Documentacao sobre instrumentacao

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  • Documentao de Instrumentao

    Aplicao de Smbolos e Identificao

    2a edio

    Marco Antnio Ribeiro

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    VZT A

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    VI 5

  • Documentao de Instrumentao

    Aplicao de Smbolos e Identificao

    2a edio

    Marco Antnio Ribeiro Quem pensa claramente e domina a fundo aquilo de que fala, exprime-se

    claramente e de modo compreensvel. Quem se exprime de modo obscuro e pretensioso mostra logo que no entende muito bem o assunto em questo ou ento, que tem razo para evitar falar claramente (Rosa Luxemburg)

    1998, 2003, Tek Treinamento & Consultoria Ltda. Salvador, BA

  • Dedicado a Andra Conceio, quem muito me ensina

    Instrumentao, de modo simples e direto

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    Prefcio

    A Instrumentao um assunto que interessa e tratada por pessoas com interesses e formaes tcnicas muito diferentes. O especialista de instrumentao chamado indistintamente de Engenheiro de Sistema de Controle, Engenheiro de Instrumentao e Controle, Engenheiro de Instrumento e mais recentemente, Engenheiro de Automao.

    No apenas o engenheiro e tcnico de instrumentao esto interessados neste assunto, mas tambm projetistas, operadores, pessoal de compra, almoxarife e especialista em informtica. Quando todas estas pessoas querem ou precisam se comunicar entre si para discutir instrumentao e controle necessrio haver um meio de comunicao que seja entendido por todos. No exerccio de suas vrias e variadas funes eles utilizam smbolos e cdigos de identificao como meio de comunicao. Para haver um entendimento completo, sem ambigidade, lacunas e discordncias, todos devem usar as mesmas ferramentas grficas, que embora simplificadas consigam conceituar as idias iniciais de engenharia. Estas ferramentas so essenciais ao processo criativo, ao desenvolvimento lgico dos conceitos de medio, controle e automao e para a comunicao destes conceitos entre todos os envolvidos.

    O objetivo deste trabalho o de apresentar o simbolismo e a identificao da instrumentao e dos equipamentos associados e especialistas e leigos do assunto. Espera-se que seja usado para ajudar qualquer pessoa interessada a encontrar as ferramentas necessrias para a execuo de seu trabalho relacionado com a instrumentao.

    Este livro o resultado de um curso ministrado pelo autor na Petrobrs, Fafen-BA.

    Sugestes e crticas destrutivas so benvidas, no endereo: Rua Carmem Miranda 52, A 903, CEP 41820-230, Fone (071) 359-3195 e Fax (071) 359-3058 e no e-mail: marcotek@uol.com.br

    Marco Antnio Ribeiro Salvador, Vero 2003

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    Autor

    Marco Antnio Ribeiro se formou no ITA, em 1969, em Engenharia de Eletrnica blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl,

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    Durante quase 14 anos foi Gerente Regional da Foxboro, em Salvador, BA, perodo da implantao do polo petroqumico de Camaari blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl,

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    Fez vrios cursos no exterior e possui dezenas de artigos publicados nas reas de Instrumentao, Controle de Processo, Automao, Segurana, Vazo e Metrologia e Incerteza na Medio blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl,

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    Desde 1987, diretor da Tek Treinamento & Consultoria Ltda. blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl, blablabl,

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    blablabl, firma que presta servios nas reas de Instrumentao e Controle de Processo.

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    Documentao de Instrumentao

    1. Ferramentas de Comunicao 2. Elementos do Simbolismo 3. Elementos da Identificao 4. Diagrama de Fluxo de Processo 5. Diagrama de Fluxo de Engenharia 6. Simbologia de Controle Multivarivel 7. Simbolismo Lgico 8. Diagramas de Malha 9. Diagramas de Fiao 10. Diagrama Ladder 11. Detalhes de Instalao 12. Folhas de Especificao de Instrumentos

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    Ferramentas de Comunicao

    Introduo Este captulo mostra as bases prtica e

    filosfica para o simbolismo e para os mtodos de identificao. Nenhum exemplo grfico dado deliberadamente. O entendimento completo, por necessidade, precede a aplicao racional.

    Smbolos e Identificao Na engenharia de controle de processo,

    smbolos e identificadores so usados como representaes grficas de conceitos, idias acerca de coisas (equipamentos) ou funes (aes executadas pelos equipamentos). Os smbolos e identificadores so usados com dois objetivos:

    1. conceituar o processo 2. comunicar a informao Alm de serem ferramentas de

    comunicao direta, os smbolos e identificadores ajudam na conceituao e registro da informao acerca dos sistemas de instrumentos.

    Audincia Estas ferramentas de comunicao so

    de interesse de uma grande variedade de pessoas tecnicamente orientadas, tais como

    1. Engenheiros de processo 2. Engenheiros e projetistas de

    sistemas de controle 3. Engenheiros mecnicos, eletricistas

    e de tubulao 4. Pessoal de inspeo de

    equipamento 5. Compradores 6. Vendedores 7. Fabricantes de equipamentos

    8. Pessoal do almoxarifado 9. Instaladores 10. Engenheiros e tcnicos de

    montagem 11. Pessoal de manuteno 12. Engenheiros de segurana 13. Programadores de computador 14. Pessoal de calibrao e teste O usurio final para quem se quer

    colocar as representaes grficas de conceitos deve ser claramente definido, para que a comunicao tenha sucesso. Conceitos, no imagens, so o assunto do processo de comunicao. Conceitos, no imagens, so a base para as normas bem sucedidas (bem aceitas). A simplicidade ajuda.

    necessrio saber o que se quer comunicar e para quem. A escolha do documento, o grau de detalhe, o simbolismo e a identificao padro a ser usada devem ser claramente definidos.

    Simbolismo, identificao e documentao

    Smbolos e identificadores podem representar tanto um equipamento como as funes de um equipamento. O grau de detalhes usado para representar o equipamento e suas funes depende do objetivo do comunicador e das necessidades da audincia pretendida.

    Como os smbolos e identificadores so ferramentas grficas, sempre sero encontrados em uma superfcie que capaz de suportar uma imagem grfica. Esta superfcie por ser papel, madeira, plstico. Atualmente, cada vez mais freqente a mdia eletrnica, por exemplo, em monitores de vdeo. Em um sentido amplo, todos estes meios podem ser

  • Ferramentas de Comunicao

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    considerados como documentos, desde que todos so usados para expressar informao.

    Continuidade de conceito Em projeto e em engenharia comum

    proceder do geral para o especifico: um conceito geral, esquemas, diagramas mais detalhados, especificaes narrativas, folhas de dados individuais. Deve haver uma continuidade de conceito atravs de todos os vrios estgios do processo de projeto.

    Esta continuidade evidente em graus de detalhe: o mesmo conceito, o mesmo equipamento, a mesma funo, mas em nveis diferentes de detalhes e enfoques. Estes diferentes nveis de detalhe so geralmente representados por diferentes documentos: Diagrama de Fluxo de Processo, Diagrama de Fluxo de Engenharia, diagramas de tubulao e instrumentos, diagramas de malhas, folhas de especificao de instrumento, detalhes de instalao. Quando se vai de documento para outro no se deve alterar o smbolo do mesmo conceito radicalmente, pois isso provoca mal entendidos e atrapalha a comunicao.

    Por exemplo, alterar um smbolo circular para um smbolo quadrado para o mesmo equipamento ou funo em dois documentos com enfoques diferentes uma transio abrupta que deve ser evitada.

    A escolha da documentao acompanha e pode variar muito, desde esquemas conceituais simples at diagramas de sistemas com detalhes minuciosos (nmero de terminais de uma borneira, por exemplo). Quando se move de um tipo de documento para outro, nesta escada de detalhes, implica em pequena modificao de smbolos e identificadores usados e no uma mudana radical deles.

    Linguagem comum As fontes dos smbolos e dos mtodos

    de identificao aplicados so usualmente alguma forma de normas: da companhia, institucional, nacional ou internacional. Desde que o principal uso de smbolos e identificadores para a comunicao com outros, so necessrias normas comuns.

    As normas ISA, em geral, so as mais usadas, conhecidas e por isso so a principal fonte de mtodos de simbolismo e identificao.

    As principais normas sobre smbolos e identificao so as seguintes:

    1. ANSI/ISA S5.1 (1984, R1992), Instrumentation Symbols and Identification.

    2. ANSI/ISA S5.2 (1976, R1992), Bynary Logic Diagrams for Process Operations

    3. ANSI/ISA S5.3 (1983), Graphic Symbols for Distributed Control-Shared display Instrumentation, Logic, and Computer Systems

    4. ANSI/ISA S5.4 (1991), Instrument Loop Diagrams

    5. ANSI/ISA S5.5 (1986), Graphic Symbols for Process Displays

    Instrumentos e Equipamentos Este trabalho dirigido para a aplicao

    de smbolos e identificao de instrumentos. Porm, o instrumentista no pode desempenhar sua funo isolada do processo e do equipamento associado com a instrumentao de medio e controle e este fato justifica e explica a incluso de smbolos e identificadores de outros equipamentos. Assim, por questo de completude, sero includos smbolos de equipamentos de processo (reatores, trocadores de calor), tubulaes, equipamentos eltricos (motores, geradores) e mecnico