Medicina tradicional chinesa nos aspectos psicolأ³gicos da ... Medicina tradicional chinesa nos aspectos

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    Medicina tradicional chinesa nos aspectos psicológicos da obesidade

    Maria de Lourdes de Souza Barbosa ¹

    malubarpsi@gmail.com

    Dayana Priscila Maia Mejia ²

    Pós-Graduação em Acupuntura – Faculdade - FAIPE

    Resumo A presente estudo foi desenvolvido através da pesquisa bibliográfica, com revisão de livros,

    periódicos, e artigos on line nas bases sites especializados que abordaram o tema a

    Medicina tradicional chinesa nos aspectos psicológicos da obesidade. O excesso de peso e a

    obesidade, transformaram-se em grande epidemia do planeta, acarretando consequências

    negativas para a saúde, provocando desiquilíbrio, no físico, emocional e psíquico. A

    obesidade para a Medicina tradicional Chinesa, é vista como uma alteração da forma e está

    relacionada ao elemento Terra, os sentimentos que estão relacionados ao Baço e ao

    Estômago é a preocupação, reflexão, quando estão em desequilíbrio, a preocupação tende a

    aumentar gerando ansiedade e consequência do comer excessivo. Dentre os métodos

    terapêuticos que a Medicina Tradicional Chinesa oferece, podemos encontrar a

    auriculoterapia, acupuntura sistêmica, fitoterapia, massagens, eletroacupuntura e exercícios

    físicos. A auriculoterapia é o método mais utilizado para o tratamento da obesidade, pontos

    utilizados Fome, Estômago, Shenmem. Hipóteses para explicar a eficiência da

    auriculoterapia deve se a estimulação do nervo auricular que vai provocar interferências nos

    sinais de apetite. Os objetivos quais os benefícios da Tradicional Medicina Chinesa no

    controle da obesidade. Os métodos terapêuticos oferecidos auxiliam para que haja o

    equilíbrio das energias restaurando a saúde.

    Palavras chave: Obesidade; Acupuntura; Auriculoterapia.

    1.Introdução

    A obesidade é um fenômeno que tem sido observado em praticamente todas faixas etárias da

    população em vários países do mundo. Sua prevalência cresceu nos últimos anos e constitui

    um dos mais significativos problemas nutricionais da atualidade, devido as suas graves

    consequências biopsicossociais.( LAMOUNIER,PARIZZI,2007).

    O presente estudo foi desenvolvido através de revisão bibliográfica, constituída de vários

    autores que embassam o tema da pesquisa, medicina tradicional chinesa nos aspectos

    psicológicos da obesidade, utilizando técnicas terapêuticas que buscam diagnósticar a origem

    do problema no qual levou o indivíduo a desequilibrar seu estado físico, psíquico e

    emocional.

    O equilíbrio energético significa a harmonia do homem com uma infinita rede de fluxos de

    energias entrelaçados no universo, ou seja, segundo a visão da Medicina Tradicional Chinesa,

    o homem transita na rede de energia existente no universo seguindo seu Tao (caminho) e

    assim, encontra o equilíbrio energético. ( SEBOLD,RADNUZ,ROCHA,2006).

    ____________________ ¹ Pós Graduanda ² Graduada em Fisioterapia.Especialista em Metodologia do Ensino Superior. Mestre em Bioética.Doutoranda em saúde pública

    mailto:malubarpsi@gmail.com

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    A busca de explicações para o crescimento acelerado da obesidade podem ser destacado a

    modernização, essa evolução trouxe inúmeros benefícios como a praticidade que facilita as

    atividades, proporcionando conforto, ganho de tempo e menor cançaso físico e mental.

    Este estudo tem como objetivo,verificar os benefícios da Medicina Tradicional Chinesa no

    controle da obesidade.

    2. Obesidade: o físico e o psicológico

    Segundo Ferreira (2008), em um tempo em que a forma física e os músculos esculpidos

    constituem um avassalador padrão de beleza, o excesso de peso e a obesidade transformaram-

    se na grande epidemia do planeta, com consequências negativas para a saúde da população.

    A compreensão que influenciam o equilíbrio energético e a manutenção do peso corporal é de

    grande relevância nos dias atuais, uma vez que o número de pessoas com sobrepeso e

    obesidade tem aumentado de forma crescente no Brasil e em diversas partes do

    mundo.(MOTA,ZANESCO,2007).

    A obesidade é atualmente um problema de saúde pública que provoca sérias conseqüências

    sociais, físicas e psicológicas. As conseqüências físicas estão diretamente associadas a

    maiores riscos de morbidade e mortalidade, bem como doenças crônicas como hipertensão

    arterial, diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemias ( MOTA,ZANESCO,2007).

    Conforme Cordas (2005), torna-se claro, à visão dos conhecimentos atuais, que a obesidade é

    uma doença multifatorial, incluindo aspectos genéticos biológicos, endocrinos, ambientais,

    sociais e também psicológicos e psiquiátricos.

    Para Volich (2005),a mídia nos oferece uma legião de pessoas sorridentes, bonitas e bem

    humoradas. Vislumbramos em cenas como essas tramas nos quais, desde o nascimento, se

    tecem as relações do humano com seu semelhante. Segundo Ferreira (2008), a obesidade é

    fator de risco para patologias graves, como a diabetes, osteoartrite, doenças cardiovasculares,

    hipertensão, alguns tipos de câncer e problemas respiratórios.

    A transição nutricional, ocorrida no século XX, proporcionou mudanças importantes no estilo

    de vida das pessoas, aumentando o consumo de gorduras (principalmente de origem animal),

    de açúcares e de alimentos refinados, reduzindo a ingestão de carboidratos complexos e de

    fibras e diminuindo a prática de atividades físicas. (FERREIRA TINOCO,2006).

    Segundo Degalarrondo (2000), o comportamento alimentar, apesar de sua aparente banalidade

    na vida cotidiana, é um fenômeno humano complexo e de importância central.Para

    Leal,(2005), é sabido por profissionais da área de saúde que os transtornos alimentares, vários

    distúrbios fisiopatológicos de acordo com Tavares (2010), são causados pela obesidade

    principalmente nas pessoas com IMC acima de 30 kg m², podem ser citados os distúrbios

    cardiovasculares, hipertensão arterial sistêmica, insuficiência cardíaca, doença cérebro

    vascular, trombose venosa, entre outros. Distúrbios endócrinos, respiratório (apneia

    obstrutiva do sono).

    De acordo com Martini et al (2010), a Organização Mundial da Saúde (2006), a projeção para

    o ano de 2015 é de aproximadamente 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso, e mais de 700

    milhões serão obesos.

    A Organização Mundial da Saúde a partir de meados do século passado, começou a acumul.A

    humanidade testemunhou, nos últimos 50, anos, um aumento da prevalência e considerá-la

    uma epidemia global. (BARROS FILHO, 2004).

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    A nutrição é fator essencial na manutenção da saúde. Os hábitos alimentares, ou seja, os tipos

    de alimentos escolhidos pelas pessoas para fazer parte de sua dieta usual, bem como o modo

    de preparar esses alimentos, variam muito de um povo para outro.( FORNAZIERE, 2013).

    De acordo com Tavares (2010), a busca de explicações para o crescimento acelerado da

    obesidade nas populações tem destacado a modernização das sociedades, a qual tem

    provocado mais oferta de alimentos aliada à melhoria das formas de trabalho devido à

    mecanização e à automação das atividades.

    A obesidade ainda pode gerar disfunções gastrointestinais, distúrbios dermatológicos,

    distúrbios músculos esqueléticos, como osteortrose e defeitos posturais, distúrbios

    psicossociais, como sentimento de inferioridade e isolamento social, e outras complicações e

    também a diminuição da agilidade física. ( BARROS FILHO, 2004).

    O fato é que a obesidade se transformou no problema da saúde mais comum do século

    XXI,emergiu como uma epidemia em países desenvolvidos, durante as últimas décadas do

    século XX. No entanto, atualmente, atinge todos os níveis socioeconômicos e vem

    aumentando sua incidência, também nos países em desenvolvimento.Este problema não afeta

    ricos e pobres, adultos e crianças e é resultante da ação da fatores ambientais,hábitos

    alimentares, atividade física e condições psicológicas sobre indivíduos geneticamente

    predispostos a apresentar excesso de tecido adiposo.(BARINI,2008).

    Não há, a luz das evidências atuais, qualquer razão para imaginarmos que a obesidade seja

    resultado direto de distúrbios psicológicos, mas sim que o estigma e o preconceito são

    consequências do quadro. (CORDA, 2005).

    De acordo com Ferreira (2008), a obesidade pode ser causa de sofrimento, depressão e de

    comportamentos de esquiva social, que prejudicam a qualidade de vida.

    Esse desiquilíbrio gera na maioria dos casos distúrbios alimentares, que a psicologia explica

    ser uma maneira que a pessoa encontra para aliviar suas magoas e rancores e ao mesmo tempo

    uma fuga para suas preocupaçẽos, podendo resultar em obesidade e consequentemente outros

    sérios problemas de saúde que afetam os sistemas circulatórios, respiratório, digestótio e

    principalmente o sistema nervoso.(MARTINI,2010)

    A ansiedade há muito já foi identificada na ciência ocidental e bastante estud