DE TRABALHO - SINAEES-SP - Sindicato da Indústria de ... ?· • As Normas Regulamentadoras (NR) do…

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  • Ministrio do trabalho e eMpregoseCretaria de inspeo do trabalho

    departaMento de segUrana e sade no trabalho

    GUIA DE ANLISEACIDENTESDE TRABALHO

    2010

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  • Ministrio do trabalho e eMpregoseCretaria de inspeo do trabalho

    departaMento de segUrana e sade no trabalho

    gUia de anlise aCidentes de trabalho

    2010

  • Ministro do Trabalho e Emprego: Carlos lupi

    Secretria de Inspeo do Trabalho: ruth beatriz Vasconcelos Vilela

    Diretora do Departamento de Segurana e Sade no Trabalho: Jnia Maria de almeida barreto

  • APRESENTAOEste Guia se inclui numa longa histria do Ministrio do Trabalho e Em-prego na busca pela reduo dos acidentes de trabalho.

    Em seu processo de auditoria em SST, de normatizao e de capacitao, em parceria com a sociedade atravs da Comisso Tripartite Paritria Permanente CTPP, o MTE, por meio do Departamento de Segurana e Sade no Trabalho - DSST tem empreendido esforos com o intuito de melhorar continuamente as condies de trabalho e ampliar a cidadania.

    Nas Normas Regulamentadoras alteradas nos ltimos vinte anos, a questo da importncia da anlise de eventos adversos foi inserida e va-lorizada.

    Entretanto, as anlises realizadas pela maioria das empresas continuam frgeis, quase sempre apontando apenas falhas humanas e atribuindo culpa aos acidentados. Nesse contexto, os principais fatores relacionados com a ocorrncia dos acidentes no so identificados, persistindo assim a elevada incidncia desses eventos, gerando custos econmicos e sociais injustificveis.

    A publicao foi elaborada com a colaborao dos instrutores do Curso de Anlise de Acidentes de Trabalho do Projeto Sirena Sistema de Refe-rncia em Anlise de Acidentes de Trabalho, coordenados pelos Audito-res -Fiscais do Trabalho Ivone Corgosinho Baumecker, Mauro de Andra-de Khouri e Viviane de Jesus Forte.

    Esperamos que este Guia auxilie Auditores Fiscais do Trabalho, empre-sas, sindicatos, profissionais da rea de SST e demais interessados na abordagem dos eventos adversos, produzindo um ambiente de trabalho mais seguro e saudvel.

  • NDICE Reduzir riscos e proteger os trabalhadores ............................... 6

    1. Objetivo .................................................................................... 7

    2. Compreendendo a linguagem da anlise ................................. 8

    3. Razes para se analisar eventos adversos ............................. 10

    3.1 Porque analisar eventos adversos relacionados com o trabalho? .10

    3.2 O que se ganha com uma boa anlise? .................................... 11

    4. Sistema de anlise de eventos adversos ................................. 12

    4.1 Benefcios resultantes de um sistema de anlise de eventos adversos ................................................................................. 12

    5 Fatores ou condies relacionados com a ocorrncia de eventos adversos .................................................................................. 13

    6. Quais eventos adversos devem ser analisados ....................... 15

    7. Quem deve participar da anlise dos eventos adversos? ........ 16

    8. Quando a anlise de eventos adversos deve comear? ........... 17

    9. O que a anlise de eventos adversos deve abranger? .............. 18

    9.1 O que faz uma anlise ser adequada? ..................................... 18

    10. Procedimentos a serem adotados pelas empresas em caso de eventos adversos ..................................................................... 20

    11. Anlise de eventos adversos ................................................... 22

    11.1 Etapa I - Coleta de dados........................................................ 22

    11.2 Etapa II - Anlise das informaes ......................................... 36

    11.3 Etapa III - Identificao das medidas de controle .................. 44

    11.4 Etapa IV - Plano de ao......................................................... 46

    12. Anexos..................................................................................... 49

  • GUIA DE ANLISE ACIDENTES DE TRABALHO

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    PROJETO SIRENAGuia de Anlise de Acidentes de Trabalho

    Reduzir riscos e proteger os trabalhadores

    Dados da Previdncia Social mostram que em cinco anos (2004 a 2008) ocorreram no Brasil 2.884.798 acidentes de trabalho. Estima-se que tais eventos possam custar mais de 4% do Produto Interno Bruto PIB por ano.

    Aprender sobre o que ocorre e sobre o que pode ocorrer em um sistema produtivo essencial para a preveno e efetuar boas anlises de eventos adversos possibilita compreender os riscos, solucionar problemas e pro-teger pessoas.

    As informaes sobre acidentes e incidentes de trabalho permitem que se aperfeioem:

    a. As normas de segurana e sade no trabalho;

    b. As concepes e os projetos de mquinas, equipamentos e produtos;

    c. Os sistemas de gesto das empresas;

    d. O desenvolvimento tecnolgico;

    e. As condies de trabalho;

    f. A confiabilidade dos sistemas.

  • GUIA DE ANLISE ACIDENTES DE TRABALHO

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    1.OBJETIVOO objetivo deste Guia apoiar profissionais de segurana e sade no traba-lho, empresas, instituies, rgos pblicos e auditores fiscais do trabalho - AFT na anlise de acidentes do trabalho e outros eventos adversos.

    So apresentadas bases conceituais e metodolgicas necessrias para a compreenso dos eventos acidentrios. Tambm so apresentados aspec-tos relativos preveno e gesto de segurana e sade no trabalho - SST.

    A maioria dos eventos adversos previsvel e prevenvel e, ao contr-rio de constituir obra do acaso, como sugere a palavra acidente, so fenmenos socialmente determinados, relacionados a fatores de risco presentes nos sistemas de produo. O conhecimento derivado da sua anlise amplia as possibilidades de preveno.

    O paradigma cultural predominante no Brasil em relao SST baseia-se na viso de que o sistema tcnico confivel e o ser humano constitui o elo frgil da corrente. As falhas humanas so consideradas decorren-tes de fatores individuais e do desrespeito s normas prescritas, fruto de decises conscientes dos trabalhadores. Nesse contexto as medidas adotadas quase sempre se resumem a punies e a treinamentos.

    A realidade brasileira em SST extremamente heterognea. Gera desde eventos adversos de diagnstico evidente at situaes complexas que demandam estudos aprofundados.

    Em situaes de incidncia elevada de acidentes do trabalho geralmente os problemas so identificados com relativa facilidade. Nesses casos, o desrespeito legislao flagrante e as aes de preveno so bvias.

    Em sistemas com baixa incidncia de acidentes, sua ocorrncia depende da combinao de mltiplos fatores que, por no se apresentarem de for-ma explcita na situao de trabalho habitual, dificilmente so identifica-dos por meio das avaliaes de segurana clssicas.

    Este guia pretende abordar tanto situaes simples quanto as mais complexas.

  • GUIA DE ANLISE ACIDENTES DE TRABALHO

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    2.COMPREENDENDO A LINGUAGEM DA ANLISEPalavras-chaves e frases usadas neste Guia:

    EVENTO ADVERSO: qualquer ocorrncia de natureza indesejvel rela-cionada direta ou indiretamente ao trabalho, incluindo:

    ACIDENTE DE TRABALHO: ocorrncia geralmente no planejada que resulta em dano sade ou integridade fsica de trabalhadores ou de indivduos do pblico.

    Exemplo: andaime cai sobre a perna de um trabalhador que sofre fratura da tbia.

    INCIDENTE: ocorrncia que sem ter resultado em danos sade ou integridade fsica de pessoas tinha potencial para causar tais agravos.

    Exemplo: andaime cai prximo a um trabalhador que con-segue sair a tempo e no sofre leso.

    CIRCUNSTNCIA INDESEJADA: condio, ou um conjunto de condies, com potencial de gerar acidentes ou incidentes.

    Exemplo: trabalhar em andaime fixado inadequadamente (instvel).

    TRABALHADOR: pessoa que tenha qualquer tipo de relao de traba-lho com as empresas envolvidas no evento, independentemente da rela-o de emprego.

    INDIVDUO DO PBLICO: pessoa que no sendo trabalhador sofra os efeitos de eventos adversos originados em processos de produo ou de trabalho, tais como visitantes, transeuntes e vizinhos.

    PERIGO: fonte ou situao com potencial para provocar danos.

    RISCO: exposio de pessoas a perigos. O risco pode ser dimensionado em funo da probabilidade e da gravidade do dano possvel.

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    CONSEQUNCIAS DOS EVENTOS ADVERSOS

    Fatal: morte ocorrida em virtude de eventos adversos relaciona-dos ao trabalho.

    Grave: amputaes ou esmagamentos, perda de viso, leso ou doena que leve a perda permanente de funes orgnicas (por exemplo: pneumoconioses fibrognicas, perdas auditivas), fratu-ras que necessitem de interveno cirrgica ou que tenham ele-vado risco de causar incapacidade permanente, queimaduras que atinjam toda a face ou mais de 30% da superfcie corporal ou ou-tros agravos que resultem em incapacidade para as atividades ha-bituais por mais de 30 dias.

    Moderado: agravos sade que no se enquadrem nas classifi-caes anteriores e que a pessoa afetada fique incapaz de executar seu trabalho normal durante trs a trinta dias.

    Leve: todas as outras leses ou doenas nas quais a pessoa aciden-tada fique incapaz de executar seu trabalho por menos de trs dias.

    Prejuzos: dano a uma propriedade, instalao, mquina, equi-pamento, meio-ambiente ou perdas na produo.

    PROBABILIDADE DE UM EVENTO ADVERSO OCORRER NOVAMENTE

    Certa: dever acontecer novamente e em breve.

    Provvel: poder acontecer novamente, mas no frequentemente.

    Possvel: poder ocorrer de tempos em t