poder Executivo do Estado do Pará, relativa ao Exercício findo em 31 de Dezembro de 2015, que será apresentada pelo Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Pará à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Contas do Estado – TCE, concomitantemente.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

O Relatório Anual do Sistema de Controle Interno tem como objetivo principal ser um instrumento que auxilie na transparência dos gastos e realizações governamentais e evidencie os resultados alcançados na gestão orçamentária, financeira, patrimonial, operacional, contábil, com a legalidade, legitimidade, economicidade, publicidade e efetividade exigidas.

Ressaltamos que o Relatório sob comento será divulgado pela rede mundial de computadores, por meio de publicação na página eletrônica da Auditoria Geral do Estado – AGE: www.age.pa.gov.br, promovendo ainda mais a transparência da Gestão Governamental implementada, contribuindo e estimulando o Controle Social, proporcionando visibilidade à atuação institucional deste Órgão Central de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, que tem aderência com as diretrizes de Gestão do Governo Estadual, fundamentalmente com a de Fortalecimento da Gestão e Governança com Transparência.

II – HISTÓRICO:

O ano de 1964 foi o marco inicial do Controle Interno quando a Lei Nº 4.320/64, Lei Federal contendo normas gerais de Direito Financeiro, criou no âmbito da Administração Pública as expressões Controle Externo e Controle Interno, em seus Arts. 76 a 80.

Com o advento da Constituição Federal de 1967, consolida-se a atividade de fiscalização da gestão dos recursos públicos. Também destaca-se o Decreto-Lei Nº 200/67 que prevê a atuação do Controle das atividades da Administração Federal, em todos os níveis e em todos os Órgãos, para fiscalizar a utilização de recursos e a execução de Programas de Governo.

A Constituição Federal de 1988 traz a grande novidade: a criação do Sistema de Controle Interno, que deve ser mantido, de forma integrada, pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário de todos os Entes da Federação. Preceitua-se que uma das funções atribuídas aos Responsáveis pelo Sistema de Controle Interno é a de apoiar o Controle Externo no exercício de sua missão institucional, dando ciência ao Tribunal de Contas do Estado de qualquer irregularidade ou ilegalidade observada na gestão dos recursos públicos, sob pena de responsabilidade solidária, conforme Art. 70 e Art. 74, Inciso IV, § 1º.

A Constituição Estadual prevê que a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos Poderes, de todos os Órgãos e Entidades da Administração Pública Direta e Indireta, quanto aos aspectos de legalidade, legitimidade e economicidade, assim como a aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Poder Legislativo, mediante Controle Externo, e pelos Sistemas de Controle Interno que, de forma integrada, serão mantidos pelo próprio Poder e o Órgão responsável, como dita o Art. 115 e o Art. 121.

A AGE foi criada em 29 de dezembro de 1998, pela Lei Estadual Nº 6.176/1998, no bojo da criação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual; sendo, ao mesmo tempo, um dos Órgãos Componentes desse Sistema e seu Órgão Central. Assim, a Constituição do Estado em seus Artigos 115 e 121, estabelece que:

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

“Art.115. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Estado e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela Assembleia Legislativa, mediante Controle Externo, e pelo Sistema de Controle Interno de cada Poder.

§ 1°. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda, ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.

§ 2°. Estado e Municípios, na forma da lei, manterão sistema de fiscalização mútua, mediante gestões administrativas entre os seus órgãos internos, nos assuntos em que sejam partes interessadas, em decorrência de convênio e disposições legais que admitem a cessão de recursos um ao outro, seja sob forma de doação, repasses, ajustes, antecipação de receitas, seja sob forma de investimentos para realização de obras específicas.”

(...)

“Art. 121. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, com auxílio dos respectivos órgãos de auditoria, Sistema de Controle Interno com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Estado;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração estadual, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres do Estado;

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

§ 1°. Os responsáveis pelo Controle Interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária.

§ 2°. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas do Estado.”

Em janeiro de 1999, então, imediatamente após a edição da Lei Nº 6.176/1998, que instituiu e organizou o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo do Governo do Estado do Pará, começou a funcionar o Sistema de Controle Interno e a Auditoria Geral do Estado – AGE, iniciando a fiscalização das Ações e Atos Governamentais, concebendo os procedimentos de orientação pedagógica e preventiva para as impropriedades e, eventualmente, as irregularidades administrativas e contábeis encontradas.

No período 2003 a 2004, a AGE deu continuidade a essas ações, agregando agora a atividade de auditoria, de forma associada e complementar à atividade de fiscalização. Também, chamou para si a responsabilidade pela capacitação permanente e periódica dos Agentes Públicos de Controle -APC's, que exercem o Controle Interno no âmbito de cada Órgão / Entidade integrante do Executivo Estadual, ou seja, o Controle Interno Primário.

No Exercício de 2004, sob a coordenação da AGE, foi realizado no mês de junho, na Cidade de Belém (PA), e por iniciativa da Gestão Governamental, o 1º Fórum Nacional de Controle Interno - FNCI, sendo a Auditora Geral do Estado, à época, na mesma oportunidade, eleita Presidente e posteriormente reeleita, representado a elevada estima deste Órgão de Controle Interno no cenário nacional. O FNCI desde então evoluiu, sendo denominado na atualidade de Conselho Nacional de Controle Interno – CONACI, representando a Instituição para discussão,

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

reivindicação representativa no cenário nacional, colaboração técnica e fortalecimento institucional dos Órgãos de Controle Interno dos Estados, Distrito Federal e, mais recentemente, dos Municípios-Capitais e da União.

Em 2006, foi editado o Decreto Estadual N° 2.536/2006, que regulamentou a Lei Nº 6.176/1998, resumindo em seu Art. 1°, os ditames do referido normativo:

“Art. 1º. O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo do Estado do Pará, instituído e organizado pela Lei Nº 6.176, de 29 de dezembro de 1998, alterada pela Lei Nº 6.275, de 28 de dezembro de 1999, e pelas Leis Nºs. 6.832, de 13 de fevereiro de 2006, e 6.876, de 29 de junho de 2006, compreende as atividades de fiscalização, auditoria e avaliação de gestão sobre os processos gerenciais e políticas públicas estaduais, bem como o acompanhamento da execução orçamentária, financeira, patrimonial, administrativa e contábil, ou qualquer ato que resulte em receita e despesa para o Poder Executivo Estadual, sob orientação técnica e normativa do Órgão Central do Sistema de Controle Interno e demais Subsistemas, no que couber.”(grifos nossos)

Ainda em 2006, por deliberação estratégica do Excelentíssimo Senhor Governador do Estado, Simão Jatene, no exercício de seu primeiro mandato, a Auditoria Geral do Estado - AGE realizou Concurso Público, sendo aprovados vários Servidores que tomaram posse no início do ano seguinte, dentre os quais os aprovados para o cargo de Auditores de Finanças e Controle – AFC, passando a contar a partir de então com um quadro efetivo, ampliando a sua capacidade técnica.

Em 2011, alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Controle Interno – CONACI de padronizar e direcionar as ações dos Órgãos de Controle Interno do País, bem como à necessidade de implementação de estrutura organizacional nos moldes tratados no Projeto de Emenda Constitucional N° 45/2009, com desmembramento e especialização das atividades exercidas pelos mesmos, as quais, além das atribuições tradicionais de Auditoria e Fiscalização Governamental, passariam a considerar também, com o mesmo grau de importância, o desempenho de funções relacionadas à Controladoria, à Corregedoria e à Ouvidoria, a Auditoria Geral do Estado - AGE adotou estratégia de adequação a esses novos preceitos, o que foi intensificado no Exercício 2012, consolidado no Exercício 2013, e vem sendo aperfeiçoado nos Exercícios posteriores.

Em março de 2012 aconteceu a 1ª Conferência sobre Transparência e Controle Social no Estado do Pará – 1ª CONSOCIAL PARÁ representando verdadeiro avanço em prol da participação efetiva dos Cidadãos na Gestão Pública Estadual, promovendo a transparência dos gastos governamentais, fundamental para instrumentalizar o Controle Social e criar mecanismos de interação entre o Governo do Estado e a Sociedade Paraense, com resultados significativamente positivos, para os quais foram decisivos a determinação política e o irrestrito apoio do Excelentíssimo Senhor Governador do Estado, Simão Jatene, agora em seu segundo mandato. A coordenação desse evento foi exercida pela Auditoria Geral do Estado – AGE, competindo a presidência ao Auditor Geral do Estado, que também presidiu a Comissão Organizadora Estadual - COEPA, constituída por membros com representatividade em três segmentos: Poder Público, Sociedade Civil e Conselhos de Políticas Públicas.

Em 2013, o Governo do Pará sediou e realizou o IX Encontro Nacional do Conselho Nacional de Controle Interno – CONACI, , em conjunto com o CONACI, com o tema “Fortalecer o Controle Interno para Combater a Corrupção”, cujo objetivo foi o de discutir e formular novas

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ações e estratégias de combate à corrupção e à improbidade administrativa, em perfeita sintonia com os atuais desafios dos Órgãos de Controle Interno de todas as Esferas de Governo e Poderes do País, assim como, e fundamentalmente, com os anseios da Sociedade. Em evento complementar ao IX Encontro, foi realizada a 8ª Reunião Técnica do CONACI, está com participação restrita dos Membros Titulares do Conselho - Secretários de Estado, do Distrito Federal e dos Municípios de Capitais -, ocasião em que foi eleita, por voto direto e aberto, a nova Diretoria do CONACI para o biênio 2014/2015, tendo o Auditor Geral do Estado do Pará, Titular da AGE, a honra de ser eleito para compô-la, assumindo o cargo de 1º Vice-Presidente, a partir de 01 de janeiro de 2014, resgatando-se o prestígio nacional antes já reconhecido.

Destaca-se também o aperfeiçoamento de Normatização com definições de novas formas de atuação e funcionamento do Sistema de Controle Interno para atendimento de suas funções constitucionais e institucionais. Neste sentido, a IN Conjunta AGE/SEFA Nº 002/2013 traz inovações que consubstanciam a implementação da nova estratégia para atendimento das recentes exigências de Clientes internos e externos. Há forte integração, padronização e sistematização das atividades e se inicia o processo de automação com ênfase na utilização de Tecnologia de Informação, ferramentas de TI e Sistemas Corporativos, alinhamento dos Círculos de Controle e convergência de esforços para o aperfeiçoamento da Gestão Pública.

No Exercício 2014, muitos foram os fatos de relevância que marcaram a atuação efetiva da AGE com relação ao Controle Interno, dentre os quais, é possível destacar:

- Desenvolvimento de novas ferramentas de interação com o Cidadão e disponibilização de novas informações no Portal de Transparência do Poder Executivo Estadual, resultando em avaliação positiva do Índice de Transparência, realizado pela Instituição Contas Abertas, como o mais transparente do Norte, obtendo a 12ª colocação no cenário nacional e a quarta melhor evolução entre 28 avaliados no período 2012-2014, melhores colocações desde a criação do referido índice;

- Emissão da Instrução Normativa AGE Nº 001/2014, de 20 de novembro de 2014, que disciplina a padronização e forma de apresentação mínima para elaboração de Relatório e Parecer sobre a Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual pelas (os) UCI´s/APC´s e AGE e outros dispositivos, em atendimento às exigências do TCE, ampliando significativamente os Itens de Controle estabelecidos no Exercício anterior sobre os aspectos de Gestão;

- Publicação da Portaria AGE Nº 115/2014, que estabelece os Pontos Mínimos de Verificação, e respectivos Papéis de Trabalho, a serem realizados pelo quadro de pessoal da AGE para subsidiar a Emissão de seu Relatório sobre as já referidas Prestações de Contas de Gestão dos Recursos Públicos Estaduais Anuais para cada um(a) dos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual;

- Edição da Portaria AGE Nº 118/2014, que estabelece a necessidade de encaminhamento, também por meio eletrônico, dos Relatórios das (os) UCI´s/APC´s, todas em consonância e complementar à IN AGE Nº 001/2014;

- Lançamento, após Consulta Pública, do Programa de Capacitação dos Agentes Públicos de Controle - APC´s do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, em parceria com a EGPA;

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No Exercício 2015, além de se registrar que o atual Auditor Geral do Estado do Pará, titular da AGE , foi eleito, em processo direto e aberto, por unanimidade de votos dos Titulares dos 46 Órgãos de Controle Interno dos Estados, Distrito Federal, Municípios das Capitais e União, para presidir o Conselho Nacional de Controle Interno – CONACI, no biênio 2016-2017, evidenciando-se o reconhecimento e elevado conceito atual em âmbito nacional, faz-se necessário ressaltar ações que demonstram o compromisso crescente e constante desta AGE para o alcance de sua missão institucional, sempre orientada e pautada pelas Diretrizes Estratégicas do Governo Estadual e do CONACI, que a seguir serão detalhadamente relatadas.

III – COMPETÊNCIA INSTITUCIONAL DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO:

A Lei Estadual Nº 6.176/1998, de 27.12.1998, alterada pela Lei Estadual Nº 6.275/1999, de 28.12.99, e Lei Estadual Nº 6.832/2006, de 12.02.2006, instituiu o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, organizando-o de forma sistêmica e regulando-o nos termos das referidas Leis, em cumprimento ao disposto nos mandamentos dos Artigos 115 e 121 da Constituição Estadual, conforme estabelece o caput do Art. 1º, e, por meio do preconizado pelo Parágrafo Único desse artigo, atribuindo-lhe a competência para responder pelas atividades inerentes, constitucionalmente exigidas, sob a orientação técnica e normativa do Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual e demais Subsistemas:

Lei Estadual Nº 6.176/1998, de 27.12.1998, alterada pela Lei Estadual Nº 6.275/1999, de 28.12.99, e Lei Estadual Nº 6.832/2006, de 12.02.2006.

“Art. 1° O Sistema de Controle Interno de que tratam os arts. 115 e 121 da Constituição Estadual será instituído e organizado de forma sistêmica e regulado nos termos da presente Lei.

Parágrafo único: O Sistema de Controle Interno de que trata este artigo compreende as atividades de fiscalização, auditoria, avaliação de gestão, bem como o acompanhamento da execução orçamentária, financeira, patrimonial, administrativa e contábil, ou qualquer ato que resulte em receita e despesa para o Poder Público Estadual, sob orientação técnica e normativa do Órgão Central do Sistema de Controle Interno e demais Subsistemas, no que couber.”

A mesma Lei Estadual criou, organizou e integrou o referido Sistema, de acordo com o disposto em seu Art. 2º, designando o Órgão Central do Sistema de Controle Interno e os demais Componentes, entre eles as Unidades Setoriais de Controle Interno - UCI´s dos(as) Órgãos/Entidades, os Agentes Públicos de Controle- APC´s e os demais Subsistemas:

Lei Estadual Nº 6.176/1998, de 27.12.1998, alterada pela Lei Estadual Nº 6.275/1999, de 28.12.99, e Lei Estadual Nº 6.832/2006, de 12.02.2006.

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“Art. 2° Fica criado, no âmbito do Poder Executivo, o Sistema de Controle Interno, organizado e integrado da seguinte forma:

I - a Auditoria-Geral do Estado, como Órgão Central do Sistema, responsável pela execução centralizada das atividades de auditoria, fiscalização e avaliação de gestão;

II - as Unidades de Supervisão das Secretarias Especiais de Estado, como órgãos setoriais do Sistema de Controle Interno, exercendo as funções de acompanhamento e supervisão da execução de planos e programas e a avaliação dos resultados da gestão orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos e entidades do Governo do Estado;

III - as Unidades Setoriais de Controle Interno dos Órgãos e Entidades estaduais, instaladas por decisão do Secretário Especial ao qual estejam vinculadas e quando a complexidade da missão do órgão ou entidade assim o exigir;

IV - as controladorias ou unidades assemelhadas das empresas públicas e sociedades de economia mista, exercendo as funções de acompanhamento da contabilidade analítica e análise das prestações de contas das Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista do Governo do Estado;

V - a Unidade Especializada de Controle Interno da Secretaria Executiva de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças - SEPOF, exercendo as funções de acompanhamento da contabilidade sintética, por meio dos registros das conformidades, e de realização da conformidade contábil nos órgãos e entidades da administração pública estadual;

VI - os servidores na função de Agentes Públicos de Controle serão responsáveis pela análise da prestação de contas e pelos registros das conformidades dos atos e fatos ocorridos nos respectivos Órgãos e Entidades da Administração Pública Estadual sob sua competência, conforme dispuser normativamente a Auditoria-Geral do Estado;

VII - as comissões de Controle Interno, responsáveis pela análise da prestação de contas e pelo registro das conformidades dos atos e fatos ocorridos nos respectivos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, bem como outras atividades de controle interno, definida em regulamento, desde que compatíveis.”

Definiu também as principais finalidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, em seu Art. 3º: Lei Estadual Nº 6.176/1998, de 27.12.1998, alterada pela Lei Estadual Nº 6.275/1999, de 28.12.99, e Lei Estadual Nº 6.832/2006, de 12.02.2006.

“Art. 3° O Sistema de Controle Interno, instituído pela presente Lei, sem prejuízo das competências legais dos órgãos e entidades da Administração Pública do Estado, tem como principais finalidades:

I - avaliar o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Estadual;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração estadual, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como da renúncia de receitas e dos direitos e haveres do Estado;

IV - exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Estado e das entidades da administração direta e indireta;

V - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Parágrafo único. As fiscalizações, auditorias, avaliações de gestão realizadas para o alcance das finalidades de que trata este artigo, observarão o cumprimento da adequação quanto aos princípios da legalidade, legitimidade, economicidade, moralidade, impessoalidade, razoabilidade, eficiência, eficácia e efetividade.”

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O Decreto Estadual Nº 2.536/2006, de 03.11.2006, que regulamenta a Lei Estadual antes já mencionada, também detalhou as competências e atribuições do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, em seus Artigos 2º e 3º:

Decreto Estadual Nº 2.536/2006, de 03.11.2006, que regulamentou a Lei Estadual Nº 6.176/1998, de 27.12.1998, alterada pela Lei Estadual Nº 6.275/1999, de 28.12.99, e Lei Estadual Nº 6.832/2006, de 12.02.2006.

“Art. 2º. Ao Sistema de Controle Interno, além do previsto na Constituição e na legislação em vigor, compete:

I - exercer o monitoramento e a avaliação de concessão de subvenções e renúncia de receitas, bem como a correção de eventuais irregularidades constatadas;

II - promover a normatização, o acompanhamento, a sistematização e a padronização dos procedimentos inerentes à área de controle interno;

III - atender a consultas de natureza técnica dos órgãos e entidades sujeitos a sua circunscrição.

Art. 3º As fiscalizações, as auditorias, as avaliações de gestão, as ações preventivas e corretivas e demais atividades realizadas pelos componentes do Sistema de Controle Interno e por meio dos instrumentos de controle de que trata este Capítulo obedecerão aos princípios da legalidade, legitimidade, economicidade, moralidade, impessoalidade, razoabilidade, qualidade, eficiência, eficácia e efetividade.”

Quanto ao funcionamento do Sistema sob comento, destacam-se os Parágrafos do Art. 4º daquele Decreto Estadual:

Decreto Estadual Nº 2.536/2006, de 03.11.2006, que regulamentou a Lei Estadual Nº 6.176/1998, de 27.12.1998, alterada pela Lei Estadual Nº 6.275/1999, de 28.12.99, e Lei Estadual Nº 6.832/2006, de 12.02.2006.

“Art. 4º (...)

Parágrafo Primeiro. Os subsistemas ou unidades, agentes e instrumentos do Sistema de Controle Interno são subordinados técnica e normativamente à Auditoria-Geral do Estado, sem prejuízo da subordinação administrativa e financeira do órgão ou entidade a que pertencem.

Parágrafo Segundo. As decisões e deliberações resultantes das conferências ou fóruns técnicos, com a participação de todos os integrantes do Sistema de Controle Interno, serão, preferencialmente, utilizadas para fins de normatização, integração, funcionamento e coordenação do Sistema.

Parágrafo Terceiro. A Auditoria-Geral do Estado e demais componentes do Sistema, para o desempenho de suas atividades, utilizar-se-ão das técnicas, procedimentos, normas e instrumentos de controle e, em especial, dos sistemas de informática já existentes e a serem criados, inclusive os corporativos, que tenham por propósito o monitoramento, a avaliação, a ação preventiva ou a ação corretiva dos resultados das políticas públicas expressas nos programas e ações de governo e dos seus processos e funções gerenciais, bem como outros que, de forma direta ou indireta, o Órgão Central do Sistema julgue necessários para o fiel desempenho das atribuições.

Parágrafo Quarto. As normas, as técnicas, os procedimentos e os instrumentos de controle interno serão estipulados pela Auditoria-Geral do Estado, isolada ou em conjunto com os demais componentes do Sistema de Controle Interno, aplicando-se, no que couber, o que for regulado pelos Tribunais de Contas, órgão de auditoria da União, pelo Conselho Federal de Contabilidade e por outros órgãos ou entidades competentes para exercerem essas atribuições.

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Parágrafo Quinto. Os componentes do Sistema de Controle Interno, de que trata este artigo, contarão com o auxílio dos Agentes Públicos de Controle Interno, que terão suas atribuições e definições regulamentadas, também, por ato da Auditoria-Geral do Estado.”

Considerando os ditames legais sobre a organização e o funcionamento do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, torna-se oportuna a apresentação da DEMONSTRAÇÃO GRÁFICA DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL, conforme Figura 01:

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FIGURA 01 - DEMONSTRAÇÃO GRÁFICA DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL

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Estabeleceu o mesmo Decreto Estadual que o Órgão Central do Sistema de Controle Interno tem circunscrição em todo o território estadual, ficando limitados os demais Componentes do Sistema de Controle Interno à sua área de atuação, conforme Art. 6º e seu Parágrafo Único:

Decreto Estadual Nº 2.536/2006, de 03.11.2006, que regulamentou a Lei Estadual Nº 6.176/1998, de 27.12.1998, alterada pela Lei Estadual Nº 6.275/1999, de 28.12.99, e Lei Estadual Nº 6.832/2006, de 12.02.2006.

“Art. 6º A Auditoria-Geral do Estado, Órgão Central do Sistema de Controle Interno, tem circunscrição em todo o território estadual.

Parágrafo único. Os demais Componentes do Sistema de Controle Interno terão circunscrição limitada à área de sua atuação.”

Neste contexto, c/c o Art. 2º, Inciso II, já transcrito anteriormente, todos os Subsistemas vêm, dentro de suas áreas de atuação, cumprindo suas responsabilidades de normatização e monitoramento, contribuindo para o adequado funcionamento e desenvolvimento das atividades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, em consonância com as disposições normativas e constitucionais aplicáveis, no que tange aos Atos de Gestão Orçamentária, Financeira, Operacional, Contábil, Patrimonial e de Recursos Humanos, fazendo-se necessário enfatizar a atuação sistêmica dos seus Órgãos Componentes, que são Gestores dessas Áreas, em conjunto com este Órgão Central do Sistema de Controle Interno:

- SEPLAN, Gestora dos Sistemas Corporativos Governamentais para fixação da proposta orçamentária e para o acompanhamento e avaliação do desempenho das metas dos Programas de Governo, ou seja, dos instrumentos de planejamento que resultam na LOA, na LDO e no PPA. Neste sentido, detém, dentre outras, as responsabilidades de orientação, coordenação, acompanhamento, consolidação e avaliação das Políticas Públicas em relação ao planejamento orçamentário e sua execução, bem como do resultado alcançado frente às metas estabelecidas para os Programas de Governo, a fim de que, através de avaliação constante e periódica deste macroprocesso, possa reavaliar e realinhar os instrumentos existentes junto aos demais integrantes do Executivo Estadual, quanto às ações necessárias para maior eficiência, eficácia, objetivando atingir os resultados pretendidos;

- SEFA, Gestora da Contabilidade Geral do Estado, consolidando e centralizando, mediante Gestão do Sistema Corporativo Governo SIAFEM, o gerenciamento do Plano de Contas, Eventos, Demonstrativos existentes, entre outros. Responsável pela consolidação das Demonstrações Contábeis do Poder Executivo, do Balanço Geral do Estado, e pela adequação do SIAFEM às necessidades de convergência às NICASP e PCASP. Este último, em especial, foi implantado para o Exercício 2014. Desempenha ainda papel de gerenciamento, coordenação e orientação dos Contadores, com os quais possuem vinculação técnica originária, por estes Servidores serem responsáveis técnicos pela contabilidade descentralizada dos Órgãos/Entidades da Administração Pública Estadual, com observância obrigatória das normas, procedimentos e orientações realizadas pelo Órgão Central de Contabilidade, consubstanciados no gerenciamento e na realização diária da escrituração no SIAFEM, até o levantamento das Demonstrações Contábeis;

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- SEAD, que disciplina, consolida e centraliza as Políticas em relação ao Recursos Humanos e à Logística Estadual, gerenciando atualmente os Sistemas Corporativos Governamentais: SIGIRH, SISPATWEB e SIMAS, dentre outros. Logo, a SEAD gerencia os Controles Internos existentes no âmbito deste Poder quanto aos macroprocessos: Recursos Humanos, Patrimônio Mobiliário e Imobiliário e Aquisição de Bens e Serviços, seja por Participação e/ou Adesão, cogente ou não, às Atas de Registro de Preços, seja mediante a realização de Despesas de Pequeno Vulto, neste caso, obrigatoriamente, por meio de procedimento eletrônico, à distância. Importante frisar ainda a existência de diversos Manuais e Normativos legais, de observância obrigatória pelos Órgãos/Entidades que integram o Poder Executivo Estadual.

Além disso, todas as Unidades Administrativas são responsáveis pela observância do que se convencionou denominar de Controles Internos Primários sobre a etapa/atividade que lhe competir, nos limites de suas atribuições legais, conforme estabelece o Art. 23 da Constituição Estadual.

“DO CONTROLE DOS ATOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Art. 23. A administração pública deve realizar o controle interno, finalístico e hierárquico de seus atos, visando a mantê-los dentro dos princípios fundamentais previstos nesta Constituição, adequando-os às necessidades do serviço e às exigências técnicas, econômicas e sociais.”

Em consonância com tal pressuposto constitucional, todos os(as) Órgãos/Entidades observam de forma contínua e permanente os Controles Internos Primários e a conformidade dos Atos de Gestão, em cumprimento ao estabelecido por atos normativos deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, de acordo com o que preceituam os Art. 24 a 36 do Decreto Estadual N° 2.536, de 03 de novembro de 2006, dentre os quais se ressalta:

Portaria Estadual Nº 122/2008-GAB/AGE, de 04 de agosto de 2008, que define procedimentos para o registro das conformidades diárias pelo Agente Público de Controle-APC’s dos(as) Órgãos/Entidades Estaduais.

Instrução Normativa AGE N°001/2014, de 20 de novembro de 2014, que dispõe sobre a definição de procedimentos adicionais a serem observados pelos(as) Órgãos/Entidades integrantes do Poder Executivo Estadual por ocasião da Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual junto ao Tribunal de Contas do Estado - TCE.

Instrução Normativa AGE Nº 001/2014

(...)

“Art. 3º Todas as estruturas administrativas existente nos Órgãos/Entidades da Administração Pública devem exercer o Controle Interno permanente e contínuo sobre a etapa administrativa que lhe competir, por força das atribuições e competências a ela estabelecidas em Lei, objetivando a observância da legalidade, legitimidade, economicidade, eficiência, eficácia e publicidade dos atos praticados.

Parágrafo Único: Os Controles Internos serão realizados, avaliados e aperfeiçoados constante e permanentemente:

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I - pelas Unidades Administrativas existentes na estrutura Organizacional da Unidade Gestora, no limite de suas competências e atribuições;

II - pelos Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual;

Art. 4º A avaliação dos Controles Internos tem por fundamento a verificação contínua e permanente da existência, do conhecimento e observância das Normas aplicáveis aos diversos assuntos pelas Unidades existentes na estrutura administrativa da Unidade Gestora.” (Grifos nossos).

Todos os(as) Órgãos/Entidades apresentam em sua estrutura organizacional, no mínimo, 01 (hum) Agente Público de Controle – APC, como Componente do referido Sistema. O número de APC’s de cada Órgão/Entidade tornou-se proporcional às estruturas organizacionais existentes, motivo pelo qual poderão apresentar-se organizados em Unidade de Controle Interno – UCI, Unidades de Controladoria, Auditorias Internas ou Unidades assemelhadas, por vezes, ocupando Cargos de Direção/Coordenação/Assessoramento e, alguns, com normas específicas complementares, todas em consonância com normativo geral do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual antes exposto.

Dentre as disposições estabelecidas na Instrução Normativa AGE Nº 001/2014, consta modelo padrão de Relatório a ser observado pelo APC sobre Itens de Verificação dos Controles Internos Primários, quanto à Gestão Orçamentária, Financeira, Operacional, Contábil, Patrimonial e de Recursos Humanos, todos obrigatórios para o processo de Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual de cada Órgão/Entidade do Poder Executivo.

IV – ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA AGE:

A Auditoria Geral do Estado - AGE adotou, desde o Exercício 2011, estrutura organizacional alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Controle Interno – CONACI, consubstanciada nos moldes tratados no Projeto de Emenda Constitucional N° 45/2009, que preconiza, além das atribuições tradicionais de Auditoria e Fiscalização Governamental, com o mesmo grau de importância, o desempenho de funções relacionadas à Controladoria, à Corregedoria e à Ouvidoria, como antes já citado neste Relatório.

Ressalta-se que o resultado obtido com a reestruturação se traduz especialmente na otimização dos aspectos conceituais e práticos já concebidos, isto é, não havendo sensível inovação quanto à criação de regras e dispositivos disciplinadores das atividades desenvolvidas institucionalmente e sim, tão somente, a adequação dos normativos existentes à realidade pretendida.

O funcionamento da estrutura anterior que até meados do Exercício 2011 era composta por 05 (cinco) Gerências Técnicas, todas especializadas em Auditoria e Fiscalização Governamental, a partir de então passaram a exercer suas atribuições em áreas de atuação objetivamente delimitadas, garantindo maior qualidade e abrangência nas atividades desempenhadas, agora segundo as funções de Auditoria e Fiscalização Governamental, de Controladoria, de Corregedoria e de Ouvidoria.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

Com a adequação comentada, a estrutura organizacional da Auditoria Geral do Estado – AGE contou no Exercício 2015 com 01 (uma) Gerência Técnica/Auditoria e Fiscalização Governamental, 01 (uma) Gerência Técnica/Controladoria, 01 (uma) Gerência Técnica/Corregedoria e 01 (uma) Gerência Técnica/Ouvidoria, cada qual com atribuições específicas já previstas na Lei N° 6.176/1998 e no Decreto N° 2.536/2006 e em consonância com a missão constitucional atribuída ao Sistema de Controle Interno.

A AGE, no Exercício 2015, manteve-se na política de valorização e profissionalização dos Servidores do seu quadro efetivo, especialmente os da carreira de Auditores de Finanças e Controle, que respondem por 03 das 05 Gerências Técnicas, sendo as 02 outras exercidas por Servidores Efetivos do Poder Executivo Estadual, diferentemente da prática anterior que privilegiava nessas funções funcionários exclusivamente comissionados em sua grande maioria.

FIGURA 02 – ESTRUTURA ADMINISTRATIVA FIGURA 03 - ORGANOGRAMA FUNCIONAL

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V – RECURSOS HUMANOS:

1 – QUADRO DE PESSOAL: O Quadro de Pessoal do Executivo Estadual manteve-se estável em dezembro de 2015, com o total de 103.663 Servidores e Empregados Públicos ativos, em relação aos 104.363 de dezembro de 2014. São 75.894 (73,21%) os ocupantes de Cargos Efetivos ou Funções Permanentes, 9.457 (9,13%) os que ocupam Empregos Públicos, 3.029 (2,92%) são os Servidores ocupantes de Cargos ou Funções Comissionadas e 15.282 (13,42%) os que são Servidores Temporários, sem vínculo efetivo com o Serviço Público, distribuídos entre os(as) Órgãos / Entidades da Administração Direta e Indireta, Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista, conforme apresentado no Quadro 01 abaixo.

QUADRO 01: DEMONSTRAÇÃO DE PESSOAL EXISTENTE GRÁFICO 01 - QUADRO DE PESSOAL NO PODER EXECUTIVO, POR VÍNCULO. EXERCÍCIO 2015.

VÍNCULO FUNCIONAL

2014 2015 %

QTDE. % QTDE. %

EFETIVO 77.258 74,03% 75.894 73,21% -1,77

COMISSIONADO 3.218 3,08% 3.029 2,92% -5,87

TEMPORÁRIO 14.087 13,50% 15.282 14,74% 8,48

OUTROS 9.800 9,39% 9.458 9,13% -3,49

TOTAL 104.363 100% 103.663 100% -0,67

75.89473,21%

3.0292,92%

15.28214,74%

9.4589,13% EFETIVO

COMISSAO

TEMPORARIO

Outros

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2 – DESPESAS COM PESSOAL: Os gastos com a Folha de Pagamento de Pessoal representam o principal item de despesas realizadas, seguindo mesmo comportamento de todo o Setor Público brasileiro. No Exercício 2015, o valor gasto para pagamento do funcionalismo público do Executivo Estadual foi de aproximadamente R$ 9,6 bilhões, representando 52,14% do total das despesas executadas, conforme demonstrado no Quadro 02 abaixo.

QUADRO 02: DESPESA REALIZADA POR GRUPO DE DESPESA GRÁFICO 02 - DESPESA REALIZADA POR GRUPO EXERCÍCIO 2015 DE DESPESA – EXERCÍCIO 2015

CÓDIGO DO

GRUPO NOME DO GRUPO

DESPESA REALIZADA

R$ %

31 PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS 9.649.330.753,20 52,14%

33 OUTRAS DESPESAS CORRENTES 6.715.470.072,96 36,29%

44 INVESTIMENTOS 1.318.235.593,89 7,12%

46 AMORTIZAÇÃO E REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA 402.341.579,20 2,17%

32 JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA 227.753.076,22 1,23%

OUTRAS OUTRAS 192.193.544,97 1,04%

TOTAL 18.505.624.620,44 100,00%

3152,14% 33

36,29%

447,12%

462,17%

321,23%

OUTRAS

1,04%

31 PESSOAL E ENCARGOSSOCIAIS

33 OUTRAS DESPESASCORRENTES

44 INVESTIMENTOS

46 AMORTIZACAO EREFINANCIAMENTO DADIVIDA

32 JUROS E ENCARGOSDA DIVIDA

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3 - CAPACITAÇÃO: A capacitação do Servidor Público tem adquirido grande importância na atualidade, em uma realidade cada vez mais automatizada que requer das Pessoas novas abordagens profissionais, exigindo-se competências inovadoras. A capacitação é fator motivacional no ambiente de trabalho.

Com o objetivo de estimular e ressaltar a importância da formação continuada dos Servidores do Executivo, como parte do processo educativo institucional de promover o desenvolvimento das suas competências e habilidades, necessárias ao bom desempenho das atividades; proporcionando atuação funcional mais eficiente e eficaz e, consequentemente, melhoria na qualidade do trabalho, o Poder Executivo, por meio da Escola de Governança Pública do Estado - EGPA, vem trabalhando para o ajustamento das ofertas às demandas por capacitação, na busca por melhores resultados na Administração Pública.

A EGPA em consonância de sua Missão Institucional e em apoio aos Órgãos / Entidades do Executivo Estadual, ampliou e direcionou suas ações e projetos de forma a proporcionar ao funcionalismo público o acesso a ferramentas importantes para o desenvolvimento da capacitação profissional.

Ressalta-se que no Exercício 2015 houve compatibilização entre a oferta e a demanda de capacitação, na busca por melhores resultados quantitativos e qualitativos. Em continuidade às ações de desenvolvimento profissional, o Programa de Municipalização, desenvolvido em parceria com as Prefeituras com o objetivo de descentralizar a oferta de cursos para os Municípios paraenses, expandiu suas ações, com 6.620 Servidores Públicos municipais capacitados e 22 Municípios visitados no referido período.

Em continuação à parceria formalizada entre a AGE e a EGPA para a realização do PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES PÚBLICOS DE CONTROLE - APC’s do SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO EXECUTIVO ESTADUAL, que tem a finalidade contribuir para a capacitação e qualificação, de forma continuada, dos Profissionais que atuam nas Unidades de Controle Interno dos(as) Órgãos / Entidades do Poder Executivo Estadual, com o foco no aperfeiçoamento e melhoria contínua da Gestão Pública, foram realizados no Exercício 2015 várias Capacitações com a participação maciça dos APC’s, Gestores Públicos e Instrutores, membros integrantes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, vinculado tecnicamente à AGE, com atribuições, atividades e forma de atuação essenciais para a excelência daquelas Unidades Setoriais de Controle Interno às quais os mesmos estejam vinculados.

No Subitem específico deste Relatório serão demonstradas as Capacitações proporcionadas pela AGE no Exercício 2015 visando a reciclagem e aperfeiçoamento profissional dos seus Servidores e demais integrantes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual.

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VI – ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Dentre as ações desempenhadas pela AGE no Exercício 2015 podemos destacar as Ações: de Controle; Orientativas; Preventivas e Institucionais/Normativas.

1 - AÇÕES DE CONTROLE: A AGE, durante o Exercício 2015, desenvolveu sua Missão Institucional em consonância com os preceitos do Art. 121 da Constituição Estadual, quais sejam:

“Art. 121. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, com auxílio dos respectivos Órgãos de auditoria, Sistema de Controle Interno com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Estado;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos Órgãos Entidades da administração estadual, bem como da aplicação de recursos públicos por Entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres do Estado;

IV - apoiar o Controle Externo no exercício de sua missão institucional.

§ 1°. Os responsáveis pelo Controle Interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária”. (Grifos nossos)

Inicialmente, destacamos as atribuições constitucionais referentes à avaliação de Programas de Governo na forma do Inciso I, do Art. 121 da Constituição Estadual:

1.1 - AVALIÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS PREVISTAS NO PLANO PLURIANUAL, A EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS DE GOVERNO E DOS ORÇAMENTOS DO ESTADO:

A Constituição Estadual, em seu Art. 121, Inciso I, determina que: “Art. 121. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, com auxílio dos respectivos Órgãos de auditoria, Sistema de Controle Interno com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Estado;”

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A Lei Estadual Nº 6.176, de 29 de dezembro de 1998, em seu Art. 4º, Inciso IV, assim dispõe:

“Art. 4º. O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo compõe-se da Auditoria-Geral do Estado, como Órgão Central do Sistema, e dos seguintes Subsistemas ou Unidades, Agentes e Instrumentos:

(...)

IV - a Unidade Especializada de Controle Interno da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças - SEPOF;” (grifos nossos)

Por meio do Decreto Estadual Nº 4.827, de 18 de setembro de 2001, que dispõe sobre a implantação, no âmbito da Administração Pública Estadual, do Sistema de Gestão de Programas do Estado do Pará - GP Pará, em seu Art. 3º, é designa a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças - SEPOF como Gestora do referido Sistema, eis que:

“Art. 3º. O órgão gestor do Sistema GP Pará é a Secretaria Executiva de Estado de Planejamento e Coordenação Geral - SEPLAN, sendo seu processamento eletrônico executado pela Empresa de Processamento de Dados do Pará - PRODEPA.

Não obstante a avaliação do cumprimento das metas previstas e a execução dos Programas de Governo e Orçamentos ser uma atribuição de responsabilidade da SEPLAN, esta Auditoria Geral do Estado - AGE, no sentido de contribuir para maior transparência das Políticas Públicas e dos resultados obtidos, e, também, para o aperfeiçoamento da Gestão Pública, em articulação com àquela Secretaria, fez constar nos seus Relatórios de Auditoria de Gestão - sobre o exame das Prestações de Contas de Gestão dos Recursos Públicos Estaduais Anual dos(as) Órgãos/Entidades do Executivo Estadual Exercício 2015-, Itens de Verificação de Controle, no intuito de verificar se existe Servidor Responsável pelo gerenciamento e “alimentação” das informações no Sistema Corporativo GP Pará, destinado à gestão dos Programas de Governo, conhecendo, assim, o seu nível de utilização/atualização, no âmbito de cada Órgão/Entidade; conhecer, avaliar e demonstrar os Programas e Ações sob a responsabilidade de cada Órgão/Entidade, bem como os resultados auferidos, quanto à execução orçamentária, financeira e metas físicas realizadas em relação às metas planejadas.

Neste aspecto, as análises realizadas resultaram na confirmação e/ou apresentação de Recomendações Padrões – RPs AGE, que se constituem em situações/oportunidades de melhorias da gestão de cada Órgão/Entidade, sendo exaradas por esta AGE nos respectivos Relatórios de Auditoria de Gestão AGE, tendo como escopo para este Item de Controle:

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RP AGE 20.01 - designe Servidor para a devida “alimentação” e acompanhamento do Sistema GP PARÁ, objetivando a geração de informações consistentes sobre a execução física e financeira dos Programas/Ações de Governo executados pelo(a) Órgão/Entidade, viabilizando a avaliação do seu desempenho em relação as metas estabelecidas.

RP AGE 20.02 - providencie para que o Sistema GP PARÁ seja devidamente “alimentado”, visando informações consistentes acerca da execução física e financeira dos Programas/Ações de Governo executados sob sua responsabilidade.

RP AGE 20.03 - o(a) destinatário(a) de Destaque(s) Orçamentário(s) deve inserir informações físicas e qualitativas acerca da execução do Programa/Ação de Governo correspondente no GP PARÁ, para que o referido Sistema seja devidamente “alimentado”, subsidiando a sua avaliação e monitoramento.

RP AGE 20.04 - envide esforços para alcançar as metas estabelecidas nos Programas/Ações/Projetos/Atividades de Governo sob sua responsabilidade.

Portanto, tal procedimento possibilitou a esta AGE a observância do estabelecido no Inciso I, do Art. 121 da Constituição Estadual, em consonância com as orientações dessa Corte de Contas, além de, quando necessário, aperfeiçoar o referido Macroprocesso nos(as) Órgãos/Entidades integrantes do Poder Executivo Estadual, realizando-se Recomendações Padrões – RPs AGE por ocasião da emissão dos seus já comentados Relatórios de Auditoria de Gestão AGE para sanar eventuais falhas detectadas e/ou potencializar/otimizar os Controles Internos inerentes.

Esta Auditoria Geral do Estado – AGE, como Órgão Central do Sistema de Controle Interno, evidenciou que a Secretaria de Estado de Planejamento – SEPLAN intensificou ainda mais, durante o Exercício 2015, sua atuação institucional, no que tange à Gestão do Sistema GP Pará, consubstanciada no planejamento, monitoramento e avaliação de resultados dos Programas e Ações de Governo para o aperfeiçoamento destes e das Políticas Públicas inerentes, permitindo o acesso público ao resumo das informações físicas e financeiras de suas execuções, por meio da publicação na rede mundial de computadores, por meio da página eletrônica: www.gp.pa.gov.br. A AGE, ainda na qualidade de Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, vem avançando na proposição e efetivação de mecanismos que permitam o accountability em todas as suas dimensões. Neste contexto, as ferramentas de Tecnologia da Informação

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- TI disponíveis no cotidiano da Gestão Pública, como os Sistemas Corporativos de Governo: GP PARÁ, SIAFEM e Business Objects – BO são identificadas como imprescindíveis na aproximação da resolução de um cenário de desafios que se apresenta ao bem estar social do povo paraense.

Logicamente, ainda com limitações, seja em suas estruturas ou em seus processos de alimentação e/ou inferências de resultados para a melhor condução de tomada de decisão, sinalizam como obstáculos aos Gestores Públicos a agregação de novas ferramentas e/ou metodologias, na maioria das vezes inovadoras, que venham auxiliar na Gestão por Resultados sob os princípios da legalidade, legitimidade, economicidade, publicidade e efetividade.

O GP Pará, gerido pela SEPLAN, como já dito, é o instrumento legal, definido para o registro e disseminação de informações dos Programas de Governo do PPA, oferecendo em sua estrutura mecanismos de “alimentação” e Consulta Pública online, bem como relatórios padronizados que permitem o monitoramento mensal e avaliação das Ações, Projeto-Atividades que os compõem. A tese da avaliação efetiva está intrinsicamente relacionada à hipótese de que os(as) Órgãos/Entidades integrantes do Poder Executivo Estadual, tempestivamente, realizem a alimentação das informações físicas, uma vez que as informações de caráter financeiro são automaticamente extraídas do SIAFEM, quando do seu lançamento, com lapso temporal imperceptível. Hipótese concretizada, ou não, o monitoramento é realizado.

Para superar tal desafio e necessidade de avaliação dos Programas de Governo, esta AGE adotou a Metodologia Sistema de Controle Preventivo – Módulo Avaliação de Programa, denominada SICONP- MAP, que supera tal dificuldade e proporciona indicadores agregados à atuação do SCI e, em análise consolidada, indicar qual o nível de execução e comportamento dos mesmos em relação à situação ideal pretendida de Execução Financeira x Meta Física Atingida. Tal análise, conforme demonstrado, traduz-se em mais uma ferramenta de monitoramento de Programas para o constante aperfeiçoamento da Gestão Pública em conjunto com a SEPLAN, uma vez que o monitoramento de Programas já ocorreu nos Relatórios de Auditoria de Gestão deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno sobre as Prestações de Contas de Gestão dos Recursos Públicos Estaduais Anual dos(as) Órgãos/Entidades do Executivo, caso a caso.

Neste sentido, a AGE, na dimensão da Gestão do Conhecimento, tem reforçado aos Agentes Públicos de Controle – APC’s dos(as) Órgãos/Entidades do Executivo Estadual a sua responsabilidade no que concerne ao monitoramento do cumprimento da LDO para o Exercício Financeiro, em especial aos Artigos 36, 44 e 50; principalmente aos aspectos de análise antes já citadas, aperfeiçoados pelos procedimentos estabelecidos pela Instrução Normativa AGE Nº 001/2014, de 20 de novembro de 2014, concorrendo para uma efetiva melhoria na Gestão Operacional, por meio do Sistema Corporativo GP Pará.

Concomitante ao processo de fortalecimento da melhoria dos processos de registro e monitoramento das Ações, Projeto-Atividades dos Programas de Governo do PPA 2012-2015, para o Exercício 2015, a AGE trabalhou conjuntamente com a SEPLAN na busca de melhoria contínua do processo de avaliação e vem aperfeiçoando uma metodologia com esse objetivo, de forma auxiliar e complementar às funcionalidades da ferramenta existente, o Sistema GP Pará.

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1.1.1 - METODOLOGIA SISTEMA DE CONTROLE PREVENTIVO – MÓDULO AVALIAÇÃO DE PROGRAMA - SICONP- MAP: A Metodologia SICONP- MAP, desenvolvida e implementada por Servidores desta AGE, utiliza técnicas de análise de dados, com uma ferramenta de Business Intelligence – BI, a partir da extração dos mesmos do Sistema GP Pará.

A princípio utiliza-se dados consolidados do Exercício analisado, podendo ser estendida para apurações mensais e/ou avaliações trimestrais ou quadrimestrais, se for o caso. A Ação por Programa é a categoria primária, podendo-se, futuramente, construir análise pela composição Ações por Programa por Órgão/Entidade. Assim, toda a análise da Ação pode ser agrupada para o Programa. Tem-se como métricas da avaliação os campos Meta Física e Meta Financeira, correspondentes ao físico realizado e à despesa realizada. Com estes valores, são calculados as “Métricas % Físico” e “Métricas % Financeiro” por Ação / Programa. O Sistema GP Pará na avaliação físico financeira do Programa apresenta as duas métricas para o consolidado do mesmo e detalha por Ação o “% físico”, além de sinalizar com cores “vermelha”, “verde” e “amarela” o desempenho físico-financeiro do Programa, segundo um critério pré-definido, qual seja: alcançadas plenamente, parcialmente e não alcançadas integralmente, respectivamente.

A ferramenta do GP Pará oferece uma análise das partes, quando se avalia a Ação, mas perde-se o escopo do todo, ou seja, do Programa. Quando avalia o Programa mostra o todo, a síntese do desempenho físico-financeiro do mesmo e o desempenho do físico das Ações, mas não demonstra o desempenho financeiro dessas. Com a metodologia proposta, tem-se de forma integrada a visão do desempenho do Programa por meio da visualização gráfica da plotagem num plano cartesiano “XY” da posição das Ações. Isto possibilita gerar clusters, conjuntos; caracterizar o Programa segundo a dispersão das Ações e identificar o comportamento daquele segundo um modelo matemático parametrizado nas medidas estatísticas das variáveis em questão. Assim, a metodologia acrescenta no aspecto parte-todo, ao já proporcionado pelo Sistema GP Pará.

A Metodologia SICONP - MAP consiste de cinco etapas denominadas respectivamente de: Extração de Dados, Clusterização, Plotagem, Modelagem, Análise e Transparência. A Extração de Dados ocorre pelo processo de “mineração de dados”, através do Sistema GP Pará, acessando a avaliação de cada Programa e procedendo a captura das Ações e suas respectivas métricas relacionadas ao físico, armazenando-se em uma planilha eletrônica. Por meio do Business Objects - BO, no “universo SIAF15,” são extraídos as informações de valores financeiros atualizados do Orçamento Geral do Estado - OGE e a despesa realizada por Projeto-Atividade, Programa e seus respectivos códigos. Na planilha eletrônica realiza-se a consolidação e os cálculos das informações extraídas dos ambientes GPPará e Business Objects - BO. A Clusterização inicia-se com uma classificação das Ações considerando o desempenho da execução físico-financeira, conforme o critério abaixo:

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QUADRO Nº 03 – CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES QUANTO AO DESEMPENHO FÍSICO/FINANCEIRO

NA BAIXA MÉDIA ALTA

% EXECUÇÃO FÍSICO SEM INFORMAÇÃO [0 ... 50%[ [50%... 75%[ [75%...

% EXECUÇÃO FINANCEIRA SEM INFORMAÇÃO [0 ... 50%[ [50%... 75%[ [75%...100%]

Com a classificação utiliza-se o Software Tableau, versão pública, para gerar um painel com que aloca as Ações dos Programas em “N Classes”, onde este “N” varia de 1 a 16 Classes, conforme o Quadro a seguir:

QUADRO Nº 04 – CLUSTERIZAÇÃO DAS AÇÕES DAS AÇÕES SEGUNDO O DESEMPENHO FÍSICO E FINANCEIRO

Nota: NA – Ausência de Informação.

As Ações do Programa são posicionadas nas N classes. A partir do painel identificam-se as Ações que tiveram o melhor desempenho. Por exemplo, as Ações que estiverem nas “células” da “Linha 1” sinalizam para uma melhor performance do físico, sendo que as localizadas nas “células 14 e 15” “conseguiram sinalizar uma economia no gasto; as que foram classificadas na “célula 14” podem sugerir duas situações: uma meta física subestimada ou orçamento superestimado. Raciocínio análogo pode ser inferido para as demais Classes.

CLASSE DESEMPENHO FINANCEIRO

ALTA

(1)

MÉDIA

(2)

BAIXA

(3)

NA

(4)

CLASSE DESEMPENHO

FÍSICO

ALTA

(1) 16 15 14 13

MÉDIA

(2) 12 11 10 9

BAIXA

(3) 8 7 6 5

NA 4 3 2 1

LEGENDA:

CATEGORIAS

ALTA PERFORMANCE

PERFORMANCE INTERMEDIÁRIA

BAIXA PERFORMANCE

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A Plotagem ocorre com a utilização do Software Tableau, onde é possível visualizar mediante seletores as áreas de classificação, por exemplo áreas de alta performance versus as de baixa.

A Modelagem é concomitante à Plotagem, onde com Software Tableau pode-se acionar métodos matemáticos de modelagem que apresentam a curva que melhor representa a dispersão do desempenho físico-financeiro.

No Exercício 2015, para efeito de validação da Metodologia SICONP-MAP adotada, do universo de 1.352 Ações Detalhadas realizadas pelo Poder Executivo Estadual, descartadas destas as que apresentavam ausência de informação (NA), resultou uma amostra de 1.115 Ações Detalhadas, que representam 49,97 % das Despesas Financeiras Realizadas e 82,47% do total das Ações, conforme o Quadro a seguir:

QUADRO Nº 05 - RESUMO DA AMOSTRA SEGUNDO O CRITÉRIO DA MATERIALIDADE CLASSE

DESEMPENHO FÍSICO

CLASSE DESEMPENHO FINANCEIRO

ID. CÉLULA

Nº AÇÕES % DESPESA

REALIZADA % DESP.

REAL.

ALTA ALTA 16 602 53,99% 5.826.267.223,95 63,48%

MÉDIA 15 64 5,74% 173.302.862,34 1,89% BAIXA 14 71 6,37% 81.138.548,19 0,88%

MÉDIA ALTA 12 61 5,47% 252.572.259,86 2,75%

MÉDIA 11 2 0,18% 2.136.202,27 0,02% BAIXA 10 13 1,17% 13.251.534,10 0,14%

BAIXA ALTA 8 209 18,74% 2.395.828.398,72 26,10%

MÉDIA 7 27 2,42% 219.297.240,01 2,39% BAIXA 6 66 5,92% 214.683.109,60 2,34%

TOTAL 1.115 100,00% 9.178.477.379,04 100,00%

Nota: - Universo das Ações do Poder Executivo 1.352 18.368.330.067,97

- Caracterização da Amostra 82,47% 49,97%

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QUADRO Nº 06 – RESUMO DAS AÇÕES E PERCENTUAL DA DESPESA FINANCEIRA REALIZADA POR CLASSE DE DESEMPENHO

CLASSE DESEMPENHO FINANCEIRO

ALTA MÉDIA BAIXA

CLASSE DESEMPENHO

FÍSICO

ALTA

602 AÇÕES 53,99%

64 AÇÕES 5,74%

71 AÇÕES 6,37%

MÉDIA

61 AÇÕES 5,47%

2 AÇÕES 0,18%

13 AÇÕES 1,17%

BAIXA

209 AÇÕES 18,74%

27 AÇÕES 2,42%

66 AÇÕES 5,92%

Através de técnicas de Análise de Dados e BI, utilizando-se o Software Tableau, versão pública, foram gerados visões múltiplas, integradas e interativas das categorias Área, Programa e Ação, podendo ser estendido para todas as demais como: Função, Subfunção, Elemento de Despesa, Grupo de Despesa, Fonte de Recurso, entre outras. As métricas utilizadas foram o físico e financeiro da Ação, nas dimensões planejado e o realizado, o que permitiu os cálculos do desempenho físico e desempenho financeiro.

As visões produzidas serão disponibilizadas no sítio desta Auditoria Geral do Estado - AGE, para Consulta Pública do Controle Social, permitindo interativamente a geração de novas visões a partir do interesse do Cidadão. A seguir, é mostrada uma visão do cruzamento do desempenho físico-financeiro de algumas Ações, através de um círculo de raio proporcional à Desepesa Financeira Realizada, acrescido das informações: nome da Ação e a Área de Governo. O comportamento da execução físico-financeira dessas Ações é retratado pela distribuição dos pontos de desempenhos e pode ser representado por um modelo mátemático a partir das estatísticas da distribuição espacial destes pontos, resultando em uma curva que expressa, em termos estatísticos, a relação linear entre o físico e financeiro.

O resultado foi o Gráfico a seguir, que mostra uma estimativa da relação do desempenho físico de 3,54822 do desempenho financeiro, ou seja, pode-se inferir, a grosso modo, que para o conjunto de 1.115 Ações Detalhadas a sua grande maioria concentra-se em áreas em que o desempenho físico foi superior ao desempenho financeiro. Considerando o Quadro Nº 08 e Gráfico Nº 03 pode-se avaliar que o Governo do Estado do Pará obteve uma excelente performance de desempenho no Exercício 2015, diante do cenário nacional de escasses de recursos, fenômeno caracterizado pela otimização do recurso e/ou redução dos custos unitários dos produtos.

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GRÁFICO Nº 03 – DIAGRAMA DE DISPERSÃO DO DESEMPENHO FINANCEIRO VERSUS O DESEMPENHO FÍSICO DAS AÇÕES DO PODER EXECUTIVO - EXERCÍCIO 2015

O Gráfico anterior com as 1.115 Ações Detalhadas pode ser estratificado segundo a classificação de desempenho físico, assim ter-se-á três estimativas lineares mostrando uma relação entre os desempenhos financeiro e físico de aproximadamente 1:5 às Ações que pertencem a Classe Alta, 10:8 às da Classe Média e 6:1 às da Classe Baixa.

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GRÁFICO Nº 04 – DIAGRAMA DE DISPERSÃO DO DESEMPENHO FINANCEIRO VERSUS O DESEMPENHO FÍSICO DAS AÇÕES DO PODER EXECUTIVO SEGUNDO A CLASSE DE DESEMPENHO FÍSICO- EXERCÍCIO 2015

A Metodologia SICONP-MAP permite também estratificar os resultados por Área (Função)de Governo. Para a referida amostra de 1.115 Ações Detalhadas obteve-se para a relação desempenho físico e desempenho financeiro os seguintes valores: Defesa Social e Segurança Pública

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(3,44584), Desenvolvimento Econômico e Incentivo a Produção (2,10537), Gestão (3,44573), Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento Sustentável (3,83669), Promoção Social (6,46824), Proteção e Desenvolvimento Social (4,30711), conforme Gráfico Nº 05.

GRÁFICO Nº 05 – DIAGRAMA DE DISPERSÃO DO DESEMPENHO FINANCEIRO VERSUS O DESEMPENHO FÍSICO DAS AÇÕES POR ÁREAS (FUNÇÕES) DE GOVERNO - SEGUNDO A CLASSE DE DESEMPENHO FÍSICO- EXERCÍCIO 2015

Def

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Soci

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Seg

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G

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o

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l

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Soc

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O Quadro abaixo mostra os parâmetros da estimativas lineares exibidas no Gráfico Nº 05:

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QUADRO Nº 07 – PARÂMETROS DAS ESTIMATIVAS LINEARES DAS CURVAS DESEMPENHO FINANCEIRO VERSUS DESEMPENHO FÍSICO DAS AÇÕES POR ÁREAS (FUNÇÕES) DE GOVERNO - SEGUNDO A CLASSE DE DESEMPENHO FÍSICO- EXERCÍCIO 2015

Dentre as inúmeras possibilidade de visualização gráficas e consultas interativas, a etapa de Clusterização pode ser apresentada em forma de quadro.

P-value: P-value: P-value:Equation: Equation: Equation:

Term StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-valueX 1,27368 3,8853 0,0003654 0,626856 0,0660577 9,48952 0,0668399 0,174987 0,0460007 3,80401 0,0014184 3,44584 0,90678 3,8001 0,0003362

P-value: P-value: P-value:Equation: Equation: Equation:

Term StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-valueX 0,58143 5,7356 < 0,0001 0,794041 0,123599 6,42433 0,0003589 0,169749 0,0505174 3,36021 0,0023355 2,10537 0,36775 5,72509 < 0,0001

P-value: P-value: P-value:Equation: Equation: Equation:

Value StdErr t-value p-value Term StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value4,20171 0,698424 6,01599 < 0,0001 0,118629 0,0647659 1,83166 0,0919263 3,44573 0,58463 5,89384 < 0,0001

P-value: P-value: P-value: P-value:Equation: Equation: Equation: Equation:

Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value9,14431 2,27962 4,01132 0,0004295 0,698576 0,148045 4,71866 0,0091807 0,112232 0,0323567 3,46858 0,0012909 3,83669 1,02998 3,725 0,0003853

P-value: P-value: P-value: P-value:Equation: Equation: Equation: Equation:

Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value9,63881 2,37751 4,05417 0,0001759 0,742071 0,522107 1,4213 0,291128 0,210425 0,04185 5,02807 < 0,0001 6,46824 1,56074 4,14434 < 0,0001

P-value: P-value: P-value:Equation: Equation: Equation:

Term StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value Value StdErr t-value p-value

X 1,28233 5,08082 < 0,0001 1,5678 0,521604 3,00573 0,204469 0,127521 0,0361812 3,52451 0,0016602 4,30711 0,89184 4,82945 < 0,0001

ÁR

EA

S D

E G

OV

ER

NO

Def

esa

Soc

ial e

S

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rote

ção

e D

esen

volv

imen

to

Soc

ial

CLASSES DE DESEMPENHO FÍSICO SÍNTESEALTA MÉDIA BAIXA

0,0016602Y= 0,127521*X

CoefficientsTerm

X

< 0,0001Y= 4,30711*X

CoefficientsTerm

X6,51529

0,204469Y= 1,5678*X

CoefficientsTerm

X

P-value: < 0,0001Equation: Y= 6,51529*XCoefficients

Value

< 0,0001Y= 0,210425*X

CoefficientsTermX

< 0,0001Y= 6,46824*X

CoefficientsTermX

CoefficientsTermX

0,291128Y= 0,742071*X

CoefficientsTermX

Y= 0,112232*XCoefficientsTermX

0,0003853Y= 3,83669*X

CoefficientsTermX

CoefficientsTermX

0,0091807Y= 0,698576*X

CoefficientsTermX

X

< 0,0001Y= 3,44573*X

CoefficientsTermX

TermX

P-value: N/AEquation:Coefficients

Value

CoefficientsTermX

< 0,0001Y= 2,10537*X

CoefficientsTermX3,33485

0,0003589Y= 0,794041*X

CoefficientsTermX

P-value: < 0,0001Equation: Y= 3,33485*XCoefficients

Value

0,0014184Y= 0,174987*X

CoefficientsTermX

0,0003362Y= 3,44584*X

CoefficientsTermX

Value4,94865

0,0668399Y= 0,626856*X

CoefficientsTermX

0,0001759Y= 9,63881*X

0,00129090,0004295Y= 9,14431*X

< 0,0001Y= 4,20171*X

Coefficients

0,0919263Y= 0,118629*X

CoefficientsTerm

0,0023355Y= 0,169749*X

P-value: 0,0003654Equation: Y= 4,94865*XCoefficients

Y= 0,975082*X

39

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GRÁFICO Nº 06 – CLUSTERIZAÇÃO DAS AÇÕES DO PODER EXECUTIVO SEGUNDO O DESEMPENHO FÍSICO FINANCEIRO - EXERCÍCIO 2015

Das Despesas Realizadas no Exercício 2015 pelo Poder Executivo Estadual, no montante de R$ 18.368.330.067,97, esta AGE analisou o desempenho por Programa/Projeto/Atividade utilizando a Metodologia SICONP-MAP. Considerando-se os critérios de Materialidade,

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Criticidade e Relevância, foram selecionadas 1.115 Ações Detalhadas do universo de 1.352 constantes no GPPará, o que corresponde a 82,47% do total de Ações abrangendo o montante de R$ 9.178.477.379,04, representando 49,97 % do Valor Total Realizado.

GRÁFICO Nº 07 – SÍNTESE DO DESEMPENHO FÍSICO FINANCEIRO DAS AÇÕES DO PODER EXECUTIVO SEGUNDO A MAGNITUDE DA DESPESA

FINANCEIRA REALIZADA - EXERCÍCIO 2015

Assim, conforme demonstra o Quadro 07 e Gráfico Nº 07, da amostra de 1.115 Ações Detalhadas, 727 Ações (66,10%) apresentaram Alta Performance, correspondendo a R$ 6,1 bilhões das Despesas Realizadas, ou seja, 66,25% do total analisado de R$ 9,2 bilhões.

Portanto, avaliando a execução dos Programas de Governo e dos Orçamentos do Estado, esta AGE demonstra o cumprimento e conformidade das Metas estabelecidas no PPA para o Exercício 2015.

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1.1.2 – ABORDAGEM SOBRE OS INDICADORES SOCIAIS PREVISTOS NA LEI Nº 6.836/2006: Considerando a Lei Estadual Nº 6.836/2006, esta AGE vem contribuir no que tange a Transparência da efetividade das Ações de Governo, apresentando aspectos importantes do efetivo impacto das Políticas Públicas a partir da avaliação/evidenciação/demonstração das Metas Estabelecidas e Alcançadas, bem como se a tendência é positiva ou negativa no período, pressuposto básico para atendimento das mesmas ao nível de desafio inicialmente almejado.

Tal item objetiva, além de contribuir para o fomento e promoção do Controle Social, o contínuo aperfeiçoamento da Gestão Pública Estadual quanto à efetividade das Ações de Governo no atendimento das necessidades da Sociedade paraense, a partir da evidenciação do nível de cumprimento das mesmas, atendendo assim a aspectos constitucionais e a anseios a Clientes Internos e Externos.

Por fim, importante salientar que tal contribuição teve por base o Quadro 10 – AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS RELATIVAS AO ANO ANTERIOR, constante do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA Exercício 20151.

Indicadores. A utilização de Indicadores pretendem possibilitar a avaliação da efetividade das Políticas Públicas mediante a utilização de dados estatísticos que pretendem refletir o impacto das Ações de Governo, independentemente das demais variáveis envolvidas no processo, que poderão ou não interferir de forma positiva e/ou negativa na avaliação dos mesmos.

Podem ser verificados três Grupos de Indicadores e Metas quanto ao impacto das Políticas Públicas pretendidas, objetivando o bem estar da Sociedade: os que pretendemos aumentar ou incrementar; os que pretendemos manter e os que pretendemos reduzir.

Assim, os 17 indicadores podem ser agrupados conforme a intenção governamental, ou melhor, conforme objetivo inicial para estabelecer tendência positiva ao atendimento da Meta estabelecida, conforme demonstrativo a seguir:

1 disponível no link http://www.seplan.pa.gov.br/sites/default/files/mensagem_oge_completa_2016.pdf

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QUADRO A - GRUPO DE INDICADORES DO TIPO QUANTO MAIOR MELHOR: AUMENTAR / INCREMENTAR / EVOLUIR

INDICADOR OBJETIVO PRIMÁRIO

META ESTABELECIDA

PPA 2012 - 2015 2011 2012 2013 2014 TENDÊNCIA

2014/2011 (*)

Número de leitos hospitalares de internação (SUS) por 1.000 habitantes Aumento de 0,10 no período do plano 1,6 1,4 1,4 1,5 1,5 Tendência positiva

Número de agentes comunitários de saúde por 1.000 habitantes Aumento de 5% ao ano 2,3 1,78 1,81 1,8 1,81 Tendência positiva

Percentual de domicílios com coleta e tratamento de esgoto (rede geral e fossa séptica) Aumento de 1,18% ao ano 60,86 52,93 52,71 57,33 N/C(*) Tendência positiva

Percentual de domicílios com coleta de lixo Aumento de 2,82% ao ano 86,94 71,44 73,14 75,05 N/C(*) Tendência positiva

PIB per capita Evolução 15,5% no período do plano 10.260 11.494 11.679 12.538 12.793 Tendência positiva

Expectativa de vida ao nascer Incremento 0,18% ao ano 73,3 72,9 72,8 72,9 73,1 Tendência positiva

Percentual de domicílios com água tratada Aumento de 1,18% ao ano 51,02 47,93 51,38 49,9 N/C(*) Tendência positiva

Fonte: Quadro 10 – AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS RELATIVAS AO ANO ANTERIOR, constante do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA Exercício 2015.

(*) Para os casos em que 2014 está indisponível, foi considerado o Exercício 2013 para análise de tendência.

Verifica-se, portanto, que todos os 7 Indicadores Sociais alocados neste Grupo aumentar/incrementar/evoluir apresentaram Tendência Positiva no período, comparando-se o Exercício 2014, ou 2013 quando os dados de 2014 não estavam disponível, em relação à realidade apresentada no Exercício 2011, conforme demonstrado a seguir:

43

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FIGURAS Nº A, B, C, D, E, F, G - GRUPO DE INDICADORES DO TIPO QUANTO MAIOR MELHOR: AUMENTAR / INCREMENTAR / EVOLUIR.

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Válido destacar que além da tendência positiva, o Indicador “PIB per capita”, conforme se verificou no período, superou a Meta estabelecida. Os indicadores acima evidenciam transformação gradual da realidade social do Estado. Assim, ao promover Políticas Públicas que asseguram o aperfeiçoamento e melhoria contínua e permanente de Indicadores Sociais importantes, como Saúde e Renda, além de agregar qualidade de vida à população, comprovam a efetividade das Ações Governamentais constantes do PPA, LDO e LOA, em especial dos Programas finalísticos vinculados a estas Áreas.

QUADRO B - GRUPO DE INDICADORES DO TIPO: MANTER

Indicador Objetivo Primário

Meta Estabelecida PPA 2012 - 2015 2011 2012 2013 2014 Tendência

2014/2011 (*) Média entre a taxa de alfabetização de adultos e a taxa combinada de matrícula no ensino fundamental, médio e superior

Manter em 1,05 1,05 1,03 1,02 1,05 N/C(*) Tendência positiva

Número de postos e centros de saúde por 10.000 habitantes Manter em 2,24 2,24 2,33 2,35 2,38 2,44 Tendência Positiva

Fonte: Quadro 10 – AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS RELATIVAS AO ANO ANTERIOR, constante do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA Exercício 2015. (*) Para os casos em que 2014 está indisponível, foi considerado o Exercício 2013 para análise de tendência.

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FIGURAS Nº H, I, J, K, L, M, N, O - GRUPO DE INDICADORES DO TIPO MANTER

1,03

1,05

1,02

1,025

1,03

1,035

1,04

1,045

1,05

1,055

2011 2013

Média entre a taxa de alfabetização de adultos e a taxa combinada de matrícula no ensino

fundamental, médio e superior

2,33

2,44

2,26

2,28

2,3

2,32

2,34

2,36

2,38

2,4

2,42

2,44

2,46

2011 2014

Número de postos e centros de saúde por 10.000 habitantes

0,78

0,77

0,764

0,766

0,768

0,77

0,772

0,774

0,776

0,778

0,78

0,782

2011 2012

Coeficiente de Gini

30,8

25,4

0

5

10

15

20

25

30

35

2011 2013

Pessoas abaixo da linha da pobreza

0,12

0,3

0

0,05

0,1

0,15

0,2

0,25

0,3

0,35

2011 2013

Proporção de domicílios improvisados (número de pessoas em situação de risco nas ruas)

17,4

16,1

15

15,5

16

16,5

17

17,5

2011 2014

Taxa de mortalidade infantil (Óbito infantil por 1.000 nascidos vivos)

46

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Destaca-se que além da Tendência Positiva, as duas Metas deste Grupo de Indicadores foram atendidas, uma vez que:

- a “Média entre a taxa de alfabetização de adultos e a taxa combinada de matrícula no ensino fundamental, médio e superior” estabelecida como Meta, em 1,05, foi efetivamente mantida, conforme se verificou no Exercício 2013.

- o “Número de postos e centros de saúde por 10.000 habitantes” também atingiu e superou a Meta em todos os Exercícios analisados, passando de 2,33 no Exercício 2013 para 2,44 no Exercício 2014.

13,5

11,3

10

10,5

11

11,5

12

12,5

13

13,5

14

2011 2012

Déficit habitacional

7,2 7,2

0

1

2

3

4

5

6

7

8

2011 2013

Percentual médio da população economicamente ativa desocupada (desempregada)

6.911

7.120

6.800

6.850

6.900

6.950

7.000

7.050

7.100

7.150

2011 2014

Número de ocorrências policiais per capita (por 100.000 habitantes)

47

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

QUADRO C - GRUPO DE INDICADORES DO TIPO QUANTO MENOR MELHOR: REDUZIR.

Indicador Objetivo Primário Meta Estabelecida PPA 2012 - 2015 2011 2012 2013 2014 Tendência 2014/2011

(*) Coeficiente de Gini Redução 0,02 no período do plano 0,76 0,78 0,77 N/C(*) N/C(*) Tendência de Redução

Pessoas abaixo da linha da pobreza Redução 5% ao ano 29,1 30,8 25,6 25,4 N/C(*) Tendência de Redução

Percentual médio da população economicamente ativa desocupada (desempregada) Redução 5% ao ano 6,9 7,2 5,8 7,2 N/C(*) Constante

Taxa de mortalidade infantil (Óbito infantil por 1.000 nascidos vivos) Redução de 4% ao ano 15,98 17,4 17,1 16,5 16,1 Tendência de Redução

Déficit habitacional Redução de 2% ao ano 11,7 13,5 11,3 N/C(*) N/C(*) Tendência de Redução

Proporção de domicílios improvisados (número de pessoas em situação de risco nas ruas) Redução de 0,1 p.p. no período do

plano 0,12 0,12 0,28 0,3 N/C(*) Tendência de Crescimento

Número de ocorrências policiais per capita (por 100.000 habitantes) Redução de 3% 5.283 6.911 6.962 7.013 7.120 Tendência de

Crescimento Fonte: Quadro 10 – AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS RELATIVAS AO ANO ANTERIOR, constante do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA Exercício 2015. (*) Para os casos em que 2014 está indisponível, foi considerado o Exercício 2013 para análise de tendência.

Verifica-se, portanto, que dos 7 Indicadores Sociais alocados no Grupo Reduzir, 1 se manteve constante, 2 apresentaram tendência de crescimento e outros 4 apresentaram Tendência de Redução no período, comparando-se o Exercício 2014 e/ou 2013 e/ou 2012 quando os dados de 2014 e/ou 2013 não estavam disponíveis, em relação à realidade apresentada no Exercício 2011, conforme demonstrado:

É válido destacar que além da Tendência de Redução registrada os Indicadores “Pessoas abaixo da linha da pobreza” e “Déficit habitacional” encontram-se dentro dos limites estabelecidos desde o Exercício 2012, cumprindo, portanto, as Metas estabelecidas.

Além destes indicadores, resta evidenciar a Tendência Positiva do que se refere inclusão digital. Por proporcionar correlação direta a este indicador e subsidiar análises comparativas, adicionalmente demonstra-se o Número de Acessos ao Portal de Transparência do Poder Executivo Estadual no período, Programa de Promoção de Transparência e Controle Social, iniciativa do Poder Executivo sob a responsabilidade desta AGE em conjunto/parceria com PRODEPA, SEFA, SEAD e SEPLAN, conforme segue:

QUADRO D - INDICADORES QUANTO À INCLUSÃO DIGITAL. Indicador Objetivo

Primário Meta Estabelecida PPA 2012 - 2015 2011 2012 2013 2014 Tendência 2014/2011

(*) Inclusão digital (Proporção de domicílios com acesso à internet) - - - 16 19,2 19,9 N/C(*) Tendência positiva

Fonte: Quadro 10 – AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS RELATIVAS AO ANO ANTERIOR, constante do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA Exercício 2015. (*) Para os casos em que 2014 está indisponível, foi considerado o Exercício 2013 para análise de tendência.

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FIGURAS Nº P e Q - GRUPO DE INDICADORES QUANTO À INCLUSÃO SOCIAL

Os indicadores acima evidenciam transformação ou manutenção da realidade pretendida para o Estado. Ao promover Políticas Públicas que asseguram o aperfeiçoamento e melhoria contínua e permanente, bem como a sua manutenção nos índices dos referidos Indicadores Sociais considerados aceitáveis e/ou adequados à realidade estadual.

Do exposto, resta comprovada a efetividade das Ações Governamentais constantes do PPA, LDO e LOA, em especial dos Programas finalísticos vinculados a estas áreas. Vale ressaltar que o Relatório do Mapa de Exclusão Social demonstra análises mais aprofundadas, de forma regionalizada, de cada um dos Indicadores Sociais ora evidenciados.

Resta evidenciado que, se por um lado as Metas estabelecidas não foram alcançadas em sua plenitude, por certo evidenciam tendências positivas e de aumento/incremento/evolução para o Grupo de Indicadores Quanto maior Melhor e do Grupo Manter, bem como Tendência de Redução para o Grupo Quanto Menor Melhor. Assim, os pressupostos favoráveis e necessários para a efetividade das Políticas Públicas foram alcançados com base nos Indicadores Sociais apresentados, favorecendo os resultados almejados e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida da população paraense.

16

19,2 19,9

0

5

10

15

20

25

2011 2012 2013

Inclusão digital (Proporção de domicílios com acesso à internet)

81.218

112.199

126.594

0

20.000

40.000

60.000

80.000

100.000

120.000

140.000

2012 2013 2015

Quantidade de Acessos ao Portal de Transparência do Poder Executivo

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1.2 - COMPROVAR A LEGALIDADE E AVALIAR OS RESULTADOS, QUANTO À EFICÁCIA E EFICIÊNCIA, DA GESTÃO ORÇAMENTÁRIA, FINANCEIRA E PATRIMONIAL NOS ÓRGÃOS E ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL, BEM COMO DA APLICAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS POR ENTIDADES DE DIREITO PRIVADO:

No Inciso II do Art. 121 da Constituição do Estado de 1989 é disposto que:

“Art. 121. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, com auxílio dos respectivos órgãos de auditoria, Sistema de Controle Interno com a finalidade de:

(...)

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração estadual, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;”

Objetivando comprovar a legalidade dos procedimentos atualmente estabelecidos, esta AGE fez constar nos seus Relatórios de Auditoria de Gestão AGE - sobre o exame das Prestações de Contas de Gestão dos Recursos Públicos Estaduais Anual dos(as) Órgãos/Entidades do Executivo Estadual - Exercício 2015 - Itens de Controle, no intuito de verificar a(o):

CONTROLE DA GESTÃO:

No Controle da Gestão, o procedimento adotado visou verificar sobre o atendimento às Recomendações constantes de Relatórios do Tribunal de Contas do Estado - TCE, bem como de Recomendações Padrão – RPs AGE anteriores exaradas pela AGE. Também é avaliada, na ocasião, o funcionamento e atuação do Controle Interno dos(as) Órgãos/Entidades do Executivo Estadual.

GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS:

Foram avaliados aspectos relacionados à quantidade de vagas do Quadro de Servidores e concessão de ajuda de custo, diárias, gratificação de plantão e sobreaviso, controle de ponto. Verificou-se, também, a necessidade de alguns(as) Órgãos/Entidades do Executivo Estadual realizarem Concurso Público para contratação de Pessoal, em conformidade com o que determina a legislação vigente e o recomendado pelo TCE e AGE.

GESTÃO FINANCEIRA: Foram avaliados procedimentos pertinentes à Área Financeira, principalmente quanto à legalidade e economicidade dos Atos praticados.

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GESTÃO ORÇAMENTÁRIA:

Foi avaliado o cumprimento das diversas etapas das despesas e a legalidade dos Atos praticados pelos(as) Órgãos/Entidades do Executivo Estadual.

GESTÃO PATRIMONIAL:

Teve como objetivo verificar a gestão dos bens dos(as) Órgãos/Entidade do Executivo Estadual. O Manual de Gestão Patrimonial do Estado do Pará conceitua patrimônio como sendo “o conjunto de bens, direitos e obrigações suscetíveis de apreciação econômica, obtido por meio de compra, doação ou por outra forma de aquisição, devidamente identificada e registrada”.

GESTÃO DE BENS E SERVIÇOS:

Analisa os Contratos, Convênios, Dispensas e Inexigibilidades de Licitação e as Licitações realizadas pelos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual.

Nos exames efetivados por ocasião das Auditorias de Gestão AGE realizadas com base no Exercício 2015, como já mencionado, e conforme Metodologia estabelecida na Instrução Normativa AGE Nº 001/2014, de 20 de novembro de 2014, com atualizações posteriores, esta AGE pode confirmar a existência de Controles Internos que objetivam garantir ou mesmo comprovar que, no âmbito dos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual, os normativos aplicáveis são observados ou, diante de constatações, por este Órgão Central do Sistema de Controle Interno, seja de riscos potenciais ou de situações indesejadas já ocorridas, apresentar Recomendações Padrão – RPs AGE, que se caracterizam como situação/oportunidade de melhoria visando o aperfeiçoamento da Gestão Pública.

Assim, através de padronização, sistematização e consolidação das Recomendações Padrão – RPs AGE exaradas para o Exercício 2015, em consonância aos Itens de Controle selecionados para verificação, foi possível elaborar um Diagnóstico dos Controles Internos Primário dos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual, objetivando a avaliação dos resultados com os trabalhos transcorridos e correção/aperfeiçoamento da Gestão para o próprio Exercício analisado e, ainda, os que serão realizados nos subsequentes.

Neste sentido, foi possível a análise quantitativa das Recomendações Padrão – RPs AGE exaradas, que, em conjunto com o Monitoramento realizado no Exercício 2015, demonstram a evolução qualitativa dos aspectos avaliados e o considerável aperfeiçoamento dos Controles Internos, principalmente quanto à utilização e “alimentação” dos Sistemas Corporativos de Governo e melhoria da estrutura e utilização das ferramentas disponíveis às Unidades de Controle Interno - UCI/Agentes Públicos de Controle - APC’s, conforme demonstrado a seguir.

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1.2.1 - ANÁLISE DA PRESTAÇÃO DE CONTAS DE GESTÃO DE RECURSOS PÚBLICOS ESTADUAIS ANUAL DOS (AS) ÓRGÃOS / ENTIDADES DO PODER EXECUTIVO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO – TCE:

A Instrução Normativa AGE Nº 001/2014, de 20 de novembro de 2014, com atualizações posteriores, teve como principal objetivo o atendimento aos dispositivos introduzidos pela edição da Nova Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado – LOTCEPA, aprovados pela Lei Complementar Nº 081, de 26 de abril de 2012, e do seu Novo Regimento Interno – RITCEPA, aprovado pelo Ato Nº 63, de 17 de dezembro de 2012, especialmente quanto aos seus Artigos: 44, 45 e 46 da LOTCEPA e 4º, 159 e 160 do RITCEPA. Após a realização de encontros e reuniões com os Agentes Públicos de Controle – APC’s, envolvidos e ouvidos no processo de definição e aperfeiçoamento da Norma para atendimento aos novos dispositivos do TCE, foi publicada no DOE a referida IN pela Auditora Geral do Estado – AGE, disciplinando de forma padronizada e sistematizada, dentre outras questões, o Rol de Responsáveis, o Relatório e o Parecer dos(as) Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno e o Relatório e Parecer deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno Poder Executivo Estadual, visando certificar os Atos de Gestão por essas instâncias de competências.

Importante salientar que os Relatórios e Pareceres exigidos na referida IN são apoiados em Papéis de Trabalho já normatizados em regramento infraconstitucional aplicado ao Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, disciplinando os procedimentos necessários para a consolidação das informações e quanto aos aspectos procedimentais para obtenção do Relatório e Parecer deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno a quando do Ato das Prestações de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual junto ao Tribunal de Contas do Estado – TCE.

A IN sob comento apresenta as funções informativa e pedagógica sobre os aspectos da Gestão, orientadora e eminentemente preventiva nas ações das(os) Unidades de Controle Interno – UCIs/Agentes Públicos de Controle - APCs dos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual aos(às) quais estão vinculadas(os), ao identificar e nortear, tempestivamente, situações/oportunidades de melhoria da Gestão Pública; consubstanciadas pelas Recomendações Padrão AGE – RPs AGE exaradas para o respectivo Exercício analisado.

Outro importante aspecto da IN é privilegiar a Gestão Contábil, buscando novamente o aperfeiçoamento da Gestão Pública ao vincular instrumentos de contabilidade ao profissional habilitado e ou especializado para exercê-la.

Por fim, ressalta ainda o aspecto da responsabilização ao estabelecer instrumentos objetivos para a emissão de opinião dos Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno, inclusive por omissão, oportunizando as ferramentas para a boa gestão; além de separar a Gestão Contábil, afeta aos princípios de contabilidade e exercida por profissionais específicos regulados pelos Conselhos Federal e Regional de Contabilidade, dos demais aspectos de Gestão afetos à Conformidade Diária, regulamentados pela Portaria AGE N° 122/2008.

No Exercício 2015, foi elaborado Diagnóstico dos Controles Internos Primário dos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual sobre o exame das Prestações de Contas de Gestão dos Recursos Públicos Estaduais Anual - Exercício 2014, conforme demonstrado a seguir:

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1.2.1.1 - DIAGNÓSTICO DOS CONTROLES INTERNOS PRIMÁRIO DOS(AS) ÓRGÃOS/ENTIDADES - EXERCÍCIO 2014: A AGE pronunciou-se sobre as Prestações de Contas de Gestão dos Recursos Públicos Estaduais Anual – Exercício 2014 de 126 Órgãos/Entidades, sendo 67 integrantes da Administração Direta, com prazo estabelecido de envio ao TCE até 31.01.2015, 43 integrantes da Administração Indireta com prazo estabelecido de envio ao TCE até 31.03.2015 e 16 Fundos, estes com prazo até 31.03.2015, também. Das 126 UGs demonstradas, foram recebidas 123 Solicitações de emissão dos Relatórios de Auditoria de Gestão AGE e Pareceres AGE e 03 não solicitaram.

QUADRO N° 08 – N° DE RELATÓRIOS DE AUDITORIA DE GESTÃO QUADRO N° 09 – STATUS DE SOLICITAÇÃO DAS UG’s AGE POR TIPO DE ADMINISTRAÇÃO

Os Relatórios que receberam numeração N° 018/2015 e 064/2015 não foram utilizados/ emitidos. Das 123 Solicitações de Unidades Gestoras requerendo a emissão do Relatórios de Auditoria de Gestão AGE e Pareceres AGE, este Órgão Central do Sistema de Controle Interno emitiu opinião pela Conformidade Sem Restrição para 78 (61,90%) e pela Conformidade Com Restrição Sem Danos ao Erário para 45 (35,71%). Não ocorreram situações com opinião pela Conformidade Com Restrição Com Danos ao Erário.

UG’s SIM NÃO TOTAL

SOLICITAÇÃO DE OPINIÃO AO ÓRGÃO CENTRAL DO SCI

123 03 126

TOTAL

97,61%

2,39%

100,00%

RELATÓRIOS DE AUDITORIA DE GESTÃO AGE Nº

TIPO DE ADMINISTRAÇÃO

Nº DE RELATÓRIOS

001/2015 À 126/2015

DIRETA

67

INDIRETA

43

FUNDOS

16

TOTAL

126

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QUADRO N° 10 – PARECERES AGE POR TIPO DE OPINIÃO GRÁFICO N° 08 – PARECERES AGE POR TIPO DE OPINIÃO

Dos 126 Relatórios emitidos para o Exercício 2014, foram exaradas 1.404 Recomendações Padrão AGE – RP AGE, o que resulta em uma média geral de 11,14 por UG (1404/ 126). Verifica-se que para 44 UGs (41,27%) foram consignadas de 1 até 10 e que para 74 UGs (58,73%) de 11 a 39 Recomendações Padrão AGE – RP AGE.

QUADRO N° 11 – N° DE UGS POR INTERVALO DE RECOMENDAÇÕES PADRÃO AGE – RP AGE, NOS RELATÓRIOS DE AUDITORIA DE GESTÃO AGE EMITIDOS

DESCRIÇÃO DAS PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES PADRÃO AGE – RP(s) AGE EXARDAS PARA O EXERCÍCIO 2014.

Das Recomendações Padrão AGE – RP(s) AGE, destacamos as 7 com maiores frequências, que responderam por 40,03% do total de 1.404 exaradas para o Exercício 2014.

OPINIÃO DO PARECER AGE QTDE. %

CONFORMIDADE SEM RESTRIÇÃO - CSR 78 61,90

CONFORMIDADE COM RESTRIÇÃO SEM DANO AO ERÁRIO - CCRSD

45 35,71

CONFORMIDADE COM RESTRIÇÃO COM DANO AO ERÁRIO - CCRCD

0 0,00

ABSTENÇÃO DE OPINIÃO 3 2,39

TOTAL 126 100,00

QUANTID. N° UGS NO INTERVALO % %

ACUMULADO

01 a 10 52 41,27% 41,27%

11 a 39 74 58,73% 100,00%

TOTAL 126 100,00% -

4535,71%

7861,90%

32,39%

CCRF CSR ABSTENÇÃO

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QUADRO N° 12 – PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES PADRÃO AGE – RP AGE EFETUADAS AOS ÓRGÃOS/ENTIDADES –

EXERCÍCIO 2014 RECOMENDAÇÃO

PADRÃO AGE – RP AGE Nº

DESCRIÇÃO RECOMENDAÇÃO PADRÃO AGE – RP AGE QUANT. %

72 A UCI/APC’s providencie as senhas de acessos aos Sistemas Corporativos de Governo, objetivando a melhoria de efetividade de sua(s) atuação(ões). 104 7,41

24 Observe a documentação necessária para correta Prestação de Contas de Gestão Anual junto ao Tribunal de Contas do Estado – TCE, de acordo com a Resolução Nº 18.545 de 24.01.2014. 90 6,41

58 Providencie para que as informações acerca dos Contratos celebrados, no âmbito da UG, sejam disponibilizadas no sítio eletrônico da UG, e/ou no sítio eletrônico do Órgão ao qual está vinculada, e/ou no sítio eletrônico Compras Pará, para o acompanhamento e Controle Social.

88 6,27

22 Envide esforços para alcançar as metas estabelecidas nos Programas de Governo sob sua responsabilidade. 87 6,20

23

Observe o Fluxo de processos estabelecidos na Portaria AGE Nº 122/2008, que exige o envio dos processos para conformidade do APC/UCI. Quando, por necessidade comprovada, não for possível a totalidade do exame, este deve ser efetuado por Técnica de Amostragem, observando as normas técnicas para realização de trabalhos por amostragem, que deve ser representativa, significativa e relevante, visando a obtenção de razoável segurança para se proceder ao registro da Conformidade Diária, no SIAFEM, em sua plenitude, bem como para subsidiar a emissão do Relatório e Parecer da Unidade de Controle Interno, nos moldes estabelecidos na Instrução Normativa AGE N° 001/2014, de 20 de novembro de 2014.

65 4,63

42 Providencie o ressarcimento ao Erário das multas e encargos decorrentes de pagamentos efetuados com atraso, apurando-se a responsabilidade, se for o caso, prestando contas à AGE. 65 4,63

01 Formalize suas recomendações, sempre que detectadas situações que exijam providências corretivas, preventivamente, mediante documento denominado SOLICITAÇÃO DE AÇÃO CORRETIVA – SAC, conforme os preceitos estabelecidos pela Portaria Nº 122/2008 – AGE.

63 4,49

OUTRAS Outras ocorrências. 842 59,97

TOTAL 1.404 100

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GRÁFICO N° 09 – FREQUÊNCIA DAS RECOMENDAÇÕES PADRÃO AGE – RP(s) AGE - EXERCÍCIO 2014

EFETIVIDADE DE RESOLUÇÃO DAS RECOMENDAÇÕES PADRÕES AGE – RPs AGE EXERCÍCIOS 2014. Nos Relatórios de Auditoria de Gestão AGE sobre o exame das Prestações de Contas de Gestão dos Recursos Públicos Estaduais Anual dos(as) Órgãos/Entidades do Executivo Estadual constam Itens de Controle Interno, cujas análises realizadas resultaram na confirmação e/ou apresentação de Recomendações Padrões AGE – RPs AGE, que se constituem em situações/oportunidades de melhorias da gestão para esses itens verificados no que tange à Gestão Orçamentária , Financeira, Operacional, Patrimonial, Contábil e Recursos Humanos.

As RPs AGE reiteradas para o Exercício analisado implicam na repetição da(s) ocorrência(s) já apontada no Exercício anterior, portanto, a perda de oportunidade de melhoria da Gestão para o respectivo Item de Controle Interno. Assim é possível medir-se a Efetividade de cada Órgão/Entidade a partir da mensuração da representatividade dessas RPs AGE reiteradas para o Exercício atual em relação Exercício anterior.

0 20 40 60 80 100 120

RP72

RP58

RP23

RP01

RP03

RP28, RP67

RP06

RP54, RP74

RP15

RP07, RP36

RP19, RP26

RP44, RP62, RP70

RP08, RP57, RP75, RP77

RP32, RP52

RP18, RP37, RP43, RP45, RP46, RP48, RP78

10490

8881

6363

6059

5846

3935

3129

2826

2219

1715

1110

97

54

32

1

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Demonstramos a seguir o resultado global para a Efetividade de Resolução das RPs AGE exaradas para os(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual, para o Exercício 2014, em relação ao anterior:

QUADRO Nº 13 - EFETIVIDADE DE RESOLUÇÃO DAS RPs AGE EXERCÍCIOS 2014.

QUANTIDADE DE RECOMENDAÇÕES PADRÃO AGE - RPs AGE EFETIVIDADE DE RESOLUÇÃO DAS

RPs AGE EXERCÍCÍOS

2014 X 2013 (%) (2)

EXERCÍCIOS

2013 2014

NOVAS REITERADAS TOTAL NOVAS REITERADAS TOTAL

418 -(1) 418 1.203 201 1.404 51,91 NOTAS: (1) O processo iniciou-se no Exercício 2013, portanto não há Recomendações Padrão AGE - RPs AGE reiteradas no Exercício (2) Efetividade de Resolução das RPs AGE = (1 - (Quant. RPs AGE Reiteradas Exercício 2014 / Quant. RPs AGE Total Exercício 2013)) *100.

RELATÓRIOS DE AUDITORIA DE GESTÃO AGE E PARECERES AGE EMITIDOS COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO. Aos (às) Órgãos/Entidades da Administração Direta, Indireta e Fundos que não solicitaram a emissão e, por conseguinte, deixaram de encaminhar ao Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo os documentos imprescindíveis para apreciação da Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Anual, emitiu-se Relatório de Auditoria de Gestão AGE e Parecer AGE com Abstenção de Opinião. Quando sanada a pendência são emitidos os referidos Relatórios e Pareceres, com a devida revisão do posicionamento anterior.

MAIOR TRANSPARÊNCIA COM A DISPONIBILIZAÇÃO DOS RELATÓRIOS DE AUDITORIA DE GESTÃO AGE E PARECERES AGE EMITIDOS.

A partir do mês de fevereiro de 2015 a AGE disponibilizou em seu sítio os Relatórios de Auditoria de Gestão AGE e Pareceres AGE deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo, tanto dos que solicitaram2 quanto daqueles que não solicitaram3, recebendo o status de Abstenção de Opinião. Pode ser consultada a íntegra do processo de Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos

2 Entenda-se por “solicitaram” o devido encaminhamento da documentação necessária, conforme estabelecido na IN Normativa Conjunta AGE/SEFA N° 002/2013, para a emissão de opinião com o posicionamento desta AGE, Órgão Central do Sistema de Controle Interno, sobre as Contas de Gestão Anual dos Administradores.

3 Entenda-se por “não solicitaram” a ausência de encaminhamento ou encaminhamento intempestivo da documentação necessária, contrariando o estabelecido na IN Normativa Conjunta AGE/SEFA N° 002/2013, para o posicionamento desta AGE, Órgão Central do Sistema de Controle Interno, sobre as Contas de Gestão Anual dos Administradores, conforme.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

Estaduais Anual, o que equivale a dizer que estão disponíveis para Consulta Pública as seguintes peças das Unidades Gestoras: Rol de Responsáveis; Relatório e Parecer da Unidade de Controle Interno; Parecer do Contador Responsável pela Gestão Contábil da UG; Relatório de Auditoria de Gestão AGE e Parecer AGE do Órgão Central do Sistema de Controle Interno.

Desta forma, verifica-se que o Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, ao enfatizar a verificação dos Aspectos-Macro e Processos-Chave da Gestão Orçamentária, Financeira, Operacional, Patrimonial e Contábil, cumpriu sua Missão Institucional legalmente estabelecida, visando garantir a integridade, a transparência e a efetividade na aplicação dos recursos públicos, contribuindo para o aperfeiçoamento do Processo de Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual, colaborando para o atendimento da diretriz de Governo estabelecida no Planejamento Estratégico quanto ao compromisso de transparência das ações governamentais, propiciando o Controle Social, a de Fortalecimento da Gestão e Governança com Transparência.

1.3 - EXERCER O CONTROLE DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO, AVAIS E GARANTIAS, BEM COMO DOS DIREITOS E HAVERES

DO ESTADO. A Constituição do Estado do Pará prevê em seu Art. 121, Inciso III, que os Sistemas de Controle Interno de cada Poder deverão exercer o controle sobre as Operações de Crédito, Avais e Garantias, bem como dos Direitos e Haveres do Estado.

Assim, serão abordadas neste capítulo o contexto apresentado nas Mensagens de Governo para a finalidade e/ou importância para o Estado da Captação de Recursos de Operações de Crédito; a Previsão e Efetiva realização desta Receita no Exercício analisado; os montantes envolvidos por Grupos de Despesas, comprovando que sua principal destinação foi para utilização em Obras e Investimentos; bem como demonstrar o nível de execução financiado por esta Fonte de Recursos sob os aspectos Físico, Orçamentário e Financeiro.

Contextualização e importância da Captação de Recursos de Operações de Crédito para o Estado apresentado nas Mensagens de Governo.

“É sempre importante destacar, para uma melhor compreensão da complexidade do planejamento orçamentário, que se dispõe de uma estreita margem de liberdade na alocação das receitas dentre os diversos programas que materializam as ações de governo. Essa redução no poder discricionário do gasto público decorre da expressividade dos gastos de natureza obrigatória ou compulsória como os relacionados às despesas com pessoal, vinculações legais com educação, saúde, outros poderes, transferências constitucionais aos municípios além do pagamento da dívida pública. Tais despesas em 2014 representam 89% do total do orçamento, ficando apenas 11% para livre destinação entre as demais prioridades.”

Mensagem de Governo – LOA para o Exercício 2014

“Os gastos de natureza compulsória (..) representando 88,4% do total do orçamento. (...) Os 11,6% restantes dos recursos orçamentários serão alocados no custeio da máquina pública e na realização de investimentos.”

Mensagem de Governo – LOA para o Exercício 2015

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A premissa para captação de Recursos de Operação de Crédito é a observância aos limites legais de Endividamento impostos pela LRF, o que o Estado vem cumprindo, com ampla folga, de tal forma que foi classificado como 2º Estado, no cenário nacional, com maior Capacidade para Endividamento, conforme será demonstrado neste Relatório.

Diante da possibilidade legal para realização de Operações de Crédito, verifica-se que o Estado vem adotando seu poder discricionário para realizar investimentos, em benefício da população, com recursos oriundos de Operações de Crédito, diante do crescente volume de obrigações compulsórias constantes no Orçamento:

“Os recursos do Orçamento estão estimados (...) 700 milhões terão sua origem em operações de crédito ...”

Mensagem de Governo Nº 032/2014–GG, de 30-09-2014. LOA para o Exercício 2015.

Entretanto, alguns fatores dificultaram a efetiva realização de Operações de Crédito pelo Governo voltadas para a continuação de políticas de investimentos estratégicos realizados ao longo dos últimos Exercícios, ocasionando atrasos na sua conclusão e efetiva entrega à Sociedade paraense, conforme evidenciado abaixo, quanto à programação de Operações de Crédito para o Exercício 2015:

“(...) Em relação à programação incluída na proposta do OGE para o Exercício 2015, grande parte dela, como em geral sempre se configura nos orçamentos públicos, refere-se a atividades de natureza continuada e que vem sendo executada em todos os exercícios. Destacamos a seguir algumas ações, ressaltando que muitas delas, principalmente as relacionadas à investimentos, referem-se à conclusão de obras em andamento e que tiveram sua execução postergada em função do atraso para liberação de recursos oriundos de operações de crédito negociadas durante os dois primeiros anos de nossa atual gestão. (...)”

Mensagem de Governo – LOA para o Exercício 2015

Contudo, conforme já informado à Assembleia Legislativa na Mensagem de Governo – Exercício 2016, tal dificuldade persistiu, uma vez que mesmo havendo autorização para Contratação de Operações de Crédito pela ALEPA e comprovada Capacidade de Endividamento do Estado, as previsões de realização de Receita não se concretizaram na proporção estimada, conforme demonstrado a seguir:

LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA E OPERAÇÕES DE CRÉDITO. Previsão da Receita, Fixação da Despesa e das Obras a serem Financiadas Com Operações de Crédito no Exercício. O Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA para o Exercício 2015, demonstra estimativa de Receita com Operações de Crédito no montante de R$ 698.465.000,00, o que equivale a 3% da Receita Total Estimada para o período, conforme demonstrado em seu QUADRO I - DETALHAMENTO DA RECEITA e Tabela 1 - RECEITA SEGUNDO A ORIGEM DOS RECURSOS.

Neste sentido, em observância ao princípio do equilíbrio, foi fixada a Dotação/Autorização para a realização de Despesas com Recursos provenientes de Operações de Crédito no mesmo montante, sendo R$ 289.901.950,00 referentes a Operações de Crédito Externas e R$408.563.050,00 referentes a Operações de Crédito Internas.

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Neste contexto, em observância ao Inciso II, Alínea d, Art. 14 da LDO Nº 8.031/2014, as Obras, os Agentes Financeiros e os(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual responsável(is), o tipo de Operação de Crédito se Interna ou Externa, os montantes de Recursos envolvidos, assim como o valor da Contrapartida Estadual, se houver, estabelecidas/fixadas para o Exercício 2015, podem ser verificados na LOA, Quadro 7 - DEMONSTRATIVO DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS E EXTERNAS, e no Quadro resumo a seguir:

QUADRO Nº 14 - DEMONSTRATIVO DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS E EXTERNAS

OPERAÇÃO INTERNA

AGENTE FINANCIADOR TOTAL

CEF BB BNDES R$ %

EM EXECUÇÃO 155.325.600,00 20.441.480,00 49.015.000,00 224.782.080,00 55,02%

NOVAS 43.742.900,00 97.628.070,00 42.410.000,00 183.780.970,00 44,98%

SUBTOTAL R$ 199.068.500,00 118.069.550,00 91.425.000,00 408.563.050,00 100,00%

% 48,72% 28,90% 22,38% - 58,49%

OPERAÇÃO EXTERNA

AGENTE FINANCIADOR TOTAL

BID JICA BIRD CAF R$ %

EM EXECUÇÃO 1.300.000,00 6.500.000,00 29.700.000,00 0,00 37.500.000,00 12,94%

NOVAS 180.156.950,00 63.245.000,00 0,00 9.000.000,00 252.401.950,00 87,06%

SUBTOTAL R$ 181.456.950,00 69.745.000,00 29.700.000,00 9.000.000,00 289.901.950,00 100,00%

% 62,59% 24,06% 10,24% 3,10% - 41,51%

TOTAL - - - - 698.465.000,00 100,00 Fonte: Lei Orçamentária Anual – LOA para o Exercício 2015, Quadro 7 - DEMONSTRATIVO DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS E EXTERNAS.

Legenda: Caixa Econômica Federal - CEF Banco do Brasil - BB Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID Japan International Cooperation Agency - JICA Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial) - BIRD Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF

Importante ainda salientar que o Quadro 8 - DEMONSTRATIVO DE OBRAS EM EXECUÇÃO EM 2014 COM PREVISÃO DE CONTINUIDADE EM 2015 daquela Lei Orçamentária destina-se a apresentar o percentual de execução física da obra em seu estágio atual, bem como o percentual de obra pretendido ao final do Exercício, podendo-se inferir, nesta fase de planejamento, se a mesma encontrar-se-á concluída ou ainda em andamento no fim

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do Exercício 2015. Aquelas que indicarem Fontes de Recursos (FTE) 0130 e 0330 ou 0131 e 0331 evidenciam Obra em Andamento realizada com Recursos de Operação de Crédito Interna ou Externa, respectivamente.

1.3.1 - RECEITAS COM RECURSOS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO:

Foram realizadas a título de Receitas de Operação de Crédito no Exercício 2015 o montante de R$178.927.337,79, equivalente a 25,62% em relação a Receita Estimada e 0,8435% da Receita Total realizada no Poder Executivo Estadual.

QUADRO Nº 15 - RECEITAS PREVISTA X RECEITA REALIZADA OPERAÇÕES DE CRÉDITO – EXERCÍCIO 2015.

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

“Em 2015, foram liberados recursos da ordem de R$ 106,92 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, Caixa Econômica Federal - CEF e Japan International Cooperation Agency JICA, para viabilizar Projetos como: Construção de 21 Unidades Integradas Pro Paz (UIPPs), em diversas Regiões do Estado; Construção do Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, no Município de Belém; Construção do Centro de Convenções de Marabá; Duplicação da Av. Perimetral e Prolongamento da Av. João Paulo II, Implantação do Projeto Ação Metrópole – 2ª etapa, e implantação do Parque de Ciência e Tecnologia - PCT – Guamá, em Belém.”

Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2016, página 63.

1.3.2 - DESPESAS COM RECURSOS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNA E EXTERNA.

Em consonância com o princípio do equilíbrio orçamentário, a fixação de despesas com Operação de Crédito limitou - se, inicialmente, à estimativa de realização nesta Fonte de Recurso, no montante de R$ 698.465.000,00. Após as Alterações Orçamentárias ocorridas durante o Exercício 2015 a dotação atualizada dos Programas, considerada a Fonte de Operações de Crédito, foi elevada em 12,52%, atingindo montante de R$ 785.880.979,92.

FONTE DE RECEITA

RECEITA PREVISTA

% RP

RECEITA REALIZADA % RR % RR / RP

Operações de Crédito 698.465.000,00 3,00 178.927.337,79 0,8435 25,62

Outras 20.177.199.234,00 97,00 21.033.724.948,89 99,1565 101,61

TOTAL 20.875.664.234,00 100,00 21.212.652.286,68 100,00 -

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QUADRO Nº 16 - DEMONSTRAÇÃO DAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS. DOTAÇÃO INICIAL X DOTAÇÃO ATUALIZADA, POR PROGRAMA. OPERAÇÕES DE CRÉDITO – EXERCÍCIO 2015.

PROGRAMA DOTAÇÃO INICIAL

DOTAÇÃO ATUALIZADA

VARIAÇÃO (≠ entre Dotação Atualizada e

Inicial) Código Nome (R$) (R$) (R$) (%)

1349 EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE 153.718.250,00 190.590.388,11 36.872.138,11 23,99%

1314 INTEGRAÇÃO METROPOLITANA 141.045.000,00 153.055.348,88 12.010.348,88 8,52%

1312 MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE NA SAÚDE

65.200.000,00 87.762.720,48 22.562.720,48 34,61%

1350 CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO 105.343.050,00 79.099.603,76 - 26.243.446,24 -24,91%

Outras(*) outras (**) 233.158.700,00 275.372.918,69 42.214.218,69 18,11%

TOTAL 698.465.000,00 785.880.979,92 87.415.979,92 60,32%

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

QUADRO Nº 17 - ECONOMIA ORÇAMENTÁRIA COM OPERAÇÕES GRÁFICO Nº 10 - ECONOMIA ORÇAMENTÁRIA

DE CRÉDITO - EXERCÍCIO 2015 COM OPERAÇÕES DE CRÉDITO

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016

OPERAÇÕES DE CRÉDITO

DOTAÇÃO INICIAL

(DI)

DOTAÇÃO ATUALIZADA

(DA)

DESPESA REALIZADA

R$ % (DI) % (DA)

EXTERNAS 289.901.950,00 335.045.250,78 67.056.711,82 23,13 20,01%

INTERNAS 408.563.050,00 450.835.729,14 152.029.669,04 37,21 33,72%

TOTAL 698.465.000,00 785.880.979,92 219.086.380,86 31,37% 27,88%

219.086.380,8627,88%

566.794.599,0672,12%

DESPESA REALIZADA ECONOMIA ORÇAMENTÁRIA

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Do valor atualizado, de R$ 785.880.979,92, foram realizadas despesas na ordem de R$ 219.086.380,86, resultando em uma economia orçamentária de 72,12%, conforme pode ser observado no Gráfico a seguir:

QUADRO Nº 18 – RESUMO ECONOMIA ORÇAMENTÁRIA COM OPERAÇÕES DE CRÉDITO - EXERCÍCIO 2015

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

As Despesas Realizadas no Exercício, na ordem de R$ 219.086.380,86 conforme demonstrado a seguir, correspondem a:

31,37% da Dotação Inicial estabelecida na Lei Orçamentária Anual - LOA, de R$ 698.465.000,00, alcançando 23,13% do montante das Operações de Crédito Externas programadas e 37,31% das Operações de Crédito Internas programadas:

27,88% da Dotação Atualizada, de R$ 785.880.979,92, alcançando 20,01% do montante das Operações de Crédito Externas programadas e 33,72% das Operações de Crédito Internas programadas, conforme demonstrado a seguir:

Assim, das despesas realizadas com recursos de Operações de Crédito, no Exercício 2015, no montante de R$ 219.086.380,86, aproximadamente 69,39% foram contratadas como Operações de Créditos Internas e 30,61% como Operações de Créditos Externas.

PROGRAMA DOTAÇÃO ATUALIZADA

DESPESA REALIZADA

ECONOMIA ORÇAMENTÁRIA

CÓDIGO NOME R$ R$ R$ %

1350 CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO 153.055.348,88 49.492.156,01 103.563.192,87 67,66%

1297 MANUTENÇÃO DA GESTÃO 190.590.388,11 44.422.657,17 146.167.730,94 76,69%

1312 MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE NA SAÚDE 87.762.720,48 28.574.974,12 59.187.746,36 67,44%

1349 EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE 78.314.014,39 20.711.861,18 57.602.153,21 73,55%

1358 PROGRAMA DE REDUÇÃO DA POBREZA E GESTAO DOS R 31.158.897,16 13.651.968,91 17.506.928,25 56,19%

outras (*) outras (**) 244.999.610,90 62.232.763,47 182.766.847,43 74,60%

TOTAL 785.880.979,92 219.086.380,86 566.794.599,06 72,12%

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QUADRO Nº 19 - OPERAÇÃO DE CRÉDITO - FONTE DE RECURSO GRAFICO Nº 11 - OPERAÇÃO DE CRÉDITO - FONTE DE RECURSO

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

As Fontes de Recursos Detalhadas de Operações de Crédito registradas no SIAFEM estão demonstradas a seguir:

QUADRO Nº 20 - OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS CÓD. DET.

FONTE RECURSO

NOME DET FONTE RECURSO DESPESA REALIZADA %

% ACUMUL

.

0130004570 RESSARCIMENTO PROINVESTE 41.579.684,53 27,35% 27,35

0330002650 PEF-2 BNDES 15.320.123,16 10,08% 37,43

0130004499 OPERAÇÃO DE CRÉDITO PROINVESTE 15.062.294,51 9,91% 47,33

0130004856 PROGRAMA PRO-TRANSPORTE 13.021.023,39 8,56% 55,90

0330004499 OPERAÇÃO DE CRÉDITO PROINVESTE 10.908.247,82 7,18% 63,07

0330002119 PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO-PAC 7.424.776,85 4,88% 67,96

0130002650 PEF-2 BNDES 7.246.531,91 4,77% 72,72

0130002517 CONT. NR. 276.531-41 4.859.008,53 3,20% 75,92

0330003303 TAC CAIXA FGTS 4.594.772,55 3,02% 78,94

0330001894 OPERAÇÃO DE CRÉDITO BNDES HOSPITAIS 4.467.481,59 2,94% 81,88 (*) (*) DIVERSOS 27.545.724,20 18,12% 100,00

TOTAL 152.029.669,04 100,00% 100

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016. (*) Outras Fontes de Recursos, conforme registros e detalhamento no SIAFEM.

OPERAÇÕES DE CRÉDITO

DESPESA REALIZADA

R$ %

EXTERNAS 67.056.711,82 30,61%

INTERNAS 152.029.669,04 69,39%

TOTAL 219.086.380,86 100,00%

152.029.669,04 69,39%

67.056.711,82 30,61%

OPERACOES DE CREDITOINTERNASOPERACOES DE CREDITOEXTERNAS

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QUADRO Nº 21 - OPERACÕES DE CRÉDITO EXTERNAS

CÓD. DET. FONTE

RECURSO NOME DET FONTE RECURSO DESPESA

REALIZADA % % ACUMUL.

0331004800 BID PACTO PELA EDUCAÇÃO. 40.457.127,78 60,33% 60,33%

0131003278 CONTRATO BZ-P20 - EMPRESTIMO JICA. 10.954.432,55 16,34% 76,67%

0331002103 CONTRATO 7414-BR PROGRAMA PARA RURAL 6.926.093,63 10,33% 87,00%

0131004800 BID PACTO PELA EDUCAÇÃO. 4.228.049,21 6,31% 93,30%

0131002515 PROGEFAF - CONTRATO 2078/OC-BR 3.831.457,81 5,71% 99,02%

0331002515 PROGEFAF - CONTRATO 2078/OC-BR 659.550,84 0,98% 100,00%

TOTAL

67.056.711,82 100,00% -

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

Os recursos provenientes de Operações de Crédito financiaram despesas com Investimentos, Inversões Financeiras e Outras Despesas Correntes, respectivamente, em 67,13%, 14,23% e 18,64% das Despesas Realizadas nesta Fonte de Recurso, conforme demonstrado a seguir:

QUADRO Nº 22 – FINANCIAMENTO POR GRUPO GRÁFICO Nº 12 - FINANCIAMENTO POR GRUPO

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

CÓDIGO DO

GRUPO

NOME DO GRUPO

DESPESA REALIZADA COM OPERAÇÃO DE CRÉDITO POR GRUPO INTERNA EXTERNA TOTAL

R$ % R$ % R$ % 44 INVESTIMENTOS 127.581.807,86 83,92% 19.484.274,10 29,06% 147.066.081,96 67,13%

33 OUTRAS DESPESAS CORRENTES

40.834.459,29 60,90% 40.834.459,29 18,64%

45 INVERSÕES FINANCEIRAS 24.447.861,18 16,08% 6.737.978,43 10,05% 31.185.839,61 14,23%

TOTAL 152.029.669,04 100,00% 67.056.711,82 100,00% 219.086.380,86 100,00%

147.066.081,96 67,13%

40.834.459,2918,64%31.185.839,61

14,23%

44 INVESTIMENTOS

33 OUTRAS DESPESASCORRENTES

45 INVERSOES FINANCEIRAS

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

1.3.3 - PROGRAMAS FINANCIADAS COM OPERAÇÕES DE CRÉDITO NO EXERCÍCIO:

A seguir são demonstrados os Programas financiados com Operações de Crédito no Exercício analisado, sendo o mais representativo o de “INTEGRAÇÃO METROPOLITANA”, com execução de R$ 49.492.156,01, representando 22,59% do montante executado:

QUADRO Nº 23 – PROGRAMAS FINANCIADOS COM OPERAÇÕES DE CRÉDITO – EXERCÍCIO 2015

ITEM NOME PROGRAMA OPERAÇÕES DE CRÉDITO TOTAL

EXTERNAS INTERNAS R$ % % ACUMUL.

1 INTEGRAÇÃO METROPOLITANA 10.954.432,55 38.537.723,46 49.492.156,01 22,59% 22,59%

2 EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE 44.422.657,17 44.422.657,17 20,28% 42,87%

3 MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE NA SAÚDE 28.574.974,12 28.574.974,12 13,04% 55,91%

4 - 20.711.861,18 20.711.861,18 9,45% 65,36%

5 HABITAR PARA VIVER MELHOR 13.651.968,91 13.651.968,91 6,23% 71,59%

6 CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO 13.639.613,94 13.639.613,94 6,23% 77,82%

7 SANEAMENTO É VIDA 7.659.787,59 7.659.787,59 3,50% 81,32%

8 PROGRAMA DE REDUÇÃO DA POBREZA E GESTÃO DOS R 6.926.093,63 6.926.093,63 3,16% 84,48%

9 GESTÃO FAZENDARIA 4.491.008,65 2.080.531,00 6.571.539,65 3,00% 87,48%

10 SEGURANÇA PELA PAZ 6.142.244,12 6.142.244,12 2,80% 90,28%

11 REVITALIZAÇÃO, PRESERVAÇÃO DA MEMORIA E IDENT. 5.568.917,42 5.568.917,42 2,54% 92,82%

12 ESPORTE E LAZER: UM CAMINHO PARA A INCLUSÃO 4.205.383,31 4.205.383,31 1,92% 94,74%

13 PARÁ COMPETITIVO 3.736.000,00 3.736.000,00 1,71% 96,45%

14 CIENCIA, TECNOLOGIA E INOVACAO PARA O DESENVO 3.309.924,01 3.309.924,01 1,51% 97,96%

15 UNIVERSIDADE PUBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO D 2.467.575,75 2.467.575,75 1,13% 99,08%

16 VER-O-PARÁ 1.491.187,36 1.491.187,36 0,68% 99,77%

17 INCLUSÃO DIGITAL PARA O DESENVOLVIMENTO - NAV 251.976,87 251.976,87 0,12% 99,88%

18 MANUTENÇÃO DA GESTÃO 242.367,32 242.367,32 0,11% 99,99%

19 VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR DA EDUCAÇÃO 20.152,50 20.152,50 0,01% 100,00%

TOTAL 67.056.711,82 152.029.669,04 219.086.380,86 100,00% - Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

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A seguir são demonstrados os Projetos financiados com Operações de Crédito Internas no Exercício, de acordo com os valores de Despesa Realizada:

QUADRO Nº 24 – PROGRAMAS FINANCIADOS COM OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS – EXERCÍCIO 2015 PROJETO-ATIVIDADE

NOME PROGRAMA OPERAÇÕES INTERNAS % % ACUMUL. Cód. NOME

7364 CONSTRUÇÃO DO NOVO HOSPITAL ABELARDO SANTOS MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE NA SAÚDE 21.075.467,71 13,86% 13,86%

3066 TRANSFERÊNCIAS A COMPANHIA DE SANEAMENTO DO P - 20.711.861,18 13,62% 27,49%

7499 IMPLANTAÇÃO DE ALTERNATIVAS VIARIAS A RODOVIA INTEGRAÇÃO METROPOLITANA 16.021.195,08 10,54% 38,02%

7356 IMPLANTAÇÃO DE ALTERNATIVAS VIARIAS A RODOVIA INTEGRAÇÃO METROPOLITANA 13.530.125,95 8,90% 46,92%

1541 CONSTRUÇÃO E REQUALIFICAÇÃO DE HABITAÇÃO HABITAR PARA VIVER MELHOR 11.200.205,09 7,37% 54,29%

7490 DUPLICAÇÃO DA PERIMETRAL - TRECHO UFPA/ALMIRA INTEGRAÇÃO METROPOLITANA 8.796.594,73 5,79% 60,08%

7480 MACRODRENAGEM DA BACIA DO TUCUNDUBA SANEAMENTO E VIDA 7.455.728,20 4,90% 64,98%

6810 GESTÃO DA ADMINISTRACÃO FAZENDARIA GESTÃO FAZENDARIA 2.080.531,00 1,37% 66,35%

7505 RESTAURAÇÃO DE RODOVIAS CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO 5.839.450,23 3,84% 70,19%

7429 CONSTRUÇÃO DE RODOVIAS CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO 5.122.447,29 3,37% 73,56%

- DIVERSOS (*) DIVERSOS (*) 40.196.062,58 26,44% 100,00%

TOTAL 152.029.669,04 100,00% -

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016. (*) Outras Fontes de Recursos, conforme registros e detalhamento no SIAFEM.

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A seguir são demonstrados os Projetos financiados com Operações de Crédito Externas no Exercício, de acordo com os valores de Despesa Realizada:

QUADRO Nº 25 – PROGRAMAS FINANCIADOS COM OPERAÇÕES DE CRÉDITO EXTERNAS - EXERCÍCIO 2015. PROJETO-ATIVIDADE

NOME PROGRAMA OPERAÇÕES DE CRÉDITO EXTERNAS % %

ACUMUL. Cód. NOME

4964 IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO MÉDIO EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE 18.996.780,23 28,33% 28,33%

6680 APERFEICOAMENTO DA GESTÃO EDUCACIONAL EDUCAÇÃO PUBLICA DE QUALIDADE 17.895.643,92 26,69% 55,02%

7354 IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA BRT (BUS RAPID TRANSIT) INTEGRAÇÃO METROPOLITANA 10.954.432,55 16,34% 71,35%

6007 APOIO AO DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES PRODU PROGRAMA DE REDUÇÃO DA POBREZA E GESTÃO DOS 6.737.978,43 10,05% 81,40%

4963 IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE 5.130.417,25 7,65% 89,05%

6810 GESTÃO DA ADMINISTRAÇÃO FAZENDARIA GESTÃO FAZENDARIA 4.491.008,65 6,70% 95,75%

6715 REFORMA DA REDE FISICA DE EDUCACÇÃO DO ESTADO EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE 2.399.815,77 3,58% 99,33%

4534 OPERACIONALIZAÇÃO DAS AÇÕES ADMINISTRATIVAS MANUTENÇÃO DA GESTÃO 242.367,32 0,36% 99,69%

4868 ADMINISTRAÇÃO E GERENCIAMENTO DO PROGRAMA PAR PROGRAMA DE REDUÇÃO DA POBREZA E GESTÃO DOS R 188.115,20 0,28% 99,97%

6403 FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE SERVIDORES D VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR DA EDUCAÇÃO 19.950,00 0,03% 100,00%

6077 DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR DA EDUCAÇÃO 202,5 0,00% 100,00%

TOTAL 67.056.711,82 100,00% -

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

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A análise por Função demonstra que as Operações de Crédito atenderam com maior representatividade as Áreas de Educação, Transporte, Saúde e Urbanismo, conforme demonstrado abaixo: FICO

QUADRO Nº 26 – OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR FUNÇÕES GRÁFICO Nº 13 – OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR EXERCÍCIO 2015 FUNÇÕES – EXERCÍCIO 2015

FUNÇÃO OPERAÇÕES DE CRÉDITO TOTAL % %

ACUMUL. CÓD. NOME EXTERNAS INTERNAS

12 EDUCAÇÃO 44.685.176,99 2.467.575,75 47.152.752,74 21,52% 21,52% 26 TRANSPORTE 10.954.432,55 29.850.616,72 40.805.049,27 18,63% 40,15% 10 SAÚDE 28.574.974,12 28.574.974,12 13,04% 53,19% 15 URBANISMO 22.326.720,68 22.326.720,68 10,19% 63,38% 28 ENCARGOS ESPECIAIS 20.711.861,18 20.711.861,18 9,45% 72,83% 04 ADMINISTRAÇÃO 11.417.102,28 2.332.507,87 13.749.610,15 6,28% 79,11% 16 HABITAÇÃO 13.651.968,91 13.651.968,91 6,23% 85,34% 17 SANEAMENTO 7.659.787,59 7.659.787,59 3,50% 88,84% 06 SEGURANÇA PÚBLICA 6.142.244,12 6.142.244,12 2,80% 91,64% 13 CULTURA 5.568.917,42 5.568.917,42 2,54% 94,18% 27 DESPORTO E LAZER 4.205.383,31 4.205.383,31 1,92% 96,10% 22 INDÚSTRIA 3.736.000,00 3.736.000,00 1,71% 97,81%

19 CIÊNCIA E TECNOLOGIA 3.309.924,01 3.309.924,01 1,51% 99,32%

23 COMERCIO E SERVIÇOS 1.491.187,36 1.491.187,36 0,68% 100,00%

TOTAL 67.056.711,82 152.029.669,04 219.086.380,86 100% - Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

Na Função Educação, oportuno relembrar os contextos das Operações de Crédito tratado nas Mensagens de Governo: “Todos sabemos que não se constrói uma sociedade mais justa sem que ela tenha meios próprios para lutar pela busca por seus direitos. E o único meio capaz de promover essa transformação é a educação. Só com educação de qualidade podemos formar uma geração capaz de dar um salto definitivo, sustentável, independente, rumo a uma sociedade melhor. Mas também tenho a perfeita noção de que a distância a percorrer para alcançar esse estágio ainda é muito grande, e que não será percorrida em um ou dois mandatos. Nesse sentido, estamos implantando o Pacto pela Educação, concebido para ser não apenas uma ação governamental, mas para se tornar uma ação acolhida por toda a sociedade. Uma bandeira que tem meta bastante audaciosa e definida: elevar em 30 por cento o IDEB no prazo de cinco anos, e conta com parceiros, inclusive da iniciativa privada, que já participaram de experiências bem sucedidas. O Pacto reúne um conjunto de programas e ações que pretendem reduzir travas históricas ao nosso avanço educacional, como a evasão escolar e a distorção idade/série. Do mesmo modo objetiva tornar a escola mais atraente e, para isso, foram implantados comitês regionais que avançam em reuniões, debates e atividades em 13 diferentes polos, envolvendo professores, alunos, pais de alunos, servidores, numa extraordinária capilarização. Isso tudo acontece concomitantemente com a construção, reforma e ampliação de escolas em todo o Estado, graças ao investimento de mais de 300 milhões de dólares em recursos do tesouro e por financiamento

47.152.752,74 21,52%

40.805.049,27 18,63%

28.574.974,12 ; 13,04%

22.326.720,68 10,19%

80.226.884,05 36,62%

EDUCACAO

TRANSPORTE

SAUDE

URBANISMO

outros

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, que pela primeira vez encampa um programa estadual voltado para a educação no Brasil. Devo registrar que as necessárias e demoradas negociações com organismos nacionais e internacionais, por certo, retardaram mais que o previsto o início do pacto. Mas, uma vez colocado em marcha, é algo que não pode mais parar, pelo que mais uma vez agradeço o apoio dessa Casa.”

Mensagem de Governo – Exercício 2015, páginas 15 e 16.

“Senhoras e senhores deputados,

Nos cabe agora tecer comentários sobre uma das áreas tão importantes quanto críticas. Refiro-me à educação.

Poucos temas ensejam debates tão acalorados no Brasil como a educação. Apesar disso, é difícil negar que, não raramente, tantos debates, fundados em “achismos” ou amarras ideológicas apontadas como científicas, fogem de uma pergunta aparentemente óbvia, mas fundamental: o que é uma boa escola?

Certamente feita de forma assim tão direta, corre-se o risco da resposta acumular tantos condicionantes que seria impossível ter uma “boa escola”. E talvez por isso nessa área se fale tanto em mudança e exista tanta reação a ela.

Se assumirmos que uma boa escola é aquela que tem como foco principal o aluno, cujo objetivo é ensinar e contribuir para melhorar o seu desempenho, poderemos concluir que ela pode ser bem diferente do que pensa o Governo ou os corporativistas. E foi na busca de conhecer experiências exitosas, saber efetivamente o que funciona e responder por que através dos anos os índices educacionais do estado não apresentam melhoras significativas, nem mesmo resposta proporcional ao aumento dos gastos, que resolvemos buscar uma instituição internacional reconhecida como o BID, para nos ajudar a formular e implementar o Pacto pela Educação.

A implantação do Pacto não tem sido algo simples, mas tivemos respostas importantes no último ano. Por um lado, tem aumentado o conhecimento sobre a própria Seduc, do mesmo modo, através dos municípios pilotos, tem ajudado a exercitar uma melhor relação entre as redes estadual e municipal, o que é fundamental para melhorar a qualidade do ensino nos dois níveis. Da mesma forma, tem contribuído para que se compreenda melhor que fatores externos e internos à escola têm maior efeito sobre os resultados.

Assim, senhor presidente e senhores deputados, ao tempo que estamos buscando enfrentar algumas questões de infraestrutura e logística, com a construção de novas escolas, abrindo 6 mil vagas, e reforma de outras tantas, que somaram mais de R$135 milhões de investimentos, temos avançado na padronização e normatização, rediscutindo o papel e atribuições das USES e URES, bem como a melhoria da seleção das direções das escolas, cuja qualidade interfere diretamente nos resultados das mesmas, conforme estudos científicos cada vez mais numerosos.

Finalmente, cabe registrar, e comemorar, que apesar das dificuldades e, inclusive, da greve que marcou o ano passado, os vestibulares deste início de ano registraram o maior número de alunos da rede estadual aprovados para as universidades públicas, num feito louvável dos nossos jovens.

Na UEPA, por exemplo, mais de 65% dos novos universitários têm como origem a escola pública, e este índice é bem superior aos 54% registrados no ano passado, demonstrando uma tendência positiva.”

Mensagem de Governo – Exercício 2016, páginas 22 e 23.

Na Função Transporte, objeto de fortes investimentos, como inclusive já evidenciados no Relatório Anual do Sistema de Controle Interno Exercício – 2014, encaminhado juntamente com a Prestação de Contas de Governo do respectivo Exercício, também é possível verificar a importância desses investimentos no Exercício 2015, notadamente em soluções de infraestrutura e investimentos na malha e na logística de transportes, dada sua magnitude e importância ao desenvolvimento do Estado, conforme pode ser observado na Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2016:

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

“Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, Um estado vigoroso e atraente para investidores que gerem produção, emprego e renda, é um estado com boa infraestrutura de transportes e, certamente, nesse aspecto temos enormes deficiências. Todavia, essas limitações não podem esconder o genuíno e vigoroso esforço de superação que temos feito e que se manifesta na busca da integração do Estado, com o fortalecimento das complementariedades entre regiões e das nossas potencialidades. É essa compreensão que sustenta nossas ações na reconstrução de estradas e construção de portos e pontes, que já se manifestam nas estatísticas. A significativa melhora das nossas estradas, sentida pelos motoristas, foi também destacada por uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes e divulgada em novembro passado. (...) O que a pesquisa da CNT reflete é o investimento maciço realizado no período, em que mais de 1.000 quilômetros de rodovias estaduais foram restauradas ou até reconstruídas, como foi o caso da PA-150, uma das mais importantes rodovias do estado, que integra as regiões sul/sudeste e o nordeste e a Região Metropolitana. Até Marabá, no trecho estadual, é uma nova rodovia com mais de 400 quilômetros. Além de totalmente reconstruída de Moju até Marabá, a PA 150 ganhou acostamento e “zonas de fuga” em vários trechos, dando mais segurança para os usuários. (...) Construir pontes tem muito de simbólico, ainda mais na Amazônia, cortada por águas, que também são caminhos. As pontes aproximam destinos e também pessoas. Encurtam distâncias e alongam o dia, porque mais bem aproveitado. Por isso, foi com muita alegria que voltei ao Moju para devolver a ponte à sociedade e agradecer a todos pela paciência e compreensão. Alegria igual pude compartilhar com paraenses de vários pontos do estado ao inaugurar as pontes de Igarapé-Miri, no Baixo Tocantins; do rio Capim, no Nordeste; e do rio Curuá, em Alenquer, no Baixo Amazonas, que somam quase 1.500 metros e mais de R$ 300 milhões em investimentos. Sem considerar as pontes de concreto na Bragança/Ajuruteua, que, apesar de prontas, não foram formalmente inauguradas. (...).” Mensagem do Governador à ALEPA – Exercício 2016, Páginas 6 e 7.

Assim, tendo por base os Programas e Ações do Poder Executivo Estadual constantes do Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Lei Orçamentária Anual, bem como os dados constantes do SIAFEM2015, verifica-se, no contexto abordado na Mensagem de Governo, Investimentos Governamentais nos seguintes Projetos/Ações Orçamentárias, evidenciando-se ainda a utilização de Fonte de Recursos de Operações de Crédito nas respectivas Ações de Governo:

QUADRO Nº 27 – PROJETOS/AÇÕES POR FONTE DE RECURSOS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO – EXERCÍCIO 2015 CÓD. PROJ-ATIVIDADE NOME PROJETO-ATIVIDADE DESPESA

REALIZADA % RECURSOS DE OPERAÇÃO DE CRÉDITO %

7356 IMPLANTAÇÃO DE ALTERNATIVAS VIÁRIAS A RODOVIA 31.403.573,78 4,64% 13.530.125,95 43,08%

7499 IMPLANTAÇÃO DE ALTERNATIVAS VIÁRIAS A RODOVIA 54.708.961,57 8,08% 16.021.195,08 29,28%

7490 DUPLICAÇÃO DA PERIMETRAL - TRECHO UFPA/ALMIRA 42.937.748,56 6,34% 8.796.594,73 20,49%

7505 RESTAURAÇÃO DE RODOVIAS 166.222.743,92 24,55% 5.839.450,23 3,51%

7432 CONSERVAÇÃO DE RODOVIAS 71.413.611,66 10,55% 2.367.140,06 3,31% 7429 CONSTRUÇÃO DE RODOVIAS 174.281.949,79 25,74% 5.122.447,29 2,94%

7430 CONSTRUÇÃO DE PONTES 133.323.607,36 19,69% 174.540,36 0,13%

7428 CONSTRUÇÃO DA RODOVIA PA-279 2.856.708,77 0,42% 0,00 0,00%

TOTAL 677.148.905,41 100,00% 51.851.493,70 7,66% Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

Verificou-se que nas Obras envolvendo as referidas Ações Orçamentárias, R$ 51.987.529,70 foram realizadas mediante Operação de Crédito, o que representa 7,66% do montante de Recursos das Ações Orçamentárias relacionadas, e 23,67% das Despesas realizadas no Exercício analisado com Recursos de Operações de Crédito, contribuindo para a melhoria da situação das rodovias estaduais nos últimos Exercícios, em benefício da Sociedade.

No que tange à fiscalização, inicialmente pode-se registrar avaliação externa mencionada na Mensagem de Governo – Exercício 2016:

“(...) De acordo com o estudo, em 2011, só 0,4% das rodovias no Pará receberam avaliação positiva, ou seja, bom e ótimo. Entretanto, em 2015, as estradas avaliadas positivamente saltaram para 23,3%, o que é algo nada desprezível, ainda que provavelmente alguém sem compromisso, a não ser com a velha política, possa tentar desfazer tal ganho se fixando no fato do número representar apenas 1/4 das estradas.

Por outro lado, se separarmos as avaliações das estradas estaduais, as chamadas PA’s, das rodovias federais, as BRs, a pesquisa da CNT se torna ainda mais reveladora. Enquanto 42,5% das PA’s foram consideradas ótimas ou boas, apenas 18% das BR’s receberam essa avaliação. Nenhuma estrada estadual foi considerada péssima, enquanto 21,7% das rodovias federais tiveram essa avaliação negativa.”

Mensagem do Governador encaminhada à ALEPA – Exercício 2016.

A pesquisa e dados complementares do estudo realizado que apontam e consubstanciam o trecho da Mensagem de Governo pode ser verificado no sítio eletrônico: http://pesquisarodovias.cnt.org.br/.

Quanto às ações de fiscalização, as referidas obras foram executadas sob a responsabilidade de Órgãos da Administração Direta: SETRAN; SEDOP; NGTM; DETRAN e PGE. Nos processos de Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual - Exercício 2015 constam Relatórios de Controle Interno dos Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual com informações que objetivam atestar a Conformidade dos referidos Atos de Gestão Orçamentária, Financeira, Patrimonial, Contábil e Operacional com preceitos Constitucionais, Legais, Gerenciais e Normativos, contribuindo para Gestão Pública Transparente e Responsável.

Do exposto, sabendo-se da envergadura e magnitude das informações apresentadas na Mensagem de Governo para demonstrar as principais realizações no Exercício findo, destacando os impactos destas ações para a Sociedade, a Mensagem de Governo – 2016 passa a ser parte integrante deste Relatório Anual de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, como elemento necessário e imprescindível para demonstração de aspectos relevantes, em especial, dos resultados alcançados pela Ação Governamental, como exemplificar o trecho a seguir:

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

“MOBILIDADE URBANA

(...)

Do investimento total de R$ 159 milhões, R$ 128 milhões são oriundos de Operação de Crédito BNDES/Proinvest, correspondentes a 80%, e R$ 31 milhões oriundos do tesouro próprio do Estado, correspondente aos 20% restantes.

A duplicação da Perimetral, com 5 km de via, compreende o trecho entre a Avenida João Paulo II e o terminal da UFPA. Nesse perímetro, estão previstos duas pistas de 7 m, com ciclo - faixa de 1,60 m; calçadas com piso tátil; sinalização vertical/horizontal; e abrigos de ônibus. O valor da obra é de R$ 59 milhões, dos quais R$ 29 milhões são provenientes de Operação de Crédito BNDES/Proinvest e R$ 30 milhões oriundos do tesouro estadual. A avenida está com 70% das obras concluídas e tem previsão de entregue em 2016.”

Ainda acerca da Execução Orçamentária com recursos provenientes de Operação de Crédito, cabe ressaltar que a Ação mais representativa no Exercício 2015 ocorreu na Função Saúde, com a Construção do Novo Hospital Abelardo Santos. Esta, conforme já demonstrado em Quadro anterior, atingiu o montante de R$ 21.075.467,71 ou 9,62% das Despesa Realizada por Operação de Crédito. Os recursos utilizados para financiamento da Obra foram realizados em consonância com o estabelecido na Lei Orçamentária Anual - LOA para o Exercício 2015, por meio de Operação de Crédito Interna com o BNDES, através do Programa Emergencial de Financiamento aos Estados- PEF II.

As obras executadas estão sob a responsabilidade da SEDOP e encontra-se, atualmente, com 39,97% dos Serviços Executados, com previsão de conclusão para 31/12/2016.

Assim, demonstra-se que os recursos de Operações de Crédito Interna e Externa foram utilizados e estão em conformidade com os investimentos pretendidos na LOA na proporção das Receitas efetivamente realizadas no Exercício.

1.3.4 - DISPONIBILIDADE DE RECURSOS PROVENIENTES DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO: No que tange às Disponibilidades de caixa nas Fontes de Recurso de Operações de Crédito Interna e Externa, tendo por base o Relatório de Gestão Fiscal - RGF, verifica-se o seguinte:

QUADRO Nº 28 - FONTES DE RECURSO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO R$ MILHARES

CÓD. NOME DISPONIBILIDADE DE CAIXA BRUTA

RESTOS A PAGAR

DEMAIS OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS

DISPONIBILIDADE DE CAIXA LÍQUIDA

30 OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS 68.286 691 2.309 65.286

31 OPERAÇÕES DE CRÉDITO EXTERNAS 36.422 2.426 7 33.989

TOTAL 104.708 3.117 2.316 99.275

Fonte: SIAFEM2015, pesquisa realizada em 03/02/2016

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Logo, as Disponibilidades de Caixa Bruta de Operações de Crédito são na ordem de R$ 104.708.000,00. Deste montante, considerando o valor inscrito em Restos a Pagar, de R$ 3.117.000,00 e a Demais Obrigações Financeiras, na ordem de R$ 2.316.000,00, perfazendo assim, uma Disponibilidade de Caixa Líquida de Operações de Crédito na ordem de R$ 99.275.000,00.

Os principais Programas envolvidos desde a etapa de aprovação do orçamento, alterações orçamentárias, despesa realizada e sua situação financeira, se já paga ou a pagar, no dia 31/12/2015, segue demonstrada abaixo:

QUADRO Nº 29 - OPERAÇÕES DE CRÉDITO EXTERNAS – EXERCÍCIO 2015 PROGRAMA DOTAÇÃO

INICIAL DOTAÇÃO

ATUALIZADA DESPESA

REALIZADA PAGA A PAGAR

EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE 153.718.250,00 190.590.388,11 44.422.657,17 42.017.564,63 2.405.092,54 GESTÃO FAZENDARIA 1.300.000,00 4.529.807,37 4.491.008,65 4.491.008,65 0,00 INCLUSÃO DIGITAL PARA O DESENVOLVIMENTO - NAV 5.500.000,00 5.500.000,00 0,00 0,00 0,00 INTEGRAÇÃO METROPOLITANA 69.745.000,00 69.745.000,00 10.954.432,55 10.954.432,55 0,00 MANUTENÇÃO DA GESTÃO 5.435.700,00 5.701.148,68 242.367,32 221.420,62 20.946,70 PROGRAMA DE REDUÇÃO DA POBREZA E GESTÃO DOS R 29.700.000,00 37.160.406,69 6.926.093,63 6.926.093,63 0,00 UNIVERSIDADE PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO D 3.500.000,00 3.500.000,00 0,00 0,00 0,00 VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR DA EDUCAÇÃO 3.974.000,00 3.992.720,00 20.152,50 20.152,50 0,00 VER-O-PARÁ 17.029.000,00 14.325.779,93 0,00 0,00 0,00 TOTAL DE OPERACOES DE CREDITO EXTERNAS 289.901.950,00 335.045.250,78 67.056.711,82 64.630.672,58 2.426.039,24

QUADRO Nº 30 - OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS – EXERCÍCIO 2015

PROGRAMA DOTAÇÃO INICIAL

DOTAÇÃO ATUALIZADA

DESPESA REALIZADA PAGA A PAGAR

- 75.300.000,00 78.314.014,39 20.711.861,18 20.711.861,18 0,00 CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO 105.343.050,00 79.099.603,76 13.639.613,94 13.639.613,94 0,00 CIÊNCIA, TÉCNOLOGIA E INOVAÇÃO PARA O DESENVO 715.000,00 3.309.924,01 3.309.924,01 3.309.924,01 0,00 ESPORTE E LAZER: UM CAMINHO PARA A INCLUSÃO 1.500.000,00 4.803.935,52 4.205.383,31 4.205.383,31 0,00 GESTÃO FAZENDARIA 300.000,00 2.081.214,39 2.080.531,00 2.080.531,00 0,00 HABITAR PARA VIVER MELHOR 25.000.000,00 31.158.897,16 13.651.968,91 13.371.692,91 280.276,00 INCLUSÃO DIGITAL PARA O DESENVOLVIMENTO - NAV 0,00 251.976,87 251.976,87 251.976,87 0,00 INTEGRACÃO METROPOLITANA 71.300.000,00 83.310.348,88 38.537.723,46 38.487.521,22 50.202,24 MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE NA SAUDE 65.200.000,00 87.762.720,48 28.574.974,12 28.574.974,12 0,00 ÓBRAS PÚBLICAS 1.800.000,00 1.800.000,00 0,00 0,00 0,00 PACTO PELA LIBERDADE 8.310.000,00 8.310.000,00 0,00 0,00 0,00

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PROGRAMA DOTAÇÃO INICIAL

DOTAÇÃO ATUALIZADA DESPESA PROGRAMA DOTAÇÃO

INICIAL PROMOÇÃO E DEFESA DE DIREITOS 5.200.000,00 5.200.000,00 0,00 0,00 0,00 REVITALIZAÇÃO, PRESERVAÇÃO DA MEMORIA E IDENT 23.200.000,00 20.481.903,23 5.568.917,42 5.568.917,42 0,00 SANEAMENTO E VIDA 18.195.000,00 23.813.123,17 7.659.787,59 7.659.787,59 0,00 SEGURANÇA PELA PAZ 2.000.000,00 6.434.428,89 6.142.244,12 6.142.244,12 0,00 UNIVERSIDADE PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO D 0,00 4.353.999,62 2.467.575,75 2.107.136,83 360.438,92 VER-O-PARÁ 5.200.000,00 6.613.638,77 1.491.187,36 1.491.187,36 0,00 TOTAL DE OPERACOES DE CREDITO INTERNAS 408.563.050,00 450.835.729,14 152.029.669,04 151.338.751,88 690.917,16

Verifica-se que o Programa Educação Pública de qualidade é o mais representativo, respondendo por 66,25% das despesas realizadas com Operações de Crédito Externa, seguido pelos Programas Integração Metropolitana (16,34%), Programa de Redução da Pobreza e Gestão (10,33%) e Gestão Fazendária (6,70%). Juntos estes Programas representam 99,61% das Despesas Realizadas com recursos de Operações de Crédito Externa. Pode-se observar que do valor das Despesas Realizadas, no montante de R$ 67.056.711,82, (96,38%) encontram-se Pagas e apenas 3,62% A Pagar.

No que tange a Operações de Crédito Interna, verifica-se que o Programa INTEGRAÇÃO METROPOLITANA é o mais representativo, respondendo por 25,35% das despesas realizadas com Operações de Crédito Interna, seguido pelo Programa MEDIA E ALTA COMPLEXIDADE NA SAUDE (18,80%) e das TRANSFERÊNCIAS A COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARÁ (13,62%). Os programas HABITAR PARA VIVER MELHOR (8,98%) e CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO (8,97%) ainda entram na lista dos cinco mais representativos, com Recursos de Operações de Crédito Interna que respondem juntos por 75,72% das despesas realizadas. Pode-se observar ainda que do valor das despesas realizadas, no montante de R$152.029.669,04, encontram-se Pagas 99,55%, e apenas 0,45% a pagar.

Por fim, objetivando atender preceitos constitucionais e/ou subsidiar as informações/dados apresentados, acompanha o presente Relatório o ANEXO II – DEMONSTRAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA CONSOLIDADA – OPERAÇÕES DE CRÉDITO – EXERCÍCIO 2015.

1.4 - APOIAR O CONTROLE EXTERNO NO EXERCÍCIO DE SUA MISSÃO INSTITUCIONAL: 1.4.1 - TRATAMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO SOBRE AS CONTAS ANUAIS DE GOVERNO DE 2014:

Concomitantemente ao monitoramento de suas próprias ações junto aos(às) Órgãos/Entidades sob sua jurisdição, a AGE continuou, no Exercício 2015, envidando esforços, iniciados desde 2011, para também exercer o monitoramento das Recomendações do TCE dirigidas ao Poder Executivo

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Estadual, dedicando-se e articulando com os jurisdicionados, objetivando que sejam implementadas em sua totalidade, apesar de todos os entraves de diversas naturezas por vezes enfrentados pelos mesmos.

Ressalta-se que esta AGE deu continuidade a sua política de encaminhamento dos seus Relatórios de Auditoria, Fiscalização e Acompanhamento Governamental ao TCE e ao MPE que tratam de situações mais complexas e que envolvam considerável aporte de recursos, de forma que, em conjunto, Controle Interno e Externo, possam contribuir com a melhoria da Gestão Pública, proporcionando que ambos possam adotar as medidas cabíveis saneadoras, inclusive as orientativas, a fim de que os Gestores possam continuar a primar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos. Consequentemente, podem, ainda, acompanhar as medidas correicionais no âmbito dos(as) Órgãos/Entidades auditados, cumprindo, assim, sua competência constitucional e garantindo também aderência às Recomendações do TCE.

Para o monitoramento das Recomendações do TCE, esta Auditoria Geral do Estado - AGE expediu Ofícios AGE Nºs.: 360, 361, 362, 363, 364/2015 – GAB com suas respectivas Solicitações de Documentação e Informação SDI’s AGE Nºs.: 007, 008, 009, 010 e 011/2015 - ASTEC, em 19 de junho de 2015, aos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual, relacionados às Recomendações emanadas no Relatório das Contas Anuais do Governo do Estado do Pará, Exercício 2014, solicitando informações quanto às medidas adotadas pelos mesmos, no sentido de resolver os senões detectados e conferir pleno atendimento às Recomendações presentes na referida Resolução desse TCE.

Os(as) Órgãos/Entidades acionados encaminharam a esta AGE as respectivas respostas, nas quais se verifica que, em sua maioria, as Recomendações foram atendidas e que em algumas, apesar das providências já adotadas neste Exercício, o cumprimento das mesmas somente poderá ser demonstrado no próximo Exercício.

Considerando que as medidas para cumprimento das Recomendações estão em contínua implementação, esta AGE manterá essa Egrégia Corte de Contas informadas dos acontecimentos ulteriores relevantes.

As providências adotadas pelos(as) Órgãos/Entidades com suas respectivas providências serão detalhadas no item VII deste Relatório.

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2 - AÇÕES ORIENTATIVAS: Por meio do canal AGE ORIENTA, este Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual orienta os(as) Órgãos/Entidades, respondendo consultas via e-mail e emitindo “Manifestações” sobre temas controversos, com vistas a melhorar a gestão dos(as) recursos públicos e dar mais celeridade e segurança aos procedimentos administrativos.

Dentre as ações de orientações podemos destacar 389 (trezentas e oitenta e nove) Manifestações Técnicas AGE realizadas, atendendo demandas dos seguintes Órgãos/Entidades:

QUADRO Nº 31 - AGE ORIENTA – PODER EXECUTIVO ESTADUAL

ÓRGÃO/ENTIDADE Nº CONSULTAS

ÓRGÃO/ENTIDADE Nº CONSULTAS

ÓRGÃO/ENTIDADE Nº CONSULTAS

ÓRGÃO/ENTIDADE Nº CONSULTAS

ADEPARÁ 06 ETSUS SESPA 02 ITERPA 07 SETUR 14 ALEPA 01 FAPESPA 09 LACEN 01 SECTET 06 ASIPAG 01 FASEPA 07 MPCM 01 SECULT 09

BANPARÁ 02 FASPMPA 04 NGPM 02 SEDAP 19

CASA CIVIL 15

FCG 07

NGPM-CREDCIDADÃO 02

SEDEME 07

CASA MILITAR 01 FCP 05 NEPMV 08 SEDOP 24 CODEC 08 FSC 03 NAC 05 SEDUC 10 COHAB 02 FUNTELPA 03 PARATUR 01 SEEL 05

COSANPA 01 FCPTN 01 PCPARÁ 07 SEGUP 05 CPCRC 04 HEMOPA 04 PGE 02 SEJUDH 19

CREDICIDADÃO 02 HOL 02 PMPA 03 SEMAS 05 DETRAN 09 HRC 02 PRODEPA 04 SEPLAN 03

EGPA 01 IDEFLOR BIO 04 SEAS 02 SESPA 15 EMATER 09 IDEFLOR 09 SECOM 04 SESPA 3 CR 01 IGEPREV 08 IASEP 01 SEASTER 25 SESPA 6 CR 01

IMETROPARA 02 SEMAS 01 SEGUPDS 01 SESPA 13 CR 01 SETRAN 17 SUSIPE 02 UEPA 03 VICE GOV. 01

TOTAL 378

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QUADRO Nº 32 - AGE ORIENTA – DEMAIS PODERES

Nota: Dados até 31/12/2015

Registre-se, por oportuno, que das 92 (noventa e duas) Instituições que compõem o Poder Executivo Estadual, 89 (oitenta e nove) encaminharam questionamentos a esta AGE, perfazendo o total de 96,74% de Órgãos/Entidades demandantes, os quais todos foram atendidos.

Ressalta-se que o Serviço AGE ORIENTA, após consolidação no âmbito do Poder Executivo Estadual, vem consolidando credibilidade junto aos demais Poderes, tendo sido acionado, inclusive, por Órgãos/Entidades fora do Poder Executivo Estadual, no Exercício 2015.

Os questionamentos e as respectivas orientações mais frequentes são disponibilizados no sítio da AGE, podendo ser consultados eletronicamente a qualquer momento, visando atender os Jurisdicionados de forma imediata, dando mais celeridade na implementação das Recomendações e/ou Ações Orientativas.

Dos assuntos abordados nas consultas, há certa recorrência quanto aos seguintes temas: Diárias (21%), Convênios (17%), Orçamento (12%), Prestação de Contas de Gestão Exercício 2015 (11%), Recursos Humanos (10%), Tributos (8%), Licitações e Contratos (7%), e diversos institutos relacionados aos Direitos e Deveres conferidos aos Servidores Públicos que restam estabelecidos no Regime Jurídico Único Estadual.

ÓRGÃO/ENTIDADE Nº CONSULTAS

PREFEITURA SANTA BÁRBARA 01

COMARA 01

PGE SANTA CATARINA 01

TCE 03

TJ PA 01

PESSOAS FÍSICAS 04

TOTAL CONSULTAS 11

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É notório que muitos questionamentos abordam situações específicas/concretas enfrentadas no cotidiano dos(as) Órgãos/Entidades Consulentes, fato que dá ensejo à produção de orientações preventivas diversificadas que contemplem, da melhor forma possível e observando a estrita legalidade, uma razoável resolução para os problemas apresentados.

QUADRO Nº 33 – PRINCIPAIS ASSUNTO CONSULTADOS GRÁFICO Nº 14 – PRINCIPAIS ASSUNTO CONSULTADOS

POR EMAILS – EXERCÍCIO 2015 POR EMAILS – EXERCÍCIO 2015

A AGE vem, assim, dando continuidade no sentido de acompanhar, orientar e disciplinar os trabalhos dos Agentes Públicos de Controle – APC’s, Componentes importantíssimos do Sistema de Controle Interno, bem como orientar os(as) Órgãos/Entidades para a conscientização e aprimoramento de seus mecanismos de Controle, a fim de que haja uma diminuição dos desperdícios e otimização dos gastos e públicos, fundamentais para cumprimento da missão principal da Administração Pública que é melhor servir à Sociedade.

3 - AÇÕES PREVENTIVAS: 3.1 - AÇÕES DA FUNÇÃO DE OUVIDORIA: À Gerência Técnica/OUVIDORIA foram atribuídas responsabilidades com a finalidade de atender aos preceitos constitucionais, previstos no Art. 29 da Constituição Estadual, adequando a gestão das competências institucionais da Auditoria Geral do Estado - AGE aos novos padrões de gerenciamento da atividade de Controle Interno preconizados pelo Conselho Nacional dos Órgãos de Controle Interno – CONACI.

ASSUNTO QTDE. %

CONVÊNIOS 39 10 DIÁRIAS 67 17 LICITAÇÕES /CONTRATOS 81 21 ORÇAMENTO 27 7 RECURSOS HUMANOS 45 12 SUPRIMENTO DE FUNDOS 39 10 TRIBUTOS 14 4 PRESTAÇÃO CONTAS 2015 33 8 OUTROS 44 11

TOTAL 389 100

10%

17%

21%

7%12%

10%

4%

8%11%

CONVÊNIOS

DIÁRIAS

LICITAÇÕES E CONTRATOS

ORÇAMENTO

RECURSOS HUMANOS

SUPRIMENTO DE FUNDOS

TRIBUTOS

PRESTAÇÃO CONTAS 2015

OUTROS

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Sua implantação teve como objetivo principal propiciar importante espaço de discussão para a construção da efetividade do Controle Social. As novas tendências no âmbito dos Sistemas de Controle Interno, já instituídos em vários Entes Federativos do País, buscam cada vez mais a melhoria da qualidade no atendimento ao Cidadão e prezam pela otimização dos serviços prestados pelo Poder Público, aliado ao ânimo de instituir a transparência aos Atos de gestão.

A condução dos processos decisórios de forma efetiva, auferindo a credibilidade necessária às deliberações resultantes das suas ações, exibindo autoridade no serviço e poder de resolução imediata às demandas oriundas da Sociedade, vem norteando a atuação dessa macro função de Ouvidoria.

Objetivos da Ouvidoria:

Ampliar a participação dos Cidadãos e Controle Social sobre os diversos Produtos e Serviços oferecidos pelos Órgãos/Entidades da Administração Pública Estadual, garantindo-se a escuta, análise e o retorno de suas demandas;

Criar um canal direto de comunicação e escuta que tenha como características a independência, autonomia e ética do Sistema de Controle Interno, preservando-se o sigilo que a atividade requer;

Possibilitar a avaliação contínua da qualidade dos Serviços prestados pelos Órgãos/Entidades, componentes do Poder Executivo Estadual;

Produzir relatórios gerenciais que subsidiem o Auditor Geral do Estado na tomada de decisões, além de subsidiar o Controle Social na proposição de políticas públicas, possibilitando ampla articulação entre o Cidadão e o Poder Público.

Atribuições e Competências da Ouvidoria da AGE:

Receber as demandas/manifestações dos Cidadãos, tais como Denúncias, Críticas, Reclamações, Sugestões e Elogios referentes aos Serviços prestados pelos Órgãos/Entidades componentes do Poder Público Estadual e processá-las e encaminhá-las ao Órgão/Entidade responsável;

Fornecer informações gerais sobre o funcionamento do Sistema de Controle Interno e os direitos dos Cidadãos;

Identificar e avaliar o grau de satisfação da população em relação aos Serviços públicos prestados pelo Poder Executivo Estadual, orientando e propondo correções;

Realizar a mediação de situações emergenciais, atenuando conflitos;

Divulgar relatórios gerenciais para subsidiar o Controle Social.

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As demandas recepcionadas foram registradas em formulários desenvolvidas para esta finalidade específica, originando processos administrativos devidamente registrados no Sistema de Protocolo Geral do Estado.

3.1.1 - ATIVIDADES DESENVOLVIDAS: 3.1.1.1 - REGISTRO DE DEMANDA DE OUVIDORIA AGE – RDO AGE: No Registro de Demanda de Ouvidoria AGE – RDO AGE é institucionalizado o tipo de manifestação (denúncia, crítica elogio, sugestão e outros), ou assunto de referência, assim como a análise prévia que indicará, inicialmente, a procedência ou não do conteúdo da referida manifestação do Cidadão, após a devida protocolização e processamento.

Depois de instituída a macro função de Ouvidoria no âmbito da AGE, por meio da criação da Unidade Administrativa nominada GETEC/OUVIDORIA - orientada para atender aos ditames da Constituição Federal, da Constituição Estadual e da Lei de criação da Auditoria Geral do Estado – AGE -, registraram-se positivos avanços na interação com o Controle Social, intensificados no Exercício 2015. Conferiu-se maior efetividade à função, fato este resultante do incentivo e da ampliação da participação da Sociedade no exercício do Controle Social, por meio dos instrumentos tecnológicos disponibilizados na rede mundial de computadores e outras adequações administrativas internas.

Ressalta-se que no decorrer do Exercício 2015 a demanda da Sociedade por soluções hábeis e práticas, apresentou um crescimento considerável, o que se pode atribuir a maior visibilidade da AGE nas mídias de comunicação em massa, oportunizando que os serviços disponibilizados também se tornassem visíveis ao público interessado.

No decorrer do Exercício 2015 permaneceu a prática de tornar a macro função de Ouvidoria cada vez mais um instrumento de apoio e subsídio ao Controle Interno, visando atuação preventiva e servindo de canal institucionalizado para a recepção e tratamento das demandas da Sociedade, valendo-se da tecnologia disponível para realização de ações de forma mais dinâmica e abrangente, concorrendo para que quaisquer Cidadãos possam interagir com a gestão pública do Poder Executivo Estadual, através do sítio da AGE: http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_rsform&formId=5&amp;Itemid=143, atendendo, assim, a determinação constitucional e legal quanto ao Controle Social, democratizando e institucionalizando o acesso ao Órgão Central do Sistema de Controle Interno e, consequentemente, interferindo positivamente na condução dessa gestão governamental.

Durante o Exercício 2015 foram registradas 169 (cento e sessenta e nove) Registros de Demandas de Ouvidoria AGE – RDO AGE, conforme a seguir:

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QUADRO Nº 34 – REGISTRO DE DEMANDAS DE OUVIDORIA AGE – RDO AGE

RDO's

QTDE. ÓRGÃOS/ ENTIDADES

DEMANDADO(A)S RDO'S AGE Nº'S STATUS DEMANDAS

71 001/2015 À 169/2015 145 ATENDIDAS

24 EM ANDAMENTO Nota: Dados até 31/12/2015.

FIGURAS Nº 04 e 05 - FORMULÁRIO REGISTRO DE DEMANDA DE OUVIDORIA AGE – RDO AGE.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

Registre-se que dos 169 (cento e sessenta e nove) processos formalizados e protocolados, 94% (noventa e quatro por cento) foram consideradas demandas válidas e 6% (cinco por cento) consideradas como não válida.

Entendam-se como demandas válidas aquelas que se referem diretamente aos(às) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual e como não válidas, aquelas que se referem aos(às) Órgãos/Entidades, Empresas e outras Instituições que não estão na esfera desta gestão estadual.

Os(as) Órgãos/Entidades demandados foram devidamente acionados para se manifestarem acerca das questões de interesse da Sociedade, a partir do registro de cada uma das demandas, efetivado mediante procedimento exclusivamente criado para atender a essa finalidade.

Dentre as 169 (cento e sessenta e nove) demandas recebidas e processadas pela GETEC/OUVIDORIA no Exercício 2015, após procedimentos de análise e providências quanto às manifestações, resultou o seguinte status de atendimento:

GRÁFICO Nº 15 – REGISTRO DE DEMANDAS DE OUVIDORIA GRÁFICO Nº 16 – REGISTRO DE DEMANDAS DE AGE – RDO AGE CLASSE DAS DEMANDAS OUVIDORIA AGE – RDO AGE EXERCÍCIO 2015 STATUS DE ATENDIMENTO –

EXERCÍCIO 2015

Fonte: Registros de Demanda de Ouvidoria – RDO/2015 – GETEC/OUVIDORIA Fonte: Registros de Demanda de Ouvidoria – RDO/2015 – GETEC/OUVIDORIA

As demandas da macro função de Ouvidoria da AGE, durante o Exercício 2015, foram formuladas por meio de e-mails enviados pelos Cidadãos junto ao sítio na rede mundial de computadores: www.age.pa.gov.br, no menu principal, campo OUVIDORIA e processados, em caráter confidencial ou não, conforme a classificação determinada, suscitando questionamentos sobre assuntos relativos à qualidade da gestão de Serviços públicos, cuja relevância e veracidade, foram submetidas à manifestação prévia dos(as) Órgãos/Entidades envolvidos.

Durante o Exercício 2015, Serviço de Ouvidoria no sítio da AGE, registrou-se o seguinte comportamento nas demandas mensais recepcionadas na GETEC/OUVIDORIA, conforme gráfico a seguir:

95%

6%

VÁLIDAS

NÃO VÁLIDAS145

24

ATENDIDA

EM ANDAMENTO

83

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GRÁFICO Nº 17 - REGISTRO MENSAL DE DEMANDAS DE OUVIDORIA AGE – RDO AGE - EXERCÍCIO 2015

Fonte: Registros de Demanda de Ouvidoria – RDO/2015 – GETEC/OUVIDORIA

Instados a manifestarem-se sobre o conteúdo das questões registradas, os(as) Órgãos/Entidades demandados, majoritariamente, acudiram de forma expressa, atendendo aos expedientes encaminhados.

3.1.1.2 - LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO – LAI: O acesso a informações produzidas e armazenadas pelo Estado é um direito do Cidadão, garantido pela Constituição Federal de 1988. No Executivo Estadual esse direito é regulamentado pelo Decreto Estadual Nº 1.359/2015, de 31 de agosto de 2015, elaborado nos termos da Lei Federal Nº 12.527/2011.

Válida para os três Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, inclusive aos Tribunais de Conta e Ministérios Público, a Lei de Acesso à Informação - LAI criou mecanismos que possibilitam, a qualquer pessoa, física ou jurídica, sem necessidade de apresentar motivo, o recebimento de informações públicas dos(as) Órgãos/Entidades.

Desde que entrou em vigor, em 16 de maio de 2012, ela vem sendo cumprida pelo Executivo Estadual. Por preceito, os(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual devem disponibilizar por iniciativa própria as informações de maior interesse público nos seus respectivos sítios, no que se denomina Transparência Ativa.

617

2011

169

2522

1215

97

0 5 10 15 20 25 30

jan/15

mar/15

mai/15

jul/15

set/15

nov/15

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O Decreto Nº 1.359/2015, além de regulamentar a Lei, detalha a maneira como o Cidadão e a Sociedade podem requerer informações que não estejam disponíveis na internet, o que se conceitua como Transparência Passiva. Dentre os detalhamentos descritos na regulamentação, verifica-se a nova disciplina de instâncias recursais.

Estabelece procedimentos e prazos para que os(as) Órgãos/Entidades prestem informações aos Cidadãos, que podem solicitá-las por meio da internet ou por meio do Serviço de Informações ao Cidadão – SIC, junto ao(às) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual.

A partir da publicação da LAI, o acesso à informação pública é a regra e o sigilo, a exceção, que deve ser fundamentado e definido de forma clara e objetiva. A cultura agora passa a ser a de acesso e não mais de sigilo.

Apenas as informações sigilosas não poderão ser fornecidas, durante o prazo estipulado de sigilo. Para tanto, deve existir uma classificação anterior. Essa classificação se divide em quatro situações:

- Informação Pública: acesso irrestrito;

- Informação Reservada: sigilo pelo prazo de 5 anos;

- Informação Secreta: sigilo pelo prazo de 15 anos;

- Informação Ultrassecreta: sigilo de pelo prazo de 25 anos.

A LAI não revoga nenhuma legislação sobre sigilo - segredo de justiça, fiscal, bancário, empresarial e pessoal -, assim como não caberão novas hipóteses de classificação além daquelas previstas no seu Art. 23. As informações pessoais já têm seu sigilo assegurado pelo prazo máximo de 100 (cem) anos.

As Entidades Privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos para a realização de ações de interesse público também devem divulgar informações sobre os recursos recebidos e sua destinação.

Havendo a possibilidade, os(as) Órgãos/Entidades devem disponibilizar as informações de forma imediata. Caso não haja, a informação deve ser disponibilizada no prazo de 20 dias, podendo ser prorrogado por mais 10 dias. Os pedidos não precisam ser justificados, apenas conter a identificação do Requerente e a especificação da informação solicitada. O serviço de busca e fornecimento das informações é gratuito, salvo quando gerem custos adicionais à Administração.

O Cidadão ainda pode recorrer a, no mínimo, três instâncias em caso de insatisfação com a resposta recebida: à Autoridade Superior a que proferiu a decisão (primeira instância); à Autoridade Máxima do Órgão (segunda instância); e à Auditoria Geral do Estado - AGE, como última instância recursal.

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A LAI traz para a Administração Pública desafios de natureza técnica e tecnológica e também de caráter administrativo. Desde a observância e operacionalização da mesma no Executivo Estadual, muitos desafios surgiram e muitos avanços significativos aconteceram, frutos do empenho de todos os envolvidos: Cidadãos, Autoridades de Gerenciamento e Servidores dos(as) Órgãos/Entidades do Governo Estadual e Gestores do SIC.PA.

Em conformidade com o disposto no Art. 61, Incisos I e II do Decreto Estadual Nº 1.359/2015, de 31 de agosto de 2015, apresentamos, de forma sintética, o relato sobre o cumprimento da LAI no âmbito do Poder Executivo Estadual, destacando todas as providências tomadas pelo Governo do Estado do Pará e os resultados pela Administração Pública no Exercício analisado.

ELABORAÇÃO DO DECRETO ESTADUAL Nº 1.359/2015, DE 31 DE AGOSTO DE 2015:

A Lei Federal de Acesso à Informação - Lei Nº 12.527/2011 foi regulamentada no Executivo Estadual pelo Decreto Estadual Nº 1.359/2015 de 31 de agosto de 2015. O mesmo foi elaborado de maneira participativa por um Grupo de Trabalho composto por representantes do Governo: Auditoria Geral do Estado – AGE, Procuradoria Geral do Estado – PGE e Casa Civil da Governadoria – CCG.

MEDIDAS DE FOMENTO AO ACESSO À INFORMAÇÃO NO ESTADO DO PARÁ: O Governo Estadual adotou uma série de medidas para garantir a devida implementação da Lei de Acesso à Informação, entre as quais destacamos:

MEDIDA 1 – TRANSPARÊNCIA ATIVA:

Criação de uma seção específica denominada “Transparência Pública” nos sítios de cada Órgão/Entidade do Poder Executivo Estadual para divulgação das informações mínimas exigidas.

FIGURA Nº 06 – PÁGINA DA INTERNET – SESPA – PADRONIZADA

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Reformulação do Portal da Transparência do Governo Estadual: www.transparencia.pa.gov.br. Novas consultas foram lançadas e o Cidadão pode realizar cruzamento de dados por filtros e critérios de busca.

FIGURA Nº 07 – PÁGINA DA INTERNET “TRANSPARÊNCIAPARÁ”

MEDIDA 2 – TRANSPARÊNCIA PASSIVA:

Estruturação dos Serviços de Informações ao Cidadão – SIC.PA. O SIC.PA é a unidade física existente junto aos(às) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual, em local identificado e de fácil acesso, para atender o Cidadão que deseja solicitar o acesso à informação pública;

Desenvolvimento de Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão e SIC.PA, ainda em construção pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará – PRODEPA juntamente com a AGE. Esse canal permitirá que o Cidadão formule seus pedidos de informação para qualquer Órgão/Entidade, de maneira fácil e rápida, por meio da internet. Será possível: acompanhar o prazo pelo número de protocolo gerado e receber a resposta da solicitação por e-mail; impetrar com recursos; apresentar reclamações e consultar as respostas recebidas. O objetivo é facilitar o exercício do direito de acesso às informações públicas.

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MEDIDA 3 – FORMAÇÃO DE SERVIDORES:

Orientação sobre a gestão da implementação da LAI em Reunião Técnica com o objetivo de disciplinar e aperfeiçoar procedimentos necessários à implementação do acesso a informações, conforme determina as Constituições Federal e a Lei Nº 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação, regulamentada pelo Decreto Estadual Nº 1.359/2015, de 31/08/2015, tendo como público alvo as Autoridades de Gerenciamento, os Responsáveis pelo atendimento das Solicitações de Acesso à Informação, os Responsáveis pela Tecnologia da Informação – TI e os Agentes Públicos de Controle – APC’s de cada Órgão/Entidade, totalizando cerca de 220 Servidores participantes;

Fornecimento de orientações, por meio do canal AGE ORIENTA, de maneira contínua para Servidores que procuram a AGE com dúvidas sobre a aplicação da Lei;

Disponibilização de MANUAL DE PERGUNTAS e RESPOSTAS sobre o Decreto Estadual Nº 1.359/2015, contendo as principais informações sobre a LAI: http://www.age.pa.gov.br/age/images/stories/sic%20perguntas%20e%20respostas%202015.pdf.;

Disponibilização de FORMULÁRIOS PADRÃO para utilização pelos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual, enquanto o e-SIC.PA não for disponibilizado: http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_ contente & view=article&id=100&Itemid=60.

MEDIDA 4 – MONITORAMENTO:

Designação pelos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual de Autoridade de Gerenciamento responsável por zelar pelo cumprimento do Decreto Estadual 1.359/2015;

Implantação da Comissão de Reavaliação de Documentos e Informações - CRDI, que decidirá, no âmbito do Poder Executivo Estadual, acerca do tratamento e da classificação de informações sigilosas e as competências estabelecidas no Art. 50 do Decreto Estadual Nº 1.359/2015.

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BALANÇO DAS SOLICITAÇÕES DE ACESSO A INFORMAÇÕES:

Entre os dias 01 de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2015, o Poder Executivo Estadual recebeu 338 pedidos de acesso à informação por meio do SIC.PA. Desse total, 324 ou 95,86% foram respondidos aos Solicitantes em um tempo médio de 25 dias. O principal canal de acesso foi por meio de sítio eletrônico, 96,74% dos registros, 0% registrados em forma de carta, 2,37% por meio de telefone e 0,86% presencialmente.

QUADRO Nº 35 - STATUS DAS SOLICITAÇÕES GRÁFICO Nº 18 - STATUS DAS SOLICITAÇÕES QUADRO Nº 36 - MEIOS DE RECEBIMENTOS GRÁFICO Nº 19 - MEIOS DE RECEBIMENTOS DAS SOLICITAÇÕES DAS SOLICITAÇÕES

MEIOS DE RECEBIMENTO QUANTID. %

SÍTIO ELETRÔNICO 327 96,74

CARTA 0 0

TELEFONE 8 2,37

PESSOALMENTE 3 0,89

TOTAL 338 100

SITUAÇÃO QUANTIDADE %

RESPONDIDAS 298 88,17

EM ANDAMENTO 26 7,69

RECUSADAS 14 4,14

TOTAL 338 100

298

26 14

ATENDIDAS EM ANDAMENTO RECUSADAS

327

8 3

SÍTIO ELETRÔNICO CARTA TELEFONE PESSOALMENTE

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ÓRGÃOS/ENTIDADES DEMANDADOS(AS):

A Auditoria Geral do Estado – AGE com 131 Solicitações de Acesso à Informação foi o Órgão que recebeu maior número de pedidos. Em seguida veio a Procurador-Geral do Estado- PGE, Secretaria de Estado de Saúde Pública- SESPA, Polícia Militar do Pará – PM, Secretaria de Estado da Fazenda –SEFA, Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa – FAPESPA, Polícia Civil do Estado do Pará – PC e Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará –PRODEPA.

QUADRO Nº 37 - ÓRGÃOS DEMANDADOS GRÁFICO Nº 20 - ÓRGÃOS DEMANDADOS

SITUAÇÃO QUANT. %

Auditoria Geral do Estado – AGE 131 38,76

Procurador-Geral do Estado – PGE 124 36,69

Secretário de Estado de Saúde Pública – SESPA 60 17,75

Polícia Militar do Pará – PM 14 4,14

Secretário de Estado da Fazenda – SEFA 5 1,48

Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa – FAPESPA 2 0,59

Polícia Civil do Estado do Pará – PC 1 0,30

Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará – PRODEPA 1 0,30

TOTAL 338 100

131

124

60

14

5

2

1

1

0 20 40 60 80 100 120 140

Auditoria Geral do Estado – AGE

Procurador-Geral do Estado –PGE

Secretário de Estado de Saúde Pública -SESPA

Polícia Militar do Pará – PM

Secretário de Estado da Fazenda -SEFA

Fundação Amazônia Paraense deAmparo à Pesquisa -FAPESPA

Polícia Civil do Estado do Pará -PC

Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estadodo Pará –…

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PERFIL DOS REQUERENTES:

QUADRO Nº 38- TIPO DE PESSOA GRÁFICO Nº 21- TIPO DE PESSOA

PERFIL DO SOLICITANTE QUANTID. %

PESSOA FÍSICA 314 92,9

PESSOA JURÍDICA 24 7,1

TOTAL 338 100

De acordo com dados do SIC.PA, a maioria dos pedidos de informação foi realizada por Pessoas Físicas. O mesmo solicitante pode ter mais

de um pedido. Do universo analisado, 314 Pessoas Físicas (92,90%) atuaram como autores das solicitações, ao passo que 24 foram de Pessoas Jurídicas (7,10%).

Na abordagem por Gênero, registrou-se um número de 124 do sexo Masculino (37%), 145 categorizadas como sexo Outros (43%), e 69 do sexo Feminino (20%). QUADRO Nº 39 - SEXO DO SOLICTANTE GRÁFICO Nº 22 - SEXO DO SOLICTANTE

PERFIL DO SOLICITANTE QUANTID. %

MASCULINO 182 53,85

FEMININO 119 35,21

OUTROS 37 10,94

TOTAL 338 100

329

9

PESSOA FÍSICA PESSOA JURÍDICA

124

69

145

MASCULINO FEMININO OUTROS

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RESPOSTAS ÀS SOLICITAÇÕES:

Quanto às respostas, 313 (92,60%) Solicitações foram respondidas dentro do prazo, ou seja, até 30 dias após o seu recebimento e 25 (7,40) solicitações respondidas fora do prazo pela dificuldade de coleta dos dados para respostas.

QUADRO Nº 40 - RESPOSTAS ÀS SOLICITAÇÕES GRÁFICO Nº 23 - RESPOSTAS ÀS SOLICITAÇÕES

RECURSOS IMPETRADOS:

Não foram impetrados Recursos contra respostas das Solicitações de Informações ao Cidadão no Exercício 2015.

AÇÕES EM DESENVOLVIMENTO:

A Auditoria Geral do Estado - AGE, responsável pelo gerenciamento dos procedimentos complementares necessários à implementação do Decreto Estadual Nº 1.359/2015, está à frente de três iniciativas significativas a serem implementadas nos próximos meses do corrente ano:

RESPOSTA QUANTID. %

NO PRAZO 320 95,67

FORA DO PRAZO 18 4,33

TOTAL 338 100

320

18

NO PRAZO FORA DO PRAZO

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Implantação do Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão em desenvolvimento juntamente com a PRODEPA; Implementação da padronização dos sítios e portais dos(as) Órgãos/Entidades, em parceria com a Casa Civil da Governadoria – CCG

e Secretaria de Estado de Comunicação – SECOM; Realização de campanha pública, principalmente por meio das redes sociais e material publicitário para incentivar a Sociedade a utilizar

as informações de forma a gerar novos conhecimentos e serviços, assim como fomento do Controle Social, visando o aprimoramento constante das Políticas Públicas, em parceria com a Casa Civil da Governadoria - CCG.

3.2- AÇÕES DA FUNÇÃO DE CONTROLADORIA: A função de Controladoria, prevista na Lei de criação da AGE, desenvolveu no Exercício 2015, diversas ações que visam detectar e corrigir gargalos gerenciais da Administração Pública.

As Ações de Controladoria são essencialmente preventivas, pois se caracterizam na antecipação das situações de desconformidade e/ou potenciais riscos possíveis de serem sanados/amenizados ou eliminados verificados junto aos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual.

Dentre as Ações de Controladoria pode-se destacar: 3.2.1 - SISTEMA DE CONTROLE PREVENTIVO – SICONP: Dentre as ações, citamos as realizadas por meio do Sistema de Controle Preventivo – SICONP, monitorando por meio das publicações, no Diário Oficial do Estado, as Dispensas e Inexigibilidades de Licitações efetuadas pela Administração Pública Estadual. Assim, encaminha-se as demandas aos(às) Órgãos/Entidade acerca dessas modalidades de contratação direta para que os Agentes Públicos de Controle – APC’s possam analisar os processos e atuar de forma preventiva e remeterem suas conclusões e ponderações a esta Auditoria Geral do Estado – AGE. No Exercício 2015 foram enviadas 710 (setecentas e dez) demandas, consubstanciadas nas Solicitações de Informações AGE – SI’s AGE.

Analisando os dados do Exercício 2015, verifica-se uma continuidade da queda dos valores contratados por Dispensas e Inexigibilidade de Licitações e do respectivo percentual que representa sua participação no total das despesas empenhadas, em relação aos anos anteriores.

Assim, essas modalidades de contratações diretas, no Exercício 2015, segundo dados do SIAFEM, ainda sujeitos a alterações, totalizaram R$ 891.387.296,11 correspondendo a 4,81% do total das despesas empenhadas, configurando uma redução de cerca de R$ R$ 1.3 bilhões ou 59,48% em valores atualizados pelo IPCA Nov/2015, em relação aos valores apurados para o Exercício 2010, conforme Gráficos a seguir.

Tomando-se como base o Exercício 2010, os valores acumulados dessa redução nos Exercícios 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015 somam R$ 6.263.781.000,00 deixaram de ser contratados por Dispensa e Inexigibilidade de Licitação, todos atualizados pelo IPCA Nov/2015.

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GRÁFICO Nº 23 - PARTICIPAÇÃO % DAS DISPENSAS E INEXIGIBILIDADES NO TOTAL DAS DESPESAS DO GOVERNO

(EXERCÍCIOS 2010 - 2011 – 2012 – 2013 – 2014 - 2015)

QUADRO Nº 41 PARTICIPAÇÃO DA DISPENSA E INEXIGIBILIDADES NO TOTAL DAS DESPESAS DO GOVERNO

Tipo Contratação 2010 (A)

% (A/T)

2011 (B)

% (B/T)

2012 (C)

% (C/T)

2013 (D)

% (D/T)

2014 (D)

% (D/T)

2015 (E)

% (E/T)

Dispensa / Inexigibilidade 1.891.910.992 15,05% 1.065.641.882 8,84% 767.728.045 5,49% 732.526.306 4,94% 803.424.397 4,82% 891.387.296 4,81%

Outros 10.682.331.206 84,95% 10.989.641.540 91,16% 13.210.295.852 94,51% 14.082.718.373 95,06% 15.848.339.591 95,18% 17.613.937.324 95,19%

T O T A L (T) 12.574.242.198 100,00% 12.055.283.422 100,00% 13.978.023.897 100,00% 14.815.244.679 100,00% 16.651.763.988 100,00% 18.505.324.620 100,00% Fonte: Balanço Geral do Estado do Pará, para Exercícios 2010, 2011, 2012. Para o Exercício de 2013, 2014 e 2015, B.O. SIAFEM,. *Valores atualizados pelo IPCA / Novembro/2015

0,00%

2,00%

4,00%

6,00%

8,00%

10,00%

12,00%

14,00%

16,00%

20102011

20122013

20142015

15

,05

%

8,8

4%

5,4

9%

4,9

4%

4,8

2%

4,8

1%

94

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GRÁFICO 24 - COMPARATIVO DOS SALDOS CONTÁBEIS – DISPENSA E INEXIGIBILIDADE (EXERCÍCIOS 2010 - 2011 – 2012 – 2013 – 2014 - 2015)

QUADRO Nº 42 - COMPARATIVO DOS SALDOS CONTÁBEIS – DISPENSA E INEXIGIBILIDADE (EXERCÍCIOS 2010 - 2011 – 2012 – 2013 – 2014 - 2015)

Fonte: Balanço Geral do Estado do Pará, para Exercícios 2010, 2011, 2012. Para o Exercício de 2013, 2014 e 2015, B.O. SIAFEM, *Valores atualizados pelo IPCA / Novembro/2015

TIPO DE CONTRATAÇÃO

REDUÇÃO NO PERÍODO

2010 X 2011 2010 X 2012 2010 X 2013 2010 X 2014 2010 X 2015

VALOR % VALOR % VALOR % VALOR % VALOR %

Dispensa / Inexigibilidade -956.841 43,67% -1.301.832 59,42% -1.342.597 61,28% -1.359.365 62,07% -1.303.146 59,48%

ACUMULADO -956.841 -2.258.673 -3.601.270 -4.960.635 -6.263.781

-

500.000

1.000.000

1.500.000

2.000.000

2.500.000

20102011

20122013

20142015

2.1

90

.88

1

1.2

34

.03

9

88

9.0

49

84

8.2

83

83

0.9

15

88

7.7

35

95

6.8

41

1.3

01

.83

2

1.3

42

.59

7

1.3

59

.96

5

1.3

03

.14

6

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

Ao contrário do que ocorreu na Gestão anterior, quando a participação relativa das despesas com Dispensa e Inexigibilidade de Licitação em relação às despesas totais empenhadas situou-se em 15,05%, no Exercício 2015 esse percentual caiu para 4,81%. A AGE vem dando continuidade no sentido de acompanhar os trabalhos dos Agentes Públicos de Controle – APC’s, bem como orientar os(as) Órgãos/Entidades na implementação de procedimentos de Controle que visem proteger o patrimônio do Estado.

O SICONP, desde sua implantação vem apresentado resultados expressivos, que contribuíram para redução das contrações diretas sem licitações, aumentando a transparência. Assim, as Dispensas/Inexigibilidades de Licitações em 2011 caíram para 8,84% do total das despesas governamentais, com apenas 6 meses do início do SICONP. No Exercício 2012, a redução foi bem mais significativa: 5,49% apenas do total das despesas foram contratadas por Dispensas/Inexigibilidades de Licitações.

Verifica-se que com o SICONP já em pleno funcionamento os resultados foram ainda mais positivos, o que é confirmado com os dados dos Exercícios 2013, 2014 e 2015. Nos Exercícios 2013 e 2014 o total das despesas contratadas por Dispensas/Inexigibilidades de Licitações continuaram reduzindo, chegando a 4,94% e 4,82%, respectivamente. Agora, no Exercício 2015, esse percentual reduziu mais ainda, para 4,81%, como já demonstrado.

Os significativos resultados positivos verificados a partir da implementação e funcionamento dessa ferramenta de Controle preventivo – que se constitui o Software SICONP - representam a melhoria na Gestão das modalidades de contratações diretas ora sob exame, nos períodos examinados, pela Administração Estadual.

A vantagem do SICONP é que se pode, ao analisar o processo com a orientação tutorial do Sistema, proceder preventivamente na solução de impropriedades ou, quando não for possível saná-las, interromper o processo até que se recupere a sua regularidade ou mesmo determinar sua suspensão. Tudo em consonância com o modelo de Gestão que tem como principal objetivo proteger a Sociedade para que os recursos públicos sejam aplicados de forma mais transparente e que respondam aos desafios de redução da pobreza e desigualdades, onde um dos caminhos para tanto é garantir a melhor utilização dos recursos públicos com transparência.

É, portanto, importante dar continuidade à atuação da AGE na orientação e prevenção junto aos(às) Órgãos/Entidades para conscientização e aprimoramento de seus mecanismos de Controle, objetivando que permaneçam apresentando uma menor incidência de contratações diretas, sem realização de processos licitatórios, como de fato vem ocorrendo desde 2011, não por coincidência, ano de criação e implementação do SICONP.

No ano de 2014 o Software SICONP foi selecionado e se destacou no Seminário “O Controle Interno Governamental no Brasil – Velhos Desafios, Novas Perspectivas”, que ocorreu devido a uma parceria inédita entre o Banco Mundial e o Conselho Nacional de Controle Interno – CONACI, cujo objetivo foi discutir e compartilhar boas práticas do Controle Interno.

O SICONP foi o primeiro Projeto apresentado no Seminário, destacando-se por conta dos resultados expressivos obtidos nos três anos de implantação do mesmo, que contribuiu para redução das contrações diretas sem licitações, aumentando a transparência.

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3.2.2 - SOLICITAÇÕES DE DOCUMENTAÇÕES E INFORMAÇÕES – SDI’S AGE E PARECERES TÉCNICOS AGE:

A AGE emite Solicitação de Documentação e Informação – SDI AGE aos(às) Órgãos/Entidades do Executivo solicitando informação e documentação sobre determinado assunto, as quais, após atendimento, subsidiam as análises e manifestações técnicas deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno. No Exercício 2015 foram emitidas 117 (cento e dezessete) SDI’s.

Também são emitidos Pareceres Técnicos AGE sobre temas diversos encaminhados pelos Órgãos/Entidades, assim como Notas Técnicas. No Exercício 2015 foi elaborado 01 (um) Parecer Técnico. QUADRO Nº 43 - SOLICITAÇÕES DE DOCUMENTAÇÕES E INFORMAÇÕES – SDI’S AGE E PARECERES TÉCNICOS AGE

DEMANDAS ÓRGÃOS/ENTIDADES

TIPO QTDE. SDI'S AGE 117 PARECER TÉCNICO AGE 1

TOTAL 118 3.2.3 – GESTÃO FISCAL TRANSPARENTE E RESPONSÁVEL DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL:

A Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF estabeleceu normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na Gestão Fiscal, com o propósito de assegurar a consecução das metas fiscais, bem como dar transparência dos gastos públicos, pressuposto da "gestão fiscal responsável", conforme Art. 1º:

“Art. 1o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição.

§ 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.”(grifos nossos)

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Considerando-se ainda o cenário de crise econômica e fiscal atualmente vivenciado no País e apresentado na Mensagem de Governo- Exercício 2016:

“(...) Quero também agradecer aos demais poderes. Ao Judiciário, que de forma concreta, se mostrou solidário e parceiro diante da grave crise vivida pelo País e que nos arrasta a todos. Ao Ministério Público, aos Tribunais de Contas, e, especialmente, a esta Casa.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados. Sem o concurso das senhoras e senhores, nada teria sido possível. Logo, mais do que por protocolo ou gentileza, divido com cada um e todos os acertos e avanços alcançados, os quais, se ainda são insuficientes diante das carências que se acumularam por décadas e séculos, são inegavelmente consistentes, na direção, em primeiro lugar, de um Pará melhor para os paraenses, mas também melhor e reconhecido fora de nossas fronteiras. Em 2015, caminhamos um pouco mais nessa direção, não obstante sérias dificuldades impostas pela conjuntura nacional. Todos vivemos um ano de turbulências políticas, escalada inflacionária, recessão econômica, aumento do desemprego, crise generalizada, pessimismo e incertezas, que nem a virada do ano livrou o brasileiro da incômoda sensação de que tudo se repetirá, e talvez de forma piorada. Lamentavelmente, devo fazer referência a isso, ainda que desejando que as previsões não se confirmem. Mas não nos é dado o direito de ignorar os desafios que se nos apresentam, bem como o difícil terreno sobre o qual pisamos no ano que se encerrou. Minhas senhoras e meus senhores, Estudos apontam que sequer no período da grande depressão global, em 1929, o Brasil viveu a ameaça de experimentar três anos consecutivos sem crescimento. E nos dois últimos anos o produto per capita brasileiro diminuiu. A população ficou mais pobre e mais dependente dos governos que, por seu turno, perderam receitas para ofertar mais e melhorar serviços. Essa é uma dramática contradição real que nem um discurso pode contestar. Mais de um milhão e meio de brasileiros perderam seus empregos em 2015, enquanto a inflação de dois dígitos assombra os empregados e corrói a renda. Fazia 23 anos que o País não perdia tantos empregos num ano. A crise econômica é tão mais grave porque é também uma crise política, ética e de valores; diria mesmo que uma crise de sociedade.

(...) Do mesmo modo, é preciso reconhecer que a Amazônia e o Pará não têm como passar ao largo de uma crise dessa dimensão, mesmo porque, pelo modelo federativo vigente, estamos todos atrelados às políticas fiscais e econômicas emanadas de Brasília. Entretanto, há que se reconhecer que, apesar de tudo, o Pará vem atravessando esse mar de tormenta não sem perdas ou sacrifícios, mas evitando traumas maiores e se preparando não apenas para o dia seguinte, mas para o pós-crise que, certamente, não será eterna. Talvez por isso, tenhamos sido apontados como um dos poucos estados brasileiros cujo PIB não apresentará variação negativa em 2015, quando o País encolheu o triplo do crescimento da população.”

Com isso, a AGE, Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, em consonância a preceitos constitucionais, infraconstitucionais, institucionais e de Governo, irá neste Capítulo evidenciar, através do desempenho obtido pelo Poder Executivo Estadual no Exercício 2015: uma Gestão Fiscal Responsável; o equilíbrio existente entre Receitas e Despesas; o Cumprimento de Metas Fiscais, dentre as estabelecidas no PAF, na LRF e na LDO; a observância dos Limites definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal; a importância de Políticas Tributárias para manutenção da Receita Própria, em consonância com o Artigo 11 da LRF; cumprimento dos dispositivos de Transparência Pública e Participação Popular mediante publicações tempestivas dos Relatórios exigidos, realização de Audiências Públicas e disponibilização na rede mundial de computadores, dentre outros, contribuindo assim para o contínuo aperfeiçoamento e transparência das ações de Governo, inclusive quanto ao direito/dever de Prestação de Contas, bem como fortalecendo a promoção do Controle Social.

3.2.3.1 - AUMENTO NA REPRESENTATIVIDADE DA RECEITA PRÓPRIA NA ARRECADAÇÃO DO ESTADO: A representatividade das Receitas Próprias vem aumentando em um cenário em que a Receita de Transferências vem apresentando queda, seguindo tendência apresentada desde o Exercício 2012:

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QUADRO Nº 44 – REPRESENTATIVIDADE DA RECEITA PRÓPRIA – EXERCÍCIO 2015

Fonte: Mensagem do Governo do Pará à ALEPA – 2016, página 46, adaptado. Notas: Valores corrigidos pelo IPC-A base dezembro/2015. Atualizado em 18/01/2016.

Verifica-se que a Arrecadação Própria apresentou manutenção, em termos nominais, no valor de R$ 11,4 bilhões, mesmo patamar da Arrecadação ocorrida no Exercício anterior. Já as transferências apresentaram queda de R$ 5,8 bilhões para R$ 5,4 bilhões.

Tal fato evidencia que, a cada Exercício, vem diminuindo as Receitas de Transferências do Governo Federal para prestação de serviços à Sociedade paraense.

O Governo Estadual vem adotando providências no âmbito de sua competência e responsabilidade que evidenciam o fortalecimento de práticas de Gestão Fiscal Responsável, que contribuem para, compensar tão representativa queda das Transferências de Recursos Federais, em consonância com o Artigo 11 da Lei de Responsabilidade Fiscal, como, dentre outros:

“Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação.”

A implantação, no Exercício 2015, da Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Exploração e Aproveitamento de Recursos Hídricos – TFRH;

Implantação, em 2012, da Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários – TFRM;

Prática, desde o Exercício 2014, do protesto em cartório da Certidão de Dívida Ativa, possibilitando maior efetividade à cobrança do crédito tributário.

DISCRIMINAÇÃO EXERCÍCIOS

2010 2011 2012 2013 2014 2015

RECEITA PRÓPRIA R$ 8.007.729 8.347.678 10.431.830 10.770.729 11.480.805 11.442.406

% 61,96% 59,87% 65,03% 65,38% 66,42% 67,82%

RECEITA DE TRANSFERÊNCIA

R$ 4.916.053 5.596.288 5.610.634 5.702.157 5.804.392 5.428.283

% 38,04% 40,13% 34,97% 34,62% 33,58% 32,18%

RECEITA TOTAL R$ 12.923.782 13.943.966 16.042.464 16.472.886 17.285.197 16.870.689

% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%

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“(...) Da mesma forma gostaria de agradecer a participação dessa Casa na aprovação de duas importantes leis, não apenas para a gestão fiscal desse Estado, mas para a construção de um novo marco regulatório, que discipline a relação e utilização dos nossos recursos naturais. Refiro-me à criação das taxas de fiscalização sobre recursos minerais e hídricos. Fundamentais para recolocar o papel dos entes federativos no cuidar de suas riquezas, as quais devem servir a toda sociedade não apenas no presente, mas também no futuro (...) ajudando a servir de base para mais saúde, mais educação, mais saneamento, mais infraestrutura, mais qualidade de vida.” (Grifos nossos)

Mensagem do Governo do Pará à ALEPA – 2015, página 26.

3.2.3.2 - PUBLICAÇÃO DO RELATÓRIO DE GESTÃO FISCAL - RGF e RELATÓRIO RESUMIDO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA – RREO:

O Art. 52 da LRF determina que o Relatório Resumido de Execução Orçamentária - RREO abrangerá todos os Poderes e o Ministério Público, sendo publicado pelo Poder Executivo até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, conforme determina a Constituição Federal, em seu § 3º do Art. 165, sendo composto de duas peças básicas e de alguns demonstrativos de suporte. As peças básicas são: o Balanço Orçamentário, cuja função é especificar, por categoria econômica, as Receitas e as Despesas e o Demonstrativo de Execução das Receitas, por categoria econômica e fonte e das Despesas, por categoria econômica, grupo de natureza, função e subfunção.

O Art. 54 da LRF define que, ao final de cada quadrimestre, será emitido pelos Titulares dos Poderes e Órgãos referidos no seu Art. 20 o Relatório de Gestão Fiscal - RGF, abrangendo todas as variáveis imprescindíveis à consecução das metas fiscais e à observância dos limites fixados para Despesas e Dívida. O § 2º do Art. 55 estabelece que o RGF será publicado até trinta dias após o encerramento do período a que corresponder, com amplo acesso ao público, inclusive por meio eletrônico.

Neste contexto, verificou-se o cumprimento aos dispositivos da LRF que tratam de transparência, dentre outros, Art. 1 º, § 1, a saber: “Art. 1o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição.

§ 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente,” (...) (grifos nossos)

De acordo com a verificação efetuada no Diário Oficial do Estado - DOE, os Relatórios em referência foram regularmente publicados, com ampla divulgação, inclusive em meio eletrônico, na página do Portal de Transparência do Poder Executivo Estadual da e SEFA, conforme publicação do(s) RREO(s) e RGF(s) evidenciados abaixo:

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QUADRO Nº 45 – RELATÓRIO RESUMIDO DA QUADRO Nº 46 - RELATÓRIO RESUMIDO DE GESTÃO EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA – RREORELATÓRI FISCAL - RGFEXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA -

RRE A publicação dos RREO(S) e dos RGF(S), já devidamente comprovadas acima, constituem-se também em média que vem sendo implementada pelo Governo ao longo da Gestão e que possibilitou avaliações externas positivas acerca da Transparência das Ações de Governo em âmbito Nacional.

3.2.3.3 - REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIAS PÚBLICAS: Conforme determina a LRF, Art. 9°, § 4°, foram realizadas Audiências Públicas na ALEPA, durante as quais o Poder Executivo Estadual demonstrou o cumprimento das Metas Fiscais, cumprindo assim ao disposto na LRF. A realização de Audiências Públicas vem atender a princípio constitucional de Participação Popular na Administração Pública.

Oportuno registrar ainda que, em atendimento de dispositivos constitucionais, foram registradas audiências públicas em todas as 12 Regiões de Integração do Estado:

RELATÓRIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA - RREO RELATÓRIOS DE GESTÃO FISCAL - RGF

BIMESTRE PUBLICAÇÃO QUADRIMESTRE PUBLICAÇÃO Janeiro/ Fevereiro Diário Oficial Nº. 32.857 de 30/03/2015

Janeiro/Abril Diário Oficial Nº. 32896 de 29/05/2015

Março/ Abril Diário Oficial Nº. 32.896 de 29/05/2015

Maio/Agosto Diário Oficial Nº. 32978 de 24/09/2015

Maio/Junho Diário Oficial N°. 32.939 de 30/07/2015

Setembro/Dezembro Diário Oficial Nº. 33.059 de 29/01/2016 e N°33.063 de 04/02/2016 (republicações)

Julho/Agosto Diário Oficial Nº. 32.32.978 de 24/09/2015

Relatório Consolidados

Diário Oficial Nº. 33.064 de 05/02/2016

Setembro/Outubro Diário Oficial Nº. 33.022 de 30/11/2015

Novembro/Dezembro

Diário Oficial Nº. 33.059 de 29/01/2016 e Nº. 33.063, de 04/02/2016 (republicação)

Fontes: IOEPA; http://www.sefa.pa.gov.br/index.php/receitas-despesas/contabilidade-geral/10192-2015-bimestral ;

Fontes: IOEPA; http://www.sefa.pa.gov.br/index.php/receitas-despesas/contabilidade-geral/10517-2015-quadrimestrais ; http://www.transparencia.pa.gov.br/?q=node/36 .

http://www.transparencia.pa.gov.br/?q=node/35 .

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“A Secretaria de Estado de Planejamento (SEPLAN), respaldada no princípio da transparência, do controle social e da impessoalidade, vem ampliando a participação popular na administração pública, com a realização de audiências públicas na gestão regionalizada dos instrumentos de planejamento, notadamente na elaboração do Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 e nas edições anuais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA).

Ressalte-se o esforço na formulação do PPA 2016-2019, em 2015, de forma regionalizada, elaborado em conjunto pelos órgãos do Executivo e de outros Poderes, além do Ministério Público e órgãos independentes. Como referências para sua formulação, foram ouvidas federações e representantes de vários segmentos da sociedade, e realizadas consultas públicas e audiências públicas nas 12 regiões de integração (Baixo Amazonas, Xingu, Tapajós, Carajás, Araguaia, Lago de Tucuruí, Tocantins, Rio Capim, Rio Caeté, Guamá, Marajó e Região Metropolitana), das quais participaram, aproximadamente, 2.400 pessoas, com transmissão, via internet. Esse processo de consulta ampliado oportuniza à sociedade a apresentação de suas reivindicações e propostas e constitui-se, deste modo, num vetor para o alcance de uma gestão mais efetiva, legítima e igualitária.” (Grifos nossos)

Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2016, página 62.

3.2.3.4 - SEQUÊNCIA DE RESULTADOS PRIMÁRIOS POSITIVOS:

O Resultado Primário apurado no ano indica se os níveis de gastos orçamentários são compatíveis com a arrecadação, ou seja, se as Receitas Primárias são capazes de suportar as Despesas Primárias, gerando saldo para pagar as despesas com juros, a fim de evitar o aumento da dívida.

A sequência de resultados primários positivos no Quadriênio 2011-2014 no Estado já foi objeto de análise nos Relatórios Anuais de Controle Interno do Poder Executivo Estadual em Exercícios anteriores. Novamente foi apurado e demonstrado no RREO Resultado Primário Positivo e o atingimento da Meta estabelecida na LDO para o Exercício 2015, conforme demonstrado abaixo:

QUADRO Nº 47 - RESULTADO PRIMÁRIO

FONTE: Relatório Anual de Controle Interno do Poder Executivo Estadual – Exercício 2014 e RREO/2015.

DISCRIMINAÇÃO

EXERCÍCIOS

2011 2012 2013 2014 2015

RECEITA PRIMÁRIA 12.686.060 15.433.381 16.511.621 18.671.877 20.522.628

DESPESA PRIMÁRIA 11.696.945 14.318.013 15.998.047 18.156.971 20.135.647

RESULTADO PRIMÁRIO 989.115 1.115.368 513.575 514.906 386.982

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QUADRO Nº 48 - EVOLUÇÃO DO RESULTADO PRIMÁRIO NO QUADRIÊNIO 2011 / 2014 E METAS ULTRAPASSADAS NOVAMENTE EM 2015. R$ Milhares

De acordo com o Demonstrativo do Resultado Primário que integra o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, referente ao período Janeiro a Dezembro de 2015, o Resultado Primário do Exercício 2015 foi de R$ 386,982 milhões, superando a meta inicialmente estabelecida mesmo diante da crise econômica e fiscal vivenciada no País.

3.2.3.5 - ÍNDICES DE ENDIVIDAMENTO DO ESTADO DENTRE OS MELHORES DO PAÍS: No Exercício 2015 a Capacidade de Endividamento permaneceu no mesmo patamar positivo e dentro dos limites máximos permitidos, demonstrando plena e ampla capacidade do Estado do Pará captar recursos por meio da contratação de Operações de Crédito, conforme demonstrado na da Mensagem de Governo encaminhada à Assembleia Legislativa – Exercício 2016 e imagem a seguir:

DISCRIMINAÇÃO

EXERCÍCIOS

2011 2012 2013 2014 2015

RESULTADO PRIMÁRIO 989.115 1.115.368 513.575 514.906 386.982 METAS FISCAIS FIXADAS NA LDO 66.531 54.974 88.323 20.945 82.057

% EM RELAÇÃO À META 1.486,70 2.028,90 581,47 2.458,37 471,60

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FIGURA Nº 08 – CAPACIDADE DE ENDIVIDAMENTO DO ESTADO DO PARÁ EXERCÍCIOS 2014 - 2015

Fonte: Gestão Fiscal EQUILÍBRIO NAS CONTAS PÚBLICAS, Páginas 40 a 50 da Mensagem de Governo – Exercício 2016, disponível em:

http://www.sepof.pa.gov.br/sites/default/files/PDF/mensagem/mensagem2016/mensagem_2016.pdf .

Os resultados apurados em 2015, evidenciam a boa, regular e responsável utilização de Recursos Públicos Estaduais, uma vez que todos os Índices de Endividamento apurados estão em consonância e cumprindo as Resoluções do Senado Federal Nº 040/2001 e 043/2001, que dispõem sobre os limites globais para o montante da Dívida Pública Consolidada e da Dívida Pública Mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e sobre as Operações de Crédito Interno e Externo dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, respectivamente:

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Operações de Crédito - O ingresso de recursos de Operações de Crédito em um determinado Exercício não pode exceder a 16% da Receita Corrente Líquida - RCL, conforme estabelecido pelo Art. 7º, Inciso I da Resolução do Senado Nº 043/2001. O resultado percentual, em 2015, de 1,06%, evidencia além do cumprimento do limite estabelecido, ampla capacidade para sua utilização pelo Estado;

Dívida Pública - O comprometimento anual com amortizações, juros e demais encargos da dívida consolidada, inclusive relativos a valores a desembolsar de Operações de Crédito já contratadas e a contratar, não poderá exceder a 11,5% (onze inteiros e cinco décimos por cento) da Receita Corrente Líquida, conforme estabelecido no Art. 7º, Inciso II da Resolução do Senado Nº 043/2001. O dispêndio com a Dívida Pública foi de R$ 630 milhões, incluindo amortização e juros e encargos da dívida. Esse montante corresponde a 3,75% da Receita Corrente Líquida - RCL do Exercício, ou seja, além de cumprimento está bem abaixo do limite estabelecido pelo Senado Federal.

O montante da Dívida Consolidada não poderá exceder ao limite de duas vezes, ou seja, 200% a Receita Corrente Líquida, conforme inteligência da Resolução do Senado Nº 040/2001, Inc. I do Art. 3º, c/c Art. 7º, Inciso III da Resolução do Senado Nº 043/2001. O quadro acima evidencia um índice de 22,49%, apontando para, além do cumprimento do limite estabelecido, ampla margem disponível, sinalizando que o Estado está apto a captar novas Operações de Crédito.

Por fim, ressalta-se que a situação confortável e favorável registrada no Exercício 2015 frente a sua situação de Endividamento do Estado, com ampla margem disponível para utilização e captação de Operações de Crédito já fora registrada em Relatórios de Exercícios anteriores, inclusive demonstrada diante do cenário nacional, a saber:

- Nos últimos anos, os resultados da relação Dívida Consolidada/Receita Corrente Líquida, no período 2012, 2013 e 2014, de 22,98%, 23,58% e 23,61%, respectivamente, para o limite de 200%;

- No mesmo período de 2012 a 2014, o coeficiente de Operações de Crédito registrou 4,53%, 4,45% e 3,50%, respectivamente, para o limite de 11,5%;

- Desde a edição da LRF, o Estado do Pará, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional STN, apresenta um dos melhores índices de endividamento dentre os Estados, obtendo em 2014 o segundo melhor índice em âmbito nacional, conforme demonstrado no Quadro abaixo:

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QUADRO Nº 49 - RELAÇÃO DÍVIDA CONSOLIDADA LÍQUIDA / RECEITA CORRENTE LÍQUIDA DOS ESTADOS

RANKING ESTADOS EXERCÍCIOS 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

1º RN 0,22 0,19 0,17 0,20 0,13 0,11 0,15 0,07 2º PA 0,35 0,28 0,24 0,29 0,19 0,11 0,10 0,09 3º DF 0,19 0,16 0,17 0,18 0,16 0,10 0,16 0,12 4º RR -0,13 -0,13 0,31 0,04 -0,10 0,20 0,37 0,12 5º ES 0,19 0,10 0,08 0,17 0,14 0,15 0,21 0,23 6º TO 0,08 0,10 0,11 0,16 0,21 0,21 0,26 0,25 7º AM 0,19 0,13 0,24 0,27 0,19 0,15 0,22 0,30 8º CE 0,38 0,24 0,17 0,28 0,29 0,28 0,29 0,31 9º MA 0,91 0,74 0,68 0,64 0,47 0,41 0,38 0,32 10º AP 0,10 0,04 0,11 0,18 0,12 0,18 0,26 0,34 11º BA 0,82 0,72 0,63 0,52 0,46 0,49 0,47 0,37

BRASIL 1,3 1,19 1,13 1,12 1,04 1,05 1,03 0,96

NOTAS: 1 - Os dados de 2014 estão até o segundo quadrimestre do ano. 2 - Dados extraídos dos Relatórios homologados no SISTN e Relatórios Fiscais disponibilizados na Internet ou encaminhados pelos Estados.

GRÁFICO Nº 25 - RELAÇÃO DÍVIDA CONSOLIDADA LÍQUIDA / RECEITA CORRENTE LÍQUIDA DOS ESTADOS

-0,50

0,00

0,50

1,00

1,50

RN PA DF RR ES TO AM CE MA AP BA BRASIL

ESTADOS 2007 ESTADOS 2008 ESTADOS 2009 ESTADOS 2010

ESTADOS 2011 ESTADOS 2012 ESTADOS 2013 ESTADOS 2014

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3.2.3.6 - AMPLA MARGEM PARA REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO: A situação favorável apresentada, no Exercício analisado, quanto ao baixo Endividamento, em termos práticos, pode possibilitar a realização de Operações de Crédito, tendo em vista a relação apurada entre a Dívida e Receita Corrente Líquida, conforme já apresentado no Item anterior.

3.2.3.7 - CUMPRIMENTO DAS PRINCIPAIS METAS ESTABELECIDAS NO PROGRAMA DE REESTRUTURAÇÃO DE AJUSTE FISCAL DO ESTADO DO PARÁ – PAF: No ano de 1995 o Conselho Monetário Nacional, por intermédio da Resolução Nº 162, iniciou a construção do arcabouço legal que levaria às futuras medidas de ajuste fiscal a serem adotadas pelos Estados e Distrito Federal. Na ocasião criou-se o Programa de Apoio à Reestruturação e ao Ajuste Fiscal de Estados, que visava à implementação de medidas que permitissem àqueles Entes alcançar o equilíbrio orçamentário sustentável.

O Programa proposto na ocasião constituiu um marco nas relações financeiras entre a União e os Governos Estaduais, por meio do qual eles têm adotado postura consistente com a manutenção de seu equilíbrio fiscal e com a estabilidade macroeconômica.

O Governo do Estado do Pará passou a integrar o PAF por meio do Contrato de Confissão, Assunção, Consolidação e Refinanciamento de Dívidas Nº 010/1998 STN / COAFI, em 30 de março de 1998, firmado com a União, no âmbito da Lei nº 9.496/97 a da Resolução do Senado Federal Nº 112/98. Mesmo antes da edição da Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000, o Estado do Pará vinha trabalhando, como elemento norteador de gestão pública, o estabelecimento anual de metas e compromissos a serem cumpridos pelo Tesouro Estadual no sentido de manter o equilíbrio das contas públicas.

A Lei N° 9.496 estabeleceu os critérios e condições para a consolidação, a assunção e o refinanciamento, pela União, da Dívida Pública Mobiliária e outras que especifica, de responsabilidade dos Estados e do Distrito Federal, dentre as quais, a necessidade de firmar Programa de Reestruturação e de Ajuste Fiscal, constando necessariamente nesses Programas metas relacionadas aos seguintes tópicos:

- dívida financeira em relação à receita líquida real - RLR;

- resultado primário, entendido como a diferença entre as receitas e despesas não financeiras;

- despesas com funcionalismo público;

- arrecadação de receitas próprias;

- privatização, permissão ou concessão de serviços públicos, reforma administrativa e patrimonial;

- despesas de investimento em relação à RLR.

Constam indicadores na Mensagem de Governo encaminhada à Assembleia Legislativa – Exercício 2016 demonstrando o atendimento das principais Metas estabelecidas para o Exercício 2015, conforme imagem a seguir:

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FIGURA Nº 09 – INDICADORES FISCAIS DO PROGRAMA DE AJUSTE FISCAL - PAF EXERCÍCIOS 2015 / 2016

Fonte: Gestão Fiscal EQUILÍBRIO NAS CONTAS PÚBLICAS, Páginas 40 a 50 da Mensagem de Governo – Exercício 2016, disponível em: http://www.sepof.pa.gov.br/sites/default/files/PDF/mensagem/mensagem2016/mensagem_2016.pdf .

As Metas acima apresentadas são objeto do Item 3 da 14ª Revisão do Programa4, referente ao período 2014-2016, datado em 30/12/2014. Os resultados fiscais realizados em 2015 e já evidenciados demonstram o cumprimento das metas pactuadas no Programa de Ajuste Fiscal – PAF, contribuindo para manter o equilíbrio fiscal.

Encontram-se disponíveis para Consulta Pública no sítio eletrônico da SEFA, por meio do link: http://www.sefa.pa.gov.br/index.php/receitas-despesas/contabilidade-geral/2293-paf, os respectivos, dados, documentos e informações relevantes.

Meta PAF Nº 01 - Relação Dívida Financeira / Receita Líquida Real. A Dívida Financeira Total do Estado não poderá ser superior a sua Receita Líquida Real–RLR. A referida relação registrou resultado de 0,25 no Exercício, portanto, cumprindo a Meta.

4 Documento disponível em http://www.sefa.pa.gov.br/arquivos/contabilidade/paf/2014/01-Programa_de_Ajuste_Fiscal-PAF_2014-2016.pdf .

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Meta PAF Nº 02 - Resultado Primário. Principal indicador do PAF, corresponde à diferença entre a Receita Líquida e as Despesas Não

Financeiras, e registra a capacidade de pagamento do serviço da Dívida Pública Estadual. Registrou resultado positivo de R$ 50 milhões, cumprindo e superando o montante estabelecida como Meta para o período, de R$ 24 milhões.

Meta PAF Nº 03 – Funcionalismo Público/Despesas com Pessoal. Consiste em limitar a Despesa com Pessoal a 60% da RCL. O Demonstrativo evidencia cumprimento da Meta, uma vez que registrou 56,74% no Exercício 2015. Este item será melhor evidenciado em item específico deste Relatório.

Meta PAF Nº 04 – Receitas de Arrecadação Própria. Consiste em alcançar Metas de Receitas Próprias estabelecidas no PAF. O Demonstrativo evidencia cumprimento da Meta, uma vez que registrou R$ 12.588 milhões, acima da Meta fixada para o Exercício 2015, de R$ 11.838 milhões.

Meta PAF Nº 05 – Reforma do Estado, Ajuste Patrimonial e Alienação de Ativos. Esta Meta se subdivide em 8 objetivos:

5.1) manter Grupo de Trabalho de Integração da Gestão Governamental – GTGOV/PA para a convergência da Contabilidade Pública Estadual as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público - NBCASP;

5.2) implementar Sistema de Custos;

5.3) limitar as outras despesas correntes aos percentuais da RLR estabelecidos no PAF;

5.4) manter estrutura para acompanhamento de empresas estatais dependentes;

5.5) manter estrutura para acompanhamento do PAF;

5.6) manter atualizados o Sistema de Coleta de Dados Contábeis–SISTN e o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro–SICONFI, na Secretaria do Tesouro Nacional – STN;

5.7) encaminhar, anualmente, Relatório sobre a execução do PAF à STN até 31 de maio relativo ao exercício anterior;

5.8) divulgar as ações do PAF, inclusive em meio eletrônico.

Para atendimento dos referidos objetivos contidos na Meta PAF Nº 05 – Reforma do Estado, Ajuste Patrimonial e Alienação de Ativos podemos destacar o Decreto Nº 1.347/2015, de 25 de agosto de 2015, que estabelece medidas de Controle e Racionalização dos Gastos Públicos e institui o

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Sistema Integrado de Governança do Estado do Pará - SIGOV no âmbito do Poder Executivo Estadual e dá outras providências. Desde a sua motivação, o Decreto já registra, dentre as razões de justificativa existentes, asseguração de metas e objetivos do PAF, conforme pode se observar abaixo:

“Considerando a necessidade de realizar o acompanhamento e avaliação sistemáticos das metas que integram o Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado do Pará (PAF) de acordo com o Contrato de Confissão, Assunção, Consolidação e Refinanciamento das Dívidas nº 010/1998 - STN / COAFI, firmado com a União, em 30 de março de 1998, no âmbito da Lei nº 9.496, de 1997 e da Resolução do Senado Federal nº 112, de 1998;

Considerando as disposições da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), no que se refere ao acompanhamento das metas a serem atingidas com base nos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária e de Gestão Fiscal;

Considerando o processo de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões das Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (IPSAS) publicadas pela International Federation of Accountants - IFAC (Federação Internacional de Contadores);

Considerando a edição, por parte do Conselho Federal de Contabilidade - CFC, de Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP), que buscam orientar e normatizar o citado processo de convergência no âmbito da Contabilidade Pública;

Considerando as Portarias da Secretaria do Tesouro Nacional - STN que aprovaram e atualizaram o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público - MCASP, Plano de Contas Aplicado ao Setor Público - PCASP e as Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público - DCASP;

Considerando a necessidade de adequação e modernização da estrutura organizacional, cultural e de informática existentes na Administração Pública Estadual, visando ao atendimento das novas exigências contábeis de natureza orçamentária, financeira, patrimonial e de controle;

Considerando finalmente, a transparência, o controle, o equilíbrio fiscal como requisito próprio de Governabilidade Democrática,

D E C R E T A:

Art. 1º Fica instituído o Sistema Integrado de Governança do Estado do Pará - SIGOV, instrumento estratégico para a implementação, acompanhamento e controle das medidas necessárias ao atendimento pelo Estado das seguintes exigências e atividades:

(...)

III - contidas no Programa de Ajuste Fiscal - PAF, cuja responsabilidade é de elaborar anualmente, acompanhar e avaliar mensalmente, o cumprimento das metas acordadas no Programa, bem como viabilizar a articulação necessária, com as áreas competentes, com vistas à sugestão de possíveis ajustes, no caso de descumprimento das metas;

IV - necessárias para realizar acompanhamentos e avaliações sistemáticas das empresas estatais conforme previsto nos compromissos assumidos no PAF;

V - necessárias para a convergência às normas brasileiras e aos padrões internacionais de contabilidade aplicada ao setor público no Estado do Pará;

VI - necessárias para implantação efetiva de medidas de racionalização de gastos públicos e do sistema de custos no setor público estadual;

VII - necessárias para efetiva Governabilidade Democrática quanto à transparência, controle e equilíbrio fiscal.

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(...)

Art. 4º Para o alcance dos objetivos do Componente de Racionalização de Gastos e Sistema de Custos no Setor Público, o Comitê Gestor fica autorizado a adotar as medidas de racionalização dos gastos públicos, por meio do planejamento orçamentário e financeiro focado na qualidade do gasto e na transparência, efetuando a contenção das despesas com pessoal e custeio da administração pública por meio:

I - da revisão dos contratos de serviços temporários;

II - do controle da concessão de gratificações de horas extraordinárias e tempo integral;

III - do controle sobre a concessão de passagens e diárias;

IV - da repactuação de contratos firmados para aquisição de materiais e serviços, controlando a liberação de quotas orçamentárias e financeiras, a partir da gestão do Quadro Detalhado de Quotas Quadrimestrais (QDQQ) e outras medidas que se fizerem necessárias;

V - de outras restrições de gastos que se fizerem necessárias para atender a finalidade do caput.

Art. 5º Ficam suspensas na Administração Direta e Indireta, nas Fundações e Autarquias pelo período de 180 (cento e oitenta) dias as seguintes medidas;

I - novas contratações de servidores temporários;

II - criação de cargos, empregos ou funções;

III - reestruturações de órgãos que impliquem em aumento de despesas;

IV - criação de novas gratificações ou alterações das existentes que impliquem em aumento de despesas;

V - requisição de servidores de outros poderes ou esferas de governo que impliquem em ressarcimento de remuneração;

VI - criação e implementação de PCCR’s que impliquem em aumento de despesa

Art. 6º Os processos licitatórios relativos à prestação de serviços, aquisições de bens e materiais e adesões a atas de registros de preços, que ultrapassem o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais), devem ser submetidos ao conhecimento do Órgão ou Entidade ao qual se encontra vinculado, nos termos da Lei nº 8.096, de 2015, de 1º de janeiro de 2015.

(...)

Art. 7º Precede a realização de toda e qualquer aquisição e contratação na Administração Pública Estadual, a consulta ao Banco Referencial de Preços do Sistema de Materiais e Serviços - SIMAS.

Art. 8º As novas contratações destinadas à locação de imóveis de terceiros deverão ser precedidas de consulta à SEAD, para verificação da existência de imóveis disponíveis pertencentes ao Estado que atendam às necessidades do órgão/entidade.

(...)

Art. 11. O SIGOV terá caráter deliberativo e consultivo, por meio de recomendação, e deverá nortear-se pelo diálogo permanente, tendente a reduzir divergências entre os diversos grupos de interesse, em benefício da gestão pública estadual.” (Grifos nossos)

Dessa forma, fica evidenciado com a edição do referido Decreto o esforço e ação governamental para o cumprimento de grande parte dos objetivos contidos na Meta PAF Nº 05, em especial, a manutenção e/ou ampliação das estruturas do GTGOV e das estruturas para acompanhamento de Empresas Estatais Dependentes e para acompanhamento do PAF, inclusive com a realização de reuniões periódicas para atendimento das metas e objetivos estabelecidos. Outro aspecto importante para alcance das metas do PAF são tratados nos Arts. 4º ao 8º para contenção de despesas e até mesmo suspensão destas por um período de 180 dias, com vistas a atender percentuais máximos estabelecidos para Despesas de Custeio, Pessoal e Investimentos.

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Meta PAF Nº 06 – Despesas de Investimento. Consiste em limitar a Despesa com Investimento a percentuais de Receita Líquida Real estabelecidos no PAF.

Do exposto, verifica-se que as principais Metas e Objetivos do Programa de Ajuste Fiscal – PAF para o Exercício 2015 foram observados pelo Estado e/ou estão em fase de desenvolvimento, como é o caso de Sistema de Custos.

3.2.3.8 - OBSERVÂNCIA AOS LIMITES DA LRF: O Poder Executivo Estadual apresenta situação de equilíbrio fiscal, cumprindo os principais limites definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. Conforme pode ser observado na Mensagem do Governador, foram observados os limites de Gasto com Pessoal, de Disponibilidade de Caixa, de Endividamento, com ampla margem para a realização de Operações de Crédito, e ainda os limites constitucionais para realização de Gastos na Área de Educação, FUNDEB e Saúde.

FIGURA Nº 10 – INDICADORES FISCAIS DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LRF

EXERCÍCIO 2015.

Fonte: Gestão Fiscal EQUILÍBRIO NAS CONTAS PÚBLICAS, Páginas 40 a 50 da Mensagem de Governo – Exercício 2016, disponível em: http://www.sepof.pa.gov.br/sites/default/files/PDF/mensagem/mensagem2016/mensagem_2016.pdf

Conforme se pode observar na Mensagem de Governo, o contexto nacional e seus reflexos nos índices macroeconômicos justificaram o Montante do crescimento do Resultado Nominal superior à Meta estabelecida, a saber:

“(...) Quanto ao Resultado Nominal, indicador que mede a evolução do saldo da dívida fiscal líquida, com meta de R$ 277,72 milhões, apurou-se R$ 622,03 milhões em 2015. Esse crescimento do Resultado Nominal superior à meta prevista é reflexo da crise econômica nacional sobre os indexadores da Dívida Pública, uma vez que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) passou de 5% a.a., em

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2014, para 7% a.a. ao final de 2015; o dólar, cotado em 2014 em R$ 2,6562, passou para R$ 3,9048; e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que era de 3,78%, passou para 10,68%.”

Mensagem de Governo – Exercício 2016, Página 42.

3.2.3.8.1 - DESPESAS COM PESSOAL DENTRO DO LIMITE MÁXIMO DA LRF: A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe limites, entre outras despesas, para os Gastos com Pessoal. A definição desses limites busca simplesmente permitir que o Administrador Público cumpra o papel que a Sociedade lhe atribuiu: proporcionar bem-estar à população, a partir dos recursos que lhe são entregues na forma de impostos. A limitação dos Gastos com Pessoal em percentual da Receita Corrente Líquida - RCL deve-se à necessidade de manter o Setor Público com os recursos necessários à sua manutenção e ao atendimento das demandas sociais.

De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, entende-se como Despesas de Pessoal: somatório dos gastos do Ente da Federação com os ativos; despesas com inativos e pensionistas; mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias; vencimentos e vantagens, fixas e variáveis; subsídios, proventos de aposentadoria; reformas e pensões; adicionais de qualquer natureza; gratificações, horas extras e vantagens pessoais; encargos sociais e contribuições recolhidas pelo Ente às entidades de previdência.

A apuração dos Gastos com Pessoal é feita com base em um período de 12 meses. Neste caso, os limites apresentados no Relatório de Gestão Fiscal - RGF do primeiro e do segundo quadrimestre somam Despesas com Pessoal relativas a dois Exercícios Financeiros, já que a contagem retroage 11 meses em relação ao mês base. Somente o RGF referente ao último quadrimestre do ano apresenta as Despesas de Pessoal verificadas na unicidade do Exercício Financeiro.

A LRF determina limite para os Gastos com Pessoal no Setor Público em 60% da RCL para Estados e Municípios.

Cumpre ressaltar que após a publicação da LRF foi revogada qualquer outra legislação que verse sobre estes limites. É o caso da Lei Complementar Nº 96 de 1999, conhecida como Lei Camata II. De acordo com a LRF, tais limites são repartidos entre todos os Poderes Públicos, com percentuais específicos para cada qual. Na esfera Estadual, o limite de 60% é repartido da seguinte forma: 2% para o Ministério Público; 3% para o Legislativo, incluindo o Tribunal de Contas do Estado; 6% para o Judiciário e 49% para o Executivo.

Nos Estados onde há Tribunal de Contas dos Municípios, o limite para os Gastos com Pessoal do Legislativo é igual a 3,4% da RCL, enquanto que o Executivo perderá este percentual a maior do seu limite (0,4%), que passa então para 48,6% da RCL, sendo este, portanto, os percentuais adotados para o Estado do Pará.

A seguir, demonstra-se o percentual de Gastos com Pessoal para o Poder Executivo Estadual com relação à Receita Corrente Líquida do Exercício e os compara com o limites determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF.

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QUADRO Nº 50 - DESPESAS COM PESSOAL X LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL Valores em R$1.000,00

DESPESAS EXECUTADAS COM PESSOAL EXERCÍCIO 2015

DESPESA TOTAL COM PESSOAL 7.947.029

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA 16.789.902

DTP / RCL 47,33

LIMITE PRUDENCIAL 46,17

LIMITE MÁXIMO 48,60

DIFERENÇA REALIZADO / MÁXIMO -1,27

Fonte: Relatório de Gestão Fiscal - 2015. Limite Prudencial = 95% do Limite Máximo;

Quanto ao monitoramento e verificação do cumprimento dos limites fiscais de 2015, no âmbito da LRF, os dados indicam equilíbrio nas contas públicas e o cumprimento dos limites estabelecidos, no que tange às Despesas Total com Pessoal do Poder Executivo – DTP que alcançou 47,33% em relação à Receita Corrente Liquida - RCL, abaixo do limite máximo e dentro do limite prudencial de 46,17%, conforme preceitua a LRF, no Exercício 2015.

Sendo atingido o Limite Prudencial, o Governo do Estado do Pará, conforme informações constantes no RGF – Demonstrativo com Pessoal do Poder Executivo, republicado em 04/02/2016, adotará as providências previstas no Art. 54 da Lei Nº 7.650, de 25/07/2012, conforme segue:

“Art. 54. Se a despesa com pessoal exceder a noventa e cinco por cento do limite, fica vedado para aqueles que incorrerem no excesso:

I - a concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração, a qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual, ressalvada a revisão prevista no art. 37, inciso X, da Constituição Federal;

II - a criação de cargo, emprego ou função;

III - a alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;

IV - o provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança;

V - a realização de hora-extra, salvo aquelas destinadas ao atendimento de relevantes interesses públicos, especialmente os voltados para as áreas de segurança, assistência social, saúde, justiça e das funções essenciais à justiça, que ensejam situações emergenciais de risco ou de prejuízo para a sociedade.”

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Foram adotadas providências pelo Governo do Estado para redução dos Gastos com Pessoal, dentre outras:

- Lei Estadual Nº 8.096/2015, de 1 de janeiro de 2015, que dispõe sobre a estrutura da Administração Pública do Poder Executivo Estadual, e dá outras providências

- Decreto Estadual Nº 1.230/2015, de 26 de fevereiro de 2015, que dispõe sobre os procedimentos de nomeação e contratação de Servidores no âmbito da Administração Direta, das Autarquias e Fundações Públicas Estaduais e dá outras providências.

- Decreto Estadual Nº 1.347/2015, de 25 de agosto de 2015, que estabelece medidas de Controle e Racionalização dos Gastos Públicos, institui o Sistema Integrado de Governança do Estado do Pará - SIGOV no âmbito do Poder Executivo Estadual e dá outras providências.

Transcrevemos parte da Mensagem de Governo sobre o assunto para melhor evidenciar as medidas:

“(...) Esse quadro estaria incompleto se não dedicasse algumas palavras para detalhar um pouco mais o que foi especificamente 2015 e como antevejo 2016, no que se refere à questão fiscal. Começo lembrando que iniciamos o ano que passou, como se diz, cortando na própria carne. No primeiro dia do ano, foi iniciada a reestruturação administrativa do Estado, com a extinção e a fusão de vários órgãos e de vários cargos, numa medida de contenção de despesas e racionalização da gestão. Todas as secretarias especiais foram extintas, bem como o Núcleo Administrativo e Financeiro. Entre as fusões destaco, como exemplo, a criação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, Sedop, resultante da extinção das secretarias de Integração Regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Seidurb, e de Obras Públicas, Seop. Lembrei-me de um velho amigo que ensinava: antevendo a tempestade, o desafio é manter o barco a salvo e, se possível, garantir algum conforto aos passageiros. Foi o que tentamos fazer. Graças a isso, as principais metas e indicadores fiscais foram atingidos, apesar dos profundos cortes nos repasses federais constitucionais, que alcançaram o impensável valor de R$ 400 milhões. Nesse cenário, foi dramático manter os gastos com pessoal dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, e superar os limites constitucionais mínimos para as despesas com saúde e educação.” (Grifos nossos)

Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2016

“Reafirmo que estamos no início de um novo governo, não de simples continuidade. Alguns passos nesse sentido já foram dados, como a reforma administrativa aprovada por Vossas Excelências, vital para os novos tempos de economia e contenção que já estamos vivendo. Com a reforma, estamos em busca de mais eficiência com menos dispêndio. É mais recurso para aplicar nos programas finalísticos, que beneficiam a população. É menos burocracia que emperra a máquina e ainda consome recursos. Não posso deixar de, mais uma vez, agradecer o empenho dos senhores no sentido de colaborar para a melhoria da estrutura de governo.” (Grifos nossos)

Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2015, página 25.

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3.2.3.8.2 - LIMITES CONSTITUCIONAIS SUPERADOS COM RELAÇÃO À SAÚDE E EDUCAÇÃO:

“As despesas com saúde e educação totalizaram 13,66% e 26,38%, ambas acima dos limites constitucionais de 12% e 25%, respectivamente.”

Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2016, página 42.

Os indicadores obtidos nos Relatórios Fiscais da LRF também demonstram uma Gestão Responsável no atendimento da população paraense nos gastos em Saúde e Educação, neste último contemplando o FUNDEB, bem acima do limite mínimo estabelecido, conforme demonstrado abaixo:

QUADRO Nº 51 – LIMITES CONSTITUCIONAIS – EXERCÍCIO 2015 Em R$ 1.000,00

Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária, bimestre Novembro e Dezembro, Exercício 2015. Demonstrativo da Receita de Impostos Líquida e das Despesas Próprias com Ações e Serviços Públicos de Saúde e Demonstrativo das Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino - MDE.

SAÚDE Em 2015, o Governo do Estado demonstrou ter aplicado em despesas próprias com Saúde o correspondente a 13,66%, da Receita Líquida de Impostos, cumprindo e superando a determinação constitucional de, no mínimo, 12% do estabelecido no Inciso II, do Art. 77 da Constituição Federal.

“Art. 77. (...) os recursos mínimos aplicados nas ações e serviços públicos de saúde serão equivalentes:

(...)

II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, doze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios;

(...)

DISCRIMINAÇÃO

LIMITES CONSTITUICIONAIS MÍNIMOS

SAÚDE EDUCAÇÃO FUNDEB

12,00% 25,00% 60,00%

TOTAL DA RECEITA LÍQUIDA DE IMPOSTOS 13.498.757 13.498.757 1.919.507

DESPESA BASE DE CÁLCULO 1.843.919 3.561.710 1.934.787

% DE GASTOS APURADOS NO EXERCÍCIO 13,66% 26,39% 100,80%

APURADO ACIMA DO LIMITE CONSTITUICIONAL % 1,66% 1,39% 40,80% R$ 224.068 187.021 783.083

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§ 3º Os recursos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinados às ações e serviços públicos de saúde e os transferidos pela União para a mesma finalidade serão aplicados por meio de Fundo de Saúde que será acompanhado e fiscalizado por Conselho de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 74 da Constituição Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000).”(grifos nossos)

EDUCAÇÃO Na Educação, foi demonstrado que o Poder Executivo aplicou o correspondente a 26,39%, cumprindo e superando o limite mínimo de 25% estabelecido no Art. 212 da Constituição Federal.

“Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.”

Constituição Federal/1988.

“Art. 283. O Estado do Pará aplicará, no mínimo vinte e cinco por cento da receita resultante de impostos, incluindo transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

Constituição Estadual do Pará/1989.”

A referida apuração foi realizada em consonância e em cumprimento ao estabelecido na Lei Nº 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional - LDB, em especial, ao estabelecido nos Arts. 72 e 73, transcritos a seguir:

Lei Nº 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional:

“Art. 72. As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público, assim como nos relatórios a que se refere o § 3º do art. 165 da Constituição Federal.

Art. 73. Os órgãos fiscalizadores examinarão, prioritariamente, na prestação de contas de recursos públicos, o cumprimento do disposto no art. 212 da Constituição Federal, no art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na legislação concernente.”

É válido registrar que os Recursos de Receitas do FUNDEB atingiram no Exercício 2015 o valor de R$ 1.919.507.000,00, sendo estes totalmente utilizados e destinados ao pagamento dos profissionais do magistério da educação básica.

A Despesa com pagamento dos profissionais do magistério da educação básica, conforme demonstrado e evidenciado no Relatório Resumido de Execução Orçamentária - RREO, mais especificamente no Demonstrativo das Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino – MDE, atingiu o montante de R$ 1.934.787.000,00, ou seja, 100,8% de todos os recursos recebidos do FUNDEB no Exercício, cumprindo e superando de forma substancial ao índice mínimo de 60% estabelecido no Art. 60, ADCT da Constituição Federal, a saber:

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“Art. 60. Até o 14º (décimo quarto) ano a partir da promulgação desta Emenda Constitucional, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 da Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento da educação básica e à remuneração condigna dos trabalhadores da educação, respeitadas as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006). (Vide Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

I - a distribuição dos recursos e de responsabilidades entre o Distrito Federal, os Estados e seus Municípios é assegurada mediante a criação, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de natureza contábil; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006).

(...)

XII - proporção não inferior a 60% (sessenta por cento) de cada Fundo referido no inciso I do caput deste artigo será destinada ao pagamento dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006).”(grifos nossos)

3.2.3.8.3 - DESPESA COM PUBLICIDADE DENTRO DO LIMITE CONSTITUCIONAL:

“A publicidade oficial do Governo do Estado fortaleceu campanhas de cunho educativo, prestação de contas e, principalmente, de utilidade pública, como a prevenção de doenças, entre elas dengue e Aids, doação de sangue, vacinação contra a febre aftosa, educação no trânsito, dentre outras. Foram produzidas 110 campanhas, veiculadas em mais de 160 veículos de comunicação em todas as regiões do estado. Mais uma vez, como tem ocorrido todos os anos, o percentual de aplicação em publicidade em relação à receita foi de 0,15%, índice muito abaixo do 1% permitido constitucionalmente. Além disso, destaque-se que, somados os gastos com publicidade nos últimos cinco anos (2011 a 2015), com valores corrigidos tendo como base o IPCA, é possível verificar no período uma redução de 18% em relação aos gastos com publicidade no período 2007 a 2010.” (Grifos nossos)

Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2016 (págs. 66 e 67)

A Despesa com Publicidade realizada pelo Governo do Estado atingiu 0,1786%, no Exercício 2015 em relação à Despesa Realizada no Exercício, observando-se o limite de 1% estabelecido no Art. 22, § 2º da Constituição Estadual.

QUADRO Nº 52 - DESPESAS REALIZADAS COM PUBLICIDADE

DISCRIMINAÇÃO DESPESA % SOBRE A

DESPESA TOTAL COM PUBLICIDADE TOTAL

DESPESA REALIZADA NO PODER EXECUTIVO 33.052.987,79 18.505.324.620,44 0,1786%

Fonte: SIAFEM / 2015

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3.2.3.8.4 - PROCESSO DE PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL COM OBSERVÂNCIA DOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS E LEGAIS: O Projeto de Lei do Plano Plurianual - PPA foi encaminhado à Assembleia Legislativa pela Mensagem Nº 035/2011-GG em 31/08/2011, cumprindo ao prazo constitucional estabelecido no Art. 204, § 2º da Constituição Estadual. O Plano Plurianual referente ao Quadriênio 2012-2015, denominado “Pacto pelo Pará”, foi instituído pela Lei N° 7.595 de 28/12/2011. Em conformidade com o Art. 10 desta Lei, anualmente vem sendo revisado. Para o ano-base de 2015 a Lei de Revisão foi a Lei Nº 8.094 de 30-12-2014, a qual alterou a Lei Nº 7.763 para o Exercício 2014, de 12/12/2013, mantidas as diretrizes e estratégias estabelecidas pelo Governo.

As leis do PPA contemplaram a realização de Audiências Públicas que asseguraram a Participação Social, em conformidade com o estabelecido no Art. 20 da Constituição Estadual e em consonância com a Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, Art. 48, Parágrafo Único.

Todo o processo de revisão e Relatórios Anuais de Avaliação dos Programas do Plano, desde 2013 a 2015, estão disponíveis para consulta pública no seu sítio eletrônico da SEPLAN, no Portal de Transparência, evidenciando cumprimento ao Art. 17 da Lei que aprovou o PPA Pacto pelo Pará para o período 2012-2015.

O Projeto de Lei referente as Diretrizes Orçamentárias para o Exercício 2015 foi devidamente encaminhado à Assembleia Legislativa pela Mensagem Nº 018/14-GG, de 30/04/2014, em cumprimento ao Art. 204, § 4º da Constituição Estadual, sendo aprovado pela Lei Nº 8.031, de 23/07/2014 Lei de Diretrizes Orçamentárias, nos termos do disposto no Art. 204, § 3º da Constituição Estadual e em atendimento às disposições da Seção II da LRF, com ampla divulgação, inclusive no sítio eletrônico da SEPLAN: www.sepof.pa.gov.br . A LDO estabeleceu as prioridades e metas relativas à programação de trabalho dos Orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de Investimento das Empresas para 2015. A composição da LDO encontra-se estruturada observando as exigências contidas na Constituição Estadual e demais legislações que disciplinam a matéria, contendo ainda normas concorrentes a serem observadas na condução da política fiscal pelo Estado.

Ressalta-se, ainda, que a LDO dispôs sobre a concessão de vantagem, aumento de remuneração, criação de cargos, empregos e funções, alteração de estrutura de carreiras e admissão ou contratação de pessoal a qualquer título pelos(as) Órgãos/Entidades da Administração Estadual, cumprindo a exigência disposta na Constituição Estadual, Art. 208, § 1º, Inciso II.

O Projeto de Lei referente ao Orçamento Geral do Estado - OGE, para o Exercício 2015, foi encaminhado no prazo constitucional à Assembleia Legislativa, conforme Mensagem Nº 032/14-GG, de 30-09-2014 e aprovado pela Lei Nº 8.095, de 30/12/2014 - Lei Orçamentária Anual, nos termos do disposto no Art. 204, § 5º da Constituição Estadual, com ampla divulgação, inclusive no sítio eletrônico da SEPLAN: www.sepof.pa.gov.br . A Lei cumpriu as exigências previstas na Constituição Estadual, Art. 204, § 10, apresentando Orçamento Fiscal, o Orçamento da Seguridade Social e o Orçamento de Investimento das Empresas, bem como as da LRF quanto ao Art. 5º, seguindo as determinações da Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO para o Exercício 2015.

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Conforme estabelece a Constituição Federal, foi comprovado compatibilidade entre os três instrumentos de planejamento/orçamento (PPA, LDO e LOA), uma vez que a Lei Orçamentária Anual observou os Programas aprovados no Plano Plurianual, sendo operacionalizados de acordo com a programação e objetivos do referido Plano, em consonância com seu processo de Revisão e Monitoramento e, ainda, observadas as prioridades e metas estabelecidos na LDO.

Assegurar a Transparência das Ações de Governo é um dos Objetivos de Governo (Objetivo 19) dentro da Diretriz Nº 4 – Fortalecer A Gestão e Governança com Transparência, conforme Mapa Estratégico Anexo XII da LOA.

Neste contexto e ainda impulsionados para o atendimento de Diretrizes estabelecidas pelo CONACI, consta como Ação Estratégica do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, e portanto da AGE, objetivando, além de atender a preceitos constitucionais e legais, assegurar a transparência das Ações de Governo; Promover o Controle Social, e Contribuir para a Gestão Responsável dos Recursos Públicos Estaduais.

Desta forma, torna-se relevante ressaltar que a SEPLAN, Órgão Componente do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual e Órgão Gestor de Sistemas de Planejamento e Monitoramento de Programas de Governo vem promovendo ampla divulgação inclusive em meio eletrônico, de todas as peças que constituem e consubstanciam o processo de Planejamento, as quais podem ser verificadas no seu sítio eletrônico5.

De mesma forma, também estão disponíveis Instrumentos de Monitoramento e Avaliação, evidenciando atuação periódica e sistemática junto aos(às) Órgãos/Entidades, objetivando contínuo aprimoramento e aperfeiçoamento do processo de planejamento.

3.2.3.8.5 - TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS À ENTIDADES PRIVADAS EM CONFORMIDADE COM OS PRECEITOS LEGAIS: As transferências às Instituições Privadas, com ou sem fins lucrativos, decorrentes da Execução Orçamentária foram realizadas em conformidade com o estabelecido na LOA e na LDO.

As transferências de recursos às Entidades Privadas, no montante de R$ 599.413.393,51, foram realizadas em modalidades de aplicação específicas, “50 - TRANSF. A INSTIT. PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS” e “60 - TRANSF. A INST. PRIVADAS COM FINS LUCRATIVOS”, em conformidade com o Art. 6º da LDO para o Exercício 2015 e em consonância às condições estabelecidas na LDO, Artigos. 21, 22 e 30.

5 www.sepof.pa.gov.br; http://www.sepof.pa.gov.br/ppa-2012-2015-0; http://www.sepof.pa.gov.br/sites/default/files/PDF/ldo/ldo2015/mensagem_ldo_2015.pdf; http://www.sepof.pa.gov.br/sites/default/files/PDF/ldo/ldo2015/ldo_2015_lei_8.031_de_23-07-2014.pdf; http://www.sepof.pa.gov.br/sites/default/files/PDF/loa/loa2015/mensagem2015.pdf .

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QUADRO Nº 53 - TRANSFERÊNCIAS ÀS INSTITUIÇÕES PRIVADAS EXERCÍCIO 2013 A 2015.

CÓD. MOD. APL. DESPESA NOME MOD. APL. DESPESA

2013 2014 2015

R$ % R$ % R$ %

50 TRANSF. A INSTIT. PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS 469.730.364,79 97,29 228.192.779,00 97,60 599.166.650,71 99,96

60 TRANSF. A INST. PRIVADAS COM FINS LUCRATIVOS 13.095.368,10 2,71 5.614.704,44 2,40 246.742,80 0,04

SUBTOTAL 482.825.732,89 100,00 233.807.483,44 100,00 599.413.393,51 100,00

TOTAL DESPESA DO PODER EXECUTIVO 14.815.244.678,49 3,26 16.651.763.988,37 1,40 18.505.324.620,44 3,24

Fonte: SIAFEM2015.

No Exercício 2015, a Modalidade “50 - TRANSF. A INSTIT. PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS”, equivalente a 99,96% das transferências ocorridas para Instituições Privadas, contempla gastos com: Subvenções Sociais, Auxílios, Contribuições, dentre outros, concedidas pelos(as) Órgãos/Entidades da Administração Pública.

Já a Modalidade “60 - TRANSF. A INST. PRIVADAS COM FINS LUCRATIVOS”, utilizada para apenas 0,04% destas transferências, registrou gastos com Subvenções Econômicas da FAPESPA.

3.2.3.8.6 - OBSERVÂNCIA DA REGRA DE OURO PARA REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CREDITO: O total das Operações de Crédito, segundo disposto na Constituição Federal, Art. 167, Inciso III, e na LRF, Art. 32, § 3º, não pode ultrapassar o montante das Despesas de Capital.

As Despesa de Capital realizadas pelo Poder Executivo no Exercício 2015, no valor de R$ 1.912.770.718,06, foram superiores às Receitas de Operações de Crédito, no valor de R$ 178.927.337,79, evidenciando o atendimento referido mandamento constitucional e também na LRF, conforme demonstrado abaixo:

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QUADRO Nº 54 – REGRA DE OURO 3.2.3.8.7 - SUFICIÊNCIA DE DISPONIBILIDADE DE RECURSOS PARA COBERTURA DOS RESTOS A PAGAR: O Poder Executivo Estadual, conforme Demonstrativo da Disponibilidade de Caixa e dos Restos a Pagar constante do Relatório de Gestão Fiscal do Poder Executivo Estadual – Republicação em 04/02/2016, encerrou o Exercício 2015 com Disponibilidades de Caixa Bruta na ordem de R$ 5.224.751.000,00.

Este montante atende com folga ao inscrito em Restos a Pagar, de R$ 80.950.487,43 e a Demais Obrigações Financeiras, na ordem de R$ 185.648.000,00, perfazendo assim, uma Disponibilidade de Caixa Líquida de R$ 4.958.153.000,00, conforme demonstrado6 a seguir:

6 O referido Demonstrativo evidencia equilíbrio entre Receitas e Despesas e ainda o atendimento preventivo ao Art. 42 da LRF, uma vez que este somente será exigível no último ano de mandato.

ESPECIFICAÇÃO VALOR REALIZADO

RECEITA DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO (I) 178.927.337,79

Operação de Crédito Interna 133.473.846,41

Operação de Crédito Externa 45.453.491,38

DESPESAS DE CAPITAL (II) 1.912.770.718,06

Investimentos 1.318.235.593,89

Inversões Financeiras 192.193.544,97

Amortização e Refinanciamento da Divida 402.341.579,20

RESULTADO DO CUMPRIMENTO DA REGRA DE OURO NO PODER EXECUTIVO (III)= (I - II) (1.733.843.380,27 )

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GRÁFICO Nº 26 – DEMONSTRAÇÃO DA DISPONIBILIDADE DE CAIXA BRUTA E SUFICIENCIA DE RECURSOS PARA PAGAMENTO DE RESTOS A PAGAR - EXERCÍCIO 2015

Da Disponibilidade de Caixa Líquida, R$ 3.677.047.000,00 refere-se ao Regime Próprio de Previdência dos Servidores, ou seja, está comprometida com o Passivo Atuarial.

GRÁFICO Nº 27 – DEMONSTRAÇÃO DA DISPONIBILIDADE DE CAIXA LÍQUIDA EXERCÍCIO 2015

4.958.153.000,0094,90%

266.598.000,005,10%

DISPONIBILIDADE DE CAIXALÍQUIDA

OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS

3.677.047.000,0074,16%

1.281.106.000,0025,84%

DISPONIBILIDADE DE CAIXA - RPPS

DISPONIBILIDADE DE CAIXA - Outros

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3.2.4 - ANÁLISE DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO:

O Orçamento de Investimento abrange os investimentos das Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista em que o Estado, direta ou indiretamente, detém a maioria do Capital Social com direito a voto, conforme preceitua a Constituição Estadual, a seguir transcrita:

“CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO PARÁ

Art. 204. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

(...)

III - os orçamentos anuais,

(...)

§ 10°. A lei orçamentária anual compreenderá:

I o orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

II o orçamento de investimento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta bem como os fundos e fundações instituídos

e mantidos pelo Poder Público.” (Grifos nossos)

Neste capítulo serão abordados a Previsão da Receita e Fixação da Despesa, bem como a realização de Despesa Orçamentária e Execução Financeira do Orçamento de Investimento no Exercício 2015.

Serão demonstradas as Empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do Capital Social com direito a voto, Programas, Ações e Produtos pretendidos na etapa de planejamento/orçamento, as Áreas e respectivos montantes financeiros alocados, tanto na previsão quanto na execução, as Unidades Executoras responsáveis pelas transferências estabelecidas, em confronto com os dados executados, conforme informações disponíveis no SIAFEM.

Por fim, evidenciar-se-á a origem dos Recursos das referidas Empresas e comprovar-se-á que a destinação de Recursos do Tesouro ocorreu conforme estabelecido na Lei Orçamentária.

ESTIMATIVA DA RECEITA E FIXAÇÃO DAS DESPESAS DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO: A Lei Orçamentária Anual – LOA, consignou para o Exercício 2015 um montante de R$ 266.175.207,00 para o Orçamento de Investimentos, conforme Título III da Lei, transcrito a seguir:

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“LEI ORDINÁRIA Nº 8.095, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2014. Estima a Receita e fixa a Despesa do Estado do Pará para o exercício financeiro de 2015 e dá outras providências. (...) TÍTULO III - DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO - CAPÍTULO ÚNICO Art. 10. As fontes das Receitas do Orçamento de Investimento das Empresas, estimadas em R$ 266.175.207,00 (duzentos e sessenta e seis milhões, cento e setenta e cinco mil, duzentos e sete reais), decorrerão da transferência de recursos do Tesouro do Estado e da geração de recursos próprios, conforme a seguinte classificação: R$1,00 ESPECIFICAÇÃO VALOR 1. Tesouro 215.278.450 2. Outras Fontes 50.896.757 TOTAL 266.175.207 Art. 11. A Despesa fixada à conta do Orçamento de Investimento das Empresas, por entidade, obedecerá ao disposto no inciso IV do art. 13 da Lei Estadual nº 8.031, de 23 de julho de 2014. Parágrafo único. As empresas, cuja programação conste integralmente dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, não integrarão o Orçamento de que trata este Capítulo. Art. 12. Fica o Poder Executivo autorizado a: I - abrir créditos suplementares com a finalidade de atender à insuficiência nas dotações orçamentárias, em até 25% (vinte e cinco por cento) da despesa fixada no Orçamento de Investimento das Empresas, mediante: a) geração adicional de recursos próprios; b) anulação parcial e/ou total de dotações orçamentárias. II - realizar as correspondentes alterações no Orçamento de Investimento, quando a abertura de créditos suplementares ou especiais ocorrida nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social estiver relacionada com as empresas estatais previstas nesta Lei; III - abrir créditos suplementares à conta de recursos provenientes de convênios e operações de crédito, no limite do respectivo excesso de arrecadação. Art. 13. Os créditos especiais e extraordinários autorizados no exercício financeiro de 2014, em entidades, a serem reabertos na forma do § 2º do art. 167 da Constituição Federal, do § 2º do art. 206 da Constituição do Estado do Pará, e do art. 66 da Lei Estadual nº 8.031, de 23 de julho de 2014, observarão a classificação adotada nos anexos que integram esta Lei.” (grifos nossos)

Verifica-se que as Fontes de Receita para o Aumento de Capital de Empresas poderão decorrer da transferência de Recursos do Tesouro do Estado e da geração de Recursos Próprios, na seguinte proporção:

QUADRO Nº 55 – FONTES DE RECEITA

Especificação Valor

R$ %

Tesouro 215.278.450,00 80,88%

Outras Fontes 50.896.757,00 19,12%

TOTAL 266.175.207 100,00%

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Além disso, a Lei Orçamentária Anual estabelece7 ainda, dentre outros:

- que não integram o Orçamento de Investimentos as Empresas, cuja programação conste integralmente dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social;

- as Empresas, Programas, Ações e Produtos pretendidos;

- as Áreas que receberão investimentos do respectivo Orçamento, bem como os respectivos montantes financeiros envolvidos;

- as Unidades Executoras responsáveis pelas transferências, se for o caso de origem de Recursos do Tesouro do Estado.

Algumas destas informações podem ser evidenciadas na imagem a seguir:

FIGURA Nº 11 – CONSOLIDAÇÃO DOS INVESTIMENTOS POR FUNÇÃO E ÓRGÃO

Fonte:

http://www.sepof.pa.gov.br/sites/default/files/PDF/loa/loa2015/oge_volumeii.pdf página 365.

7 Conforme informações disponíveis na LOA e em seus ANEXOS I e II.

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Portanto, as Áreas e respectivas Empresas envolvidas no Orçamento de Investimento no Exercício 2015 são Saneamento, através da Companhia de Saneamento do Pará - COSANPA; Indústria, por meio de investimentos na Companhia de Gás do Pará – GASPARÁ e Companhia Administradora da Zona de Processamento de Exportações – Barcarena - CAZBAR; e Comércio e Serviços, através do Banco do Estado do Pará S.A BANPARÁ.

Assim, consideradas a Lei Orçamentária Anual – LOA o Orçamento de Investimentos consignou no Exercício 2015:

Para o BANPARÁ, um montante de R$ 44.824.208,00, proveniente exclusivamente de Recursos Próprios, envolvendo os Programas 1297 – Manutenção da Gestão e 1347 – Pará Competitivo;

R$ 2.072.549,00 para aumento de capital da GASPARÁ, sendo R$ 528.500,00 (25,50%) a ser realizado ao longo do Exercício por meio de transferências de Recursos do Tesouro, a partir da Unidade Gestora Encargos Gerais Sob a Supervisão da Secretaria de Estado da Fazenda - SEFA, e R$ 1.544.049,00 (74,50%) com origem em Outros Recursos, envolvendo o Programa 1310 – Energia no Pará;

R$ 215.278.450,00 para a COSANPA para Execução do Programa 1325 - Saneamento é Vida, também por meio de transferências da Unidade Gestora Encargos Gerais Sob a Supervisão da SEFA, com o objetivo de aumentar a participação do Estado no Capital Social através de subscrição de Ações. As transferências abrangem Recursos do Tesouro do Estado.

R$ 4.000.000,00 para a CAZBAR, com o objetivo de constituir o aumento de capital, a ser realizado ao longo do Exercício por meio de transferências da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Pará8 - CDI. As transferências abrangem, exclusivamente9, Recursos do Tesouro do Estado, envolvendo o Programa 1347 – Pará Competitivo;

EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO: Considerados os respectivos Relatórios Auditoria de Gestão AGE - Exercício 2015 das Empresas envolvidas, já listadas, e ainda os dados constantes do Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios - SIAFEM, quanto à previsão e execução de transferências às respectivas Empresas Públicas, restou evidenciado que:

8 A partir da Lei Ordinária Nº 8.096/2015, passou a ser denominada Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará – CODEC. 9Neste caso, será observado o parágrafo único, Art. 11 da Lei Orçamentária Anual, conforme já transcrito.

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QUADRO Nº 56 - EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA DE TRANSFERÊNCIAS À EMPRESAS – EXERCÍCIO 2015.

PROJETO ATIVIDADE DOTAÇÃO INICIAL DOTAÇÃO

ATUALIZADA EMPENHADO PAGO A PAGAR CÓD NOME

1964 Transferência à Companhia Administradora da ZPE 4.000.000,00 400.000,00 400.000,00 400.000,00 -

3033 Transferências à Companhia de Gás do Pará 528.500,00 368.472,44 368.472,44 368.472,44 -

3066 Transferências à Companhia de Saneamento do Pará 215.278.450,00 237.042.521,14 153.626.430,55 151.626.430,55 2.000.000,00

TOTAL 219.806.950,00 237.810.993,58 154.394.902,99 152.394.902,99 2.000.000,00

FONTE: SIAFEM.

não há registros no Exercício 2015, tal como vem ocorrendo em Exercícios anteriores, de transferência de Recursos do Tesouro ao BANPARÁ, evidenciando que sua operacionalização ocorreu mediante a utilização de Recursos Próprios, em consonância com o estabelecido na LOA;

no Projeto/Atividade 1964 - Transferência à CAZBAR, verificou-se que a Dotação Inicial estabelecida de R$ 4.000.000,00 foi atualizada para R$ 400.000,00. Este montante foi realizado no Exercício em sua integralidade, sendo totalmente pago, sem registros de despesas em Restos a Pagar. Conforme estabelecido na LOA, a operacionalização das transferências ocorreu na Unidade Gestora 700201.

no Projeto/Atividade 3033 - Transferências à GASPARÁ, verificou-se que a Dotação Inicial estabelecida de R$ 528.500,00 foi atualizada

para R$ 368.472,44. Este montante foi realizado no Exercício em sua integralidade, sendo totalmente pago, sem registros de despesas em Restos a Pagar. Conforme estabelecido na LOA, a operacionalização das transferências ocorreu na Unidade Gestora 170102.

no Projeto/Atividade 3066 - Transferências à COSANPA, verificou-se que a Dotação Inicial de R$ 215.278.450,00 foi atualizada para R$ 237.042.521,14. Deste montante, foram realizadas Despesas no Exercício na Ordem de R$ 153.626.430,55. Foram efetivamente pagas despesas no valor de R$ 151.626.430,55, sendo inscrito em Restos a Pagar o montante de R$ 2.000.000,00. Conforme estabelecido na LOA, a operacionalização das transferências ocorreu na Unidade Gestora 170102.

Oportuno registrar que constam, em anexos específicos, nos Relatórios de Auditoria de Gestão AGE, sobre a Prestação de Contas de Gestão dos Recursos Públicos Estaduais Anual, para cada uma das respectivas Entidades, informações sobre a Execução Orçamentária e Financeira, inclusive apresentação de Gráficos, que auxiliam na análise de variações e identificação das Fontes de Recursos utilizadas para maior contribuição na transparência dos seus respectivos Orçamentos de Investimentos.

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Seguem alguns demonstrativos consolidados de Execução Orçamentária e Financeira de Transferências à Empresas no Exercício 2015: QUADRO Nº 57 – DOTAÇÃO INICIAL X DOTAÇÃO ATUALIZADA. GRÁFICO Nº 28 – DOTAÇÃO INICIAL X DOTAÇÃO ATUALIZADA.

PROJETO ATIVIDADE DOTAÇÃO INICIAL

DOTAÇÃO ATUALIZADA

VARIAÇÃO (≠ entre Dotação Atualizada e

Inicial) CÓD NOME R$ R$ R$ %

1964

Transferência à Companhia Administradora da ZPE

4.000.000,00 400.000,00 -3.600.000,00 -90,00%

3033 Transferências à Companhia de Gás do Pará

528.500,00 368.472,44 -160.027,56 -30,28%

3066 Transferências à Companhia de Saneamento do Pará

215.278.450,00 237.042.521,14 21.764.071,14 10,11%

TOTAL 219.806.950,00 237.810.993,58 18.004.043,58 8,19% Fonte: SIAFEM.

QUADRO Nº 58 - ECONOMIA ORÇAMENTÁRIA. GRÁFICO Nº 29 - ECONOMIA ORÇAMENTÁRIA.

Fonte: SIAFEM.

PROJETO ATIVIDADE DOTAÇÃO ATUALIZADA

DESPESA REALIZADA

ECONOMIA ORÇAMENTÁRIA

CÓD CÓD R$ R$ R$ %

3066 Transferências à Companhia de Saneamento do Pará

237.042.521,14 153.626.430,55 83.416.090,59 35,19%

1964 Transferência à Companhia Administradora da ZPE

400.000,00 400.000,00 - 0,00%

3033 Transferências à Companhia de Gás do Pará

368.472,44 368.472,44 - 0,00%

TOTAL 237.810.993,58 154.394.902,99 83.416.090,59 35,08%

200.000.000,00

250.000.000,00

219.806.950,00

237.810.993,58

DOTAÇÃOINICIAL

DOTAÇÃOATUALIZADA

154.394.902,99 64,92%

83.416.090,5935,08%

DESPESAREALIZADA

ECONOMIAORÇAMENTÁRIA

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QUADRO Nº 59 - DESPESA REALIZADA POR FONTE DE RECURSO GRÁFICO Nº 30- DESPESA REALIZADA POR FONTE DE RECURSO

NOME DA FONTE DE RECURSO DESPESA REALIZADA

R$ %

RECURSOS ORDINÁRIOS 117.270.486,23 75,95%

OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS 20.711.861,18 13,41%

REC.PROV.DE TRANSFERÊNCIAS-CONVÊNIOS E OUTROS 16.012.555,58 10,37%

REC.PROP.DIRETAMENTE ARREC.PELA ADM.INDIRETA 400.000,00 0,26%

TOTAL 154.394.902,99 100,00%

Fonte: SIAFEM.

QUADRO Nº 60 - EXECUÇÃO FINANCEIRA: GRÁFICO 31 - EXECUÇÃO FINANCEIRA: DESPESAS

DESPESAS PAGAS E DE INSCRIÇÃO PAGAS E DE INSCRIÇÃO EM R ESTOS RESTOS A PAGAR. A PAGAR

DESPESA REALIZADA 2015

R$ %

DESPESA PAGA 152.394.902,99 98,70%

RESTOS A PAGAR 2.000.000,00 1,30%

TOTAL 154.394.902,99 100,00%

Fonte: SIAFEM.

117.270.486,23 75,95%

20.711.861,1813,41%

16.012.555,58 10,37%

400.000,00 0,26%

RECURSOS ORDINARIOS

OPERACOES DE CREDITOINTERNAS

REC.PROV.DETRANSFERENCIAS-CONVENIOS E OUTROS

REC.PROP.DIRETAMENTEARREC.PELAADM.INDIRETA

152.394.902,99 98,70%

2.000.000,00 1,30%

DESPESA PAGA

RESTOS A PAGAR

RECURSOS ORDINÁRIOS

OPERAÇÕES DE CRÉDITO INTERNAS

REC.PROV.DE TRANSFERÊNCIAS – CONVÊNIOS E OUTROS

REC.PROP.DIRETAMENTE ARREC.PELA ADM.INDIRETA

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GRÁFICO Nº 32 - EXECUÇÃO FINANCEIRA

Evidenciou-se que o BANPARÁ não recebeu transferências de Recursos do Tesouro e que a COSANPA recebeu grande parcela dessa Fonte de Recurso para execução do Programa Saneamento é Vida. Também demonstrou-se que as transferências foram destinadas, exclusivamente, para Aumento de Capital, conforme Natureza de Despesa 459065 - Constit. ou Aumento de Capital de Empresas, onde todas as transferências ocorridas foram classificadas e registradas no SIAFEM. Diante de tais constatações, resta evidenciado que a Execução do Orçamento de Investimentos ocorreu em consonância com os dispositivos legais estabelecidos, em especial o § 10°, Inciso II, do Art. 204 da Constituição Estadual, c/c Inciso II, do Art. 1º e Artigos 10 a 13 da Lei Ordinária Nº 8.095/2014.

3.3 - AÇÕES DA FUNÇÃO DE CORREGEDORIA: Com previsão nas Constituições Federal e Estadual, na Lei de criação da AGE e instituída pelo Decreto Estadual Nº 2.536/2006, Artigo 9º, Inciso II, Alíneas “c” e “d” e no Art. 3º do mesmo Decreto, a Corregedoria como uma das macro funções do Controle Interno tem a responsabilidade de executar suas atividades de caráter preventivo, pedagógico e corretivo.

154.394.902,99 100,00% 459065 - Constit. ou

Aumento de Capital deEmpresas

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Desse modo, a Corregedoria realiza o monitoramento, orientação e correção das atividades funcionais e da conduta dos Agentes Públicos/Servidores dos(as) Órgãos/Entidades da Administração Estadual, a fim de garantir a qualidade e probidade dos Atos por eles praticados, mediante acompanhamento do atendimento das Recomendações Correcionais e Disciplinares nos Relatórios de Auditorias/Fiscalização/Acompanhamento AGE emitidos pelo Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Para subsidiar o acompanhamento/monitoramento de Ações Correcionais e Disciplinares de Relatórios Auditoria/Fiscalização de Exercícios anteriores, implementou-se a Solicitação de Documentos e Informações AGE – SDI AGE para posterior emissão de Relatórios de Acompanhamento AGE.

A AGE, no desenvolvimento de sua função de caráter correcional continuou atendendo demandas externas provenientes de diversos Órgãos, entre outros, pode-se destacar a Defensoria Pública, e internas de Órgãos / Entidades da Administração Pública Estadual, emitindo-se 07(sete) Relatórios de Acompanhamento AGE, 01 (um) Parecer Técnico AGE e 40 (quarenta) Solicitação de Documentos e Informações AGE – SDI AGE e/ou Processos Atendidos.

QUADRO Nº 61– AÇÕES DA FUNÇÃO DE CORREGEDORIA AGE

DEMANDAS

ÓRGÃOS/ENTIDADES

TIPO QTDE.

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO AGE 07 PARECER TÉCNICO AGE 1 PROCESSOS ATENDIDOS (SOLICITAÇÕES DE MANIFESTAÇÃO DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES – SDI AGE)

40

TOTAL 48 Nota: Dados até 31/12/2015.

Esta AGE também faz o acompanhamento da evolução e baixa da Conta “Diversos Responsáveis” e o acompanhamento e fiscalização das informações prestadas pelos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual acerca das Tomadas de Contas Especiais, Sindicâncias e dos Processos Administrativos Disciplinares instaurados.

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3.4 - AÇÕES DE TRANSPARÊNCIA, PUBLICIDADE E CONTROLE SOCIAL:

3.4.1 – AÇÕES DE TRANSPARÊNCIA E PUBLICIDADE: O Poder Executivo Estadual, em observância aos princípios da publicidade, participação popular e da transparência, em consonância com o estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, Art. 48, Lei da Transparência e Lei de Acesso à Informação – LAI, adotou diversas ações objetivando viabilizar o Controle Social aos Cidadãos.

3.4.1.1 – PORTAL DA TRANSPERÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ: Aprovada para alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal - Lei Complementar Nº 101/2000, de 4 de maio de 2000 -, no tocante à transparência da gestão, a Lei Complementar Nº 131/2009, de 27 de maio de 2009, entrou em vigor na data de sua publicação, em 28 de maio de 2009, introduzindo a determinação de que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disponibilizassem, em meio eletrônico e “tempo real”, informações pormenorizadas sobre suas execuções orçamentárias e financeiras.

A LC Nº 131/2009 tornou, ainda, obrigatória a adoção, por todos os Entes da Federação, de um Sistema integrado de Administração Financeira e Controle. Os Sistemas adotados deveriam atender ao padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União no Decreto Federal Nº 7.185/2010, de 27 de maio de 2010, e na Portaria MF Nº 548/2010, de 22 de novembro de 2010.

A obrigação de disponibilização dos dados da execução orçamentária e financeira “em tempo real” não necessariamente quer dizer, no entanto, que uma despesa precisasse estar passível para consulta na internet já no momento de sua autorização, por exemplo. De acordo com o Decreto Nº 7.185/2010, que regulamenta a LC Nº 131/2009, a expressão “tempo real” significa que as informações devem estar disponíveis até o primeiro dia útil subsequente à data do registro contábil no Sistema adotado pelo Ente, sem prejuízo do desempenho e da preservação das rotinas de segurança operacional necessários ao seu pleno funcionamento.

Para garantir um padrão de qualidade em relação a essas informações, o Decreto Nº 7.185/2010 elencou requisitos necessários e desejáveis aos Sistemas por meio dos quais todos os Entes deveriam disponibilizá-las. A possibilidade de armazenamento, importação e exportação dos dados disponíveis é obrigatória ao Sistema, que também deve possuir mecanismos que garantam a integridade, confiabilidade e disponibilidade da informação registrada e exportada.

O texto da Portaria Nº 548/2010, editado pelo Ministério da Fazenda, também traz dispositivos com o intuito de uniformizar os Sistemas adotados, detalhando os requisitos mínimos de segurança e contábeis que precisam ser seguidos pelos Sistemas integrados de Administração Financeira e Controle de cada Ente da Federação.

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Vale ressaltar que também a Lei de Acesso à Informação - Lei Nº 12.527/2011 - elenca obrigações no que se refere à Transparência Pública. O Art. 8º da Norma diz que é dever dos(as) Órgãos/Entidades Públicas promover a divulgação de informações de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas, em local de fácil acesso para a população.

Assim, além daqueles comandos já vistos, afetos à LC Nº 131/2009, também é necessário que sejam observados os requisitos mínimos da Lei Nº 12.527/2011 na divulgação das informações.

Em 31 de agosto de 2015, o Governo do Estado publicou no Diário Oficial do Estado Decreto Nº 1.359/2015, que regulamenta no Executivo Estadual a Lei Nº 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação. O referido Decreto detalha a maneira como o Cidadão e a Sociedade podem requerer informações que não estejam disponíveis na internet e assegura o direito constitucional de acesso às informações públicas.

Para atender a todos esses dispositivos o Governo do Estado do Pará criou e vem continuamente modernizando e atualizando o seu Portal da Transparência, objetivando divulgar dados e informações da Gestão Governamental, possibilitando que a Sociedade participe, acompanhe e fiscalize a aplicação dos recursos públicos, dando maior transparência aos Atos administrativos e contribuindo para: o fomento e aumento do Controle Social e da Transparência, a gestão democrática no Executivo Estadual e a Prevenção e o Combate à Corrupção.

O Portal da Transparência do Governo do Estado do Pará é disponibilizado na rede mundial de computadores pelo sítio: http://www.transparencia.pa.gov.br/ e atualmente é administrado de forma conjunta pela Auditoria Geral do Estado - AGE, responsável por sua gestão, e pela Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará – PRODEPA, responsável por sua operacionalização.

As informações disponibilizadas no Portal da Transparência do Governo do Estado do Pará sobre Receitas, Despesas e Servidores apresentam dados atualizados diariamente, sendo estes dados extraídos dos Sistemas Coorporativos Governamentais: SIAFEM - Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios, que registra e consolida a contabilidade do Estado; SIGIRH - Sistema de Gestão Integrada de Recursos Humanos, que executa a folha de pagamento de pessoal do Estado; GPPA - Sistema de Gestão de Programas do Estado do Pará, que acompanha a execução e gestão do PPA e o OGE dos Órgãos/Entidades, por Programa, incluindo as metas físicas, previstas e executadas.

Por meio da pesquisa, é possível detalhar todos os documentos emitidos pelos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual no decorrer da execução das suas despesas, desde as informações relativas a processos licitatórios até a fase em que a despesa se encontra, quais sejam: empenho, liquidação e pagamento.

Os dados do SIAFEM são exportados pela PRODEPA, uma vez por dia, automaticamente, e ficam em uma área intermediária do Banco de Dados, organizados em arquivo com formato “.txt” e o Banco de Dados importa, também automaticamente, transformando os dados em informações apresentadas em tabelas nos padrões universalmente normalizados, que são disponibilizadas eletronicamente para livre acesso no Portal da Transparência do Governo do Estado do Pará pela Sociedade e Cidadãos interessados. A responsabilidade pelos registros é dos Órgãos/Entidades do Executivo Estadual, por serem executores dos seus orçamentos.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

GOVERNO PUBLICA DECRETO QUE REGULAMENTA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO NO EXECUTIVO: Foi editado, o Decreto Estadual Nº 1.359/2015, de 31.08.2015, que regulamenta a implantação no Executivo, da Lei Nº 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação, que assegura o direito constitucional de acesso às informações públicas. Válida para os três Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, inclusive aos Tribunais de Conta e Ministérios Público, a lei criou mecanismos que possibilitam, a qualquer pessoa, física ou jurídica, sem necessidade de apresentar motivo, o recebimento de informações públicas dos órgãos e entidades.

Desde que entrou em vigor, em 16 de maio de 2012, ela vem sendo cumprida pelo Executivo Estadual, por meio da Transparência Ativa. Por este preceito, todos(as) os Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual devem disponibilizar por iniciativa própria as informações de maior interesse público nos seus respectivos sítios.

O Decreto Estadual Nº 1.359/2015, além de regulamentar a Lei, detalha a maneira como o Cidadão e a Sociedade podem requerer informações que não estejam disponíveis na internet. Dentre os detalhamentos descritos na norma está a nova disciplina de instâncias recursais, que esclarece detalhes sobre a Transparência Ativa, aquela em que a informação de interesse público está disponível nos sítios dos Órgãos/Entidades independente de solicitação, e a Transparência Passiva, que pode ser solicitada pelo cidadão por meio de requerimentos e recursos quando não estiver disponível na área da transparência ativa.

A própria Lei de Transparência descreve condicionantes para informações que necessitam de sigilo e não são divulgadas nos portais, porém esta condição de sigilo pode ser revisada por meio de uma solicitação ao Órgão ou Secretaria responsável.

“Agora ficou claro e definido para quem o cidadão pode solicitar determinada informação e o que fazer se ela for negada. Neste caso, ele poderá entrar com um recurso, que será encaminhado ao gestor do órgão, e se houver nova negativa, deverá recorrer à Auditoria Geral do Estado. Em última instância, ainda permanecendo a negativa, o cidadão poderá recorrer à comissão de reavaliação de acesso a informação, que é formada por um colegiado de secretários”.

Trecho de pronunciamentos do Auditor Geral do Estado, Roberto Paulo Amoras, publicada no sítio AGE, à época.

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GOVERNO DO PARÁ É UM DOS MAIS TRANSPARENTES DO BRASIL:

O Pará subiu 14 posições no ranking na Escala do Brasil Transparente – EBT e tem a 3ª melhor nota do País. No dia 20 de novembro de 2015, há menos de um mês do Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado em 9 de dezembro, o Governo do Pará foi classificado pela Controladoria Geral da União - CGU como um dos dez mais transparentes do Brasil. Conforme o resultado, divulgado na última sexta-feira, da segunda edição da Escala Brasil Transparente - EBT, índice que mede o grau de transparência pública em Estados e Municípios brasileiros quanto ao cumprimento às normas da Lei de Acesso à Informação - LAI, a Lei Federal Nº 12.5272011. Obteve nota 9,03 (em uma escala de 0 a 10), a 3ª melhor entre todos os Estados da Federação.

No geral, fica atrás somente dos 7 Estados que obtiveram a nota máxima e do oitavo lugar com 9,31 pontos.

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Já na avaliação que mede a evolução em relação à última pontuação, anunciada no mês de maio passado, o Pará surge com o terceiro maior crescimento dentre todas a Unidades da Federação, com alta de 6,25 pontos. Na última edição, o Estado aparecia na 23ª posição no ranking geral, com nota de 2,78.

“Um fato importante desse ranking é que, apesar do Pará aparecer em nono lugar, os setes primeiros estão com pontuação igual a dez, e nós ficamos com 9,03, ou seja, estamos apenas a 0,97 pontos de alcançar a excelência nessa escala de transparência. Nesse exato momento, nós estamos viabilizando uma evolução no e-SIC, nosso Sistema Eletrônico de Serviço de Informações ao Cidadão, que permite que qualquer pessoa física ou jurídica encaminhe o pedido de acesso à informação, acompanhe o prazo e receba a resposta da solicitação realizada para Órgão e Entidade do Estado”

(...)

“Acreditamos que essa mudança que estamos fazendo no nosso Sistema será um fator motivador para que possamos melhorar ainda mais e chegar à nota de excelência, a nota dez junto a esses demais sete Estados. Na Prática, nós já cumprimos muito bem a Lei de Acesso a Informação. Entretanto, como a EBT tinha como critério a exigência da regulamentação da mesma no âmbito estadual, obtivemos uma nota inadequada na versão anterior, pois ainda não dispúnhamos do Decreto Regulamentador. Com a sua edição em 31 de agosto deste ano, pelo Decreto Estadual Nº 1.359/2015, em ação integrada do governo por meio da Auditoria Geral do Estado, Casa Civil e Procuradoria Geral do Estado, superamos esse requisito e agora recebemos a pontuação que efetivamente somos merecedores”.

Trechos de pronunciamentos do Auditor Geral do Estado, Roberto Paulo Amoras, publicados nos meios de comunicação, à época.

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3.4.2 – AÇÕES DE CONTROLE SOCIAL:

AGE, EGPA, CCG, SECOM E PRODEPA PROMOVEM REUNIÃO TÉCNICA SOBRE A REGULAMENTAÇÃO DO ACESSO À INFORMAÇÃO NO PODER EXECUTIVO ESTADUAL

A Auditoria Geral do Estado – AGE, em parceria com a Casa Civil da Governadoria - CCG, Escola de Governança do Estado do Pará –EGPA, Secretaria de Estado de Comunicação – SECOM e Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará – PRODEPA, com apoio do Tribunal de Contas dos Municípios – TCM, promoveram, no dia 11 de novembro de 2015, no Auditório do TCM, Reunião Técnica com o objetivo de disciplinar e aperfeiçoar procedimentos necessários à implementação do acesso a informações, conforme determina as Constituições Federal e a Lei Nº 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação, regulamentada pelo Decreto Estadual Nº 1.359/2015, de 31/08/2015.

O Chefe da Casa Civil da Governadoria, José Megale, discursou na abertura da Reunião sobre o compromisso e a importância da Transparência no Estado do Pará, permitindo que haja um maior Controle Social, por meio da participação dos Cidadãos na Gestão Pública.

O evento teve como público alvo as Autoridades de Gerenciamento, os Responsáveis pelo atendimento das Solicitações de Acesso à Informação, os Responsáveis pela Tecnologia da Informação – TI e os Agentes Públicos de Controle – APC’s de cada Órgão/Entidade, totalizando cerca de 220 Servidores inscritos.

O Auditor Geral do Estado, Roberto Paulo Amoras, abordou sobre a regulamentação do Acesso à Informação no Poder Executivo Estadual e teceu considerações sobre comunicação, imagem institucional do Serviço de Acesso à Informação e Transparência Pública nos sítios e no Portal da Transparência do Governo Estadual.

O Diretor de Comunicação Institucional da SECOM, Antônio Neto, falou sobre a identidade visual do SIC.PA, assim como das diretrizes de comunicação institucional dos sítios e portais do Governo. Já o gerente de Desenvolvimento de Sistemas da PRODEPA, Odlaniger Lourenço, tirou dúvidas sobre o Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão em desenvolvimento.

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4 - AÇÕES DE CAPACITAÇÃO: Durante o Exercício 2015, a AGE proporcionou diversas oportunidades de reciclagem e aperfeiçoamento profissional aos seus Servidores, em especial, e para os demais integrantes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, dentre os quais destacamos:

QUADRO Nº 62 – CAPACITAÇÕES COLABORADORES/APC´s

EVENTO INSTITUIÇÃO PROMOTORA

Nº COLABORA DORES/ APC'S CAPACITADOS

EVENTO INSTITUIÇÃO PROMOTORA

Nº COLABORA DORES/ APC'S

CAPACITADOS EVENTO INSTITUIÇÃO

PROMOTORA Nº COLABORA DORES/ APC'S CAPACITADOS

Programa de Capacitação dos Agentes Públicos de Controle – APC’s do Sistema de

Controle Interno do Executivo Estadual –Módulo Metodologia Elaboração Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual, com 230 participantes.

AGE 230 16ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de

Controle Interno - CONACI CONACI 04 Regime Jurídico Único EGPA 01

Seminário “Novo Marco Regulatório das Parcerias do Terceiro Setor Lei 13.019/14”. AGE 202

17ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de

Controle Interno - CONACI CONACI 03

Seminário "O Sistema de Controle Interno no Brasil:

Avaliação e Desenvolvimento da Função de Auditoria Interna na

Administração Pública".

BIRD 01

Encontro “Desafios para o Terceiro Setor”. NAC 250 Comprador - SEBRAE SEBRAE 02 Seminário "O Sistema de

Controle Interno no Brasil: Avanço por mais eficiência".

BIRD 02

Reunião Técnica com o objetivo de disciplinar e aperfeiçoar procedimentos

necessários à Implementação do Acesso a Informações.

AGE 200 Curso Auditoria Pública Básica EGPA 01

72ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia –

SOEA; CONFEA 01

Reunião Marco Regulatório das Parcerias do Terceiro Setor, no Núcleo de Articulação e Cidadania – NAC, com 30 participantes;

NAC 30 Curso Contabilidade Aplicada ao Serviço

Público EGPA 01

Sistema de Patrimônio Imobiliário do Estado do Pará -

SISPAT IMÒVEIS EGPA 01

Reunião Técnica para apresentação da nova ferramenta para melhoria e aperfeiçoamento

contínuo da Gestão Pública – PPP e RMPPP.

AGE 210 Curso Informática Básica EGPA 01 Treinamento do Modelo de Avaliação da Capacidade de Auditoria Interna IA - CN

BANCO MUNDIAL 03

VII Fórum TCE – PA e Jurisdicionados - “Os Tribunais de Contas no Controle da

Aplicação dos Recursos Públicos” TCE 13

Curso Prof. Jacoby Fernandes - Tomada de

Contas Especial TREIDE 02

XI Encontro Nacional de Controle Interno - Controle e

Transparência Contra Corrupção CONACI 02

14ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno - CONACI CONACI 01 Fórum Estadual de Saúde e

Segurança do Trabalho SEAD 02 Palestra Previdência Social TCE 07

15ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno - CONACI CONACI 01 II Seminário Contabilidade

e Gestão Pública CRC/PA 03 TOTAL 1174

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AGE REÚNE ÓRGÃOS/ENTIDADES PARA TRATAR SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS DE GESTÃO DE

RECURSOS PÚBLICOS ESTADUAIS ANUAL – EXERCÍCIO 2015: A AGE promoveu em 16 de novembro o Módulo Metodologia para Elaboração da Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual, integrante do PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES PÚBLICOS DE CONTROLE INTERNO – APC’S DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO EXECUTIVO ESTADUAL, que tem como objetivo contribuir para a capacitação e qualificação continuada dos profissionais que atuam no Controle Interno dos(as)Órgãos/Entidades, com foco na melhoria da Gestão Pública, promovido por esta Auditoria Geral do Estado – AGE em parceria com a Escola de Governança Pública do Estado do Pará – EGPA. O encontro aconteceu no TCM-PA e contou com a participação de servidores públicos do Estado, do presidente do TCM, conselheiro Cezar Colares.

“Fico muito feliz por participar deste evento. Encontros como esse são fundamentais no processo de prestação de contas. É necessário consolidar e integrar todos os meios de controle dos âmbitos Municipal, Estadual e Federal, para que tenhamos efetividade nas Políticas Públicas, seja na área da saúde, educação, saneamento ou lazer; por isso precisamos ter uma correta aplicação do dinheiro público e sua prestação de contas”.

Trecho do pronunciamento da Conselheira Substituta do TCE, Milene Cunha, que representou a Corte de Contas no evento.

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5 - AÇÕES INSTITUCIONAIS / NORMATIVAS: 5.1 - AÇÕES INSTITUCIONAIS:

TCE E AGE DISCUTEM ASSUNTOS RELATIVOS ÀS CONTAS DE GOVERNO: A AGE esteve no TCE, no dia 12.11.15, para discutir assuntos relacionados às Contas Anuais de Governo. Na ocasião foram evidenciadas as providências tomadas pelo Governo em relação às Recomendações constantes da Resolução TCE Nº 18.711, de 28 de maio de 2015, referente às Contas do Exercício de 2014.

Foram esclarecidas dúvidas da Equipe Técnica do Governo a respeito das Recomendações exaradas, bem como obtidos informes preliminares para a próxima Prestação de Contas referente ao Exercício corrente.

“Recebemos o documento em que o Governo apresenta as providências tomadas para as Recomendações constantes do Relatório das Contas de 2014. Agora iremos analisar e informar no próximo relatório das contas de 2015, no capítulo que trata sobre o Monitoramento das Recomendações”

Trecho de pronunciamentos do Coordenador das Contas de Governo 2015, Reinaldo Valino.

Participaram da reunião, o Secretário de Controle Externo, Edilson Resque, a subsecretária de Controle Externo, Ana Paula Maciel, a secretária de Planejamento, Lilian Bendahan e o Controlador da Controladoria de Assuntos Estratégicos, Douglas Domingues e o Auditor Geral do Estado, Roberto Amoras.

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5.1.1 - ATIVIDADE - PLATAFORMA DE CONSULTA À LEGISLAÇÃO ESTADUAL – LEGISPARÁ: Pressuposto básico da Legalidade, o Processo Legislativo dita os padrões e normas a serem observados nos Atos de Gestão Pública. A Constituição do Estado do Pará destaca o Processo Legislativo no Título V, Capítulo I, Seção VI. Iniciado no Art. 102 até o Art. 114.

“TÍTULO V - DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES

CAPÍTULO I - DO PODER LEGISLATIVO

Art. 102. O processo legislativo compreende a elaboração de:

I - emendas à Constituição;

II - leis complementares;

III - leis ordinárias;

IV - leis delegadas;

V - decretos legislativos;

VI - resoluções.

Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis.”

Ressalte-se, dentre as competências constitucionais privativas ao Governador do Estado, àquelas estabelecidas pelo Artigo 135, transcrito a seguir: “Art. 135. Compete privativamente ao Governador:

I - representar o Estado perante a União e as demais unidades da Federação, bem como em suas relações jurídicas, políticas e administrativas, quando a lei não atribuir esta representação a outras autoridades;

II - nomear e exonerar os Secretários de Estado;

III - exercer, com o auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual;

IV - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;

V - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução e elaborar leis delegadas;

VI - vetar projetos de leis, total ou parcialmente;

VII - dispor, mediante decreto, sobre:

a) organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;

b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;

VIII - decretar e executar a intervenção do Estado nos Municípios, na forma desta Constituição.

IX - remeter mensagem e plano de governo à Assembleia Legislativa, por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do Estado e solicitando as providências que julgar necessárias;

X - exercer o comando supremo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, promover seus oficiais e nomear e exonerar o Comandante Geral dessas corporações;

(...)

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

XVIII - enviar à Assembleia Legislativa o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento, previstos nesta Constituição;

XIX - prestar anualmente à Assembleia Legislativa, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;

XX - prover e extinguir os cargos públicos estaduais, na forma de lei, com as restrições desta Constituição, e usar do poder disciplinar sobre todos os servidores do Poder Executivo;

(...)

XXVI - realizar operações de crédito autorizadas pela Assembleia Legislativa, observando, quando externas, o que também dispõe a Constituição Federal;

(...)

Parágrafo Único. O Governador poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VII e XX, este último no que se refere ao provimento de cargos públicos, aos Secretários de Estado ou outras autoridades, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.”

Neste sentido, em apoio ao princípio de publicidade, este item apresenta as principais Normas estabelecidas no Exercício 2015, bem como novo serviço de consulta à Legislação Estadual, denominado LegisPARÁ, no que tange a consolidação e divulgação da atividade legislativa do Estado, sua finalidade e/ou importância e utilidade para os Clientes internos, externos e Cidadãos interessados; bem como, demonstra, de forma quantitativa e qualitativa, a partir de sua utilização, a atividade normativa ocorrida no Exercício sob análise, com ênfase para aspectos que envolvam temas relevantes para o Dever/Direito de Prestação de Contas, como: Orçamento e Finanças; Reorganização Administrativa; Política Tributária e Previsão de Receitas e/ou Fixação de Despesas.

FIGURA Nº 12 - TELA INICIAL DO LEGISPARÁ

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

Apresentação10 - Idealizado pela Vice-Governadoria e desenvolvido pela Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará - PRODEPA em parceria com a Imprensa Oficial do Estado - IOE, o LegisPARÁ consiste em iniciativa pioneira de plataforma de consulta à legislação estadual. Lançado em dezembro/2014, o aplicativo web possibilita compilar, organizar e manter em um único banco de dados o texto da Constituição do Estado e os textos de leis e decretos estaduais em vigor, a partir das leis estaduais cadastradas pela Imprensa Oficial do Estado.

O LegisPARÁ é mais uma iniciativa do Estado na promoção do Controle Social, facilitando à Sociedade – estudantes, aos operadores do Direito, ao Poder Judiciário e aos Servidores públicos – acesso às leis, de forma consolidada, sistematizada e atualizada.

As leis estão disponíveis em “html” (linguagem de marcação que permite a criação de documentos, os quais podem ser lidos em praticamente qualquer tipo de computador e transmitidos pela internet), facilitando o trabalho e proporcionando maior agilidade, como o transporte de um trecho da lei para manuseio e tratamento da parte interessada, sem necessidade de digitação/retrabalho, por exemplo.

No Exercício 2015, a partir de utilização do LegisPARÁ, verificou-se 410 Normativos disponíveis para Consulta Pública dentre Leis, Decretos, Instruções Normativas e Resoluções, conforme demonstrado a seguir:

QUADRO Nº 63 – NORMATIVOS DISPONÍVEIS GRÁFICO Nº 33 - NORMATIVOS DISPONÍVEIS EXERCÍCIO 2015 EXERCÍCIO 2015

Fonte: LegisPará11. http://www.legispara.pa.gov.br/

10 Fonte: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=107479

11 O LegisPará é um sistema centralizado de consulta à legislação estadual, que serve à sociedade como fonte de informação sobre todo o material legislativo produzido no Estado do Pará. O portal disponibiliza, num único banco de dados, o texto da Constituição do Estado e os textos de leis e decretos estaduais em vigor. Foi desenvolvido para facilitar e estimular o cidadão, inclusive o deficiente visual, a acessar as normas e conhecer melhor seus direitos e obrigações, assegurando o pleno exercício da cidadania; além de atender aos anseios de acesso à informação e transparência da gestão pública. Inicialmente, a base será alimentada com atos publicados a partir de 1º de Junho de 2011 e as demais normas ainda não cadastradas serão inseridas gradativamente. A Imprensa Oficial do Estado e a Empresa de Processamento de Dados são os órgãos responsáveis pela manutenção deste Portal.

TIPO Quantidade % LEI ORDINÁRIA 228 55,61% DECRETO 121 29,51% INSTRUÇÃO NORMATIVA 37 9,02% RESOLUÇÃO 21 5,12% LEI COMPLEMENTAR 3 0,73% TOTAL 410 100,00%

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

A Leis Ordinárias representaram aproximadamente 55,61% da atividade normativa do Estado, seguido por Decretos (29,51%), que juntos somaram 349 ou 85,12% dos Atos Normativos. Tais Atos tratam de temas diversos, dentre os quais: - Orçamento; - Política Tributária e Isenção; - Transferências; - Utilização de Bens Públicos; - Racionalização dos Gastos Públicos; - Aquisições de Bens e Serviços; - Reorganização da Estrutura Administrativa; - Atos de Denominação; - Atos de Declaração de Utilidade Pública e/ou Qualificação de Organizações Sociais; - Atos de Declaração de Patrimônio Histórico e/ou Cultural, dentre diversos outros.

Assim, para promoção da Transparência e apoio ao Dever/Direito de Prestação de Contas, alguns Atos Normativos do Exercício que merecem destaque, não pela sua Natureza Jurídica, mas sim pela relevância dos Temas para a Atividade de Controle e Promoção da Transparência, são demonstrados a seguir:

As Leis Complementares Nº 99 e 100 tratam de assuntos relacionados a Reorganização Administrativa da Procuradoria-Geral do Estado do Pará e da Defensoria Pública do Estado do Pará. A Lei Complementar Nº 102 trata de instituição de Diário Oficial Eletrônico no Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará.

O Exercício 2015 foi iniciado com a Lei Ordinária Nº 8.096/2015, que dispõe sobre a nova estrutura da Administração Pública do Poder Executivo Estadual, sobre o qual é oportuno destacar trecho da Mensagem de Governo:

“(...) Esse quadro estaria incompleto se não dedicasse algumas palavras para detalhar um pouco mais o que foi especificamente 2015 e como antevejo 2016, no que se refere à questão fiscal. Começo lembrando que iniciamos o ano que passou, como se diz, cortando na própria carne. No primeiro dia do ano, foi iniciada a reestruturação administrativa do Estado, com a extinção e a fusão de vários órgãos e de vários cargos, numa medida de contenção de despesas e racionalização da gestão. Todas as secretarias especiais foram extintas, bem como o Núcleo Administrativo e Financeiro. Entre as fusões destaco, como exemplo, a criação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, Sedop, resultante da extinção das secretarias de Integração Regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Seidurb, e de Obras Públicas, Seop. Lembrei-me de um velho amigo que ensinava: antevendo a tempestade, o desafio é manter o barco a salvo e, se possível, garantir algum conforto aos passageiros. Foi o que tentamos fazer. Graças a isso, as principais metas e indicadores fiscais foram atingidos, apesar dos profundos cortes nos repasses federais constitucionais, que alcançaram o impensável valor de R$ 400 milhões. Nesse cenário, foi dramático manter os gastos com pessoal dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, e superar os limites constitucionais mínimos para as despesas com saúde e educação.” (Grifos nossos) Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2016 “Reafirmo que estamos no início de um novo governo, não de simples continuidade. Alguns passos nesse sentido já foram dados, como a reforma administrativa aprovada por Vossas Excelências, vital para os novos tempos de economia e contenção que já estamos vivendo. Com a reforma, estamos em busca de mais eficiência com menos dispêndio. É mais recurso para aplicar nos programas finalísticos, que beneficiam a população. É menos burocracia que emperra a máquina e ainda consome recursos. Não posso deixar de, mais uma vez, agradecer o empenho dos senhores no sentido de colaborar para a melhoria da estrutura de governo.” (Grifos nossos) Mensagem de Governo à ALEPA – Exercício 2015

Este Ato já indicava que o tema Reorganização Administrativa seria tratado de forma profunda no Exercício 2015, inclusive por Outros Poderes. A título de exemplificação e sem a intenção de exaurir o tema, menciona-se alguns Atos acerca deste Tema no Quadro abaixo:

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

QUADRO Nº 62 – LEGISLAÇÃO ACERCA DA REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

NORMATIVO EMENTA

LEI ORDINÁRIA Nº 8.096, DE 1 DE JANEIRO DE 2015 Dispõe sobre a nova estrutura da Administração Pública do Poder Executivo Estadual, e dá outras providências.

DECRETO Nº 1.190, DE 5 DE JANEIRO DE 2015 Regulamenta os procedimentos necessários ao processo de implementação da nova estrutura administrativa, nos termos fixados no art. 95 das disposições finais e transitórias da lei ...

LEI ORDINÁRIA Nº 8.097, DE 1 DE JANEIRO DE 2015 Institui a Fundação PROPAZ no âmbito do Poder Executivo Estadual, e dá outras providências.

LEI ORDINÁRIA Nº 8.098, DE 1 DE JANEIRO DE 2015 Altera a denominação e redefine competências para a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Pará, e dá outras providências.

DECRETO Nº 1.270, DE 16 DE ABRIL DE 2015 Cria o 8º SGBM, Subgrupamento Bombeiro Militar, como órgão de execução da estrutura organizacional do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, com sede no Município de São Miguel do Guamá.

DECRETO Nº 1.278, DE 8 DE MAIO DE 2015 Dispõe sobre a reorganização dos cargos na carreira de Consultor Jurídico do Estado no âmbito da Administração Direta do Poder Executivo e dá outras providências.

DECRETO Nº 1.279, DE 8 DE MAIO DE 2015 Dispõe sobre a reorganização dos cargos na carreira de Procurador Autárquico e Fundacional no âmbito da Administração Indireta do Poder Executivo e dá outras providências.

DECRETO Nº 1.283, DE 8 DE MAIO DE 2015 Cria, na estrutura organizacional do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará, o 3º Subgrupamento Bombeiro Militar - 3º SGBM e dá outras providências.

LEI ORDINÁRIA Nº 8.289, DE 28 DE AGOSTO DE 2015 Altera o Anexo da Lei nº 5.276, de 6/11/1985, que cria no Quadro de Organização da Polícia Militar do Estado do Pará, funções de natureza Policial-Militar.

DECRETO Nº 1.357, DE 28 DE AGOSTO DE 2015 Cria, na estrutura organizacional do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará, o 16° (Canaã dos Carajás), 17° (Vigia de Nazaré) e 18° (Salvaterra) Grupamento Bombeiro Militar e transforma ...

DECRETO Nº 1.454, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2015 Homologa a alteração no Estatuto da EMATER-PARÁ - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará, aprovado pelo Decreto nº 214, de 21/09/2011.

LEI ORDINÁRIA Nº 8.322, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2015 Dispõe sobre a reestruturação da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará - SUSIPE e dá outras providências. FONTE: LegisPARÁ

Os demais Atos Normativos considerados relevantes para a Atividade de Controle, são demonstrados12 à seguir, conforme os Temas indicados:

12 Importante registrar que os Atos são exemplificativos e limitados ao Exercício 2015. Desta forma, não estão relacionados, por exemplo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e a Lei Orçamentária Anual - LOA para o

Exercício 2015, uma vez que foram elaborados no Exercício Anterior. No entanto, o texto apresentado é oportuno para apresentação da ferramenta LegisPARÁ aos interessados, possibilitando aos mesmos consultas

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Atos ocorridos no Exercício 2015 relacionados ao Processo Orçamentário e que merecem destaque.

Lei Ordinária Nº 8.174, de 28/05/2015, que dispõe sobre o remanejamento, transposição e transferência das dotações orçamentárias da Lei Orçamentária de 2015;

- Lei Ordinária Nº 8.232, de 15/07/2015, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2016 e dá outras providências (LDO-2016);

- Lei Ordinária N° 8.336, de 29/12/2015, que Estima a Receita e fixa a Despesa do Estado do Pará para o exercício financeiro de 2016 e dá outras providências (LOA-2016);

- Lei Ordinária N° 8.335, de 29/12/2015, que dispõe sobre o Plano Plurianual para o período 2016-2019 e dá outras providências.

Decretos Nº 1.191 a 1.198, 1.200 e 1.204, datados de 02/01/2015; Decretos Nº 1.210 a 1.217, datados de 26/01/2015; Decretos Nº 1.221 a 1.223, de 12/02/2015; Decreto Nº 1.228, de 19/02/2015, e; Decretos Nº 1.233 e 1.236, de 02/03/2015.

Procedimentos para utilização de Bens Públicos.

Decreto Nº 1.250/2015, de 20/03/2015, que dispõe sobre a utilização das aeronaves oficiais civis, próprias ou sob a responsabilidade do Governo do Estado, e dá outras providências;

Instrução Normativa Nº 1, de 06/10/2015, dispõe sobre procedimentos a serem adotados pela Administração Pública Estadual, relacionados ao abastecimento e utilização dos veículos oficiais do Estado.

Procedimentos para Transparência Ativa e Passiva.

Decreto Nº 1.359/2015, de 31/08/2015, que regula o acesso a informações previsto nos Incisos X e XXXIII do Art. 5º e no Inciso II do § 3º do Art. 37 da Constituição Federal e no Inciso II do Art. 29 e no § 5º do Art. 286 da Constituição do Estadual.

Instrução Normativa Nº 1, de 04/09/2015, que Dispõe sobre a definição de procedimentos a serem observados para Designação de Autoridade de Gerenciamento no âmbito dos Órgãos/Entidades integrantes do Poder Executivo Estadual.

complementares, se for o caso.

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Instrução Normativa Nº 1, de 10/11/2015. IN Conjunta Casa Civil/AGE/SECOM dispondo sobre a definição de Formulários Padrão, do modelo do Relatório Anual da Autoridade de Gerenciamento.

Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual.

Instrução Normativa AGE Nº 002/2015, de 10/11/2015. Atualiza a IN AGE Nº 001/2014, de 22/11/2014 que dispõe sobre a definição de procedimentos adicionais a serem observados pelos(as) Órgãos/Entidades integrantes do Poder Executivo Estadual por ocasião da Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual junto ao Tribunal de Contas do Estado - TCE.

Promoção do Desenvolvimento Sustentável nas Contratações.

Decreto Nº 1.354, de 25/08/2015, que estabelece diretrizes para a promoção do desenvolvimento sustentável nas contratações realizadas pela Administração Pública Estadual, nos termos do art. 3º da Lei Federal Nº 8.666, de 21/06/1993.

Acompanhamento das Políticas Públicas.

Lei Nº 8.327, de 22/12/2015, que altera dispositivos da Lei Nº 6.836, de 13/02/2006, que institui o Mapa da Exclusão Social no âmbito do Estado do Pará.

Recursos Humanos. Lei Ordinária Nº 8.229, de 13/07/2015. Disciplina os percentuais da Gratificação de Risco de Vida dos Militares do Estado do Pará.

Lei Ordinária Nº 8.230, de 13/07/2015. Dispõe sobre a promoção dos Praças da Polícia Militar do Pará (PMPA).

Decreto Nº 1.337, de 17/05/2015. Regulamenta a Lei n° 8.230, de 13 de julho de 2015, que dispõe sobre a promoção de Praças da Polícia Militar do Pará (PMPA) e dá outras providências.

Decreto Nº 1.230, de 26/02/2015. Dispõe sobre os procedimentos de nomeação e contratação de servidores no âmbito da Administração Direta, das Autarquias e Fundações Públicas Estaduais e dá outras providências.

Decreto Nº 1.338, de 30/07/2015. Altera o Decreto nº 249, de 11/10/2011, que regulamenta o estágio probatório do servidor público civil ocupante de cargo de provimento efetivo da Administração Direta, das Autarquias e das Fundações.

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Decreto Nº 1.273, de 05/05/2015. Dispõe sobre a majoração da Gratificação de Risco de Vida, incidente sobre o vencimento-base do cargo efetivo de Agente de Fiscalização de Trânsito do Departamento de Trânsito do Estado do Pará.

Decreto Nº 1.274, de 05/05/2015. Dispõe sobre a majoração da Gratificação de Risco de Vida, incidente sobre o vencimento-base dos cargos efetivos que compõem o Grupo Ocupacional Polícia Civil.

Decreto Nº 1.426, de 10/11/2015. Altera o art. 9° do Decreto n° 890, de 8/11/2013, que regulamenta a Lei n° 7.727, de 24/07/2013, que institui a premiação pecuniária aos Policiais Civis e Militares da ativa, pela apreensão de armas...

Lei Ordinária Nº 8.200, de 01/07/2015, que dispõe sobre o reajuste dos vencimentos dos servidores civis e militares ativos e inativos integrantes da Administração Direta, das Autarquias e das Fundações Públicas do Poder Executivo do Estado e Lei Ordinária Nº 8.172, de 19 -05-2015, que dispõe sobre a revisão geral anual da remuneração dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Pará.

Racionalização dos Gastos Públicos:

Decreto Nº 1.347, 25/08/2015. Estabelece medidas de Controle e Racionalização dos Gastos Públicos, institui o Sistema Integrado de Governança do Estado do Pará - SIGOV no âmbito do Poder Executivo Estadual e dá outras providências.

Concessão e Permissão:

Decreto Nº 1.242, de 16/03/2015. Institui o Procedimento de Manifestação de Interesse em projetos de concessão comum de obras e serviços públicos e permissão de serviço público.

Parceria Público Privada:

Lei Ordinária Nº 8.231, 14/07/2015. Altera dispositivo da Lei nº 7.649, de 24 de julho de 2012, que dispõe sobre normas de licitação e contratação de Parcerias Público-Privadas - PPP no âmbito do Estado do Pará e dá outras providências.

Decreto Nº 1.428, de 10/11/2015. Altera o Decreto nº 713, de 1/04/2013, que institui o Programa de Parcerias Público-Privadas - PPP/PA e regulamenta o Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas do Estado do Pará - CGP/PA, para ...

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Organização Social:

Decreto Nº 1.418, de 1-10-2015. Altera o Decreto nº 3.876, de 21/01/2000, que regulamenta a Lei nº 5.980, de 19/07/1996, que dispõe sobre qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organização Social.

Do exposto, este item vem evidenciar Normativos importantes e relevantes que contribuem para a Atividade de Controle e promoção da Transparência e Controle Social.

Mediante a exemplificação da utilização da ferramenta LegisPARÁ, novo serviço de consulta à legislação estadual, todo e qualquer interessado poderá realizar buscas e ter acesso a legislação pretendida.

A atividade normativa ocorrida no Exercício sob análise evidencia avanços importantes em Áreas-Tema relevantes, como regulamentação da Lei de Transparência, Reestruturação Administrativa e Racionalização de Gastos, dentre outros, buscando sempre o aperfeiçoamento contínuo e permanente da Administração Pública.

Assim, a AGE buscou neste item, com ênfase para aspectos e temas relevantes ao Exercício 2015 da Atividade de Controle Interno, contribuir para a permanente atualização dos Clientes internos e externos, sendo pressuposto básico para a busca da legalidade e conformidade dos Atos de Gestão a normatização e regulamentação dos mesmos.

Além disso, este item possibilitou evidenciação da dimensão política de atribuições constitucionais do Chefe do Poder Executivo que resultaram em Atos Normativos, ocorrendo em conformidade e consonância com os dispositivos aplicáveis, em especial o Art. 102 c/c o Art. 135 da Constituição Estadual.

5.1.2 - AUTO AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL E DA AUDITORIA GERAL DO ESTADO – AGE: Em Projeto resultante de parceria firmada entre o CONACI e o Banco Mundial, realizou-se avaliação dos Órgãos de Controle Interno que compõem o CONACI, através de utilização do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna - IA-CM para o Setor Público. Foi realizada Auto Avaliação da Auditoria Geral do Estado do Pará, iniciada em Novembro/2015 e atualmente em fase revisão pelo Órgão de Controle Interno do Estado de Santa Catarina, após o que será encaminhado para avaliação do Banco Mundial.

No processo de Auto Avaliação buscou-se identificar e demonstrar o estágio atual do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo do Estado do Pará, evidenciando-se, dentre outros, seu funcionamento e práticas já institucionalizadas, nos moldes definidos e determinados com a utilização da ferramenta IA-CM, conforme os critérios/materiais estabelecidos e, ainda, considerado o contexto e estrutura da atividade no Estado do Pará.

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Neste, elencou-se fatores importantes para a Auto Avaliação, alguns fatores históricos relevantes, avaliações externas recentes e apontamento de resultados já consubstanciados em evidências de Instituições/Clientes externos relacionados à atividade e aos produtos concebidos pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Longe de ser um modelo prescritivo em termos de como um processo deve ser conduzido, indicou possibilidades a esta AGE para o constante aperfeiçoamento da atividade de Auditoria Governamental no Executivo Estadual, auxiliando de forma relevante na sistematização para evidenciar e demonstrar processos já devidamente institucionalizados, conforme evidências robustas, os quais já são praticados pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. O fator que torna oportuna sua cientificação ao Controle Externo, bem como sua incorporação ao processo de Prestação de Contas de Governo evidencia-se, justamente, desta Auto Avaliação indicar conformidade das novas práticas já adotadas a partir dos últimos Exercícios e dos seus resultados efetivos para atendimento de sua Missão Institucional, considerado o contexto, a legislação atual, a estratégia institucional e ainda a normatização emanada dessa Egrégia Corte de Contas no que tange à Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual, com emissão de Relatórios e Pareceres pelos Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno, em especial deste Órgão Central. No processo de Auto Avaliação, toda a evidenciação realizada indica que as intenções e políticas pretendidas com as novas práticas vem sendo consolidadas, de acordo e em conformidade com as estratégias institucionais, agregando valor para e conforme a opinião de Clientes internos e externos e assim proporcionando Sucesso Organizacional do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Indica ainda que estas práticas têm se mostrado exitosas, assegurando avaliações externas positivas e, portanto, resultados promissores, proporcionais aos esforços realizados, assegurando-se o aperfeiçoamento contínuo de instrumentos, procedimentos, ações, ferramentas e produtos do Sistema de Controle Interno para apoiar a Tomada de Decisão, Transparência da Gestão, Promoção do Controle Social e, assim, a melhoria contínua e permanente da Gestão Pública de Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual e Assessoramento Superior ao Chefe do Poder Executivo Estadual. Os itens principais da Auto Avaliação são apresentados em seguida:

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FIGURA Nº 13 – MATRIZ DO IA - CM

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PRÁTICAS INSTITUCIONAIS EVIDENCIADAS NO PROCESSO DE AUTO AVALIAÇÃO:

Da Matriz IA-CM, em termos de administração, estrutura de políticas e práticas, organização e estrutura, recursos e serviços, o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, neste representado pela AGE, seu Órgão Central, verifica-se que 19 dos 24 KPA’s (Área de Processo Principal) avaliados, encontram-se atualmente institucionalizados, a saber:

9 de 10 KPA’s estabelecidos para o NÍVEL 2 – INFRAESTRUTURA encontram-se atualmente institucionalizados, uma vez que: As políticas, os processos e procedimentos estão devidamente definidas em Normativos e devidamente documentadas em Papéis de Trabalho

padronizados. As Ações de Controle desempenhadas pelos Órgãos Componentes estão devidamente definidas, de forma integrada e padronizada, sendo

coordenadas pelo Órgão Central do Sistema de Controle Interno;

As práticas profissionais estão bem estabelecidas, de forma institucionalizada, organizadas de forma uniforme e padronizada;

As práticas institucionais são repetíveis;

As pessoas foram recrutadas e selecionadas mediante concurso público;

Os produtos “outputs” são padronizados e estabelecidos em normativos, inclusive os procedimentos a serem realizados, os Relatórios e Pareceres, os Papéis de Trabalho (evidências) que comprovam as situações verificadas. Estes Relatórios e Pareceres, inclusive os respectivos Papéis de Trabalho, são disponibilizados no sítio eletrônico institucional para consulta pública;

As atividades são realizadas conforme estabelecido no Plano (Instrução Normativa Anual) e este, por sua vez, foi desenvolvido para atendimento

à necessidades de Clientes internos e externos. Tais atividades envolvem Testes de Conformidade com normas, regulamentos e dispositivos legais; Aferição de Desempenho das metas alcançadas pelos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual; e, ainda, Assessoramento Superior, propondo Recomendações Padrão para o aperfeiçoamento contínuo da Gestão Orçamentária, Financeira, Patrimonial, Operacional, Contábil, de Recursos Humanos e Aquisição de Bens e Serviços;

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Os aspectos a serem verificados favorecem a responsabilização, a objetividade, a atuação de forma padronizada para subsidiar, tempestivamente, o processo decisório e agregação de valor à Administração, quanto aos Controles Internos, processos e sistemas, identificando suas fraquezas e propondo melhorias operacionais;

A legislação básica define o propósito, autoridade e responsabilidade das atividades e o seu relacionamento dentro do Poder Executivo e dos

Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno entre si; Amplo acesso assegurado nos normativos para a execução da atividade de Controle; A estrutura atual do Sistema de Controle Interno consegue avaliar se as estruturas estão atuando de forma apropriada;

10 de 14 KPA’s estabelecidos para o NÍVEL 3 – INTEGRADO encontram-se atualmente institucionalizados, uma vez que: As práticas profissionais estão bem estabelecidas e são uniformemente aplicadas. Existem ferramentas que asseguram a padronização, a

sistematização, a responsabilização, a automação e os produtos pretendidos. Todos os procedimentos são documentados e a política de qualidade assegurada;

O Plano Anual determina o cronograma, as atividades, o escopo, a amplitude e os Agentes responsáveis. Há de forma clara, objetiva e

devidamente institucionalizada, um ciclo determinando o fluxo de informações e os critérios para seu processamento. Assegura, dentre outras: transparência, objetividade e impessoalidade. Garante um processo ordenado, simplificado, sistêmico, integrado, periódico, repetível e disponível para consulta pública;

O Plano Anual considera os riscos, o ambiente de Controle e as necessidades de informação de Clientes internos e externos para a emissão do

Relatório de Auditoria de Gestão AGE e o respectivo Parecer AGE;

Os Serviços de Assessoramento constitui-se em uma diretriz institucional. São realizados com ênfase na tempestividade e prevenção, partindo do princípio que todos os esforços praticados, em todas as ações institucionais, são de Assessoramento para promoção do Aperfeiçoamento da Gestão e/ou Auxílio ao Processo Decisório. As práticas estão devidamente institucionalizados e atendem aos diferentes Níveis: Operacional, Tático e Estratégico, contando com uma diversidade de instrumentos normativos. O Assessoramento pode ser realizado pelo Órgão Central do Sistema de Controle Interno ou ainda diretamente pelo Agente Público de Controle-APC ao Gestor Máximo ou às Unidades Organizacionais do(a) Órgão/Entidade ao qual se encontra vinculado hierarquicamente;

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Os Instrumentos de Financiamento estão institucionalizados conforme Lei Orçamentária Anual, sendo estes considerados para a elaboração de seu Plano Anual e atendimento de suas prioridades institucionais.

Ao avaliar os Controles Internos dos(as) Órgãos/Entidades, identifica Situações/Oportunidades de Melhoria da Gestão Pública, quando são exaradas as Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE, para minimização dos riscos identificados, inclusive em aspectos inerentes à Auditorias de Desempenho Operacional de Programas de Governo. Assim, o Sistema de Controle Interno vem agregando valor à Gestão Pública, com a utilização/desenvolvimento de Indicadores de Gestão. Assim, o Sistema de Controle Interno: Utiliza indicadores do Sistema GP Pará e evidencia a Avaliação de Desempenho dos Programas de Governo; Elabora e evidencia grande diversidade de Indicadores da Execução Orçamentária e Financeira, inclusive quanto ao nível de Execução dos

Orçamentos de Governo por mandamento constitucional; As informações produzidas pelo Sistema de Controle Interno proporcionam análises transversais por temas diferenciados, desde uma dada

situação em algum(a) Órgão/Entidade ou desta mesma situação no Poder Executivo Estadual, por exemplo, conforme o objeto de análise pretendido, dentro das possibilidades estabelecidas nos Normativos Anuais. Tais análises contemplam informações financeiras e não-financeiras, contribuindo para atendimento das necessidades dos Clientes internos e externos, agregando valor à Gestão Pública;

As responsabilidades são evidenciadas de forma objetiva nos Instrumentos de Controle Interno estabelecidos, destacando-se o Rol de

Responsáveis, devidamente padronizado em ANEXO específico nos normativos vigentes; O fluxo de informações (inputs e outputs), a origem, o objeto e o responsável, o seu processamento e o responsável, os critérios de processamento,

os produtos e resultados esperados, o encaminhamento e forma de comunicação dos resultados aos Clientes internos e externos das avaliações e respectivos produtos do Sistema de Controle Interno são devidamente e tempestivamente comunicados no Plano Anual, realizados conforme Cronograma e Conteúdo Processual estabelecido em ANEXO específico nos normativos vigentes, encaminhados aos Gestores Públicos e disponibilizados para Consulta Pública e promoção da Transparência e Controle Social;

As Atividades do Sistema de Controle Interno proporcionam aprendizado em áreas e assuntos relevantes e promovem o sucesso

organizacional, contribuindo de forma significativa: ao Processo Decisório; Conformidade dos Atos de Gestão; Aperfeiçoamento do Processo de Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual; Aperfeiçoamento Contínuo da Gestão Pública; Promoção da Transparência, do Controle Social e da Gestão Responsável dos Recursos Públicos;

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A efetividade das Ações do Sistema é acompanhada e controlada13. A partir dos instrumentos e mecanismos estabelecidos para a execução da Política de Acompanhamento institucionalizada, a AGE avalia se as Recomendações Padrão AGE – RPs AGE emitidas foram Atendidas, aferindo-se a efetividade das mesmas, em cada Relatório de Auditoria de Gestão AGE emitido para cada Órgão/Entidade, podendo ser medidas e evidenciadas no âmbito do Poder Executivo, constituindo Indicador de Gestão. Atualmente, a capacidade operacional existente possibilita realizar a distinção entre a efetividade das Ações do Órgão Central do Sistema de Controle Interno e Ações desenvolvidas diretamente pelas Unidades Descentralizadas;

Indicadores acerca da Situação dos Controles Internos, inclusive Diagnóstico Situacional destes no Poder Executivo Estadual. A

metodologia utilizada de forma integrada pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual ou comprova a observância aos princípios constitucionais, legais, normativos e gerenciais ou, se for o caso, apontam para adoção de melhorias necessárias, sendo um Indicador de Oportunidades/Situações de Melhoria a serem desenvolvidas pela Gestão ou, em outra leitura, pode ser considerado como Indicador das Áreas com Maior Risco/Fraquezas no Exercício analisado;

As Ações de Controle são focadas aos temas mais relevantes para a Gestão dos(as) Órgãos/Entidades ou do Poder Executivo Estadual, em que

se consideram os riscos, a estratégia de governo e institucional. As necessidades e expectativas dos Clientes internos e externos são alinhadas, de forma a identificar e minimizar riscos e fraquezas, indicar forças e oportunidades e, ainda, sistematizar tais informações para subsidiar seu melhor gerenciamento pelo Sistema de Controle Interno, Controle Externo e demais Clientes e Controle Social;

A partir do compartilhamento de informações, produtos e atividades integradas, o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual

busca cooperar e coordenar as atividades de forma apropriada, em Nível Central (AGE) e Descentralizado (UCI/APC(s)), e reduzir a duplicação de esforços. Tal situação pode ser melhor evidenciada através de relacionamento do TCE com a AGE, que busca coordenar e sistematizar ações referentes ao Poder Executivo Estadual; e, ainda, o Auditor de Controle Externo pode contar com o auxílio do(s) APC(s) em suas fiscalizações/inspeções in loco realizadas nos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual;

A utilização dos Recursos Humanos existentes são disciplinados por Portaria Anual e Ordem de Serviço para assegurar que as prioridades

identificadas no Plano sejam adequadamente realizadas. Estas são documentadas, sistematizadas, padronizadas, verificáveis, repetíveis, comprovadas em Papéis de Trabalho também padronizados;

A Participação da AGE em Grupos Técnicos e Grupos Estratégicos de Governo que asseguram a comunicação regular e tempestiva com a

Alta Administração (Chefe do Poder Executivo Estadual e Secretários de Estado), podendo exercer influência na promoção de cultura de

13 Conforme pode ser verificado no Item específico deste Relatório Anual.

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Controle e Transparência, oportunizando a normatização de Assuntos Relevantes, como a edição do Decreto Estadual Nº 1.359/2015, que disciplinou a Lei de Acesso a Informação em âmbito Estadual, dentre outros.

Participação da AGE em Termos de Cooperação, que buscam convergir esforços e mútua cooperação entre Órgãos, que buscam oportunidades e

a redução da duplicação de esforços. A participação em Fóruns, Comitês, Conselhos, dentre outros, que além de auxiliar na atualização e identificação de tendências, cases de sucesso, boas práticas, evidenciam o bom relacionamento interinstitucional, dentre outros, com o Controle Externo;

As avaliações externas, seja de desempenho institucional ou do panorama nacional dos Órgãos de Controle Interno em seus diferentes aspectos,

são utilizadas pela AGE como Unidades de Consultoria e Aconselhamento periódicas, ao indicarem rumos e possibilidades valorosos.

Quanto aos KPA’s (Área de Processo Principal) estabelecidos e não atendidos, importante registrar:

Na área Gerenciamento de Pessoas, surge como possibilidade de solução para o devido aperfeiçoamento a Regulamentação dos Níveis de Carreira, o que poderá proporcionar melhor estrutura interna de competência de Auditoria e, assim, distribuição de posições e responsabilidades conforme os níveis estabelecidos, desde o nível de ingresso até o gerencial, para apoiar e direcionar, de acordo com os critérios estabelecidos, o desenvolvimento, a progressão e evolução na carreira.

Quanto ao Gerenciamento do Desempenho e Accountability, considerando o cenário atual no Executivo Estadual e de funcionamento e

atividades do Sistema de Controle Interno terá, naturalmente, o momento oportuno para seu desenvolvimento e, portanto, a priorização deste KPA poderia representar em equívoco estratégico diante das demandas existentes pelos Clientes internos e externos. Atualmente há esforços institucionais para o desenvolvimento de Sistema de Custos, conforme Decreto Estadual Nº 1.347/2015 que instituiu o SIGOV, entretanto, os Sistemas Corporativos Governamentais ainda não favorecem a Gestão/Informações sobre Custos, o que deverá ser superado conforme o decorrer das atividades do SIGOV e, ainda, cronograma da Secretaria do Tesouro Nacional-STN, tornando obrigatório, a implantação de Sistema de Custos, em âmbito nacional. Contudo, verifica-se que tal dificuldade foi considerada pela AGE e minimizada com a aplicação de ferramentas de Tecnologia de Informação e Extrator de Dados, sendo adotado para efeitos de análises informações orçamentárias e financeiras registradas no SIAFEM, bem como informações físico-financeiras registradas Sistema GP Pará e respectivas Avaliações de Desempenho Gerencial de Programas e Ações de Governo. Estes Sistemas Corporativos Governamentais encontram-se devidamente integrados, instituídos e em utilização pelos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual. As análises são partes integrantes do Relatório de Auditoria de Gestão AGE sobre as Prestações de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual dos(as) Órgãos/Entidades encaminhados ao TCE e disponibilizados para consulta pública no sítio eletrônico desta AGE.

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DOCUMENTOS ESSENCIAIS PARA REALIZAÇÃO DA AUTO AVALIAÇÃO:

No processo de Auto Avaliação, foram utilizados vários documentos para evidenciar atendimento aos Itens Avaliados, dentre os quais se destacam:

A Legislação Básica do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual é a Lei Estadual Nº 6.176/1998 e alterações, a qual encontra-se regulamentada pelo Decreto Estadual Nº 2.536/2006 e diversos Atos Normativos.

O Código de Ética foi instituído pela Instrução Normativa Nº 001/2004. Mesmo este sendo editado anteriormente às Diretrizes do Controle

Interno editadas pelo CONACI, apresenta consonância com a Diretriz CONACI Nº 11. Não há Comitê de Auditoria instituído, cabendo as decisões e deliberações institucionais ao Auditor Geral do Estado ou por meio de

instrumentos instituídos de delegação, como por exemplo: Ordens de Serviço AGE; atividades oriundas de Portarias AGE, dentre outras.

Não há Código de Confidencialidade. Entretanto, há previsão expressa de sigilo devidamente institucionalizado na Legislação Básica, conforme § 2º, Art. 2º da Lei Estadual Nº 6.176/1998 e Inciso VI, Art. 4º, Inciso VIII, Art. 6º e Inciso II, Art. 7º do Código de Ética. Tal previsão estabelece responsabilização administrativa, civil e penal no caso de sua inobservância/descumprimento.

O Organograma da Auditoria Geral do Estado – AGE, já evidenciado anteriormente e disponível no sítio eletrônico:

http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_content&view=article&id=43&Itemid=130, está definido na Legislação Básica. Desde o Exercício 2011 a AGE vem disciplinando a sua forma de atuação e, em especial, por meio de Instruções Normativas Anuais (Plano

Anual) para nortear as Ações de Controle do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Estas, complementadas por outros Atos Normativos, objetivam o aprimoramento e melhoria contínua dos procedimentos, bem como asseguração da qualidade das informações recebidas e divulgadas.

Consonância entre o Mapa Estratégico do Executivo Estadual, conforme Anexo XII da LOA 2016, e o Mapa de Estratégia estabelecido no

Planejamento Estratégico Institucional para o período 2016-2019 da AGE. A missão institucional deve estar voltada para a Ação Estratégica de Governo “4 - FORTALECER A GESTÃO E GOVERNANÇA COM TRANSPARÊNCIA”, objetivando “19 - Assegurar a transparência das ações do governo” e “20 - Promover a agilidade e melhoria da gestão pública otimizando o perfil do gasto”. Assim, demonstra-se consonância entre os instrumentos de Planejamento Estratégico de Governo e o Planejamento Estratégico desta AGE, comprovando a integração dos referidos objetivos. O Planejamento Estratégico da AGE é proveniente de esforço interno dos Órgãos diretivos para cumprimento da Diretriz CONACI Nº 08, que se encontre em fase de finalização.

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Os Relatórios Anuais do Sistema de Controle Interno sobre as Contas de Governo encontram-se disponíveis no sítio eletrônico da AGE:

http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_content&view=article&id=359&Itemid=174. Estes estão em total consonância com a Diretriz CONACI Nº 10. Ressalte-se ainda atendimento da Diretriz CONACI Nº 04, dentre diversas outras diretrizes atendidas pela iniciativa, ao sistematizar, executar e disponibilizar, para consulta pública, todos os Relatórios e Pareceres dos Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno, inclusive os Papéis de Trabalho deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno, no sítio eletrônico desta AGE, desde o Exercício 2013, conforme link: http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_content&view=article&id=359&Itemid=174 como antes já mencionado.

A AGE vem disciplinando a sua forma de atuação por meio de Instruções Normativas Anuais (Plano Anual) para nortear as Ações de Controle do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Estes Planos Anuais são elaborados, portanto, em consonância e adaptados ao contexto do seu funcionamento, de forma a padronizada, integrada e sistematizada. Estas, por sua vez, são complementadas por outros Atos Normativos, objetivando o aperfeiçoamento e melhoria contínua dos procedimentos, bem como asseguração da qualidade das informações. Nestes é contemplada política de Procedimentos Operacionais Padrão a serem observados pelos Auditores de Finanças e Controle - AFC e demais Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno, bem como asseguração dos dados extraídos dos Sistemas Corporativos Governamentais e Relatórios Padrão emitidos. A estrutura e forma de apresentação dos Anexos, além de assegurar a padronização, equivale a Manual de Procedimentos, uma vez apresentado o roteiro a ser seguido e a base legal (critérios) a serem observados por todos os envolvidos. Tal metodologia se aplica inclusive quanto à obtenção dos Papéis de Trabalho e sua elaboração/padronização.

Todos os Sistemas Corporativos apresentam Manual aos usuários, existindo outros diversos Manuais disponíveis no âmbito do Sistema de

Controle Interno do Poder Executivo Estadual, por este seu Órgão Central e demais Membros Componentes. Nos Manuais, Normativos e Produtos Resultantes das Ações de Controle Interno, pode-se verificar e atestar a atuação integrada do Sistema

de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. A missão institucional é o constante aperfeiçoamento da Gestão Pública. Assim, estabelecer Indicadores de Desempenho constitui-se em um dos desafios da AGE, ainda pendente no processo de Planejamento Estratégico. Atualmente são utilizados Indicadores Operacionais de Desempenho, com base nos Itens de Verificação de Controle Interno, realizados em relação ao padrão estabelecido. Tal situação é demonstrado no Diagnóstico dos Controles Internos do Poder Executivo constante do Relatório de Atividades Anual, no Relatório Gerencial com Demonstração Consolidada de Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE, direcionando ações e esforços do Sistema de Controle Interno para o seu Atendimento. Outra forma de ser verificado o Desempenho seria o Institucional ou da Unidade de Controle Interno Descentralizada, o que poderá ser realizado mediante pesquisa no sítio eletrônico: http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_content&view=article&id=359&Itemid=174.

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A política de asseguração da qualidade das informações cabe, institucionalmente, aos Gerentes, conforme Art. 21, do Decreto Estadual Nº 2.536/2006. Na prática, tal dispositivo pode ser melhor verificado com a Portaria AGE Nº 083/2015 e Relatório Gerencial, onde o processo de Revisão/Supervisão é formalmente registrado e devidamente assinado pelo Auditor de Finanças e Controle que realizou/executou a Ordem de Serviço AGE - OS AGE e o respectivo Gerente Responsável pela supervisão dos trabalhos e asseguração dos padrões exigidos para apresentação do Relatório, consistência das conclusões apresentadas em relação às evidências obtidas e de organização, composição e suficiência dos Papéis de Trabalho.

Quanto às políticas de pessoal e seleção, estão em consonância com a Diretriz CONACI Nº 12:

Todos os Servidores ocupantes da Carreira Técnica de Auditor de Finanças e Controle - AFC foram selecionados mediante a realização de concurso público realizado em 2006;

Desde o Exercício 2011 os Cargos de Gerentes das Áreas Técnicas são ocupados, exclusivamente, por membros da carreira efetiva de Auditor

de Finanças e Controle – AFC, em consonância com a política adotada pela Gestão; Descrição de Cargos está devidamente institucionalizada em Lei, inclusive o Cargo de AFC; As atribuições, competências e responsabilidades, direitos, deveres, vedações estão regulamentados; O funcionamento do Sistema de Controle Interno e o fluxo de informações também se encontra na legislação básica e Atos Complementares,

garantindo o amplo acesso a Sistemas Corporativos Governamentais, instalações, ativos e outros aspectos importantes para a execução dos trabalhos;

As atribuições dos demais Componentes do Sistema de Controle Interno se encontram na legislação básica; A função Agente Público de Controle – APC encontra-se regulamentado na legislação básica e por Atos desta AGE, ressaltando-se, em especial,

a Portaria AGE Nº 122/2008, Portaria AGE Nº 022/2015 e Instruções Normativas Anuais, atualmente a IN AGE Nº 001/2014 com atualizações posteriores. Neste aspecto, registra-se a existência de Programa de Capacitação de Agentes Públicos de Controle – APC’ (s) do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, iniciado em 2014, por meio de parceria com a Escola Governança Pública – EGPA.

O principal desafio na política de pessoal encontra-se na regulamentação de critérios para mudança dos Níveis dentro da Carreira de Auditor de Finanças e Controle – AFC, já sendo registrado esforço institucional neste sentido. Assim, fica prejudicada política voltada para desenvolvimento de planos/programas de treinamento e desenvolvimento, além de sistema de avaliação e gestão de desempenho individuais.

Desde o Exercício 2011 a AGE vem disciplinando a sua forma de atuação por meio de Instruções Normativos Anuais (Plano Anual). Estas são,

em essência, documentos de orientação para realização dos trabalhos/Ações de Controle por todos os envolvidos, inclusive para obtenção

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dos Papéis de Trabalho. A apresentação de Anexos, estrutura e forma de apresentação equivale a questionários/check list de Controles Internos, organizados por tema/assunto.

Os Relatórios, Pareceres e Papéis de Trabalho de todos os Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno e sobre todos os(as)

Órgãos/Entidades são disponibilizados para consulta pública no sítio eletrônico desta AGE: http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_content&view=article&id=359&Itemid=174. É possível comprovar-se a padronização, disponibilização, sistematização, integração das Ações de Controle, conclusões obtidas pelos diferentes Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno e Recomendações Padrão AGE – RP(s)AGE exaradas. Esta política institucional atende e está em consonância com as Diretrizes CONACI Nº: 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 09, 10, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 42, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 53, 54 e 70.

A Política para acompanhamento das Recomendações Padrão AGE – RP(s)AGE estão devidamente institucionalizada pela Portaria AGE

Nº 022/2015, em plena consonância com as Diretrizes CONACI Nº 39 a 41. Estas também se encontram disponibilizadas para acesso público, conforme já evidenciado.

Tal prática inerente aos Relatórios de Auditoria de Gestão AGE reflete, dentre outras, a Política de Assessoramento Superior prestada pela

AGE e demais Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, promovendo a transparência e o aperfeiçoamento dos Controles Internos e do processo de Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual, identificando oportunidades/situações de melhoria e atendendo as Recomendações Padrão AGE – RP AGE necessárias à sua correção, se for o caso. Desta forma, além de subsidiar - e influenciar positivamente a Gestão - quanto ao processo decisório no que tange à eficiência/eficácia/efetividade de processos para atendimento das Políticas Públicas e alcance das metas estabelecidas nos instrumentos públicos de planejamento, assegura-se a observância, atendimento e/ou alinhamento das políticas internas dos(as) Órgãos/Entidades na persecução de suas missões institucionais aos princípios constitucionais e legais.

Registra-se ainda Política Institucional de Atividade de Assessoramento Preventivo decorrentes do AGE ORIENTA com constante assessoria e orientação técnica principalmente aos Agentes Públicos de Controle – APC(s) acerca da legalidade, legitimidade e economicidade dos Atos de Gestão. Esta prática está em consonância com as Diretrizes CONACI Nº 03, 05, 49, 70.

Importante informar que toda a legislação relacionada à atividade do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual está disponível para consulta pública no sítio eletrônico da AGE. Logo, todos os documentos essenciais ao processo que nortearam a Auto Avaliação podem ser consultados no sítio eletrônico: http://www.age.pa.gov.br/, no item de Menu Institucional Normativos.

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Outro importante pilar na realização da Avaliação são as Avaliações Externas. As principais avaliações externas consideradas foram:

as oriundas do Tribunal de Contas do Estado – TCE. Conforme posição do TCE firmada pela análise do Relatório Anual do Sistema de Controle Interno sobre as Prestações de Contas de Governo - as quais podem ser obtidas no link: http://www.tce.pa.gov.br/index.php/contas-do-governo-do-estado-do-para, que reconhece que a missão institucional desta AGE fora alcançada em sua plenitude.

A estratégia proposta vem, de fato, surtindo o efeito desejado, conforme demonstrado pelo entendimento do TCE no Exercício 2014 e

reconhecimento institucional do MPC14 em 2015, mas que são insuficientes para demonstrar e/ou comprovar a efetiva contribuição para a consecução de sua missão institucional com foco para cumprimento do § 3º, Art. 2º de sua Lei de criação. Assim, tomado por esse espírito de compromisso de demonstrar, mesmo que para fins informativos, objetivando o compartilhamento, a nosso ver, um case de sucesso na persecução de sua missão, dentro das finalidades e filosofias do CONACI, nada melhor que evidenciar exemplos de resultados efetivos e contribuições recentes desta AGE, a saber:

Em pronunciamento recente realizado na Assembleia Legislativa, Deputado Estadual proferiu palavras de reconhecimento ao Governo Estadual, parabenizando a Auditoria Geral do Estado – AGE no processo de melhoria e contribuição para aumento da transparência no Executivo Estadual, conforme pode ser verificado em discurso de aproximadamente 5 minutos constante no link http://www.age.pa.gov.br/ em matéria intitulada “AGE é elogiada na ALEPA”;

Além disso, recentemente foram realizadas pesquisas importantes de abrangência nacional quanto à transparência governamental:

Escala Brasil Transparente – EBT. Divulgada no dia 20 de novembro de 2015, índice que mede o grau de Transparência Pública em Estados e Municípios Brasileiros quanto ao cumprimento às normas da LAI, avaliou o Poder Executivo Estadual entre os dez mais transparentes do Brasil, com nota de 9,03 (nove, zero três), a 3ª melhor do País, considerando a pontuação máxima da escala de 10 (dez) pontos, subindo 14 posições no ranking nacional. Maiores informações no link: http://www.age.pa.gov.br/, intitulada “Pará é o 9º em transparência”;

Índice de Transparência. No ranking de 2014, publicado pela Associação Contas Abertas em 30.05.2014, o Governo do Pará está entre os 12

mais transparentes do País. Subiu 10 posições, obtendo uma melhoria na Nota de Avaliação de 53,49%, ao sair de uma Nota de 4,15 em 2012

14 Dada a oportunidade e avaliação positiva da nova forma de atuação desta AGE, importante registrar já haver relacionamento interinstitucional com o Ministério Público de Contas do Estado – MPCPA, inclusive com solicitações diretas pela inclusão/melhoria de Itens de Controle Interno ao Relatório de Auditoria de Gestão AGE, sobre a Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual para facilitar e auxiliar a atuação daquele Parquet. Tal pedido já foi atendido e já consta dos Relatórios de Auditoria de Gestão AGE para o Exercício 2015, emitidos em 2016, o que demonstra maior proximidade entre o Controle Interno e o Controle Externo e a consolidação desta nova forma de atuação deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno. Por fim, registra-se a premiação das mais altas honrarias do Parquet com a MEDALHA DO MÉRITO INSTITUCIONAL ao Auditor-Geral do Estado, ROBERTO PAULO AMORAS, em sessão solene realizada em 25/11/2015 (http://www.mpc.pa.gov.br/noticia/detalhe/id/109/titulo/ministerio-publico-de-contas-outorga-colar-e-medalha-do-merito-institucional ).

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para 6,37 em 2014, superando a média nacional, de 5,66. É o mais transparente da Região Norte, cuja média foi de 4,27. O Pará está entre os quatro Estados que mais conseguiu evoluir o Portal de Transparência no período 2012-2014 e mais avançaram na posição no ranking de 2014, junto com PI, MT e MS. O portal teve um progresso de 70,5% no critério “Conteúdo”, o qual foi analisado com maior rigor nessa edição. A análise completa do Índice de Transparência do ano de 2014 e anos anteriores, a metodologia utilizada e o ranking dos portais de transparência de todos os Estados pode ser obtida no sítio http://indicedetransparencia.com/.

PRÁTICAS DA AGE RECONHECIDAS EM ÂMBITO NACIONAL ENTRE AS MELHORES PELO CONACI EM 2015: Atuando para a multiplicação de boas práticas administrativas a favor do controle da Administração Pública, capazes de aumentar a eficiência, difundir a transparência, prevenir irregularidades e contribuir para a implementação das normas vigentes, assegurando o correto uso dos recursos públicos, esta AGE submeteu ao CONACI quatro práticas para avaliação e, se fosse o caso, aprovação para compartilhamento das referidas experiências como cases de sucesso e melhores práticas, objetivando o seu compartilhamento junto aos demais membros do CONACI. Todas as práticas desta AGE foram selecionadas, conforme páginas 26 a 37 do Portfólio 2015, v. publicada em Agosto/2015, nos dizeres do ex Presidente do CONACI, Gustavo Ungaro, com o objetivo de (apresentação fls. 05):

(...) “Colaboraram para este portfólio os Órgãos de Controle Interno de 8 Estados, de 2 Capitais e da União, permitindo a compilação de 46 ações e programas selecionados pelos respectivos membros do CONACI como os mais expressivos, inovadores e representativos do trabalho em desenvolvimento, cujo denominador comum é o compromisso com o interesse público e a busca de resultados conforme as melhores expectativas nutridas pela sociedade.”

Reconhecer e valorizar boas práticas é modo efetivo de o CONACI desempenhar seu relevante papel institucional e cumprir sua missão, conforme o planejamento estratégico do biênio 2014-2015.”

As práticas apresentadas pela AGE, selecionadas e publicadas pelo CONACI são:

Orientar Tempestiva e Preventivamente a Administração Pública Estadual – AGE ORIENTA, a qual atende as Diretrizes CONACI Nº 03, 05, 49, 70;

Relatório de Auditoria de Gestão AGE. Esta Ação atende e está em consonância com as Diretrizes CONACI Nº: 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 09, 10, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 42, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 53, 54 e 70;

Módulo de Monitoramento e Avaliação de Programas de Governo - SICONP/MAP, em consonância com as Diretrizes CONACI Nº: 02; 04; 07; 17; 20; 21; 22; 37 e 50;

Módulo de Monitoramento de Dispensas e Inexigibilidades de Licitação - SICONP/MDI, em consonância com as Diretrizes CONACI Nº: 02, 04, 06, 07, 09, 10, 17, 18, 22, 29, 31, 37, 48, 49 e 70.

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Todas estão apresentadas de forma estruturada e pormenorizada, destacando-se: - o objetivo estratégico; - Ação/ Descrição; - Objetivos; - Metodologia; - Resultados Esperados; - classificação quanto ao momento de atuação; - Setor Responsável; - Produto; - Cliente; - Sistemas Utilizados. Nestes podem ser verificados ainda os fluxos e operacionalização, benefícios, recursos envolvidos. Além disso, cada uma destas práticas faz referência a quais diretrizes do CONACI estariam sendo observadas. Das 76 Diretrizes do CONACI, estas práticas contemplam a 43 delas.

O referido Portfólio e publicação das práticas da AGE e outros Estados pode ser obtida no sítio eletrônico http://conaci.org.br/wp-content/uploads/2015/09/Portf%C3%B3lio-2015-Guia-de-Boas-Pr%C3%A1ticas-de-Controle-Interno.pdf, enquanto as Diretrizes CONACI: http://conaci.org.br/wp-content/uploads/2012/05/DiretrizesparaControleInternonoSetorPublico.pdf . Ambos os instrumentos constituem-se em importante sinalizador para os Órgãos de Controle Interno em cenário nacional e ainda mais para esta AGE, ao ter suas práticas atualmente adotadas avaliadas como valorosas para as atividades de Controle Interno por Instituição de tão prestigiada e respeitada nacionalmente. Realização de Pesquisa de Satisfação do Cliente, com avaliações pelos Clientes Internos dos Órgãos Componentes do Sistema de Controle

Interno do Poder Executivo Estadual e deste Órgão Central, inclusive Secretários de Estado, realizada por motivação do Projeto IACM/CONACI/Banco Mundial. PARTICIPAÇÃO DA AGE EM GRUPOS DE TRABALHO ESTRATÉGICOS DE GOVERNO:

Importante aqui registrar a institucionalização de Grupos de Trabalho integrados pela AGE, Órgão Central do Sistema de Controle Interno, para promoção, melhoria e aperfeiçoamento da operacionalização e otimização das ações de Governo, e assuntos estratégicos para o Estado, dentre os quais podemos mencionar:

O Decreto Estadual Nº 1.347/2015. SIGOV. Estabelece medidas de Controle e Racionalização dos Gastos Públicos, institui o Sistema Integrado de Governança do Estado do Pará - SIGOV no âmbito do Poder Executivo Estadual e dá outras providências.

“Art. 1º Fica instituído o Sistema Integrado de Governança do Estado do Pará - SIGOV, instrumento estratégico para a implementação, acompanhamento e controle das medidas necessárias ao atendimento pelo Estado das seguintes exigências e atividades:

I - contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal nº 101/00 com as alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 131/09, regulamentadas pelo Decreto nº 7.185/10 e pelas Portarias do Ministro da Fazenda;

II - necessárias para elaborar bimestralmente e quadrimestralmente, assim como acompanhar e avaliar mensalmente os Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária e de Gestão Fiscal em conformidade com o disposto na LRF;

III - contidas no Programa de Ajuste Fiscal - PAF, cuja responsabilidade é de elaborar anualmente, acompanhar e avaliar mensalmente, o cumprimento das metas acordadas no Programa, bem como viabilizar a articulação necessária, com as áreas competentes, com vistas à sugestão de possíveis ajustes, no caso de descumprimento das metas;

IV - necessárias para realizar acompanhamentos e avaliações sistemáticas das empresas estatais conforme previsto nos compromissos assumidos no PAF;

V - necessárias para a convergência às normas brasileiras e aos padrões internacionais de contabilidade aplicada ao setor público no Estado do Pará;

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VI - necessárias para implantação efetiva de medidas de racionalização de gastos públicos e do sistema de custos no setor público estadual;

VII - necessárias para efetiva Governabilidade Democrática quanto à transparência, controle e equilíbrio fiscal.

(...)

§ 1º Comitê formado pelos titulares dos Órgãos e Entidades do Estado a seguir relacionados, responderá exclusivamente pela Gestão do SIGOV:

a) Secretaria de Estado da Fazenda - SEFA;

b) Secretaria de Estado de Planejamento - SEPLAN;

c) Auditoria Geral do Estado - AGE;

d) Secretaria de Estado de Administração - SEAD;

e) Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará - PRODEPA;

f) Procuradoria Geral do Estado - PGE;

g) Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará - IGEPREV;

h) Casa Civil da Governadoria do Estado.”

Além disso, registra-se a participação em Grupos de Debate estratégicos e importantes em âmbito Estadual, como:

a Lei de Acesso à Informação em âmbito Estadual e em sua Regulamentação para o Poder Executivo, pelo Decreto Estadual Nº 1.359/2015, bem como a participação da AGE com atribuições e representatividade em Organismos importantes para a sua efetiva implementação e execução. Exemplos são os dispositivos estabelecidos nos Arts. 22 a 24 (Recursos); Art. 49 Participação na Comissão de Reavaliação de Documentos e Informações – CRDI; e recebimento de informações para sua demonstração consolidada (§ Único, Art. 61). Destaca-se ainda a possibilidade da AGE emitir orientações e instruções normativas para disciplinar e aperfeiçoar procedimentos necessários à implementação do Decreto estabelecido no Art. 62 do Decreto sob comento:

“Art. 62. Cabe à Auditoria Geral do Estado - AGE, observadas as competências dos demais Órgãos e Entidades previstas neste Decreto:

I - definir, em conjunto com a Secretaria de Estado de Comunicação - SECOM e com a Casa Civil da Governadoria - CCG, formulário padrão que estará à disposição, em meio eletrônico, no sítio na internet e, em meio físico, no SIC dos Órgãos e Entidades, de acordo com o inciso I do § 9º do art. 9º, com o § 2º do art. 13 e com § 2° do art. 18 deste Decreto.

II - promover, em conjunto com a Secretaria de Estado de Comunicação - SECOM e com a Casa Civil da Governadoria - CCG, campanha de abrangência Estadual de fomento à cultura da transparência na Gestão do Poder Executivo Estadual e conscientização sobre o direito fundamental de acesso à informação;

III - promover, em conjunto com a Casa Civil da Governadoria - CCG, treinamento de agentes públicos no que se refere ao desenvolvimento de práticas relacionadas à transparência na Administração Pública;

IV - monitorar a aplicação, especialmente o cumprimento dos prazos e procedimentos, e a implementação deste Decreto, concentrando e consolidando a publicação de informações estatísticas relacionadas no art. 43, que lhes serão remetidos até o dia 31 de janeiro do Exercício subsequente pelos Órgãos e Entidades;

V - fiscalizar a implementação, gradativa, das ações e demandas necessárias ao efetivo estabelecimento do disposto no art. 9º e art. 68 deste Decreto;

VI - preparar relatório anual com informações referentes à implementação deste Decreto até o dia 31 de março do exercício subsequente;

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VII - emitir orientações e instruções normativas para disciplinar e aperfeiçoar procedimentos necessários à implementação deste Decreto;

VIII - promover capacitação dos Servidores dos Órgãos e Entidades para o melhor e integral cumprimento deste Decreto.”

Aspectos relacionados à Lei Nº 13.019/2014, com Reuniões Técnicas, orientações, levantamentos, providências, debates e Seminário com a participação da AGE em orientação aos Órgãos/ Entidades do Poder Executivo Estadual tratando do Novo Marco Regulatório do 3º Setor, conforme informações disponíveis na página desta AGE, em especial no Ofício Circular AGE Nº 007/2015-GAB e Apresentação: http://www.age.pa.gov.br/age/images/stories/APRESENTACAOMARCOTERCEIRO.pdf .

FOCO NO APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO DA GESTÃO:

O processo de Auto Avaliação demonstrou a existência de rica base conceitual, já institucionalizada, na Constituição Estadual e legislação ordinária regulamentada. Entretanto, por si só, tal prática não garante os resultados almejados. Assim, inspirado nas finalidades, competências e atribuições do Sistema de Controle Interno e deste seu Órgão Central, seu funcionamento, e buscando o efetivo cumprimento de tais mandamentos, esta AGE buscou nos últimos Exercícios inovar em suas Ações de Controle objetivando agregar valor à Gestão Pública, mediante o seu aperfeiçoamento contínuo.

Tal iniciativa resultou na edição de diversos normativos, alguns já citados os quais formalizaram materializou novos procedimentos e uma nova forma de realizar a atividade de Controle Interno, de forma sistêmica, contribuindo para os resultados efetivos já transcritos anteriormente, inclusive por avaliações externas.

Percebe-se hoje que esta AGE, ao adotar tal metodologia, aperfeiçoou e melhor cumpriu sua missão institucional, coordenando Ações de Controle em todos os(as) Órgãos/Entidades, de forma contínua e permanente, contribuindo para que os Controles Internos sejam realizados em conformidade e em cumprimento/observância aos princípios constitucionais, legais e normativos, inclusive com a proposição de ações corretivas, se for o caso, conforme preceitua a Instrução Normativa AGE N°001/2014, de 20 de novembro de 2014, com atualizações posteriores.

Importante salientar que no Executivo Estadual todos os(as) Órgãos/Entidades apresentam em sua estrutura organizacional, no mínimo, 01 (hum) Agente Público de Controle - APC, como Componente do Sistema de Controle Interno. O número de APC’s de cada Órgão/Entidade tornou-se proporcional às estruturas organizacionais existentes, motivo pelo qual poderão apresentar-se organizados em Unidade de Controle Interno-UCI, Unidades de Controladoria, Auditorias Internas ou Unidades assemelhadas, por vezes, ocupando Cargos de Direção/Coordenação/Assessoramento e, alguns, com normas específicas complementares, todas em consonância com normativo geral do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual.

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Dentre as disposições estabelecidas na Instrução Normativa AGE Nº 001/2014, consta modelo padrão de Relatório a ser observado pela(o) UCI/APC’(s) sobre Itens de Verificação dos Controles Internos, quanto à Gestão Orçamentária, Financeira, Operacional, Contábil, Patrimonial e de Recursos Humanos no âmbito de seu Órgão/Entidade, todos itens obrigatórios para o processo de Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual dos mesmos, enviado anualmente aos Gestores Públicos, ao Controle Externo e ainda à Sociedade em Geral, por meio de disponibilização na rede mundial de computadores (internet). A cada Item de Controle Interno do Relatório é apresentada a legislação base para sua avaliação, de forma a disseminar tais práticas nos(as) Órgãos/Entidades. Além disso, encontram-se evidenciadas ainda para acesso público: os Relatórios e Pareceres das Unidades de Controle Interno - UCI/Agentes Públicos de Controle - APC; o Relatório de Auditoria de Gestão AGE; o Rol de Responsáveis; o Relatório e Parecer do Contador e Recomendações Padrões AGE – RP(s) AGE, exaradas pelo Órgão Central do Sistema de Controle Interno, dentre outras.

As Recomendações Padrão AGE – RP(s) AGE caracterizam-se com Situações/Oportunidades de Melhoria da Gestão do(a) Órgão/Entidade, proposta pela AGE, a partir de verificação de Itens de Controle de seu Relatório de Auditoria de Gestão AGE sobre a Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anuais daquele referido(a) Órgão/Entidade analisado.

Ressalta-se que até 2013 a atuação desta AGE não contemplava a todos os(as) Órgãos/Entidades. A partir de um processo inovador que resultou em diversos normativos internos, passou-se a um novo proceder, o qual consubstanciam, robustamente, as evidências que comprovam atendimento ao Modelo IA-CM, principalmente quanto a sua institucionalização, repetição, verificação e realização das práticas atualmente adotadas por esta AGE, sendo o principal objetivo institucional o Aperfeiçoamento Contínuo da Gestão Pública no Executivo Estadual. Tal conclusão decorreu e foi formulado pela inteligência e autorização constante do Art. 11 do Decreto Estadual Nº 2.536/2006, combinado com o disposto nos Artigos 8º e 9º, os quais estabelecem as finalidades básicas da AGE e competências/atribuições adicionais, respectivamente.

Destes preceitos legais, e aliados à novas exigências regimentais do TCE, por Ato próprio, esta AGE estabeleceu, de forma padronizada e sistematizada, os critérios de auditoria e instrumentos que identificam os seus objetivos e avaliação de políticas públicas, o escopo a ser analisado e a metodologia a ser observada, de forma que detalham os principais aspectos a serem avaliados anualmente, conforme definido em Instrução Normativa Anual, e, ainda, de que forma, quando e quais documentos serão encaminhados à AGE, por meio de processo administrativo, para análise deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno.

Deve-se ressaltar que essas orientações gerais estão definidas de forma padronizada e sistematiza, com Ação Integrada do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, de observância obrigatória para todos(as) Órgãos/Entidades, conforme pode ser verificado nos anexos das referidas Instruções Normativas e Portarias ou diretamente nos processos resultantes do Exercício 2013, 2014 e brevemente, 2015, todos disponibilizados diretamente no link: http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_content&view=article&id=359&Itemid=174 . Além disso, todos os normativos estão estabelecidos de forma a apresentar a base legal e a estrutura, para melhor compreensão dos referidos dispositivos, o que equivale a um Manual de Procedimentos. Registra-se ainda a realização de capacitação contínua e periódica, a possibilidade de

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maiores esclarecimentos com a disponibilização dos Relatórios de Exercícios Anteriores e a existência de exemplos e/ou tutoriais para utilização dos Clientes, com destaque para o Programa de Capacitação dos Agentes Públicos de Controle – APC’ (s) do Poder Executivo Estadual.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES DO PROCESSO DE AUTO AVALIAÇÃO: Mesmo que hajam bons indícios e boas perspectivas de atendimento a outros requisitos de níveis superiores do Modelo IA-CM, Nível 4-Gerenciado e Nível 5-Otimização, conforme evidenciado abaixo, antes de se avançar torna-se importante consolidar a(s) prática(s) e política(s) já iniciada(s) nos últimos Exercícios:

Relatórios Públicos de Efetividade da Atividade e do Sistema de Controle Interno (http://www.age.pa.gov.br/age/index.php?option=com_content&view=article&id=359&Itemid=174 );

Auditoria Interna é reconhecido como agente chave de mudança em âmbito centralizado e em âmbito descentralizado. Decretos Estaduais de

iniciativa da AGE demonstram influência e aconselhamento a mais alta Gerência. APC’s promovem e coordenam o Plano Permanente de Providências - PPP e o Resultado do Monitoramento do Plano Permanente de Providências – RMPPP, demonstrando relacionamento e oportunidade para influenciar positivamente a Autoridade de mais alto nível no(a) Órgão/Entidade;

Os Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno atuam de forma integrada, inclusive mediante Sistema Corporativo Governamental

próprio para acompanhamento e monitoramento dos Programas e Ações de Governo, e respectivas Medidas de Desempenho disponíveis a todos os interessados, inclusive comunicadas nos Relatórios Públicos;

O fluxo de informações e os produtos do Sistema de Controle Interno proporcionam o conhecimento, mapeamento, gestão e avaliação dos

riscos dos Controles Internos e, ainda, análises transversais e cruzamentos no âmbito do Poder Executivo Estadual, contribuindo para a evidenciação de Oportunidades/Situações de Melhoria, através de proposição de Recomendações Padrão AGE – RP(s)AGE, Relatórios, Diagnósticos, dentre outros, com vistas ao aprimoramento contínuo da Gestão Pública; a comprovação de atendimento a preceitos constitucionais e legais; promovendo a Governança, a Transparência e o Controle Social.

Por fim, o processo de Auto Avaliação evidenciou que as práticas atuais estão em consonância com Diretrizes do CONACI, com as Diretrizes Institucionais desta AGE e com as Diretrizes de Governo, bem como, com as Diretrizes emanadas do Controle Externo aplicáveis ao Sistema de Controle Interno e em consonância com mandamentos constitucionais, legais, normativos e gerenciais.

Assim, a trajetória de “reflexão”, o processo de “repensar” as Ações de Controle Interno e a introspecção realizada por ocasião do Projeto IA-CM, bem como a evidenciação do acerto do atual caminho trilhado, sendo estabelecida novas estratégias institucionais comunicadas e executadas conforme diversos Normativos implementados com sucesso pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo, inclusive já com resultados positivos

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expressivos, conforme avaliação dos clientes internos e externos bem representada pela Roda da Melhoria de Victor Mirshawka e Victor Mirshawka Jr., que tem como objetivo promover a melhoria contínua e evolução constante. Os 8 I’s apresentados na Roda da Melhoria: Iniciativa, Informação, Ideias, Inovação, Insistência, Integração, Implementação, Introspecção, refletem muito bem o atual momento vivenciado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. A partir de novas demandas de Clientes internos e externos, iniciou breve período de Introspecção acerca de possibilidades existentes. Pesquisou no cenário nacional possíveis soluções para estas novas demandas. Recorreu a sua legislação básica, exigências constitucionais, legais, normativas, adicionou ainda demandas internas de Governo declaradas nos instrumentos de planejamento e sua realidade institucional e história recente, em um grande brainstorming, listando forças, fraquezas, ameaças e oportunidades. Dentre estes, o projeto de Lei de Criação da Secretaria de Controle e Transparência – SECONT e Minuta de Decreto de Regulamentação dos Níveis de Carreira de AFC; PEC Nº 45/2009; Diretrizes para o Controle Interno do CONACI e Estudos dos Órgãos de Controle Interno e situação diante da conjuntura nacional, dentre outros.

Tais estudos proporcionaram Informação, a matéria prima inicial para atendimento das referidas demandas internas, externas, institucionais, inclusive o resultado pretendido com a sua ação imediata: atendimento aos preceitos legais e constitucionais proporcionando o aperfeiçoamento contínuo da Gestão; e de médio e longo prazo: contribuir para transparência e governança.

Tal processo resultou em uma Visão a ser implementada que contemplaria a todas as demandas existentes, de forma tempestiva e orientadora, através da disponibilização de um produto novo: Relatórios e Pareceres sobre as Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual. Por ser evidenciada tamanha importância, todos os recursos e esforços institucionais deveriam convergir para seu atendimento. A sinergia deveria ainda envolver, de forma Integrada, todos os Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Diante deste contexto, algumas perguntas surgiram: como Integrar todos os Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno e convergir esforços? Como saltar de uma Produção Anual de aproximadamente 30 Relatórios de Auditoria para cerca de 120 Relatórios de Auditoria de Gestão, ou seja, um salto de produtividade de 400%? Como atender a um Cronograma já estabelecido, impositivo e que exige tempestividade? Como emitir Parecer sobre as Prestações de Contas de Gestão de todos os(as) Órgãos/Entidades? Em quais termos e em quais aspectos? Se por um lado estas são exigências de Clientes externos, como atender aos Clientes internos? Como subsidiar a melhoria contínua dos Controles Internos? ou ainda, como auxiliar e subsidiar o processo decisório, agregando Valor à Gestão? Como tratar de problemas históricos, em que as demandas são maiores que os recursos disponíveis? A resposta para estes e tantos outros desafios impostos ao Sistema de Controle Interno e à AGE, seu Órgão Central: Ideias e Inovação.

A necessidade de atendimento destas circunstâncias desafiadoras ou mesmo desesperadoras à época, e no cenário apresentado, foram, em verdade, a sua solução, como dizia Albert Einstein15: “No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.” Oportunidade de recriar-se e de renascer. Neste cenário, por Iniciativa da AGE, Órgão Central do Sistema de Controle Interno, foram editadas as Instruções Normativas, que marcam o início de

15 Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos. No meio da confusão, encontre a simplicidade. A partir da discórdia, encontre

a harmonia. No meio da dificuldade reside a oportunidade.

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um novo tempo para o Sistema de Controle Interno, rumo a um novo caminho, mas antes de ser desconhecido, cuidadosamente planejado para semear um futuro de acordo com sua Visão Institucional. Desde então vem sendo revelado um cenário muito maior, mais amplo e mais promissor para o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual e para AGE, seu Órgão Central: Sistematização, Padronização, Integração, Tempestividade, Responsabilização, Atuação Seletiva, Fluxo de Informações e Esforços Organizados de todos os seus Órgãos Componentes, Sinergia, Transparência, Disponibilização das Informações, Promoção do Controle Social, Disponibilização de Métricas e Estatísticas, apoio ao Processo Decisório, Evidenciação da Execução Orçamentária, Mapeamento de Riscos e Promoção dos Controles Internos, Evidenciação do Processo de Conformidade, Proposição de Recomendações Padrão e Monitoramento das mesmas de forma contínua e tempestiva, dentre vários outros atributos, possibilitando diversos níveis de utilização e atendimento a demandas de Clientes internos e externos, atualmente Gerenciados pela AGE em cumprimento às demandas constitucionais, legais, normativos e/ou gerenciais.

Lançada a semente, permanece o Sistema de Controle Interno na referida estratégia por Insistência e força de propósito de seus integrantes, de forma Integrada, Padronizada e Sistematizada. Várias ferramentas vem sendo disponibilizadas, sob Coordenação de seu Órgão Central, apoiado e em articulação com os demais Órgãos Componentes, e ainda participando de Grupos Estratégicos de Trabalho, como é o caso do SIGOV, todos da Administração em seus níveis de ação, convergindo esforços para alcance dos resultados pretendidos, e já com indícios de que o caminho escolhido é bom e tem utilidade real para a melhoria da Gestão Pública e para a Sociedade.

E o desafio atual continua, pois a Roda da Melhoria não pode parar. Anualmente o processo de avaliação, introspecção, inovação, e demais componentes para Melhoria Continuada é trilhado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. A título de exemplificação, a Matriz de Oportunidades de Melhoria utilizada para o Assessoramento aos Secretários, Presidentes e Dirigentes em forma de Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE para o Exercício 2013 apresentavam aproximadamente 58 situações/oportunidades devidamente identificadas/mapeadas. Estas passaram para 78 no Exercício 2014, e atualmente apresenta-se com 167 situações/oportunidades de melhoria devidamente identificadas/mapeadas no Exercício 2015. Os temas abordados na Matriz acompanham a evolução na legislação, tratando no universo verificado, a título de exemplo, a Lei de Transparência em âmbito do Executivo Estadual.

Outras evoluções a serem registradas: a) o encaminhamento do Relatório das Unidades de Controle Interno Descentralizadas (UCI/APC(s)) de forma eletrônica, iniciado no Exercício 2014 e se consolidando no Exercício 2015, inclusive quanto ao Relatório e Parecer do Contador; b) a política de Acompanhamento dos Relatórios, com a institucionalização do Plano Permanente de Providências - PPP e Relatório de Monitoramento do Plano Permanente de Providências – RMPPP, aperfeiçoada a partir da Portaria AGE Nº 022/2015; c) a Política de Asseguração de Qualidade da Informação, aperfeiçoada em 2015, com a instituição do Relatório Gerencial AGE aos Auditores de Finanças e Controle e Gerentes das Áreas Técnicas, dentre tantos outros. E a Roda da Melhoria continua a girar, movida pela AGE e demais Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, registrando, a cada Exercício, melhores, maiores e mais significativos resultados de Melhoria da Gestão, de forma contínua e permanente.

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5.1.3 - PESQUISA DE AVALIAÇÃODA ATUAÇÃO DOS ÓRGÃOS COMPONENTES DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL: No período de novembro de 2015 a janeiro de 2016 foi realizada Pesquisa de Avaliação junto aos(às) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual com o objetivo de avaliar o Grau de Satisfação dos entrevistados com a atuação dos Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. A referida pesquisa ocorreu utilizando o aplicativo Google Form, sendo enviado e-mail com o respectivo questionário ao público alvo: APC’s, Gestores Máximos, Contadores, Autoridades de Gerenciamento e Responsáveis pelas SIC’s dos(as) Órgãos/Entidades. Foi encerrada com a participação de 156 Respondentes, sendo: 18 Gestores Máximos, 72 APC’s, 23 Contadores, 29 Autoridades de Gerenciamento e 14 Responsáveis pelas SIC’s. Foram realizadas 03 perguntas, dentre elas a principal foi: “Em que medida e Respondente considera que os procedimentos e atividades já realizadas pelos seguintes Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual agregam valor às suas atividades institucionais do seu Órgão/Entidade?” O resultado é demonstrado na Figura Nº 15 aponta que 89,11% dos entrevistados, portanto 9 em cada 10, responderam que consideram “Totalmente” ou “Em Grande Parte” as atividades realizadas pela AGE, Órgão Central do Sistema de Controle Interno, agregam valor às atividades institucionais do(a) seu(ua) Órgão/Entidade.

Considerando a opinião apenas do Gestor Máximo dos(as) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual entrevistados, verifica-se que 72,22% responderam “Totalmente” e 27,78 “Em Grande Parte”, para a mesma pergunta, portanto 100% dos mesmos avaliam positivamente a atuação da AGE.

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FIGURA Nº 14 – PESQUISA DE AVALIAÇÃODA ATUAÇÃO DOS ÓRGÃOS COMPONENTES DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL

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FIGURA Nº 15 – PESQUISA DE AVALIAÇÃODA ATUAÇÃO DOS ÓRGÃOS COMPONENTES DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL

5.2. AÇÕES NORMATIVAS: A AGE tem buscado aperfeiçoar os mecanismos de controle, incentivando a normatização de matérias no âmbito do Poder Executivo Estadual, tais ações normativas, dentre outras, comprovam a institucionalização dos atuais procedimentos e funcionamento do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, modelo que vem sendo intensificado desde o Exercício 2011, com a edição de Instruções Normativas Anuais e Portarias Anuais, além de outras atividades inerentes a sua função constitucional:

- DECRETO ESTADUAL Nº 1.359, de 31 de agosto de 2015:

Dispõe sobre normas e procedimentos a serem observados no âmbito do Poder Executivo do Estado do Pará com o fim de garantir o acesso a informações previsto nos incisos X e XXXIII do art. 5º e no inciso II do § 3º do art. 37 da Constituição Federal e no inciso II do art. 29 e no § 5º do art. 286 da Constituição do Estado do Pará.

- INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA CCG/AGE/SECOM Nº 001/2015, de 10 de novembro de 2015:

Dispõe sobre a definição de Formulários Padrão, do modelo do Relatório Anual da Autoridade de Gerenciamento e da Identidade Visual/Imagem Institucional do Serviço de Informação ao Cidadão - SIC.PA, disciplinados no Decreto Estadual Nº 1.359/2015, de 31 de Agosto de 2015, e dá outras providências.

- INSTRUÇÃO NORMATIVA AGE Nº 001/2015, de 04 de setembro de 2015:

Dispõe sobre a definição de procedimentos a serem observados para Designação de Autoridade de Gerenciamento no âmbito dos Órgãos/Entidades integrantes do Poder Executivo Estadual, de que trata o Decreto Estadual Nº 1.359/2015.

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- INSTRUÇÃO NORMATIVA AGE N° 002/2015, de 10 de novembro de 2015:

Atualiza dispositivos da IN AGE Nº 001/2014, de 20 de novembro de 2014, que dispõe sobre a definição de procedimentos adicionais a serem observados pelos Órgãos/Entidades integrantes do Poder Executivo Estadual por ocasião da Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual junto ao Tribunal de Contas do Estado - TCE, objetivando disciplinar, a partir do Exercício 2015, a Emissão dos Relatórios e Pareceres dos Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual.

- PORTARIA CONJUNTA Nº 631/2015 - AGE/SEAD/SEFA, DE 18 de dezembro de 2015:

Dispõe sobre a integração do Sistema de Patrimônio Mobiliário do Estado do Pará - SISPAT WEB, Sistema de Materiais e Serviços - SIMAS e Sistema de Gestão Integrado de Recursos Humanos - SIGIRH ao Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios - SIAFEM, no âmbito da Administração Pública do Estado do Pará, e dá outras providências.

- PORTARIA AGE Nº 086/2015, de 04 de dezembro de 2015:

Dispõe de procedimentos a serem observados para encaminhamento de informações consolidadas, em conformidade com o ANEXO X e demais procedimentos estabelecidos na IN AGE Nº 001/2014, de 20 de novembro de 2014, e atualizações posteriores.

- PORTARIA AGE Nº 083/2015, de 27 de novembro de 2015:

Dispõe sobre a definição, para o Exercício 2015, dos procedimentos internos para dar cumprimento tempestivo aos ditames da Instrução Normativa AGE Nº 001/2014, de 20 de novembro de 2014, e atualizações posteriores.

- PORTARIA AGE Nº 022/2015, de 13 de maio de 2015:

Dispõe sobre o Plano Permanente de Providências - PPP e o Resultado do Monitoramento do Plano Permanente de Providências - RMPPP dos Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual, que juntamente com o seu Cronograma de implementação passam a integrar a Instrução Normativa AGE Nº001/2014, de 20 de novembro de 2014, com atualizações posteriores.

- PORTARIA CONJUNTA AGE/SEAD/SEFA Nº 593/2015, de 12 de novembro de 2015:

Estabelece os procedimentos e as normas a serem adotados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta, para o ajuste patrimonial concernente ao cadastro movimentação, baixa e alienação de bens com datas de origem anterior a 12.01.2015, e dá outras providências.

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- PORTARIA CONJUNTA SEFA/SEPLAN/SEAD/AGE Nº 1004/2015, de 20 de novembro de 2015:

Estabelece os procedimentos e as normas a serem adotados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta, para o encerramento anual da execução orçamentária, financeira, contábil e patrimonial do exercício financeiro de 2015, e dá outras providências correlatas.

SISTEMA DE CONTROLE INTERNO GANHA NOVA FERRAMENTA PARA MELHORIA E APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO DA GESTÃO PÚBLICA:

Através da Portaria AGE Nº 022/2015, de 22/05/2015, a AGE, Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, responsável pela normatização e padronização das ações de Controle, objetiva, dentre outros aspectos:

• assessorar os Gestores Públicos para maior efetividade das Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE, exaradas nos Relatórios de Auditoria de Gestão AGE sobre as Prestações de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual dos Órgãos/Entidades;

• assegurar que os Gestores de Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual adotaram Plano de Ação para atendimento Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE e, ainda, que estes irão estabelecer estratégias tempestivas para sua implementação, objetivando a melhoria contínua dos Controles Internos e evitar sua reincidência;

• assegurar a atuação da(os) Unidade de Controle Interno - UCI/Agentes Público de Controle – APC’s nos assuntos de maior relevância, mediante normativos e/ou desenvolvendo novas ferramentas que fortaleçam e proporcionem, de forma contínua e permanente, tal atuação;

• assegurar que as Áreas e Setores envolvidos estejam cientes das Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE e das providências a serem adotadas para atendê-las e evitar sua reincidência;

Com a inclusão de novos anexos, pela Portaria AGE Nº 022/2015, ao rol de Anexos da IN AGE Nº 001/2014, foram estabelecidos prazos e metodologia para assessoramento ao Gestor pela Unidade de Controle Interno - UCI/Agentes Público de Controle – APC’s no acompanhamento das referidas Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE.

Inicialmente, as Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE serão apresentadas no Plano Permanente de Providências – PPP, juntamente com as ações estabelecidas pela Administração e as providências julgadas necessárias para assegurar sua implementação e evitar sua reincidência no Exercício subsequente ao de referência.

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A elaboração do Plano Permanente de Providências – PPP é de responsabilidade do Gestor Máximo do(a) Órgão/Entidade, por envolver Atos de Gestão que dependem de determinação superior quanto às estratégias institucionais e responsabilidades inerentes aos Setores para solução das situações/oportunidades de melhorias apresentadas pela AGE.

Seu encaminhamento à AGE no Exercício 2015 deveria ocorrer até o dia 16/06/2015, preferencialmente por email com o documento PPP assinado pelos Responsáveis e/ou envolvidos devidamente, digitalizado ou por encaminhamento físico.

O PPP resultará em produto gerencial importante para o estabelecimento e comunicação interna à AGE, consubstanciado de Cronograma/Plano de Ação, com o estabelecimento de estratégias, Responsáveis e datas para implementação/conclusão das Ações. Neste processo, para assegurar a participação dos Setores envolvidos e a devida responsabilização, se for o caso, é necessário a ciência de todos os Servidores incumbidos pelas Ações estabelecidas.

Após o encaminhamento do PPP à AGE as Unidades Administrativas do(a) Órgão/Entidade implementarão as Ações estabelecidas e os Servidores responsáveis promoverão as mesmas. Assim, inicia-se a fase de acompanhamento do Resultado do Monitoramento do Plano Permanente de Providências – RMPPP.

A elaboração do RMPPP é de responsabilidade da(os) Unidade de Controle Interno - UCI/Agentes Públicos de Controle – APC’s, objetivando verificar se as estratégias institucionais e responsabilidades estabelecidas foram cumpridas pelos Setores responsáveis. Seu encaminhamento à AGE no Exercício 2015 deveria ocorrer até o dia 15/10/2015, preferencialmente por email, com o documento RMPPP assinado pelos APC’s e Gestor Máximo, digitalizado ou por encaminhamento físico.

O RMPPP resultou em produto gerencial importante para AGE apreciar sobre o grau de implementação das Recomendações Padrão AGE – RP’s AGE e se estas foram suficientes para que seja considerada com status Atendida, Atendida Parcialmente ou Reiterada no Exercício subsequente.

Esta ação normativa objetiva prioritariamente assegurar a tempestividade no assessoramento ao Gestor Máximo, para efetividade das Recomendações Padrão deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno, com oferta de novas ferramentas gerenciais e regulamentação de prazos exequíveis para minimizar o risco na tomada de decisões; garantir a participação dos Setores envolvidos na solução das situações/oportunidades de melhoria identificadas pelo Sistema de Controle Interno; além disso, promover a transparência das ações e propiciar, quando for o caso, a responsabilização pelas medidas não adotadas, ações necessárias ao aperfeiçoamento e melhoria contínua da Gestão Pública, em benefício da Sociedade.

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VII – MONITORAMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DO TCE, EXARADAS NO PARECER PRÉVIO CONCLUSIVO DAS CONTAS DO GOVERNO DO ESTADO, PERTINENTES AO EXERCÍCIO DE 2015: A Auditoria Geral do Estado – AGE, cumprindo sua missão institucional, providenciou monitoramento das Recomendações do Tribunal de Contas do Estado – TCE, junto aos(às) Órgãos/Entidades do Executivo Estadual, exaradas no Parecer Prévio Conclusivo das Contas do Governo – Exercício 2014, para solução/providências durante o Exercício 2015.

Nesse contexto, as Recomendações emitidas pelo TCE foram analisadas em função da pertinência temática e discutidas pela AGE e, por meio de reuniões periódicas, no Exercício 2015, juntamente com os(as) Órgãos/Entidades da Administração Direta e Indireta, abordou as situações aventadas nas referidas Recomendações, de modo a compreender o problema e/ou inconsistência verificados e conhecer as ações realizadas no sentido de resolvê-los, cujas ações de melhoria estão apresentadas a seguir com a indicação das providências adotadas e considerações pertinentes sobre a matéria. Vale destacar que todas as ações têm-se voltado para a busca permanente da melhoria da qualidade das informações sobre os fatos administrativos, de modo que as mesmas possam refletir com maior efetividade a execução das despesas e a realização das receitas, em consonância com os princípios da Administração Pública, emanados no Art. 37 da Constituição Federal de 1988. A partir de então, compilou as informações obtidas, as quais oportuna e tempestivamente foram encaminhadas ao TCE e que ora as reproduzimos neste Relatório Anual do Sistema de Controle Interno, já com algumas situações devidamente atualizadas:

RECOMENDAÇÃO 1 - Que seja realizada a efetiva coleta de dados, direta ou indiretamente, para fins de elaboração de indicadores que reflitam tempestivamente o quadro de Exclusão Social do Estado, com a devida desagregação geográfica, em atenção à Lei nº 6.836/2006. (FAPESPA – reiterada). Providências: Foi aprovada a Lei Ordinária Nº 8.327/2015 de 22 de dezembro de 2015, que altera os dispositivos da Lei nº 6.836, de 13/02/2006, que institui o Mapa da Exclusão Social no âmbito do Estado do Pará. Conforme acordo feito em reunião técnica entre Técnicos da FAPESPA e Técnicos esse Egrégio Tribunal, o TCE seguirá para o ano de 2015 a nova lei; Para não haver descontinuidade na leitura dos indicadores de exclusão social do Pará será atualizado o Mapa de 2014 para constar nas prestações de contas de 2015; Em setembro será encaminhado o Diagnóstico junto com a LOA 2017. As próximas providências serão: A FAPESPA se reunirá com as áreas afins para definição das metas de melhoria - FAPESPA/SEPLAN; Iniciará levantamento dos novos indicadores para elaboração do Mapa de Exclusão Social do Pará 2015 - FAPESPA; Apresentará resultados do diagnóstico nas audiências públicas da LOA - FAPESPA/SEPLAN; Será elaborado anexo de metas sociais - SEPLAN.

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RECOMENDAÇÃO 2 - Que, em cumprimento ao que dispõe a Lei nº 6.836/2006, art. 5º, parágrafo único, faça constar, no Anexo de Metas Sociais integrante do Projeto de Lei Orçamentária Anual, a avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior. (SEPLAN – reiterada). Providências: A avaliação do cumprimento das Metas Sociais será apresentada no “Quadro 10 - AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS RELATIVAS AO ANO ANTERIOR”, que integrará a Lei Orçamentária Anual, exercício 2016. Para a LOA 2016, a avaliação será apresentada em formato de texto.

RECOMENDAÇÃO 3 - Que no Relatório de Avaliação dos Programas do Plano Plurianual constem todos os índices dos indicadores de desempenho relacionados aos programas finalísticos (SEPLAN – reiterada). Providências: O Relatório Anual de Avaliação dos Programas do Plano Plurianual, exercício 2014, encaminhado pela SEPLAN ao TCE em abril de 2015, apresenta 85% dos indicadores de desempenho dos Programas Finalísticos devidamente mensurados. Para os 15% restantes, não aferidos, foram apresentadas as devidas justificativas, dentre elas: - Dependência de estatísticas oficiais que possuem temporalidades diversas do período de elaboração do Relatório Anual de Avaliação; - Conclusão parcial de ações de alguns Programas Finalísticos, no exercício de 2014, cujos indicadores estavam vinculados à execução total, inviabilizando a apuração dos mesmos.

RECOMENDAÇÃO 4 - Que conste no Relatório Anual de Avaliação dos Programas do Plano Plurianual a avaliação de todas as metas das ações previstas por programas finalísticos. (SEPLAN – reiterada). Providências: O Relatório Anual de Avaliação dos Programas do Plano Plurianual, exercício 2014, encaminhado ao TCE em abril de 2015, atende integralmente a recomendação.

RECOMENDAÇÃO 5 - Que os órgãos gestores dos programas do Poder Executivo registrem no Sistema GP Pará os índices dos Indicadores de desempenho relacionados aos programas finalísticos. (SEPLAN – reiterada); Providências: A SEPLAN disponibiliza senha para que todos os órgão executores de ações no PPA possam alimentar as informações de metas físicas realizadas bem como informações complementares (qualitativas) que possam dar mais elementos quanto à execução de tais ações. A SEPLAN, por meio da Diretoria de Planejamento monitora a alimentação destas informações e orienta os órgãos executores sobre a necessidade de que as mesmas sejam alimentadas tempestivamente.

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RECOMENDAÇÃO 6 - Que no cálculo da Margem Líquida de Expansão das Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado, no Anexo de Metas Fiscais da LDO, não se incluam receitas e despesas que não atendam ao disposto na LRF, art. 17 (SEPLAN – reiterada); Providências: A SEPLAN vem atendendo o que estabelece o art. 17 da LRF nos procedimentos de cálculo do Demonstrativo da Margem Líquida de Expansão. RECOMENDAÇÃO 7 - Que a memória de cálculo da Margem Líquida de Expansão das Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, apresente o detalhamento da conta Outras Despesas (SEPLAN – reiterada); Providências: Foi detalhado na LDO para 2016. RECOMENDAÇÃO 8 - Que os percentuais de limites da despesa total com pessoal para os Poderes e órgãos sejam estabelecidas na LDO em conformidade com os definidos pela LRF (SEPOF – reiterada); Providências: Foi corrigido na LDO para 2016. RECOMENDAÇÃO 9 - Que os valores correntes referentes aos três exercícios anteriores do Demonstrativo de Metas Fiscais Atuais Comparadas com as Fixadas nos Três Exercícios Anteriores, guardem conformidade com os apresentados nas LDO’s dos referidos exercícios (SEPLAN/SEFA – reiterada); Providências: Foi corrigido na LDO para 2016. Recomendação 10 - Que os valores constantes referentes aos três exercícios anteriores do Demonstrativo de Metas Fiscais Atuais Comparadas com as Fixadas nos Três Exercícios Anteriores, sejam atualizados com base nos valores correntes apresentados nas LDO’s dos referidos exercícios (SEFA – reiterada); Providências: Será corrigido na LDO para 2017. Recomendação 11 - Que no cálculo do Demonstrativo da Margem Líquida de Expansão das Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado, da LOA, não se incluam receitas e despesas que não atendam ao disposto na LRF, art. 17 (SEPLAN – reiterada); Providências: A SEPLAN vem atendendo o que estabelece o art. 17 da LRF nos procedimentos de cálculo do Demonstrativo da Margem Líquida de Expansão.

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Recomendação 12 - Que ao elaborar o PLOA considere a função “Encargos Especiais”, corretamente, a quando da classificação da despesa orçamentária (SEPLAN – reiterada); Providências: Foi corrigido no PLOA para 2016.

Recomendação 13 -Que, ao elaborar o PLDO e o PLOA, faça constar as operações intraorçamentárias, com vistas a evitar a dupla contagem dos valores financeiros correspondentes às operações realizadas entre Órgãos, Fundos e Entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social (SEPLAN – reiterada); Providências: Foi corrigido no PLOA para 2016.

Recomendação 14 - Que o Demonstrativo de Metas Anuais, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, apresente conformidade com o modelo estabelecido no Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional (SEPLAN– nova); Providências: Como a LDO para 2016 já estava pronta corrigiremos para a LDO para 2017.

Recomendação 15 - Que o Demonstrativo de Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais do Exercício Anterior, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, apresente conformidade com o modelo estabelecido no Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional (SEPLAN – nova); Providências: Foi corrigido na LDO para 2016.

Recomendação 16 - Que o valor referente a conta Dívida Consolidada Líquida, do Demonstrativo de Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais do Exercício Anterior, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, apresente conformidade com o apurado no exercício (SEPLAN – nova). Providências: Será corrigido na LDO para 2017.

Recomendação 17 - Que o Demonstrativo de Metas Fiscais Atuais Comparadas com as Fixadas nos Três Exercícios Anteriores, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, apresente conformidade com o modelo estabelecido no Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional (SEPOF – nova). Providências: Os Valores Correntes foram corrigidos na LDO para 2016, os Valores Constantes serão corrigidos no PLDO para 2017.

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Recomendação 18 - Que as contas do Demonstrativo de Evolução do Patrimônio Líquido, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, apresentem conformidade com as estabelecidas no Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional (SEFA– nova). Providências: Esta recomendação foi atendida na Lei n° 8.232, de 15/07/2015, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para exercício financeiro de 2016 e dá outras providências. A Coordenadoria de Contabilidade (CCONT / DICONF / SEFA) em conjunto com a Coordenadoria Fiscal (CFIS / DICONF / SEFA) adotaram as providências necessárias, procederam o levantamento dos valores do Demonstrativo de Evolução do Patrimônio Líquido, do Anexo da Metas Fiscais da LDO, em total conformidade com o modelo estabelecido no Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF) – 6ª edição da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Recomendação 19 - Que o Demonstrativo de Avaliação da Situação Atuarial do Regime Próprio de Previdência dos Servidores, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, apresente conformidade com o modelo estabelecido no Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional (SEPLAN– nova). Providências: Será corrigido para o PLDO para 2017.

Recomendação 20 - Que o Demonstrativo de Estimativa e Compensação da Renúncia de Receita, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, apresente conformidade com o modelo estabelecido no Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional (SEFA– nova). Providências: No exercício financeiro de 2015, a SEFA, adotou todas as providências necessárias no sentido de atender essa recomendação do TCE. Foram procedidas alterações no Sistema de Informática da Secretaria da Fazenda, procedendo ao levantamento dos valores do Demonstrativo de Estimativa e Compensação da Renúncia de Receita, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, em total conformidade com o modelo estabelecido. Com isso essa recomendação será devidamente atendida na Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2017.

Recomendação 21 - Que ao elaborar o Demonstrativo de Estimativa e Compensação da Renúncia de Receita, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, não se incluam renuncias que não atendam ao disposto na LRF, art. 14 (SEFA – nova); Providências: A SEFA adotou as providências necessárias, procedendo ao levantamento dos valores do Demonstrativo de Estimativa e Compensação da Renúncia de Receita, do Anexo de Metas Fiscais da LDO, não incluindo renúncias que não atendam ao disposto na LRF, art. 14. Com isso essa recomendação será devidamente atendida na Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2017.

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Recomendação 22 - Que os passivos contingentes do Demonstrativo de Riscos e Providências, do Anexo de Riscos Fiscais da LDO, sejam agrupados nas categorias de riscos definidas no Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional (SEPLAN – nova); Providências: Será corrigido para o PLDO para 2017.

Recomendação 23 - Que o Resultado Nominal e a Dívida sejam atualizados com base nos indicadores estabelecidos para a estimativa da receita e fixação da despesa, guardando no processo de atualização conformidade com o estabelecido na LDO (SEPLAN – nova); Providências: Será corrigido na LDO para 2017.

Recomendação 24 – Que o Demonstrativo Regionalizado do Efeito, sobre as Receitas e Despesas, decorrente de Isenções, Anistias, Remissões, Subsídios e Benefícios de Natureza Financeira, Tributária e Creditícia, apresente os percentuais de incidência de forma regionalizada (SEFA – nova). Providências: Esta recomendação foi atendida na Lei nº 8.336 (LOA), de 29/12/2015, que dispõe sobre o orçamento anual para o exercício de 2016 e dá outras providências. A SEFA adotou as providências necessárias, procedendo ao levantamento dos valores do Demonstrativo Regionalizado do efeito, sobre as Receitas e Despesas, decorrente de Isenções, Anistias, Remissões, Subsídios e Benefícios de Natureza Financeira, Tributária e Creditícia, apresentando os percentuais de incidência de forma regionalizada.

Recomendação 25 Que somente sejam apresentadas as medidas de compensação de renúncia de receita no caso de concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária previstos no art. 14 da LRF (SEFA – nova). Providências: Esta recomendação será devidamente atendida na Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2017. No exercício financeiro de 2015 a SEFA adotou todas as providências necessárias no sentido de atender a essa recomendação do TCE.

Recomendação 26 – Que a Reserva de Contingência, fixada junto ao Orçamento Fiscal obedeça a codificação no nível de projeto/atividade/operação especial conforme estabelecido na LDO (SEPLAN – nova). Providências: Foi corrigido na PLOA para 2016.

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Recomendação 27 – Que as ações referentes à gestão patrimonial relacionada à elaboração do inventário de bens imóveis do Estado sejam concluídas (SEAD – reiterada). Providências: Foram concluídas em janeiro de 2016 as ações de identificação, avaliação e registro dos imóveis próprios estaduais, localizados na região sudoeste do Pará que se encontram vinculados aos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, cujos registros patrimoniais não constavam do cadastro patrimonial do Estado, conforme consta no Relatório de Atividades – Conclusão do Cadastramento Imobiliário do Sudoeste do Pará, elaborado pela Secretaria de Estado de Administração – SEAD, cuja cópia já foi enviada para esta Egrégia Corte como aditamento ao Ofício AGE Nº 788/2015 – GAB.

Recomendação 28 – Que no momento da realização da análise de balanço, os valores referentes ao exercício anterior sejam atualizados monetariamente a fim de se mitigar distorções e aproximar ao máximo da realidade o resultado dos coeficientes (SEFA – nova); Providências: No Balanço Geral do Estado (BGE) do exercício de 2015, em atendimento a referida recomendação exarada pelo TCE, adotamos e realizamos as atualizações monetárias em diversos demonstrativos, balanços, quadros e comparativos existentes no volume I do BGE, no item II – Relatórios Técnico Contábil e no III – Relatórios e Indicadores da Gestão Fiscal. Os referidos valores foram atualizados monetariamente por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em conformidade com os mesmos índices utilizados pela Diretoria de Arrecadação e Informações Fazendárias (DAIF) da SEFA, com a finalidade de manter um padrão e mitigar distorções. Utilizamos os seguintes índices:

DEFLATORES 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 IPCA MÉDIO/2015 1,745425 1,686011 1,597542 1,520904 1,449855 1,360375 1,289897 1,214564 1,142808 1,051248

Nota: Valores corrigidos pelo IPC-A BASE DEZEMBRO/2015. Nos anexos previstos na Lei Federal 4.320/1964 e na Portaria STN nº 665/2010, composto pelos seguintes Balanços e Demonstrações: Demonstração da Receita e Despesa segundo as Categorias Econômicas (Anexo nº 1); Balanço Orçamentário (Anexo nº 12); Balanço Financeiro (Anexo nº 13); Balanço Patrimonial (Anexo nº 14); Demonstração das Variações Patrimoniais (Anexo nº 15); Demonstração dos Fluxos de Caixa (Anexo nº 18); e Demonstração das Mutações no Patrimônio Líquido (Anexo nº 19), mantivemos os valores correntes ou nominais em decorrência da extração dos mesmos serem realizadas diretamente do banco de dados do SIAFEM e seguindo os dispositivos previstos nas respectivas normas legais que regem as finanças públicas da federação.

Recomendação 29 – Que no momento da realização da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL sejam apresentadas todas as informações pertinentes as mutações do patrimônio líquido extraídas dos registros e dos documentos que integram o sistema contábil estadual, e em complemento, notas explicativas acerca dos efeitos das alterações nas políticas contábeis e de correção de erros; os critérios utilizados na sua elaboração; bem como outros eventos não sufi cientemente evidenciados ou não constantes na mesma (SEFA – nova);

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Providências: O anexo nº 19 (Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL) foi atualizado por meio da Portaria STN nº 665, de 30 de novembro de 2010. No artigo 4º dessa Portaria ficou definido que o anexo nº 19 será obrigatório apenas para empresas estatais dependentes e para os entes que as incorporarem no processo de consolidação das contas. Na Portaria nº 733, de 26 de dezembro de 2014, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), tornou de observância facultativa, no exercício de 2014, a DMPL e a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC). Mesmo sendo facultada a elaboração e divulgação da DMPL em 2014, o Governo do Estado, elaborou e incluiu no BGE de 2014 a referida demonstração. Para a sua elaboração no referido exercício seguimos as regras definidas no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) 5ª edição. No exercício financeiro de 2015 seguimos as orientações previstas no MCASP 6ª edição aprovado pela Portaria Conjunta STN/SOF nº 1, de 10 de dezembro de 2014 e a Portaria STN nº 700, de 10 de dezembro de 2014. Esta recomendação foi atendida no BGE referente ao exercício financeiro de 2015. A Coordenadoria de Contabilidade (CCONT / DICONF / SEFA) adotou as providências necessárias, e procedeu o levantamento do DMPL em conformidade com a orientação recomendada pelo TCE / PA.

Recomendação 30 – Que sejam mantidos os esforços para adoção dos procedimentos contábeis patrimoniais que não puderam ser observados em 2014, tais como: reconhecimento, mensuração e evidenciação das obrigações e provisões por competência; reconhecimento, mensuração e evidenciação dos bens móveis, imóveis e intangíveis em suas totalidades; registro de fenômenos econômicos, resultantes ou independentes da execução orçamentária, tais como depreciação, amortização e exaustão; reconhecimento, mensuração e evidenciação dos ativos de infraestrutura; e implementação do sistema de custos (SEFA – nova);

Providências: A Portaria STN nº 634, de 19 de novembro de 2013, estabeleceu regras gerais acerca das diretrizes, normas e procedimentos contábeis aplicáveis aos entes da Federação, com vistas à consolidação das contas públicas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sob uma mesma base conceitual. Esta Portaria buscou reunir todos os atos normativos anteriores que regulavam as matérias referentes à contabilidade do setor público, com a finalidade de tornar o processo de convergência compreensível, principalmente em relação aos prazos estabelecidos. Além disso, a referida portaria revogou as Portarias (STN) nºs 828 de 2011; 231 / 439 / 753 de 2012; e os arts. 2º a 9º da 437 de julho de 2012. As portarias revogadas tratavam: dos procedimentos e prazos a serem cumpridos; dos dispositivos que tratam da divulgação em meio eletrônico e ao Tribunal de Contas; de procedimentos a serem adotados; e o cronograma de ações a adotar. A Portaria STN nº 634/2013 manteve os prazos para adoção do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), das Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público (DCASP) e da consolidação das contas públicas dos entes da Federação, ou seja, os entes deveriam adotar esses procedimentos até o final do ano de 2014 e a consolidação das contas públicas contendo as novas regras ocorreriam em 2015.

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O Governo do Estado do Pará cumpriu os prazos estabelecidos na Portaria STN nº 634. Implantou o novo PCASP no ano de 2014 e apresentou em 2015 todos os DCASP conforme padrão estabelecido no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP). Além disso, apresentou a consolidação das contas no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI). Em relação aos Procedimentos Contábeis Patrimoniais (PCP), principal foco da recomendação do TCE, a Portaria STN nº 634/2013 fez uma alteração significativa. Anteriormente previa a adoção integral dos PCP até o final do ano de 2014, com essa portaria, os prazos passaram a ser definidos conforme ato normativo específico da STN para cada procedimento contábil patrimonial após discussões no âmbito do Grupo Técnico de Padronização de Procedimentos Contábeis (GTCON). Em decorrencia disso, à STN, em maio de 2015, abriu discussão sobre a Minuta para Consulta Pública e oficializou os entes da federação, inclusive o Estado do Pará, a se manifestarem acerca da proposta do Plano de Implantação dos Procedimentos Contábeis Patrimoniais (PIPCP). Esse plano (PIPCP) foi aprovado por meio da Portaria (STN) Nº 548, de 24 de setembro de 2015, que estabeleceu os prazos-limite obrigatórios relativos à implantação dos Procedimentos Contábeis Patrimoniais na União, nos estados, no Distrito Federal e nos municípios brasileiros. O Governo do Estado do Pará já está cumprindo os prazos constantes no referido plano de implementação dos procedimentos contábeis patrimoniais (PIPCP) expedido e publicado pela STN por meio da Portaria Nº 548, tanto é que no dia 22 de dezembro de 2015 foi lancado e divulgado no auditório do CENTUR para todos os técnicos e gestores do governo do estado, o projeto de integração do SIAFEM com o SIMAS, SISPAT WEB e SIGIRH. Essa integração consta na Portaria Conjunta (SEAD, SEFA e AGE) Nº 631 publicada no DOE no final de 2015, com isso o estado deu um passo fundamental para o reconhecimento, mensuração e evidenciação de bens móveis e imóveis e da respectiva depreciação, amortização ou exaustão, além das obrigações por competência, e controle de estoque de materiais de consumo. Além disso, o Governo do Estado do Pará, publicou e divulgou o Decreto nº 1.347, de 25/08/2015, que instituiu o Sistema Integrado de Governança do Estado do Pará (SIGOV). O SIGOV representa um instrumento estratégico para a implementação, acompanhamento e controle de diversas medidas necessárias ao atendimento pelo Estado de várias exigências e atividades, dentre elas detacamos: as necessárias para a convergência às normas brasileiras e aos padrões internacionais de contabilidade aplicada ao setor público no Estado do Pará; e necessárias para implementação efetiva do sistema de custos no setor público. Com isso o Estado resgatou uma atividade que já vinha sendo desenvolvida neste sentido desde 2012 com o Grupo de Trabalho de Integração da Gestão Governamental (GTGOV). O GTGOV deixou de ter eficácia com a publicação da Lei nº 8.096, de 01/01/2015, que extinguiu às Secretarias Especiais de Estado, pois a coordenação do grupo era exercida pela Secretaria Especial de Gestão. Atualmente o SIGOV, sob a coordenação da Casa Civil da Governadoria do Estado, nos componentes Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP) e Racionalização de Gastos e Sistema de Custos no Setor Público, é quem vem desenvolvendo as ações necessárias no sentido de atender ao processo de convergência às NBCASP no Estado do Pará e implementação do sistema de custos, seguindo os prazos estabelecidos no PIPCP da STN.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

Recomendação 31 – Que a Contabilidade Geral do Estado realize os ajustes necessários referentes à participação acionária da CAZBAR, com objetivo de demonstrar a realidade estadual de participação societária sobre o patrimônio líquido ajustado da empresa (SEFA – nova); Providências: A Coordenadoria de Contabilidade (CCONT / DICONF / SEFA) procedeu ao registro contábil de ajuste na participação acionária da CAZBAR, em conformidade com a recomendação exarada pelo TCE. O registro de ajuste foi realizado no SIAFEM, por meio da 2015NL00779, na UG nº 700201 COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO DO PARÁ.

Recomendação 32 – Quanto a CAZBAR, adote medidas de controle das ações de encerramento do exercício, em tempo de encaminhar demonstrativos ajustados e definitivos para compor a Prestação de Contas do Governo do Estado, obedecendo às normas emanadas pelo próprio governo para levantamento do Balanço Geral do Estado (CODEC – nova); Providências: Informamos que a administração desta Companhia adotou as medidas necessárias e implementou ações a fim de viabilizar a antecipação dos prazos de elaboração das suas Demonstrações Contábeis para atender a Lei Nº 6.404/76 e o cronograma de encerramento do Balanço Geral do Estado.

Recomendação 33 – Que os demonstrativos da disponibilidade de caixa e restos a pagar constantes do BGE sejam publicados por fontes detalhadas de recursos, conforme padronização do Manual dos Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional (SEFA – nova); Providências: A recomendação supracitada foi atendida no Balanço Geral do Estado (BGE) referente ao exercício financeiro de 2015, em conforme ao que foi acordado em reunião técnica realizada no TCE em 25 de novembro de 2015, envolvendo técnicos do Tribunal de Contas, da SEFA e da AGE. A Coordenadoria de Contabilidade (CCONT / DICONF / SEFA) adotou as providências necessárias, procedendo o levantamento dos valores do demonstrativo em questão, em conformidade com a orientação do TCE / PA. Recomendação 34 – Que o Poder Executivo proceda ao recolhimento de R$1,04 milhão aos cofres da União, decorrente da diferença verificada na apuração da base de cálculo das contribuições ao Pasep, conforme demonstrado no item 8.6 deste relatório. (SEFA – nova);

Providências: A Coordenadoria Financeira (COFI / DITES / SEFA) procedeu ao recolhimento da diferença da contribuição do PASEP referente ao exercício financeiro de 2014, no valor principal de R$ 1.052.998,96, além de multa de R$ 210.599,79 e juros R$ 40.119,26, perfazendo um total recolhido de R$ 1.303.718,01, em conformidade com a recomendação exarada pelo TCE. O Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) foi autenticado no BANPARÁ em 14/05/2015. Os registros foram realizados no SIAFEM, por meio dos seguintes documentos: 2015NE00515; 2015NE00516; 2015NE00517; 2015NL00654; E 2015OB00532, na UG n° 170102 – ENCARGOS GERAIS S/A SUPERV. DA SEFA.

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VIII – EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA:

Esta AGE faz constar, por meio do ANEXO I – DEMONSTRAÇÃO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA CONSOLIDADA – EXERCÍCIO 2015, dados/informações da execução dos Programas de Governo, contemplando o aspecto orçamentário e financeiro, o que permite conhecer, avaliar e demonstrar ao Controle Externo e ao Controle Social:

o Orçamento Inicial aprovado e consignado, estabelecido pela Lei Orçamentária Anual - LOA; as Variações Orçamentárias ocorridas, através da Dotação Atualizada, em confronto com o Orçamento Inicial aprovado; aferição do nível de execução orçamentária dos Programas de Governo e a Economia Orçamentária / Resultado Orçamentário, através da Despesa

Realizada em confronto com a Dotação Atualizada; em qual Função e Subfunção de Governo estão alocados as Despesas Realizados; em qual Grupo de Despesa se concentram os dispêndios de recursos: Pessoal e Encargos; Outras Despesas Correntes; Investimentos; Inversões

Financeiras, e outros; quais as Modalidades de Aplicação utilizadas, demonstrando-se, inclusive, se ocorreram Transferências a Entidades Privadas Sem Fins

Lucrativos; quais os principais Programas, Projetos e Atividades; quais as principais Fontes de Recursos para cobertura das Despesas Realizadas, demonstrando-se, inclusive, se estas foram provenientes de

Operação de Crédito ou Convênios; quais as principais Fontes de Recursos Detalhada, comprovando-se o adequado detalhamento daquelas oriundas de Operação de Crédito ou de

Convênios; qual a disponibilidade de Recursos classificada por Destinação, e qual sua contribuição para a apuração do Superávit Financeiro, em nível

Governamental; quais as Modalidades de Licitação utilizadas, e os índices de Contratação Direta; qual a evolução no montante de Despesa em relação ao Exercício anterior e o registro de Restos a Pagar no Exercício analisado e no anterior; qual o Quadro de Pessoal existente no final do Exercício analisado, demonstrado por vínculo funcional; quais as Receitas Arrecadadas, por Categoria e Fonte de Recursos, possibilitando aferição de Excesso ou Insuficiência na Arrecadação de Receitas,

ou seja, avaliação do Resultado da Execução Financeira da Arrecadação, confrontando-se a Receita Estimada com a Efetivamente Arrecadada.

Para viabilizar a metodologia e padronização utilizadas e sua demonstração, os Quadros e os respectivos Gráficos apresentados no respectivo ANEXO deste Relatório foram organizados contemplando seis variáveis: cinco com maior volume de recursos dispendidos e uma sexta que representa a soma das demais variáveis existentes. Assim, foi possível demonstrar a Execução Orçamentária e Financeira, inclusive com a definição de padrões de cores,

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apresentadas em ordem decrescente de materialidade (amarelo, azul, vermelho, verde, vermelho e cinza, respectivamente) em todas e para cada uma das diferentes variáveis analisadas.

O Poder Executivo demonstra mais uma vez seu compromisso com a Transparência Ativa, preconizada pelas Leis de Acesso à Informação e Transparência Pública, disponibilizando aos Cidadãos, mediante Consulta Pública no seu Portal da Transparência, informações úteis e relevantes acerca da Gestão Orçamentária, Financeira, Contábil, Operacional e Patrimonial.

IX– CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A Auditoria Geral do Estado - AGE, em consonância com sua principal diretriz que é de executar um controle preventivo e orientativo junto aos(às) Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual com o propósito de prevenir, evitar ou sanar os principais problemas/pendências eventualmente verificados, contribuindo para a melhoria da Gestão Governamental, elaborou este Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015, demonstrando as ações executadas e desenvolvidas e as providências adotadas para atender às Recomendações emanadas da análise das Contas de Governo procedida pelo TCE em relação ao Exercício anterior.

Em atendimento ao Art. 30, § 1º, da Lei Complementar Nº 81/2012, a AGE, Órgão Central de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, apresenta seu Relatório contendo as Ações de Controle e Atividades desenvolvidas no Exercício sob análise, o qual abordou a execução dos orçamentos e avaliou a situação da Gestão Governamental, nos seus aspectos orçamentário, financeiro, operacional, patrimonial e contábil.

Discorreu sobre funcionamento do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual, seus Órgãos Componentes e suas principais competências, comprovando-se seu efetivo funcionamento, de forma integrada.

Os Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual emitiram Relatórios e Pareceres consubstanciados por Itens de Controle, os quais encontram-se normatizados, padronizados e sistematizados por este Órgão Central. Assim, o Poder Executivo Estadual atende às novas exigências impostas, não por mera formalidade, mas, sobretudo, para o aperfeiçoamento e melhoria constante dos Controles Internos.

O SIAFEM - Sistema Integrado de Administração Financeira para os Estados e Municípios constituiu-se em base para consolidação dos dados utilizados para elaboração deste Relatório, considerando que o mesmo registra tempestivamente a execução das receitas, despesas e atos administrativos que modifiquem a situação patrimonial e econômica das Contas analisadas sob o aspecto da natureza Contábil e sob a ótica da Gestão Fiscal, observando o rigoroso cumprimento das obrigações constitucionais.

Tal qual um prédio é composto pelo conjunto de seus pavimentos estruturados por fundações, pilares, vigas e lajes, que torna uno, integrado, as Contas de Governo apresenta-se, de certa forma, como a consolidação das Contas de Gestão dos(as) Órgãos/ Entidades do Poder Executivo. Por exemplo, a capacidade máxima de peso por pavimento deve ser observada por todos os demais pavimentos para não comprometer a estrutura predial;

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caso o limite máximo não seja observado, para cada pavimento em desconformidade seria acrescido o risco de abalar o prédio, necessitando, portanto, para ajuste da situação, avaliação constante de todos os pavimentos, suas peças estruturais e ação naqueles que se apresentam em desvio do padrão exigido ou necessidade de ajustes frente a realidade detectada e a exigência normativa.

Assim, o Sistema de Controle Interno, ao centrar seus esforços para o aperfeiçoamento contínuo dos Controles Internos dos(as) Órgãos/Entidades, agrega valor ao processo de Prestação de Contas de Gestão de Recursos Públicos Estaduais Anual. Este, por sua vez, proporcionou a esta AGE avaliar os Controles Internos existentes e seu nível de observância no âmbito do Poder Executivo Estadual, o qual, de forma consolidada, indicam se os princípios constitucionais estão ou não sendo observados na Gestão Orçamentária, Financeira, Patrimonial, Operacional e Contábil.

Esta AGE efetuou uma avaliação da Gestão Orçamentária Consolidada de Governo quanto aos(às) Órgãos/Entidades componentes do Poder Executivo Estadual, com ênfase na Transparência, na Gestão Fiscal e nos Controles Internos. Tais ações contemplaram desde aspectos do planejamento, passando pela execução e Controles Internos existentes, testes de aderência, avaliação de resultados e proposição de Recomendações Padrão – RP’s AGE, que se caracterizam em situação/oportunidade de melhoria contínua da Gestão Pública.

Este processo resultou na Emissão de Opinião por parte dos Órgãos Componentes do Sistema de Controle Interno, sendo o Relatório e Parecer AGE a consolidação e última etapa de avaliação dos Controles Internos antes do encaminhamento ao TCE. A partir de análise consolidada dos Relatórios e Pareceres AGE, evidenciam-se situações em nível gerencial que proporcionaram a adoção de medidas para cada caso, com a apresentação de Recomendações Padrão – RP’s AGE ou subsidiando o Governo com informações úteis e relevantes para tomada de decisões estratégicas para alinhamento com as metas e diretrizes pretendidas.

Neste aspecto, este Órgão Central do Sistema de Controle Interno disponibiliza os resultados de sua ação, o qual foi devidamente consignado no diagnóstico das situações detectadas quando da Emissão de seus Relatórios e Pareceres AGE, no Exercício 2016 sobre o Exercício 2015, comprovando a observância e atendimento, em todos os seus aspectos, de sua missão institucional.

O presente Relatório prosseguiu com as novas práticas iniciadas no Exercício 2014, abordou a demonstração e avaliação das despesas custeadas por recursos de Operações de Crédito e avaliação de Programas Governamentais através de utilização de ferramenta SICONP-MAP.

Assim, além de demonstrar evolução em relação ao Exercício anterior, tais práticas evidenciam o compromisso da Gestão para a consolidação do reposicionamento estratégico- institucional decorrente de demandas de informações por Clientes internos e externos, bem como à Sociedade em geral, com atuação sistematizada, padronizada e integrada do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Este Relatório apresenta itens e temas novos decorrentes da evolução e aperfeiçoamento natural alcançado no período pelo Sistema de Controle Interno e ainda pela Gestão Pública Estadual. Neste aspecto, constam aqui Auto Avaliação da AGE com utilização do Modelo de Avaliação de Capacidade de Auditoria Interna - IACM; Agenda Normativa de Governo com utilização do LegisPARÁ; Evidenciação e Avaliação do Orçamento de Investimento e Transferências à Empresas para Aumento de Capital; Relatório acerca da Transparência Pública nos Órgãos/ Entidades, decorrentes

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de dispositivos do Decreto Estadual Nº 1.359/2015; contribuição na avaliação dos Indicadores Sociais previstos na Lei Nº 6.836/2006 com vistas a avaliar a efetividade das Políticas Públicas, dentre tantos outros.

Tal fato, por si só, já demonstra e evidencia alguns dos aspectos de aperfeiçoamento contínuo e evolução deste instrumento institucional, reflexo das conquistas da Gestão.

Apresenta as medidas adotadas pelo Poder Executivo Estadual quanto às recomendações formuladas no Exercício 2014 pelo TCE.

Ainda com relação à demandas institucionais do Controle Externo, a partir do Exercício 2015, o Sistema de Controle Interno passou a observar Item de Controle diretamente relacionado à Contratação de Temporários, em conformidade com demanda do Ministério Público de Contas junto ao TCE – MPC/TCE.

As demonstrações e indicadores resultantes da ação governamental, sejam elas contábeis ou de Gestão Fiscal, constantes do presente Relatório, indicaram atendimento a normas legais e constitucionais, caracterizando o equilíbrio fiscal e a gestão responsável dos recursos públicos. Neste aspecto, a situação de equilíbrio fiscal que caracteriza a gestão responsável dos recursos públicos foi novamente demonstrada e comprovada, mesmo com cenário nacional de crise econômica, o que acaba por refletir, de certa forma, nos índices estaduais, conforme fora amplamente demonstrado, com diminuição de repasses/transferências federais, por exemplo.

Válido destacar, neste contexto, por conclusão de análise de Entidades externas à Administração Pública Estadual, realizadas no Exercício anterior, como a STN, no que tange aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, pela Controladoria Geral da União – CGU, por meio da Escala Brasil Transparente – EBT, que concluiu que o Portal da Transparência do Executivo Estadual tem a 3ª melhor nota (9,03) no ranking nacional.

Aliado a estas boas práticas, o Governo implementou outras medidas necessárias para o equilíbrio e enfrentamento deste cenário de crise, de forma a amenizar seus impactos: fortaleceu e ampliou as práticas de Transparência, já reconhecidas no cenário nacional, ao Regulamentar a Lei de Acesso à Informação; racionalizou gastos públicos com o Decreto Nº 1.347/2015; passou por ampla Reorganização Administrativa, com a Lei Ordinária Nº 8.096/2015, de 01/01/2015, dentre outros.

Se por um lado buscou melhor gerenciamento das despesas, por outro vem promovendo uma Política Tributária mais efetiva em cumprimento efetivo ao Artigo 11 da Lei de Responsabilidade Fiscal e orientações emanadas do Controle Externo que, certamente, vem minimizando os impactos da crise econômica.

Tais políticas possibilitaram melhor gerenciamento da Arrecadação Própria Nominal em patamar próximo do Exercício anterior para fazer frente aos Limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, em uma realidade nacional em que é cada vez maior o número de Estados que se mostram descumpridores de tais preceitos, inclusive quanto à incapacidade de pagamento salarial em dia de seus Servidores.

O processo de planejamento observou aos preceitos de Transparência e Participação Popular, com a realização de audiências públicas e ampla divulgação, e com demonstrativos regionalizados, por Região de Integração. Os limites máximos e mínimos estabelecidos na Constituição Federal,

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na Constituição Estadual e normas infraconstitucionais foram atendidos, a exemplo de Saúde, Educação, Despesas com Pessoal e Regra de Ouro para realização de Operações de Crédito.

No que tange ao Exercício 2015, as ações de Controladoria, preventivas e orientativas, relacionadas às Dispensas e Inexigibilidade de Licitação, foram o destaque, considerando os resultados positivos obtidos pela redução considerável dos saldos, quando comparados com os dos anos anteriores, em especial com os de 2010.

O Sistema de Controle Preventivo – SICONP comprovou, mais uma vez, no Exercício 2015, sua efetividade, contribuindo direta e decisivamente para os significativos resultados na redução dos saldos das Dispensas e Inexigibilidade de Licitação.

Merecem destaque, ainda, no Exercício 2015, as ações de Ouvidoria, que promoveram e estimularam o Controle Social, com ênfase para o êxito na realização do Encontro Regional Ciranda de Ouvidorias – Região Norte, assim como as ações de Corregedoria que estão contribuindo para o acompanhamento das Recomendações decorrentes das ações de auditorias, fiscalizações e acompanhamentos governamentais realizadas, além do crescente atendimento às demandas dos Órgãos de Controle Externo.

É fato a se ressalvar que o Governo Estadual, por quase todos os Exercícios 2011 e 2012, teve suspensa sua condição de habilitação à tomada de empréstimos e/ou financiamentos, pelo descumprimento de metas do PAF – Plano de Ajustamento Fiscal em 2010, quadro adverso este que foi revertido, a partir do Exercício 2013, com a retomada da execução despesas com Operações de Crédito, em decorrência das medidas de contenção de despesas pela atual Gestão adotadas já desde início do ano de 2011, contudo a situação anterior foi suficiente para retardar a contratação de recursos financiados que seriam empregados no grupo de Despesas de Investimentos durante o período anterior. Conforme evidenciado neste Relatório, as principais Metas Estabelecidas do PAF – Plano de Ajustamento Fiscal para o Exercício 2015 foram atingidas.

Foram significativos, no período analisado, os resultados das ações normativas de iniciativa deste Órgão Central do Sistema de Controle Interno, com destaque para o Decreto Estadual Nº 1.359/2015 e demais normativos institucionais da AGE relacionados.

A partir deste, ações e melhoras significativas alcançadas no Portal de Transparência do Executivo Estadual vem sendo gradualmente incorporadas pelos(as) Órgãos/Entidades, contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo da Transparência Ativa e da Transparência Passiva em observância e consonância aos dispositivos legais, além de evidenciar práticas permanentes de promoção do Controle Social e interação com a Sociedade, com objetivo de dar mais transparência às informações públicas dos gastos e receitas governamentais.

Com os resultados demonstrados neste Relatório Anual do Sistema de Controle Interno, pode-se concluir que a missão precípua da AGE, que envolve atividades de caráter orientativo e preventivo, prioritariamente, assim como de fiscalização e controle, foi executada de modo satisfatório.

Neste sentido, a Auto Avaliação contribuiu significativamente para verificação da conformidade das novas práticas já adotadas a partir dos últimos Exercícios e dos seus resultados efetivos para atendimento de sua Missão Institucional, considerado o contexto, a legislação e a estratégia institucional. Toda a evidenciação realizada indicou que as intenções e políticas pretendidas com as novas práticas vem sendo consolidadas, de

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acordo e em conformidade com as estratégias institucionais, agregando valor para e conforme a opinião de Clientes internos e externos e assim proporcionando o alcance do Sucesso Organizacional. Indica ainda que estas práticas são boas, assegurando avaliações externas positivas e, portanto, resultados promissores, proporcionais aos esforços realizados, assegurando-se o aperfeiçoamento contínuo de instrumentos, procedimentos, ações, ferramentas e produtos de Controle Interno para apoiar a Tomada de Decisão, a Transparência da Gestão, a Promoção do Controle Social e, assim, a melhoria contínua e permanente da Gestão Pública de Órgãos/Entidades do Poder Executivo Estadual e o Assessoramento Superior ao Chefe do Poder Executivo Estadual. Por estes fatores, ao atender de forma tempestiva e orientadora a demandas de Clientes internos e externos no Exercício 2015, pode-se afirmar que o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo, por meio de suas diferentes instâncias e Órgãos Componentes, vem agregando valor à Gestão Pública e ao seu aprimoramento, de forma gradual, sistemática, permanente e natural, com realizações que conduzem, cada vez mais, à consecução de sua Visão, de seu Ideal.

Concluindo, o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual apresenta seu Relatório Anual ao TCE, prestando o devido apoio ao Controle Externo para o desempenho de sua missão institucional, norteado pelos preceitos constitucionais estabelecidos nos Artigos 23, 115 e 121. Tendo desempenhado da melhor forma possível sua missão institucional, este Órgão Central do Sistema de Controle Interno, consubstanciado nos indicadores que demonstraram transparência, participação popular, legalidade, equilíbrio e gestão fiscal responsável da Administração Pública e ainda, nos Relatórios e Pareceres AGE emitidos sobre as Prestações de Contas de Gestão dos Recursos ´Públicos Estaduais Anual.

Encaminhando-o para apreciação e considerações da Egrégia Corte de Contas, cujas conclusões subsidiará o julgamento pela Douta Assembleia Legislativa do Pará – ALEPA.

É o Relatório.

Belém, 06 de março de 2016.

ROBERTO PAULO AMORAS Auditor Geral do Estado

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RELATÓRIO ANUAL DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO

EXERCÍCIO 2015

COORDENAÇÃO GERAL ROBERTO PAULO AMORAS – AUDITOR GERAL DO ESTADO

SUPERVISÃO

ADILSON VASCONCELOS JESUS – AUDITOR ADJUNTO

SISTEMATIZAÇÃO MARIA DO CARMO PEREIRA DE MELO – GERENTE

ELABORAÇÃO E REVISÃO

ROBERTO PAULO AMORAS – AUDITOR GERAL DO ESTADO ADILSON VASCONCELOS JESUS – AUDITOR ADJUNTO

MARIA DO CARMO PEREIRA DE MELO – GERENTE OLAVO GOMES PEREIRA – GERENTE

EDITORAÇÃO JOÃO PAULO SOUZA RIBEIRO – ASSESSOR

COLABORAÇÃO ACINILDO SÉRGIO MIRANDA DE CAMPOS ADRIANA P. DE FIGUEIREDO – ASSESSORA SUPERIOR I ANA LÚCIA MORAIS DA SILVA – AFC ANA MARLY LAMEIRA DA SILVA – AFC ANETE DE CASSIA MONTEIRO DA SILVA - ASSESSOR ELEISSANDRA BARATA LIMA – ASSESSOR SUPERIOR I FÁBIO GUEDES SALGADO – ASSESSOR SUPERIOR I FABÍOLA DE ALMEIDA EVANGELISTA JOÃO AUGUSTO BARBOSA TAVARES - SECRETÁRIO JOÃO PAULO SOUZA RIBEIRO – ASSESSOR JOSÉ AUGUSTO DE SOUZA SOUZA JOSE AUGUSTO NOGUEIRA DA SILVA – GERENTE

JOSÉ MENEZES BATISTA DOS SANTOS – ASSESSOR LUIS CLAUDIO LOPES SACRAMENTO – GERENTE LUIZ ALVES DE AZEVEDO – GERENTE MARCELO DIAS PAREDES – ASSESSOR SUPERIOR I MÁRCIA FERNANDA NICODEMOS DE OLIVEIRA – AFC MÁRCIO DOS SANTOS ABRAÃO – GERENTE MARIA AUXILIADORA NEVES SAMPAIO – GERENTE MARIA DA GRAÇA S. RIBEIRO – ASSESSOR SUPERIOR I MARIA DAS NEVES GOMES DE LIMA NEUSA CONCEIÇÃO DE ALMEIDA NORMA C. MELO L. DA ROCHA – ASSESSOR SUPERIOR II PAULO GEORGE LOPES MACHADO – APC

ROBERTO CARLOS ALVES MENDES – SECRETÁRIO RENATO RÔMULO FIGUEIRA ALMEIDA – AFC RITA DE JESUS GOMES DE CASTRO - ASSESSORA ROGÉRIO LUIZ ARRUDA DE FIGUEIREDO – AFC SEBASTIÃO DA SILVA CORRÊA SILVIO A. DA S. MARTINS FILHO – ASSESSOR SUPERIOR I TEREZA C. PINTO LOBATO – ASSESSOR SUPERIOR I VANDA ARAÚJO NEVES – AFC VERA LÚCIA SILVA DA COSTA - ASSESSOR SUPERIOR I VERÔNICA MARIA RODRIGUES REIS – AFC VICTOR CORREA GENÚ –CHEFE DE GABINETE

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ANEXO I

DEMONSTRAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA CONSOLIDADA

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

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ANEXO II

DEMONSTRAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA CONSOLIDADA

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

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Governo do Estado do Pará. Auditoria Geral do Estado. Órgão Central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual. Relatório Anual do Sistema de Controle Interno – Exercício 2015. Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015.

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Governo do Estado do Pará

Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica Relatório do Mapa da Exclusão Social Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

BALANÇO GERAL

II - RELATÓRIO DO MAPA DE EXCLUSÃO SOCIAL DO ESTADO DO PARÁ

2015

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Governo do Estado do Pará

Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica Relatório do Mapa da Exclusão Social Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

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Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

Governo do Estado do Pará Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças Relatório do Mapa da Exclusão Social

Apresentação O Mapa de Exclusão Social do Pará foi instituído pela Lei

6.836/2006 que o estabeleceu como documento a ser apresentado junto à prestação de contas do Poder Executivo estadual, como um balanço da situação de exclusão social no estado. Desde 2007 a metodologia de elaboração do Mapa seguiu a relação de indicadores definidos no Art. 2º da referida lei, sendo desagregados de acordo com a disponibilidade de cada indicador pela sua fonte oficial. Situação semelhante ocorre para a periodicidade do indicador que é apresentado no Mapa para o ano de prestação de contas do poder executivo em análise ou o ano mais recente disponível no período de elaboração.

Outra situação observada ao longo dos últimos anos foi o fato de alguns indicadores estatuídos no Art. 2º da citada lei não estarem disponíveis por fontes oficiais, de modo que vem sendo apresentados indicadores alternativos ou estimativas do indicador exigido. A desagregação regional ocorre nos casos em que há cobertura na área de abrangência de cada fonte, sempre utilizando as Regiões de Integração, com exceção do item segurança que fora adotada a regionalização do Sistema Estadual de Segurança Pública, instituído pela Lei de nº 5.584/2011. Para as variáveis em que não há disponibilidade de informação desagregada regionalmente dentro do estado do Pará, são comparadas com o Brasil, Região Norte e Região Metropolitana de Belém, sempre que disponível.

Considerando o contexto citado, desde 2007 apesar do esforço empregado pelo poder executivo, o Mapa de Exclusão Social do Pará não atendia plenamente os eixos determinados por lei, gerando sucessivas recomendações do Tribunal de Contas do Estado ao Governo do Estado, o que após diversas reuniões técnicas entre as áreas envolvidas concluiu-se por encaminhar para a Assembleia Legislativa do Pará um projeto de alteração da referida Lei, visando a realização de ajustes necessários para o seu efetivo cumprimento.

Dessa forma, a Lei 6.836/2006 foi alterada pela Lei 8.327/2015. Nesse novo cenário o Mapa de Exclusão Social do Pará deverá ser encaminhado ao poder legislativo conjuntamente com a Lei Orçamentária Anual, considerando as demais modificações. Entretanto, ressaltamos a importância e a valoração que a incorporação desse instrumento de controle social agregou ao Balanço Geral do Estado do Pará, e, também, como subsidio analítico ao TCE para análise e avaliação das contas do governo. Por essa razão o Governo do Estado do Pará, visando não ter descontinuidade nessa prática louvável, exclusivamente em 2016, irá elaborar dois diagnósticos sobre a exclusão social no Pará, adotando os preceitos da Lei 6.836/2006 e a partir de setembro de 2016 observará as modificações estabelecidas na Lei 8.327/2015.

Com isso o Mapa de Exclusão Social ora apresentado continua contribuindo no planejamento ou monitoramento de políticas públicas, assim como no exercício do controle social, através das interpretações e análises das informações que o compõem. Entretanto, é sempre relevante destacar que o resultado de um conjunto de ações sociais não se observa imediatamente ao fim da implementação das políticas, uma vez que os impactos das políticas públicas e as transformações sociais quase sempre não são observados nas análises de curto prazo.

Ao analisarmos os dois últimos anos de divulgação dos indicadores pertencentes ao Mapa de Exclusão Social do Pará, verificamos a evolução positiva de alguns indicadores, fato que pode refletir em avanços sociais, como por exemplo: redução da taxa de pobreza; crescimento do PIB per capita; desconcentração da renda; aumento da taxa de alfabetização; permanência do número de postos e centros de saúde; diminuição na taxa de mortalidade infantil; melhoria na proporção de domicílios com acesso ao abastecimento de água com canalização interna e rede geral, além da redução de domicílios alugados com adensamento excessivo de pessoas por dormitório.

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Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

Governo do Estado do Pará Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças Relatório do Mapa da Exclusão Social

De outro lado temos indicadores que apresentaram decréscimo e consequente crescimento de condições desfavoráveis em diferentes campos. Tais indicadores relacionam-se à diminuição na expectativa de vida, na oferta de leitos hospitalares e agentes comunitários; aumento na taxa de desocupação e no número de ocorrências policiais per capita. Também houve decréscimo na proporção de domicílios com acesso ao esgotamento sanitário, coleta de lixo, bem como na proporção de domicílios com acesso à internet.

Nesse sentido, é possível afirmar que este diagnóstico identifica certa manutenção do cenário favorável observado nos últimos anos no Pará por meio da redução de vulnerabilidades e exclusão social, apesar do atual momento de recessão econômica vivenciado pelo país com cortes de gastos públicos e redução de

investimentos. Desse modo, seu conteúdo sugere que algumas ações públicas estariam na direção correta, promovendo resultados positivos para a redução do histórico grau de exclusão social persistente no Pará.

Entretanto, o Mapa também ratifica o observado em anos anteriores, a exemplo da existência de áreas que ainda estão aquém das necessidades da população, especialmente sua parcela mais vulnerável, indicadores ainda distantes das médias nacionais e dos parâmetros de referência adotados por organismos nacionais e internacionais. Tais dados nos sinalizam os caminhos que o Governo do Estado deve priorizar em suas intervenções, visando alcançar seu objetivo estratégico de redução da pobreza e das desigualdades sociais e regionais.

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Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

Governo do Estado do Pará Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças Relatório do Mapa da Exclusão Social

Indicadores Exigidos pela Lei Estadual Nº 6.836, de 13/02/2006

Expectativa de Vida Expectativa de vida em anos ao nascer

A expectativa de vida ao nascer, também denominada de

esperança de vida, indica o número médio de anos que um recém-nascido viveria submetido às taxas de mortalidades observadas no ano em análise. O desempenho desse indicador reflete a melhoria da qualidade de vida da população de um local em consequência de avanços nos níveis de saúde pública, do acesso à educação, cultura e lazer, associado à redução da violência e criminalidade, entre outros fatores, ou seja, uma melhora na condição de vida de uma sociedade ante as suas necessidades básicas atendidas.

A Tabela 1.1 exibe a Expectativa de Vida ao Nascer no estado do Pará e em suas 12 Regiões de Integração (RIs), para os anos de 2014 e 2015. Quando comparados dois anos consecutivos, não se percebem diferenças significativas neste indicador, mas, se observando em longo prazo, os resultados são relevantes. Esse é o caso das estimativas oficiais do IBGE, que mostram que a esperança de vida ao nascer da população brasileira experimentou um ganho de 4,7 anos em um espaço de 14 anos, quando passou de 70,5 anos, em 2000, para 75,2 anos, em 2014.

A partir dos resultados deste indicador para o estado do Pará disponíveis na Tabela 1.1, foi possível perceber que o paraense possuía uma expectativa de vida ao nascer de 72,78 anos em 2014, e sofreu um pequeno decréscimo em 2015, chegando a 72,75 anos.

Com relação às Regiões de Integração, sete apresentaram queda neste indicador no mesmo período, quais sejam: Araguaia,

Baixo Amazonas, Carajás, Lago de Tucuruí, Marajó, Guajará e Xingu. A RI que sofreu maior perda foi a do Xingu, que reduziu 0,25 anos de 2014 para 2015, passando de 71,53 anos para 71,28 anos, respectivamente.

Tabela 1.1 - Expectativa de vida dos indivíduos menores de 1 ano de

idade segundo Pará e Regiões de Integração, 2014 e 2015 Pará/Regiões de

Integração Expectativa de Vida (em anos)

2014 2015 Pará 72,78 72,75 Marajó 76,99 76,90 Tocantins 74,41 74,48 Rio Caeté 73,89 74,36 Rio Capim 73,36 73,59 Baixo Amazonas 73,69 73,54 Lago de Tucuruí 73,61 73,43 Araguaia 73,39 73,31 Guamá 72,85 73,11 Tapajós 72,44 72,61 Guajará 71,35 71,29 Xingu 71,53 71,28 Carajás 71,15 71,06

Fonte: SESPA/FAPESPA Elaboração e Cálculo: FAPESPA/SEPLAN Nota (1) As informações sobre óbitos foram fornecidas pela SESPA e são preliminares; (2) A população por faixa etária para 2014 e 2015 foi estimada pela FAPESPA; (3) Os dados de população utilizados para a construção desse indicador são preliminares e as informações sobre os óbitos ainda são afetadas pelo problema do sub-registro. Por esse motivo, alguns resultados podem não estar em conformidade com outras fontes de informação.

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Balanço Geral do Estado do Exercício de 2015

Governo do Estado do Pará Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças Relatório do Mapa da Exclusão Social

Nas regiões do Guamá, Rio Caeté, Rio Capim, Tapajós e Tocantins houve acréscimo no indicador, comparando-se 2014 a 2015. Rio Caeté aumentou em praticamente meio ano (0,47) a expectativa de vida ao nascer de seus moradores, verificando-se 73,89 anos em 2014 e 74,36 anos em 2015. Este foi o maior acréscimo registrado no período, entre as Regiões de Integração.

A Figura 1.1 apresenta a expectativa de vida ao nascer da população paraense, subdividida em suas Regiões de Integração, para os anos de 2014 e 2015. Observando a escala do Mapa, que exibe quatro graduações de expectativa de vida, variando de 71 a 77 anos, nota-se que a região do Marajó apresenta os maiores resultados para este indicador, tanto para 2014 quanto 2015. As regiões do Tapajós e Rio Caeté apresentaram aumento na expectativa de vida de 2015 em

relação ao ano anterior. As demais regiões permaneceram em 2015 nas classes em que se encontravam em 2014.

No sentindo de garantir melhor qualidade de vida para a população, e consequentemente o aumento da esperança de vida ao nascer, o Governo do Estado vem desenvolvendo um conjunto de ações que afetam direta e indiretamente esse indicador, a exemplo das ações em saúde que visaram fortalecer os municípios na estruturação e melhoria da assistência na rede de atenção primária, dos serviços de atenção saúde em parceria com a caravana PROPAZ, além dos investimentos em saneamento básico, em obras de implantação e ampliação de sistemas de abastecimento de água e em obras de rede de esgoto (SEPLAN, 2016). Essas ações também contribuem para melhorar áreas como saúde, saneamento, habitação entre outras, descritas ao longo deste diagnóstico.

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Figura 1.1 - Expectativa de Vida da população menor de um ano por Região de Integração do estado do Pará, 2014-2015

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Renda PIB – Ótica da Renda, PIB per capita ajustado ao custo

de vida local, indicadores de concentração de renda, número depessoas abaixo da linha de pobreza.

Produto Interno Bruto – Ótica da Renda

O Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Pará em 2013 alcançou R$ 120,9 bilhões, 2,77% de crescimento real em relação ao ano de 2012. O PIB pela ótica da renda é igual à Remuneração dos empregados (remuneração do trabalho), mais o Excedente operacional bruto e Rendimento misto bruto (remuneração do capital), somado ao total dos Impostos, líquidos de subsídios sobre a produção e a importação1. Trata-se de um indicador de desempenho econômico e análise estrutural de curto, médio e longo prazo. Figura 2.1 – Composição do PIB pela ótica da renda, a preços correntes, Estado do Pará, Região Norte e Brasil 2010-2013 (%)

Fonte: FAPESPA e IBGE, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

1 O Sistema de Contas Regionais incluiu o cálculo do PIB pela ótica da renda na revisão do ano referência para 2010. Foram divulgadas as séries em valor 2010 – 2013 e dos indicadores de variação e deflacionados 2011 – 2013.

O estado do Pará é o único, na comparação (Figura 2.1), que possui o percentual de remuneração do capital acima de 50%, apesar da sua queda na participação estava 10,2 pontos percentuais acima da média nacional em 2013, os demais componentes do PIB Remuneração dos trabalhadores (39,2%) e os Impostos sobre a produção (9,7%) apresentaram percentuais abaixo aos da Região Norte e do Brasil. Em valores, a preços de mercado corrente, isso significa que os trabalhadores ficaram com R$ 47,436 bilhões; o capital (empresas e autônomos), R$ 61,775 bilhões; e o estado (impostos), R$ 11,735 bilhões. A divulgação recente do PIB – Ótica da Renda permite novas análises e perspectivas do indicador, visto que a composição do mesmo, entre os agentes da economia, compreende suas respectivas rendas e demonstra que, no estado do Pará, as empresas detiveram maior participação da renda frente aos trabalhadores, além da menor parcela destinada ao estado via impostos, em comparação ao Brasil e Região Norte.

Produto Interno Bruto Per capita

O PIB per capita reflete a dinâmica econômica e demográfica da localidade e é calculado pelo rateio do PIB pela população residente, e ao ser deflacionado2, permite o cálculo do crescimento real do indicador, que em 2013 foi de 0,49%, acima da média nacional (-0,62%) e da Região Norte (-1,00%). Exceto em 2011, o crescimento real do PIB per capita estadual superou as demais localidades (Figura 2.2).

2 Deflator do PIB é a variação média dos preços do período em relação à média dos preços doperíodo anterior. O Indicador deflacionado está medido a preços do ano anterior, ou seja, sem o efeito inflacionário do PIB.

0%

50%

100%

2010 2011 2012 2013 2010 2011 2012 2013 2010 2011 2012 2013

PARÁ NORTE BRASIL

9,5 9,0 9,9 9,7 12,6 12,0 12,6 12,4 16,1 16,1 16,0 15,7

37,3 37,0 39,2 39,2 41,2 41,4 42,8 42,8 41,6 42,2 42,8 43,4

53,1 54,0 51,0 51,1 46,2 46,5 44,6 44,8 42,2 41,7 41,1 40,9

Impostos sobre a produção Remuneração dos Trabalhadores Excedente Op. Bruto e Rend. Misto Bruto

2

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Figura 2.2 – Evolução do crescimento real do PIB per capita, Estado do Pará, Região Norte e Brasil, 2011-2013 (%)

Fonte: FAPESPA e IBGE, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

Em 2013, o PIB per capita constante (deflacionado a preços

do ano anterior) do estado do Pará foi de R$ 13.775, equivalente a 87,7% do PIB per capita constante da região Norte e a 55,9% do Brasil, uma evolução quando comparados aos 81,8% e 53,5%, respectivamente, de 2011 (Figura 2.3).

Figura 2.3 - PIB per capita deflacionado a preços do ano anterior, Brasil, Região Norte e Estado do Pará, 2009-2013 (R$)

Fonte: FAPESPA e IBGE, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

Em termos de valor a preços de mercado corrente de 2013, o

PIB per capita do Pará foi de R$ 15.176, equivalente a 88,2% do indicador da Região Norte (R$ 17.213) e 57,4% do PIB per capita do Brasil (R$ 26.446).

A observação do PIB per capita das Regiões de Integração (RI) possibilita a análise da distribuição da renda pela população do estado, das quais Carajás, Guajará e Lago de Tucuruí apresentaram valor acima da média estadual em 2013 (Tabela 2.1).

Em 2013, essas três RIs somaram 57,7% do PIB estadual; em 2010 era 60,2%. Apesar da leve desconcentração apresentada, as regiões geraram 77% do Valor Adicionado (VA) estadual da indústria, (54,1% gerados na RI Carajás) e 56,3% do VA dos serviços (39% gerados na RI Guajará).

-

5.000

10.000

15.000

20.000

25.000

2011 2012 2013

11.220 13.107 13.775 13.714

15.281 15.699

20.989 22.983

24.627

Pará Norte Brasil

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Tabela 2.1 – PIB per capita, a Preços de Mercado Corrente, segundo Regiões de Integração, Estado do Pará, 2009-2013

Pará / Regiões de Integração PIB per capita (R$)

2010 2011 2012 2013 Pará 10.876 12.842 13.708 15.176 Carajás 37.728 49.742 45.969 49.473 Guajará 11.763 13.311 15.389 15.837 Lago de Tucuruí 11.925 12.732 13.015 15.279 Xingu 6.182 8.488 11.582 14.965 Baixo Amazonas 9.663 10.010 10.847 12.794 Araguaia 8.551 10.015 11.623 12.348 Rio Capim 7.827 9.236 9.807 11.308 Tocantins 7.923 8.785 8.567 10.548 Guamá 6.233 7.065 8.417 9.704 Tapajós 7.792 7.870 8.521 9.702 Rio Caeté 4.688 5.423 6.356 7.638 Marajó 3.825 4.410 5.079 5.772

Fonte: FAPESPA e IBGE, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

As RIs com PIB per capita abaixo da média possuíam uma

participação da Administração Pública acima de 20%, retratando a dependência dessas regiões do estado em suas três esferas. As maiores participações da Administração Pública no VA das RIs do Marajó, Rio Caeté, Tapajós e Guamá foram 47,7% e 35,1%, 30% e 28,5%, respectivamente, em 2013, e foram elas também as que tiveram os menores PIB per capita entre as regiões.

A Figura 2.3 ilustra a espacialização do PIB per capita para os anos de 2012 e 2013, na qual três RI apresentaram crescimento no valor do PIB per capita, suficiente para alterar sua faixa do indicador: Xingu, Lago de Tucuruí e Rio Capim. As demais regiões não mudaram de faixa, em relação a 2012.

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Figura 2.3 - PIB Per Capita por Região de Integração do Estado do Pará, 2012-2013

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Índice de Concentração- Coeficiente de Gini O índice de Gini é uma medida do grau de concentração, a

partir de um valor que varia de zero (perfeita igualdade) a um (desigualdade máxima). A presente análise utiliza o Coeficiente de Gini3, calculado com base no PIB municipal, cujas variações analisadas são as do período 2010-2013 (tabela 2.2).

Tabela 2.2 – Coeficiente de Gini do PIB para o Estado do Pará e

Regiões de Integração, 2010-2013

Pará / Regiões de Integração Coeficiente de Gini 2010 2011 2012 2013

Pará 0,742 0,751 0,739 0,738 Carajás 0,818 0,827 0,814 0,807 Guajará 0,675 0,675 0,670 0,668 Guamá 0,597 0,591 0,612 0,591 Xingu 0,428 0,473 0,550 0,563 Lago de Tucuruí 0,574 0,559 0,530 0,549 Baixo Amazonas 0,564 0,586 0,576 0,542 Rio Caeté 0,526 0,527 0,536 0,521 Tapajós 0,485 0,498 0,477 0,465 Rio Capim 0,448 0,475 0,472 0,451 Tocantins 0,497 0,486 0,417 0,416 Araguaia 0,391 0,387 0,406 0,398 Marajó 0,313 0,309 0,312 0,304

Fonte: FAPESPA/IBGE, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

3 O Coeficiente de GINI do PIB é calculado a partir do PIB Municipal, ou seja, a concentração/desconcentração constada se refere à distribuição do indicador entre os municípios. Quanto maior a participação de poucos municípios, mais o índice se aproximará de 1.

O crescimento real do PIB foi de 4,32%, 3,44% e 2,77%, dos anos de 2011, 2012 e 2013, respectivamente, o que caracteriza desaceleração econômica; o coeficiente de Gini do estado, por sua vez, apresentou leve desconcentração, pois passou de 0,751, em 2011, para 0,738, em 2013.

A economia paraense possui suas atividades do Setor industrial concentradas no território; estas tiveram desempenho abaixo das demais atividades dos setores Agropecuário e de Serviços, que estão mais dispersas entre os municípios. Este pode ser um dos fatores da diminuição do coeficiente de GINI entre 2011 e 2013.

Os maiores índices de desigualdades em 2013 foram observados nas regiões de Carajás (0,807), Metropolitana (0,668), Guamá (0,591) e Xingu (0,563); isso significa que a distribuição do PIB entre os municípios que compõem essas RIs foi mais desigual do que, por exemplo, nas regiões do Marajó (0,304), Araguaia (0,398) e Tocantins (0,416). Pode-se inferir que a estrutura e a organização das relações de produção das regiões de Carajás, Metropolitana e Guamá foram mais concentradoras do que as que ocorrem no Marajó, Araguaia e Tocantins.

Na série em análise, o coeficiente de Gini do PIB municipal do estado do Pará e das RIs Metropolitana e Tocantins praticamente não se alteraram. Entre 2013 e 2012, foi identificado aumento na concentração nas RIs Lago de Tucuruí e Xingu, e, para as demais regiões, queda da concentração, sendo a RI Baixo Amazonas que registrou a maior, com 0,03 ponto percentual.

Na estratificação ilustrada na Figura 2.4, o coeficiente de Gini das Regiões de Integração, se manteve nas mesmas faixas no período de 2012 a 2013, com exceção da Região do Guamá que apresentou alteração para faixa de menor valor do coeficiente.

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Figura 2.4 - Coeficiente de Gini, por Região de Integração do estado do Pará, 2012-2013

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População Abaixo da linha da Pobreza A definição de população abaixo da linha de pobreza,

utilizada neste diagnóstico, refere-se a pessoas que vivem em domicílios cuja renda domiciliar per capita é inferior a ½ salário mínimo (equivalente a R$220,44)4. O recorte é baseado na idéia de pobreza absoluta, na qual é fixado um nível mínimo ou suficiente para atender às necessidades básicas de uma população. Deste modo, todas as pessoas que apresentam padrões abaixo desse nível mínimo, se encontram em situação de pobreza5.

Neste documento, o indicador está apresentado para o Brasil, Região Norte, Pará e Região Metropolitana de Belém (RMB), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD), divulgada pelo IBGE, nos anos que não são realizados os censos demográficos, disponíveis para o período de 2008-2009 e 2011-2014, resultados que podem ser visualizados na Tabela 2.3.

Considerando-se a parcela da população abaixo da linha de pobreza ao longo dos sete anos em análise, houve redução em todas as unidades geográficas; em 2008, no Brasil, por exemplo, esta parcela correspondia a 38.454 mil, decrescendo 39% e passando para um quantitativo de 23.358 mil em 2014. A RMB apresentou a segunda maior variação (33%), passando de 400 mil pessoas, em 2008, para o quantitativo de 267 mil pessoas em 2014. O Pará apresentou a menor variação (20%) entre os observados, passando de 2.300 mil pessoas, em 2008, para 1.843mil em 2014.

4Pessoas que convivem em domicílios com renda mensal inferior a ½ salário mínimo per capita de 2004 a preços de 2014. 5A população classificada como abaixo da linha da pobreza torna-se público alvo de políticas de Assistência Social. A Lei Orgânica de Assistência Social – LOAS ressalta em seu Art 1º que “a Assistência Social, direito do cidadão e dever do estado, é Política de Seguridade Social não-contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir as necessidades básicas”.

Analisando a Tabela 2.3, que apresenta o número de pessoas abaixo da linha da pobreza, constata-se que, no Pará, a população que se encontrava nessa situação em 2013 representava 25% do total do estado, somando 2.026 mil pessoas. Em 2014, este número diminuiu para 1.843 mil pessoas, correspondendo a um percentual de 23%. Também apresentaram reduções na proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza, de 2013 para 2014, o Brasil (de 13,32% para 11,5%) e a Região Norte (23,36% para 19,88%). A RMB passou de 312 mil pessoas, em 2013, para 267 mil, em 2014, saindo de 14,29% para 12,15%, com redução de 2,14 pontos percentuais. Vale ressaltar que o indicador da RMB se manteve próximo à média brasileira e bem abaixo da média estadual e da Região Norte.

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Tabela 2.3 – Número de Pessoas Abaixo da Linha de Pobreza (em 1.000 pessoas) para o Brasil, Região Norte, Estado do Pará e Região Metropolitana de Belém, 2008-2014

Itens Geográficos Indicador 2008 2009 2011 2012 2013 2014

BRASIL Pop 189.951 191.796 195.243 199.689 201.467 203.191

Pop Pobre 38.454 36.928 31.769 27.031 26.828 23.358 % Pobres 20,20 19,30 16,30 13,70 13,32 11,50

REGIÃO NORTE Pop 15.750 15.555 16.499 16.730 17.040 17.285

Pop Pobre 4.608 4.462 4.527 3.981 3.980 3.437 % Pobres 29,30 28,70 27,40 23,80 23,36 19,88

PARÁ Pop 7.527 7.479 7.878 7.987 7.990 8.093

Pop Pobre 2.300 2.415 2.423 2.041 2.026 1.843 % Pobres 30,60 32,30 30,80 25,60 25,36 22,77

RM BELÉM Pop 2.033 2.117 2.158 2.179 2.180 2.198

Pop Pobre 400 444 344 306 312 267

% Pobres 19,70 21,00 15,90 14,00 14,29 12,15 Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração e Cálculo: FAPESPA, 2016.

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A proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza apresentou decréscimo significativo ao longo de sete anos em todas as unidades geográficas. De 2008 para 2014, tanto o Pará quanto a RMB reduziram, sequencialmente, 7,8 e 7,6 pontos percentuais no indicador, diminuindo o quantitativo de pessoas abaixo da linha da pobreza em cerca de 184 mil pessoas no estado e 45 mil na RMB.(Figura 2.5)

Figura 2.5 – Proporção de pessoas abaixo da linha da pobreza

no Brasil, Região Norte, Estado do Pará e RMB, 2008-2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016 Quando o recorte da pobreza é feito por sexo, como aponta a

Figura 2.6, observa-se que mais de 50% da população naquela condição é de mulheres, tendência que prevalece para todas as desagregações, tanto em 2013 quanto em 2014, sendo mais expressivo na RMB. Apesar da redução de 1,7 p.p na RMB, esta desagregação continuou concentrando o maior percentual de mulheres entre a população abaixo da linha da pobreza, passando de 55,4% em 2013 para 53,7% em 2014. Por outro lado, no Pará, houve um aumento no percentual no mesmo período de 50,4% para 50,6%.

Figura 2.6 – Proporção (%) de pessoas abaixo da linha da pobreza por sexo,no Brasil, Região Norte, Estado do Pará e RMB, 2013/2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

Entre 2013 para 2014, houve redução do sexo masculino na

proporção de pessoas pobres, em todas as unidades geográficas, exceto na RMB, que passou de 44,6% em 2013 para 46,3% em 2014. No Pará, essa taxa reduziu de 49,6% em 2013, para 49,4% em 2014. (Figura 2.6).

Em 2014, segundo dados PNAD, mais da metade da população brasileira (54%) se declarava da cor/raça preta ou parda em 2014. No estado do Pará, este percentual é de 78,6%%, enquanto que RMB é de 72,7%. Quando se verifica a proporção de pessoas abaixo da linha da pobreza por raça/cor, nota-se que mais de 70% da população que vive naquela condição, tanto no Brasil quanto na RMB, é da cor/raça preta ou parda, ao passo que no Pará e Região Norte, esse percentual é de mais de 80%. Entretanto, o estado do Pará foi o único que apresentou uma redução de 83,8% para 82,4% de 2013 para 2014, de acordo com a Figura 2.7.

20,219,3 16,3 13,7

13,3 11,5

29,3 28,7 27,423,8 23,4

19,9

30,6 32,3 30,825,6 25,4

22,819,7 21,015,9

14,014,3 12,1

5

15

25

35

2008 2009 2011 2012 2013 2014

% P

obre

s

Brasil Região NorteBR 2013 BR 2014 RN 2013 RN 2014 PA 2013 PA 2014 RMB

2013RMB2014

48,2 47,6 49,1 48,8 49,6 49,4 44,6 46,3

51,8 52,4 50,9 51,2 50,4 50,6 55,4 53,7

Masculino Feminino

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Figura 2.7 – Proporção (%) de pessoas abaixo da linha da pobreza por raça/cor, no Brasil, Região Norte, Estado do Pará e RMB, 2013/2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

De outro lado, a parcela da população abaixo da linha de

pobreza por raça/cor branca apresentou redução em todas as desagregações, exceto para o estado do Pará, que apresentou aumento de 13,7% em 2013, para 14,3% em 2014. A RMB, por outro lado, reduziu 0,2 pontos percentuais de 21,4%, em 2013, para 21,2%, em 2014.

Considerando a proporção de pessoas abaixo da linha da pobreza, segundo a situação domiciliar, verifica-se a predominância na área urbana em todas as divisões geográficas. Vale destacar que, no ano de 2013, 50,5% da população paraense que se encontrava naquela condição de pobreza estava na área rural. Em 2014, houve uma inversão neste cenário, pois a área urbana passou a ter 50,7 %, em relação à área rural. Tanto em 2013 quanto em 2014, do total da população abaixo da linha da pobreza na RMB, mais de 90% estava

concentrada na área urbana. Apesar disso, em 2014, houve uma diminuição de 1,8 p.p na área urbana, com consequente crescimento desse mesmo valor na área rural, conforme aponta o Gráfico 2.8.

Figura 2.8 – Proporção (%) de pessoas abaixo da linha da pobreza por situação domiciliar, no Brasil, Região Norte, Estado do Pará e RMB,

2013/2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

Em 2015, algumas políticas foram direcionadas para a

assistência de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, entre elas, as ações da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), como por exemplo, o apoio ao desenvolvimento da gestão de programas, projeto e benefícios de proteção a grupos socialmente vulneráveis, com recursos de R$ 2,4 milhões destinados ao monitoramento, assessoramento e vigilância socioassistencial em todos os municípios do Pará (SEPLAN, 2016).

BR 2013 BR 2014 RN 2013 RN 2014 PA 2013 PA 2014 RMB2013

RMB2014

27,0 25,7 14,5 14,3 13,7 14,3 21,4 21,2

71,9 73,1 81,6 81,8 83,8 82,4 78,6 78,8

1,1 1,2 3,9 4,0 2,5 3,3 0,0 0,0

Branca Preto e Pardo Outros

BR 2013 BR 2014 RN 2013 RN 2014 PA 2013 PA 2014 RMB2013

RMB2014

63,7 63,0 56,3 56,6 49,5 50,7 94,6 92,8

36,3 37,0 43,7 43,4 50,5 49,3

5,4 7,2 Urbano Rural

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Outros programas foram desenvolvidos pelo Governo do Pará, visando o aumento e a desconcentração de renda, quer seja no sentido individual, quer seja no âmbito regional. Dessa forma, fomentou-se a geração de trabalho, qualificação profissional, incentivos produtivos, entre outras ações que viessem contribuir com a verticalização da produção e apoio às cadeias produtivas mais distributivas. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater/PA), por exemplo, direcionou suas ações para as doze Regiões de Integração do estado, incentivando 113.431 famílias a aumentarem a competitividade da agricultura familiar no mercado regional e nacional. Além disso, por meio de diferentes programas, a Emater também auxiliou na aprovação e contratação de créditos produtivos da ordem de R$ 67,9 milhões (SEPLAN, 2016). Outros segmentos produtivos também foram estimulados, a exemplo dos setores agropecuários, com destaque para a produção do cacau e do açaí, por meio do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado do Pará (Funcacau) e do Programa Estadual de Qualidade do Açaí. A pecuária também apresentou crescimento no rebanho e introdução de novos sistemas de produção. Este setor encontra-se presente em todos os municípios paraenses, sendo a atividade econômica dominante em 53 deles. O Governo do Estado também tem procurado incentivar o setor pesqueiro, visando à geração de renda, emprego e segurança alimentar nas diferentes RIs (SEPLAN, 2016).

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Desemprego

Percentual médio de população economicamente ativa desempregada

O Desemprego é um dos mais preponderantes fatores para a

exclusão social, pois a partir do trabalho são produzidos os bens necessários à subsistência humana, bem com o acesso à educação, ao lazer, aos esportes, entre outros. A ausência de emprego incorre em um processo de marginalização social, que desponta na violência como seu sintoma máximo.

Dessa forma, o monitoramento desse indicador é uma importante contribuição na formulação e execução de políticas públicas de inclusão social, por meio da geração de trabalho e renda, sinalizando áreas e recortes populacionais prioritários para se promover políticas públicas de incentivo às atividades produtivas, melhoria na educação, qualificação profissional, entre outras.

Considerando que não há nenhuma pesquisa que disponibilize a variável Desemprego de forma desagregada para o estado do Pará, conforme almeja a Lei nº 6.836/2006 que instituiu esse Mapa de Exclusão Social, neste estudo foi utilizada a variável Desocupação disponível na PNAD/IBGE, sendo uma parte da População Economicamente Ativa6 (PEA) que se encontrava desocupada e quando expressa em percentual é denominada de Taxa de Desocupação.

6Consiste na população ocupada e a população desocupada, sendo a população desocupada o grupo de pessoas que não tinham trabalho, num determinado período de referência, mas estavam dispostas a trabalhar, e que, para isso, tomaram alguma providência efetiva na semana de referência da pesquisa.

A Taxa de Desocupação no estado do Pará aumentou em 0,1 p.p, passando de 7,2%, em 2013, para 7,3%, em 2014. Apesar de este incremento ser relativamente baixo, segue a tendência nacional (aumento de 0,4 p.p). Não obstante, na Região Metropolitana de Belém (RMB) houve melhora no nível de desemprego, evidenciado pela redução da taxa de 12,3% para 11,1%, entre estes anos. No mesmo período, houve crescimento da PEA e da População Ocupada (POC) em todas as unidades geográficas - com destaque para RMB, cuja PEA e a POC cresceram 4,8% e 6,5%, respectivamente (Tabela 3.1).

3

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Tabela 3.1 – Percentual da População Economicamente Ativa desocupada (Taxa de Desocupação) no Brasil, Região Norte, Estado do Pará e Região Metropolitana de Belém, 2011-2014

Indicadores

2011 2012 2013 2014

BR RN PA RMB BR RN PA RMB BR RN PA RMB BR RN PA RMB

PEA* 101.586 7.955 3.752 1.062 102.463 8.106 3.799 1.072 103.401 8.104 3.798 1.031 106.824 8.466 3.885 1.080

POC* 94.763 7.409 3.484 946 96.100 7.600 3.579 960 96.659 7.513 3.523 902 99.448 7.848 3.602 961

Pop Desocupada* 6.822 546 269 117 6.363 506 220 111 6.742 591 275 129 7.377 618 283 120

Tx Desocupação (%) 6,7 6,9 7,2 10,8 6,2 6,2 5,8 10,3 6,5 7,3 7,2 12,3 6,9 7,3 7,3 11,1 Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016. (*) em 1.000 pessoas.

Na Figura 3.1, observa-se que, em ambos os anos, a

áreaurbana apresenta maiores taxas de desocupação em relação à área rural, em todos os espaços geográficos, exceto RMB, que possui as maiores taxas na área rural. Na área urbana, o Brasil demarcou as menores taxas de desocupação, seguido da Região Norte e do estado do Pará. A RMB, apesar de ser o único item geográfico que sofreu redução de 1,6 pontos percentuais, apresentou as maiores taxas.

Tanto em 2013 quanto 2014, a Região Norte foi quem apresentou a menor taxa de desocupação na área rural, seguida do estado do Pará. A RMB foi quem apresentou a maior taxa de desocupação, em ambos os anos, e também foi o único espaço geográfico que apresentou acréscimo (1,9 p.p), mesmo com sua população concentrada nas áreas urbanas.

Figura 3.1 - Taxa de Desocupação, por situação do domicílio, no

Brasil, Região Norte, Estado do Pará e RMB, 2013/2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

BR 2013 BR 2014 RN 2013 RN 2014 PA 2013 PA 2014 RMB2013

RMB2014

7,1 7,69,0 9,0 9,3 9,4

12,611,0

3,1 3,02,5 2,3 2,9 2,4

13,215,1

Urbano Rural

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Comparando as taxas de desocupação entre sexo nos dois períodos em análise, no Brasil, Região Norte, Pará e RMB, apresentadas na Figura 3.2, as taxas femininas foram quase o dobro das taxas masculinas, tendo reduzido essa diferença de 2013 para 2014, com exceção do Brasil, que apresentou um pequeno acréscimo na desigualdade.

No estado do Pará, em 2014, a taxa de desocupação foi de 10,5% para as mulheres e de 5,2% para os homens, sinalizando que o mercado de trabalho paraense demanda mais por mão de obra masculina, comportamento influenciado principalmente pelo ramo de atividade da Construção, tradicionalmente empregadora de homens, atividade Agrícola e de Transportes, Armazenagem e Comunicação.

Figura 3.2 - Taxa de Desocupação por sexo, no Brasil,

Região Norte, Estado do Pará e RMB, 2013/2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

As maiores taxas de desocupação, para os dois sexos,

ocorreram na RMB, dentre as regiões observadas, onde a taxa de desocupação apresentada entre os homens foi de 8,7%, em 2013,

para 8,3%, em 2014, e a taxa para as mulheres, de 17,2% no primeiro ano, para 14,5% no ano seguinte.

Na análise deste indicador por raça/cor, conforme se observa na Figura 3.3 no Brasil, Região Norte, Pará e RMB, no período em análise, as taxas de desocupação foram superiores para a população da raça/cor preta ou parda. De 2013 para 2014, a taxa de desocupação obteve crescimento em ambas as raças/cor, em todos os níveis geográficos, exceto para o Pará e Brasil, que apresentaram reduções.

A análise deste indicador por raça/cor demonstra um nível de desemprego maior entre pretos e pardos, do que entre brancos, em todos os recortes geográficos. De forma geral, a taxa de desocupação cresceu entre 2013 e 2014, tanto para brancos quanto para pretos e pardos, com exceção das pessoas brancas no estado do Pará, que apresentaram redução na sua taxa de desocupação em 0,3 p.p (7,1% para 6,8%) e na RMB, cuja taxa de desocupação, em 2014, entre brancos, foi de 9,4% (redução de 1,5 p.p em relação a 2013) e entre pretos e pardos, foi de 11,6% (redução de 1,3 p.p).

BR 2013 BR 2014 RN 2013 RN 2014 PA 2013 PA 2014 RMB2013

RMB2014

5,0 5,4 4,9 5,0 4,6 5,2

8,7 8,38,5 8,910,8 10,6 11,3 10,5

17,214,5

Masculino Feminino

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Figura 3.3 - Taxa de Desocupação por raça/cor, no Brasil, Região Norte, Estado do Pará e RMB, 2013/2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

Em 2013, a menor taxa de desocupação para a raça/cor

branca ocorreu na média brasileira (10,9%) e a maior, na RMB (5,4%). Quanto à raça/cor preta ou parda, a maior taxa ocorreu na RMB (12,9%) e a menor foi no estado do Pará (7,3%), de acordo com a Figura 3.3.

No Pará, a taxa de desocupação da raça/cor branca apresentou acréscimo de 1,1 p.p. de 2012 para 2013 e entre os pretos e pardos, o aumento observado foi de 1,6 p.p., no período, acentuando a desigualdade entre os dois grupos raciais, comportamento seguido pelo Brasil, Região Norte e RMB.

As ações do governo do estado, visando à geração de emprego e de renda, contaram com uma execução financeira de R$ 4,2 milhões no ano de 2015 e focaram, entre outras demandas, a qualificação profissional a partir de oferta de cursos e seminários de identificação de demandas por essa qualificação. Também houve a intermediação de mão de obra de trabalhadores cadastrados no

Sistema Nacional de Emprego (SINE), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e as prefeituras de 28 municípios do Pará (SEPLAN, 2016).

A Casa do Trabalhador operacionalizou o Seguro Desemprego, atendendo 81.672 trabalhadores com atividades de cadastramento, intermediação e qualificação profissional, em 33 municípios do estado. Além disso, o Seguro Defeso atendeu 31.792 pescadores de 22 municípios. O apoio à produção e à comercialização do artesanato estimulou a participação de 2.649 artesãos em feiras regionais, estaduais e nacionais em 2015, comercializando um total de 65.565 peças, com faturamento de R$ 612 mil (SEPLAN, 2016).

Todas as ações voltadas para esse campo então em consonância com a diretriz do governo do estado de consolidar o desenvolvimento sustentável, de valorizar, expandir e diversificar a base econômica e o aumento da produção. Desta forma, a política de trabalho, empregoe renda pretende combater a pobreza e a exclusão social, por meio das ações citadas (SEPLAN, 2016).

BR 2013 BR 2014 RN 2013 RN 2014 PA 2013 PA 2014 RMB2013

RMB2014

5,4 5,9 6,7 6,7 7,1 6,8

10,9 9,4

7,5 7,8 7,5 7,5 7,3 7,5

12,9 11,6

Brancos Pretos e pardos

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Educação

Média entre a taxa de alfabetização de adultos e a taxa Combinada de matrícula no ensino fundamental, médio e

superior.

O diagnóstico da área de educação dentro do Mapa de Exclusão social do Pará, em conformidade com a Lei Nº 6.836/2006 que o instituiu, é realizado por meio de uma combinação da taxa de alfabetização de adultos e a taxa combinada de matrícula nos níveis de ensino fundamental, médio e superior. Esse indicador compunha a antiga metodologia do IDHM na dimensão Educação.

A Média entre a taxa de alfabetização e a taxa de matrícula, combinada para os itens geográficos, é ilustrada na Tabela 4.1. Para o Brasil e Região Norte, houve um aumento de 0,01 ponto percentual em suas taxas, entre os anos de 2013 e 2014; o estado do Pará apresentou um aumento de 0,02 p.p. de 2013(1,03) para 2014(1,05), enquanto a RMB apresentou decréscimo de 0,01 p.p. nesse mesmo período. É importante ressaltar que, ao longo dos quatro anos analisados, a RMB possui maiores evoluções neste indicador, demarcando um aumento de 0,07 ponto percentual.

Os itens geográficos Brasil, Região Norte e Pará apresentaram diminuição em suas taxas combinadas de Matrícula, considerando os anos de 2013 e 2014. Nesse mesmo período, o estado do Pará sofreu maior decréscimo neste indicador, que era de 87,08 e foi para 85,75. Por outro lado, a RMB, que vinha sofrendo reduções ao longo dos anos de 2011 para 2013, foi o único item geográfico que demarcou uma evolução de 0,95 p.p., apresentando uma taxa de 89,68 (Tabela 4.1)

Em relação à Taxa de Alfabetização com 15 anos ou mais, de 2013 para 2014, Brasil, Região Norte e Pará apresentaram um

aumento de 0,25p.p, 0.55p.p e 0.08p.p, respectivamente. Apesar do estado do Pará ter alcançado uma pequena evolução nesse indicador, possui a menor taxa em comparação ao Brasil (91,73%), Região Norte (90,03%) e RMB (96,54%). A RMB obteve uma ínfima redução de 0,04p.p nesse indicador, entretanto, continua tendo a melhor taxa ao longo dos quatro anos em análise.

Observa-se incremento na taxa de alfabetização, para a média estadual, e um recuo na taxa combinada de matrícula, o que pode destacar um dos principais problemas da área educacional a ser enfrentado pelo estado do Pará, que é a distorção série idade, cuja solução é a intensificação de políticas de aceleração escolar e de redução da evasão escolar.

Os aumentos da Taxa de Alfabetizaçãoestão relacionados à integração dos municípios em iniciativas governamentais, como o Programa Brasil Alfabetizado (MOVA Pará), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), no qual foram aplicados recursos do Estado e do Fundo Nacional De Desenvolvimento da Educação (FNDE), em ações voltadas para a superação do analfabetismo.

Essas ações atenderam mais de 14 mil alunos em 47 municípios das regiões de integração; Guamá (11), Tocantins (7), Marajó (9), Baixo Amazonas (5), Rio Capim (5), Rio Caeté (9) e Guajará (1).

Outras ações voltadas para a alfabetização de jovens e adultos foram desenvolvidas em 71 municípios das seguintes RI: Araguaia (1), Baixo Amazonas (8), Carajás (2), Guajará (5), Guamá (12), Lago de Tucuruí (2), Marajó (12), Rio Caeté (8), Rio Capim (11), Tocantins (10) e Xingu (1), de acordo com Mensagem do Governador (SEPLAN, 2016).

4

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Tabela 4.1 – Taxa de Alfabetização da população de 15 anos ou mais,

Matrícula combinada e Média entre as taxas para o Brasil, Região Norte, Estado do Pará e Região Metropolitana de Belém, 2011-2014

Itens Geográficos Ano

Taxa de alfabetização (15 anos ou

mais)

Matrícula combinada

Média entre a taxa de alfabetização e taxa de matrícula

combinada

Brasil

2011 91,42 87,58 1,04 2012 91,34 86,51 1,06 2013 91,48 86,82 1,05 2014 91,73 86,46 1,06

Região Norte

2011 89,82 89,68 1,00 2012 90,04 88,52 1,02 2013 90,48 88,12 1,03 2014 91,03 87,64 1,04

Pará 2011 89,39 87,74 1,02 2012 89,49 87,84 1,02 2013 89,95 87,08 1,03

2014 90,03 85,75 1,05

RMB 2011 96,75 95,38 1,01 2012 97,08 94,65 1,03 2013 96,58 88,73 1,09

2014 96,54 89,68 1,08 Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

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A Taxa de Alfabetização por sexo, ilustrada na Figura 4.1, comporta-se de forma distintaem quase todos os espaços geográficos e permite inferir que a mulher possui a maior taxa em todos os anos analisados, exceto a RMB, que, tanto em 2013 quanto em 2014, obteve taxa masculina superior à feminina.

Quanto à evolução da taxa de analfabetismo, entre os anos, ambos os sexos apresentaram crescimento para o Brasil e Região Norte, a exceção foi para o Pará, que obteve redução de 0,13 p.p. para o sexo masculino, e para a RMB, que também registrou decréscimo de 0,24 p.p dessa taxa para o feminino. Apesar da redução na taxa de alfabetização para o sexo feminino na RMB, foi o item geográfico que apresentou os melhores indicadores para todos os sexos, tanto em 2013 quanto em 2014. As menores taxas de analfabetismo foram observadas no estado do Pará, em todos os anos pesquisados (Figura 4.1).

Figura 4.1 - Taxa de Alfabetização(%), por sexo para o Brasil, Região Norte, Estado do Pará e Região Metropolitana de Belém – 2013-2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016 Elaboração: FAPESPA, 2016

Concernente à Taxa de Alfabetização por situação do domicílio, apresentada na Figura 4.2, nota-se que a área urbana possui as maiores taxas em todos os espaços geográficos, e se destaca a RMB, que obteve os maiores indicadores em ambos os anos. Observa-se uma expressiva redução na diferença deste indicador, entre urbano e rural, sendo que a RMB obteve a menor diferença, que foi de 2,83 p. p. em 2014, que era de 11,17 p.p. em 2013. O maior nível de desigualdade entre a área urbana e rural foi visualizada para o Brasil Urbano e o Brasil Rural, sendo mais de 14 pontos percentuais em 2013 e mais de 13 pontos percentuais em 2014.

O analfabetismo continuou mais alto na área rural para todos os espaços geográficos. A RMB, que demarcou maior taxa de alfabetização em ambos os anos, obteve uma evolução de 8,09 p.p., de 2013(85,71) para 2014(93,80), na área rural.

Figura 4.2 - Taxa de Alfabetização (%) por situação do domicílio para

o Brasil, Região Norte, Estado do Pará e Região Metropolitana de Belém, 2013-2014

Fonte: IBGE/PNAD, 2016 Elaboração: FAPESPA, 2016

BR 2013 BR 2014 RN 2013 RN 2014 PA 2013 PA 2014 RMB2013

RMB2014

91,18 91,37 89,80 90,32 89,14 89,01 96,70 96,92

91,76 92,06 91,15 91,72 90,75 91,03 96,47 96,23

Masculino Feminino

BR 2013 BR 2014 RN 2013 RN 2014 PA 2013 PA 2014 RMB2013

RMB2014

93,56 93,70 92,94 93,15 92,70 92,39 96,88 96,63

79,25 79,88 82,66 83,85 83,24 83,99 85,71 93,80

Urbano Rural

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A SEDUC, responsável pela gestão do Ensino Fundamental, obteve R$ 989 milhões aplicados no ano de 2015, com atendimento de 216.947 alunos em 46 municípios, de 10 regiões de integração (Araguaia, Baixo Amazonas, Carajás, Guajará, Guamá, Lago de Tucuruí, Marajó, Rio Caeté, Rio Capim e Tocantins) (SEPLAN, 2016).

A rede pública estadual tem como referência o ensino médio, que abrange os 144 municípios do estado. Em 2015, foram atendidos 320.797 alunos na modalidade regular, Sistema Modular de Ensino (SOME) e pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) (SEPLAN, 2016).

A educação também foi contemplada por meio de cursos técnicos de nível médio nas modalidades Ensino Médio Integrado à Educação Profissional e Ensino Médio Integrado à Educação Profissional de Jovens e Adultos (PROEJA) e Subsequentes. Foram totalizados 22.000 alunos atendidos em 18 escolas tecnológicas de 12 municípios do estado integrantes das regiões de integração Guajará, Tocantins, Baixo Amazonas, Rio Capim, Marajó e Guamá (SEPLAN, 2016).

Alguns projetos foram desenvolvidos no estado, em 2015, para garantir uma educação abrangente e de qualidade; é o caso do projeto Escola de Tempo Integral, que atendeu 2.375 alunos em 14 escolas da rede estadual de educação básica; o projeto Aprender Mais, que atendeu 55.911 alunos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, nas Regiões de Integração Araguaia, Baixo Amazonas, Guajará, Guamá, Marajó, Rio Caeté e Rio Capim; o projeto Jovem de Futuro, com 87 escolas beneficiadas; o Programa Ensino Médio Inovador ProEMI(SEPLAN, 2016).

Outros projetos desenvolvidos em parcerias foram contribuintes à educação no estado, como o Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI), do Ministério da Educação, que teve como objetivo principal a reestruturação curricular do Ensino Médio,

visando atividades que envolvessem as dimensões trabalho, ciência, cultura e tecnologia, e que abrangeu 456 escolas do estado; e o projeto Mundiar, implantado em 2014 e tem parceria com a Fundação Roberto Marinho, que visa a redução da defasagem ano-idade, atingindo 20.386 alunos em 94 municípios em 2015 (SEPLAN, 2016).

Para o ensino superior, os recursos foram de R$ 268,1 milhões para programas direcionados à manutenção, melhoria, interiorização e qualidade, bem como para o desenvolvimento da ciência, pesquisa e extensão (SEPLAN, 2016). Quanto aos profissionais da área da educação, nesse ano, ingressaram 2.910 novos trabalhadores, e foram destinados R$ 6,9 milhões para capacitação de 6.794 profissionais, entre gestores, professores e técnicos (SEPLAN, 2016). Com vistas à participação democrática, por meio da transparência e controle social, participaram cerca de 2 mil conselheiros escolares das formações do Programa Estadual de Fortalecimento dos Conselhos Escolares; ação promovida pelo Pacto pela Educação do Pará, por meio de parceria entre a Secretaria de Educação (SEDUC), Secretaria da Fazenda (SEFA), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e Ministério Público do Estado (MPE), no qual participaram cerca de 800 escolas de 18 municípios pilotos do Pacto (Almeirim, Bonito, Canaã dos Carajás, Curralinho, Juruti, Melgaço, Moju, Ourém, Paragominas, Primavera, Salinópolis, Salvaterra, Santa Bárbara do Pará, Santarém, São Miguel do Guamá, Tailândia, Tracuateua e Ulianópolis) (SEPLAN, 2016). Para a avaliação da qualidade da educação básica, o Estado utiliza o Sistema de Avaliação Educacional (Sispae), aplicada, sistematicamente, nas escolas da rede pública de ensino; desde o seu início, em 2014, alcançou 897 escolas da rede estadual dos 144 municípios e as escolas de rede municipal, com adesão de 14 municípios, abrangendo cerca de 811.000 alunos (SEPLAN, 2016).

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Saúde Número de postos de saúde, de leitos hospitalares e de agentes comunitários de saúde, em relação ao número

de habitantes e à mortalidade infantil.

Os Indicadores que compõem a área de Saúde neste Mapa de Exclusão são Postos e Centros de Sáude, expressos a cada dez mil habitantes, Leitos Hospitalares, para cada mil habitantes, Agentes Comunitários de Saúde, para cada mil habitantes, e Taxa de Mortalidade Infantil, estando todos de acordo com a Lei Nº 6.836/2006.

Postos e Centros de Saúde por 10.000 habitantes O quantitativo do número de Centros e Postos de Saúde por

dez mil habitantes, para o estado do Pará e Regiões de Integração, no período de 2009 a 2015, é ilustrado na Tabela 5.1. Nota-se uma série crescente para o Pará no quantitativo de Postos e Centros de Saúde para cada dez mil habitantes ao longo dos sete anos, sendo predominante o mesmo comportamento para as RIs Rio Caeté, Xingu, Rio Capim, Tocantins e Tapajós. Para as demais regiões, o indicador apresentou decréscimos.

Vale destacar que as RIs Guamá, Marajó e Rio Caeté apresentaram as maiores proporções de Postos e Centros de Saúde, relativizados pela população: com 4,18, 3,62 e 3,52 postos, respectivamente, para cada dez mil habitantes. A RI Guajará apresentou a menor taxa de Postos e Centros de Saúde ao longo dos sete anos, reduzindo 0,82 postos em 2015, para 0,83 postos em 2014, comportamento este, podendo ser justificado pelo fato de a capital do estado, Belém, disponibilizar outras formas de acessos a esses serviços públicos de saúde, a exemplo de hospitais especializados e hospitais particulares, conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Tabela 5.1 – Número de centros e postos de saúde, por dez mil habitantes para o Estado do Pará e Regiões de Integração, 2009-2015

Pará/ Regiões de Integração

Postos e Centros de Saúde por 10.000 habitantes

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015* Pará 2,24 2,29 2,33 2,36 2,38 2,44 2,44 Guamá 3,95 3,98 4,05 4,13 4,10 4,28 4,18 Marajó 2,89 3,26 3,49 3,62 3,58 3,65 3,62 Rio Caeté 3,17 3,22 3,31 3,33 3,39 3,48 3,52 Xingu 2,83 2,71 2,73 2,76 3,19 3,26 3,27 Baixo Amazonas 3,28 3,12 3,04 3,10 3,00 3,20 3,12 Lago de Tucuruí 2,46 2,31 2,38 2,39 2,89 2,87 2,82 Rio Capim 2,35 2,36 2,43 2,58 2,60 2,67 2,79 Araguaia 3,07 2,92 2,81 2,80 2,74 2,74 2,73 Tocantins 2,52 2,53 2,63 2,59 2,52 2,55 2,58 Tapajós 1,82 2,53 2,65 2,46 2,47 2,45 2,52 Carajás 2,24 2,11 2,01 2,05 2,00 1,97 1,92 Guajará 0,71 0,77 0,80 0,79 0,78 0,83 0,82 Fonte: DATASUS/IBGE Elaboração: FAPESPA *Nota: No ano de 2015, o mês de referência utilizado foi o de dezembro

Em relação à ilustração espacial apresentada na Figura 5.1,

destaca-se que todas as regiões mantiveram-se nas mesmas faixas de valores do indicador de 2014 para 2015.

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Figura 5.1 - Postos e Centros de Saúde por dez mil hab. segundo Região de Integração do Estado do Pará, 2014/2015

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Leito Hospitalares por 1.000 habitantes Em relação ao indicador de leitos por mil habitantes, no

período analisado, ilustrado na Tabela 5.2, o estado do Pará, em 2015, obteve um decréscimo de 2,08 leitos hospitalares para cada 1.000 habitantes, em relação a 2014 que era 2,18 leitos/mil hab.

Tabela 5.2 – Número de leitos hospitalares1 por mil habitantes para o

Estado do Pará e Regiões de Integração, 2009-2015

Pará/ Regiões de Integração

Leitos por 1.000 habitantes

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015(2)

Pará 2,19 2,19 2,19 2,18 2,16 2,18 2,08 Guajará 3,04 3,17 3,13 3,23 3,25 3,36 3,29 Araguaia 2,62 2,61 2,61 2,53 2,46 2,38 2,31 Tapajós 2,09 2,72 2,70 2,37 2,28 2,27 2,30 Xingu 1,89 2,06 1,93 1,84 1,81 1,89 1,98 Rio Capim 2,26 1,87 2,09 2,03 1,94 2,03 1,93 Rio Caeté 2,58 2,41 2,58 2,51 2,23 2,29 1,82 Baixo Amazonas 1,72 1,72 1,72 1,73 1,79 1,66 1,69 Lago de Tucuruí 2,06 2,07 2,09 2,00 1,84 2,01 1,68 Carajás 1,61 1,76 1,72 1,63 1,62 1,60 1,57 Guamá 1,76 1,68 1,62 1,68 1,91 1,81 1,55 Tocantins 1,40 1,30 1,27 1,23 1,17 1,15 1,13

Marajó 0,88 0,87 1,04 0,96 0,96 0,98 1,00 Fonte: DATASUS/IBGE Elaboração: FAPESPA (1) Leitos Hospitalares somam os leitos de internações e leitos de UTI. (2) No ano de 2015, o mês de referência utilizado foi o de dezembro.

Em 2015, as únicas RIs que demarcaram acréscimos no quantitativo

de leitos hospitalares/mil hab., em relação a 2014, foram: Tapajós, Xingu, Baixo Amazonas e Marajó. As demais RIs apresentaram redução na oferta de leitos; a RI Guajará tem apresentado ao longo dos sete anos o maior contigente de leitos para cada mil habitantes.

A partir da Figura 5.2, é possivel observar que, ao longo dos sete anos, o estado obteve um acréscimo na oferta de 331 novos Postos e Centros de Saúde. De 2014 para 2015, esta oferta aumentou.

O quantitativo de leitos hospitalares no estado vinha apresentando uma taxa de crescimento anual de 1,56%, no período de 2009 a 2014. Em 2015, reduziu a oferta de 550 leitos/mil hab (3,1%) em relação a 2014; esta diminuição, no Pará, distribuiu-se em 16 municípios, cujas maiores reduções na oferta de leitos/mil hab foram Ananindeua, Capanema e São Miguel do Guamá.

Figura 5.2- Número de Postos e Centros de Saúde e Número de Leitos Hospitalares para o Estado do Pará 2009-2015

Fonte: DATASUS Elaboração: FAPESPA

Considerando a espacialização do quantitativo de leitos hospitalares para cada mil habitantes por Região de integração, pode se verificar que, em 2015 com relação a 2014, as RIs Rio Caeté, Guamá e Carajás apresentaram mudanças nas faixas de valores para uma faixa menor do indicador; as demais regiões permaneceram no mesmo intervalo de estratificação, em ambos os anos (Figura 5.3).

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Figura 5.3 – Leitos por mil habitantes por Região de Integração do Estado do Pará, 2014/2015

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Agentes comunitários de Saúde para cada 1.000 habitantes

Esse indicador está relacionado a Estratégia Saúde da Família, de modo que os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) realizam atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde

sob supervisão do gestor local. Os dados apresentados na Tabela 5.3 são provenientes do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde, ambos oriundos do Ministério da Saúde

Tabela 5.3– Agentes comunitários de saúde por 1.000 habitantes para o Estado do Pará e Regiões de Integração, 2009-2015

Pará/Regiãode Integração Agentes comunitários de saúde por 1.000 habitantes

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Pará 1,83 1,81 1,78 1,81 1,80 1,82 1,81 Rio Caeté 2,73 2,65 2,62 2,63 2,62 2,62 2,57 Marajó 2,30 2,15 2,12 2,19 2,05 2,45 2,40 Baixo Amazonas 1,96 1,90 1,98 2,05 2,02 2,33 2,40 Guamá 2,45 2,46 2,43 2,49 2,42 2,41 2,38 Xingu 2,03 2,06 2,21 2,27 2,26 2,32 2,27 Araguaia 2,26 2,25 2,38 2,35 2,27 2,26 2,21 Rio Capim 2,29 2,17 2,10 2,31 2,28 2,15 2,20 Tapajós 1,84 2,41 2,30 2,07 2,00 2,05 1,96 Tocantins 2,16 2,09 1,92 2,06 2,09 2,04 1,90 Lago de Tucuruí 2,24 2,14 1,98 1,97 2,01 1,92 1,85 Carajás 1,81 1,69 1,62 1,47 1,59 1,63 1,62 Guajará 0,90 0,88 0,85 0,83 0,86 0,78 0,81 Fonte: MS-DAB/IBGE Elaboração: FAPESPA

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No Pará, o número de ACS a cada mil habitantes registrou uma ínfima redução de 1,82 para 1,81 entre 2014 e 2015. Considerando as RI, destaca-se que o Baixo Amazonas, Guajará e Rio Capim apresentaram crescimento no número de Agentes Comunitários para cada grupo de mil habitantes, e as demais regiões tiveram diminuição nesse indicador, no período de 2014 a 2015 (Tabela 5.3).

O ritmo de crescimento do número de agentes comunitários é mais intenso que o indicador per capita, no período em análise (Figura 5.4). Também foram observados incrementos no número de equipe de saúde da família no estado, o que garante mais efetividade à Estratégia Saúde da Família, prevista na Política Nacional de Atenção Básica7.

7Regulamentada pela Portaria nº 2488 de 21 de outubro de 2011.

Figura 5.4- Número de Agentes comunitários e Equipes Saúde da Família 2009-2015.

Fonte: MS-DAB/IBGE Elaboração: FAPESPA

A espacialização desse indicador é representada na Figura 5.4, e se observa que as doze Regiões de Integração permaneceram no mesmo intervalo de estratificação, em ambos os anos.

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Figura 5.4 – Agentes Comunitários de Saúde por mil habitantes por Região de Integração do Estado do Pará ,2014/2015

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Taxa de Mortalidade Infantil Os indicadores de saúde quase sempre servem para avaliar as

condições de vida da população; neste sentido, destaca-se a mortalidade infantil como o mais sensível dentre os indicadores já apresentados, e conhecer seu desempenho anual é importante para a formulação de políticas públicas que possibilitem seu controle e redução. Essas estratégias vão desde a assistência adequada à mulher durante a gravidez, atendimento às crianças em condições de risco, acesso a atendimento preventivo, acesso a equipamentos de saúde pública, saneamento, fatores nutricionais e educacionais, e outros.

Em termos de estrutura, a taxa de mortalidade infantil é composta pelo número de óbitos de menores de um ano de idade, relativizados por mil nascidos vivos, na população residente no ano considerado. Este indicador tem como interpretação o risco de morte das crianças em seu primeiro ano de vida, como também condições de desenvolvimento socioeconômico e de infraestrutura, qualidade da saúde materna e infantil, dentre outros.

A taxa da mortalidade infantil, para o Pará e Regiões de Integração, é ilustrada na Tabela 5.4, para o período de 2009 a 2015. É importante destacar que os dados apresentados para 2015 são preliminares e podem, portanto, ser alterados quando os dados definitivos forem disponibilizados.

O Estado do Pará tem apresentado reduções em suas taxas de mortalidade infantil ao longo dos anos; em 2015, reduziu 0,42 p.p. Sete das regiões de Integração obtiveram decréscimos em suas taxas; em relação ao ano anterior, as maiores reduções ocorreram nas RIs Xingu, Guamá, Tapajós e Rio Caeté, que apresentaram 5,8; 3,8; 3,4 e 2,2 óbitos infantis a menos para cada mil nascidos vivos, respectivamente.

As cinco Regiões de Integração que tiveram aumento nas taxas de mortalidade infantil em 2015, em relação a 2014, foram: Marajó, Lago do Tucuruí, Baixo Amazonas, Rio Capim e Carajás,

obtendo 2,8; 1,3; 1,2 e 0,9 óbitos infantis a mais, para cada mil nascidos vivos, respectivamente.

Tabela 5.4 – Taxa de Mortalidade Infantil para o Estado do Pará e

Regiões de Integração 2009/2015 Pará / Regiões de Integração

Taxa de Mortalidade Infantil 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015*

Pará 18,39 18 17,4 17,04 16,42 15,76 15,34 Guamá 16,05 15,53 15,3 15,68 16,89 16,7 12,78 Rio Caeté 18,15 15,05 17,44 15,77 14,33 15,13 12,86 Xingu 20,6 23,37 20,43 19,75 16,99 19,29 13,49 Araguaia 22,12 15,2 16,95 18,62 17,99 15,12 13,61 Carajás 19,46 17,12 15,06 15,71 14,91 13 13,93 Tocantins 16,54 20,38 18,2 17,48 17,04 15,9 15,01 Tapajós 21,13 25,22 19,86 17,94 18,81 18,43 15,03 Lago de Tucuruí 19,62 19,31 16,24 15,39 14,2 14,39 15,74 Guajará 16,15 16,48 17,25 16,4 16,81 15,81 15,75 Rio Capim 19,04 19,67 17,54 15,28 14,54 15,21 16,32 Baixo Amazonas 19,64 18,71 18,04 19,72 17,28 16,36 17,6 Marajó 21,97 18,36 19,05 18,55 17,43 16,04 18,93 Fonte: DATASUS/SESPA Elaboração: FAPESPA/SEPLAN *Resultados preliminares

A partir da Figura 5.5, observa-se, em termos espaciais, o desempenho das RI nos anos de 2014 e 2015, em relação à taxa de mortalidade infantil. Nota-se que as RIs Tapajós, Xingu, Araguaia, Guamá e Rio Caeté reduziram suas taxas e passaram a ocupar faixas de valores menores do indicador. Nas RIs Baixo Amazonas, Marajó, Carajás, Lago do Tucuruí, Rio Capim e Tocantins, seus incrementos provocaram alterações para faixas maiores na taxa de mortalidade infantil.

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Figura 5.5 – Taxa de Mortalidade Infantil por Região de Integração do Estado do Pará – 2014/2015

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Considerando que a saúde é direito de todos e, ao mesmo

tempo, um dever do poder público garanti-la à população, o Governo do Pará investiu R$ 1,84 bilhão nesta área no ano de 2015, equivalente a 13,66% da receita líquida estadual, de acordo com dados divulgados pela SEPLAN (Mensagem do governador, 2016). No que se refere à atenção básica, as ações são voltadas especialmente para a prevenção, com a atuação da Estratégia Saúde da Família e ampliação da vigilância à saúde em parceria com os municípios, que são realizadas através do Programa Atenção Primária de Saúde, que em 2015 recebeu investimento de R$ 27,6 milhões para atender os 144 municípios, valor correspondente a um incremento de 132% com relação ao ano de 2014.

São partes integrantes de atenção primária à saúde as atividades relacionadas à saúde da criança, saúde da mulher, saúde do idoso, saúde bucal e programas especiais para atendimento à tuberculose, hanseníase e diabetes. Destaca-se ainda o Programa Academia de Saúde (Programa do Ministério da Saúde) (SEPLAN, 2016).

A área de Saúde Bucal obteve, no ano de 2015, 33 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), 26 Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD) e 17 Unidades Odontológicas Móveis (UOM). Foram implantadas 745 Equipes de Saúde Bucal (ESB), equivalente a 33% de cobertura populacional (SEPLAN, 2016).

De acordo com os dados do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, o percentual de Agentes Comunitários de Saúde, em 2015, foi de 82,52%, demarcando um aumento de 0,4% com relação o ano anterior. A Estratégia Saúde da Família obteve 53,81% de cobertura populacional até novembro de 2015, valor 3,29% superior ao do ano de 2014. As equipes de atenção básica tiveram 58,10% e 53,70% nesses mesmos anos, sequencialmente. E

o Pará alcançou o número de 100 Núcleos de Apoio à Saúde da Família implantados (SEPLAN, 2016).

Tem-se ainda o Programa Melhor em Casa (atenção domiciliar), que nesse ano foi implantado em 17 municípios das regiões de integração Guajará (Belém e Ananindeua), Guamá (Castanhal e Igarapé-Açu), Rio Caeté (Capanema), Araguaia (Ourilândia do Norte, Xinguara, Santana do Araguaia, Tucumã, Conceição do Araguaia, São Félix do Xingu, Araguaia e Redenção), Rio Capim (Ulianópolis), Lago de Tucuruí (Goianésia do Pará, Jacundá e Tucuruí) e Tocantins (Tailândia) (SEPLAN, 2016).

A Saúde da Mulher é atendida através de serviços de promoção, prevenção e recuperação da saúde, que em 2015 foi estabelecida por ações de assistência ao planejamento reprodutivo, atenção ao climatério, obstétrica e neonatal, atenção a situações de violência doméstica e sexual, prevenção e controle do câncer de colo uterino e de mama, bem como a diminuição dos óbitos maternos, que em 2014 foram 108, enquanto que em 2015 foram registrados 55 óbitos no estado (SEPLAN, 2016).

O Governo do Estado também implementou ações de combate à mortalidade infantil, com a implementação de postos de coleta de leite materno, certificação de 12 salas de apoio à amamentação para mulher trabalhadora nas regiões de saúde Guajará, Caeté e Marajó; do Cuidado Compartilhado no Método Canguru na Atenção Básica em 3 unidades municipais de Saúde na Região Guajará; e, ainda, pela ampliação na coleta de leite materno (SEPLAN, 2016).

Foram investidos, até outubro de 2015, R$ 70 milhões em medicamentos; apoio em 143 municípios na assistência farmacêutica e em 43 municípios na estruturação de Centrais de Abastecimento Farmacêutico, com cofinanciamento em 144 municípios; referente à saúde indígena e populações tradicionais, existe o Projeto Tecendo

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Redes e Formando Jovens Indígenas na Aldeia Cajueiro e TekoHaw, em Paragominas, que certificou 60 jovens indígenas como agentes multiplicadores de ações no combate à AIDS e hepatites virais; através da Caravana Pro Paz Cidadania, o governo executou serviços complementares de saúde para os municípios de Portel, Bagre, Curralinho, Breves e Melgaço, com consultas e fornecimento de medicamentos (SEPLAN, 2016).

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) ampliou a cobertura de serviços nas áreas de média e alta complexidade. Dessa forma, foi concluído o Hospital Oncológico Infantil Octavio Lobo, hospital público exclusivo para o atendimento a crianças e adolescentes, que obteve investimento de R$ 80 milhões e também ampliou alguns serviços oferecidos pelo Ophir Loyola, como mastologia (60%), oncologia ginecológica (60%) e aumento de 44 leitos; a Unidade de Atendimento Oncológico em Tucuruí; e foi elaborado e aprovado o Plano de Atenção Oncológica do Pará, bem como reativada a Câmara Técnica de Oncologia (SEPLAN, 2016).

Está sendo investido cerca de R$ 380 milhões em obras de hospitais, como o Hospital Regional de Itaituba, na Região Tapajós (33% executada); o Hospital Abelardo Santos, na Região Guajará (35% executada); e o Hospital de Castanhal, na Região Guamá (10% executada). Estão em execução, ainda, o Hospital de Pequeno Porte em Castelo dos Sonhos (5% concluído); o Hospital Regional de Barcarena (60% concluído); a reforma e ampliação do Hospital de Abaetetuba (65% concluído); e a reforma dos Hospitais de São Caetano de Odivelas (60% concluída) e de Salvaterra (32% concluída). Foram também concluídas as obras de hospitais nos municípios de Afuá, Belterra, Ipixuna do Pará, São Domingos do Capim e São Félix do Xingu, com investimentos superiores a R$ 23 milhões (SEPLAN, 2016).

No estado, foi implantado o Laboratório de Biologia Molecular do Hospital Ophir Loyola, com recursos recebidos a partir de ações do Ministério do Trabalho, no valor de R$ 1 milhão. A Fundação Hemopa deu continuidade às ações na Assistência Hemoterápica através de suas unidades regionais e hemocentro coordenador, que, em 2015, efetuou 40 capacitações para 1.278 profissionais de saúde do estado; bem como

implantou a unidade coletora de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (SCUP), uma importante contribuição do Hemopa enquanto suporte laboratorial ao Programa Estadual de Transplante (SEPLAN, 2016).

O estado teve como referência, em 2015, a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna para Média e Alta Complexidade nas áreas de Cardiologia, Nefrologia, Psiquiatria e Gestação de Alto Risco, além da continuidade à atuação que já realizava nas UTIs de Adulto, Pediátrica, Neonatal e Coronariana e nos serviços de Hemodiálise e Hemodinâmica; e a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA) na atenção à gestante e ao recém-nascido de alto risco, às vítimas de escalpelamento e de violência sexual, ao paciente com doenças hepáticas, ao aborto legal e em Banco de Leite Humano, que contabiliza 157 leitos, 17.453 pacientes admitidos em 2015 e 8.029 partos realizados (802/mês) (SEPLAN, 2016).

Destaca-se ainda o Programa Pro Paz Integrado, que atende vítimas em situação de violência; o Programa de Atenção às Vítimas de Escalpelamento (PAIVES); a Escola Técnica do SUS Dr. Manuel Ayres (ETSUS/PA), que atua na promoção e cursos de formação técnica e qualificação profissional aos trabalhadores da área da saúde; os 18 projetos desenvolvidos pela SESPA voltados para capacitação de profissionais em 12 Regiões Saúde; a Residência Saúde, que ofertou 476 vagas em instituições estaduais; e o investimento de R$ 1,7 milhão para ampliação do acesso ao diagnóstico e testes às doenças sexualmente transmissíveis (DST/AIDS) em todos os 144 municípios (SEPLAN, 2016).

A Política de Vigilância em Saúde tem fortalecido ações e/ou projetos voltados para o combate a doenças como a dengue, malária, doença de Chagas, vírus Chikungunya e Zika vírus; ao aperfeiçoamento no diagnóstico laboratorial dos agravos de meningite e dengue, com base na técnica de PCR/ RT PCR em tempo real; para a implantação do método de Pesquisa de BAAR (Cultura) e Teste de Sensibilidade para diagnóstico de tuberculose, com atuações em metodologias e procedimentos laboratoriais no valor investido de R$ 670 mil; assim como para a qualidade da água para o consumo humano a partir de aumento no quantitativo de municípios ativos e na análise da qualidade da água pelo Laboratório Central e Laboratórios Polos (SEPLAN, 2016).

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Saneamento Básico Percentual de domicílios com água tratada, coleta e

tratamento de esgoto e coleta de lixo Os indicadores de Saneamento Básico abordados

nessediagnóstico se aproximam dos que a lei nº 6.836/2006 instituiu, o acesso a três serviços básicos de saneamento essenciais, que influenciam diretamente na condição de vida da população, principalmente no que diz respeito à saúde, sendo eles: abastecimento de água, esgoto sanitário e coleta de lixo. Utilizou-se informações da PNAD/IBGE no recorte geográfico Brasil, Região Norte, Pará e Região Metropolitana de Belém, disponível para o período de 2009 a 2014.

Abastecimento de Água O indicador que a lei preconiza é o percentual de domicílios

com água tratada, informação que não se dispõe de fonte com essa especificidade. Entretanto, considerando que os serviços oferecidos por uma rede de distribuição passam por algum tipo de tratamento ao longo do tempo, vem se utilizando o percentual de domicílios atendidos por água proveniente de rede geral como proxy do indicador exigido. Contudo, nos últimos anos foi crescente a utilização de sistemas de abastecimento de água próprio dentro de condomínios e conjuntos habitacionais, o que não seria um serviço via rede geral de abastecimento, mas não dispomos dessa informação desagregada pelas pesquisas do IBGE. Por essa razão foi inserido o indicador percentual de domicílios com canalização

interna para analisar, sobretudo, a evolução do acesso ao serviço de água dentro do domicílio, independente da forma de distribuição.

Analisando a Tabela 6.1, observou-se um aumento na quantidade de domicílios com serviço de abastecimento de água por rede geral para todas as desagregações geográficas observadas (Brasil, Região Norte, Pará e Região Metropolitana de Belém) quando comparados os anos de 2013 e 2014. No estado do Pará, por exemplo, pouco mais da metade dos domicílios (52,52%) tem esse serviço e, na Região Metropolitana de Belém, cerca de 72,40% dos domicílios contam com esta cobertura. Desde 2009, este indicador apresentou tendência crescente em seu desempenho, exceto no ano de 2013, quando ocorreu a redução no indicador em todas as regiões geográficas em estudo. Este crescimento voltou a ser evidente no ano de 2014.

No que diz respeito ao percentual de domicílios com abastecimento de água com canalização interna, 95,45% dos domicílios brasileiros possuem este serviço, ao passo que 85,64% dos domicílios no Pará possuem esta benfeitoria e, na Região Metropolitana de Belém, esse percentual atingiu 97,05% de domicílios com água canalizada.

A RMB foi a única região geográfica em que o indicador sofreu decréscimo, com diferença de 0,53 ponto percentual (p.p) se comparado ao ano anterior (2013). A melhor evolução deste indicador aconteceu no estado do Pará, onde foi observado um crescimento da ordem de 13,76 p.p., de 2009 a 2014. O pior desempenho ficou por conta do Brasil, com uma evolução de 2,4 p.p. no mesmo período.

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Tabela 6.1 – Percentual de domicílios com abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo para o Brasil, Região Norte, Estado do Pará e Região Metropolitana de Belém, 2009-2014

Região Geográfica Ano Percentual de domicílios

com abastecimento de água (Rede Geral)

Percentual de domicílios com abastecimento de água com canalização

interna

Percentual de domicílios com esgotamento

sanitário (Rede Geral e Fossa Séptica)

Percentual de domicílios com coleta de lixo

Brasil

2009 84,29 93,06 72,23 88,45 2011 84,63 94,23 77,19 88,82 2012 85,40 94,72 77,78 88,79 2013 84,98 94,89 76,16 89,35 2014 85,40 95,45 76,75 89,78

Região Norte

2009 56,75 79,49 53,10 79,05 2011 55,97 81,98 57,30 75,88 2012 58,34 85,97 56,07 77,32 2013 58,25 87,23 54,17 78,53 2014 60,32 88,36 54,02 79,11

Pará

2009 48,84 71,89 58,39 77,90 2011 47,99 76,92 52,99 71,50 2012 51,43 81,26 52,75 73,19 2013 49,90 84,38 57,33 75,05 2014 52,52 85,64 50,31 74,78

Região Metropolitana de Belém

2009 65,64 90,42 88,14 97,06 2011 69,24 93,92 86,89 97,84 2012 70,51 97,49 69,17 97,58 2013 68,90 97,58 82,84 98,40 2014 72,40 97,05 91,16 97,52

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016.

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Esgotamento Sanitário No item esgotamento sanitário também não se dispõe de

fonte de informação oficial com dados sobre tratamento do esgotamento sanitário, conforme a lei que instituiu o Mapa de Exclusão Social exige, de modo que vem sendo utilizado o percentual de domicílios atendidos com esgotamento sanitário8 por meio de rede coletora de esgoto pluvial (rede geral) ou fossa séptica, disponibilizado pela PNAD/IBGE nos anos em que não são realizados Censos Demográficos.

Os resultados do indicador percentual de domicílios atendidos por esgotamento sanitário por meio de rede geral e fossa séptica no período de 2009 a 2014 podem ser observados na Tabela 6.1. Comparando o ano de 2013 com o de 2014, este indicador apresentou crescimento nas regiões geográficas do Brasil e Região Metropolitana de Belém e queda na Região Norte e no estado do Pará. Aproximadamente 77% dos domicílios brasileiros possuem esse serviço. Na Região Metropolitana, este percentual chegou a 91,17% dos domicílios no ano de 2014. No estado do Pará, houve queda de 7,02 p.p. no mesmo período, determinando assim 50,31% de domicílios paraenses com esgotamento sanitário por meio de rede geral e fossa séptica em 2014. Entre as evoluções que obtiveram uma tendência de crescimento neste indicador, observando-se os anos de 2009 a 2014, a melhor foi a do Brasil, com 4,52 p.p, e a pior, da Região Norte, com 0,92 p.p.

Coleta de Lixo O percentual de domicílios com coleta de lixo é analisado

neste Mapa de Exclusão Social a partir dos dados da PNAD/IBGE, observando junto aos domicílios pesquisados aqueles que possuem o serviço de coleta de lixo direta no domicílio, ou seja, domicílios com

8Escoadouro de águas servidas e dos dejetos provenientes do banheiro ou sanitário.

lixo coletado diretamente por serviço ou empresa (pública ou particular) de limpeza que atenda ao local onde se situa o domicílio, ou ainda a coleta indireta, que se trata do lixo depositado em caçamba, tanque ou depósito de serviço ou empresa (pública ou particular) de limpeza que, posteriormente, o recolhe, ou outros tipos de coletas não especificados.

Os resultados apresentados na Tabela 6.1 mostram que no Brasil e na Região Norte o indicador cresceu de 2013 para 2014, o que não ocorreu no estado do Pará e ou na Região Metropolitana de Belém. Quase 90% dos domicílios brasileiros têm serviço de coleta de lixo. Na Região Norte, este percentual chega a pouco mais de 79% do total de domicílios pesquisados. O Pará atingiu 74,78% de domicílios cobertos e na Região Metropolitana 97,5% do total foram atendidos por este serviço.

Analisando a evolução deste indicador desde 2009, pode-se observar que este é o serviço de saneamento que abrange a maior cobertura de domicílios, dentre os sistemas de saneamento pesquisados pela PNAD. No Brasil, este indicador obteve crescimento de apenas 1,33 p.p. nos seis anos pesquisados. A Região Norte obteve um crescimento de 0,06 p.p. no mesmo período, e a Região Metropolitana de Belém, de 0,46 p.p. Apenas o Pará registrou queda neste indicador, neste período, de -3,12 p.p.

Reconhecendo a necessidade de ampliação dos serviços referentes ao saneamento básico no estado do Pará, o Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (SEDOP) e da Companhia de Saneamento no Pará (COSANPA), está atuando nos 144 municípios do Pará. A SEDOP investiu, entre os anos de 2011 e 2015, mais de R$ 370 milhões em ações de ampliação dos serviços de saneamento básico em 73 municípios, enquanto a COSANPA tem atuado em 56 municípios com vistas à melhoria da qualidade do abastecimento de água e

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esgoto, conforme consta na Mensagem do Governador (SEPLAN, 2016).

Uma obra de destaque na área de saneamento básico é a macrodrenagem da bacia do Tucunduba, a segunda maior bacia hidrográfica da cidade de Belém, no valor de R$ 121,9 milhões, sendo de R$ 69,9 milhões o financiamento do Governo Estadual, que em 2015 investiu R$ 17 milhões nessa obra. Suas ações visam à urbanização e saneamento da bacia, são voltadas para os meios físico, ambiental e à inclusão social, por meio de drenagem e revestimento natural do igarapé Tucunduba, bem como a pavimentação e drenagem de avenidas, construção de pontes, redes de esgoto, ações de melhorias das habitações etc. (SEPLAN, 2016).

Em 2015, foram concluídas as obras de Ampliação e Implantação de Sistema de Abastecimento de água executadas nos municípios de Belém, Dom Eliseu, Igarapé-Miri e Marituba, bem como as ações nos sistemas existentes voltadas para aumentar sua eficiência e reduzir suas perdas. O total de investimentos para essas obras foi de R$ 103,3 milhões, sendo R$ 19,4 milhões investidos

pelo Governo do Estado e R$ 83,9 milhões de recursos federais (SEPLAN, 2016).

Com previsão de conclusão para o ano de 2016, estão em andamento outras importantes obras de ampliação, implantação e melhoria de sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário no âmbito do Governo do Estado, por meio da COSANPA, com abrangência nos municípios de Alenquer, Altamira, Ananindeua (Sabiá e Águas Lindas), Breves, Castanhal, Itaituba, Marabá, Moju, Monte Alegre, Oriximiná, Santarém, Belém e Marituba. O investimento total foi de R$ 707,5 milhões, com parcela de R$ 295,4 milhões investidos pelo Governo do Estado (SEPLAN, 2016).

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Habitação Déficit habitacional medido através do número de

pessoas vivendo em loteamentos irregulares, destacando-se as áreas de risco

O déficit habitacional e seus componentes vêm sendo

utilizados como indicadores capazes de avaliar a necessidade imediata de construção de novas moradias, seja por reposição ou por incremento do estoque de moradias existentes.

Embora não haja pesquisas que identifiquem esse déficit da forma como a lei nº 6.836/2006 estabelece, foi possível verificar a partir dos dados da PNAD/IBGE situações de vulnerabilidade e exclusão social junto às moradias existentes no Pará.

Visando uma avaliação da melhoria das condições habitacionais no estado do Pará, e considerando que a pesquisa fonte (PNAD/IBGE) já está disponível para o ano de 2014, foi possível realizar estimativas para alguns dos componentes do Déficit Habitacional: habitações precárias, coabitação familiar e adensamento excessivo de moradores em domicílios alugados.

Dada a necessidade de informações mais desagregadas, não foi possível realizar o cálculo da estimativa para o componente de ônus excessivo com aluguel e, consequentemente, não foi possível mensurar o total do déficit habitacional.

A metodologia utilizada no cálculo das estimativas dos componentes a serem apresentados neste Mapa de Exclusão baseou-se na mesma utilizada pela FJP e pelo IPEA para o cálculo desses indicadores em anos anteriores e encontram-se descritas no Quadro 1.

Quadro 1 – Definição dos componentes do déficit habitacional

Componente Descrição dos Componentes do Déficit Habitacional

Habitações Precárias

Somatório entre os domicílios improvisados e os domicílios rústicos (domicílios sem paredes de alvenaria ou madeira aparelhada);

Coabitação familiar

Somatório entre os domicílios tipo “cômodo” e o número de famílias conviventes secundárias com a intenção de constituir domicílio exclusivo;

Adensamento excessivo de moradores em domicílios alugados

Total de domicílios tipo apartamento ou casa, alugados, com uma média de moradores por dormitório superior a três pessoas.

Fonte: IPEA/Fundação João Pinheiro, 2013. Elaboração: FAPESPA, a partir dos conceitos elaborados pela Fundação João Pinheiro (2011).

A Tabela 7.1 apresenta as estimativas de alguns dos componentes que constituem o Déficit Habitacional para o Brasil, Região Norte, Pará e Região Metropolitana de Belém, entre 2009 e 2014.

O primeiro componente é a habitação precária, que reflete a quantidade de domicílios improvisados e domicílios rústicos, demonstrando a precariedade no que se refere às condições de habitação dos domicílios. Observou-se que tanto para o Brasil, Região Norte e Pará, esta componente decresceu em 2014 em relação a 2013.

No Brasil, o percentual de habitações em situação precária passou de 1,53% em 2013 para 1,28% em 2014. Na Região Norte, houve redução de 3,69% para 3,07% no mesmo período, enquanto que no Pará passou de 3,72% em 2013 para 3,16% em 2014. A

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Região Metropolitana de Belém, por sua vez, apresentou 0,71% de domicílios em situação precária no ano de 2013, enquanto que os dados para 2014 ainda não foram divulgados.

Outro dado importante é que o ano de 2011 apresentou o maior percentual de precariedade dentre os períodos ressaltados, para todas as unidades geográficas analisadas.

Considerando a coabitação familiar em 2014, indicador representado pela insuficiência do estoque habitacional para atender à demanda e compreendendo a convivência de mais de uma família no mesmo domicílio ou o aluguel de quartos ou cômodos para moradia de outras famílias, houve diminuição deste indicador em todos os espaços geográficos em relação ao ano de 2013.

Ainda em 2013, o Brasil registrou 2,93% de moradias classificadas como coabitação familiar, passando para 2,86% em 2014. Na Região Norte, o mesmo indicador passou de 5,91% para 5,67% no mesmo período, enquanto que o estado do Pará passou de 6,08% para 5,73% e a Região Metropolitana de Belém, de 7,16% de moradias nessa condição para 7,12% em 2014.

A inadequação habitacional por adensamento excessivo em domicílios alugados representava 0,83% dos domicílios brasileiros em 2013, enquanto que em 2014 este percentual diminuiu para 0,77%. Na Região Norte também houve declínio deste componente no mesmo período, passando de 1,23% para 1,21%.

Comparando os anos de 2013 e 2014 para o estado do Pará, observou-se que a proporção de domicílios alugados com mais de três moradores apresentou aumento de 0,64% para 0,88%, e na Região Metropolitana de Belém, de 0,88% para 1,15%. A evolução deste componente em todas as regiões geográficas pesquisadas mostrou pouca variação comparando os cinco anos estudados.

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Tabela 7.1 – Estimativas dos componentes do déficit habitacional para o Brasil, Região Norte, Pará e RMB (em %), para os anos de 2009 a 2014

Itens Geográficos Ano Precariedade Coabitação Adensamento

Brasil

2009 1,83 4,24 0,90 2011 1,91 3,10 0,82 2012 1,38 2,93 0,79 2013 1,53 2,93 0,83 2014 1,28 2,86 0,77

Região Norte

2009 4,38 8,07 0,92 2011 4,82 5,76 1,25 2012 2,61 5,79 1,36 2013 3,69 5,91 1,23 2014 3,07 5,67 1,21

Pará

2009 3,06 8,02 0,66 2011 5,60 6,12 0,64 2012 3,22 5,60 0,90 2013 3,72 6,08 0,64 2014 3,16 5,73 0,88

Região Metropolitana de Belém

2009 0,58 10,89 1,23 2011 1,08 7,44 0,73 2012 ... 6,12 1,09 2013 0,71 7,16 0,88 2014 ... 7,12 1,15

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016. Nota: (...) dados não divulgados pela PNAD

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No intuito de fortalecer os programas e ações desenvolvidas

visando à redução do Déficit Habitacional no estado, o governo do Pará, através da Companhia de Habitação do Pará (COHAB/PA), atuou em parceria com as demais esferas de governo e ampliou o atendimento a segmentos sociais especiais. Embora o público-alvo dessas ações sejam famílias com renda de 1 a 20 salários mínimos, o atendimento prioritário se deu entre famílias que tinham renda de até 3 salários mínimos (SEPLAN, 2016).

Dentre as ações desenvolvidas, destaca-se a consolidação do Sistema Estadual de Habitação de Interesse Social (SEHIS), ampliando para 55 o número de municípios participantes. Além disso, as ações focaram a provisão de moradia propriamente dita, bem como aspectos referentes às questões urbanísticas, a exemplo da reurbanização de assentamentos precários e atuação em áreas de risco (SEPLAN, 2016).

O objetivo principal de ações dessa natureza consiste em melhorar as condições de moradia da população, proporcionar a integração urbana, estimular a qualificação socioambiental em ambientes precários e fomentar a regularização fundiária.

No que tange aos investimentos voltados para as ações de regularização fundiária urbana, destaca-se o montante de R$ 13,7 milhões, sendo do tesouro estadual o aporte de R$ 8,8 milhões e o restante de recursos federais e municipais. Para a capital do estado foram investidos R$ 88 mil em ações de projetos de regularização fundiária na área urbana, por meio da parceria com a Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (CODEM) (SEPLAN, 2016).

Também foi dada continuidade às obras em assentamentos precários, ação pautada na parceria com o governo federal por meio dos recursos financeiros do Programa de Aceleração do Crescimento

(PAC). Doze empreendimentos habitacionais estão em andamento nos municípios de Ananindeua, Belém, Castanhal e Santa Izabel do Pará. O investimento chega a R$ 208,8 milhões, dos quais R$ 59,4 milhões são aporte estadual, direcionados para a construção de novas unidades e melhorias habitacionais, bem como para serviços de infraestrutura. Para a capital do estado, foram investidos R$ 7,3 milhões em obras de assentamento precário (SEPLAN, 2016).

Para os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba (Região Metropolitana de Belém) foram programados R$ 50 milhões em recursos estaduais para a produção e habitações (entre contrapartida financeira e aquisição de terrenos), sendo efetivado o montante de R$ 21,8 milhões para a construção de 10 empreendimentos a serem entregues em 2016. Ao todo, são 11.280 unidades habitacionais que beneficiarão, aproximadamente, 45 mil pessoas (SEPLAN, 2016).

O Programa Cheque Moradia também tem contribuído para a redução do Déficit Habitacional no estado e obteve investimento estadual superior a R$ 145 milhões em renúncia fiscal, contemplando 12.501 famílias em 97 municípios paraenses das 12 regiões de integração (SEPLAN, 2016).

Em 2015, o programa ampliou o atendimento para segmentos sociais especiais através de ações e projetos que estimulassem a melhoria das habitações de indígenas, quilombolas, famílias formadas por casais homoafetivos, portadores de fibrose cística, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e moradores da Rota Turística. Além disso, servidores públicos também foram beneficiados com o programa, bem como famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social (idosos e menores em situação de risco) e ocorrência de sinistros (incêndios e desabamentos) (SEPLAN, 2016).

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População em Situação de Risco nas Ruas Pessoas vivendo em domicílios improvisados

Considerando a indisponibilidade de dados referentes à

variável população em situação de risco na rua, prevista na lei nº 6.836/2006, que instituiu o Mapa de Exclusão Social do Pará, utilizou-se uma aproximação desse recorte populacional a partir do percentual de pessoas vivendo em domicílios improvisados. Os domicílios particulares improvisados são os destinados à habitação de uma pessoa ou de grupo de pessoas cujo relacionamento seja ditado por laços de parentesco, dependência doméstica ou, ainda, normas de convivência, localizado em unidade que não tem dependência destinada exclusivamente à moradia, tal como: loja, sala comercial, prédio em construção, embarcação, carroça, vagão, tenda, barraca, gruta etc., mas que estiver servindo de moradia; portanto, são domicílios que também apresentam características de vulnerabilidades e exclusão social.

A Tabela 8.1 ilustra a proporção de pessoas vivendo em domicílios improvisados no Brasil, Região Norte e Estado do Pará no período de 2007 a 2014. Pode-se verificar que, para todos os itens geográficos, houve redução na proporção de pessoas vivendo em domicílios improvisados no decorrer do ano de 2013 para 2014. Este indicador não foi calculado para o estado do Pará, devido à pesquisa realizada em 2014 não dispor de informações sobre domicílios improvisados, por isso será analisado o ano de 2013 em relação a 2012.

Verifica-se uma tendência ao longo dos anos, com pequenas alternâncias de comportamento em alguns anos durante o período em análise, tanto para o Brasil como para a Região Norte e o Pará. A proporção de pessoas vivendo em domicílios improvisados no estado

do Pará aumentou de 0,28% em 2012 para 0,30% em 2013, não sendo possível verificar esta tendência para 2014.

Tabela 8.1 – Proporção de pessoas vivendo em domicílios improvisados no Brasil, Região Norte e Estado do Pará (2007-2014)

Região % de pessoas vivendo em domicílios improvisados

2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 0,18 0,15 0,11 0,18 0,12 0,17 0,12 Região Norte 0,3 0,45 0,12 0,42 0,26 0,40 0,23 Estado do Pará 0,15 0,06 0,14 0,12 0,28 0,30 ... Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016 Nota: (...) dados não divulgados pela PNAD

8

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Segurança

Número de ocorrências policiais per capita

O indicador preconizado pela lei nº 6.836/2006 foi desagregado segundo a regionalização do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (SIEDS) para o período de 2013 a 2015. Essa regionalização foi instituída pela lei de nº 7.584/2011, que dispõe sobre a reorganização do Sistema Estadual de Segurança Pública, onde, através da resolução nº 185/2012, foi aprovada a delimitação de regiões no SIEDS, sendo criadas as Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP) e Defesa Social no estado do Pará.

De acordo e nos termos dessa resolução, são quinze regiões visando harmonizar as circunscrições de atuação dos órgãos do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, objetivando a articulação territorial regional nos níveis estratégico, tático e operacional.

A Tabela 9.1 apresenta o quantitativo de boletins de ocorrências registrados nas unidades policiais que compõem as Regiões Integradas de Segurança Pública, com apresentação também do número de ocorrências per capita,considerando o total da população.

9

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Tabela 9.1 – Número de ocorrências policiais9 registradas, participação (%) e ocorrências per capita (para grupos de 100.000 hab.) segundo Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), 2013-2015

RISP

2013 2014 2015

Nº de Part Nº de Ocorrências

per capita

Nº de Part Nº de Ocorrências

per capita

Nº de Part Nº de Ocorrências

per capita Ocorrências (%) Ocorrências (%) Ocorrências (%) Pará 561.147 100,0 7.015 575.118 100,0 7.120 555.507 100,0 6.769

1ª Capital (Belém e Distritos) 228.326 40,69 16.013 220.382 38,33 15.250 196.545 35,38 13.653

2ª Metropolitana 80.572 14,36 11.738 82.666 14,37 11.882 76.205 13,72 10.785 3ª Guamá 43.830 7,81 5.535 43.496 7,56 5.420 45.086 8,12 5.560 4ª Tocantins 29.815 5,31 4.263 32.102 5,58 4.529 32.008 5,76 4.444 5ª Marajó Oriental 4.418 0,79 3.138 4.282 0,74 3.001 5.451 0,98 3.742 6ª Caeté 24.017 4,28 3.972 23.532 4,09 3.840 23.821 4,29 3.871 7ª Capim 10.919 1,95 3.412 11.845 2,06 3.652 11.708 2,11 3.502 8ª Marajó Ocidental 5.453 0,97 1.449 7.202 1,25 1.889 8.078 1,45 2.083 9ª Lago de Tucuruí 17.435 3,11 3.842 19.071 3,32 4.147 20.235 3,64 4.259

10ª Carajás 47.658 8,49 6.450 52.512 9,13 7.012 52.727 9,49 6.876 11ª Xingu 17.051 3,04 6.068 20.411 3,55 7.168 19.488 3,51 6.770 12ª Baixo Amazonas 24.437 4,35 3.489 25.656 4,46 3.614 28.074 5,05 3.949 13ª Araguaia 10.822 1,93 4.447 11.850 2,06 4.804 13.549 2,44 5.390 14ª Alto Xingu 7.865 1,4 2.946 9.411 1,64 3.478 10.095 1,82 3.605 15ª Tapajós 8.529 1,52 3.160 10.700 1,86 4.403 12.437 2,24 4.532 Fonte: SISP/SIAC/IBGE Elaboração: SISP/FAPESPA

9 O total de ocorrências policiais agrega todos os registros efetuados nos órgãos específicos de Segurança Pública, além daqueles caracterizados como crimes.

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A partir dos dados é possível indicar que no Pará houve uma diminuição de 3,41% nos registros per capita, quando comparamos 2015 a 2014. As 3ª RISP (Guamá), 5ª RISP (Marajó Oriental), 6ª RISP(Caeté), 8ª RISP(Marajó Ocidental), 9ª RISP(Lago do Tucuruí), 10ª RISP (Carajás), 12ª RISP (Baixo Amazonas), 13ª RISP(Araguaia), 14ª RISP(Alto Xingu) e 15ª RISP (Tapajós), apresentaram aumento de registros (per capita) equivalentes a 3,66%, 27,30%, 1,23%, 10,29%, 2,69%, 9,28%, 12,16%, 6,10%, 0,41%, 9,42%, 14,34%, 7,27%, 16,23% respectivamente, diferente do comportamento do estado.

A regional do Marajó Oriental, que registrou a maior variação de crescimento em ocorrência per capita, com 27,30%, de 2014 para 2015, também apresentou o menor número de ocorrências, entre todas as regionais, com 5.451 registros em 2015. De outro lado, a 1ª RISP(Capital) e a 2ª RISP(Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara), juntas, contabilizaram 18,63% de redução nas ocorrências per capita, nos anos de 2014 e 2015.

O Pará apresentou redução de 19.611 registros, enquanto que, na capital do estado (1ª RISP), os registros de boletins de ocorrência em valores absolutos apresentaram redução de 23.837 registros de 2014 para 2015.

A Figura 9.1 ilustra, em termos espaciais, o desempenho das RISPs de 2014 para 2015, em relação ao número de ocorrências para cada cem mil habitantes, expressas em faixas de valores. Dessa forma, observa-se que a 15ª RISP (Tapajós) mostrou aumento no indicador suficiente para passar a ocupar faixas de valores maiores em 2015. As RISPs Guamá e Caeté apresentaram reduções em suas faixas de valores do indicador.

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Figura 9.1 – Número de Ocorrências por 100.000 habitantes por Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP) e Defesa Social do Estado do Pará, 2013/2014

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Para complementar a avaliação do item de segurança pública, foram inseridas nesse diagnóstico as tabelas 9.2, 9.3 e 9.4, as quais demonstram a quantidade de boletins de ocorrência referentes aos delitos reativos10, registrados nas unidades policiais que compõem as Regiões Integradas de Segurança Públicana RMB11 (1ª e 2ª RISPs), interior do estado (3ª à 15ª RISPs) e no total do estado do Pará, respectivamente, nos anos de 2013 a 2015. A descrição dos delitos está disposta pelos títulos constantes no Código Penal e Lei de Contravenções Penais, apresentando, ainda, a variação percentual relativa aos anos de referência.

Para a RMB (Tabela 9.2), a comparação mostra que somente o Crime Contra o Patrimônio registrou um aumento de 0,71% no período de 2013 a 2014, apresentando, no período entre 2014 e 2015, uma redução nos registros de 2,14%. Nos crimes contra a pessoa, ocorreu diminuição nos dois períodos (de 3,31% em 2013/2014 e 5,93% em 2014/2015). Em relação aos crimes contra a dignidade sexual, para estes dois períodos houve queda de 5,44% e 12,73%, sequencialmente. Do mesmo modo, as contravenções penais apresentaram queda de 13,20% (2013/2014) e 7,15% no período seguinte.

10 A reatividade ou "reativo" é uma reação tomada frente a uma ação, ou seja, ela ocorre a partir das vias de fato, isto é, acontece quando é disparada por uma determinada atividade ou ação. 11 A Região Metropolitana de Belém compreende os municípios de Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara do Pará.

Tabela 9.2 – Comparativo e variação percentual de Agrupamentos de Crimes Reativos na RMB (1ª e 2ª RISPs), 2013 a 2015

REGIÃO (RISP) DELITOS 2013 2014 2015

Variação %

13/14 14/15

1ª e 2ª (RMB)

Contra o Patrimônio 144.630 145.659 142.545 0,71 -2,14

Contra a Pessoa 43.076 41.650 39.181 -3,31 -5,93 Contra a Dignidade Sexual 1047 990 864 -5,44 -12,73

Contravenção Penal 2.659 2.308 2.143 -13,20 -7,15

Total de Indicadores dos Crimes Reativos 191.412 190.607 184.733 -0,42 -3,08

Fonte: SISP/SIAC/IBGE Elaboração: SISP/FAPESPA

A Tabela 9.3 apresenta informações sobre os demais RISP do interior do Pará, onde se constatou o aumento de registros de crimes contra o patrimônio nos períodos de 2013/2014 e 2014/2015, com 9,19% e 1,08%, respectivamente. Aumento de 15,84% também observado para os crimes contra a pessoa entre 2013 e 2014, se comparando com o período de 2014 e 2015, que apresentou queda de 2,60%. Em relação aos crimes contra a dignidade sexual, houve queda nos dois períodos em análise de 1,58% e 5,04%, ao passo que a Contravenção Penal registrou aumento de 12,19% no período de 2013/2014 e de 5,60% entre 2014 e 2015.

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Tabela 9.3 – Comparativo e variação percentual de Agrupamentos de Crimes Reativos no Interior do Estado do Pará (3ª à 15ª RISP), 2013 a 2015

REGIÃO (RISP) DELITOS 2013 2014 2015

Variação %

13/14 14/15

3ª à 15ª (INTERIOR)

Contra o Patrimônio 90.549 98.868 99.934 9,19 1,08 Contra a Pessoa 31.044 35.960 35.024 15,84 -2,60 Contra a Dignidade Sexual 2158 2124 2017 -1,58 -5,04 Contravenção Penal 1.321 1.482 1.565 12,19 5,60

Total de Indicadores dos Crimes Reativos 125.072 138.434 138.540 10,68 0,08

Fonte: SISP/SIAC/IBGE Elaboração: SISP/FAPESPA

A Tabela 9.4 apresenta aumento de registros de crimes contra o patrimônio no Pará, onde, de 2013 para 2014, a alta foi de 3,97%, ao passo que, de 2014 para 2015, houve uma queda de 0,84%, apresentando desaceleração no incremento. Quanto aos crimes contra a pessoa, ocorreu aumento de 2013 para 2014, de 4,71%, e, comparando 2014 e 2015, constata-se uma queda de 4,39%. Com relação aos crimes contra a dignidade sexual e contravenções penais, houve queda nos dois períodos, enquanto que os crimes contra a dignidade sexual apresentaram redução de 2,84% (2013/2014) para 7,48% (2014/2015), enquanto que, para as contravenções penais, a queda foi de 4,77% (2013/2014), seguido de 2,16% (2014/2015).

Para o total de crimes reativos registrados no estado, houve aumento de 3,97% quando se compara os anos de 2013 e 2014, além de uma queda de 1,75%, de 2014 para 2015, o que indica que em 2015 esses indicadores apresentaram desaceleração.

Tabela 9.4 – Comparativo e variação percentual de Agrupamentos de Crimes Reativos no Estado do Pará (1ª à 15ª RISP), 2013 a 2015

REGIÃO (RISP) DELITOS 2013 2014 2015

Variação %

13/14 14/15

Estado do Pará

Contra o Patrimônio 235.179 244.527 242.479 3,97 -0,84 Contra a Pessoa 74.120 77.610 74.205 4,71 -4,39 Contra a Dignidade Sexual 3.205 3.114 2.881 -2,84 -7,48 Contravenção Penal 3.980 3.790 3.708 -4,77 -2,16

Total de Indicadores dos Crimes Reativos 316.484 329.041 323.273 3,97 -1,75

Fonte: SISP/SIAC/IBGE Elaboração: SISP/FAPESPA

O quantitativo de boletins de ocorrência referentes aos delitos

proativos12 registrados nas unidades policiais que compõem as Regiões Integradas de Segurança Públicana RMB (1ª e 2ª RISPs), interior do estado (3ª à 15ª RISP) e para o total do estado do Pará, respectivamente, nos anos de 2013 a 2015, é apresentado nas tabelas 9.5, 9.6 e 9.7. Foram elencados os delitos classificados pela legislação pertinente, apresentando ainda a variação percentual relativa aos períodos em análise.

Constatou-se que na RMB13 (Tabela 9.5) houve diminuição de registros dos crimes relativos à Lei de Entorpecentes, de 2013 para 2014, da ordem de 0,83%, e de 2014 para 2015, por outro lado,

12 A proatividade é o comportamento de antecipação e de responsabilização pelas próprias escolhas e ações frente às situações impostas pelo meio. 13 Região Metropolitana de Belém compreende os municípios de Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara do Pará.

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foi observado um aumento de 4,33%. Nos crimes referentes ao Estatuto do Desarmamento, houve queda nos períodos de referência: entre 2013 e 2014, essa diminuição foi de 7,71% e, entre 2014 e 2015, a queda foi de 0,95%. Em relação ao total de crimes proativos registrados na RMB, houve uma redução de 2,27% entre 2013 e 2014, seguido de um aumento de 3,29% no período entre 2014 e 2015.

Tabela 9.5 – Comparativo e variação percentual de Agrupamentos

de Crimes Proativos na RMB (1ª e 2ª RISPs), 2013 a 2015

REGIÃO (RISP) DELITOS 2013 2014 2015

Variação %

13/14 14/15

1ª e 2ª (RMB)

Lei de Entorpecentes 2.166 2.148 2.241 -0,83 4,33 Lei de Armas 571 527 522 -7,71 -0,95

Total de Indicadores dos Crimes Proativos 2.737 2.675 2.763 -2,27 3,29

Fonte: SISP/SIAC/IBGE Elaboração: SISP/FAPESPA

A Tabela 9.6 apresenta informações sobre o aumento de

registros dos crimes relativos à Lei de Entorpecentes no interior do estado em 16,77% de 2013 para 2014 e de 10,57% entre 2014 e 2015. Nos crimes referentes ao Estatuto do Desarmamento, também foi possível aumento nos períodos citados: de 2013 para 2014 foi de 6,07% e de 2014 para 2015 registrou 11,14%. Em relação ao total de crimes proativos registrados no interior do estado, houve aumento de 13,73% quando se compara os anos de 2013 e 2014 e aumento de 10,73%, de 2014 para 2015

Tabela 9.6 – Comparativo e variação percentual de Agrupamentos de Crimes Proativos no Interior do Estado do Pará (3ª à 15ª RISP), 2013 a 2015

REGIÃO (RISP) DELITOS 2013 2014 2015

Variação %

13/14 14/15

3ª à 15ª (INTERIOR)

Lei de Entorpecentes 4.025 4.700 5.197 16,77 10,57 Lei de Armas 1.599 1.696 1.885 6,07 11,14

Total de Indicadores dos Crimes Proativos 5.624 6.396 7.082 13,73 10,73

Fonte: SISP/SIAC/IBGE Elaboração: SISP/FAPESPA

A Tabela 9.7 apresenta o total para o estado do Pará, em que foi possível constatar o aumento de registros dos crimes relativos à Lei de Entorpecentes, de 2013 para 2014, da ordem de 10,61% e, de 2014 para 2015, de 8,62%. Nos crimes referentes ao Estatuto do Desarmamento, ocorreu aumento de 2013 para 2014, de 2,44%, e comparando 2014 e 2015, constata-se um aumento de 8,28%. Com referência ao total de crimes proativos registrados no estado, houve aumento de 8,49% quando se compara os anos de 2013 e 2014 e de 8,53% de 2014 para 2015.

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Tabela 9.7 – Comparativo e variação percentual de grupamentosde Crimes Proativos no Estado do Pará (1ª à 15ª RISP), 2013 a 2015

REGIÃO (RISP) DELITOS 2013 2014 2015

Variação %

13/14 14/15

Estado do Pará

Lei de Entorpecentes 6.191 6.848 7.438 10,61 8,62

Lei de Armas 2.170 2.223 2.407 2,44 8,28 Total de Indicadores dos

Crimes Proativos 8.361 9.071 9.845 8,49 8,53 Fonte: SISP/SIAC/IBGE Elaboração: SISP/FAPESPA

De acordo com o publicado na Mensagem do Governador de

2016, o governo do estado do Pará entende que a integração das polícias e a incorporação de ações de natureza social valorizaram o policial, ressignificando-o como profissional diante da sociedade. Foram criados os auxílios alimentação e fardamento nos contracheques no sentido de evitar desvios e perdas, bem como fora substituída completamente a frota terrestre por veículos melhor adaptados às condições de trabalho (todos com ar condicionado) e, ainda, instituído o kit com armamento individualizado (SEPLAN, 2016).

Está sendo realizado concurso para bombeiros militares, bem como há previsão de ampliação do efetivo da polícia militar, inclusive com o objetivo de regularizar o regime de promoções que vem sendo realizado e que recentemente permitiu a ascensão de aproximadamente 5 mil profissionais (SEPLAN, 2016).

O Estado criou Unidades Integradas Pro Paz (UIPP) e está substituindo as antigas delegacias — já são quase 50 unidades em construção no Pará. Estes espaços contribuem para a integração entre policiais civis e militares, além de possuírem espaço para

atendimento psicossocial, alojamento, cozinha, dentre outros (SEPLAN, 2016).

No sentido de priorizar a modernização da área de segurança e defesa social, o Estado possui a terceira maior e mais moderna frota de aeronaves, sendo 8 helicópteros e um avião Caravan, necessários por conta das características geográficas do estado e que tem salvado muitas vidas (SEPLAN, 2016).

O sistema prisional foi ampliado. Nas Unidades de Marabá e Santa Izabel do Pará houve a abertura de quase 700 vagas e outras cinco unidades estão em construção nos municípios de Parauapebas, Santa Izabel, São Félix do Xingu, Santarém e Redenção, bem como está sendo criada a carreira de agente penitenciário com seleção própria e qualificação específica. E, para além dessas ações, o sistema tem desenvolvido ações que promovam a inserção de ex-detentos na sociedade. Em 2015, mais de 10 mil pessoas foram capacitadas, dez presos ingressaram no ensino superior, sendo seis pelo PROUNI (SEPLAN, 2016).

Embora elevado e com algumas pequenas oscilações anuais, o número de homicídios por 100 mil habitantes se mantém abaixo dos de 5 anos atrás, apesar dos claros indícios de aumento da violência no país (SEPLAN, 2016).

Os gastos com o Sistema de Segurança alcançaram a expressiva cifra de 2,3 bilhões de reais, em 2015, alertando a todos para a necessidade e urgência de efetiva criação de um sistema nacional, que permita maior integração das ações, particularmente, no combate ao tráfico de drogas, que, sabidamente, está na raiz de outras práticas criminosas (SEPLAN, 2016).

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Inclusão Digital

Proporção de domicílios com acesso à internet

Este item passou a compor o Mapa de Exclusão Social por solicitação do Tribunal de Contas do Estado, dada a crescente disponibilização de serviços essenciais à população por meio da internet, de modo que a exclusão digital também ocasionaria ao cidadão a exclusão de vários serviços públicos, a exemplo de saúde (com marcação de consultas), segurança pública (com delegacias virtuais), educação (com matrículas pela internet)e cursos a distância, entre outros serviços.

Neste diagnóstico são apresentados indicadores de acesso às ferramentas de inclusão digital no âmbito domiciliar, conforme informações disponíveis na PNAD/IBGE. Para verificar a utilização dessas ferramentas de forma mais abrangente e diversificada (escola, trabalho, celular, Cyber Café, infocentros, etc), seria necessária a realização de pesquisa de campo.

Em relação à cobertura dos domicílios com acesso à internet, de 2013 para 2014 houve decréscimos em todos os espaços geográficos, sendo que os maiores ocorreram na RMB, que passou de 36,3% (2013) para 29,8% (2014), seguida pelo Pará, que passou de 19,9% (2013) para 16,8% (2014). Entretanto, ao longo dos sete anos em análise, o Brasil, Região Norte e RMB demarcaram maiores acréscimos neste indicador, a exemplo da RMB, passando de 14,1% (2007) para 29,8% (2014). No Pará, ainda que pequeno, o percentual de domicílios com acesso à internet vem apresentando crescimento nos últimos anos, passando de 5,9% em 2007 para 16,8% em 2014.

Ainda que pequeno, o percentual de domicílios com computador vem apresentando crescimento nos últimos anos no estado — de 10,4%, em 2007, para 22,6%, em 2014. Esse

comportamento foi seguido também pelo Brasil, Região Norte e RMB, estando essa última com uma cobertura domiciliar 37% em 2014.

Vale ressaltar que os custos de acesso ao serviço de internet por meio da telefonia fixa são maiores quando comparados aos custos de acesso pela telefonia móvel, meio pelo qual o acesso à internet vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. Entretanto, o acesso à telefonia móvel ainda não é coberto pelas pesquisas domiciliares disponíveis. Tabela 10.1 – Percentual de domicílios particulares permanentes com posse de computador e acesso à internet – Brasil, Norte, Pará e RMB, 2007-2014

Ano Com posse de computador Acesso à internet Brasil Norte Pará RMB Brasil Norte Pará RMB

2007 26,5 13,2 10,4 20,1 20,0 8,0 5,9 14,1 2008 31,2 16,7 14,0 25,6 23,8 10,3 7,9 17,8 2009 34,7 19,6 15,5 28,0 27,4 12,8 9,9 20,3 2011 42,9 26,8 21,8 39,1 36,6 20,3 16,0 31,5 2012 46,4 30,0 24,8 43,2 40,3 23,3 19,2 36,4 2013 48,9 31,1 25,7 42,9 42,4 23,9 19,9 36,3 2014 48,5 30,1 22,6 37,0 42,1 22,5 16,8 29,8

Fonte: IBGE/PNAD, 2016. Elaboração: FAPESPA, 2016

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Governo do Estado do Pará Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças Relatório do Mapa da Exclusão Social

Com o objetivo de disponibilizar internet confiável e de baixo custo para as regiões paraenses e seus diversos municípios, o Governo do Estado, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet) e da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa), tem trabalhado na captação de recursos e parceiros com vistas ao projeto de implantação de 1.500 km de fibra óptica com abrangência para todas as regiões do estado (SEPLAN, 2016), bem como a ampliação do Programa de Inclusão Digital – Navegapará.

Em 2015, o governo firmou convênios com algumas instituições, entre elas estão Banpará, Empresas Linhas de Xingu Transmissora de Energia S/A, Linhas de Macapá Transmissora de Energia S/A, Celpa e Governo Federal, para viabilizar a expansão do Programa de Inclusão Digital – Navegapará com a implantação de 70 quilômetros de fibra, que teve o custeio no valor de R$ 2,7 milhões e contemplou os municípios de Abaetetuba, Barcarena, Belém, Castanhal, Ponta de Pedras e Santa Maria do Pará. Para 2016, está prevista a expansão do Navegapará para o Marajó, nos municípios de Bagre, Breves, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru e Oeiras do Pará, a partir de investimentos da Prodepa e da Sectet na infraestrutura de transmissão por rádio a partir de convênio com a Celpa e com a Universidade Federal do Pará (SEPLAN, 2016).

Com a finalidade de ampliar e melhorar a oferta de Banda Larga na Região do Xingu, no decorrer do ano de 2016 será investido mais de R$ 9 milhões no projeto “Xingu Conectado”, que conta com a parceria do Governo Federal e visa atender os municípios de Bagre, Breves, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru e Oeiras do Pará com a implantação de 273 km de fibra óptica (SEPLAN, 2016).

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IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2007a 2013. https://www.bme.ibge.gov.br/index.jsp

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2007 e 2013. http://www.sidra.ibge.gov.br/

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PARÁ. Lei n.º 7.584, de 28 de dezembro de 2011. Dispõe sobre a reorganização do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social - SIEDS, e da reestruturação organizacional da

Secretaria de Estado de Segurança Públicae Defesa Social - SEGUP, e dá outras providências. Diário Oficial do Estado do Pará. Belém, PA. 2011.

Mensagem do Governador do Pará à Assembleia Legislativa/Simão Robison Oliveira Jatene – Belém: Secretaria de Estado de Planejamento (SEPLAN), 2015.

VIEIRA, M. da C.; BEZERRA, E.M.R.; ROSA, C.M.M. (Orgs). População de rua: quem é? Como vive? Como é vista? São Paulo: Hucitec, 1994.

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Eduardo José Monteiro da Costa Presidente da FAPESPA Geovana Raiol Pires Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análises conjunturais da FAPESPA Charlene de Carvalho Silva Coordenadora de Estudos Sociais da FAPESPA EQUIPE TÉCNICA Alana Maria Ferreira Borges Charlene de Carvalho Silva Deylane Correa Pantoja Baia Fabrício Rodrigo Silva de Araújo Gilson Pereira Prata José Dias de Carvalho Zurutuza Maria Gláucia Pacheco Moreira Raymundo Nonnato da Frota Costa Jr. Walenda Silva Tostes MAPAS Luena Ossana Canavieira Ademar Soares de Albuquerque Junior

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