ESTRATÉGIAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓ .Urina Pulmões Ar expirado Inalação Boca ou Nariz

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ESTRATGIASESTRATGIAS

DE SEGURANADE SEGURANA

NO LABORATRIONO LABORATRIO

F. Coelho - Instituto de Qumica - Unicamp

E-mail: coelho@iqm.unicamp.br

ESTRATGIAS DE SEGURANA NO ESTRATGIAS DE SEGURANA NO LABORATRIOLABORATRIO

ToxicologiaToxicologia de Produtos Qumicos de Produtos Qumicos -- Aspectos GeraisAspectos Gerais

Uso de Equipamentos de Proteo Individual Uso de Equipamentos de Proteo Individual

Ordem e Limpeza no LaboratrioOrdem e Limpeza no Laboratrio

Operaes Gerais Operaes Gerais -- CuidadosCuidados

Infraestrutura Infraestrutura Geral do laboratrioGeral do laboratrio

F. Coelho - Instituto de Qumica - Unicamp ; E-mail: coelho@iqm.unicamp.br

A Estratgia de Segurana no Laboratrio:A importncia

Os blocos para a construo de um Os blocos para a construo de um laboratrio segurolaboratrio seguro

CoordenaoCoordenao

EducaoEducao VigilnciaVigilncia

CooperaoCooperao ComunicaoComunicao

Toxicologia de Produtos Qumicos Aspectos Gerais

Qual a importncia de saber isso? Qual a importncia de saber isso?

-- dose dose

As vias de acesso de substncias txicas: As vias de acesso de substncias txicas:

Area Area -- trato respiratrio trato respiratrio

Oral Oral -- trato digestivo trato digestivo

Pele Pele

O que deve ocorrer com uma substncia qumica (xenobitico) quando em contato

com o nosso corpo ?

Sistemas de Absoro. Distribuio e Sistemas de Absoro. Distribuio e Excreo Excreo

Qual o objetivo disso? Qual o objetivo disso?

Biotransformaes Biotransformaes -- solubilidadesolubilidade

-- Fases I e II Fases I e II

Excreo Excreo

Rotas de Absoro, Distribuio e Excreo de Substncias

potencialmente txicas

Ingesto

Boca

TratoGastro-Instestinal

Fgado

Fezes

Bile

CirculaoEnteroheptica

Sangue e linfa

Rins

Bexiga

Urina

Pulmes

Arexpirado

Inalao

Boca ou Nariz

Pulmes

Absoro pela pele

GorduraFluidoExtracelular

rgos

Tecidoconjutivo

CabelosUnhas

PeleOssos

Glndulas secretoras(sudorparas ou mamrias)

Presena da substnciadetectada no leite materno,no suor, na saliva e nas lgrimas

SubstnciaLipoflica

Ligao com protenas do sangue, albumina,lipoprotenas, celulaslinfticas ou protenas linfticas

Reaes de 1a Fase

Reaes de 2a Fase

Produtos Solveis em gua

Circulao sangunea

Excreopelos Rins

Substncia altamente lipoflica

Localizao fsica, acmulo em tecidos adiposos

CirculaoSangunea Milk

Excreona bile

Reabsorono intestino

Hidrlise

Passagempelo intestino

Eliminao nas fezes

Distribuio e Excreo de Substncias

potencialmente txicas, que sejam

lipoflicas

Distribuio e Excreo de Substncias potencialmente txicas, que sejam hidroflicas ou polares

SubstnciaHidroflica

Substncia Polar

CirculaoSangunea

Pulmes

ArExpirado

Rins

Urina

LgrimasSalivaSuorLeiteCabeloPele

Dissociada Associada

Propriedades lipoflicas

SistemaLinftico

Adipose(tecidos graxos)

Fases da Biotransformao

FaseFase I: I: reaesreaes catalisadascatalisadas pelapela famliafamlia de de enzimasenzimas citocromocitocromo PP450450 e e porpor outrasoutras enzimasenzimas do do reticuloreticulo endoplsmaticoendoplsmaticoReaesReaes: : OxidaoOxidao, , hidrlisehidrlise, , dealquilaodealquilao, , desaminaodesaminao, , desalogenaodesalogenao, , formaoformao de de anisanise e quebraquebra de de ligaesligaes.

FaseFase II: II: reaesreaes de de conjugaoconjugao, , ouou sejaseja, , formaoformaode de ligaesligaes covalentescovalentes entreentre substnciassubstncias qumicasqumicasabsorvidasabsorvidas ouou dos dos produtosprodutos obtidosobtidos nana fasefase I, I, com com substnciassubstncias, , taistais comocomo, , glutationaglutationa, , cidocidoglucurnicoglucurnico, , aminocidosaminocidos

O complexo Citocromo P450

Exemplos de Biointoxicao

Hidrocarbonetosaromticos policclicos

Oxidao pelocitocromo P450

Derivados arilantes eletroflicos

Arilao de cidonuclico e/ou protena

Mutagnese, carcinognese,teratognese, efeitos no sistemaimunolgico, morte celular

Arilaminas

Radicais livres

Nitratos

Reduo pelas bactriasda flora intestinal

Nitritos

SubstnciasN-nitroso

Alquilao do DNAe/ou de protenas

Metahemoglobina

Anoxia tissulare morte celular

Exemplosde

Biointoxicao

cido Fluoractico (ingerido)

cidoFluoroctrico

CH2CO2H

CH2CO2H

F CO2H

Inibio da Aconitase

Bloqueio total doCiclo do cido Ctrico

Fundamental paraas oxidaes biolgicase para a liberao deenergia

Exemplosde

BiotransformaoBiointoxicao

benzeno

cit. P450O

OH

epxidoGlutationa

GSH

HOH

OHHH

OH

trans-dihidroxi-benzeno

OHCCHO

trans,trans-muconaldedo

HO2CCO2H

cido trans, trans mucnico

S

HOH

CO2H

NH

O

cido fenil-premercaptrico

SCO2H

NH

O

cido fenilmercaptrico

ElevadaToxicidade namedula ssea

Coutrim, de Carvalho e Arcuri, Quim. Nova, 2000, 23, 652.

Etapas Principais do Mecanismo de Biotransformao de Substncias Potencialmente Txicas (p.ex. agentes

arilantes ou alquilantes ou metais)

Agentes alquilantesou arilantes

Ligao Covalentecom cidos nuclicosou protenas

Mecanismo deReparo do DNA

DNA alteradoproduz mutaes

Estruturas alteradasLeva a alterao funcional

Alterao no RNAalterao funcional

Protenas alteradasfunes anormais,antignica

Radicais Livres

Excreo

Metais

Estocagem nosnos ossos, seo metal for quimicamentesimilar ao clcio

Quelao ouLigao Covalentecom cidos nuclicosou protenas

Liberado sobestresse, doenaou na velhice

Alguns ndices Toxicolgicos Usuais

LDLD5050 (DL(DL5050)) = dose capaz de matar 50% de uma determinada populao, num determinado perodo de tempo.- Valor relativo (animal concentrao/kg);

EDED5050 (DE(DE5050)) - dose efetiva, quantidae de substncia necessria para causar um efeito biolgico , que no seja a morte da populao estudada.

Valor Limite de Tolerncia (TLV)Valor Limite de Tolerncia (TLV) - concentrao mxima que pode existir de uma substncia no ar para uma exposio de 40h/semana;

Efeito agudo:Efeito agudo: apresenta-se normalmente pouco tempo aps a eexposio, pode ser aps alguns minutos ou aps alguns dias;

Efeito crnico:Efeito crnico: se desenvolve aps um tempo muito maior. Pode ser aps alguns anos. P. ex: contaminao por agentes cumulativos

O que pode significar?

Tabela 1: Exemplo de classificao de toxicidade baseado no valores de LD50 (Used in EC Directives on Classification, Packaging and Labelling of Chemicals)

Categoria LD50 oralmente em ratos (mg/kg peso)

Muito txico menor que 25

Txico de 25 a 200

Perigoso de 200 a 2000

Alguns exemplosTabela 2: Valores aproximados de LD50 para algumassubstncias potencialmente perigosas*

Substncia LD50 homem(mg/kg peso )Adminstrao Oral

Etanol 7 000Cloreto de Sdio 3 000Sulfato cprico 1 500DDT 100Nicotina 60Tetrodotoxina 0.02Dioxina (TCDD) 0.02

* Values obtained from the Merck Index, The Sigma-Aldrich Material Safety DataSheets(Sigma-Aldrich Library of Chemical Safety Data), and Casarett and Doull's Toxicology.

Ser que realmente necessrio usar isso?

E.P.I.sE.P.I.s

Equipamentos de SeguranaEquipamentos de SeguranaProteo para os olhosProteo para os olhos

culos de Segurana: Existem em vrios modelos

Proteo Facial e dos OlhosRisco de projeo

Um avental de laboratrio

Proteo para as mosProteo para as mos

Use luvas todas as vezes em que existir risco potencial de contato com materiais corrosivos ou txicos.

Avaliao antecipada dos riscos.Luvas cirrgicas de ltex podem ser convenientes, entretanto alguns materiais.

Acidente com dimetilmercrio em 1996.

Equipamentos de SeguranaEquipamentos de Segurana

Proteo Respiratria Proteo para o corpo

- Jalecos ou batas (de algodo)

- Macaces;

- Sapatos de couro;

- Aventais;

- Roupas anticidas;

Mscaras contra gases devem ser utilizadas somente por pessoas treinadas.

Equipamentos de Segurana InstitucionaisEquipamentos de Segurana Institucionais

Alarmes contra incndioAlarmes contra incndioSinalizao dos Sinalizao dos extintores

Portas de Portas de emergncia com emergncia com fechadura fechadura antianti--

pnico

extintores

pnico

Sadas de emergnciaSadas de emergncia

Equipamentos de Segurana Institucional IIEquipamentos de Segurana Institucional II

Manuteno da Manuteno da Operacionalidade Operacionalidade

dos dos equipamentos de equipamentos de

SeguranaSegurana

LIMPEZA E ORDEM LIMPEZA E ORDEM

Higiene no Laboratrio QumicoHigiene no Laboratrio QumicoNO FAA NUNCANO FAA NUNCA- comer, beber e fumar no laboratrio;

- manter alimentos, embalagens para alimentos ou copos de gua em ambientes que tenham produtos qumicos;

- beber gua de qualquer fonte dentro do laborat