of 4 /4
SEXTA-FEIRA, 26 DE OUTUBRO DE 2012 1

Negocios Rurais Outubro

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Caderno Negocios Rurais

Citation preview

Page 1: Negocios Rurais Outubro

sexta-feira, 26 de outubro de 2012 1

Page 2: Negocios Rurais Outubro

sexta-feira, 26 De outubro De 20122

Localizada no Sul do Es-

tado gaúcho, Pelotas foi

escolhida para sediar

o Treinamento Crescer

Legal - Desafios para uma Consci-

ência Sustentável, que reuniu mais

de 100 profissionais das equipes

de campo do setor do tabaco em

torno do tema trabalho infantil.

Promovido pelo SindiTabaco (Sin-

dicato Interestadual da Indústria

do Tabaco), empresas associadas

e Afubra (Associação dos Fumi-

cultores do Brasil), o treinamento

pode ser considerado o maior

trabalho realizado por empresas

privadas para a proteção da crian-

ça e do adolescente.

As atividades do treinamento

já haviam ocorrido nos dias 18 e

19 de setembro, em Santa Maria, e

chegaram a Pelotas nos dias 2 a 5

de outubro, orientadas pela Escola

de Negócios da Universidade Po-

sitivo, de Curitiba. Entre os temas

discutidos estão o papel das orga-

nizações, do produtor, do orien-

tador e da sociedade no combate

ao trabalho infantil na cultura do

tabaco, bem como os princípios

da sustentabilidade e cases sobre

o impacto da mão de obra infantil

em setores produtivos.

“Estamos apostando no tra-

balho dos orientadores agrícolas

para repassar a mensagem de que

o trabalho no plantio, colheita,

beneficiamento ou industriali-

zação do tabaco só é permitido

a partir dos 18 anos. Sabemos

que houve inúmeros avanços

no sentido da conscientização.

Entretanto, enquanto tivermos

uma única criança trabalhando,

ainda teremos um problema a ser

resolvido” afirmou Schünke na

abertura dos encontros realizados

no Park Hotel Morotin.

De acordo com a legislação

vigente, a idade mínima para

ingresso no mercado de trabalho

é de 16 anos. Algumas atividades

de aprendizagem estão liberadas

a partir dos 14 anos, desde que

acompanhadas. No tabaco, o ar-

gumento legal está ancorado em

uma recomendação da Organi-

zação Internacional do Trabalho

(OIT), regulamentada pelo Brasil

por meio do decreto nº 6.481, de

2008, que coloca o tabaco na lista

de formas de trabalho proibidas

para menores de 18 anos.

O PROJETO

O Programa Crescer Legal foi

lançando em 1998, com o nome

do Programa O Futuro é Agora!.

Em mais de uma década de atu-

ação, as ações alcançaram mais

de 180 mil produtores de tabaco

da região Sul do Brasil, que hoje

estão conscientes sobre os direitos

das crianças e adolescentes e a

importância da educação de seus

filhos. Considerando os resulta-

dos alcançados pelo Programa O

Futuro é Agora!, a nova legislação

vigente e o amadurecimento do

tema junto aos produtores, demais

agentes do setor e da sociedade,

foi estruturado um planejamento

estratégico baseado em valores e

missão atualizados à nova reali-

dade que se apresenta.

Esta nova estrutura ampliou

horizontes em relação ao Pro-

grama O Futuro é Agora!, com

objetivos mais amplos, atingindo

de forma mais conscistente o jo-

vem rural, além de manter ações

voltadas às crianças. Todo este

crescimento e amadurecimento

demandou também nova denomi-

nação e identidade, chegando ao

Crescer Legal.

EXPEDIENTE

Informe Comercial - Negócios Rurais - Este caderno circula encartado em Zero Hora na tiragem regional dos Vales do Rio Pardo e Taquari. Editor colaborador: Jansle Appel Junior MTB 15.066 - Diagramador colaborador: Douglas Silva - Agência NakaoPara anunciar ou sugestões, ligue: Comercial Santa Cruz do Sul. Fone: (51) 3715.7345

CRESCER LEGAL

Santa Maria sedia treinamento sobre trabalho infantil Andreoli MSl BrASil

div

ulg

Ação

Page 3: Negocios Rurais Outubro

sexta-feira, 26 de outubro de 2012 3

DIVERSIFICAÇÃO

A C o op e r f u mo s d o

Brasil, de Santa Cruz

do Sul, foi umas das

20 organizações da

sociedade civil premiadas pela

Organização das Nações Unidas

(ONU) em 2012 no prêmio Obje-

tivos do Milênio. O prêmio tem

como princípio reconhecer boas

prát icas que contr ibuem para

o cumprimento dos chamados

objetivos do milênio, dentro das

seguintes áreas: caráter inovador,

possibilidade de tornar-se referên-

cia para outras ações similares,

perspectiva de continuidade ou

replicabilidade, integração com

políticas públicas, participação da

comunidade, existência de parce-

rias e manutenção da qualidade

nos serviços prestados.

Nesta edição do ODM, a Co-

operfumos teve seu projeto Sus-

tentabilidade Camponesa – Di-

versificação Produtiva na Região

Fumageira premiado. A distinção,

entregue no fim do mês de maio,

reconhece todo o trabalho que

vem sendo desenvolvido pela co-

operativa e que já serve de modelo

a outras organizações no Brasil e

no exterior.

“Este prêmio veio emoldurar

um trabalho inovador e pioneiro

voltado para a agricultura campo-

nesa. Atuamos sempre pensando

no desenvolvimento do pequeno

agricultor e na manutenção de prá-

ticas produtivas que tenham rendi-

mentos sem afetar ou prejudicar a

natureza”, afirma o presidente da

Cooperfumos do Brasil, Gilberto

Tuhtenhagem.

A Cooperativa Mista dos Fumi-

cultores do Brasil (Cooperfumos),

ligada ao Movimento dos pequenos

agricultores (MPA), vem trabalhan-

do em projetos sociambientais com

destaque na agricultura familiar,

sempre visando ao desenvolvimen-

to do pequeno agricultor aliado a

práticas ambientais corretas. Em

2007 a cooperativa pôde ampliar

sua atuação, a partir da doação,

pela Prefeitura, de uma área pró-

xima ao Autódromo Internacional

de Santa Cruz do Sul.

A quarta edição do Prêmio

ODM Brasil recebeu 1.638 práticas

inscritas, sendo 720 de organiza-

ções e 918 de prefeituras. As 51

práticas finalistas receberam a vi-

sita in loco de um comitê técnico,

integrado por representantes do

Instituto de Pesquisa Econômica

Aplicada (Ipea) e da Enap.

O Prêmio ODM Brasil é uma

iniciativa pioneira no mundo e foi

criado em 2004 com a finalidade

de incentivar ações, programas e

projetos que contribuem efetiva-

mente para o cumprimento dos

Objetivos de Desenvolvimento do

Milênio (ODM). É coordenado pela

Secretaria-Geral da Presidência da

República, em parceria com o Pro-

grama Nacional das Nações Unidas

para o Desenvolvimento (Pnud) e

com o Movimento Nacional pela

Cidadania e Solidariedade. Na

ocasião da entrega dos troféus, a

Cooperfumos foi cumprimentada

pela própria presidente Dilma

Rousseff pela conquista.

Cooperfumos do Brasil vence 4ª edição do Prêmio ODM Brasil

divulgAção

Page 4: Negocios Rurais Outubro

sexta-feira, 26 De outubro De 20124

A presidenta Dilma Rous-

seff vetou nove itens

do Código Florestal

aprovado pelo Con-

gresso Nacional em setembro. O

principal veto retira do texto as

modificações que os parlamentares

efetuaram relativas às regras para

recomposição de áreas de pre-

servação permanente (APPs) nas

margens de rios.

Por meio de decreto, que será

publicado nesta quinta-feira (18), o

governo resgatará na lei a chamada

regra da “escadinha”, que determi-

na que os produtores rurais terão

que recuperar entre 5 e 100 metros

de vegetação nativa das APPs, de-

pendendo do tamanho da proprie-

dade e da largura dos rios. Quanto

maior a propriedade, maiores são as

obrigações de recomposição.

A presidenta excluiu do texto o

trecho incluído pelos parlamentares

que permitiria a recuperação de 5

metros de APPs em tornos de rios

intermitentes de até 2 metros de

largura para qualquer tamanho de

propriedade. Também foi vetada a

possibilidade de recomposição de

APPs com espécies frutíferas exó-

ticas, como laranja e maçã.

“Não teremos áreas de pomar

permanente”, disse a ministra do

Meio Ambiente, Izabella Teixeira,

que apresentou os vetos no dia 17

de outubro junto com o advogado-

-geral da União (AGU), Luís Inácio

Adams.De acordo com a ministra,

os vetos foram pontuais, apenas

para recuperar os princípios que

estavam na proposta original do

governo.

O decreto que será publicado

nesta quinta-feira (18), no Diário

Oficial da União, também trará a

regulamentação do Programa de

Regularização Ambiental (PRA) e

do Cadastro Ambiental Rural (CAR),

que suprirão os possíveis vácuos na

lei deixados pelos vetos.

Segundo Izabella, mais instru-

mentos normativos serão neces-

sários para regulamentar outros

pontos do texto, que poderão

ser decretos ou atos ministeriais.

“Outros atos, não necessariamente

decretos, serão necessários para

regulamentação do código.”

A presidente da Confederação

da Agricultura e Pecuária do Brasil

(CNA), senadora Kátia Abreu, disse

que, apesar dos vetos da presidente

Dilma Rousseff a alguns itens da

Medida Provisória (MP) que com-

plementa o novo Código Florestal,

houve vários avanços na legislação

ambiental durante as discussões

no Congresso Nacional. Um dos

pontos positivos destacados por

ela foi a segurança jurídica que

os produtores rurais terão a partir

de agora.

“O pior dos mundos é você

não saber onde está e como está

sua situação. Agora os produtores

rurais saberão seus direitos e suas

obrigações em relação à questão

ambiental”, justificou a senadora.

MEIO AMBIENTE

Dilma faz nove vetos ao Código Florestal

div

ulg

Ação