MENSAGEM DIA MUNDIAL DA PAZ - arquidiocese-braga.pt ma a sair e nأ£o temer a mudanأ§aâ€‌, afirmou. Francisco

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  • QUINTA-FEIRA / 26 DEZEMBRO / 2019 WWW.ARQUIDIOCESE-BRAGA.PT

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    MENSAGEM

    DIA MUNDIAL DA PAZ P. 04-05

  • 2 IGREJA VIVA // QUINTA-FEIRA | 26 DE DEZEMBRO | 2019

    Breves

    ONU procura manter corredores humanitários na Síria O Conselho de Segurança das Nações Unidas es- tá a renegociar a manutenção do actual dispositi- vo de ajuda humanitária à população da Síria, que expira no início de 2020 e é feito através de quatro corredores: dois pela Turquia, um pela Jordânia e um pelo Iraque. Nas negociações, está em discus- são um quinto corredor, através da Turquia. Para o secretário-geral da ONU, embora tenham sido feitos progressos na distribuição de ajuda hu- manitária dentro da Síria, a libertação das frontei- ras e das linhas de frente continua a ser essencial. “A ajuda humanitária fornecida mensalmente por agências das Nações Unidas inclui alimentos para cerca de 4,3 milhões de pessoas e tratamento mé- dico para mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o país”, sublinha António Guterres.

    Reduzido número de militares na missão de paz no Congo O Conselho de Segurança das Nações Unidas reno- vou o mandato da Missão na República Democrática do Congo por mais um ano, mas fixou o limite má- ximo do número de operacionais em 14 mil, menos 1.650 do que no efectivo anterior. A resolução des- taca como prioridades da missão oferecer protecção aos civis, apoiar a estabilização e reforçar as institui- ções do Estado. O documento, que estabelece a manutenção da mis- são de paz até Dezembro de 2020, aponta também para a passagem de responsabilidades da ONU para o governo congolês no fim deste período, através de uma saída das forças de paz do país “bem sucedida, gradual e responsável”. A resolução apela ainda aos países que contri- buem com tropas a tomarem as medidas ade- quadas para seguir o desempenho do pessoal e aumentar o número de mulheres a operar nas missões de paz.

    opinião

    O George laça a lua

    Miguel miranda padre

    N um tempo em que existia uma só es-tação de televisão. Num tempo em que a imagem era ainda a preto e branco. Num tempo em que ninguém imaginava sequer que um dia iria ficar “Sozinho em casa” (não leitor, isto não é a introdução de um trai- ler)… O clássico de Natal in- titulava-se “Do céu caiu uma estrela”, o actor não era um miúdo imberbe mas o gran- de Jimmy Stewart e o realiza- dor não era alguém cujo no- me obriga a pesquisa, mas o grande Frank Capra. Ambos, Stewart e Capra, tiveram nes- te opus de 1946, filme super- lativamente intemporal, tal- vez aquele que foi o grande momento das suas carreiras, Stewart dando como nunca antes nem depois corpo e voz ao americano médio, Capra interpretando como poucos a realidade atrás da câmara. Uma parceria que já anos an- tes produzira excelência, bas- tando em caso de dúvida con- ferir o também inesquecível “Mr. Smith goes to Washing- ton” (título português “Peço a palavra”), de 1939.

    Ao rever agora “It’s a won- derful life” (título original), confesso que, tal como na minha meninice, chorei co- mo uma madalena (o cinema desperta o chorão que há em mim). Hoje como ontem, es- te melodrama enche-nos a al- ma, aquece-nos o coração, di- ria até que nos espeta uma la- reira vísceras adentro – des- culpai se exagero. Com uma notável economia narrativa, fazendo com que nada este- ja a mais nem a menos, Ca- pra situa a sua história, fábu- la de profundamente huma- na moral, no intervalo his- tórico entre os tempos que

    imediatamente antecedem o crash bolsista de 1929 e o pós-guerra.

    Devedor dos seus con- temporâneos George Cukor e Ernst Lubitsch pela forma co- mo explora os meandros ten- dencialmente bipolares da psi- cologia das personagens femi- ninas (aqui a Mary Hatch in- terpretada por Donna Reed), mas também do mestre fran- cês Méliès (vide o diálogo ce- leste entre Deus Pai, São José e o anjo Clarence, projectado na Via Láctea), Capra ousa nes- te filme troçar do cânone de Hollywood à laia de brincadei- ras com o zoom ou o stop.

    Mas, para lá das técnicas, sempre exploradas com mui- ta pertinência, está a histó- ria de George Bailey, o herói (quiçá anti-herói) de “Do céu caiu uma estrela”, um homem que sempre quis partir de Be- dford Falls (a própria peque- na cidade devia ter direito aos créditos finais no elenco das actrizes, ao lado da neve na- talícia!) mas que as circuns- tâncias sempre obrigaram a ficar. Sonhador, imaginativo, aventureiro, idealista, deste- mido, capaz de “laçar a lua”, bom coração, vítima do andar da carruagem histórica mas também da maldade do agio- ta e usurário Potter, esse ému- lo americano de Mr. Scrooge.

    Deste filme fica-nos sobre- tudo o “último acto”. Na noi- te de Natal, prestes a “bater no fundo”, Bailey ensaia uma tímida oração na taberna lo- cal, entre um copo de bebida

    branca e outro. O movimen- to progride para a sequência da ponte, em que entra em cena o “anjo de segunda clas- se”, Clarence, mandatado pa- ra o salvar e poder assim con- quistar as asas que ainda lhe faltam; evolui para a “quinta dimensão” do absoluto ano- nimato do protagonista – ex- posto por Clarence ao “filme” da sua não existência, como terapia de choque para vol- tar a si mesmo, voltar atrás, voltar a Bedford Falls, voltar a casa, voltar à sua história; e desagua no efectivo reencon- tro com os rostos familiares que voltam a reconhecê-lo e o recebem.

    “É estranho, não é? A vida de uma pessoa toca tantas ou- tras vidas, e se essa pessoa não está deixa um enorme vazio, não é? Tu tinhas realmente uma vida maravilhosa [won- derful life]… Não estás a ver o erro que seria deitá-la fora?”. E assim Bailey pode recome- çar e Clarence ganha final- mente direito às suas asas.

    Elogio da vida familiar, do sacrifício pelos outros, da bondade e da amizade, “Do céu caiu uma estrela” perma- nece hoje, quase 75 anos de- pois, como uma espécie de “céu na terra” do cinema, en- velhecendo como um bom Porto. E dando a todos aque- les que não desistem de so- nhar, mesmo se tudo muda num estalar de dedos, a certe- za de que, sempre que um si- no toca na terra, um anjo ga- nha asas no céu.

  • QUINTA-FEIRA | 26 DE DEZEMBRO | 2019 // IGREJA VIVA 3

    opinião

    Pedidos ao Menino Jesus

    José lima Padre

    Neste tempo tão mei-go em que celebra-mos o nascimen-to de Jesus em “Be- lém da Judeia” (Mt. 2, 1), lem- bro a minha infância e penso nas crianças que brincam ho- je. Então, pedíamos ao Meni- no que nos enchesse o sapati- nho. Hoje, em cenários dife- rentes, os pedidos são outros. Na doçura do tempo de ga- roto, partilho convosco nesta bela quadra os meus pedidos de adulto.

    “Querido Menino Jesus: Peço-te pelos mais adul-

    tos, responsáveis nas decisões no meu meio social, no meu País, em todos os Continen- tes: dá-lhes sabedoria para compreenderem bem o que todos necessitamos; dá-lhes coragem para fazerem o que devem com firmeza; dá-lhes sensibilidade para respeita- rem a terra e criarem um cli-

    ma de paz universal. Não se fiquem nas belas teorias, mas desçam às práticas sociais. Não sejam tão teóricos e que se mire com eles um pouco do futuro, que amanhece no hoje. Que quando dormem, possam esperar que o ama- nhã é deles, porque o criaram hoje.

    Não esqueças as crianças. Sei que atendes a todos os pe- didos, mesmos os mais difí- ceis, desde que não sejam pa- ra o nosso mal. Atende o cho- ro de tantas crianças e adoles- centes que vivem duramente a travessia do mar e que ficam tantos dias às portas de cida- des. Ajuda-os a encontrar um futuro e a poder viver como nós, comendo o pão que to- dos trabalhamos na masseira deste Jardim que criaste para todos. Lembra-lhes sempre que, na esperança, nelas está a desenvolver-se a sua matriz adulta.

    Peço-te que as crianças possam brincar, estudar, ser felizes. Dá-lhes tempo para brincar e dá-lhes condições para irem para o recreio. Dá- -lhes muita paz e teimosia pa- ra que sejam inventivas nas suas brincadeiras.

    Sei que podes fazer tu- do. Tens muitos colabora- dores contigo. Tu podes fa- lar ao coração e sei que mur- muras sempre um preito de paz e felicidade. Os meninos e meninas da minha terra te-

    nham confiança nos pais e nos mais velhos que lhes dão sustento e um peão para jo- gar, um campo de futebol e colegas de jogo, um telemó- vel com tantas brincadei- ras, onde vão aprendendo na medida que brincam com todos. Vão assim fazendo um mundo novo no qual ama- nhã serão crescidos e pode- rão usar o que aprenderam jogando.

    Coloca um miminho na sacola que levam às costas: que gostem uns dos outros; que se entreajudem; que pos- sam brincar e ser felizes; que sejam irmãos.

    Não esqueças os mais po- bres. Coloco-lhes na boca um lanche preparado pelos teus discípulos actuais. Tantos aju- dantes que te vão auxiliar pa- ra esta ceia, a dos povos! Já agora, ajuda-nos na partilha, pois o teu jardim dá para to- dos. Abre as mãos d

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