ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2016 Ações Cíveis Eleitorais ?· os Promotores de Justiça com atribuição…

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    21-Nov-2018

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<ul><li><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016</p><p>Aes Cveis Eleitorais</p></li><li><p>ELEIES MUNICIPAIS DE 2016</p><p> O presente trabalho tem por objetivo servir como um facilitador para os Promotores de Justia com atribuio eleitoral. A colocao das matrias, na forma de tpicos e de forma direta, tem a inteno de tornar a leitura mais adequada, proporcionando agilidade na obteno da informao. Em sntese, sero abordados os aspectos mais relevantes das principais aes cveis eleitorais. Didaticamente, essas aes podem ser subdivididas em dois grupos: a) aes de arguio de inelegibilidade (AIRC e RCED), oponveis em situao de ausncia de preenchimento dos requisitos atinentes capacidade eleitoral passiva; b) aes de combate aos ilcitos eleitorais, as quais tambm podem ser divididas em: aes genricas, pois trabalham com conceitos jurdicos indeterminados e permitem a punio do candidato como beneficirio (AIJE e AIME); representaes especficas, que exigem adequao tpica ou legalidade estrita e, como regra1 , exigem a demonstrao da responsabilidade pessoal do candidato (representao por captao ilcita de sufrgio; por condutas vedadas; por captao e gastos ilcitos eleitorais). </p><p> 1 A exceo a representao por conduta vedada, que admite a punio do candidato como beneficirio (art. 73, 5, da LE).</p></li><li><p>I. Ao de Impugnao ao Registro de Candidatura - AIRC </p><p>II. Recurso contra a expedio do Diploma - RCED</p><p>III. Ao de Investigao Judicial Eleitoral - AIJE</p><p>IV. Ao de Impugnao ao Mandato Eletivo - AIME</p><p>V. Representao por Captao Ilcita de Sufrgio</p><p>VII. Representao por Captao e Gastos Icitos de Recursos Eleitorais</p><p>VIII. Representao por Propaganda Eleitoral irregular</p><p>IX. Representao por Pesquisa Eleitoral irregular</p><p>X. Representao por doao acima do limite legal</p><p>XI. Representao por Direito de Resposta</p><p>NDICE</p><p>4</p><p>24</p><p>8</p><p>26</p><p>10</p><p>27</p><p>12</p><p>28</p><p>15</p><p>29</p><p>18 VI. Representao por Condutas Vedadas aos Agentes Pblicos em Campanhas Eleitorais</p></li><li><p>4</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p>I. AO DE IMPUGNAO AO REGISTRO DE CANDIDATURA - AIRC</p><p>Alckmin; Ac.-TSE no RO n 593/2002 </p><p>Rel. Slvio de Figueiredo Teixeira; Ac.-</p><p>TSE no AREspe n 18.932/2000 Rel. </p><p>Waldemar Zveiter).</p><p> Acerca da condenao criminal </p><p>transitada em julgado, convm </p><p>reiterar: a) o STF (Ac.-STF n 185.371/97 Rel. Octvio Galloti) j pacificou a </p><p>auto-aplicabilidade do art. 15, III, da </p><p>CF/88; b) a suspenso dos direitos polticos cessa com o cumprimento </p><p>ou a extino da pena, independendo </p><p>de reabilitao ou reparao do dano </p><p>(Sm.-TSE n 9);</p><p> O art. 1, inciso I, alnea e, da LC n </p><p>64/90 prev a inelegibilidade para </p><p>os condenados, em determinados </p><p>crimes catalogados na lei, por deciso </p><p>transitada em julgado ou proferida </p><p>por rgo judicial colegiado, desde </p><p>a condenao at o transcurso </p><p>do prazo de 08 (oito) anos aps o </p><p>cumprimento da pena.</p><p> A jurisprudncia tem entendido </p><p>possvel a realizao de teste de </p><p>2 As condies de registrabilidade so considerados meros requisitos instrumentais para a efetivao do registro de candidatura. So exemplos de condies de registrabilidade: a) a autorizao, por escrito do candidato, para concorrer ao pleito (Lei n 9.504/97, art. 11, 1, II); b) a declarao de bens, assinada pelo candidato (Lei n 9.504/97, art. 11, 1, IV); c) a fotografia do candidato, nas dimenses estabelecidas na Instruo do TSE, para constar na urna eletrnica (Lei n 9.504/97, art. 11, 1, VIII).</p><p> 1) FUNDAMENTO LEGAL. Tem previso legal no art. 3 e seguintes da LC n 64/90.</p><p> 2) OBJETIVO. Obter o indeferimento do registro da candidatura</p><p> 3) HIPTESES DE CABIMENTO. So trs as hipteses de cabimento da AIRC: a) a ausncia de condio de elegibilidade (CF/88, art. 14, 3), alm do requisito de no ser analfabeto (CF/88, art. 14, 4); b) a incidncia de hiptese de inelegibilidade constitucional ou infraconstitucional (CF/88, art. 14 e LC n 64/90, art. 1); c) o no-preenchimento das condies de registrabilidade2. </p><p> No possvel apurar a ocorrncia </p><p>de abuso em impugnao de registro </p><p>de candidatura (Ac.-TSE no RO n </p><p>100/98 Rel. Jos Eduardo Rangel de </p></li><li><p>5</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p>3 Na hiptese, no existe intimao pessoal do Ministrio Pblico Eleitoral. </p><p>alfabetizao (art. 14, 4, da CF/88). </p><p>V. Res.-TSE n 23.455/2015, art. 27, 11.</p><p> O art. 11, 7, da Lei n 9.504/97 </p><p>define quitao eleitoral.</p><p> 4) COMPETNCIA. O art. 2, pargrafo nico, da LC n 64/90 define a competncia para a AIRC. Nas eleies municipais, a competncia ser: onde houver mais de uma Zona Eleitoral, do Juzo Eleitoral com atribuio para julgar o registro de candidatos (art. 2, 2, da Res.-TSE n 23.462/2015); nos demais casos, do Juiz Eleitoral da circunscrio.</p><p> 5) PRAZO PARA O AJUIZAMENTO (E CONTAGEM). O prazo para ajuizamento da AIRC de 5 (cinco) dias, contados da publicao do edital relativo ao pedido de registro de candidatura, na forma do art. 3, caput, da LC n 64/90. A publicao do edital, como termo inicial para a propositura da AIRC (seja publicao em rgo oficial ou fixao no cartrio eleitoral), aplica-se a todos os legitimados inclusive ao Ministrio Pblico3.</p><p> A impugnao por parte do candidato, do partido poltico ou da coligao no impede a ao do Ministrio Pblico no mesmo sentido.</p><p> LC n 64/90, art. 3, 1; Res.-TSE n </p><p>23.455/2015, art. 39, 1.</p><p> 6) PRECLUSO: Ocorre a precluso quando a inelegibilidade no arguida na AIRC, salvo se se tratar de matria constitucional ou superveniente ao registro de candidatura. A matria no preclusa deve ser atacada atravs de RCED (Cdigo Eleitoral, art. 262). OBS: tratando-se de prazo preclusivo, no recomendado ao Promotor Eleitoral aguardar a abertura de vista para manifestao, como custos legis, nos autos do procedimento do requerimento do registro de candidatura; tendo cincia da causa de inelegibilidade (sentido lato), o Ministrio Pblico Eleitoral deve apresentar a respectiva impugnao ao registro de candidatura no prazo legal.</p></li><li><p>6</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p> 7) INDEFERIMENTO DE OFCIO. O pedido de registro ser indeferido, ainda que no tenha havido impugnao, quando o candidato for inelegvel ou no atender a qualquer das condies de elegibilidade.</p><p> Res.-TSE n 23.455/2015, art. 45.</p><p> 8) PROCEDIMENTO. Segue o rito previsto na LC n 64/90, art. 3 ao 16.</p><p> 9) LEGITIMIDADE ATIVA. A LC n 64/90 prev a legitimidade ativa do Ministrio Pblico, dos partidos polticos ou coligaes e dos candidatos (art. 3, caput, da LC n 64/90). O eleitor no tem legitimidade ativa, embora possa dar notcia de inelegibilidade.</p><p> Res.-TSE n 23.455/2015, art. 43.</p><p> 10) CAPACIDADEPOSTULATRIA. A jurisprudncia (ainda) tem entendido pela desnecessidade de capacidade postulatria na impugnao ao registro de candidatura, somente exigindo-se a representao </p><p>por advogado na fase recursal (TSE Agravo Regimental em Recurso Especial Eleitoral n 33.378 Rel. Min. Marcelo Ribeiro j. 04.12.2008).</p><p> 11) RECURSO. o previsto no art. 258 do Cdigo Eleitoral, com prazo de 3 (trs) dias. Enquanto estiver com o registro sub judice, o candidato poder efetuar todos os atos relativos campanha eleitoral, inclusive utilizar o horrio eleitoral gratuito no rdio e na televiso e ter seu nome mantido na urna eletrnica (art. 16-A da Lei n 9.504/97).</p><p> 12) GENERALIDADES. No h litisconsrcio passivo necessrio entre Prefeito e Vice na AIRC; a interveno do outro componente da chapa pode ocorrer na forma de assistncia. No caso de eleio proporcional (vereador), no existe litisconsrcio passivo necessrio entre o impugnado e o partido poltico pelo qual pretende concorrer ao pleito; a interveno do partido poltico pode ocorrer na forma de assistente simples.</p></li><li><p>7</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p> Conforme a Sm.-TSE n 11, no processo de registro de candidatos, o partido que no o impugnou no tem legitimidade para recorrer da sentena que o deferiu, salvo se se cuidar de matria constitucional; o teor da Smula n 11 do TSE no aplicvel ao Ministrio Pblico Eleitoral (STF Agravo em Recurso Extraordinrio n 728188 Rel. Min. Ricardo Lewandoswski j. 10.10.2013; deciso em repercusso geral). As condies de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento da formalizao do pedido de registro de candidatura, ressalvadas as alteraes, fticas ou jurdicas, supervenientes ao registro que afastem a inelegibilidade.</p><p> Lei n 9.504/97, art. 11, 10.</p><p> Os prazos so peremptrios e contnuos e correm em secretaria ou cartrio e, a partir da data do encerramento do prazo para registro de candidatos (15.8.2016) at a 16 de dezembro de 2016, no se suspendem aos sbados, domingos e feriados.</p><p> LC n 64/90, art. 16; Res.-TSE n </p><p>23.455/2015, art. 74.</p></li><li><p>8</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p>II. RECURSO CONTRA A EXPEDIO DO DIPLOMA - RCED 1) FUNDAMENTO LEGAL. Tem previso legal no Cdigo Eleitoral, art. 262.</p><p> 2) OBJETIVO. O RCED tem por objetivo desconstituir o diploma.</p><p> 3) HIPTESES DE CABIMENTO. O recurso contra expedio de diploma caber somente nos casos de inelegibilidade superveniente ou de natureza constitucional e de falta de condio de elegibilidade (art. 262 do Cdigo Eleitoral).</p><p> 4) PRAZO (PARA O AJUIZAMENTO). O prazo para ajuizamento do RCED de 3 (trs) dias, a partir da diplomao do candidato.</p><p> Res.-TSE n 23.456/2015, art. 172.</p><p> Trata-se de prazo decadencial, mas, com a supervenincia de recesso forense, o TSE admite a prorrogao de seu termo final para o dia subsequente (Agravo Regimental em Agravo de </p><p>Instrumento n 11450 Rel. Min. Aldir Passarinho Jnior j. 03.02.2011).</p><p> 5) COMPETNCIA. Nas eleies municipais (Prefeito, Vice e Vereadores), interposto perante o Juiz Eleitoral e julgado pelo TRE.</p><p> 6) PROCEDIMENTO. O procedimento similar ao do recurso inominado. So oferecidas as razes pelo autor e as contrarrazes do legitimado passivo, sendo, aps, remetidos os autos Superior Instncia para julgamento observando-se o procedimento estabelecido nos artigos 266 e 267 do Cdigo Eleitoral.</p><p> 7) LEGITIMIDADE ATIVA. So legitimados ativos para o ajuizamento do RCED, os candidatos, partidos polticos, coligaes partidrias e o Ministrio Pblico Eleitoral. O eleitor no possui legitimidade para manejar o RCED.</p></li><li><p>9</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p> 8) LEGITIMIDADE PASSIVA. legitimado passivo do RCED o candidato cujo diploma se pretenda invalidar, seja eleito ou suplente. Em caso de eleio majoritria, o Vice litisconsorte passivo necessrio; de outra parte, no h litisconsorte passivo necessrio entre o titular de mandato eletivo e o partido poltico em sede de RCED.</p><p> 9) EFEITOS. Enquanto o TSE no decidir o recurso interposto contra a expedio do diploma, poder o diplomado exercer o mandato em toda a sua plenitude (art. 216 do Cdigo Eleitoral).</p><p> Res.-TSE n 23.456/2015, art. 172, pargrafo nico.</p></li><li><p>10</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p> 1) FUNDAMENTO LEGAL. o previsto no art. 22 da LC n 64/90.</p><p> 2) HIPTESES DE CABIMENTO. So hipteses de cabimento da AIJE: a) o abuso do poder econmico; b) o abuso de poder de autoridade (ou poltico); c) a utilizao indevida de veculos ou meios de comunicao social.</p><p> 3) BEM JURDICO TUTELADO. A AIJE visa proteger a normalidade e legitimidade das eleies (art. 14, 9, da CF/88). Para a procedncia da AIJE necessria a prova da gravidade das circunstncias do ato abusivo, na forma do art. 22, XVI, da LC n 64/90.</p><p> 4) COMPETNCIA. A competncia, nas eleies municipais, do Juiz Eleitoral (LC n 64/90, art. 24); nas circunscries em </p><p>que houver mais de uma Zona Eleitoral, do Juiz Eleitoral designado pelo TRE.</p><p> 5) PRAZO (PARA O AJUIZAMENTO). De acordo com o TSE, a AIJE somente pode ser ajuizada aps o registro da candidatura (Agravo Regimental em Recurso Ordinrio n 107-87 Min. Gilmar Mendes j. 17.09.2015) e o seu prazo final a data da diplomao (Agravo Regimental em Recurso Especial Eleitoral n 35721 Rel. Min. Carmem Lcia j. 19.08.2010). O TSE entende admissvel a AIJE contra fatos ilcitos que ocorreram ainda antes do incio do processo eleitoral (ou seja, antes do registro de candidaturas e das convenes partidrias).</p><p> Ac.-TSE na Rp n 929/2006 Rel. </p><p>Min. Francisco Cesar Asfor Rocha.</p><p> 6) PROCEDIMENTO. O procedimento adotado o disposto no art. 22 da LC n 64/90.</p><p>III. AO DE INVESTIGAO JUDICIAL ELEITORAL - AIJE</p></li><li><p>11</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p> 7) LEGITIMIDADE ATIVA. O art. 22 da LC n 64/90 confere legitimidade ativa a candidato, partido poltico, coligao partidria ou ao Ministrio Pblico Eleitoral. O eleitor no detm tal legitimidade.</p><p> 8) LEGITIMIDADE PASSIVA. So legitimados passivos para responder a AIJE o candidato e terceiros (quantos hajam contribudo para a prtica do ato), exceto pessoa jurdica, pois no h sano a ser aplicada contra a pessoa jurdica (TSE Representao n 373 Rel. Min. Peanha Martins j. 07.04.2005). No h necessidade de litisconsrcio necessrio entre o representado da AIJE e o partido ao qual ele filiado; a interveno do partido ocorre na forma de assistente simples. Em caso de eleio majoritria, o vice litisconsorte passivo necessrio.</p><p> 9) SANES. A procedncia da AIJE importa na inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribudo para a </p><p>prtica do ato, pelo prazo de 8 (oito) anos subsequentes eleio em que se verificou o abuso (Sm.-TSE n 19), alm da cassao do registro ou diploma do candidato beneficiado.</p><p> LC n 64/90, art. 22, XIV.</p><p> 10) RECURSO E EFEITOS. Da sentena que julgar a AIJE, cabe recurso no prazo de 3 (trs) dias, na forma prevista pelo art. 258 do Cdigo Eleitoral. O recurso interposto contra sentena do Juiz Eleitoral ser recebido com efeito suspensivo automtico (art. 257, 2, do Cdigo Eleitoral).</p></li><li><p>12</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p>IV. AO DE IMPUGNAO AO MANDATO ELETIVO -AIME 1) FUNDAMENTO LEGAL. A AIME tem previso constitucional (art. 14, 10 e 11, da CF/88).</p><p> Res.-TSE n 23.465/2015, art. 173.</p><p> 2) OBJETIVO. Desconstituir o mandato eletivo, tornando insubsistente a diplomao.</p><p> 3) HIPTESES DE CABIMENTO. So hipteses de cabimento da AIME: fraude, corrupo ou abuso do poder econmico. Para o TSE: a) o conceito da fraude, para fins de cabimento da ao de impugnao de mandato eletivo (art. 14, 10, da CF/88), aberto e pode englobar todas as situaes em que a normalidade das eleies e a legitimidade do mandato eletivo so afetadas por aes fraudulentas, inclusive nos casos de fraude lei (Recurso Especial Eleitoral n 1-49 Rel. Min. Henrique Neves j. 04.08.2015); b) cabvel o manuseio da AIME </p><p>se o abuso de poder poltico consistir em conduta configuradora de abuso de poder econmico ou corrupo (essa entendida no sentido coloquial e no tecnicamente penal) (Recurso Especial Eleitoral n 28.040 Rel. Min. Ayres Britto j. 22.04.2008).</p><p> 4) BEM JURDICO TUTELADO. A AIME visa proteger a normalidade e legitimidade da eleio, alm do interesse pblico da lisura eleitoral (art. 14, 9, da CF/88). Para a procedncia da AIME necessria a prova da gravidade das circunstncias do ato abusivo, na forma do art. 22, XVI, da LC n 64/90.</p><p> 5) COMPETNCIA. A competncia, nas eleies municipais, do Juiz Eleitoral; nas circunscries em que houver mais de uma Zona Eleitoral, do Juiz Eleitoral designado pelo TRE.</p></li><li><p>13</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p> 6) PRAZO (PARA O AJUIZAMENTO). O prazo para ajuizamento de 15 (quinze) dias, contados da diplomao do eleito. Trata-se de prazo decadencial, embora o TSE defenda a prorrogao para o primeiro dia til seguinte se o termo final cair em feriado ou dia em que no haja expediente normal (Agravo Regimental em Recurso Especial Eleitoral n 36.006 Rel. Min. Flix Fischer j. 11.02.2010).</p><p> 7) PROCEDIMENTO. Conforme a Res.-TSE n 21.634/2004, o procedimento a ser empregado AIME, at a sentena, o ordinrio eleitoral, previsto no art. 3 e seguintes da LC n 64/90, que aplicvel, originariamente, AIRC.</p><p> Res.-TSE na Inst. n 21.634/2004 Rel. </p><p>Fernando Neves da Silva: Questo de </p><p>Ordem. [...] O rito ordinrio que deve ser </p><p>observado na tramitao da ao de </p><p>impugnao de mandado eletivo, at </p><p>a sentena, o da Lei Complementar </p><p>n 64/90, no o do Cdigo de Processo </p><p>Civil, cujas disposies so aplicveis </p><p>apenas subsidiariamente. [...].</p><p> Res.-TSE n 23.456/2015, art. 173, 1.</p><p> 8) LEGITIMIDADE ATIVA. Possuem legitimidade ativa para propor a AIME, o Ministrio Pblico Eleitoral, os partidos polticos, as coligaes partidrias e os candidatos (eleitos ou no).</p><p> 9) LEGITIMIDADE PASSIVA. legitimado passivo para a AIME o candidato diplomado, ainda que suplente. Na eleio majoritria, o Vice litisconsorte passivo necessrio; o partido poltico intervm como assistente simples.</p><p> 10) RECURSO (EFEITOS E PRAZO). O prazo do recurso de 3 (trs) dias, na forma prevista pelo art. 258 do Cdigo Eleitoral. A deciso proferida na ao de impugnao de mandato eletivo tem eficcia imediata a partir da publicao do respectivo acrdo lavrado em grau de recurso ordinrio, no se lhe aplicando a regra do art. 216 do Cdigo Eleitoral (art. 173, 2, da Res.-TSE n 23.456/2015).</p></li><li><p>14</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p> 1) FUNDAMENTO LEGAL. O fundamento legal o art. 41-A da Lei n 9.504/97, cuja redao prev:</p><p>Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. </p><p>26 e seus incisos, constitui captao </p><p>de sufrgio, vedada por esta Lei, o </p><p>candidato doar, oferecer, prometer, </p><p>ou entregar, ao eleitor, com o fim de </p><p>obter-lhe o voto, bem ou vantagem </p><p>pessoal de qualquer natureza, </p><p>inclusive emprego ou funo pblica, </p><p>desde o registro da candidatura at </p><p>o dia da eleio, inclusive, sob pena </p><p>de multa de mil a cinqenta mil UFIR, </p><p>e cassao do registro ou do diploma, </p><p>observado o procedimento previsto </p><p>no art. 22 da Lei Complementar n 64, </p><p>de 18 de maio de 1990.</p><p> 2) CARACTERIZAO DA CONDUTA ILCITA. So elementos indispensveis: I) a prtica de uma ao (doar, prometer, etc.); II) a existncia de uma pessoa (o eleitor); III) o resultado a que se prope o </p><p>V. REPRESENTAO POR CAPTAO ILCITA DE SUFRGIO</p><p>agente (a obteno do voto); e V. Lei n 9.504/97, art. 41-A, 1.</p><p> Ac.-TSE no REspe n 25.215/2005 </p><p>Rel. Carlos Eduardo Caputo Bastos; </p><p>e Ac.-TSE no REspe n 21.022/2002 </p><p>Rel. Fernando Neves da Silva: embora </p><p>a ao deva ser dirigida a eleitor(es) </p><p>determinado(s), no h necessidade </p><p>de identificao destes eleitores.</p><p> IV) o perodo eleitoral (ato praticado entre o pedido de registro at o dia da eleio).</p><p> 3) BEM JURDICO TUTELADO. Visa preservar a vontade do eleitor.</p><p> Neste sentido, o voto de Nlson </p><p>Azevedo Jobim no Ac.-TSE no REspe </p><p>n 19.553/2002 Rel. Jos Paulo </p><p>Seplveda Pertence: [...] no art. 41-A, </p><p>o bem protegido no o resultado </p><p>da eleio. O bem protegido a </p><p>vontade do eleitor. Ento, h um bem </p><p>protegido distinto, o que no autoriza </p><p>com isso, falar-se em potencialidade.</p></li><li><p>15</p><p>ELEIES MUNICIPAIS 2016 | AES CVEIS ELEITORAIS</p><p> 4) COMPETNCIA. Nas eleies municipais, do juiz eleitoral; nas circunscries em que houver mais de uma Zona Eleitoral, do Juiz Eleitoral designado pelo TRE.</p><p> 5) PRAZO (PARA O AJUIZAMENTO). cabvel o ajuizamento at a data da diplomao (art. 41-A, 3, da Lei n 9.504/97).</p><p> 6) PROCEDIMENTO. O procedimen

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