Colóquio Latino Americano

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Apresentação de Maria Thereza Marcilio no Colóquio Latino Americano (13 e 14 de setembro 2011).

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  • REDE NACIONAL PRIMEIRA INFNCIA

    Secretaria Executiva

  • PRIMEIRA INFNCIA NO BRASIL

    O que sabemos dela?

  • Que nome dar esperana? Mas se atravs de tudo corre a esperana, ento

    a coisa atingida. No entanto a esperana no para amanh. A esperana este instante. Precisa-se dar outro nome a certo tipo de esperana porque esta palavra significa sobretudo espera. E a esperana j. Deve haver uma palavra que signifique o que quero dizer.

    Clarice Lispector in: A Descoberta do Mundo

  • DIREITOS RECONHECIDOS

    Conveno Internacional dos Direitos da Criana

    Constituio

    ECA

    LDB

    FUNDEB... Entre outros

  • Igualdade=Equidade

    Oportunidades iguais: tratar diferentemente os diferentes

    Dito X Praticado

    Inteno X Gesto

    Iniquidade

  • Um outro aspecto reconhecer que as diferenas entre as

    condies de vida das crianas e adolescentes esto presentes dentro de nossos pases por meio de diversos fatores, entre eles, a desigualdade econmica, as polticas pblicas inadequadas, a indiferena, a discriminao, a corrupo e a falta de viso poltica estratgica com focos a mdio e longo prazos. Esses fatores reduzem drasticamente as oportunidades para a populao infantil e juvenil.

    Irene Rizzini

  • PERCENTUAL DE POBREZA

  • CONTEXTO DE INIQUIDADE

    Os ninguns

    As pulgas sonham com comprar um co, e os ninguns com deixar a pobreza, que em algum dia mgico a sorte chova de repente, que chova boa sorte a cntaros; mas a boa sorte no chove ontem nem hoje, nem amanh, nem nunca, nem uma chuvinha cai do cu da boa sorte, por mais que os ninguns a chamem e mesmo que a mo esquerda coce, ou se levantem com o p direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.

  • Os ninguns: os filhos de ningum, os donos de nada.

    Os ninguns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:

    Que no so, embora sejam.

    Que no falam idiomas, falam dialetos.

    Que no praticam religies, praticam supersties.

    Que no fazem arte, fazem artesanato.

  • Que no so seres humanos, so recursos humanos. Que no tm cultura, e sim folclore. Que no tm cara, tm braos. Que no tm nome, tm nmero. Que no aparecem na histria universal, aparecem nas

    pginas policiais da imprensa local. Os ninguns, que custam menos do que a bala que os

    mata.

    Eduardo Galeano

  • Iniquidade e Violncia

    Infncia x Infncias:para alm das individualidades

  • "O Brasil um entre muitos pases que enfrentam enormes desafios em relao a sua populao jovem. Poucos so os que cometem crimes, mas muitos so vistos como uma ameaa sociedade.

    Enquanto mantivermos o foco equivocado e um pas dividido na busca de alvos fceis para debelar uma violncia que vai muito alm deles, seremos injustos e mesmo covardes. Continuaremos construindo prises, confinaremos tambm as crianas e no atingiremos as razes do problema. Quando efetivamente o pas investir em sua populao infantil e naqueles que tm nas mos a responsabilidade pelo cuidado, formao e educao das crianas?"

    Irene Rizzini

  • IMAGENS DO COTIDIANO

    Meninas do bando de Vila Mariana

    Adolescentes que roubaram no shopping de Salvador/BA

  • No Brasil, a dificuldade em diferenciar negligncia e pobreza particularmente aguda. O desamparo familiar e a privao econmica, associados ao baixo nvel de informao de grande parcela da populao, so caractersticas comuns num pas marcado por profunda desigualdade social; so tambm traos usualmente relacionados ao comportamento negligente dos pais.

    GONALVES, 2003:166 apud

  • INVISIBILIDADE

    Sociedade adultocntrica

  • URBANIZAO ACELERADA E DESIGUAL

  • MUDANAS DEMOGRFICAS

  • A cultura do terror

    A extorso,

    o insulto,

    a ameaa,

    o cascudo,

    a bofetada,

    a surra,

    o aoite,

    o quarto escuro,

  • a ducha gelada,

    o jejum obrigatrio,

    a comida obrigatria,

    a proibio de sair,

    a proibio de se dizer o que se pensa,

    a proibio de fazer o que se sente,

    e a humilhao pblica

  • so alguns dos mtodos de penitncia e tortura tradicionais na vida da famlia. Para castigo desobedincia e exemplo de liberdade, a tradio familiar perpetua uma cultura do terror que humilha a mulher, ensina os filhos a mentir e contagia tudo com a peste do medo.

    Fonte: Os direitos humanos deveriam comear em casa - comenta comigo, no

    Chile, Andrs Dominguez

    Eduardo Galeano

  • Poder Ptrio x Poder familiar

    Da excluso de ilicitude ao Projeto de Lei 7.672/2010

  • EXCLUSO DE ILICITUDE

    Art. 23 - No h crime quando o agente pratica o fato: I - em estado de necessidade; II - em legtima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no

    exerccio regular de direito. Excesso punvel Pargrafo nico - O agente, em qualquer das hipteses

    deste artigo, responder pelo excesso doloso ou culposo.

  • Projeto de Lei 7.672/2010

    Importncia do Projeto de Lei 7.672/2010

    direito da criana e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos

    corporais ou de tratamento cruel ou degradante

  • LEVANTAMENTO DE VIOLNCIA CONTRA CRIANA DE 0 A 6 ANOS

    149 ocorrncias noticiadas de 16 de junho a 30 de agosto de 2011

    59 abuso sexual com 3 bitos

    30 negligncia/abandono com 8 bitos

    40 violncia com 11 bitos

    27 abandono de recm-nascido

    com 9 bitos

    Fonte: Alertas Google

  • LOCAIS DE MAIOR OCORRNCIA

    So Paulo (33) Rio de Janeiro (18) Paran (17) Minas Gerais (12) Bahia (11)

  • AGRESSORES

    98% so familiares ou pessoas prximas da vtima

    Apenas 2% so desconhecidos

  • PARA ENCERRAR Ouvir as crianas

  • Adotar o ponto de vista da criana Polticas Pblicas articuladas com oramento prprio:

    Educao

    Sade

    Assistncia Social

    Segurana e Proteo

    Cultura e Lazer

    Transporte e Urbanismo

    ATENO INTEGRAL E INTEGRADA: DIREITO DA CRIANA

  • Assumir a responsabilidade adulta no significa impor determinadas pautas de maneira arbitrria ou autoritria. A voz das crianas deve ser ouvida, suas demandas devem ser atendidas e suas vises devem ser levadas em conta. Mas a responsabilidade adulta consiste, justamente, em escutar, considerar e analisar, e a partir desses elementos e da sua viso adulta e responsvel, ter a capacidade de elaborar e implementar as polticas mais adequadas.

    Juan Carlos Tedesco

  • Ateno Integral e Integrada: Direito da Criana

    As tradies futuras ... Tambm nos anunciam outro mundo possvel as vozes antigas

    que nos falam de comunidade. A comunidade, o modo comunitrio de produo e de vida, a mais remota tradio das Amricas, a mais americana de todas: pertence aos primeiros tempos e s primeiras pessoas, mas pertence tambm aos tempos que vm e pressentem um novo Mundo Novo. Porque nada existe menos estrangeiro que o socialismo nestas terras nossas. Estrangeiro , na verdade, o capitalismo: como a varola, como a gripe, veio de longe.

    Eduardo Galeano

  • preciso toda uma aldeia para educar uma criana.

    Ditado Africano

    O mundo somos todos ns, responsveis, um a um, um por um, pelo que fizermos do mundo.

    Pedro Bloch

  • MUITO OBRIGADO!

    http://primeirainfancia.org.br

    www.avante.org.br

    mariathereza@primeirainfancia.org.br