EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE .EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A)

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  • EXCELENTSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA

    ___ VARA DE FAMILIA E SUCESSES DA COMARCA DE _______

    _________, brasileira, _____, do ___,

    portadora da Cdula de Identidade CI-RG n ______SSP/SP e devidamente

    inscrita no CPF/MF sob o n ____________, Estado de So Paulo, por seu

    advogado, que esta subscreve, procurao ad judicia anexa doc. (01), com

    endereo profissional localizado a _______, n ___, Centro, Cep. ______,

    nesta ___, onde recebe avisos, publicaes e intimaes de praxe, vem, com

    todo acatamento de estilo e urbanidade, perante a Eminente Julgador_,

    apresentar a louvvel e pondervel

    AO DECLARATRIA DE RECONHECIMENTO DE FILIAO

    SOCIOAFETIVA C/C COM PEDIDO DE PETIO DE HERANA,

    ANULAO/NULIDADE/ROMPIMENTO DE TESTAMENTO E REDUO DE

    QUINHO

    em face de

    esplio de ________, brasileira, ______, ___, portadora da Cdula de

    Identidade RG n _______SSP/SP e devidamente inscrita no CPF/MF sob o n

    _____, representado pelo Testamenteiro e Inventariante o ______,

    brasileiro, ____, ______, portador da Cdula de Identidade RG n

    ______SSP/SP e devidamente inscrito no CPF/MF sob o n _______,

    domiciliado nesta capital, na Rua da ____, n ___, _andar, conjunto n __.

  • E demais Legatrios e Corrus, todos abaixo relacionados;

    - _____, brasileiro, _______, profisso ______, portador da Cdula de

    Identidade RG n ______SSP/SP e devidamente inscrito no CPF/MF sob o n

    ______, domiciliado nesta capital, na Rua da ______, n __, __ andar, conjunto

    n ___.

    - _____, brasileiro, _______, profisso ______, portador da Cdula de

    Identidade RG n ______SSP/SP e devidamente inscrito no CPF/MF sob o n

    ______, domiciliado nesta capital, na Rua da ______, n __, __ andar, conjunto

    n ___.

    - _____, brasileiro, _______, profisso ______, portador da Cdula de

    Identidade RG n ______SSP/SP e devidamente inscrito no CPF/MF sob o n

    ______, domiciliado nesta capital, na Rua da ______, n __, __ andar, conjunto

    n ___.

    I DOS BENEFCIOS DA JUSTIA GRATUITA

    A REQUERENTE requer a Vossa

    Excelncia que lhe seja concedido os benefcios da Assistncia Judiciria

    Gratuita, conforme dispe o artigo 4 da Lei 1060/50, haja vista no dispor de

    condies financeiras para suportar custas e despesas processuais sem

    prejuzo prprio, conforme declarao de hipossuficincia econmica anexada

    II - D O I N T R I T O

    1 Tendo em vista que, casos de direito das sucesses, envolve relaes

    humanas e no s bens materiais, a peticionria tem respaldo e fundamento

    quando demonstra a existncia da maternidade socioafetiva, que no pode ser

    ignorada pela Eminente Julgador(a), e muito menos pelos demais Corrus,

    maternidade esta que deve ser reconhecida por este augusto juzo, atravs do

  • direito volitivo que sempre esta em constante evoluo, na busca do

    aperfeioamento das leis mais justas, pois no conflito da justia e do direito,

    devemos lutar pela justia sempre !

    2 a existncia da maternidade socioafetiva, e os princpios da afetividade e

    da solidariedade encontram respaldo constitucional e tico e deve permear a

    conduta e as decises da magistratura moderna e atenta a realidade do mundo

    atual.

    3 - nos tempos atuais a sacralizao do dna, reconhece-se a aptido da

    cincia de identificar a origem gentica dos indivduos que, infelizmente, no

    assegura a construo de laos slidos de amor, carinho, solidariedade,

    afetividade e responsabilidade, caracterizadores da relao dos pais e filhos,

    lhes tornando status familiar.

    4 Ressalte-se ainda que, no existe diferena entre filhos legtimos,

    ilegtimos, legitimados, etc, conforme previso legal contida no art. 227, 6 da

    Carta Magna, a Constituio Federativa do Brasil.

    II DOS FATOS

    1. Para tanto, passa a relatar a Autora

    que fora criada pela falecida ________, como se filha fosse, desde tenra idade,

    a qual sempre lhe deu o verdadeiro amor, carinho e todos os cuidados

    necessrios de uma geratriz, reconhecendo-a, na figura de sua nica e

    verdadeira me adotiva e vice-versa, sendo certo que fora o seu nico

    referencial base, pilar e conceito familiar. Haja vista que fora entregue

    pessoalmente pela sua me biolgica, sua me adotiva a qual se incumbiu

    de trat-la e cri-la como sua nica e verdadeira filha.

    2. Deve ser ressaltado que, ________

  • 3. certo que ainda se lembra, _______

    4. A Autora aps ser adotada faticamente

    pela ________ sempre exerceu todos os cuidados inerentes de uma geratriz,

    preocupava-se muito com seu delicado estado de sade, sendo certo que ela

    pessoalmente era quem ministrava os medicamentos, na ausncia dos

    mdicos, escolheu as escolas particulares, a acompanhava nos estudos,

    vestimentas, etiqueta, cursos, Faculdade e o roteiro de viagens.

    5. certo ainda que, residiu com sua me

    at _______

    6. Mas, desde o dia da adoo de fato,

    _______.....

    .....

    20. Tudo pode e deve ser devidamente

    comprovado, tanto por provas testemunhais, como documentais, fotografias e

    de todos os gneros e etc.

    IV DA FUNDAMENTAO DOUTRINRIA, JURISPRUDENCIAL e

    JURDICA

    1. Hodiernamente, o direito de famlia

    brasileiro est passando por transformaes, por quebra de barreiras,

    principalmente perante a famlia tradicional, como por exemplo casamento

    homoafetivo, a poliafetividade e tambm a filiao socioafetiva, que neste caso

    o direito valoriza mais os laos afetivos, qual seja a relao de criao, de amor

    e dedicao pelo prximo, do que aqueles que mesmo tendo os mesmos laos

    de sangue, no tem estas benevolncias e dever com seus prprios filhos.

  • 2. Everton Leandro da Costa esclarece

    que a filiao socioafetiva compreendida como uma relao jurdica de afeto

    como o filho de criao, como naqueles casos que mesmo sem nenhum

    vnculo biolgico os pais criam uma criana por mera opo, velando-lhe todo

    amor, cuidado, ternura, enfim, uma famlia, em tese, perfeita.1

    3. Importante ressaltar e transcrever os

    ensinamentos de Renato Maia:

    a verdadeira paternidade pode

    tambm no se explicar apenas na

    autoria gentica da descendncia. Pai

    tambm aquele que se revela no

    comportamento cotidiano, de forma

    slida e duradoura, capaz de estreitar

    os laos da paternidade numa relao

    psico-afetiva. Aquele, enfim, que alm

    de poder emprestar seu nome de

    famlia, trata o indivduo como seu

    verdadeiro filho perante o ambiente

    social.2

    4. Julie Cristine Delinski bem identifica

    essa nova estrutura da famlia brasileira que passa a dar maior importncia aos

    laos afetivos, e aduz j no ser mais suficiente a descendncia gentica, ou

    civil, sendo fundamental para a famlia atual a integrao dos pais e filhos

    atravs do sublime sentimento da afeio. Acresce possurem a paternidade e

    a maternidade um significado mais profundo do que a verdade biolgica, onde

    1 COSTA, Everton Leandro da Costa. Paternidade Socioafetiva. Disponvel em:

    http://www.ibdfam.org.br/?artigos&artigo=274 >. Acesso em 27/01/2014 2 MAIA, Renato. Filiao Parental e seus efeitos. So Paulo: SRS Editora, 2008, p. 173.

  • o zelo, o amor filiar e a natural dedicao ao filho revelam uma verdade

    afetiva.3

    5. Assim, temos que a filiao

    socioafetiva passa a interferir na matria de direito, pois traz consequncias

    nos institutos do parentesco, dos alimentos e sucessrios, quando ajuizada

    ao para obter esta espcie de filiao. Ressalte-se que a Justia tem

    reconhecido o direito de filiao socioafetiva, mesmo no tendo

    reconhecimento legal, determinando inclusive a alterao da certido de

    nascimento para constar o nome do pai socioafetivo no lugar do biolgico, ou

    as vezes inserir o pai socioafetivo em conjunto com o biolgico, da a

    multiparentalidade, que ser tema de outro captulo especfico.

    6. Ressalte-se que, a filiao socioafetiva

    no est lastreada no nascimento (fato biolgico), mas em ato de vontade,

    cimentada, cotidianamente, no tratamento e na publicidade, colocando em

    xeque, a um s tempo, a verdade biolgica e as presunes jurdicas.

    Socioafetiva aquela filiao que se constri a partir da criao, um respeito

    recproco, de um tratamento em mo-dupla como pais e filhos. Apresenta-se,

    desse modo, o critrio socioafetivo de determinao do estado de filho como

    um tempero ao imprio da gentica, representando uma verdadeira

    desbiologizao da filiao familiar, fazendo com que o vnculo materno-filial

    no esteja aprisionado somente na transmisso de genes, o qual no

    sinnimo de amor e muito menos garantidor este do estado afetivo recproco.

    7. A cada dia mais se torna prescindvel a

    verdade legal, se tomando por base o conceito da socioafetividade quando da

    determinao da filiao. Ainda que no esteja explicita no contedo normativo

    da Codificao Civil de 2002, a filiao socioafetiva reconhecida pelo art.

    1.593, do Cdigo Civil, quando determina a formao do estado filiativo

    3 Delinski, Julie Cristine. O novo direito da filiao. So Paulo: Sialtica, 1997.p.19 (apud MADALENO, Rolf. Curso de Direito de Famlia, 4 ed.,Rio de Janeiro:Forense, 2011, p. 471).

  • advindo d