of 82 /82
1 FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SANTO ANDRÉ Tecnologia em Mecânica Automobilística Adriel Maia do Amaral Iara de Jesus Lourenço Luiz Belice Destefane SISTEMA DE DIREÇÃO AUXILIAR PARA DEFICIENTES Santo André 2018

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SANTO ANDRÉ Tecnologia …fatecsantoandre.edu.br/arquivos/TCC/227-Mecanica/TCC500.pdf · Apêndice AG – Desenhos técnico da cantoneira de fixação

Embed Size (px)

Text of FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SANTO ANDRÉ Tecnologia...

  • 1

    FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SANTO ANDR

    Tecnologia em Mecnica Automobilstica

    Adriel Maia do Amaral

    Iara de Jesus Loureno

    Luiz Belice Destefane

    SISTEMA DE DIREO AUXILIAR PARA DEFICIENTES

    Santo Andr

    2018

  • 2

    Adriel Maia do Amaral 1131513002

    Iara de Jesus Loureno 1131513021

    Luiz Belice Destefane 1131513026

    SISTEMA DE DIREO AUXILIAR PARA DEFICIENTES

    Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao

    Curso Tecnolgico em Mecnica Automobilstica

    da FATEC Santo Andr, orientado pelo Prof. Dr.

    Roberto Bortolussi como requisito parcial para

    obteno do ttulo de Tecnlogo em Mecnica

    Automobilstica.

    Santo Andr

    2018

  • 3

    A485s

    Amaral, Adriel Maia do Sistema de direo auxiliar para deficientes / Adriel Maia do Amaral, Iara de Jesus Loureno, Luiz Belice Destefane. - Santo Andr, 2018. 82f: il. Trabalho de Concluso de Curso FATEC Santo Andr.

    Curso de Tecnologia em Mecnica Automobilstica, 2018. Orientador: Prof. Dr. Roberto Bortolussi

    1. Mecnica. 2. Veculos. 3. Direo auxiliar. 4. Sistema. 5. Acessibilidade. 6. Dispositivo eletrnico. 7. Adaptao. I. Loureno, Iara de Jesus. II. Destefane, Luiz Belice. III. Sistema de direo auxiliar para deficientes.

    621.389

  • 4

  • 5

    Dedicatria

    Dedicamos este trabalho a todas as pessoas que acreditam na capacidade do

    ser humano de se adaptar, que creem que dificuldades nos fortalecem e nos levam a

    superaes e assim os nossos limites e os impostos pela sociedade so

    ultrapassados. Fizemos esse trabalho pensando em divulgar e incentivar pessoas

    com necessidades especiais a conduzirem um veculo.

  • 6

    Agradecimentos

    Gostaramos de agradecer todas as pessoas que contriburam, direta ou

    indiretamente para execuo deste trabalho, em especial, gostaramos de destacar:

    Nossos pais, por todo apoio durante o curso.

    Nossas namoradas, pela compreenso e pacincia.

    Nosso Professor orientador, Roberto Bortolussi, pelo suporte necessrio e pelo

    direcionamento do nosso trabalho.

    Ao nosso Professor Fernando Garup, pela ajuda e orientao nas questes

    referentes escolha e realizao do TCC.

    Fatec Santo Andr pelo ambiente amigvel e criativo que nos proporcionou

    muitos aprendizados e crescimento.

    Nossos amigos de sala, que nos acompanharam durante essa jornada e com

    os quais compartilhamos muitas histrias e bons momentos.

  • 7

    Se um lugar no permitir o acesso de todos,

    esse lugar deficiente.

    Thais Frota

    (Arquiteta especializada em acessibilidade)

  • 8

    Resumo

    O objetivo deste projeto foi desenvolver um dispositivo que permita pessoas

    com deficincias em ambos os membros superiores dirijam um automvel, passando

    pelos processos de legalizao de adaptao veicular, obteno de CNH especial

    sendo esses os processos que se enquadram no princpio acessibilidade a esse

    grupo de pessoas. Atravs da ferramenta CAD foi desenvolvido um modelo 3D onde

    possvel realizar simulaes de movimento, identificar todos os componentes que

    compem o modelo e seu posicionamento dentro do conjunto bem como sua

    funcionalidade. Com o modelo 3D, foi realizado uma anlise de esforos para verificar

    e confirmar a segurana que o dispositivo fornece ao deficiente, demonstrando sua

    eficcia em relao as foras aplicadas, tendo como resultados obtidos que pontos

    crticos do dispositivo que sofrem grandes esforos suportam foras maiores do que

    as aplicadas para efeito de testes

    Palavras-chaves: Acessibilidade, Direo Automotiva, Adaptao Automotiva, Volante

    Auxiliar, Adaptao Direo, Volante Para os Ps

  • 9

    Abstract

    The aim of this project was to develop a device that allows people with

    disabilities in both upper limbs to drive a car, through the legalization processes of

    vehicular adaptation, obtaining special CNH being those processes that They fall under

    the "accessibility" principle to this group of people. Through the CAD tool was

    developed a 3d model where it is possible to perform simulations of motion, identify all

    components that make up the model and its positioning within the set as well as its

    functionality. With the 3d model, an analysis of efforts was conducted to verify and

    confirm the safety that the device provides to the disabled, demonstrating its

    effectiveness in relation to the applied forces, having as results obtained that critical

    points of the device that Major efforts support higher forces than those applied for

    testing purposes.

    Keywords: Accessibility, Automotive Driving, Automotive Adaptation, auxiliary steering

    wheel, adaptation direction, steering wheel for feet.

  • 10

    Lista de Imagens

    Figura 1 - Campo da CNH ......................................................................................... 20

    Figura 2 - Controle de Comandos Eltricos .............................................................. 22

    Figura 3 - Auxiliar de Acionamento de Freio de Estacionamento Manual ................. 22

    Figura 4 - Comando Manual Universal ...................................................................... 23

    Figura 5 - Central Comandos ao Volante .................................................................. 24

    Figura 6 - Central Comandos ao Volante nos Ps .................................................... 25

    Figura 7 - Acelerador Esquerdo ................................................................................ 25

    Figura 9 - Auxiliar de Acionamento do Freio de Estacionamento Eltrico ................. 26

    Figura 8 - Dispositivo do Freio Eltrico ...................................................................... 26

    Figura 10 - Montagem Superior ................................................................................. 29

    Figura 11 - Montagem Inferior ................................................................................... 30

    Figura 12 - Posio de Polias .................................................................................... 31

    Figura 13 - Projeto Completo .................................................................................... 32

    Figura 14 - Simulao ............................................................................................... 36

    file:///C:/Users/iara.lourenco/Downloads/Monografia%20Final%20Ultimos%20Ajustes%20Ps%20Banca%2007-07-18.docx%23_Toc519184249file:///C:/Users/iara.lourenco/Downloads/Monografia%20Final%20Ultimos%20Ajustes%20Ps%20Banca%2007-07-18.docx%23_Toc519184250file:///C:/Users/iara.lourenco/Downloads/Monografia%20Final%20Ultimos%20Ajustes%20Ps%20Banca%2007-07-18.docx%23_Toc519184251file:///C:/Users/iara.lourenco/Downloads/Monografia%20Final%20Ultimos%20Ajustes%20Ps%20Banca%2007-07-18.docx%23_Toc519184252file:///C:/Users/iara.lourenco/Downloads/Monografia%20Final%20Ultimos%20Ajustes%20Ps%20Banca%2007-07-18.docx%23_Toc519184253file:///C:/Users/iara.lourenco/Downloads/Monografia%20Final%20Ultimos%20Ajustes%20Ps%20Banca%2007-07-18.docx%23_Toc519184254file:///C:/Users/iara.lourenco/Downloads/Monografia%20Final%20Ultimos%20Ajustes%20Ps%20Banca%2007-07-18.docx%23_Toc519184255file:///C:/Users/iara.lourenco/Downloads/Monografia%20Final%20Ultimos%20Ajustes%20Ps%20Banca%2007-07-18.docx%23_Toc519184256

  • 11

    Lista de Quadros

    Quadro 1 - Comandos com as Mos ......................................................................... 27

    Quadro 2 - Comandos com os Ps ........................................................................... 27

  • 12

    LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

    ART. Artigo

    CFC Centro de Formao de Condutores

    CNH Carteira Nacional de Habilitao

    CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente

    CONTRAN Conselho Nacional de Trnsito

    CPF Cadastro de Pessoa Fsica

    CRLV Certificado de Registro e Licenciamento de Veculos

    CTB Cdigo de Trnsito Brasileiro

    DETRAN Departamento de Trnsito

    IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica

    INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia

    RENACH Registro Nacional de Carteira de Habilitao

  • 13

    Sumrio 1 Introduo ........................................................................................................................ 15

    2 Acessibilidade no Ambiente Automotivo ..................................................................... 16

    2.1 Processo de Legalizao da Adaptao ............................................................. 16

    2.1.1 Cdigo de Trnsito Brasileiro (CTB) .................................................................... 17

    2.2 Processo de Obteno de CNH Especial ........................................................... 18

    2.2.1 Autoescola .......................................................................................................... 19

    2.2.2 Exame Mdico .................................................................................................... 19

    2.2.3 Prova Prtica ....................................................................................................... 19

    3 Desenvolvimento do projeto ......................................................................................... 21

    3.1 Anlise das Adaptaes Automotivas ................................................................. 21

    3.1.1 Controle de comandos eltricos ......................................................................... 21

    3.1.2 Auxiliar acionamento freio de estacionamento manual .................................... 22

    3.1.3 Comando manual universal ................................................................................ 23

    3.1.4 Controles auxiliares via cabo .............................................................................. 23

    3.1.5 Acelerador esquerdo .......................................................................................... 25

    3.1.6 Eletrificao do freio........................................................................................... 26

    3.2 Anlise das Necessidades para Adaptao ....................................................... 27

    4 Projeto .............................................................................................................................. 28

    4.1 Detalhamento do Projeto ....................................................................................... 28

    4.2 Clculos .................................................................................................................... 33

    4.3 Fora Aplicada no Volante Auxiliar ...................................................................... 33

    4.4 Esforo no Eixo de Direo ................................................................................... 34

    4.5 Anlise ...................................................................................................................... 35

    5 Concluso ........................................................................................................................ 38

    6 Trabalhos Futuros .......................................................................................................... 39

    7 Bibliografia ....................................................................................................................... 41

    Apndice AA Questionrio sobre exame Mdico .......................................................... 43

    Apndice AB Questionrio sobre a Inspeo Veicular ................................................. 45

    Apndice AC Questionrio para Autoescola .................................................................. 47

    Apndice AD Desenho tcnico do acoplamento do volante inferior .......................... 49

  • 14

    Apndice AE Desenho tcnico da base da caixa de apoio do p .............................. 50

    Apndice AF Desenhos tcnico da caixa de apoio do p ........................................... 51

    Apndice AG Desenhos tcnico da cantoneira de fixao da tampa ........................ 52

    Apndice AH Desenho tcnico da chapa de apoio do p ........................................... 53

    Apndice AI Desenho tcnico da chapa do esticador .................................................. 54

    Apndice AJ Desenho tcnico do distanciador da polia .............................................. 55

    Apndice AK Desenho tcnico do eixo esticador ......................................................... 56

    Apndice AL Desenho tcnico do eixo motor ................................................................ 57

    Apndice AM Desenho tcnico do eixo movido ............................................................ 58

    Apndice AN Desenho tcnico do mancal de rolamento da base ............................. 59

    Apndice AO Desenho tcnico da polia 22 8M 20 ....................................................... 60

    Apndice AP Desenho tcnico de proteo inferior da engrenagem ........................ 61

    Apndice AQ Desenho tcnico da proteo superior da engrenagem ..................... 62

    Apndice AR Desenho tcnico da tampa da caixa ....................................................... 63

    Apndice AS Desenho tcnico da trava da polia .......................................................... 64

    Apndice AT Desenho tcnico da polia 22 8M 20 para rolamento ............................ 65

    Apndice AU Desenho tcnico da bucha da engrenagem .......................................... 66

    Apndice AV Desenho tcnico do distanciador esticador fixo .................................... 67

    Apndice AX Desenho tcnico do distanciador esticador mvel ............................... 68

    Apndice AY Desenho tcnico do distanciador mancal ............................................... 69

    Apndice AZ Desenho tcnico do eixo da engrenagem .............................................. 70

    Apndice BA Desenho tcnico da engrenagem bipartida ........................................... 71

    Apndice BB Desenho tcnico da engrenagem ............................................................ 72

    Apndice BC Desenho tcnico do mancal do rolamento da engrenagem ............... 73

    Apndice BD Desenho tcnico do pomo do p ............................................................. 74

    Apndice BE Desenho tcnico da trava da engrenagem ............................................ 75

    Apndice BF Relatrio de Simulao do Fusion 360 ................................................... 76

    8 Anexo A Anexo XV da Resoluo 474 CONTRAN ............................................... 82

  • 15

    1 Introduo

    O ltimo senso realizado pelo IBGE em 2010, identificou que existem 45,6

    milhes de deficientes no Brasil, sendo que destes, 13 milhes tem deficincia motora.

    Dos 13 milhes de pessoas com deficincia motora, 8,55 milhes esto entre 20 a 69

    anos de idade, ou seja, potenciais motoristas, sendo 3,2 milhes de mulheres e 5,3

    milhes de homens.

    Observando esses dados que foi motivado a criao desse projeto. Para levar

    ao leitor informaes e possveis solues, para que haja a incluso dessa fatia de

    pessoas na sociedade, oferecendo-lhes a possibilidade de autonomia em seu

    deslocamento operando um veculo

    Este trabalho tem como objetivo desenvolver um dispositivo que adaptado a

    coluna de direo do veculo permita a direo por pessoas com deficincia em ambos

    os membros superiores.

    Primeiramente ser abordado a questo jurdica e documental necessrias

    para que um veculo comum possa sofrer adaptaes e os processos para obteno

    de uma Carteira Nacional de Habilitao (CNH) Especial, que permite um deficiente

    fsico dirigir.

    Em seguida, ser apresentado algumas adaptaes disponveis no mercado e

    por ltimo, a apresentao do projeto principal detalhado, com os estudos, analises e

    concluses em relao ao projeto.

    Para a elaborao deste projeto foi utilizado o conhecimento adquirido em sala

    de aula como, clculos de estruturas, sistemas de direo, desenho tcnico entre

    outras. Com a anlise das necessidades de um motorista na conduo de um veculo

    e da legislao existente, ser desenvolvido um projeto do equipamento que atenda

    s necessidades e expectativas do usurio e os padres de segurana e

    confiabilidade.

  • 16

    2 Acessibilidade no Ambiente Automotivo

    O termo acessibilidade significa incluir a pessoa com deficincia na participao

    de atividades como o uso de produtos, servios e informaes. Alguns exemplos so

    os prdios com rampas de acesso para cadeira de rodas e banheiros adaptados para

    deficientes. (www.brasil.gov.br/acessibilidade - 2017)

    Em ambiente de trafego essa acessibilidade pode ser entendida como facilitar

    ao deficiente, no s o transporte e locomoo dos mesmos, como tambm

    proporcionar autonomia, para que possam ser responsveis pelo seu prprio

    translado sem a dependncia de outrem.

    Pensando nisso que o CONTRAN (Conselho Nacional de Transito) permite a

    deficientes tirar sua CNH (Carteira Nacional de Habilitao) especial. Uma habilitao

    como de qualquer pessoa que o permite dirigir um veculo, desde que este esteja com

    adaptaes exigidas por um mdico perito.

    Porm, essas adaptaes, quando modificam parte estrutural de direo do

    veculo, precisam ser inspecionadas e aprovadas por instituies credenciadas pelo

    INMETRO, para assegurar a funcionalidade e segurana de tais adaptaes.

    A obteno da CNH especial, assim como a aprovao da adaptao, so dois

    processos tanto complexos e burocrticos quanto deficientes em divulgao, ento

    em seguida, ambos sero descritos de forma mais clara e simplificada.

    2.1 Processo de Legalizao da Adaptao

    No exame de aptido fsica e mental que o mdico indica a adaptao

    necessria, para que a pessoa avaliada possa dirigir. Porm a adaptao de forma

    efetiva tambm exige cumprir algumas leis, normas e padres de conformidade e

    segurana

  • 17

    2.1.1 Cdigo de Trnsito Brasileiro (CTB)

    O cdigo de trnsito brasileiro faz meno a adaptaes veiculares, conforme

    art. 123 e 124 da Lei n9.503 de 23 de setembro de 1997 que consta no Cdigo de

    Trnsito Brasileiro de 2016

    Art. 123. Ser obrigatria a expedio de novo Certificado de Registro

    de Veculo quando:

    I - for transferida a propriedade;

    II -o proprietrio mudar o Municpio de domiclio ou

    residncia;

    III - for alterada qualquer caracterstica do veculo;

    IV - houver mudana de categoria.

    Art. 124. Para a expedio do novo Certificado de Registro de

    Veculo sero exigidos os seguintes documentos:

    I - Certificado de Registro de Veculo anterior;

    II - Certificado de Licenciamento Anual;

    III - comprovante de transferncia de propriedade, quando

    for o caso, conforme modelo e normas estabelecidas pelo CONTRAN;

    IV - Certificado de Segurana Veicular e de emisso

    de poluentes e rudo, quando houver adaptao ou alterao de

    caractersticas do veculo;

    V - comprovante de procedncia e justificativa da

    propriedade dos componentes e agregados adaptados ou

    montados no veculo, quando houver alterao das

    caractersticas originais de fbrica;

    VI - autorizao do Ministrio das Relaes Exteriores, no

    caso de veculo da categoria de misses diplomticas, de reparties

    consulares de carreira, de representaes de organismos

    internacionais e de seus integrantes;

    VII - certido negativa de roubo ou furto de veculo,

    expedida no Municpio do registro anterior, que poder ser substituda

    por informao do RENAVAM;

  • 18

    VIII - comprovante de quitao de dbitos relativos a

    tributos, encargos e multas de trnsito vinculados ao veculo,

    independentemente da responsabilidade pelas infraes cometidas;

    IX - Registro Nacional de Transportadores Rodovirios, no

    caso de veculos de carga; (Revogado pela Lei n 9.602, de

    1998)

    X - comprovante relativo ao cumprimento do disposto no

    art. 98, quando houver alterao nas caractersticas originais do

    veculo que afetem a emisso de poluentes e rudo;

    XI - comprovante de aprovao de inspeo veicular e de

    poluentes e rudo, quando for o caso, conforme regulamentaes do

    CONTRAN e do CONAMA.

    O no cumprimento do Art. 124 do Cdigo de Trnsito Brasileiro, pode sofrer

    as seguintes consequncias descritas art. 162 da Lei n9.503 de 23 de setembro de

    1997 que consta no Cdigo de Trnsito Brasileiro

    Art. 162. Dirigir veculo:

    VI - sem usar lentes corretoras de viso, aparelho auxiliar de

    audio, de prtese fsica ou as adaptaes do veculo impostas por

    ocasio da concesso ou da renovao da licena para conduzir:

    Infrao - gravssima;

    Penalidade - multa;

    Medida administrativa - reteno do veculo at o

    saneamento da irregularidade ou apresentao de condutor

    habilitado.

    2.2 Processo de Obteno de CNH Especial

    Como a vida do deficiente fsico no Brasil, talvez a conquista do direito de dirigir,

    atravs da CNH especial pode parecer difcil e complexa. Entretanto, o objetivo do

    trabalho facilitar a vida dessas pessoas e tornar sua autonomia possvel de uma

    forma mais simples, logo, nesse item ser descrito tudo que necessrio para que

    uma pessoa com deficincia fsica consiga tirar sua primeira habilitao.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9602.htm#art7http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9602.htm#art7

  • 19

    2.2.1 Autoescola

    O processo para a obteno da CNH especial junto a autoescola o mesmo

    processo da CNH comum, com exceo do exame mdico e prova prtica. Os

    documentos exigidos, assim como os requisitos bsicos, como de idade mnima de

    18 anos, por exemplo, so os mesmos, tanto para pessoas com deficincia fsica ou

    no.

    As aulas tericas tambm no mudam em nada do padro.

    As aulas prticas de direo, devero ser feitas em carro com as adaptaes

    necessrias e recomendadas pelo examinador mdico. A autoescola dever fornecer

    esse carro ao aluno e ter instrutores aptos a dar esse tipo de aula.

    2.2.2 Exame Mdico

    Uma das alteraes entre uma CNH comum e a CNH especial, o exame

    mdico. O exame mdico deve ser feito com um mdico credenciado especialmente

    para atender pessoas com deficincias fsicas como vimos no Apndice A.

    No exame, o mdico atestar a deficincia e indicar as adaptaes

    necessrias para o veculo.

    A lista de mdicos credenciados para essa finalidade e o valo do exame

    encontra-se no site do Detran.

    2.2.3 Prova Prtica

    O exame prtico final deve ser feito em uma unidade que tenha banca especial

    para a devida avaliao. Caso a unidade em que esteja tirando sua primeira

    habilitao no tenha essa banca especial, o atendente do Detran encaminhar a

    pessoa com deficincia fsica at a unidade com banca especial mais prxima.

  • 20

    O veculo utilizado para a prova prtica poder ser do CFC ou de sua

    propriedade ou de parentes como conjugue, pais, filhos e irmos. Nesse caso, deve-

    se apresentar documento de licenciamento do veculo (CRLV) j atualizado, vistoriado

    e aprovado a adaptao por um estabelecimento credenciado pelo INMETRO e

    documento de identificao pessoal, ou, se o veculo for de parentes, documentos que

    comprove grau de parentesco, conforme Apndice B e C.

    Ao fim do processo de obteno da CNH especial com xito, ser adicionado

    ao campo observaes letras do alfabeto que correspondem as restries que so

    impostas ao condutor, conforme especificado no Anexo A, e pode-se observar na

    figura 1.

    Figura 1 - Campo da CNH

    Fonte: Detran SP

  • 21

    3 Desenvolvimento do projeto

    Para o desenvolvimento da adaptao em questo foi pesquisado sobre as

    adaptaes comuns no mercado nacional e internacional e realizada uma anlise das

    necessidades durante a conduo de um veculo.

    3.1 Anlise das Adaptaes Automotivas

    Durante a pesquisa de adaptaes existentes, foi selecionado as mais

    utilizadas de acordo com pesquisas junto a autoescolas e mdicos credenciados pelo

    Detran.

    3.1.1 Controle de comandos eltricos

    Equipamento que permite o controle dos comandos eltricos de dirigibilidade

    como seta, faris, lavadores, limpadores e buzina e do prprio volante do veculo

    simultaneamente (figura 2), com apenas uma das mos, sem que o condutor tire a

    mo do volante.

    (http://www.kivi.com.br/produtos/central_de_comandos_auxiliares_pv3000-2016)

    Indicado para pessoas com alguma deficincia ou ausncia de um dos

    membros superiores.

    http://www.kivi.com.br/produtos/central_de_comandos_auxiliares_pv3000-2016

  • 22

    Fonte: Kivi

    3.1.2 Auxiliar acionamento freio de estacionamento manual

    Este dispositivo usado por motoristas com deficincia no membro superior

    direito ou em ambos os membros superiores. Ele pode ser instalado em veculos

    equipados com transmisso automtica e direo hidrulica (figura 3).

    Facilita a ativao e desativao da alavanca do freio de estacionamento.

    A pega, no entanto, manobrvel atravs de uma ligeira presso, inserido na

    alavanca do freio de estacionamento, de modo a facilitar a sua utilizao.

    (http://www.kivi.com.br/produtos/facilitacao_de_freio_ffam197-2016)

    Fonte: Kivi

    Figura 2 - Controle de Comandos Eltricos

    Figura 3 - Auxiliar de Acionamento de Freio de Estacionamento Manual

    http://www.kivi.com.br/produtos/facilitacao_de_freio_ffam197

  • 23

    3.1.3 Comando manual universal

    Este equipamento (figura 4) transfere os comandos de acelerador e freio de

    servio para serem controlados pelo membro superior esquerdo do motorista,

    entretanto, atravs de uma empunhadura horizontal posicionada ao lado esquerdo do

    volante de direo do veculo.

    Seus comandos so, puxando a alavanca obtm-se a acelerao e

    empurrando-a contra o painel obtm-se a frenagem.

    Indicado para pessoas com algum tipo de deficincia ou ausncia dos membros

    inferiores.(http://www.kivi.com.br/produtos/alavanca_radial_rt12-2016)

    Fonte: Kivi

    3.1.4 Controles auxiliares via cabo

    Os cabos de controles auxiliares so utilizados por motoristas com deficincia

    em ambos os membros superiores. Eles podem ser instalados em veculos equipados

    com transmisso automtica e direo hidrulica. Ele permite que se opere os

    controles auxiliares, tais como setas, luzes, buzina, limpadores, sinal de emergncia

    e lavador atravs do acionamento de botes convencionais posicionados dentro da

    cabine (figura 6), dependendo das necessidades individuais do motorista.

    Figura 4 - Comando Manual Universal

    http://www.kivi.com.br/produtos/alavanca_radial_rt12

  • 24

    Por exemplo, os sensores para a acionamento dos indicadores de direo so

    muitas vezes colocados dentro do apoio de cabea (figura 5), uma do lado direito e

    outra do lado esquerdo: para inserir as setas basta um leve movimento de presso da

    nuca, para desativar basta apenas repetir a ao.

    Para acionar a ignio dos limpadores de para-brisa e a luz, e geralmente

    instalado um sutil boto no apoio de brao direito ou na porta dianteira esquerda: o

    motorista, por meio de uma ligeira presso do antebrao ou cotovelo, ativa os

    comandos.

    O comando auxiliar via cabo pode tambm ser integrado no punho da

    alavanca para acelerao e freio. Isto permite acionar os controles com a mesma mo

    que utiliza a alavanca. Os botes so em alto relevo, a sua localizao exata pode ser

    facilmente detectada atravs de apenas o movimento da mo, sem ter que desviar o

    olhar da estrada.

    (http://www.kivi.com.br/produtos/controles_auxiliares_via_cabo_19710-2016)

    Figura 5 - Central Comandos ao Volante

    Fonte: Kivi

    http://www.kivi.com.br/produtos/controles_auxiliares_via_cabo_19710

  • 25

    Fonte: Kivi

    3.1.5 Acelerador esquerdo

    um equipamento que transfere o comando do acelerador para o lado

    esquerdo do pedal de freio com uma simples adaptao (figura 7), sem anular o pedal

    do acelerador.

    Indicado para pessoas que tenham alguma deficincia ou ausncia do membro

    inferior direito.

    (http://www.kivi.com.br/produtos/pedal_do_acelerador_a_esquerda-2016)

    Fonte: Kivi

    Figura 7 - Acelerador Esquerdo

    Figura 6 - Central Comandos ao Volante nos Ps

    http://www.kivi.com.br/produtos/pedal_do_acelerador_a_esquerda-2016

  • 26

    3.1.6 Eletrificao do freio

    Este dispositivo usado por motoristas com deficincia no membro superior

    direito ou em ambos os membros superiores. Pode ser instalado em veculos

    equipados com transmisso automtica e direo hidrulica, ambos com alavanca do

    freio de estacionamento ou pedal.

    Consiste em um atuador eltrico que permite controlar eletricamente o freio de

    estacionamento atravs de um boto no painel (figura 8 e 9). equipado com um

    dispositivo de segurana que impede uma operao em caso de presena de um

    obstculoemseupercurso.(http://www.kivi.com.br/produtos/pedal_do_acelerador_a_e

    squerda-2016)

    Figura 9 - Dispositivo do Freio Eltrico

    Fonte: Kivi

    Figura 8 - Auxiliar de Acionamento do Freio de Estacionamento Eltrico

    Fonte: Kivi

    http://www.kivi.com.br/produtos/pedal_do_acelerador_a_esquerdahttp://www.kivi.com.br/produtos/pedal_do_acelerador_a_esquerdahttp://www.adaptauto.com.br/auxiliar-acionamento-freio-estacionamento-eletrico.html

  • 27

    3.2 Anlise das Necessidades para Adaptao

    Comandos necessrio na direo veicular, conforme o quadro 1 e quadro 2:

    Quadro 1 - Comandos com os ps

    Quadro 2 - Comandos com as mos

    COMANDOS COM AS MOS

    COMANDO ACIONAMENTO PROPOSTO

    ABERTURA DE PORTA DESTRAVAMENTO POR SENSOR + BOTO

    DE ABERTURA

    IGNIO VIA BOTO

    CINTO DE SEGURANA VERIFICAR NECESSIDADE DE ADAPTAO

    VOLANTE VOLANTE NO PISO (*VERIFICAR

    NECESSIDADE EXTRA DE ADAPTAO)

    BUZINA VIA BOTO

    CAMBIO AUTOMTICO OU AUTOMATIZADO

    (VERIFICAR NECESSIDADE DE ADAPTAO)

    FREIO DE ESTACIONAMENTO ADAPTAO MECNICA OU ELTRICA

    SETAS / LIMPADOR / FAROL / LIMPADOR / PISCA ALERTA

    VIA BOTO OU PEDAL OU COMANDO DE VOZ

    VIDROS E TRAVAS VIA BOTO (VERIFICAR NECESSIDADE DE

    REPOSICIONAMENTO)

    RETROVISOR ELTRICO

    CENTRAL MULTIMDIA E AR CONDICIONADO

    VIA BOTO OU PEDAL OU COMANDO DE VOZ

    COMANDOS COM OS PS

    COMANDO ACIONAMENTO PROBLEMA SOLUO

    ACELERADOR P DIREITO

    -

    FREIO -

    EMBREAGEM P ESQUERDO P SER USADO

    NO VOLANTE AUXILIAR

    EMBREAGEM AUTOMATIZADA OU

    AUTOMTICA

  • 28

    4 Projeto

    O projeto consiste em transferir o movimento do volante do dispositivo auxiliar

    instalado no assoalho para o volante original do carro.

    Pode-se dividir esse projeto em duas partes. Uma primeira, a instalao de

    uma engrenagem ao eixo de direo do veculo, que recebe o movimento feito pelo

    usurio no dispositivo, e a segunda parte seria o dispositivo propriamente dito, que

    instalado no assoalho do veculo, prximo aos pedais de comando.

    4.1 Detalhamento do Projeto

    Nesta primeira parte, o eixo de direo do veculo, por se tratar de uma pea

    de item de segurana, no foi realizada alterao estrutural, porm foi necessrio

    acoplar uma engrenagem no mesmo.

    Para receber o torque aplicado pelo usurio, vindo do dispositivo, usado um

    par engrenado, onde uma engrenagem e uma bucha bipartida fixada abraando o

    eixo de direo e sendo presa, atravs de compresso da bucha, que alm de

    bipartida cnica e a outra fixada junto a primeira atravs de uma caixa que tem

    como funo, alm de unir as duas engrenagens, isol-las para no deixa-las

    expostas no veculo, conforme figura 10.

  • 29

    Figura 10 - Montagem Superior

    Fonte: Autores

    A juno desses dois componentes (bucha e engrenagem) ao eixo de direo

    se d pela fora de contato entre eixo, bucha e engrenagem e recebero o torque

    vindo do dispositivo, fixado ao assoalho do veculo, e operado pelo usurio. Por esse

    motivo, um ponto crtico, onde deve-se garantir o travamento desse conjunto,

    assegurando que no aja nenhum escorregamento.

    A segunda parte o dispositivo onde o movimento gerado (figura 11),

    atravs do membro inferior do condutor. Trata-se de um compartimento, com um

    conjunto de quatro polias, organizadas de forma que, ligadas atravs de uma correia

    dentada dupla, transfira o movimento aplicado pelo condutor ao eixo de direo no

    mesmo sentido, sem que aja uma inverso do sentido (figura 12). Por conta da

    disposio dos componentes do projeto e sua instalao, foi necessrio ter esse

    cuidado e esse jogo de polias para que no ocorresse que o veculo virasse direita,

    quando o condutor girasse o volante para esquerda no dispositivo, por exemplo.

  • 30

    Figura 11 - Montagem Inferior

    Fonte: Autores

  • 31

    Figura 12 - Posio de Polias

    Fonte: Autores

    Esse dispositivo fixado no assoalho do veculo, a esquerda dos pedais de

    comando, de forma que o condutor consiga operar o volante.

    Uma vez fixado o dispositivo, de forma confortvel e segura para o usurio,

    esse movimento, gerado inicialmente no dispositivo precisa ser transferido para o par

    engrenado preso ao eixo de direo. Isso feito atravs de um brao biarticulado.

    Esse brao liga a polia do dispositivo que responsvel por enviar o movimento ao

    eixo de direo e a prpria engrenagem do eixo de direo.

  • 32

    Agora, com todo conjunto interligado, o projeto passa a funcionar conforme

    esperado, reproduzindo os movimentos executados no volante auxiliar do dispositivo,

    para o eixo de direo do veculo e assim, consequentemente as rodas.

    Figura 13 - Projeto Completo

    Fonte: Autores

    Todos componentes, materiais, medidas e informaes de cada componente

    esto em anexo e o veculo base para a produo desse projeto foi um Chevrolet

    Captiva.

    Para instalao do dispositivo em outros veculos, algumas dimenses devem

    ser analisadas e possveis alteraes ou adaptaes podem ocorrer na engrenagem

    de acoplamento e na fixao no assoalho, conforme o modelo onde ele ser instalado,

    porm o conceito do projeto permanece o mesmo.

  • 33

    4.2 Clculos

    Como explicado anteriormente, nesse dispositivo alguns componentes sofrem

    com esforos, tenses e torques. Por isso, os pontos mais crticos foram avaliados

    para garantir que o mecanismo funcione perfeitamente e em segurana.

    4.3 Fora Aplicada no Volante Auxiliar

    Clculo da fora que o usurio ter que fazer com o membro inferior para girar

    o volante do dispositivo. Foi levado em considerao a fora de 35 N para girar o

    volante principal do veculo. As dimenses das polias do dispositivo foram projetadas

    para que o torque necessrio para girar o volante principal do veculo e o volante

    auxiliar do dispositivo fosse o mesmo. Para obteno dos valores, foi utilizado a

    seguinte frmula, conforme (Halliday Vol. 01 2012):

    = sin

    Clculo para obteno do valor de torque no conjunto

    = sin

    = 35 0,44 1

    = 15,4

    Clculo da fora necessria no membro inferior para girar o volante auxiliar

    15,4 = sin

    15,4 = 0,22 1

    = 70

  • 34

    Sendo que:

    = Torque (Nm)

    = Fora (N)

    = Raio do volante (m)

    = ngulo de aplicao da fora

    = Fora no volante principal (N)

    = Raio do volante principal (m)

    = Fora no volante auxiliar (N)

    = Raio do volante auxiliar (m)

    4.4 Esforo no Eixo de Direo

    Outro ponto avaliado, foram os esforos na engrenagem que presa no eixo

    de direo do veculo atravs da bucha cnica bipartida. Abaixo est o clculo da fora

    aplicada no dente da engrenagem, para anlise de escorregamento da engrenagem

    e bucha em relao ao eixo de direo.

    Clculo da fora no dente da engrenagem:

    = sin

    15,4 = 0,018 sin

    = 855,55

    Onde:

    = Torque (Nm)

    = Fora na engrenagem (N)

    = Raio interno da engrenagem (m)

  • 35

    = ngulo de aplicao da fora ()

    Abaixo temos o clculo de aperto da bucha cnica bipartida que trava a

    engrenagem no eixo de direo. A fora aplicada na bucha proveniente de dois

    parafusos M6 e aplicado um torque de aperto de 8Nm.

    = ( sin )

    8 = ( 0,003 1)

    = 2.666,67

    Onde:

    = Torque de aperto (Nm)

    = Fora de aperto (N)

    = Raio do parafuso (m)

    4.5 Anlise

    Com o valor das foras que sero aplicadas na engrenagem presa ao eixo de

    direo, foram realizadas simulaes dos esforos aplicados no conjunto bucha,

    engrenagem e eixo, analisando a presso que essa fixao geraria como visto na

    figura 14.

  • 36

    Figura 14 - Simulao

    Fonte: Autores

    Observa-se que a presso de fixao da bucha gira em torno de 6 MPa,

    podendo chegar em alguns pontos ao valor mximo de presso de 17,78 Mpa.

    Sabendo-se o torque atuante no sistema de 15,4 Nm e a presso que a bucha

    exerce sobre a engrenagem e o eixo de direo(17,78 MPa), conseguimos calcular o

    torque resistente do conjunto usando a frmula abaixo conforme (SHIGLEY, J.E. Vol.

    02 1984):

    =

    8 sin (2 2)

    Onde:

    = Torque resistente (Nm)

    = Coeficiente de atrito

  • 37

    P = Presso de fixao (Pa)

    D = Dimetro maior da bucha cnica (m)

    D = Dimetro menor da bucha cnica (m)

    = ngulo da bucha cnica ()

    O torque resistente do conjunto deve ser maior que o torque atuante no sistema,

    para que no ocorra o escorregamento da engrenagem sobre o eixo de direo.

    Ento, tem-se:

    = 0,22 17.780.000 0,029

    8 sin 5 (0,03372 0,0292)

    = 511.112,2768 (0,03372 0,0292)

    = 150,62

    Enfim, com o resultado do torque resistente de 150,62 Nm, pode-se concluir

    que no haver escorregamento do conjunto, uma vez que o torque do sistema inteiro

    muito menor, cerca de 15,4 Nm, como visto em clculos anteriores. Os resultados

    completos e detalhados da simulao podem ser observados no relatrio gerado pelo

    prprio software que consta anexado (Anexo BF).

  • 38

    5 Concluso

    O trabalho teve como objetivo principal, criar um projeto no qual uma pessoa

    com deficincia nos membros superiores pudesse dirigir um veculo de forma

    autnoma, porm, no apenas o projeto, o trabalho tambm expos ao leitor uma srie

    de informaes sobre o direito e possibilidade do deficiente fsico dirigir no Brasil e

    possveis adaptaes e acessrios para tornar essa pratica uma realidade.

    Foi explicado o funcionamento do projeto em pauta, montagem e detalhes de

    instalao. O ponto de maior esforo foi analisado para assegurar que o projeto seria

    seguro e no falhasse enquanto utilizado. Atravs de simulaes de esforos,

    constatou-se que a fora aplicada no ponto a ser estudado no seria o suficiente para

    comprometer a fixao dos componentes tornando o projeto seguro e confivel.

  • 39

    6 Trabalhos Futuros

    A expectativa do trabalho que futuramente esse projeto seja construdo em

    forma de prottipo atravs de um outro trabalho de concluso de curso da instituio,

    pondo a prova sua funcionalidade e viabilidade de instalao e pensando nisso que

    todas informaes necessrias e desenhos de todos componentes do projeto se

    encontram em apndice nesse trabalho.

    So feitas as seguintes sugestes para futuras aplicaes:

    Busca de fornecedores de matrias primas com baixo custo, porm mantendo

    padres de qualidade, visando diminuir o custo final do projeto para que pessoas com

    baixa renda monetria possam adquirir e implementar o volante auxiliar em seu

    veculo;

    Anlise de foras e esforos (Mquina de trao: Bloco E FATEC Santo

    Andr) no conjunto eixo de direo / bucha bi-partida / engrenagem bi-partida para

    comprovao que no haver o escorregamento do conjunto podendo fazer o

    condutor perder o controle de seu veculo;

    Montagem do volante e implementao do mesmo em veculo,

    preferencialmente com direo hidrulica ou eltrica, sendo necessrio o veculo

    possuir um sistema de cmbio automtico ou automatizado (Fiat Strada: Praa tcnica

    FATEC Santo Andr);

    Ajustes e testes prticos com o volante instalado no veculo para coleta de

    dados de funcionalidade.

    Por se tratar de um projeto que se baseia em princpios totalmente mecnicos,

    no havendo partes eletrnicas ou mecatrnicas, apresentamos neste trabalho

    produtos que suprem a necessidade bsica de comandos de um veculo, como os

    limpadores de para-brisa, setas para esquerda e direita, comandos de faris, buzina

    abertura de portas, freio de estacionamento e ignio do veculo, sendo alguns desses

    produtos a Central Comandos ao

  • 40

    Volante nos Ps Tapete, Central Comandos ao Volante nos Ps Encosto

    de cabea e

    Central Comandos ao Volante nos Ps Descanso de brao

    Procurando o aprimoramento desses sistemas, com intuito de facilitar os

    comandos e melhorar a individualidade do condutor portador de necessidades

    especiais, visa-se implementar no veculo um sistema de comando de voz ou sistema

    de sensores, capaz de identificar atravs de movimentos da cabea do condutor, o

    comando que deve ser efetuado.

  • 41

    7 Bibliografia

    1. BRASIL. Lei n 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Cdigo de Trnsito

    Brasileiro. Planalto HOMEPAGE: Disponvel em:

    . Acesso em: 15 maio

    2017.

    2. BRASIL. Resoluo n 474, de 11 de fevereiro 2014 CONTRAN. Altera o

    Anexo XV da Resoluo n 425 de 27 de novembro de 2012, do CONTRAN.

    DENATRAN HOMEPAGE: Disponvel em:

    .

    Acesso em: 5 maio 2017.

    3. BRASIL. Resoluo n 425, de 27 de novembro de 2012 CONTRAN. Dispe

    sobre o exame de aptido fsica e mental, a avaliao psicolgica e o

    credenciamento das entidades pblicas DENATRAN HOMEPAGE: Disponvel

    em:

    . Acesso em: 5 maio 2017.

    4. KIVI BRASIL LTDA (Itlia). Kivi Srl (Org.). Kivi homepage. [2008]. Disponvel

    em: . Acesso em: 06 maio 2017.

    5. CAVENAGHI (Brasil). Detran (Comp.). Cavenaghi HOMEPAGE: Produtos.

    [2017]. Disponvel em: . Acesso em: 29

    maio 2017.

    6. DETRAN SP (Brasil). Detran SP homepage. Disponvel em:

    . Acesso em: 06 maio 2017.

    7. AMARAL, Adriel Maia do. TCC - VOLANTE ADAPTADO - FATEC SANTO

    ANDRE. [mensagem pessoal] Mensagem recebida por:

    . em: 30 maio 2017.

    8. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. NBR 10520:

    Censo Demografico 2010 - Caracteristicas gerais da populao, religiao e

    pessoas com deficiencia. 1 ed. Rio de Janeiro: Cddi, 2012. 215 p. Disponvel

    em:

    . Acesso em: 20 jun. 2017.

    9. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 6023; 6024;

    6027; 6028; 10520; 10719; 14724; 15287; 6022: Manual para a elaborao do

  • 42

    Trabalho de Conclusao de Curso das Escolas Tecnicas do Centro Paula Souza.

    1 ed. Sao Paulo: -, 2015. 65 p.

    10. HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de

    fsica Vol. 1 - Mecnica. 9. ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2012.

    11. SHIGLEY, J. E., Elementos de Mquinas, Vol. 2, 3ed., LTC, Rio de Janeiro,

    1984.

    12. DESTEFANE, Luiz Belice. TCC - VOLANTE ADAPTADO - FATEC SANTO

    ANDRE. [mensagem pessoal] Mensagem recebida por:

    . em: 09 jun. 2017.

  • 43

    Apndice AA Questionrio sobre exame Mdico

    Isilda Gonalves Fontes

    Psicloga

    Ao cumpriment-la, solicitamos se possvel, respondesse as questes sobre o

    exame mdico em deficientes fsicos (em anexo). Estamos realizando nosso trabalho

    de concluso decurso na FATEC Santo Andr, do curso de tecnologia em mecnica

    automobilstica e o tema adaptao veicular: Volante auxiliar para pessoas com

    deficincia em ambos os membros superiores.

    Fazem parte do meu trabalho entrevistas realizadas com autoescolas, mdicos

    e locais onde se realiza vistoria automotiva. Desde j agradecemos a ateno que

    dispensar a presente solicitao.

    Cordialmente,

    Adriel Maia do Amaral R.A:1131513002

    Iara de Jesus Loureno R.A:1131513021

    Luiz Belice Destefane R.A:1131513026

    1 O Detran fornece alguma instruo de como proceder o exame?

    Sim, os profissionais que avaliam os pacientes com mobilidade reduzida

    tm que fazer uma especializao especfica.

    2 Quais critrios so avaliados para aprovao ou no do paciente?

    No existem critrios especficos, pois vai depender da deficincia de

    cada paciente.

    3 Como feita a avaliao/testes do paciente?

  • 44

    Como j foi respondido na questo anterior, cada paciente avaliado

    conforte a sua deficincia.

    4 necessrio algum tipo de exame ou laudo auxiliar?

    Sim, antes de o paciente ser avaliado na clnica, necessrio um aval do

    seu mdico que acompanhe seu caso.

    5 Caso o paciente seja reprovado, ele pode voltar a fazer o exame? Como proceder?

    No, caso comprove que o paciente no tenha capacidade de dirigir.

    6 J avaliou paciente com deficincia em ambos os membros superiores? Qual

    adaptao indicada?

    No, at o momento no veio paciente com essa mobilidade reduzida.

    7 Qual a mdia de exames de pessoas deficientes fsicos por ms?

    Atendemos em mdia duas a trs por ms.

    8 Como se tornar um mdico credenciado para avaliao de deficientes fsicos?

    *modelo de resultado do exame ou laudo

    O mdico obrigado a ter uma ps-graduao em medicina do trfego,

    em seguida ele credenciado pelo DETRAN para realizaes de exames

    mdicos, e para atender paciente com mobilidades reduzidas, obrigatrio fazer

    um curso de medicina para atender pacientes especiais.

  • 45

    Apndice AB Questionrio sobre a Inspeo Veicular

    Silvio Ido

    Funo: Eng. Mecnico

    Ao cumpriment-lo, solicitamos se possvel, respondesse as questes sobre

    inspeo em adaptao em automveis para deficientes fsicos (em anexo). Estamos

    realizando nosso trabalho de concluso de curso na FATEC Santo Andr, do curso

    de tecnologia em mecnica automobilstica e o tema adaptao veicular: Volante

    auxiliar para pessoas com deficincia em ambos os membros superiores.

    Fazem parte do nosso trabalho entrevistas realizadas com autoescolas,

    mdicos e locais onde se realiza vistoria automotiva. Desde j agradecemos a ateno

    que dispensar a presente solicitao.

    Atenciosamente,

    Adriel Maia do Amaral R.A:1131513002

    Iara de Jesus Loureno R.A:1131513021

    Luiz Belice Destefane R.A:1131513026

    1 Quem o profissional responsvel pela vistoria?

    Inspetores tcnicos com formao em tcnico mecnico ou

    automobilstica com CREA devidamente registrado e eng. mecnico para

    aprovao do certificado de segurana veicular.

    2 Quais documentos necessrios para fazer a vistoria em um carro adaptado para

    deficientes fsicos?

    Autorizao da modificao do DETRAN, CRLV, habilitao do condutor,

    nota fiscal do servio e produto.

  • 46

    3 Quais tipos de carros podem ser adaptados?

    Todos conforme projeto do adaptador.

    4 Quais os aspectos ou fatores da adaptao, so analisados na inspeo?

    Verificamos a segurana veicular: sistema de freio, alinhamento de

    direo, sistema de suspenso, sistema de iluminao, funcionamento do

    sistema adaptado no veculo, pneus e rodas, etc, conforme regulamentao

    tcnica do INMETRO e DENATRAN.

    5 Caso seja reprovado, como esse laudo de recusa?

    Laudo de no conformidade contendo os itens no conforme com prazo

    de 30 dias parara retorno.

    6 Caso reprovado, possvel refazer o projeto e tentar novamente a aprovao?

    No se aplica a nossa inspeo.

    7 Como se tornar um estabelecimento credenciado para emitir esses tipos de laudos

    (Certificado de Segurana Veicular)?

    Solicitar acreditao junto ao INMETRO e DENATRAN e passar por

    auditoria inicial de acreditao e licenciamento.

    8 Qual o procedimento aps a aprovao da adaptao?

    Proprietrio ter prazo de 30 dias para dar entrada com a documentao

    no DETRAN para regularizao dos DUT e CRLV do veculo

    *Se possvel, nos fornecer os valores e modelos de laudo

    No podemos por ser confidencial.

  • 47

    Apndice AC Questionrio para Autoescola

    Givanildo Bordin

    Proprietrio Autoescola Brasil

    Ao cumpriment-la, solicitamos se possvel, respondesse as questes sobre o

    exame mdico em deficientes fsicos (em anexo). Estamos realizando nosso trabalho

    de concluso decurso na FATEC Santo Andr, do curso de tecnologia em mecnica

    automobilstica e o tema adaptao veicular: Volante auxiliar para pessoas com

    deficincia em ambos os membros superiores.

    Fazem parte do meu trabalho entrevistas realizadas com autoescolas, mdicos

    e locais onde se realiza vistoria automotiva. Desde j agradecemos a ateno que

    dispensar a presente solicitao.

    Cordialmente,

    Adriel Maia do Amaral R.A:1131513002

    Iara de Jesus Loureno R.A:1131513021

    Luiz Belice Destefane R.A:1131513026

    1 Como a aula pratica de uma pessoa com deficincia fsica?

    A aula igual a de um aluno comum, seguindo a legislao de trnsito, a

    nica diferena o veculo adaptado para a deficincia necessria.

    2 H leis obrigando carros adaptados nas autoescolas?

    No, no h lei com essa exigncia.

  • 48

    3 Caso no tenha as adaptaes necessrias para o aluno, qual o procedimento?

    possvel fazer aula em um carro do prprio deficiente nesse caso?

    Caso no tenha a adaptao necessria, o aluno deve procurar outro

    estabelecimento que atenda suas necessidades. possvel fazer aula com o

    veculo do prprio aluno desde que o mesmo tenha passado por vistoria do

    Detran e ter sido aprovado pelo rgo.

    4 Deficiente fsico obrigado a fazer simulador?

    O deficiente fsico no obrigado a fazer aula em simulador, mesmo

    porque no existe simulador com adaptao para deficientes.

    5 Quais adaptaes contem a sua autoescola?

    Nossa escola possui adaptao para deficientes que no tenha um

    membro superior, um membro inferior, ou que no tenha os dois membros

    inferiores. No atendemos os deficientes que no tenham os dois membros

    superiores.

    6 O instrutor precisa de algum treinamento/curso especial?

    No. O instrutor no precisa de curso diferenciado para dar aula a

    deficientes fsicos.

    7 interessante uma adaptao pratica e simples, com baixo custo para o veculo,

    onde atenderia a alunos com deficincia em ambos membros superiores?

    Sim, seria interessante desde que o custo da adaptao para esse tipo de

    deficincia fosse vivel, pois a procura para esse tipo de deficincia especfica

    rara. Essa adaptao hoje gira em torno de 5.000 reais e o veculo fica limitado

    a ser utilizado para apenas esse tipo de deficincia e em 3 anos tivemos procura

    de apenas trs pessoas com esse tipo de deficincia.

  • 49

    Apndice AD Desenho tcnico do acoplamento do volante inferior

  • 50

    Apndice AE Desenho tcnico da base da caixa de apoio do p

  • 51

    Apndice AF Desenhos tcnico da caixa de apoio do p

  • 52

    Apndice AG Desenhos tcnico da cantoneira de fixao da

    tampa

  • 53

    Apndice AH Desenho tcnico da chapa de apoio do p

  • 54

    Apndice AI Desenho tcnico da chapa do esticador

  • 55

    Apndice AJ Desenho tcnico do distanciador da polia

  • 56

    Apndice AK Desenho tcnico do eixo esticador

  • 57

    Apndice AL Desenho tcnico do eixo motor

  • 58

    Apndice AM Desenho tcnico do eixo movido

  • 59

    Apndice AN Desenho tcnico do mancal de rolamento da base

  • 60

    Apndice AO Desenho tcnico da polia 22 8M 20

  • 61

    Apndice AP Desenho tcnico de proteo inferior da

    engrenagem

  • 62

    Apndice AQ Desenho tcnico da proteo superior da

    engrenagem

  • 63

    Apndice AR Desenho tcnico da tampa da caixa

  • 64

    Apndice AS Desenho tcnico da trava da polia

  • 65

    Apndice AT Desenho tcnico da polia 22 8M 20 para rolamento

  • 66

    Apndice AU Desenho tcnico da bucha da engrenagem

  • 67

    Apndice AV Desenho tcnico do distanciador esticador fixo

  • 68

    Apndice AX Desenho tcnico do distanciador esticador mvel

  • 69

    Apndice AY Desenho tcnico do distanciador mancal

  • 70

    Apndice AZ Desenho tcnico do eixo da engrenagem

  • 71

    Apndice BA Desenho tcnico da engrenagem bipartida

  • 72

    Apndice BB Desenho tcnico da engrenagem

  • 73

    Apndice BC Desenho tcnico do mancal do rolamento da

    engrenagem

  • 74

    Apndice BD Desenho tcnico do pomo do p

  • 75

    Apndice BE Desenho tcnico da trava da engrenagem

  • 76

    Apndice BF Relatrio de Simulao do Fusion 360

  • 77

  • 78

  • 79

  • 80

  • 81

  • 82

    8 Anexo A Anexo XV da Resoluo 474 CONTRAN

    RESTRIES NA

    CNH

    Obrigatrio o uso de lentes corretivas A

    Obrigatrio o uso de prtese auditiva B

    Obrigatrio o uso de acelerador esquerda C

    Obrigatrio o uso de veculo com transmisso automtica D

    Obrigatrio o uso de empunhadura / manopla / pmo no volante E

    Obrigatrio o uso de veculo com direo hidrulica F

    Obrigatrio o uso de veculo com embreagem manual ou com automao de embreagem ou com transmisso automtica

    G

    Obrigatrio o uso de acelerador e freio manual H

    Obrigatrio o uso de adaptao dos comandos de painel ao volante I

    Obrigatrio o uso de adaptao dos comandos de painel para os membros inferiores e/ou outras partes do corpo

    J

    Obrigatrio o uso de veculo com prolongamento da alavanca de cmbio e/ou almofadas (fixas) de compensao de altura e/ou profundidade

    K

    Obrigatrio o uso de veculo com prolongadores dos pedais e elevao do assoalho e/ou almofadas fixas de compensao de altura e/ou profundidade

    L

    Obrigatrio o uso de motocicleta com pedal de cmbio adaptado M

    Obrigatrio o uso de motocicleta com pedal do freio traseiro adaptado N

    Obrigatrio o uso de motocicleta com manopla do freio dianteiro adaptada O

    Obrigatrio o uso de motocicleta com manopla de embreagem adaptada P

    Obrigatrio o uso de motocicleta com carro lateral ou triciclo Q

    Obrigatrio o uso de motoneta com carro lateral ou triciclo R

    Obrigatrio o uso de motocicleta com automao de troca de marchas S

    Vedado dirigir em rodovias e vias de trnsito rpido T

    Vedado dirigir aps o pr-do-sol U

    Outras restries X